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sábado, 4 de agosto de 2012

PARA INOVAR UM NEGÓCIO


 Como inovar e diferenciar seu negócio em um cenário de consumidores e empresas conectados 24 horas por dia? Os campuseiros que conferiram as palestras do vice-presidente do Facebook na América Latina, Alexandre Hohagen, e da brasileira prodígio do Vale do Silício, Bel Pesce, na Campus Party Recife receberam boas dicas para enfrentar esse desafio.
As conferências foram os pontos altos do sábado (28/07) na edição especial do maior acontecimento de inovação, entretenimento digital, ciência e cultura digital do mundo, que segue até esta segunda-feira (30/07), no Chevrolet Hall e no Centro de Convenções de Pernambuco.
Representando a primeira participação oficial da maior rede social do mundo em uma Campus Party, o vice-presidente do Facebook na América Latina, Alexandre Hohagen, falou sobre as mudanças e vantagens de uma sociedade conectada na palestra intitulada “O poder das conexões”.
Logo de início, Hohagen animou os campuseiros com a perspectiva de fazer parte da equipe da rede social. “Viemos trocar uma ideia com vocês, mas também estamos procurando gente para contratar”, disse.
A palestra girou em torno de dois pontos principais: a velocidade em que o mundo está mudando em razão das novas tecnologias e o fato de que o comportamento humano, apesar disso, permanece o mesmo. Unindo essas duas perspectivas, Hohagen justificou a explosão do Facebook num cenário em que outras plataformas e redes sociais já existiam.
“Costumo dizer que, nos últimos 15 anos, passamos de uma comunicação linear, um modelo 180°, para o modelo 360° de integração de vários canais de comunicação, e, hoje, chegamos num formado que chamo de 365° – mais importante que integrar os meios de comunicação, as empresas precisam estar em constante conversa com seus clientes e usuários para que sua marca esteja sempre circulando e influenciando”, observa.
Segundo o executivo do Facebook, a rede social atualmente reúne 995 milhões de usuários em todo o mundo, com uma média de 550 milhões de acessos únicos diários, sendo que 540 milhões de usuários acessam via celular.
“É essa necessidade de se conectar do ser humano que faz com que empresas como o Facebook tenham a capacidade de influenciar a sociedade. Não mudamos o comportamento das pessoas, apenas demos a elas novas possibilidades para se conectarem”, resumiu Hohagen.
À noite, o empreendedorismo foi destaque com a palestra de Bel Pesce. Com quatro diplomas do Massachusetts Institute of Technology (MIT), ela contou sua trajetória – de criança curiosa e adolescente nerd a empreendedora do Vale do Silício.
“Não tem nada especial sobre mim, só que eu resolvi que podia fazer isso, fui atrás e consegui”, assegura com modéstia. “A palavra empreendedorismo, só aprendi da faculdade. Mas sempre fui empreendedora e não sabia. O empreendedor é aquele que corre atrás do que quer”.
Seu primeiro projeto surgiu na tentativa de solucionar o problema da carência de cobertura de celular nas áreas rurais mais pobres e menos povoadas da África, há quatro anos. “A coisa mais importante do empreendedorismo é olhar ao redor e procurar a necessidade. Eu e mais três amigos de 19 anos de idade começamos a fazer isso”, lembra.
“Chegamos a uma solução, um walk-talk que custava cinco dólares. Mas as empresas não tinham interesse nesse produto. Nunca vi uma ideia que não deu certo por causa da tecnologia, sempre é por razões políticas ou econômicas”.
A brasileira prodígio do Vale do Silício logo se voltou para a área de software e foi trabalhar no Google. Também fazia mestrado nessa época. “Adorava aquilo, mas eu queria ter algo meu. Meus pais estavam felizes da vida, mas meu coração falava outra coisa. Eu queria começar uma empresa e não fazer pesquisa. Tranquei o MIT”, conta.
Depois de uma experiência bem sucedida de um ano e meio gerenciando três equipes em uma empresa, Bel finalmente encontrou o sócio ideal há cerca de um ano e lançou a própria empresa, a Lemon. Um percurso que parece simples na voz dessa paulista de 24 anos de idade que revelou aos campuseiros seu maior medo.
“Tenho pavor de ir dormir e pensar que não aprendi nada naquele dia. Por isso, anoto tudo que aprendi e as pessoas que conheci diariamente num caderno. Faço isso há alguns anos e foi dessas lições que surgiu o meu livro ‘A Menina do Vale’, disponível gratuitamente para download. Comecei divulgando no Facebook, e, em um mês, ele teve um milhão de downloads”, diz. (Promoview)
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 A&A – AVAILABLE & ACCESSIBLE
Consumidores diplomados, classes A a E, Geração Babyboom a Z, querem, prezam e exigem A&A. Produtos DISPONÍVEIS, e, ACESSÍVEIS. Agradecem e dispensam, para sempre, o corpo a corpo dos vendedores. Abominam pressão, detestam serem acompanhados, arrepiam-se de sombras.
O consumidor moderno não se esconde; comporta-se. As empresas que tratem de monitorar e acompanhar seus passos a razoável distância, entender suas manifestações, simpatias, preferências. Não quer ser perguntado. Aceita ser observado – e escancara-se permanentemente -, desde que de forma discreta, sensível, inteligente.
As lojas de departamento não moram mais aqui desde o falecimento do MAPPIN e da MESBLA. O que temos hoje são pequenas lojas de poucos departamentos. Mas, nos EUA, continuam firmes, fortes, brilhantes e prósperas. E nessas lojas de lá e de outros lugares do mundo, as marcas de cosméticos deitavam e rolavam, com vendedoras no meio das gôndolas apregoando as vantagens dos produtos, e oferecendo “degustação” dos mesmos. Como se fosse uma feira. As vendas começaram a despencar. As pessoas sentiam-se constrangidas e não disfarçavam o tremendo desconforto.
E aí, muitas marcas decidiram rever a estratégia, e oferecer um ambiente de tranquilidade, paz, beleza, encantamento, sem discurso destrambelhado de vendedores estridentes; optaram pelo A&A – AVAILABLE & ACCESSIBLE.
Dentre as que decidiram mudar de atitude, a CLINIQUE – empresa líder em maquiagem e cuidados com a pele nos Estados Unidos. Destruiu e reconstruiu seus espaços nas lojas de departamentos para garantir a sua clientela paz, conforto, silêncio, e, orientação, claro, desde que solicitada. As consumidoras independentes entram, experimentam, divertem-se, dirigem-se aos caixas, e saem sem perceber a presença das vendedoras.
Deu para entender? Assim somos nós agora. Chega de invasão, interrupção, gritos nos ouvidos, berros na televisão. Reconquistamos nosso espaço, individualidade, silêncio. Queremos comprar em paz. Queremos ter acesso a todos os produtos e protagonizarmos uma extraordinária e memorável experiência de compra, e, MARCA. E, excepcionalmente, se preciso for, recorrer a um atendente ou vendedor mega preparado para tirar pequenas e derradeiras dúvidas.
Se sua empresa insistir na gritaria, corpo a corpo, agressividade só vai vender para consumidores que não habitam mais o planeta terra. Ou seja, NÃO VAI VENDER. (Madiamundomarketing)
a maior ativação de todos os tempos

Com o início dos Jogos Olímpicos Londres 2012, a Coca-Cola intensifica seus esforços para promover sua maior ativação de todos os tempos para o maior evento esportivo do mundo.
Nunca, durante a parceria olímpica de 84 anos, a marca buscou o ouro em marketing numa campanha cujo centro são os adolescentes. “Move to the Beat” (Entre no Ritmo), que está sendo expandida para mais de 100 países em todo o mundo, inclui:
- Revezamento da Tocha Olímpica: Foi dada a 1.300 “Chamas Futuras” inspiradoras a oportunidade única de carregar a Chama Olímpica. Durante o Revezamento da Tocha Olímpica, as “Chamas Futuras da Coca-Cola” viajaram por todo o país, uma vez que o revezamento cobriu oito mil milhas do Reino Unido.
- Campanha de Marketing Integrado: A campanha global de marketing integrado para a Coca-Cola se destina a trazer os adolescentes para mais perto dos Jogos Olímpicos e dos esportes em geral. Aproveitando a paixão deles pela música, a campanha funde o ritmo de Londres ao esporte olímpico para conectá-los a Londres 2012.
- Hino Global, Documentário e Mídia Tradicional: A Coca-Cola se juntou ao produtor Mark Ronson e a Katy B para gravar o hino da campanha, “Anywhere in the World” (Em Qualquer Lugar do Mundo). Ronson passou quatro meses viajando pelo mundo para capturar os sons de cinco atletas – observando seu regime de treinamento e gravando os sons de seus esportes de maneiras ímpares e não-convencionais para usar na trilha.
O processo criativo de Ronson foi capturado num documentário de longa metragem que está sendo exibido em todo o mundo. Um comercial de TV apresentando o hino também está sendo apresentado globalmente. (Promoview)

EXERCÍCIOS DE MULHERES NA MENOPAUSA

(Texto de Karina Toledo, distribuído pela Agência FAPESP)  – O Laboratório de Fisiologia Cardiovascular e Atividade Física da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro (SP), procura voluntários para uma pesquisa que pretende avaliar o impacto dos exercícios físicos sobre a pressão arterial de mulheres no climatério.

Embora o estudo tenha como foco a saúde feminina, os pesquisadores estão recrutando voluntários de ambos os sexos, com idade entre 40 e 65 anos. Os candidatos não podem ser fumantes e nem possuir diabetes. Também é desejado que o índice de massa corporal (IMC) não seja maior que 30. Serão aceitas pessoas hipertensas e também com pressão arterial considerada normal.

“Embora a incidência de hipertensão e de outras doenças cardiovasculares seja maior entre os homens, de modo geral, estudos recentes têm mostrado que essa relação se inverte quando as mulheres entram na menopausa”, disse Angelina Zanesco, coordenadora da pesquisa financiada pela FAPESP.

Acredita-se que o declínio nos níveis do hormônio estrogênio durante o climatério seja a principal explicação para o fenômeno. “Em animais isso já foi demonstrado, mas em humanos a causa não está bem clara”, disse a pesquisadora.

Zanesco ressaltou, no entanto, que os estudos feitos até o momento centraram-se em mulheres sedentárias. “Agora, pretendemos checar se homens hipertensos e mulheres hipertensas dentro da mesma faixa etária respondem da mesma maneira aos exercícios físicos”, disse.

O treinamento dura dois meses e consiste em uma hora de caminhada na esteira, três vezes por semana. A intensidade do exercício será prescrita de forma individual, de acordo com uma avaliação realizada no início do programa.

Além de medidas antropométricas, como peso, altura e circunferência abdominal, a avaliação inicial inclui o monitoramento da pressão durante 24 horas. Esse exame é feito com um aparelho automático que fica preso ao braço e o paciente pode levar para casa. Também será coletada uma amostra de sangue para a análise de marcadores como nitrito e nitrato, cortisol e testosterona plasmática.

“Os teores de nitrito e nitrato no sangue refletem indiretamente a produção de óxido nítrico pelo organismo, substância que tem ação vasodilatadora e ajuda no controle da pressão”, explicou.

Já o cortisol será avaliado porque, segundo Zanesco, estudos têm apontado elevação dessa substância após a menopausa. “Como ele é o hormônio do estresse, libera mediadores que elevam a pressão arterial. Há ainda pesquisas que apontam a alteração na relação entre os níveis de estrógeno e de testosterona como a origem da hipertensão”, disse. Após os dois meses de exercícios, homens e mulheres – hipertensos e normotensos – passarão por nova avaliação para ver como cada grupo reagiu ao treinamento físico.

O recrutamento de voluntários começou em março e ainda deve durar mais dois anos. Devido à limitação no número de esteiras no laboratório, o treinamento é realizado em grupos de 20 a 30 pessoas por vez. O objetivo é chegar a 120 voluntários até a segunda metade de 2014.Os interessados em participar podem entrar em contato com os pesquisadores pelo telefone (19) 3526-4324.
2º WORKSHOP CONROLE DO CARRAPATO-DO-BOI
O Instituto de Zootecnia (IZ), órgão ligado à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, promoverá, no dia 16, em Nova Odessa (SP), o 2º Workshop Controle do Carrapato-do-boi. As inscrições com desconto podem ser feitas até 30 de julho. Detalhes: www.infobibos.com/carrapato

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

FORMAÇÃO DE PROFESSORES, UMA PRIORIDADE


(Texto de Fábio de Castro, distribuído pela Agência FAPESP) – Seguindo a tendência mundial, o Brasil tem passado por um processo meteórico de expansão do ensino superior. Mas a crescente universalização tem um efeito colateral grave: a queda da qualidade, de acordo com Liz Reisberg, do Boston College (Estados Unidos). Segundo Reisberg, nesse contexto, a formação de professores qualificados passa a ser a prioridade número um para países como o Brasil.
Pesquisadora do Centro para Educação Superior Internacional (CIHE, na sigla em inglês) do Boston College, Reisberg é considerada uma das principais especialistas em questões relacionadas à internacionalização, acesso, equidade e qualidade e na reforma do ensino superior na América Latina. Sua experiência no continente teve início durante o doutorado, sobre novas estratégias para aprimorar a qualidade do ensino superior na Argentina.
Consultora de diversas universidades, governos e agências internacionais, Reisberg foi coautora do relatório Tendências Globais da Educação Superior: rastreando uma revolução acadêmica, publicado em 2009 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Entre os dias 18 e 21 de julho, Reisberg participou da organização e das atividades da 1ª Escola Zeferino Vaz de Educação Superior (eZVes), realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento reuniu dirigentes do ensino superior e alguns dos principais especialistas do mundo na área, com a finalidade de analisar e debater as tendências e desafios desse setor educacional.
Em São Paulo, Reisberg concedeu a seguinte entrevista à Agência FAPESP.

Agência FAPESP – O que caracteriza de forma mais marcante as tendências globais do ensino superior?

Liz Reisberg – À medida que passamos de uma sociedade de trabalhos manuais para uma sociedade tecnológica, o ensino superior ganhou mais importância e mais responsabilidade em relação à inovação e ao desenvolvimento econômico. Aumentou muito a mobilidade de estudantes e pesquisadores e a cooperação internacional entre as instituições. Mas talvez a característica mais marcante dessas mudanças, especialmente na última década, seja uma tendência à expansão e universalização do ensino superior. Países como Brasil, Índia e China estão no centro das atenções, porque são sociedades que se modernizaram e ganharam muita importância na economia internacional, gerando uma demanda muito grande de mão de obra qualificada. O ensino superior nesses países se tornou uma prioridade urgente e a expansão das universidades nesses lugares tem sido imensa, especialmente no Brasil. Só que essa expansão gerou também um grande problema: inserir mais gente no ensino superior tem um impacto importante nos custos e na qualidade desse ensino.
Agência FAPESP – É possível conciliar expansão e qualidade?

Liz Reisberg – É muito difícil. Acesso, custo e qualidade são fatores estreitamente correlacionados, não se pode alterar um deles sem ocorrer impactos sobre os outros. É preciso encontrar um equilíbrio, mas isso não tem acontecido. Brasil, Índia e China expandiram muito rapidamente e a qualidade caiu demais. É muito fácil controlar o equilíbrio entre expansão, custo e qualidade quando só se tem 5% ou 6% da população com idade universitária inserida no sistema de ensino superior. Mas quando se está na situação de grande parte dos países hoje, com 40% ou 50% dos jovens nas universidades, a dificuldade para encontrar esse equilíbrio se torna um pesadelo. No Brasil o que se tem feito é expandir, em primeiro lugar, enquanto a preocupação com a qualidade vem a reboque.
Agência FAPESP – Esse impacto da expansão na qualidade se deu tanto no campo do ensino como no campo da pesquisa?

Liz Reisberg – Estou me referindo ao lado educacional. A pesquisa está restrita a um número muito pequeno de instituições. Apesar da enorme expansão universitária, o Brasil provavelmente não aumentou seu número de pesquisadores no mesmo ritmo. O país tem um grupo de elite produzindo pesquisa de classe mundial, um grupo concentrado, e muito poucas universidades. Mas não acho que a qualidade da pesquisa está afetada pela expansão. O país precisa ainda aumentar o número de pesquisadores.
Agência FAPESP – Por que a expansão exerce tanto impacto negativo na qualidade do ensino? Há falta de professores?

Liz Reisberg – É muito mais fácil expandir o número de estudantes que aumentar o número de professores qualificados. Para produzir um professor novo, é preciso pelo menos seis anos, normalmente oito anos, às vezes dez anos. É um processo muito longo. Podemos aumentar muito o número de estudantes em um ano, com uma decisão política. Acho que por trás do problema da qualidade – em particular no Brasil, China e Índia – temos um lapso entre o número crescente de estudantes e o número de professores qualificados. É um imenso desafio. Vejo o programa Ciência Sem Fronteiras como uma tentativa de aumentar o número de professores qualificados, mas é preciso mais. A China está fazendo algo semelhante, mas não na mesma escala, o que é surpreendente, porque eles precisam ainda mais de professores qualificados.
Agência FAPESP – O que poderia ser modificado na maneira como são formados os professores?

Liz Reisberg – Acho que há algumas soluções criativas que o Brasil não está aproveitando. Uma delas é abrir mais espaço para professores que tenham apenas o mestrado, mas não doutorado, formando equipes com apenas um professor doutor, que trabalharia como mentor. Esse professor sênior poderia, ao mesmo tempo, dirigir e avaliar a atuação dos outros docentes em sua atividade de ensino e ajudá-los a capacitá-los como pesquisadores. Até onde sei, o Brasil não está usando esse recurso. Além de enviar gente para fora do país ou para programas de doutoramento, é importante investir na capacitação dos professores que já têm mestrado, usando a qualificação dos professores doutores como guia.
Agência FAPESP – É possível elevar a qualidade do ensino ao nível da pesquisa feita no Brasil?

Liz Reisberg – Sim, contanto que as prioridades sejam repensadas. Todo sistema de ensino superior tem pesquisadores, mas não é correto pensar que todos os professores precisam ser excelentes pesquisadores. Eles precisam ter boas habilidades de pesquisa apenas para transmitir essas habilidades aos alunos, mas não é todo professor que precisa necessariamente fazer pesquisa importante. O que precisamos é ter bons professores. Ter bons professores é mais importante que ter bons pesquisadores.
Agência FAPESP – Por quê?

Liz Reisberg – Um dos problemas que discutimos no workshop na Unicamp foi que a maior parte das pessoas que vão à universidade, no Brasil, está apenas em busca de inserção em uma carreira profissional. Formam-se muito mais profissionais do que pesquisadores. Esses estudantes precisam de ensino de excelência. Só que no Brasil o sistema recompensa apenas os bons pesquisadores, mas não recompensa nem incentiva os bons professores. Na maior parte dos países ocorre o mesmo: os docentes são avaliados pela quantidade de pesquisa que produzem. Esquecem que a maior parte dos alunos precisa exatamente de excelência no ensino. Repito: nem todos os professores precisam ser ótimos pesquisadores. É preciso dar mais ênfase em cultivar a excelência no ensino. Esse é um novo movimento no mundo, uma tendência.
Agência FAPESP – Para estimular a excelência do ensino, então, é preciso repensar todo o sistema de ensino superior?

Liz Reisberg – Não necessariamente. Muita coisa pode ser feita isoladamente. Por exemplo, durante o workshop em Campinas, o professor Peter Dourmashkin falou sobre a experiência de ensinar Física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Eles perceberam que muitos estudantes no primeiro ano fracassaram, ou simplesmente desistiram da carreira, alegando dificuldades. Peter e seus colegas descobriram que o problema não era que a física era muito difícil, mas que estava sendo mal ensinada. Tiveram que mudar completamente a maneira de ensinar e obtiveram sucesso. Tratava-se de uma situação pela qual todos já passamos: temos um excelente pesquisador ensinando ciência, mas talvez ele seja um péssimo professor. Isso desilude muitos estudantes. No MIT, uma das principais instituições científicas do mundo, eles admitiram: não estamos fazendo um bom trabalho de ensino. Ensinar, para mim, é de maneira geral uma atividade criticamente subvalorizada nas universidades, mas reconhecer o problema já é um grande passo.
Agência FAPESP – A senhora disse que nem todo professor precisa ser um grande pesquisador. Todas as boas universidades precisam se dedicar à pesquisa?

Liz Reisberg – Precisamos parar de pensar que todas as universidades se tornem instituições de excelência em pesquisa e começar a pensar em um sistema de classe mundial. Precisamos desenhar sistemas nacionais para abordar uma gama mais ampla de necessidades para a educação superior. Nem é preciso que o Brasil invista só em universidades. Seria importante investir também em um nível universitário mais técnico, de curto prazo. No Brasil, acho, há um grande lapso entre a escola secundária e a universidade. Se tivéssemos mais desses programas, talvez fosse possível atenuar essa lacuna e dar a esses jovens as habilidades que eles não tiveram na escola secundária.
Agência FAPESP – Qual sua opinião sobre o vestibular como sistema de acesso à universidade?

Liz Reisberg – É problemático, mas não conheço nenhum país que resolveu isso. O Enem poderia ser uma solução interessante, mas o problema é que acaba privilegiando os estudantes de escolas privadas, que têm melhor qualidade. É um padrão de qualidade interessante para selecionar os alunos, mas gera um problema de equidade. A China tem um exame nacional com foco no mérito, o que resolve o problema da equidade. Mas a competição é tão acirrada e o estresse é tão grande – os candidatos chegam a estudar 13 horas por dia – que o fracasso muitas vezes leva ao suicídio. Não acho que seja uma boa ideia. É justo em relação ao mérito, mas destrói a saúde mental das pessoas. É realmente muito difícil pensar em uma alternativa. Gosto muito do que a Unicamp está fazendo como o ProFis [Programa de Formação Interdisciplinar Superior].
Agência FAPESP – Por que a senhora admira o ProFis?

Liz Reisberg – Trata-se de um curso piloto voltado para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas de Campinas. Os estudantes são selecionados pelas notas do Enem e recebem uma visão integrada das várias áreas, por dois anos. Os que obtêm sucesso podem ingressar na Unicamp sem vestibular. É um experimento muito interessante. É uma maneira de diminuir a lacuna entre a escola secundária e a universidade também. Acho que não é perfeito, mas dá mais acesso à oportunidade de entrar uma universidade de qualidade. É uma alternativa muito inovadora que não requer diminuição da qualidade.
Agência FAPESP – A privatização, a terceirização, a cobrança de taxas e mensalidades em universidades públicas foram consideradas pelo relatório da Unesco como tendências. No Brasil há grande resistência a isso. Qual sua opinião sobre essa tensão?

Liz Reisberg – É uma questão internacional e ninguém tem uma resposta ideal para isso também. Achamos que, em longo prazo, ter um bom sistema de educação superior gratuito não é algo sustentável. É inviável manter esse sistema para sempre, especialmente com a expansão. No Brasil, há uma forte cultura contrária à cobrança. A gratuidade é vista como um direito que não pode ser retirado. Mas não se trata, nesse caso, de um dogma neoliberal: é uma concepção equivocada afirmar que a universidade tem que ser gratuita, pelo simples fato de que nada é gratuito. A questão é quem está pagando. A ideia da gratuidade é uma armadilha. Adoraria que a educação fosse gratuita, mas isso é insustentável do ponto de vista econômico.
Agência FAPESP – Dos sistemas existentes, qual poderia ser apontado como modelo?

Liz Reisberg – Como eu disse, nenhum é ideal. Mas a Austrália tem um sistema do qual eu gosto muito. Os estudantes são bastante subsidiados, mas pagam algo de acordo com a renda familiar. Ou podem conseguir um empréstimo e pagar de volta. Mas, diferentemente dos Estados Unidos – onde todos precisam ressarcir o investimento no final, com juros –, na Austrália o pagamento é mensal e nunca pode superar 4% da renda do indivíduo.
Agência FAPESP – As universidades têm buscado a internacionalização. Há algo que pode ser feito para potencializar esse esforço?

Liz Reisberg – Reconheceu-se que é impossível hoje viver em um universo restrito ao local e aumentaram muito as cooperações internacionais e intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Uma tendência, a partir de agora, é investir em experiências internacionais de período mais curto. Desenvolver programas que possibilitem participações rápidas em programas no exterior. Pode ser por duas semanas, ou um mês, durante as férias. Para um estudante norte-americano, por exemplo, há uma grande diferença entre estudar antropologia em um livro e passar duas semanas no meio da floresta peruana. É algo que tem um custo, mas não se compara ao dos programas mais longos. Acho que o Brasil poderia investir mais nessa dimensão da internacionalização.
Agência FAPESP – Com as novas tecnologias o acesso à informação ficou muito fácil e isso poderia abrir espaço para uma mudança no conteúdo do que é ensinado na universidade. Essa mudança está ocorrendo?

Liz Reisberg – Começa a ocorrer, mas está ainda muito longe do que seria satisfatório. No Brasil, me parece que há uma ênfase grande demais no conteúdo. O professor quer passar tudo o que sabe sobre física, psicologia, matemática. É o modelo que fazia sentido há 100 anos. O professor passava, na classe, essa informação que não podia ser conseguida em outro lugar. Agora, podemos encontrá-la no Google. As pessoas andam com seus computadores no bolso. Por que gastar horas de aula com esse tipo de informação? Seria melhor dedicar esse tempo ao aprimoramento do espírito crítico, à análise, incentivar criatividade, pensamento, colaboração. Dependendo da área, calcula-se que pelo menos 20% do que você aprende na graduação já está obsoleto quando você chega à pós-graduação. Falamos muito nisso no seminário e aparentemente esse movimento já começou no Brasil.
Agência FAPESP – Sobre a questão da avaliação da pesquisa na universidade: como encontrar o equilíbrio entre a quantidade de publicações e a qualidade?

Liz Reisberg – Há uma grande pressão por publicar em alguns países, incluindo o Brasil. Se só recompensamos as pessoas pelo número de artigos publicados, estamos estimulando a pesquisa de baixa qualidade e até mesmo estimulando a fraude dos periódicos que aceitam pagamento para publicar. Trata-se de uma perversão do sistema, semelhante à questão do equilíbrio entre ser bom pesquisador e ser bom professor. Precisamos nos preocupar em que atitude o sistema está recompensando e como essa escolha influencia a qualidade.
Agência FAPESP – Para melhorar a qualidade da pesquisa é preciso criar bons mecanismos de avaliação. Como fazer isso?

Liz Reisberg – Se eu tivesse essa resposta, sem dúvida ganharia o prêmio Nobel.

OPORTUNIDADE

O Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) está com inscrições abertas para o concurso público que tem como objetivo contratar docentes para os programas de Anatomia Geral e Imunologia. Detalhes: www.icb.usp.br/~svacadem/concursos e   svacadem@icb.usp.br e (11) 3091-7395.
CONGRESSO BRASILEIRO DE CELULA-TRONCO
 A Associação Brasileira de Terapia Celular e a Sociedade Internacional de Pesquisa com Células-Tronco realizarão, de 3 a 6 de outubro, em São Paulo, o 7º Congresso Brasileiro de Célula-Tronco e Terapia Celular. Detalhes: www.stemcells2012.com.br/index.asp 

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CRESCE O INVESTIMENTO EM MÍDIA


A crise econômica que ainda atinge boa parte dos países europeus e os Estados Unidos ainda não mostra reflexos claros na publicidade brasileira. Segundo dados do Monitor Evolution — serviço do Ibope que monitora mensalmente os investimentos dos anunciantes, agências e as categorias de produtos veiculados nos principais meios de comunicação —, os investimentos em mídia cresceram 10% no primeiro semestre de 2012, se comparado com o mesmo período do ano passado. No total, o volume de compra de mídia chegou a R$ 43,8 bilhões.

Destes, 55% foram direcionados à TV aberta. O meio Jornal continua na vice-liderança, com 20% dos investimentos publicitários, seguido da TV por assinatura (8%), Revista (8%), Internet (6%), Rádio (4%) e Mobiliário Urbano (1%). O volume investido em Cinema e Outdoor não chega a um ponto percentual. Em relação ao crescimentos, os meios que mais aumentaram sua participação no bolo foram o rádio e a internet, com 25% e 18%, respectivamente.
No ranking das agências, as três primeiras posições continuam com as mesas que fecharam o ano de 2011 nessas colocações: Y&R, com R$ 3,06 bi de compra de mídia, AlmapBBDO, com R$ 1,52 bi, e Ogilvy & Mather, com R$ 1,4 bi. A novidade fica com a WMcCann, que tomou a quarta posição da JWT (agora em quinto), com investimentos de R$ 1,35 bi. Completam o ranking das dez primeiras colocadas BorghiErh/Lowe, PPR, Giovanni+Draftfcb, DM9DDB e Africa. Segundo o Ibope, as 50 maiores agências do país movimentam cerca de 62% da verba publicitária nacional.
Em relação aos anunciantes, a Casas Bahia continua no topo, com R$ 1,68 bi de investimento. A Unilever continua em segundo lugar, com R$ 1,46 bi. A novidade fica com a Caixa, que pulou da sétima para a terceira posição, com R$ 796 milhões. Em quarto vem a Ambev — que no ano passado figurava uma posição à frente —, com R$ 793 milhões; e, em quinto, a SKY, com R$ 777 bilhões. GM, Cervejaria Petrópolis, Hyundai, Volkswagen e Nestlé completam o ranking dos 10 maiores anunciantes brasileiros.
O Comércio e Varejo se mantém no topo entre os segmentos que mais investiram em mídia no primeiro semestre de 2012, concentrando 21% da verba — equivalente a quase R$ 9,2 bi. Destes, as Lojas de Departamento foram responsáveis por mais de R$ 3,1 bi de investimentos. O segundo segmento que mais investiu foi Serviços ao Consumidor, com R$ 3,75 bi, seguido de Higiene Pessoal e Beleza (R$ 3,64 bi), Veículos, Peças e Acessórios (R$ 3,62 bi) e Mercado Financeiro e Seguros (R$ 3,22 bi).
O Monitor Evolution é um software que possibilita o monitoramento dos principais veículos brasileiros, permitindo analisar estratégica e taticamente o movimento da concorrência em relação a sazonalidade, priorização de mercados, rentabilidade, share of voice (SOV), share of spending (SOS) e participação. Ele cobre, nacionalmente, 38 mercados de TV aberta, 36 canais de TV por assinatura, oito mercados de rádio, 250 títulos de revista, 24 mercados com 61 títulos de jornal, 30 mercados com 51 exibidoras de outdoor, 11 mercados com 562 salas de cinema, seis portais de internet e dez mercados com quatro exibidoras de mobiliário urbano. (Propmark)
TELECINE LANÇA TV EVERYWHERE

Acompanhando o movimento dos consumidores por conteúdo em que possam escolher horário, onde e como assistir, o Telecine coloca no mercado a sua plataforma de TV everywhere. Batizada de Telecine Play, a ferramenta entra em funcionamento no próximo dia 1º de agosto e terá um catálogo inicial com cerca de 1,5 mil filmes disponível para os mais de 3,5 milhões assinantes da rede.
Com a assinatura O melhor do cinema sempre com você, a plataforma é um complemento ao serviço que a programadora oferece aos seus clientes na TV por assinatura e não acarretará em custos adicionais aos consumidores, de acordo com João Mesquita, diretor geral da Rede Telecine. Mesquita acredita que o fato de o cliente ter a liberdade de escolher o conteúdo fará uma grande diferença na percepção dos clientes sobre o Telecine. “Caberá aos consumidores optarem”, disse sobre o uso do produto pelos assinantes, para em seguida completar: “A maioria vai assistir o que os nossos programadores selecionaram para eles”.
Com a chegada da ferramenta, a rede se mostra atenta a um quadro que deve estar mais claro no intervalo de três a quatro anos, conforme o próprio Mesquita colocou, e para o qual outras empresas, como o Netflix, investem pesado. “Devemos ser mais vistos pelo conteúdo on demand do que pelos canais”. Para o profissional, o mercado precisará incluir na forma de medição de sucesso, além da audiência, os números de conteúdos assistidos sob demanda. A expectativa é de que mais de 500 mil usuários únicos se cadastrem na plataforma no primeiro ano.
O Telecine também vê esse investimento como uma oportunidade para o crescimento da base de assinantes com a agregação do conteúdo em nuvem. A plataforma também deve contar no futuro com publicidade, aos moldes do que já acontece com os canais. "Não teremos nada que perturbe o cliente". Atualmente, mais de 90% da receita da programadora vem das assinaturas.

O Telecine Play permitirá acesso a partir de todas as telas, só que de forma escalonada. Primeiramente, em PC, Mac e iPad. Em smartphones, ele entra no agosto em iPhone e, em setembro, no sistema Android. Os clientes das operadoras Net, GVT e Vivo serão os primeiros, seguidos da Claro TV, em setembro, e outras operadoras menores. O lançamento do Telecine Play não irá interferir em serviços como Now, da Net, que também conta com filmes da programadora. “O nosso conteúdo sempre estará disponível para as operadoras. Não queremos criar um serviço exclusivo”, afirmou Mesquita.
(Propmark)
MERCADO E MOBILIDADE URBANA

Símbolo do reaquecimento da economia brasileira, o mercado imobiliário se destaca pelo grande potencial de crescimento. Para sustentar o ritmo dos últimos anos, porém, o setor terá de desatar alguns nós. Como financiar a demanda ainda existente por moradias no País? Nossas cidades estão preparadas para receber mais e mais empreendimentos?

Essas e outras questões fundamentais para o futuro do setor serão discutidas no evento “Rumos da Economia Brasileira: o Mercado Imobiliário e a Mobilidade Urbana” – uma parceria inédita do Secovi-SP com a Seminários Brasileiros –, a ser realizado no dia 17 no auditório do Secovi, com participação restrita aos convidados do setor de construção civil. Na bancada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao lado de presidentes dos maiores bancos brasileiros e especialistas nacionais e internacionais em urbanismo. Temas: Manhã – Rumos da Economia Brasileira e a indústria imobiliária
Palestra especial – Ministro da Fazenda, Guido Mantega 
Tarde – Verticalização e mobilidade: os desafios do desenvolvimento urbano. Palestrante: Alexandros Washburn, diretor de Desenho Urbano da Prefeitura de Nova York

EMPRESAS INVESTEM  NA ZONA LESTE DE SÃO PAULO

São Paulo não para de crescer, e isso não é nenhuma novidade para os paulistanos e para as empresas e construtoras que querem conquistar um espaço na terceira maior metrópole do mundo. Uma pesquisa realizada pela Central Mailing List, especialista em fornecer banco de dados, revela que a cidade ainda tem muito espaço para crescer, mas que a bola da vez, é a Zona Leste de São Paulo.

A disponibilidade de espaço na zona leste deixa grandes empreendedores cada vez mais interessando em investir nesta região, que até alguns anos atrás, era pouco valorizada. Só nos últimos quatro anos, o polo industrial do extremo Leste cr esceu 31,96%. Para se ter ideia, aproximadamente 60% da economia da região ainda depende do pequeno comerciante, desta forma, grandes instituições de variados segmentos estão buscando espaço nesta região emergente da cidade.

A Prefeitura está investindo na Zona Leste, levando novos acessos para o transporte público, para que a infraestrutura se adéque aos habitantes, contribuindo para o crescimento positivo da região em questão.
"Com relação à economia da região, baseada no comércio, área industrial e prestação de serviço, é possível observar que a taxa de abertura destes segmentos, no ano de 2011, foi de 111,18%, apresentando um aumento expressivo, se comparado aos dados de 2008", relata o diretor da Central Mailing List, Marcos Alex Rodrigues.

De 2008 a 2011, bairros como São Miguel Paulista, Itaim Paulista, Itaquera, Guaianases e São Mateus, se comparados a outras regiões da Zona Leste, obtiveram um aumento de 44,3% de empresas instaladas nas regiões. O investime nto maior foi no extremo da cidade, no bairro de São Mateus, com 13.632 novas empresas, um aumento de 28,3%, gerando mais empregos e movendo a economia que abastece a população local.

A Zona Leste tem mostrado que a região apresenta-se em constante expansão, chamando a atenção de grandes instituições e construtoras de toda a cidade. Os investimentos são favoráveis, já que a população espera a chegada de novas empresas na região, e a iniciativa privada procura cada vez mais lançamentos de instituições. Para alguns especialistas, este é o momento de investir na região.  (Fontes: Ana Paula Deodato | Mkt House Comunicação Integrada | Portal da Popaganda)

AGOSTO: CALENDÁRIO PROMOCIONAL

01 · Dia Nacional do Selo
03 · Dia do Tintureiro
03 . Dia do Capoeirista
05 · Dia Nacional da Saúde
08 · Dia do Pároco
11 · Dia da Televisão
11 · Dia do Advogado
11 · 
Dia do Estudante
11 · Dia do Garçom
11 . Dia Internacional da Logosofia
11 . Dia dos Advogados
12 · Dia Nacional da Artes
12 . 
Dia dos Pais
13 · Dia do Economista
14. Dia do Cardiologista
15 · Assunção de Nossa Senhora
15 · Dia da Informática
15 · Dia dos Solteiros
16 . Dia do Filósofo
19 · Dia do Artista de Teatro
19 · Dia Mundial da Fotografia
20 . Dia dos Maçons
22 · 
Dia do Folclore
22 . Dia do Supervisor Escolar
23 · Dia da Injustiça
24 · Dia da Infância
24 · Dia dos Artistas
24 · Dia de São Bartolomeu
25 · Dia do Feirante
25 · Dia do Soldado
27 · Dia do Corretor de Imóveis
27 · Dia do Psicólogo
28 · Dia da Avicultura
28 · Dia dos Bancários
29 · Dia Nacional do Combate do Fumo
31º · Dia da Nutricionista
(fonte: Editora Unisul)

SCHWARZENEGGER VEM AÍ

A Savaget Promoções & Eventos anunciou a realização, no ano que vem, no Rio de Janeiro, do Arnold Classic, festival mundial de fisiculturismo e fitness que tem Arnold Schwarzenegger como padrinho. A organização do The Arnold Sports Festival — evento realizado anualmente no estado de Ohio, nos EUA, com 18 mil atletas e 45 modalidades esportivas — escolheu a capital fluminense para sediar o torneio entre 26 e 28 de abril do ano que vem. O Rio será a primeira cidade da América do Sul a receber o evento, tendo sido escolha do próprio Schwarzenegger. A Savaget Promoções também promove anualmente a Rio Sports Show.

Ana Paula Leal, diretora da Savaget, conta que a versão brasileira do evento terá 20 modalidades esportivas, tais como cross fit (corrida de obstáculos para alunos de academia), luta de braço, power lifting, corrida de rua e maratona indoor. A competição já conta com o apoio da Probiótica Sports Nutrition, empresa voltada para o segmento de nutrição esportiva, e começa a disponibilizar novas cotas de patrocínio.
MEMÓRIA DO ESPORTE OLÍMPICO

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, projeto que distribuirá mais de R$ 2 milhões para a produção de nove videodocumentários, de 26 minutos cada, sobre a história do Brasil e de seus atletas nas Olimpíadas. A seleção dos roteiros será feita por meio de concorrência pública.
Qualquer produtora de vídeo do Brasil cadastrada na Ancine pode se inscrever pelo site do projeto até 24 de setembro. O Memória do Esporte Olímpico Brasileiro foi idealizado pelo Instituto de Políticas Relacionais e tem como objetivo criar um acervo audiovisual para resgatar a história dos grandes atletas que representaram o Brasil nos Jogos Olímpicos. (Propmark)
TOP 10 PARA APROVEITAR LONDRES


O presidente da operadora de viagens Agaxtur, Aldo Leone Filho – que, além de empresário, é um especialista em viagens ao redor do mundo -, listou dez dicas para que o turista desfrute o que Londres tem de melhor. Veja:

1.     Dê uma volta pelos principais pontos turísticos da cidade. Pegue um ônibus “hop-on hop-off” se não tiver muito tempo disponível. Cada esquina de Londres reserva uma descoberta.
2.      Passeie nas margens do Tâmisa, da Torre de Londres ao Palácio de Westminster/Big Ben/London Eye. Neste caminho, o viajante poderá apreciar com muita calma os segredos de Londres.
3.     Visite um dos mercados, de acordo com o seu perfil: Borough (gourmet), Camden (alternativo) e Portobello Road (antiguidades).
4.     Coma um “curry” apimentado em um dos bons restaurantes indianos da cidade. Experimente também um “fish and chips“, ou uma “Pie and mash” e tome muita cerveja “ale” para garantir uma experiência gastronômica imperdível.
5.     Saia do centro da cidade: conheça Richmond, Greenwich ou vá até Windsor.
6.     Aproveite um dos muitos museus da cidade para incrementar o seu repertório cultural: Museu Britânico, Museu da Ciência, Museu de História Natural, Museu Imperial da Guerra, Museu de Londres, Museu do Design, Museu Victoria & Albert, GeffreyMuseum (arquitetura de interior es), WellcomeCollection (Medicina e ciências).
7.     Vá ao teatro no West End. Se não dominar o inglês, assista a um musical. Termine a noite em um pub ou em outro bar aberto até mais tarde.
8.     Da escadaria da Trafalgar Square, aproveite a vista do Big Ben. Vá à National Gallery, que funciona das 10h às 18h, mas às sextas-feiras o horário se estende até às 21h. Além das exposições permanentes, a galeria recebe semanalmente artistas de toda parte do mundo.
9.     Aproveite as tardes nos diversos parques que a cidade possui: Hyde Park, Green Park, St. James/Park, etc. Os londrinos aproveitam os dias de sol para frequentarem estes parques. Então, esta é uma ótima pedida para quem quer apreciar o estilo de vida de quem mora nesta bela cidade.
10.                       Visite o Tate Modern, a mais famosa galeria de arte moderna de Londres. O prédio está localizado dentro de uma antiga usina elétrica, às margens do rio Tâmisa, do lado oposto do rio e da belíssima Catedral de St. Paul’s. Depois de apreciar as obras do lugar, não deixe de conferir o bar que fica no sétimo andar da galeria.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

2º. SIMPÓSIO DE JORNALISMO CIENTÍFICO


 Como a mídia pode estimular a participação da sociedade em questões de política científica e tecnológica. Este será o tema principal do 2º Simpósio Nacional de Jornalismo Científico, que será realizado entre os dias 28 e 29 de novembro, no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Rio de Janeiro.
Promovido pela UENF, com apoio financeiro da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), o simpósio terá mesas-redondas, palestras e apresentações de trabalhos. As inscrições estarão abertas entre 27 de agosto e 28 de setembro.
A palestra de abertura será ministrada pelo físico Ildeu de Castro Moreira, do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O tema do simpósio será “Por que o cientista agora tem que se comunicar?”, proposto em função da recente iniciativa do CNPq de criar espaço nos currículos dos pesquisadores publicados na internet para registrar ações de divulgação da ciência.
Graça Caldas (Labjor/Unicamp), Glória Kreinz (presidente da Associação Brasileira de Divulgação Científica), Lena Vânia Ribeiro Pinheiro (coordenadora do Canal Ciência/Ibict), Renata Dias (editora do Jornal da Ciência da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e Sofia Moutinho (jornalista da revista Ciência Hoje) serão alguns dos especialistas presentes. Detalhes: www.uenf.br e (22) 2739-7119 begin_of_the_skype_highlighting (22) 2739

O PODER DE TRANSFORMAR PESSOAS

Abraham Lincoln (1809-1865), 16º presidente dos Estados Unidos e considerado até hoje o mais eficiente de todos eles, decretou a emancipação dos escravos, plantou as bases da próspera agricultura e do avançado sistema educacional de seu país e é um dos principais inspiradores da moderna democracia. De origem humilde, foi lenhador, balconista e chefe dos Correios na aldeia de Salem, em Illinois. Como barqueiro, em 1831, navegava pelos rios Mississipi e Ohio, transportando mercadorias. Nas horas vagas se dedicava à leitura, e esta o conduziu à advocacia, à política e a um lugar de grande destaque na história.

O brasileiro Alberto Santos Dumont (1873-1932), precursor e inventor do avião, verdadeiro ícone da ciência, pesquisa e inovação de nosso país e do mundo, foi um entusiasmado leitor da maravilhosa obra de ficção visionária de Júlio Verne (1828-1905). Os voos de balão descritos em livros do escritor francês (Viagem ao redor da Lua e Volta ao mundo em 80 dias) marcaram a infância do grande brasileiro. As obras o teriam influenciado à vocação de inventor.

Biografias como a do grande estadista e do reconhecido inventor e aviador brasileiro, assim como as de milhões de indivíduos anônimos ou famosos, testemunham como a leitura tem o poder de mudar a vida das pessoas. Mais do que isso, seus reflexos na educação e na cidadania evidenciam como os indivíduos que leem transformam sua família, seu bairro, sua cidade, seu país, seu tempo e o mundo. Pois bem, a expectativa da Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade de classe representativa do setor editorial, livrarias, distribuidores e creditistas, é de que a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a ser realizada de 9 a 19 de agosto próximo, contribua para que a leitura seja um fator de mudança na vida de parcela expressiva dos cerca de 800 mil visitantes esperados.

Reunindo num mesmo espaço – o Pavilhão de Exposições do Anhembi – as principais editoras, livrarias e distribuidoras do País, que apresentarão lançamentos e obras de todo o Planeta, numa imensa diversidade de títulos clássicos e de novos autores, o evento propiciará ampla oportunidade de acesso a livros de todos os gêneros, estimulando a curiosidade intelectual de crianças, jovens e adultos. Numerosas pessoas que não têm o hábito de frequentar livrarias acabam tomando gosto pela leitura após visitar uma exposição dessa magnitude, com rica programação cultural e atrações que convidam ao universo da literatura.

Encontros literários do porte da Bienal do Livro de São Paulo têm, ainda, papel importante no aperfeiçoamento ou na mudança de foco de políticas públicas e setoriais. Ao funcionarem como uma espécie de termômetro da demanda por livros, tanto para agentes públicos quanto privados, a ocasião ajuda a identificar essa necessidade entre os brasileiros, em especial entre os estudantes. Tentar supri-la em todos os níveis de escolaridade é uma prioridade que deve mobilizar a atenção para muitas outras, como a instalação de bibliotecas e centros de cultura nos municípios, o incentivo de compras de livros nas escolas públicas e de programas de capacitação continuada para educadores -- são eles, ao lado das famílias e das comunidades, as principais fontes para a formação de leitores e cidadãos.

No espaço total de 60 mil metros quadrados do Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Zona Norte da cidade de São Paulo, 30 mil serão ocupados pela a 22ª Bienal Internacional do Livro, que reunirá representantes de toda a cadeia produtiva do setor editorial, do Brasil e do exterior. O evento receberá principalmente leitores e autores. Assim, não é fortuito o tema central do evento este ano: “Livros transformam o mundo, livros transformam pessoas”, como fizeram com Lincoln e Dumont.
(Artigo de Karine Pansa, empresária do setor editorial, é a presidente da Câmara Brasielira do Livro (CBL), distribuído pelo Portal da Propaganda).

O BRANDING E OS PROCESSOS DE FUSÃO E AQUISIÇÃO

A nova lei do Cade, que entrou em vigor no final do mês de maio, acelerou processos de fusões e aquisições que estavam em andamento no País. Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), entre 2010 e 2011 a compra de empresas movimentou valores da ordem de 320 bilhões. 

Do ponto de vista do branding, o assunto “marca” tem ganhado destaque nas mesas de negociação. Cada vez mais, os executivos, responsáveis pelas operações, percebem e consideram o impacto das decisões no futuro das marcas envolvidas nas transações de compra e venda.

Em muitos casos, alinhar valores e percepções em torno do que a empresa representa torna-se um diferencial competitivo.


Geralmente, somente depois do negócio concretizado, é que surge o desafio de gerir marcas, com histórias, valores e filosofias distintas e, que agora, fazem parte de uma única empresa. Nesse sentido, há um trabalho exaustivo no que diz respeito ao estudo das marcas, ou seja, qual a melhor opção: permitir que as marcas coexistam; substituir uma pela outra ou criar uma nova identidade?

A decisão deve levar em conta o tipo de negócio da empresa e os riscos envolvidos neste processo. O posicionamento bem definido do que a nova empresa busca é um direcionador de negócios, que fornece respostas claras sobre qual marca deverá prevalecer, ou então, se as marcas devem coexistir no mercado.

Em linhas gerais, para definir a estratégia de marca após uma fusão deve-se levar em consideração, além do posicionamento, a proposta de valor de cada empresa e o tipo de consumidor que está inserido no contexto. Se as marcas possuem estratégias complementares e, juntas, agregam valor ao negócio, é indicado permanecer com as duas marcas. Podemos citar como exemplo a Exxon Mobil.


No caso de uma marca prevalecer sobre a outra, a escolha deve considerar qual delas é capaz de entregar todos os atributos e qualidades que ambas representam. Embora o cenário seja muito mais delicado, se bem administrada e planejada, essa estratégia motiva resultados positivos, como aumento da participação no mercado e valor da marca. Um exemplo dessa estratégia foi o caso de Itaú e Unibanco.

Para unir duas culturas distintas, deve-se, primeiro, entender quais as principais características de ambas as culturas e, em seguida, buscar elementos comuns que possam ser usados como catalizadores desta integração. Quando a estratégia indica para criação de uma nova marca (A + B = C), a integração torna-se mais fácil, visto que todos estão motivados na construção desta nova marca. Uma nova marca representa uma inovação, com novas expectativas e resultados superiores aos das marcas que foram unidas.

Além de definição de posicionamento e valores, é preciso criar um novo design para a marca resultante da fusão. Trata-se também de um trabalho complexo e de extrema importância para a aceitação e inclusão na mente do consumidor do nome proposto. Esta situação sempre gera muita expectativa e precisa ser monitorada ao passo que a marca começa a ganhar vida.

Em processos de fusão, a preocupação de posicionamento e futuro das marcas permeia diferentes níveis da organização. Quem já esteve envolvido em uma fusão ou aquisição empresarial conhece as angústias e expectativas inerentes ao processo. Por isso, a gestão e compreensão dos fatores humanos envolvem não apenas o público final, mas principalmente os colaboradores da empresa.

Comunicar oficialmente as decisões da empresa ao público interno, seja sobre uma fusão ou aquisição, representa uma oportunidade estratégica para minimizar ruídos e estabelecer uma relação de confiança e credibilidade com a equipe.

Para garantir o sucesso em um ambiente de transição, o planejamento para a fusão ou aquisição deve identificar com antecedência as questões que possam prejudicar o desempenho dos trabalhos combinados.

Ao público final, a comunicação da fusão deve ser clara e transparente, informando o passo a passo das mudanças e, principalmente, mostrando que o resultado da ação torna a empresa mais bem estruturada e eficiente, oferecendo produtos e serviços mais amplos e completos.

Fundamental é definir claramente qual mensagem passar neste momento de transição, sem perder o foco na estratégia e na qualidade da operação.


Tanto para quem compra, vende ou participa como colaborador, um processo de fusão ou aquisição é excitante e, ao mesmo tempo estressante. Como em qualquer experiência cheia de incertezas e riscos, o mais recomendável é não se esquecer da importância que a marca tem.

A atenção a todos os detalhes é necessária para que esta nova realidade realidade represente um crescimento em todos os sentidos, principalmente, nos resultados para clientes, acionistas e outros stakeholders que, de alguma forma, influenciam no sucesso do negócio.
(Artigo de André Banchi Alves, diretor de branding da Cauduro Associados, distribuído pelo Portal da Propaganda)



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