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segunda-feira, 11 de junho de 2012

“ EXPERIÊNCIA DE MARCA PRECISA SER CULTIVADA”

“Portugal foi a janela do Rock in Rio para o mundo e daqui nós só saímos se os portugueses não nos quiserem mais”, afirmou Roberto Medina. O empresário reforçou a importância das ativações de marca na Cidade do Rock.

“O Rock in Rio é o maior do mundo não apenas pela qualidade das bandas que traz, mas principalmente porque houve um entendimento das marcas parceiras de que este é um bom investimento”, disse um dos pioneiros do marketing promocional no Brasil.

Consolidado em Portugal, a edição lisboeta de 2012 conta com praticamente os mesmos patrocinadores desde 2001. E já contabiliza, para a próxima edição brasileira em 2014, a captação de 84 milhões de Reais. “O Rock in Rio nasceu no Brasil e amadureceu em Portugal, tornando-se um projeto único no mundo. É, na verdade, um grande projeto de comunicação que acaba em música”, reflete o criador da grande festa da música.

Roberto Medina com a filha e responsável pelo Rock in Rio no exterior, Roberta Medina

O que era um “sonho de poucas pessoas”, em 1985, tornou-se um paraíso para a conexão entre marcas e consumidores. De acordo com o executivo, o que as pessoas vão buscar no Rock in Rio é, cada vez mais, uma experiência.

Pesquisas realizadas mostram que 50% dos participantes vão ao evento por este fator, e escolhem qual dos dias participar com base nas bandas que vão se apresentar. A Rock Street, a Street Dance, o palco Sunset, são atrações a mais e, atualmente, as ativações promovidas pelos patrocinadores “Deixam de ser um contato simples, mas passam a ser um programa de diversão, que carrega alegria e otimismo por vários meses antes e depois da festa”, completa Roberto.

Relacionamento: A Experiência da Experiência

De acordo com a diretora de Marketing Agatha Areas, passar a cultura da experiência para os patrocinadores é sempre o mais complexo em um projeto de captação com a dimensão e o propósito deste megaevento.

“Falar em números não diz tudo na hora de comunicar com os futuros parceiros. Por isso, sempre os levamos para mostrar ‘in loco’ o que se está querendo dizer, e isso funciona muito mais do que apenas apresentar imagens e informações. É preciso que eles vivam a ‘experiência da experiência’”, contou Agatha com exclusividade para o Promoview.

Mas, isso nem sempre é possível quando não se possui uma edição anterior. Foi o caso de Lisboa, em 2004. A experiência brasileira foi suficiente para convencer os patrocinadores portugueses a participarem, pois, apesar de enxergarem uma grande oportunidade em estarem presentes, não tinham muito claro o potencial por detrás da ideia.

Porém a “experiência da experiência” de ser patrocinador foi tamanha, que foram criados critérios para que as marcas pudessem sugerir ações e ativações. “Inclusive algumas ideias que uma marca já havia tido passaram a ser reservadas, para não haver sobreposição de brindes e de ativações, tanto no gramado quanto na area vip”, revela Agatha.

O resultado deste cultivo da experiência tornou-se visível já na segunda edição de Lisboa, em 2006 e, desde então, as marcas tornaram-se verdadeiras “experts em Rock in Rio”.

Agatha contou que por trabalharem já há muitos anos com o evento, os atuais parceiros estão prontos para o que acontece. “Às vezes em reunião com os responsáveis, eles já sabem referir o que funciona melhor em cada ambiente, em cada intervalo, ou seja, a organização acaba envolvendo-se cada vez menos no processo de definição das ações e isso é muito bacana”, finaliza a diretora de marketing. (Promoview)

O PONTO FRACO DA VASSOURA-DE-BRUXA

(Texto de Karina Toledo, distribuído pela Agência FAPESP) – A estratégia usada pela praga vassoura-de-bruxa – principal doença que afeta a produção de cacau no país – para resistir ao ataque da planta hospedeira e aos mais potentes fungicidas do mercado foi desvendada por pesquisadores da Unicamp.

A descoberta, publicada na revista New Phytologist, abre caminho para o desenvolvimento de novas drogas capazes de combater a doença. Causada pelo fungo Moniliophthora perniciosa, a vassoura-de-bruxa tem esse nome porque deixa os ramos do cacaueiro secos como uma vassoura velha. As áreas afetadas não conseguem realizar fotossíntese e, para piorar, liberam substâncias tóxicas que diminuem a produção de frutos. Os poucos frutos produzidos se tornam inviáveis para a fabricação de chocolate.

“Na fase inicial da infecção, a planta tenta deter a ação do invasor liberando grandes quantidades de óxido nítrico (NO), substância capaz de bloquear a cadeia respiratória do fungo. Mas descobrimos que a vassoura-de-bruxa possui um mecanismo alternativo de respiração que lhe permite resistir a esse ataque”, explicou Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, coordenador do Laboratório de Genômica e Expressão da Unicamp.

Ironicamente, a própria planta acaba sofrendo os efeitos tóxicos do NO. Os galhos infectados morrem e viram banquete para a M. perniciosa. “O fungo tem uma fase biotrófica, na qual vive dentro da planta ainda viva, e outra necrotrófica, em que se alimenta do tecido morto”, disse Pereira.

A equipe coordenada pelo pesquisador descobriu que, durante a fase biotrófica, quando está sob o ataque da planta, a vassoura-de-bruxa produz uma enzima chamada oxidase alternativa. Essa proteína lhe permite gerar uma quantidade mínima de energia e garante sua sobrevivência.

“Nesse período o fungo praticamente não cresce, pois a energia disponível é pequena, mas ele consegue resistir ao ataque”, disse Pereira.

Quando a planta finalmente dá a batalha por vencida, envia sinais para as células do galho infectado se suicidarem – processo conhecido como apoptose. Como o óxido nítrico deixa de ser liberado, o fungo desliga o mecanismo alternativo de respiração e entra na fase necrotrófica, passando a devorar vorazmente o tecido morto.

Os cientistas tiveram então a ideia de testar uma combinação de princípios ativos – azoxistrobina e ácido salicil-hidroxâmico – capazes de inibir simultaneamente os dois mecanismos respiratórios da praga.

“Observamos que quando a respiração principal é bloqueada pela azoxistrobina e a respiração alternativa se mantém, o fungo permanece na fase biotrófica. Mas, quando combinamos essa droga com um inibidor da oxidase alternativa, o fungo cessa completamente seu crescimento” contou.

Embora tenha se mostrado promissora nos testes de laboratório, essa combinação de moléculas não pode ser usada como um fungicida comercial. “A fórmula é altamente instável e se degrada com facilidade. E isso inviabiliza o uso no campo”, disse.

A equipe agora trabalha, em parceria com a fabricante de defensivos agrícolas Ihara, para achar uma molécula com ação semelhante e capaz de se manter estável por longos períodos de prateleira.

Os pesquisadores estão testando a mesma combinação de moléculas capaz de bloquear a enzima oxidase alternativa contra outras espécies de fungos tropicais, como a ferrujem da soja e do café. “Os resultados em laboratório indicam que estamos na direção certa”, disse.

Os esforços brasileiros para elucidar o mecanismo de ação da doença que há mais de duas décadas afeta drasticamente a produção de cacau no Brasil começaram por volta do ano 2000, com o mapeamento do genoma da M. perniciosa.

Quando chegou ao sul da Bahia, em 1989, provavelmente vinda da região amazônica, a vassoura-de-bruxa fez com que a produção nacional caísse de aproximadamente 400 mil toneladas ao ano para pouco mais de 120 mil. O Brasil, antes um dos maiores exportadores de cacau, passou a importar sementes de países como a Indonésia, com qualidade inferior.

Atualmente, a doença está presente em todos os países produtores de cacau da América Central e do Sul.

JOGOS VIRTUAIS NO ENSINO DA MÚSICA

Uma equipe de pesquisadores da UFSCar está desenvolvendo uma série de jogos virtuais para facilitar o ensino de música. O objetivo principal é permitir que alunos dos cursos de Licenciatura em Música e Licenciatura em Educação Musical (oferecido na modalidade a distância) possam aprender de forma lúdica e agradável, mas os programas podem ser acessados por qualquer pessoa interessada. Detalhes: http://educacaomusical.sead.ufscar.br/jogos

OPORTUNIDADES

A Unesp está com diversos editais abertos de concursos para provimento de vagas de professores. São oportunidades em diversos campi no Estado de São Paulo. O Departamento de Bioquímica e Tecnologia Química do Instituto de Química de Araraquara oferece uma oportunidade para professor titular na disciplina "Processos Industriais".

Em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP), o cargo tem vencimento corresponde à referência MS-6, de R$ 11.802,81. As inscrições serão recebidas, em dias úteis, até o dia 30 de julho de 2012.

Outra vaga para professor titular é oferecida pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina em Botucatu, nas disciplinas "Obstetrícia e Fisiopatologia da Reprodução". Inscrições até 7 de julho.

O Departamento de Biologia e Zootecnia da Faculdade de Engenharia em Ilha Solteira tem uma vaga para professor assistente.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 1º de junho. O salário é de R$ 8.211,02. Caso o candidato selecionado seja portador do título de Livre-Docente, a remuneração será de R$ 9.789,18.

Também há oportunidades para docentes e para pesquisadores nos campi de Botucatu, Jaboticabal, Marília, Rio Claro, São José de Rio Preto, Tupã e outros. Os editais estão em: www.unesp.br/concursos

6º WORKSHOP AGROENERGIA

Com o objetivo de fomentar o debate sobre a produção de etanol, biodiesel, bioetanol, cana-de-açúcar e das culturas agroenergéticas em geral, será realizado em Ribeirão Preto, nos dias 27 e 28 de junho, o 6º Workshop Agroenergia. Detalhes: www.infobibos.com/agroenergia; (16) 3637-

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domingo, 10 de junho de 2012

DOMINGO É DIA DE AUDITORIA

Auditoria de Comunicação

BELEZA!

Licença pra começar aplaudindo a Itaipava pelos anúncios seqüenciais que veiculou estas semana. Títulos:

1º. Anúncio:

SABE

POR QUE

A ITAIPAVA

É UMA

CERVEJA

SEM

COMPARAÇÃO¿

2º. Anúncio:

PORQUE

A ITAIPAVA

USA ÁGUA

100%

CRISTALINA

3º. Anúncio:

PORQUE

A ITAIPAVA USA

INGREDIENTES

100%

SELECIONADOS

4º. Anúncio:

E, PRINCIPALMENTE,

É UMA DAS ÚNICAS

NO MUDO QUE RESPEITAM

100% DO TEMPO EU UMA

CERVEJA PRECISA

PARA FICAR PERFEITA.

Para completar, esses títulos são emoldurados por brilhantes layouts.

E PARA CUMPRIMENTAR A VVOA

A VVOA Empreendimentos Imobiliários está fazendo um brilhante trabalho de comunicação e marketing em Santa Catarina. Coisa de gente grande.

PRA GENTE LER E APRENDER

O Grupo ABC está veiculando um anúncio cujo texto é uma verdadeira aula. Por isso, vale a pena ler, reler, treler, copiar e guardar pra voltar a ler aí pra frente. Título:

AO COMEMORAR 10 ANOS, O GRUPO

ABC

CONVIDA PARA A PALESTRA DO PRESIDENTE

BILL CLINTON

Texto:

O Grupo ABC comemora dez anos de vida. De3z anos em que crescemos em média 34% ao ano e nos tornamos o 18º. Grupo de Comunicação do mundo. O maior da América Latina. São 14 empresas reconhecidas no mercado como de ponta, atendendo 209 clientes dos mais importantes do Brasil e do mundo, e contando com 2.130 colaboradores, profissionais de talento que fazem a diferença. O segredo de todo esse crescimento¿ Sonho, gente e cultura. Você já ouviu isso antes, claro. Nós copiamos das Ambev, do Itaú, da Vale, que, além de serem nossos clientes, inspiram a nós e ao país. É isso que faz o Grupo ABC ser reconhecido. No mercado financeiro pelo seu desenvolvimento como empresa. No mercado profissional pela sua contribuição ao cliente. No país, pelo seu desempenho como cidadão. Lá fora, pelo seu papel como protagonista em grandes entidades, como na Clinton Global Initiative, em que somos parceiros do presidente Bill Clinton. E na UNESCO, em que somos Embaixadores da Boa Vontade. No Brasil, nosso foco tem sido na Educação, em especial no apoio ao maior movimento extrapartidário do país, que é o Todos pela Educação. E, usando da força do Grupo ABC no apoio ao maior e a generosidade dos grupos de mídia, levantamos cerca de 400 milhões de reais nos últimos anos em espaços publicitários para campanhas da natureza social. É por isso, por ser o ABC comprometido com a nossa profissão e com o mundo em que vivemos, que é emblemático termos escolhido alguém em cujos valores acreditamos para fazer as palestra que marca nossos primeiros dez anos de vida. Um líder mundial, um visionário, um homem que levou seu país além de suas fronteiras e que tem ficado cada vez mais moderno com o passar do tempo.

21 de junho de 2012

GRAND PALAIS

FESTIVAL DE CANNES

CANNES LIONS

OFFICIAL FESTIVAL REPRESENTATIVE

ESTADÃO

África.DM9DDB.Loducca.Pereira&O’Dell.Morya.BFerraz.Tudo.Sinset.NewStyle.Asia.XYZlive

Gostou¿ Tudo isso, colocado no layout do anúncio, fica melhor ainda.

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sábado, 9 de junho de 2012

HÁBITOS DE CONSUMO NAS GRANDES CIDADES


Por iniciativa de Luca Lindner, presidente do McCann Worldgroup para América Latina, Caribe, África e Oriente Médio, e coordenado regionalmente pelo diretor de planejamento Josafá Solis, mais de 2,5 mil funcionários da rede McCann da América Latina saíram às ruas para pesquisar os hábitos de consumo da população em grandes centros urbanos. Buenos Aires (Argentina), Caracas (Venezuela), Porto of Spain (Trinidad e Tobago), San Juan (Porto Rico) e Cidade do México foram algumas das cidades inseridas no estudo “Truth about street” que, no Brasil, contou com São Paulo e Rio de Janeiro em seu mapa.

No país, a pesquisa foi concentrada em áreas habitadas principalmente por pessoas das classes C e D. Na capital paulista, Itaim Paulista, Sé, Itaquera, Tatuapé, Lapa, República, Freguesia do Ó, Vila Invernada, Carandiru, Cidade Tiradentes, Jardim Marajoara e Jardim Cupecê estiveram entre os bairros visitados. Já no Rio, os profissionais do escritório carioca da WMcCann foram até regiões como Bangu, Bonsucesso, Cascadura, Campo Grande, Penha, Madureira, Méier, Tijuca. As agências de ativação do grupo no Brasil – Momentum, MRM e Future Brand – também participaram das cerca de quatro mil entrevistas. A ação foi liderada pelo presidente da WMcCann, Martin Montoya, com coordenação de Aloísio Pinto, vp de planejamento.

O primeiro estudo, que segundo Lindner “é a primeira vez que ocorre no mundo da publicidade com essa magnitude”, teve como pano de fundo a coleta de informações e insights sobre o comportamento das pessoas em relação ao tema “Comida na rua”. Ou seja, tudo o que os consumidores podem comer e beber enquanto estão em trânsito.

Segunda Montoya, na pesquisa foi reforçada a percepção de que a relação desses consumidores com as marcas é mais distante do que em relação aos públicos A e B. “Para as empresas se relacionarem com esses públicos, elas precisarão construir uma outra relação que vá além do recall”, completa.

Breve o estudo deverá ser replicado para os escritórios do McCann Worldgroup nos Estados Unidos e Europa. (Propmark)

REGIONALIZAÇÃO NA COMUNICAÇÃO

Rodrigo Gabrioti, jornalista e professor de Jornalismo da ESAMC e da USCS, lança seu primeiro livro, intitulado Interação e Intercidades: a comunicação regional na reconstrução de espaços.A obra, lançada pela LCTE Editora (http://www.lcte.com.br/) e pela FAPESP, trata da regionalização de Sorocaba e Jundiaí por meio da TV TEM, emissora afiliada da Rede Globo. O autor trata das trocas culturais estabelecidas e aponta quatro tipologias a serem utilizadas pelo jornalismo da emissora a fim de diminuir a percepção da audiência de que sempre uma cidade leva vantagem em relação a outra na cobertura jornalística da emissora.A edição do livro é do diretor editorial da Intercom, Osvando José de Morais. O prefácio tem assinatura da Profa. Dra. Míriam Cristina Carlos Silva. O texto da orelha foi escrita pelo Prof. Dr. Paulo B. C. Schettino.No dia 26 de maio ocorre o lançamento do livro, em Sorocaba, das 17h às 20h, no Chalé Francês (Av. Afonso Vergueiro, s/n, Centro).Rodrigo Gabrioti, jornalista e professor de Jornalismo da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC) e da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), lança seu primeiro livro, intitulado Interação e Intercidades: a comunicação regional na reconstrução de espaços.

A obra trata da regionalização de Sorocaba e Jundiaí por meio da TV TEM, emissora afiliada da Rede Globo. O autor trata das trocas culturais estabelecidas e aponta quatro tipologias a serem utilizadas pelo jornalismo da emissora a fim de diminuir a percepção da audiência de que sempre uma cidade leva vantagem em relação a outra na cobertura jornalística da emissora.

A edição do livro é do diretor editorial da Intercom, Osvando José de Morais. O prefácio tem assinatura da Profa. Dra. Míriam Cristina Carlos Silva. O texto da orelha foi escrita pelo Prof. Dr. Paulo B. C. Schettino.

FORMAS DE FINANCIAR O DESENVVOLVIMENTO

O Ipea lançou a publicação Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas, que trata de Financiamento do desenvolvimento: possibilidades, limites e desafios para esta década.

Produzida inteiramente pelo corpo técnico do Instituto, a publicação contou com a participação de 40 colaboradores de todas as diretorias setoriais do Ipea. O objetivo do documento é oferecer informação e análises a respeito dos principais elementos da demanda e oferta de recursos públicos necessários à superação dos maiores entraves que se colocam atualmente ao desenvolvimento brasileiro.

RELAÇÕES PÚBLICAS E MEMÓRIA INSTITUCIONAL

O jornalista Paulo Nassar lança a terceira edição do seu livro Relações públicas: a construção da responsabilidade histórica e o resgate da memória institucional das organizações; publicado pela Difusão Editora, em coedição com a Editora Senac Rio.

O livro baseia-se em um estudo teórico e metodológico sobre esse tema ainda pouco estudado no Brasil, fundamentado em literatura da área e pesquisas realizadas com grandes empresas brasileiras.Nassar apresenta também um novo olhar referente aos profissionais da área. “Os relações-públicas devem se preocupar em sensibilizar a alta administração das organizações quanto a seu papel institucional diante do patrimônio social denominado história organizacional, orientando-as quanto às definições de seus caminhos.”Paulo Nassar é jornalista e diretor-executivo da Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. Professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), também leciona no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu e é vice-coordenador do curso de especialização Gestcorp – Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, além de autor de vários livros.O livro baseia-se em um estudo teórico e metodológico sobre esse tema ainda pouco estudado no Brasil, fundamentado em literatura da área e pesquisas realizadas com grandes empresas brasileiras. Nassar apresenta também um novo olhar referente aos profissionais da área. “Os relações-públicas devem se preocupar em sensibilizar a alta administração das organizações quanto a seu papel institucional diante do patrimônio social denominado história organizacional, orientando-as quanto às definições de seus caminhos.”

Paulo Nassar é jornalista e diretor-executivo da Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. Professor da ECA-USP; leciona no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu e é vice-coordenador do curso de especialização Gestcorp – Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, além de autor de vários livros.

LIVRO SOBRE FOTOJORNALISMO

A jornalista e coordenadora de Comunicação do Ministério Público Estadual do Piauí, Ranielle Leal, lançou o livro “O Olhar e a Palavra – Fotojornalismo de José Medeiros na Revista O Cruzeiro”. A obra aborda a trajetória do fotógrafo piauiense Medeiros e suas grandes reportagens fotográficas realizadas por ele na Revista O Cruzeiro entre os anos de 1946 e 1960.O fotógrafo é considerado o “poeta da luz” por trabalhar a luz ambiente em seu favor, produzindo uma estética única, acompanhando e registrando a vida brasileira, desde a praia de Copacabana ao Xingu. Medeiros é considerado o pai do fotojornalismo brasileiro.A jornalista e coordenadora de Comunicação do Ministério Público Estadual do Piauí, Ranielle Leal, lançou o livro “O Olhar e a Palavra – Fotojornalismo de José Medeiros na Revista O Cruzeiro”. A obra aborda a trajetória do fotógrafo piauiense Medeiros e suas grandes reportagens fotográficas realizadas por ele na Revista O Cruzeiro entre os anos de 1946 e 1960.

LIVRO ABORDA O RÁDIO

A professora Rachel Neuberger, da UFRB, lançou o livro O Rádio na Era da Convergência das Mídias. Editado pela EDUFRB, a obra traz uma contribuição em termos do entendimento sobre a história do veículo e seu lugar na contemporaneidade no que diz respeito a investimentos e audiência.

Em exatos 90 anos de trajetória no Brasil, o rádio é considerado um dos veículos de comunicação mais presentes na vida das pessoas ainda na atualidade, tendo superado inúmeros desafios ao longo dos anos e conquistado espaços significativos ao utilizar-se das novas tecnologias, como computadores, celulares, palmtops, tablets e seus recursos via web.A professora Rachel Neuberger, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), lançou o livro O Rádio na Era da Convergência das Mídias. Editado pela EDUFRB, a obra traz uma contribuição em termos do entendimento sobre a história do veículo e seu lugar na contemporaneidade no que diz respeito a investimentos e audiência.

E AS SACOLINHAS¿

Há dois anos, em acordo celebrado entre o governo estadual (São Paulo), e a APAS – Associação Paulista de Supermercados -, decidiu-se pelo banimento das sacolinhas plásticas. Nas vésperas da entrada em vigor do acordo, janeiro de 2012, o DATAFOLHA foi aferir a manifestação dos consumidores sobre o assunto. 57% dos paulistanos manifestaram-se favorável ao fim da distribuição das tradicionais sacolinhas. A partir de 4 de abril, e finalmente, os supermercados deram cumprimento ao acordo.

Nos dias 2 e 3 de maio, um mês após o fim das sacolinhas, o DATAFOLHA voltou a pesquisar os consumidores. E, desta feita, e já com a experiência de 4 semanas, a opinião mudou um pouco. Dos 57% que se manifestaram favoráveis, antes, a maioria migrou para o outro lado, e 69% dos entrevistados clamavam pela volta das sacolinhas.

De nossa parte, consultores do MADIAMUNDOMARKETING, não imaginávamos que a reação, depois de um primeiro mês, e diante de décadas de cultura da sacolinha, fosse diferente. Mas, com o tempo, as pessoas vão se acostumar revelando-se uma nova realidade.

A pesquisa do DATAFOLHA também colheu outras informações. Que mesmo 61% dos entrevistados jamais terem desistido de realizar uma compra por falta das sacolinhas, que 23% desistiu no caixa quando se lembrou que teria que pagar por uma sacola, e 16% desistiu até mesmo antes de ingressar no supermercado. Que 43% deles ainda acreditam que a maior razão do fim das sacolinhas é o interesse econômico dos supermercadistas. E apenas 22% acreditam na versão “preocupação com o meio ambiente”. E ainda 64% acreditam que quem mais ganhou com a retirada das sacolas foram os supermercados, e que 23% perceberam um aumento nos preços dos produtos como decorrência.

Se todo o processo tivesse uma comunicação mais adequada e eficaz, os índices de rejeição seriam bem menores.

O que, no entanto ninguém se deu conta, até agora, é que num segundo momento, e acostumados com essa nova realidade, e considerando que terão que pagar por sacolas caso não levem de casa, é que os consumidores ficarão mais regrados em suas compras nos supermercados. Durante o passeio pelas gôndolas, e cada vez mais, considerarão o que serão capazes de carregar nos braços, ou tudo o que caberá numa única sacola que estarão dispostos a comprar. O que passar disso ficará para uma próxima compra, ou seja, haverá, inevitavelmente, pela componente racional, uma queda nas compras. As próximas pesquisas, realizadas, adequadamente, revelarão esse novo comportamento. Que cá entre nós, não deixa de ser também positivo. (MadiaMundoMarketing)

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ECO BUSINESS 2012 DISCUTE SUSTENTABILIDADE


Uma pesquisa da Nielsen Holdings, mostrou que 66% dos consumidores preferem comprar produtos e serviços de empresas com programas de sustentabilidade e 46% deles não se importam em pagar mais por eles.

Para auxiliar as empresas a se prepararem para atender a essa nova demanda, a ECO Business 2012 preparou um congresso que alia discussões sobre o perfil do novo consumidor, as inovações tecnológicas para tornar as empresas sustentáveis e as tendências que viabilizam que as cidades sejam mais inteligentes.

O evento, que será realizado de 14 a 16 de agosto, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, é uma realização da MES Eventos, promovida pela Mastran Business Fairs e conta com a direção de conteúdo da Green Business Brasil.

O Congresso da ECO Business contará com mais de 30 palestras de grandes empresas, como P&G, Basf, Camargo Correa e PepsiCo.

“Estruturamos um congresso completo, que chega aos participantes em uma linha lógica de pensamento: o que os consumidores esperam, como as empresas podem atender a essa demanda e, finalizando, novas iniciativas que tornam nossas cidades lugares melhores para viver”, disse Gui Brammer diretor de conteúdo do Congresso.

Hoje em dia, muitas empresas já têm uma nova postura com relação aos modelos tradicionais de comércio e consumo, e ações de sustentabilidade, corwdsourcing e open inovation fazem parte de seu cotidiano.

Durante o evento, essas companhias auxiliarão outras a entenderem essa mudança rumo a uma economia global sustentável e se posicionarem diante dela.

As palestras foram organizadas em três temas, sendo que cada um será desenvolvido em um dia do evento. No dia 14/08 o foco será o ‘Perfil do Novo Consumidor Brasileiro’, assunto debatido por especialistas como Johnny Wei, diretor da Locomotiva Negócios Emergentes e representante do C.K. Prahalad no Brasil e Carla Mayumi, diretora da agência BOX 1824, responsável pela pesquisa O Sonho Brasileiro.

Além desses keynotes, o dia também contará com a participação de Gabriela Onofre (P&G), Claudia pires (PepsiCo), Denise Alves (Natura), Fabio Lavezo (Camargo Correa) e Leandro Farina (Celulos Irani), que irão expor cases sobre como suas empresas estão abordando este novo consumidor.

No segundo dia da ECO Business, o tema será as “Ferramentas para a Implementação de Sustentabilidade nas Empresas”. Neste dia participarão Sonia Chapman (Basf), Luis Serafim (3M), Sérgio Cintra (Metalsinter), Alexander Van Paris Piergilli (Ecossistemas), Chicko Sousa (WiseWaste) e Fabíola Grzybowski (MARS), que mostrarão cases sobre como trazer inovações para sustentabilidade às companhias de maneira efetiva.

Além dos executivos, a keynote Vivian Blaso, da Conversa Sustentável, palestrará sobre as tendências para o Brasil das construções verdes e os benefícios que estas podem gerar para as plantas industriais.

O último dia do Congresso terá como centro das discussões o futuro das cidades brasileiras e como torná-las mais inteligentes, por meio de ações de consumo colaborativo e economia criativa.

Personalidades como Gilberto Dimenstein (Folha e Catraca Livre), Rachel Biderman, Lincoln Paiva (Mobilidade Urbana) e Fabio Mestriner (ESPM) falarão sobre como as empresas podem se adaptar a essas tendências.

Os executivos que atuam com o conceito de consumo colaborativo, Gui Brammer (DescolaAi.com), Marcio Nigro (Caronetas), Fernando Fernandes (Sautil) e Felipe Barroso (ZazCar) abordarão temas sobre “Consumo Colaborativo” e como a população brasileira está aderindo a esse movimento.

Além do Congresso, a ECO Business 2012 também sediará uma feira onde as empresas que desenvolveram soluções sustentáveis irão expor suas tecnologias, maquinários e cases ao público.

REVISTA DE ARQUITETURA E URBANISMO

Acaba de ser lançada a 14ª edição da Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo, editada pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos, pertencente à Universidade de São Paulo (USP).

O periódico, disponível na internet para leitura, reúne a produção acadêmica dos pesquisadores da área de arquitetura e urbanismo e campos afins.

Odete Dourado, professora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, escreve sobre “Antigas falas, novas aparências: o tombamento do Ilê Axé Iyá Nassô Oká e a preservação dos bens patrimoniais no Brasil”.

“O Plano de Cidades Históricas (PCH) no planejamento governamental brasileiro e o desenvolvimento urbano e regional (1973-1979)” é o artigo de Sandra Rafaela Correa e Rodrigo Santos de Faria, da Universidade de Brasília, e Fabiano Lemes de Oliveira, da University of Portsmouth, no Reino Unido, escreve sobre “Of Metabolism: future cities for our contemporary world”. Detalhes: www.iau.usp.br/revista_risco

8º DIA DE CAMPO DO EUCALIPTO

Abertas as inscrições para o 8º Dia de Campo do Eucalipto, que será realizado no dia 13, no ginásio de esportes da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu.

O evento tem como objetivo apresentar aos produtores rurais, engenheiros florestais, agrônomos, técnicos florestais, técnicos agrícolas e estudantes as novas tecnologias no plantio, condução, colheita e informações sobre a comercialização do eucalipto.

Será apresentada uma série de palestras e oficinas ministradas por profissionais e pesquisadores da área. A programação também inclui demonstrações de técnicas de plantio, aplicação de herbicida e formicida, adubação e preparo do solo. Detalhes: www.dceucalipto.blogspot.com.br.

BIORREFINARIAS FAZEM DIVERSOS PRODUTOS

(Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP) – As biorrefinarias – como são chamados os complexos industriais que produzem combustível, eletricidade e produtos químicos a partir de biomassa – estão se tornando empreendimentos capazes de converter uma grande variedade de matérias-primas, incluindo resíduos agrícolas, em diversos produtos. Isso com maior eficiência energética, economia e benefícios ambientais em comparação com processos tecnológicos convencionais que só dão origem a um ou dois produtos.

A avaliação foi feita por Jonas Contiero, professor do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Rio Claro, em palestra no workshop conjunto do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, da Universidade de Nottingham e da Universidade de Birmingham, realizado no dia 14 de maio no Auditório da FAPESP.

Realizado pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), o evento teve o objetivo de apresentar resultados das pesquisas em bioenergia em andamento na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na Unesp, na Universidade de Nottingham e na Universidade de Birmingham – ambas do Reino Unido –, com o objetivo de discutir a pesquisa em colaboração e planejar futuros projetos conjuntos.

De acordo com Contiero, as primeiras biorrefinarias eram caracterizadas por usinas de produção de álcool etílico por trituração seca, que utilizam cereais como matéria-prima e possuem uma linha de produção fixa, que consiste no álcool etílico, em coprodutos e em dióxido de carbono.

Tempos depois, começaram a despontar as biorrefinarias de segunda geração, que utilizam uma tecnologia de trituração “molhada”, a qual possibilita a produção de diversos produtos finais, dependendo da demanda, utilizando principalmente grãos como matérias-primas.

Atualmente estão em fase de pesquisa e desenvolvimento as biorrefinarias de terceira geração, como as que utilizam a biomassa lignocelulósica encontrada em resíduos agrícolas – por exemplo, o bagaço da cana-de-açúcar – para obter produtos químicos e biocombustíveis.

“Em uma biorrefinaria, uma única matéria-prima, como o bagaço da cana-de-açúcar, é convertida em produtos químicos como glucose, bioetanol, ácido cítrico, antibióticos, vitaminas, enzimas, biocorantes, bioetanol e bioplásticos”, exemplificou Contiero.

Dessa relação de produtos, um dos que mais vêm se destacando são os bioplásticos, ou plásticos biobased. Produzidos a partir de outras matérias-primas, os principais tipos desse plástico são à base de amidos, de polihidro-alcanoatos, de ácido polilático, como de cana-de-açúcar, e os derivados de celulose.

De acordo com dados de mercado, apesar de ainda representar apenas 0,5% dos 230 milhões de toneladas de plásticos consumidos atualmente no mundo, o segmento de bioplásticos tem registrado crescimento de 20 a 25% ao ano, com expectativa de produzir 230 mil toneladas ao ano durante a próxima década.

“Os países com maior capacidade de produção estimada de plásticos biobased são os da Europa, com 140 mil toneladas ao ano, seguidos dos países da América do Norte, com 80 mil toneladas, da Ásia, com 40 mil toneladas, e da América do Sul, com 500 toneladas”, disse Contiero.

O produto é utilizado em diversos setores, como os de embalagem, vestuário e biomédico. No Brasil, entre as empresas que produzem esse tipo de plástico a partir da cana-de-açúcar estão a Braskem, PHB Industrial e Usina da Pedra.

Em agosto de 2011, Contiero iniciou um projeto, realizado com apoio do Programa Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), no âmbito de um acordo de cooperação entre a FAPESP, a Braskem e a Ideom, para produzir e extrair ácido lático por fermentação a partir de subprodutos da indústria sucroalcooleira e da produção de queijo para obtenção de ácido polilático.

De acordo com dados do pesquisador, o processo é mais barato do que os que estão sendo desenvolvidos nos Estados Unidos e na Bélgica, que obtêm o ácido polilático a partir do uso, respectivamente, do amido de milho e do açúcar de beterraba.

“A quantidade de fibras lignocelulósicas dos resíduos ou subprodutos da agroindústria da cana-de-açúcar, representada pelo bagaço e pela palha, dá a ela uma enorme vantagem competitiva em relação às outras fontes de carbono, uma vez que esse resíduo pode ser utilizado para geração de energia para a operação da planta de produção”, disse Contiero.

Segundo Contiero, por trabalharem com matérias-primas agrícolas, as biorrefinarias devem ser consideradas como uma extensão da cadeia de produção agrícola, e precisam estar integradas fisicamente aos processos de plantio, colheita, processamento e transformação das plantações.



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sexta-feira, 8 de junho de 2012

ECO BUSINESS 2012 DISCUTE SUSTENTABILIDADE

Uma pesquisa da Nielsen Holdings, mostrou que 66% dos consumidores preferem comprar produtos e serviços de empresas com programas de sustentabilidade e 46% deles não se importam em pagar mais por eles.


Para auxiliar as empresas a se prepararem para atender a essa nova demanda, a ECO Business 2012 preparou um congresso que alia discussões sobre o perfil do novo consumidor, as inovações tecnológicas para tornar as empresas sustentáveis e as tendências que viabilizam que as cidades sejam mais inteligentes.

O evento, que será realizado de 14 a 16 de agosto, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, é uma realização da MES Eventos, promovida pela Mastran Business Fairs e conta com a direção de conteúdo da Green Business Brasil.

O Congresso da ECO Business contará com mais de 30 palestras de grandes empresas, como P&G, Basf, Camargo Correa e PepsiCo.

“Estruturamos um congresso completo, que chega aos participantes em uma linha lógica de pensamento: o que os consumidores esperam, como as empresas podem atender a essa demanda e, finalizando, novas iniciativas que tornam nossas cidades lugares melhores para viver”, disse Gui Brammer diretor de conteúdo do Congresso.

Hoje em dia, muitas empresas já têm uma nova postura com relação aos modelos tradicionais de comércio e consumo, e ações de sustentabilidade, corwdsourcing e open inovation fazem parte de seu cotidiano.

Durante o evento, essas companhias auxiliarão outras a entenderem essa mudança rumo a uma economia global sustentável e se posicionarem diante dela.

As palestras foram organizadas em três temas, sendo que cada um será desenvolvido em um dia do evento. No dia 14/08 o foco será o ‘Perfil do Novo Consumidor Brasileiro’, assunto debatido por especialistas como Johnny Wei, diretor da Locomotiva Negócios Emergentes e representante do C.K. Prahalad no Brasil e Carla Mayumi, diretora da agência BOX 1824, responsável pela pesquisa O Sonho Brasileiro.

Além desses keynotes, o dia também contará com a participação de Gabriela Onofre (P&G), Claudia pires (PepsiCo), Denise Alves (Natura), Fabio Lavezo (Camargo Correa) e Leandro Farina (Celulos Irani), que irão expor cases sobre como suas empresas estão abordando este novo consumidor.

No segundo dia da ECO Business, o tema será as “Ferramentas para a Implementação de Sustentabilidade nas Empresas”. Neste dia participarão Sonia Chapman (Basf), Luis Serafim (3M), Sérgio Cintra (Metalsinter), Alexander Van Paris Piergilli (Ecossistemas), Chicko Sousa (WiseWaste) e Fabíola Grzybowski (MARS), que mostrarão cases sobre como trazer inovações para sustentabilidade às companhias de maneira efetiva.

Além dos executivos, a keynote Vivian Blaso, da Conversa Sustentável, palestrará sobre as tendências para o Brasil das construções verdes e os benefícios que estas podem gerar para as plantas industriais.

O último dia do Congresso terá como centro das discussões o futuro das cidades brasileiras e como torná-las mais inteligentes, por meio de ações de consumo colaborativo e economia criativa.

Personalidades como Gilberto Dimenstein (Folha e Catraca Livre), Rachel Biderman, Lincoln Paiva (Mobilidade Urbana) e Fabio Mestriner (ESPM) falarão sobre como as empresas podem se adaptar a essas tendências.

Os executivos que atuam com o conceito de consumo colaborativo, Gui Brammer (DescolaAi.com), Marcio Nigro (Caronetas), Fernando Fernandes (Sautil) e Felipe Barroso (ZazCar) abordarão temas sobre “Consumo Colaborativo” e como a população brasileira está aderindo a esse movimento.

Além do Congresso, a ECO Business 2012 também sediará uma feira onde as empresas que desenvolveram soluções sustentáveis irão expor suas tecnologias, maquinários e cases ao público.

REVISTA DE ARQUITETURA E URBANISMO

Acaba de ser lançada a 14ª edição da Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo, editada pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos, pertencente à Universidade de São Paulo (USP).

O periódico, disponível na internet para leitura, reúne a produção acadêmica dos pesquisadores da área de arquitetura e urbanismo e campos afins.

Odete Dourado, professora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, escreve sobre “Antigas falas, novas aparências: o tombamento do Ilê Axé Iyá Nassô Oká e a preservação dos bens patrimoniais no Brasil”.

“O Plano de Cidades Históricas (PCH) no planejamento governamental brasileiro e o desenvolvimento urbano e regional (1973-1979)” é o artigo de Sandra Rafaela Correa e Rodrigo Santos de Faria, da Universidade de Brasília, e Fabiano Lemes de Oliveira, da University of Portsmouth, no Reino Unido, escreve sobre “Of Metabolism: future cities for our contemporary world”. Detalhes: www.iau.usp.br/revista_risco

8º DIA DE CAMPO DO EUCALIPTO

Abertas as inscrições para o 8º Dia de Campo do Eucalipto, que será realizado no dia 13 de junho, no ginásio de esportes da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu.

O evento tem como objetivo apresentar aos produtores rurais, engenheiros florestais, agrônomos, técnicos florestais, técnicos agrícolas e estudantes as novas tecnologias no plantio, condução, colheita e informações sobre a comercialização do eucalipto.

Será apresentada uma série de palestras e oficinas ministradas por profissionais e pesquisadores da área. A programação também inclui demonstrações de técnicas de plantio, aplicação de herbicida e formicida, adubação e preparo do solo. Detalhes: www.dceucalipto.blogspot.com.br.

BIORREFINARIAS FAZEM DIVERSOS PRODUTOS

(Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP) – As biorrefinarias – como são chamados os complexos industriais que produzem combustível, eletricidade e produtos químicos a partir de biomassa – estão se tornando empreendimentos capazes de converter uma grande variedade de matérias-primas, incluindo resíduos agrícolas, em diversos produtos. Isso com maior eficiência energética, economia e benefícios ambientais em comparação com processos tecnológicos convencionais que só dão origem a um ou dois produtos.

A avaliação foi feita por Jonas Contiero, professor do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Rio Claro, em palestra no workshop conjunto do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, da Universidade de Nottingham e da Universidade de Birmingham, realizado no dia 14 de maio no Auditório da FAPESP.

Realizado pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), o evento teve o objetivo de apresentar resultados das pesquisas em bioenergia em andamento na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na Unesp, na Universidade de Nottingham e na Universidade de Birmingham – ambas do Reino Unido –, com o objetivo de discutir a pesquisa em colaboração e planejar futuros projetos conjuntos.

De acordo com Contiero, as primeiras biorrefinarias eram caracterizadas por usinas de produção de álcool etílico por trituração seca, que utilizam cereais como matéria-prima e possuem uma linha de produção fixa, que consiste no álcool etílico, em coprodutos e em dióxido de carbono.

Tempos depois, começaram a despontar as biorrefinarias de segunda geração, que utilizam uma tecnologia de trituração “molhada”, a qual possibilita a produção de diversos produtos finais, dependendo da demanda, utilizando principalmente grãos como matérias-primas.

Atualmente estão em fase de pesquisa e desenvolvimento as biorrefinarias de terceira geração, como as que utilizam a biomassa lignocelulósica encontrada em resíduos agrícolas – por exemplo, o bagaço da cana-de-açúcar – para obter produtos químicos e biocombustíveis.

“Em uma biorrefinaria, uma única matéria-prima, como o bagaço da cana-de-açúcar, é convertida em produtos químicos como glucose, bioetanol, ácido cítrico, antibióticos, vitaminas, enzimas, biocorantes, bioetanol e bioplásticos”, exemplificou Contiero.

Dessa relação de produtos, um dos que mais vêm se destacando são os bioplásticos, ou plásticos biobased. Produzidos a partir de outras matérias-primas, os principais tipos desse plástico são à base de amidos, de polihidro-alcanoatos, de ácido polilático, como de cana-de-açúcar, e os derivados de celulose.

De acordo com dados de mercado, apesar de ainda representar apenas 0,5% dos 230 milhões de toneladas de plásticos consumidos atualmente no mundo, o segmento de bioplásticos tem registrado crescimento de 20 a 25% ao ano, com expectativa de produzir 230 mil toneladas ao ano durante a próxima década.

“Os países com maior capacidade de produção estimada de plásticos biobased são os da Europa, com 140 mil toneladas ao ano, seguidos dos países da América do Norte, com 80 mil toneladas, da Ásia, com 40 mil toneladas, e da América do Sul, com 500 toneladas”, disse Contiero.

O produto é utilizado em diversos setores, como os de embalagem, vestuário e biomédico. No Brasil, entre as empresas que produzem esse tipo de plástico a partir da cana-de-açúcar estão a Braskem, PHB Industrial e Usina da Pedra.

Em agosto de 2011, Contiero iniciou um projeto, realizado com apoio do Programa Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), no âmbito de um acordo de cooperação entre a FAPESP, a Braskem e a Ideom, para produzir e extrair ácido lático por fermentação a partir de subprodutos da indústria sucroalcooleira e da produção de queijo para obtenção de ácido polilático.

De acordo com dados do pesquisador, o processo é mais barato do que os que estão sendo desenvolvidos nos Estados Unidos e na Bélgica, que obtêm o ácido polilático a partir do uso, respectivamente, do amido de milho e do açúcar de beterraba.

“A quantidade de fibras lignocelulósicas dos resíduos ou subprodutos da agroindústria da cana-de-açúcar, representada pelo bagaço e pela palha, dá a ela uma enorme vantagem competitiva em relação às outras fontes de carbono, uma vez que esse resíduo pode ser utilizado para geração de energia para a operação da planta de produção”, disse Contiero.

Segundo Contiero, por trabalharem com matérias-primas agrícolas, as biorrefinarias devem ser consideradas como uma extensão da cadeia de produção agrícola, e precisam estar integradas fisicamente aos processos de plantio, colheita, processamento e transformação das plantações.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A MECÂNICA DA REDE


Trabalhamos com comunicação e internet há mais de 10 anos e ainda escutamos frases entusiasmadas sobre o advento da internet em nossas vidas, na comunicação das pessoas e de como modificou o hábito de consumo e comportamento do ser humano. Ainda assim, paira no ar um cheiro de mofo nos ambientes que trabalham com comunicação e que ainda não entenderam a dinâmica da internet. É compreensível de nossa parte essa falta de entendimento sobre certos assuntos. O conhecimento tem trânsito livre, porém, algumas mentes seguem fechadas. Ainda existem pensamentos simplistas que dizem que internet é um meio de comunicação. Na verdade, a rede é muito mais que isso: é um ambiente de interação social.

A maior parte da mão de obra ativa, gestores e dirigentes do mercado de comunicação nasceram no final da chamada Era da Revolução Industrial Brasileira (meados dos anos 60). Logo, toda a matriz cognitiva e o entendimento do mundo tecnológico estão baseados nos fundamentos da mecânica. Para estas gerações o raciocínio de funcionamento das coisas se fundamenta em sistemas de engrenagens, no motor e em conexões físicas das coisas. Só Deus sabe o quanto é difícil explicar para nossos pais (que são pessoas esclarecidas) como a rede wifi funciona. Eles nunca conseguem pensar além dos fios. Se não tem fio, não existe conexão. É o óbvio para a lógica mecanicista.

A comunicação não passa ilesa por essa lógica. Os grandes canais de mídia e editorias são conhecidas da publicidade há várias décadas. Estes canais foram responsáveis por formar opinião, criar grandes marcas, consolidar hábito de consumo e vender produtos através de mensagens de mão única. Por isso, é muito complexo para algumas pessoas entender um ambiente onde toda audiência é capaz de responder à mensagem do patrocinador. E é ainda mais difícil para a chamada mídia tradicional aceitar que na internet pessoas são canais tão poderosos quanto um sinal de TV aberta. Assim, para muitas pessoas, é quase impossível entender o planejamento de uma determinada campanha que estima seu sucesso através do canal de um menino desconhecido para a mídia tradicional, mas que vive uma notoriedade maior que qualquer artista de Hollywood na internet. É difícil compreender esta situação quando se pensa em indústria. Indústria criativa, indústria da propaganda, indústria de mídia e indústria das grandes editorias. Esta indústria velha e conhecida é o porto seguro dos que não enxergam os fios do wireless. Na internet, a “indústria” somos todos nós.

Estamos vivendo na era da sociedade da informação, e esta informação é descentralizada. A internet possibilita a seleção de infinitos canais que cruzam por afinidade com diferentes públicos, que, por sua vez, também são totalmente segmentados. A engenharia aplicada para fazer fluir uma informação não é mais industrial e sim social.

Os planejadores que montam estratégias on-line são, na verdade, engenheiros sociais. Conseguir atenção em rede depende de um estudo quase que antropológico dos hábitos sociais, de análise de comportamento e estudo psicológico das pessoas envolvidas. Cada ideia sugerida tem que ser validada, testada e invalidada diversas vezes. Pensar para a internet é pensar em profundidade. Nossa indústria não tem parafuso ou engrenagens, mas sim uma complexa malha entrelaçando canais X interesses. Por mais simples que essa teoria pareça, a prática demanda muito conhecimento, além de dedicação e atenção continuas.

Se todos nós somos o meio, quem envia a mensagem? A resposta é “todos”. Nós, que trabalhamos com comunicação na rede, temos uma visão orgânica do fluxo da informação. Não temos a pretensão de ditar conceitos e empurrar mensagens invasivas. Falamos a língua da rede, os assuntos da rede e, por isso, direcionamos nossa mensagem através da informação.

O profissional de comunicação que entende a linguagem da internet é, acima de tudo, um profissional social. É alguém que, mais do que socializar, entende a dialética dos grupos e o comportamento das pessoas.

Algumas empresas já estão colhendo frutos da nossa nova indústria social. São marcas lideradas por profissionais que compreenderam que a atenção das pessoas está direcionada para a sociedade da informação e para a rede de contatos da internet. São gestores e empreendedores que entendem que a opinião das pessoas é formada por outras pessoas e não tanto como era no passado através da comunicação invasiva.

O resultado dessa mudança de visão empresarial é extremamente positivo, pois, na internet, as marcas sentem o pulso do consumidor. Sabemos imediatamente quando uma ação está tendo êxito ou se precisamos lançar o plano B ou C. Na internet, tudo é mensurável. As redes sociais só parecem um ambiente fora de controle para quem não entende a sociedade da informação, para quem não entende como funcionam as engrenagens sociais dentro e fora da web.

Conhecer e entender a internet é, na verdade, uma forma de ver o mundo. É um estilo de vida. A internet foi criada de forma colaborativa, tanto na infraestrutura como no que diz respeito ao conteúdo. Não existe uma pessoa empresa ou conglomerado responsável pela internet. Empresas como Google, Facebook, Microsoft, AOL e Apple desenvolvem tecnologias e sistemas para que as pessoas construam a internet. Tais empresas não são responsáveis pela internet. Elas nos deram os meios e, com isso, nós estamos dando forma à rede. É como um grande parque industrial onde as empresas só construíram os edifícios e galpões. E cabe às pessoas decidirem como vão produzir a informação.

Portanto, se você, que faz parte da era industrial, quiser entender a internet, não tente procurar no Google por um “manual da internet”. Isso não existe. O manual a ser seguido é empírico, assim como a internet. (Fabiana Iglesias e Fabiano Goldoni, especialistas em marketing online, mídias sociais e alta gastronomia caseira. Fabiana Iglesias é diretora de Integração da ZOO, unidade do grupo DEZ Comunicação; e Fabiano Goldoni é especialista em marketing online e mídias sociais. No Portal da Propaanda)

INCT DE ASTROIFÍSICA DÁ UM SALTO DE PRODUTIVIDADE

(Texto de Fábio de Castro distribuído pela Agência FAPESP) – Com investimentos focados em metas estratégicas, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Astrofísica conseguiu produzir um salto na produtividade de seus pesquisadores, com um grande avanço em publicações nas revistas científicas de mais alto impacto.

Os pesquisadores ligados ao instituto publicaram 202 artigos científicos em revistas indexadas em 2011. Desse total, 85% dos artigos foram publicados em revistas definidas como Qualis A pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). A produtividade por pesquisador tem crescido a uma taxa média de 8% ao ano.

O INCT-A conta com 173 cientistas doutores ativos em pesquisa, distribuídos em uma rede virtual de 31 instituições espalhadas pelo país. As áreas de pesquisa com maior número de publicações são as de espectroscopia óptica e infravermelha de estrelas, sistemas estelares e galáxias, além da área de cosmologia teórica, com modelos envolvendo energia escura.

Segundo o coordenador do INCT-A, João Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. uma das principais explicações para esses bons resultados é o forte sentido estratégico do instituto, que foca seus investimentos em objetivos de longo prazo.

“O principal diferencial do INCT-A é que definimos objetivos estratégicos e restringimos a eles todos os investimentos. Optamos por investir no futuro da ciência, em vez de diluir os recursos em necessidades cotidianas dos pesquisadores, que podem ser supridas pelas agências de fomento”.

Os objetivos estratégicos são: maximização do retorno dos investimentos feitos nos telescópios Gemini e SOAR; preparar a astronomia brasileira para o advento do Large Synoptic Survey Telescope (LSST), que está sendo construído; a implantação de Observatórios Virtuais no Brasil; a estruturação de projetos de infraestrutura; e a implementação de um curso a distância para professores de ciências.

Para cumprir o objetivo de maximizar o retorno dos investimentos feitos nos telescópios Gemini e SOAR, uma das principais iniciativas tem sido o investimento na formação de grupos emergentes de pesquisa.

“O Brasil fez investimentos significativos nesses telescópios internacionais e por isso queremos aumentar o retorno científico – produzindo mais e melhores artigos – e aproveitar esses instrumentos para a formação de recursos humanos, com apoio a grupos emergentes. É uma forma de garantir, em longo prazo, o acesso desses grupos brasileiros aos telescópios”, afirmou Steiner.

Segundo ele, o projeto norte-americano LSST deverá ter um impacto profundo na astronomia brasileira e por isso a preparação do país para esse empreendimento foi considerado um objetivo estratégico do INCT-A.

“O LSST é um grande telescópio que fará o levantamento de todo o céu do hemisfério Sul a cada cinco dias, em cinco bandas diferentes do espectro. O instrumento será capaz de mostrar a variabilidade na faixa óptica.”

A importância da implantação de um observatório virtual, segundo Steiner, é dar vazão a incrível quantidade de dados acumulada pelos grandes telescópios espalhados pelo mundo.

“Temos uma grande reserva de dados disponíveis, muitos deles com uma riqueza incrível de informação que nunca foi analisada. A comunidade científica terá um benefício enorme se puder aproveitar esse banco de dados com o acesso virtual”, disse.

Na estruturação de projetos de infraestrutura, o INCT-A tem privilegiado o apoio à elaboração do Projeto Latin-American Millimetric Array.

“Em parceria com a Argentina, vamos instalar uma antena nos Andes argentinos para fazer interferometria com o Atacama Large Millimeter Array (Alma), que está sendo construído no Chile”, disse Steiner.

O curso de astronomia de ensino a distância estruturado pelo INCT-A já formou sua primeira turma, com 100 professores de ciência. A próxima turma deverá ter 200 matrículas.

Segundo Steiner, a maior parte dos investimentos do instituto tem sido direcionada para a instrumentação do telescópio SOAR e para o apoio a grupos emergentes.

No SOAR já foram instalados três espectrógrafos de alto desempenho, cada um deles com características muito diferentes, mas complementares. “São instrumentos de classe mundial muito sofisticados, que têm ampliado muito os limites de pesquisa da nossa comunidade científica”, disse.

Outro foco importante de investimento tem sido a computação de alto desempenho, fundamental para o futuro tratamento de enormes quantidades de dados.

“Esse investimento está sendo feito no IAG-USP, mas os equipamentos serão usados por toda a comunidade externa”, disse Steiner. Os investimentos tiveram apoio do Programa Equipamentos Multiusuários da FAPESP.



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A MECÂNICA DA REDE


Trabalhamos com comunicação e internet há mais de 10 anos e ainda escutamos frases entusiasmadas sobre o advento da internet em nossas vidas, na comunicação das pessoas e de como modificou o hábito de consumo e comportamento do ser humano. Ainda assim, paira no ar um cheiro de mofo nos ambientes que trabalham com comunicação e que ainda não entenderam a dinâmica da internet. É compreensível de nossa parte essa falta de entendimento sobre certos assuntos. O conhecimento tem trânsito livre, porém, algumas mentes seguem fechadas. Ainda existem pensamentos simplistas que dizem que internet é um meio de comunicação. Na verdade, a rede é muito mais que isso: é um ambiente de interação social.

A maior parte da mão de obra ativa, gestores e dirigentes do mercado de comunicação nasceram no final da chamada Era da Revolução Industrial Brasileira (meados dos anos 60). Logo, toda a matriz cognitiva e o entendimento do mundo tecnológico estão baseados nos fundamentos da mecânica. Para estas gerações o raciocínio de funcionamento das coisas se fundamenta em sistemas de engrenagens, no motor e em conexões físicas das coisas. Só Deus sabe o quanto é difícil explicar para nossos pais (que são pessoas esclarecidas) como a rede wifi funciona. Eles nunca conseguem pensar além dos fios. Se não tem fio, não existe conexão. É o óbvio para a lógica mecanicista.

A comunicação não passa ilesa por essa lógica. Os grandes canais de mídia e editorias são conhecidas da publicidade há várias décadas. Estes canais foram responsáveis por formar opinião, criar grandes marcas, consolidar hábito de consumo e vender produtos através de mensagens de mão única. Por isso, é muito complexo para algumas pessoas entender um ambiente onde toda audiência é capaz de responder à mensagem do patrocinador. E é ainda mais difícil para a chamada mídia tradicional aceitar que na internet pessoas são canais tão poderosos quanto um sinal de TV aberta. Assim, para muitas pessoas, é quase impossível entender o planejamento de uma determinada campanha que estima seu sucesso através do canal de um menino desconhecido para a mídia tradicional, mas que vive uma notoriedade maior que qualquer artista de Hollywood na internet. É difícil compreender esta situação quando se pensa em indústria. Indústria criativa, indústria da propaganda, indústria de mídia e indústria das grandes editorias. Esta indústria velha e conhecida é o porto seguro dos que não enxergam os fios do wireless. Na internet, a “indústria” somos todos nós.

Estamos vivendo na era da sociedade da informação, e esta informação é descentralizada. A internet possibilita a seleção de infinitos canais que cruzam por afinidade com diferentes públicos, que, por sua vez, também são totalmente segmentados. A engenharia aplicada para fazer fluir uma informação não é mais industrial e sim social.

Os planejadores que montam estratégias on-line são, na verdade, engenheiros sociais. Conseguir atenção em rede depende de um estudo quase que antropológico dos hábitos sociais, de análise de comportamento e estudo psicológico das pessoas envolvidas. Cada ideia sugerida tem que ser validada, testada e invalidada diversas vezes. Pensar para a internet é pensar em profundidade. Nossa indústria não tem parafuso ou engrenagens, mas sim uma complexa malha entrelaçando canais X interesses. Por mais simples que essa teoria pareça, a prática demanda muito conhecimento, além de dedicação e atenção continuas.

Se todos nós somos o meio, quem envia a mensagem? A resposta é “todos”. Nós, que trabalhamos com comunicação na rede, temos uma visão orgânica do fluxo da informação. Não temos a pretensão de ditar conceitos e empurrar mensagens invasivas. Falamos a língua da rede, os assuntos da rede e, por isso, direcionamos nossa mensagem através da informação.

O profissional de comunicação que entende a linguagem da internet é, acima de tudo, um profissional social. É alguém que, mais do que socializar, entende a dialética dos grupos e o comportamento das pessoas.

Algumas empresas já estão colhendo frutos da nossa nova indústria social. São marcas lideradas por profissionais que compreenderam que a atenção das pessoas está direcionada para a sociedade da informação e para a rede de contatos da internet. São gestores e empreendedores que entendem que a opinião das pessoas é formada por outras pessoas e não tanto como era no passado através da comunicação invasiva.

O resultado dessa mudança de visão empresarial é extremamente positivo, pois, na internet, as marcas sentem o pulso do consumidor. Sabemos imediatamente quando uma ação está tendo êxito ou se precisamos lançar o plano B ou C. Na internet, tudo é mensurável. As redes sociais só parecem um ambiente fora de controle para quem não entende a sociedade da informação, para quem não entende como funcionam as engrenagens sociais dentro e fora da web.

Conhecer e entender a internet é, na verdade, uma forma de ver o mundo. É um estilo de vida. A internet foi criada de forma colaborativa, tanto na infraestrutura como no que diz respeito ao conteúdo. Não existe uma pessoa empresa ou conglomerado responsável pela internet. Empresas como Google, Facebook, Microsoft, AOL e Apple desenvolvem tecnologias e sistemas para que as pessoas construam a internet. Tais empresas não são responsáveis pela internet. Elas nos deram os meios e, com isso, nós estamos dando forma à rede. É como um grande parque industrial onde as empresas só construíram os edifícios e galpões. E cabe às pessoas decidirem como vão produzir a informação.

Portanto, se você, que faz parte da era industrial, quiser entender a internet, não tente procurar no Google por um “manual da internet”. Isso não existe. O manual a ser seguido é empírico, assim como a internet. (Fabiana Iglesias e Fabiano Goldoni, especialistas em marketing online, mídias sociais e alta gastronomia caseira. Fabiana Iglesias é diretora de Integração da ZOO, unidade do grupo DEZ Comunicação; e Fabiano Goldoni é especialista em marketing online e mídias sociais. No Portal da Propaanda)

INCT DE ASTROIFÍSICA DÁ UM SALTO DE PRODUTIVIDADE

(Texto de Fábio de Castro distribuído pela Agência FAPESP) – Com investimentos focados em metas estratégicas, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Astrofísica conseguiu produzir um salto na produtividade de seus pesquisadores, com um grande avanço em publicações nas revistas científicas de mais alto impacto.

Os pesquisadores ligados ao instituto publicaram 202 artigos científicos em revistas indexadas em 2011. Desse total, 85% dos artigos foram publicados em revistas definidas como Qualis A pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). A produtividade por pesquisador tem crescido a uma taxa média de 8% ao ano.

O INCT-A conta com 173 cientistas doutores ativos em pesquisa, distribuídos em uma rede virtual de 31 instituições espalhadas pelo país. As áreas de pesquisa com maior número de publicações são as de espectroscopia óptica e infravermelha de estrelas, sistemas estelares e galáxias, além da área de cosmologia teórica, com modelos envolvendo energia escura.

Segundo o coordenador do INCT-A, João Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. uma das principais explicações para esses bons resultados é o forte sentido estratégico do instituto, que foca seus investimentos em objetivos de longo prazo.

“O principal diferencial do INCT-A é que definimos objetivos estratégicos e restringimos a eles todos os investimentos. Optamos por investir no futuro da ciência, em vez de diluir os recursos em necessidades cotidianas dos pesquisadores, que podem ser supridas pelas agências de fomento”.

Os objetivos estratégicos são: maximização do retorno dos investimentos feitos nos telescópios Gemini e SOAR; preparar a astronomia brasileira para o advento do Large Synoptic Survey Telescope (LSST), que está sendo construído; a implantação de Observatórios Virtuais no Brasil; a estruturação de projetos de infraestrutura; e a implementação de um curso a distância para professores de ciências.

Para cumprir o objetivo de maximizar o retorno dos investimentos feitos nos telescópios Gemini e SOAR, uma das principais iniciativas tem sido o investimento na formação de grupos emergentes de pesquisa.

“O Brasil fez investimentos significativos nesses telescópios internacionais e por isso queremos aumentar o retorno científico – produzindo mais e melhores artigos – e aproveitar esses instrumentos para a formação de recursos humanos, com apoio a grupos emergentes. É uma forma de garantir, em longo prazo, o acesso desses grupos brasileiros aos telescópios”, afirmou Steiner.

Segundo ele, o projeto norte-americano LSST deverá ter um impacto profundo na astronomia brasileira e por isso a preparação do país para esse empreendimento foi considerado um objetivo estratégico do INCT-A.

“O LSST é um grande telescópio que fará o levantamento de todo o céu do hemisfério Sul a cada cinco dias, em cinco bandas diferentes do espectro. O instrumento será capaz de mostrar a variabilidade na faixa óptica.”

A importância da implantação de um observatório virtual, segundo Steiner, é dar vazão a incrível quantidade de dados acumulada pelos grandes telescópios espalhados pelo mundo.

“Temos uma grande reserva de dados disponíveis, muitos deles com uma riqueza incrível de informação que nunca foi analisada. A comunidade científica terá um benefício enorme se puder aproveitar esse banco de dados com o acesso virtual”, disse.

Na estruturação de projetos de infraestrutura, o INCT-A tem privilegiado o apoio à elaboração do Projeto Latin-American Millimetric Array.

“Em parceria com a Argentina, vamos instalar uma antena nos Andes argentinos para fazer interferometria com o Atacama Large Millimeter Array (Alma), que está sendo construído no Chile”, disse Steiner.

O curso de astronomia de ensino a distância estruturado pelo INCT-A já formou sua primeira turma, com 100 professores de ciência. A próxima turma deverá ter 200 matrículas.

Segundo Steiner, a maior parte dos investimentos do instituto tem sido direcionada para a instrumentação do telescópio SOAR e para o apoio a grupos emergentes.

No SOAR já foram instalados três espectrógrafos de alto desempenho, cada um deles com características muito diferentes, mas complementares. “São instrumentos de classe mundial muito sofisticados, que têm ampliado muito os limites de pesquisa da nossa comunidade científica”, disse.

Outro foco importante de investimento tem sido a computação de alto desempenho, fundamental para o futuro tratamento de enormes quantidades de dados.

“Esse investimento está sendo feito no IAG-USP, mas os equipamentos serão usados por toda a comunidade externa”, disse Steiner. Os investimentos tiveram apoio do Programa Equipamentos Multiusuários da FAPESP.



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