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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

TRANSFORMAÇÕES DA OPINIÃO PÚBLICA NO BRASIL


 As mudanças na forma como os brasileiros enxergam o país, as transformações econômicas, comportamentais e de como a opinião pública lida com assuntos polêmicos serviram de tema para a exposição “Opinião – Como os brasileiros veem o Brasil”, realizada pelo Ibope em parceria com a entidade Catavento Cultural e Educacional. A mostra reúne dados coletados nos 70 anos de atuação do grupo por meio das pesquisas de opinião, que datam de 1942, quando o Ibope foi fundado.

A linguagem e o desenho da mostra foram feitos pelo experiente arquiteto de museus Marcello Dantas, responsável por projetos como o Museu da Língua Portuguesa, Museo del Caribe, Museu do Homem Americano, Museu das Minas e do Metal e Museu das Comunicações. A mostra será aberta para visitação pública no dia 25 de setembro, na sede da entidade Catavento, em São Paulo, e ficará disponível até 18 de novembro.

Os visitantes poderão conhecer as transformações no consumo, no perfil da audiência e no comportamento por meio de painéis explicativos, ver de perto objetivos antigos que já foram sonho de consumo e ouvir depoimentos de pesquisadores sobre situações curiosas que enfrentaram em campo. “Há uma lenda de que ninguém nunca viu um pesquisador do Ibope. Queríamos trazer a experiência dos entrevistadores e mostrar que eles de fato existem, além de contar as respostas para perguntas que ninguém faria”, explica Dantas, responsável por materializar o projeto.

Os visitantes vão conhecer a evolução dos métodos de medição de audiência no país e os aparelhos peoplemeters (medidores) que já passaram pelos domicílios brasileiros. Além disso, um robô vai mostrar, em tempo real, como é a atual tecnologia de coleta e reporte dos dados de audiência.

Já na ala que simula um supermercado, o visitante vai encontrar nas prateleiras os produtos mais populares no país nos últimos 70 anos. Os maiores sucessos da televisão brasileira também serão relembrados. Televisores vão mostrar os programas que registraram grande audiência, como coberturas jornalísticas, conquistas esportivas, novelas, entre outros. Uma jukebox vai tocar as dez músicas mais ouvidas pelos brasileiros em cada ano, entre 1942 e 2012. O visitante seleciona um mês e um ano e escuta a canção mais tocada nas rádios naquela época, de artistas como Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga e Nara Leão, além de gêneros como bossa nova, samba-canção e rock.

Na seção Pitacos será exibida a evolução das opiniões dos brasileiros sobre questões polêmicas ao longo dos anos, como reforma agrária, alimentos transgênicos, aborto e homossexualismo. “A exposição reconstitui a direção da sociedade. Pega diferentes elementos e constrói uma trajetória, às vezes polêmica, mas reveladora. É um exame de sangue profundo da nossa sociedade”, avalia Dantas.

Com a exposição, o Ibope mostra a opinião pública como uma entidade abstrata, que determina os rumos do país, e aponta a pesquisa como o melhor mecanismo para medir suas mudanças. “É uma forma de agradecer ao país por esses 70 anos. Não é fácil estar tanto tempo no mercado”, afirma Carlos Montenegro, presidente do instituto. (Propmark)

LOJA VIRTUAL PERSONALIZADA
O comércio eletrônico no Brasil vem crescendo cada vez mais. Segundo um estudo realizado pela America Economia Intelligence, o país foi o principal mercado de e-commerce da América Latina, registrando um crescimento de 170% e faturamento de 23 bilhões de reais entre 2007 e 2009. (Fonte: www.idgnow.com.br)
O Q.COMMERCE é uma loja virtual que é personalizada de acordo com a identidade de sua empresa, visando ampliar seus negócios e faturamento, apresentando os produtos da empresa e seus diferenciais através da internet.

Para garantir que os consumidores efetuem compras com total segurança, todas as transações efetuadas através do Q.COMMERCE são asseguradas por conexão SSL, sistema de criptografia de dados, utilizada também em sites bancários.

Assim como em lojas físicas, no seu e-commerce você pode expor seus produtos de forma dinâmica, dividi-los em categorias, descrever suas características, fazer promoções, disponibilizar atendimento online para solucionar dúvidas, entre outros atributos para atrair e reter a atenção dos consumidores que estão navegando pela internet.

A MARCA MAIS VALIOSA DA AMÉRICA LATINA

O Bradesco é, novamente, a marca mais valiosa entre as 150 avaliadas pela Brand Finance, que, pela primeira vez, incluiu representantes da América Latina no levantamento. O banco, que também ocupou a primeira posição no ano passado, possui marca avaliada em R$ 31.888 milhões. Em segundo e terceiro lugar vêm Itaú e Banco do Brasil, com R$ 26.765 milhões e R$ 14.762 milhões, respectivamente.
O resultado do levantamento foi apresentado nesta quarta-feira (19), em São Paulo, pelo ceo da Brand Finance para América Latina, Gilson Nunes. Entre os principais critérios levados em consideração para o resultado final, o executivo destacou a qualidade do produto ou serviço oferecido, levando-se em conta o pós-venda, bem como a determinação das receitas estimadas (com projeção de cinco anos) e avaliação da força da marca. Mais de 16 mil consumidores integram a amostragem de pesquisa.
Luiz Lara, presidente da Lew’Lara\TBWA e da Abap (Associação das Agências de Publicidade), analisou o novo cenário da gestão de marcas, agora totalmente ligado ao público. “A comunicação hoje deve ser feita de dentro para fora. Ela nasce de uma verdade pregada dentro da empresa. Aquilo que é colocado na TV, nos rádios e nos jornais imediatamente reverbera na rede. É preciso estimular a conversa com o consumidor – e a partir do momento em que ele conversa com a marca, ela se torna uma pessoa”, declarou. “Hoje não há como criar na TV uma verdade que não é praticada na empresa; caso contrário, essa mentira bomba nas redes sociais”, concluiu Lara.
A nova forma de comunicação também foi frisada por Pedro Tavares, ceo da Brand Finance Iberia (Espanha e Portugal), que dedicou sua apresentação ao estudo da marca país, representada pelos cases da África do Sul, que, desde o encerramento da Copa do Mundo, tenta manter o padrão conquistado por conta do megaevento; e do Chile, que tem a produção de vinho como maior representante do país.
Lembrando a chegada iminente dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo ao Brasil, ele defendeu o desenvolvimento de uma responsabilidade nacional, que envolve todos os setores da sociedade — educação, saúde, transporte e turismo, entre outros — e vai muito além da simples criação de um logo ou do grande investimento em divulgação. Segundo Tavares, essa é a melhor maneira de aproveitar todos os benefícios que eventos desse porte podem gerar.

Confira abaixo a lista das dez marcas mais valiosas do Brasil e América Latina em 2012, segundo o Brand Finance:
Bradesco (BR) – R$ 31.888 milhões
Itaú (BR) – R$ 26.765 milhões
Banco do Brasil (BR) – R$ 14.762 milhões
Claro (México) – R$ 11.626 milhões
Santander (BR) – R$ 11.400 milhões
Petrobras (BR) – R$ 11.198 milhões
Walmart (BR) – R$ 9.447 milhões
Vivo (BR) – R$ 8.771 milhões
Vale (BR) – R$ 8.011 milhões
Fiat (BR) – R$ 7.937 milhões
A IMPORTÂNCIA DO PRONTUÁRIO DO PACIENTE
(Texto de Karina Toledo, distribuído pela Agência FAPESP)  – Longe de ser apenas uma burocracia a ser cumprida, o prontuário do paciente pode ser um instrumento valioso para melhorar a qualidade da assistência e da gestão em saúde, além de uma fonte rica para a pesquisa científica.
Mas para que esses objetivos sejam alcançados, médicos e demais membros da equipe multiprofissional que presta o atendimento precisam produzir corretamente o prontuário, fazendo uso das novas tecnologias, respeitando aspectos éticos e contemplando questões físicas, psicológicas e sociais do paciente.
O tema é discutido pelos professores Maria Cristiane Barbosa Galvão, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), e Ivan Luiz Marques Ricarte, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC-Unicamp), no livro Prontuário do Paciente, lançado em agosto pelo Grupo Editorial Nacional.
“Com base no conceito de integralidade da assistência à saúde, a obra propõe um modelo de prontuário que facilite a troca de informações entre as instituições e entre os profissionais que prestam o atendimento. No contexto do século 21, não podemos mais pensar no médico trabalhando de forma isolada”, disse Galvão.
Segundo os autores, o prontuário deve abarcar conteúdos produzidos por fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e demais profissionais de saúde que participam da assistência. Deve ainda contemplar não apenas o bem-estar físico do paciente, mas também o psicológico e social.
“A obra foi construída durante um estágio que fizemos na Faculdade de Medicina da McGill University, Canadá, com bolsa da FAPESP. Como cada área tem a sua particularidade, contamos com a ajuda de 25 colaboradores de diversas instituições”, afirmou Galvão.
Na primeira parte, é discutido o benefício da informatização e questões de segurança da informação, formas de coleta, organização e acesso aos conteúdos, além de normas de referência para a padronização do prontuário. Em seguida, são abordados aspectos éticos sobre a troca de informações de caráter privado, com base em declarações internacionais e legislações nacionais relacionadas ao direito à informação em saúde.
A terceira parte discute a importância do prontuário para a gestão da saúde. “Se produzido adequadamente, esse documento pode ser uma rica fonte de dados para auxiliar gestores de unidades de saúde, secretários de saúde e os próprios ministros de saúde na elaboração de políticas públicas”, afirmou Galvão.
Já a quarta parte apresenta as diferentes perspectivas para o prontuário médico dentro da equipe multiprofissional e a quinta parte fala sobre a importância desses registros para a pesquisa e inteligência epidemiológica, bem como para a pesquisa clínica.
Por último, são apresentados mais de 250 questões e exercícios com o objetivo de fomentar discussões em cursos de graduação, pós-graduação, extensão e educação continuada, além de motivar o desenvolvimento de projetos de pesquisa relacionados à temática do prontuário do paciente.
·         Prontuário do Paciente
Autores: Maria Cristiane Barbosa Galvão e Ivan Luiz Marques Ricarte
Lançamento: agosto de 2012
Preço: R$ 85,00
Páginas: 344
Onde comprar:
www.grupogen.com.br/ch/prod/11194/0/prontuario-do-paciente.aspx .
A CÂMERA DIGITAL MAIS PODEROSA DO MUNDO
 Cientistas da colaboração Dark Energy Survey (DES) – Pesquisa da Energia Escura – acabam de anunciar que a DECam, câmera de 570 megapixels construída nos últimos oito anos por cientistas, engenheiros e técnicos em três continentes, obteve sua “primeira luz”.
O levantamento DES, integrado por institutos de pesquisa e universidades dos Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Alemanha e Espanha, ajudará a entender por que o universo se encontra em expansão acelerada, em vez de estar desacelerando, como seria de se supor, por conta da gravidade. A resposta está na energia escura, um dos maiores mistérios da física atual.
A DECam é a câmera mais poderosa já construída, capaz de registrar a luz de 100 mil galáxias situadas até uma distância de 8 bilhões de anos-luz em cada imagem coletada.
O equipamento possui uma matriz com 62 CCDs com sensibilidade sem precedentes na região vermelha do espectro eletromagnético, que juntamente com o telescópio Blanco, com espelho coletor de 4 metros de diâmetro, que está localizado no Cerro Tololo Inter-American Observatory (CTIO), no Chile, permitirá estudar desde asteroides do sistema solar até compreender a origem e o destino do Universo.
Os cientistas da colaboração DES usarão esta câmera para o maior levantamento de galáxias jamais feito. Os dados serão usados para sondar os efeitos da energia escura por meio de estudos de aglomerados de galáxias, supernovas, estruturas em grande escala das galáxias e do efeito de lentes gravitacionais fracas. Será a primeira vez que um experimento poderá utilizar esses quatro métodos.
O levantamento começa em dezembro, após todos os testes da DECam. Por cinco anos, o DES vai produzir imagens detalhadas em cores de um oitavo do céu para descobrir e medir 300 milhões de galáxias, 100 mil aglomerados de galáxias e 4 mil supernovas, entre outros.
O Brasil participa do DES por intermédio do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA), sediado no Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro, que foi criado para dar apoio em projetos de levantamentos de grande porte, como o DES.
Pesquisadores do Estado de São Paulo também participam da colaboração por meio de projetos de pesquisa realizados com apoio da FAPESP.
“As características de um levantamento desse porte exigem recursos computacionais e infraestrutura de armazenamento, processamento e distribuição de dados que não podem ser replicados nas instituições dos participantes”, disse Luiz Nicolaci, coordenador do DES-Brasil e idealizador do LIneA.
Após o período de tempo de propriedade exclusiva da colaboração, os dados do levantamento serão disponibilizados para a toda a comunidade científica, e o Centro de Dados do LIneA será um dos pontos de sua distribuição.
“Além de um portal científico para análise dos dados do DES, somos responsáveis por prover o software que faz a redução das imagens obtidas pela DECam, a ser utilizado junto ao telescópio no momento da obtenção dessas imagens”, afirmou Nicolaci.
Mais informações: des-brazil.linea.gov.br/.
SEGURANÇA ALIMENTAR E AVALIAÇÃO EDUCACIONAL
 Especialistas das áreas de Segurança Alimentar e Nutricional e de Avaliação Educacional estarão reunidos no dia 1º de outubro em um encontro organizado pela FAPESP e pela Fundação Bunge. Detalhes:  www.fapesp.br/7187 e: www.fapesp.br/7190
GENOMA, PROTEOMA E UNIVERSO CELULAR
 O Hemocentro de Ribeirão Preto (departamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP) realizará, no período de 21 a 26 de janeiro de 2013, seu 13º curso de verão, desta vez com o tema “Genoma, Proteoma e o Universo Celular”.
O curso fornecerá embasamento teórico e prático para alunos interessados em ingressar em programas de pós-graduação nas áreas abordadas. O curso terá 40 horas totais: 20 horas de aulas teóricas e 20 horas de aulas práticas. Detalhes: http://www.hemocentro.fmrp.usp.br/cursoverao2013/index.html

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

A INOVAÇÃO NO MARKETING PROMOCIONAL


 Que o varejo brasileiro só se desenvolve, não há dúvidas. É um segmentos que mais movimenta a economia e que emprega pessoas, principalmente depois do fortalecimento das classes C e D, que passaram a consumir substancialmente.

Para acompanhar essa linha, as empresas precisam buscar e implementar inovações diariamente. Não basta apenas produzir um sabão em pó ou uma guloseima com ingredientes de qualidade, com processos modernos ou com embalagens desenvolvidas por grandes designers. Claro que tudo isso é importante, mas devemos pensar no seguinte: na gôndola ou nos corredores das lojas e supermercados, o que atrai a atenção do consumidor? Preço é importante? É óbvio que sim, mas será que a pessoa que passa pelo local não pode ter todos os seus sentidos despertados e, assim, comprar o tal produto?

É aí que está a importância do marketing promocional, que está cada vez mais avançado. Ele é quem ajudará a despertar a curiosidade em comprar determinado produto, o que o torna essencial atualmente. Não basta apenas criar displays coloridos e “poluir” visualmente os pontos de venda, é necessário ter inteligência e estratégia, além de inovação para atingir o público alvo. Isso quer dizer: despertar os cinco sentidos do consumidor, seja por meio de aromas nos PDVs, pelos mecanismos de interação, etc.

De acordo com a Associação de Marketing Promocional (Ampro), em 2011, o mercado movimentou quase R$ 40 bilhões e 53% das empresas direcionaram mais verba para ações promocionais do que para propagandas. Para 68% das empresas entrevistadas, a verba empregada em ações promocionais cresceu, em média, 28%.

Além disso, de acordo com estudo realizado pela Universidade Federal de Alagoas, o setor dificilmente perderá o ritmo de crescimento neste ano. As ações promocionais terão, em sua maioria, foco na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.

Para enfrentar a acirrada competição atual e a que surgirá, a estratégia no marketing promocional está ligada diretamente a algumas tecnologias modernas, como o cheiro nos pontos de venda.

É possível expor uma marca de chocolate, por exemplo, e usar mecanismos que vão exalar aquele aroma no local, fazendo com que o consumidor não resista? Ou então, usar efeitos holográficos, com imagens em três dimensões e visíveis em 360 graus?

Essas inovações já fazem parte do nosso dia a dia e a tendência é que se tornem cada vez mais utilizadas. Também podemos esperar mais novidades nos próximos meses, mesmo porque, o varejo não para de inovar e, por conta disso, o marketing promocional deve seguir os mesmos passos e estar cada vez mais evoluído. (Texto de Daniel Fernandes, gerente Comercial da MIB Group S/A).


vagas e capacitação no mercado promo

Faap, Umesp, ESPM e FMU recebem nos dias 24, 25, 26 e 27/09, mais uma edição da Semana Acadêmica do Marketing Promocional, organizada pela Ampro – Associação de Marketing Promocional.
Com o tema “O Marketing Promocional tem vagas! Venha para a Ampro”, a 8ª Samprovai levar os mais importantes profissionais do mercado para falar sobre o crescimento das vagas nas Agências Promo e a dificuldade de se conseguir profissionais especializados para ocupá-las.
A Sampro acontece em mais de 15 universidades de várias cidades brasileiras, como São Paulo, Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte MG), entre outras.
O encontro visa levar ao conhecimento e discussão dos estudantes a realidade, as tendências, as dificuldades e as oportunidades do mercado do marketing promocional brasileiro.
Também incentiva o intercâmbio entre o ensino teórico desenvolvido nos meios acadêmicos e os diversos players do mercado em suas mais diferenciadas formas de atuação.
Em São Paulo, as palestras ficarão sob a responsabilidade dos profissionais Flávia Goldenberg, fundadora da Sob Medida Gestão em Sustentabilidade e voluntária na Ampro, com o tema “Sustentabilidade (na prática) no Marketing Promocional”; Odilon Machado, presidente da Átomo Comunicação e vice-presidente de Desenvolvimento Setorial da Ampro, que irá abordar “Classe C: o consumo com entrada em novas categorias e relevância da Marca diante da facilidade de crédito”.
Maurício Gallian, sócio-diretor da associada Out Promo, que irá falar sobre “Como devem funcionar as ações promocionais dentro do ponto de venda para garantir visibilidade e efetividade”; Cristiano Miano, presidente do Conselho Consultivo da Ampro e presidente da DigiPronto, com “Promoções em Mídias Sociais”; Marina Pechlivanis, sócia-diretora da associada Umbigo do Mundo, sobre ”Gifting no Marketing Promocional”; João Riva, fundador da Omelete, discutindo a “Empregabilidade no Marketing Promocional”.
Ana Del Mar, sócia-fundadora da Omelete, com o tema ”Tendências no Marketing Promocional” ; e Marcel Sacco, diretor da associada Banco de Eventos, que irá falar sobre “Marketing Esportivo na Vitrine: Copa, Olimpíadas e a Evolução do Mercado“. Detalhes:  www.ampro.com.br  (Promoview)


Vem aí o Produtores Promoview 2012

Faz quase um ano que, aqui nesse espaço, escrevi um texto me redimindo com meus amigos produtores no “Sem a criação a ideia é nada.”
Por conta desse texto e da repercussão dele junto a um número imenso de Produtores espalhados pelo País, recebi e-mails que questionavam o fato de não haver um reconhecimento da atividade, especialmente no que se referia a premiações. Daí, procurei prêmios existentes na expectativa de que eles criassem a categoria Produtor do Ano. A resposta em todos os casos foi negativa.
Não desisti da ideia. E, numa conversa com Júlio Feijó, disse da minha tristeza de não ter conseguido nada com ninguém. Foi quando ele disse: Quer que a gente faça? Não pensei duas vezes. Disse sim e me perguntei o quanto tolo fui de não ter pensado desde o início no Promoview, único espaço que realmente entende o Marketing Promocional e valoriza seus profissionais.
Pedi um tempo. Formatei tudo e com ajuda da galera do Promoview, da Angela e da Ariane, surgiu o Produtores Promoview 2011, primeiro prêmio voltado unicamente aos profissionais de produção do mercado Promo. Foi um sucesso!
Não tínhamos, e ainda não temos, patrocinadores, embora tenhamos procurado algumas empresas e outras até tenham se valido dele para mandar presentes e contatar o vencedores do nosso Prêmio. Não faz mal.
Não o fizemos para ganhar dinheiro nem prestígio, fizemos para reconhecer o mais importante profissional de nossa atividade, aquele que FAZ ACONTECER o que o atendimento capta e a criação da forma conceitual. É uma homenagem, não um concurso. Por isso não há inscrição.
Pois bem. Fizemos. A votação foi feita pelo FB, vieram os vencedores e até as críticas, algumas, inclusive, vindas dos responsáveis por prêmios que contatamos tentando levar a categoria, dizendo que, pelo Face, ganha quem tem mais amigos, ao que eu retruco dizendo que prefiro que ganhe alguém que tem como eleitores 800, 1.000 amigos, do que alguém que ganhe com o voto de três ou quatro amigos, como no caso de alguns prêmios por aí, ou seja, sempre se pode questionar algo que não se fez.
Os troféus foram feitos pela Promova, parceira de empreitada, e tentamos encontrar verba para entregá-los in loco aos vencedores, mas foi difícil, não deu. Entregamos alguns deles no Globes aos profissionais que lá estavam, mas falta gente receber ainda . E como, pra gente, esse prêmio é importantíssimo, resolvemos fazer a entrega até outubro, porque vem aí o PRODUTORES PROMOVIEW 2012.
Os titulares do Promoview dos canais regionais farão a entrega em datas e eventos a serem divulgados, que serão fotografados, da seguinte forma: Nelson Cadena, do Canal Nordeste, fará a entrega aos ganhadores da Bahia e Pernambuco; Marcela Cunha do canal Centro-Oeste, entregará aos ganhadores do Brasília, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; Alexandre Godoy, do Canal Rio Grande do Sul, entregará aos vencedores gaúchos; a entrega aos vencedores do Paraná ficará por conta do Promoview; e eu, como responsável pelo Prêmio e pelo canal Rio, entregarei aos vencedores do Rio, São Paulo, Minas e Espírito Santo.
O critério de escolha dos candidatos dessa edição é simples. Cada um dos vencedores de 2011, indicará um produtor de seu Estado. O nome indicado não pode ser o de nenhum dos três vencedores de 2011 e também não pode ser de produtores que trabalhem nas suas atuais agências.
Assim, pouco-a-pouco, vamos formando o Conselho dos Produtores, que, em 2013, escolherá os indicados por maioria. Teremos a lista dos candidatos desse ano até o dia 26 de outubro. A votação vai ocorrer em novembro, como no ano passado, em uma semana.
É isso. Agora até já existem, ainda bem, prêmios para Produtores, um pelo menos, mas a gente quer é mais. Queremos que todos os prêmios assumam definitivamente o que a gente, aqui no Promoview já sabe há muito tempo: sem o produtor a ideia é nada. E ideia boa tem que ser copiada mesmo. (Tony Coelho no Promoview))

Sustentabilidade estimula a agricultura familiar
A proximidade de grandes eventos internacionais no Brasil como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos aquece o setor hoteleiro e gastronômico do País. Esse nicho pode impulsionar outro segmento, o da agricultura familiar.
Para estimular o crescimento desses setores, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Sesi e a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) firmaram uma parceria que resultou no “Projeto Sustentabilidade à Mesa”. A iniciativa valoriza a preservação dos recursos naturais e visa ampliar a competitividade e a participação da agricultura familiar no ramo de alimentação dos meios de hospedagem.
O projeto tem como base três iniciativas: a Rede Brasil Rural, do MDA, e os programas Cozinha Brasil e ViraVida, do Sesi. Todos os Estados brasileiros serão contemplados pela parceria. Belém (PA) e Salvador (BA) são as primeiras capitais a receber o lançamento do projeto, nos dias 18 e 20/09. Em outubro, o lançamento acontece em Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB).
A proposta do MDA é colocar o setor hoteleiro em contato direto com os fornecedores da agricultura familiar, que são representados na parceria por cooperativas. Segundo o presidente da Abih, Enrico Fermi, o Sustentabilidade à Mesa estimula a permanência das famílias no meio rural.
“São muitos os benefícios, a começar pelas vantagens que serão oferecidas aos hóspedes. O Cozinha Brasil, por exemplo, vai evitar o desperdício de alimentos, o que pode reduzir o custo da alimentação para o consumidor final”, afirma Fermi. (Promoview)
MASTER BUSINESS COMMUNICATION

A Universidade Metodista de São Paulo recebe inscrições para o curso Master in Business Communication (MBC) - Gestão de Comunicação e Mercado, um dos programas de especialização de Pós-Graduação Lato Sensu oferecidos pela nova Escola Metodista de Educação Corporativa.

O MBC busca direcionar o profissional à elaboração de uma análise crítica dos mercados organizacionais e de consumo, contribuindo para que o mesmo esteja capacitado a oferecer consultorias nas áreas de Comunicação e Mercado.
Detalhes: www.metodista.br/emec/mbc, necc@metodista.br ou (11) 4366-5000 (Grande São Paulo) e 0800-889 2222 (demais localidades), de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h e aos sábados, das 8h às 14h.

PROJEÇÃO MAPEADA PARA LANÇAMEN TO DE CARROS

A UAU Mídia apresenta ao mercado novas mídias com o objetivo de transformar uma ideia em experiências exclusivas e surpreendentes. Tem em seu portfólio quatro produtos: Projeção Mapeada, Holografia, Totem Holográfico e Realidade Aumentada.

No lançamento da Volkswagen em julho, a UAU Mídia criou uma Projeção Mapeada para a apresentação do Novo Gol e do Novo Voyage. O vídeo com a apresentação pode ser conferido no “http://ow.ly/dpLtP”.

Recentemente a empresa participou do Festival Natura Musical, onde duplicou o cantor Gilberto Gil (vídeo no link “http://ow.ly/dpLpN”, foto) e da apresentação dos uniformes que os atletas brasileiros usaram nas Olimpíadas de Londres, evento realizado pela Nike, em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Com o produto Projeção Mapeada, a UAU Mídia torna possível a criação de ilusões visuais através da projeção de filmes sobre superfícies variadas. É possível projetar um vídeo sobre formas complexas como um carro, uma estátua ou a fachada de um edifício.

A UAU Mídia é especialista em Projeção Mapeada. No link “http://ow.ly/dpJYV” é possível ver o vídeo com a maior projeção em fachada da América Latina, realizada no Museu Oscar Niemeyer.

Dirigida pelo publicitário Marcelo Gebara Stephano, a UAU Mídia cria, desenvolve e coloca em prática soluções de novas mídias com tecnologia de ponta e design inovador.

Atualmente a UAU Midia disponibiliza quatro produtos: Projeção Mapeada, Holografia, Totem Holográfico e Realidade Aumentada.

Mais informações no site
http://www.uaumidia.com.br, YouTube http://www.youtube.com/user/UAUmidia e Twitter twitter.com/UAUmidia.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O MUNDO PREFERE OBAMA


 Nos Estados Unidos, Barack Obama e Mitt Romney disputam uma eleição presidencial acirrada, porém se o mundo todo participasse da eleição, Obama venceria com folga seu adversário. Pesquisa do Ibope Inteligência, em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), realizada em 32 países, com 26.014 entrevistados, revela que, dos que votariam em um dos dois candidatos (63% da população mundial), 81% escolheriam Barack Obama, contra 19% que votariam em Mitt Romney.


No Brasil, 93% da população votaria em Obama e apenas 7%, em Romney. Mundialmente, o atual presidente dos Estados Unidos tem maior percentual de intenção de voto nas seguintes nações: Islândia (98%), Holanda, Portugal e Alemanha (97% cada). Já Romney tem superioridade em Israel (65%) e recebe bom apoio no Paquistão (41%), em Geórgia (36%) e na Macedônia (30%).




Semanas antes da eleição norte-americana, 62% da população mundial diz que a escolha do presidente dos Estados Unidos tem alto impacto em seu país, enquanto outros 29% consideram essa influência pequena.

A porcentagem da população mundial que concorda com a afirmação de que deveriam ter o direito de votar na eleição presidencial dos Estados Unidos, pois esse pleito eleitoral influencia a vida do seu país, é de 42%.

O desejo de escolher o presidente norte-americano é maior entre as pessoas com menos de 30 anos (46% gostariam de ter esse direito) e na China, Quênia e Índia. Essa vontade é menor entre a população com mais de 65 anos (23%), assim como no Japão, na Coreia e em Hong Kong.
(Fontes : Ana Paula Stroher e Rose Guirro – Ketchum | Sérgio Toledo e Taís Bahov – Ibope Inteligência | Portal da Propaganda)

GOVERNO  QUER PROFISSIONALIZAR  FUTEBOL FEMININO

O setor de esportes no Brasil responde por 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Ou seja, dos R$4,1 trilhões arrecadas pelo País em 2011, R$67 milhões foram gerados pelas atividades esportivas e tudo o mais que gira em torno deste segmento – de direitos de transmissão de jogos aos serviços de alimentação oferecidos nosestádios.

A informação integra o estudo O PIB do Esporte no Brasil e foi transmitida pelo sócio da Pluri Consultoria, Fernando Ferreira, em apresentação realizada na abertura do seminário “O futuro dos clubes brasileiros”, na Nova Arena Palmeiras, em São Paulo, neste 17 de setembro.

Para fins de comparação, os Estados Unidos, apenas com um único dia do Super Bowl, a final do campeonato de beisebol, um dos mais importantes esportes para aquele país, arrecada cerca de 11 milhões de dólares. Os esportes e quivalem a 2,1% do PIB norte-americano, mas ainda é um índice inferior ao da Nova Zelândia, que atinge 2,8% do total das receitas.


Também participou do evento da Trevisan, o secretário especial do Ministério dos Esportes, Ricardo Gomyde, representando o titular da pasta, Aldo Rebelo. Ele falou sobre “O papel do estado na reestruturação dos clubes”, destacando a intenção do governo federal em ampliar o escopo das ações de incentivo ao esporte. “O futebol tem uma cadeia produtiva extremamente importante no País, gera renda e empregos, e deve ser apoiado. Recentemente criamos a Secretaria Nacional do Futebol, um órgão que tem a proposta máxima de difundir e propor melhorias.

Uma dessas propostas está voltada às equipes femininas. Existe um grande incentivo da presidente Dilma Roussef no sentido de criar um calendário que permita que as equipes femininas joguem durante todo o ano, profissionalizando a categoria”, disse Gomyde.

Ele também destacou uma das paut as do Ministério que é a busca de soluções para o endividamento dos clubes brasileiros. “O futebol deve receber um apoio para que os clubes atuem dentro de uma governança corporativa capaz de equacionar esse sério problema. Hoje, o setor esportivo gera cerca de 371 mil empregos. Com investimentos, com soluções e incentivo, há espaço para superar 2 milhões de postos de trabalho nesse setor”, disse Gomyde.

Durante o evento, a Pluri Consultoria também apresentou dados sobre “As causas da baixa presença de público nos estados” e “O potencial de consumo das torcidas brasileiras”. Fernando Trevisan, diretor da Trevisan Escola de Negócios, adiantou os preparativos para a Copa de 2014, com dados da pesquisa Termômetro da Copa.


O seminário marca o lançamento do Brasil Sport Market (BrSM), fórum permanente de Gestão e Marketing Esportivo criado em parceria pela Trevisan Escola de Negócios e a Pluri Consultoria. Além de mesas de debates abordando “A nova geração de arenas brasileiras” e “O futuro do marketing dos clubes”, o evento comportou a entrega dos prêmios “Melhor Executivo de Futebol” e “Melhor Executivo de Marketing” de Clubes de Futebol, promovido pelo BrSM.

Juntamente com os palestrantes, integram a mesa de debates os diretores de marketing de Santos, Corinthians, Internacional, Botagofo, Vasco da Gama, Fluminense e Boca Juniors. Participam das discussões ainda o gerente executive da Audax SP e Rio, Thiago Scuro, o presidente do conselho da Brunoro Sport Business, José Carlos Brunoro, e o diretor de marketing da Seara, Antonio Zambelli. (Fontes: Ana Claudia Bellintane e Nathany de Santa Barbara| Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação | Portal da Propaganda)
O MUNDO E NOSSA PRODUÇÃO LITERÁRIA NO SÉCULO 19
 (Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP) – Já no início do século 19 um leitor no Rio de Janeiro podia encomendar um livro recém-lançado em Paris, na França, e recebê-lo em 28 dias, que era o tempo que a obra necessitava para ser transportada por navio até o Brasil e que equivale, aproximadamente, ao mesmo prazo que empresas de comércio eletrônico estrangeiras, como a norte-americana Amazon, levam para entregar uma obra hoje no país quando não encomendada pelo sistema de correio expresso.
Na mesma época, obras de autores brasileiros, como Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), foram traduzidas para o francês, o italiano, o latim e o russo, a exemplo do que ocorre atualmente com os livros mais lidos no mundo, que são lançados quase que simultaneamente em diferentes idiomas.
Como os exemplos demonstram, a globalização da cultura não é um processo que se iniciou no século 20, com o advento das tecnologias de informação e comunicação. Mas remonta ao início do século 16 – quando espanhóis e portugueses começaram a viajar pelo globo – e se intensificou no século 19, quando os livros e impressos começaram a circular pelo mundo, criando uma forma especial de conexão entre as pessoas em diferentes partes do planeta, tal como a internet faz hoje.
De modo a estudar o fenômeno sob uma perspectiva transnacional, pesquisadores do Brasil, Portugal, França e Inglaterra iniciaram um Projeto Temático, com apoio da FAPESP, com o objetivo de conhecer melhor os impressos e as ideias que circulavam entre os quatro países entre 1789 a 1914.
No período, que ficou conhecido como o “longo século 19”, houve uma notável ampliação do público leitor e mudanças tecnológicas, como a ampliação da rede ferroviária europeia e o desenvolvimento dos navios a vapor, que facilitaram a divulgação e a circulação dos impressos pelas diferentes partes do globo.
Nessa época, quando os países começaram a se definir como nações que queriam se separar uma das outras, ao mesmo tempo em que o processo de integração ganhava força, livros brasileiros foram traduzidos para o francês e publicados na forma de folhetim em jornais em Paris e obras de autores franceses também fizeram o percurso inverso.
“A tradução de livros na forma de folhetim fazia com que pessoas, em diferentes lugares do mundo, ficassem conectadas, porque liam mais ou menos ao mesmo tempo a mesma história nos jornais”, disse Marcia Azevedo de Abreu, professora do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do projeto, à Agência FAPESP.
“Um capítulo de um livro recém-publicado na França era mandado por navio e traduzido no Brasil. Às vezes, o autor adoecia, por exemplo, e a tradução não podia sair aqui”, contou a pesquisadora.
Neste período também foram lançados livros e manifestos por intelectuais brasileiros, que estudaram em universidades de Portugal e da França e se tornaram membros de importantes instituições acadêmicas estrangeiras, como o Instituto Histórico de Paris.
Durante a permanência na França, por exemplo, os brasileiros conheceram e estabeleceram relações com os intelectuais nativos, que lhes ajudaram a lançar publicações como a revista Niterói.
Na revista, que circulou primeiramente em Paris e que para ser lida no Brasil era preciso importá-la, foi publicado pelo poeta brasileiro Gonçalves de Magalhães (1811-1882) o primeiro Manifesto Romântico Brasileiro.
Já a primeira tradução para o francês de O Guarani, de José de Alencar (1829-1877), foi publicada também em folhetim no século 19, sob o título Les filles du Soleil (As filhas do Sol), em um jornal lançado na França por um grupo de brasileiros para divulgar o Brasil no país europeu.
“Algumas obras de grandes autores brasileiros também foram impressas primeiramente na França por Louis Auguste Garnier, que foi o maior editor brasileiro do século 19, porque era mais caro importar papel branco do que impresso no Brasil nesta época”, disse Abreu.
“Além disso, era mais chique para os leitores brasileiros comprar um livro impresso na França, e as próprias editoras exploravam isso na publicidade, destacando que a obra havia acabado de chegar de Paris ou escrevendo na primeira página da obra que ela foi impressa na França”, destacou a pesquisadora.
Por outro lado, de acordo com Abreu, assim que terminou a proibição de se imprimir publicações no Brasil, que vigorou até 1808, alguns livreiros, como o francês Paul Martin, começaram a publicar livros no Brasil e exportá-los para Portugal, onde Martin estava instalado, e que desempenhou um importante papel no processo de integração literária entre os países por meio das traduções.
Como a grande referência para o mundo inteiro no século 19, a França traduzia na época obras do mundo inteiro para o francês, que era a língua que o mundo inteiro lia e partir da qual os países faziam as traduções para seus idiomas oficiais.
Ao perceber que uma determinada obra lançada na França fez sucesso, os portugueses logo tratavam de traduzi-la para a língua portuguesa e a enviavam para o Brasil, possibilitando que não só as elites, que liam francês, pudesse ter acesso à obra.
“O Brasil era a filial de muitos livreiros de Portugal, que eram muito ativos e traduziam muito rapidamente livros e impressos e enviavam para cá”, disse Abreu.
“Mas não eram só os brasileiros que esperavam o que os estrangeiros mandavam para cá. Os estrangeiros também esperavam o que o Brasil mandava para o exterior”, ressaltou a pesquisadora.
Falso atraso e dependência cultural
Na avaliação da pesquisadora, as constatações feitas no primeiro ano do projeto de pesquisa contrariam o paradigma de que o Brasil esteve sempre atrasado culturalmente em relação aos outros países, e mais recebeu do que exerceu influência cultural.
“A gente aprende que a França influencia culturalmente Portugal, que por sua vez influencia o Brasil, e que a influência cultural se esgota aqui. Mas temos observado que também há livros e impressos que saíram do Brasil e foram para estes países e que as trocas entre eles eram desiguais, mas recíprocas”, disse Abreu.
A primeira história da literatura brasileira, por exemplo, foi escrita pelo francês Ferdinand Denis (1798-1890), que publicou em 1826 um livro na França intitulado O resumo da história literária do Brasil.
Já um romance de Victor Hugo (1802-1885) foi publicado no Brasil, antes mesmo de ser lançado na França, graças a um contrato de exclusividade com o editor do autor francês, conforme uma notícia publicada no Jornal do Commercio no Brasil na época, alardeando que o mundo inteiro deveria estar com ciúmes do país pelo feito.
“Nós vimos que essas conexões entre o Brasil e outros países já existiam muito antes e que não havia a ideia de atraso, de dependência e de influência cultural, que não estão bem colocadas”, disse Abreu.
“Não que o Brasil fosse o centro do universo no século 19. Mas não era tão ruim como estamos acostumados a pensar, e o país estava sincronizado com outros no tempo, do ponto de vista da leitura”, afirmou a pesquisadora.
De acordo com Abreu, um dos fatores que contribuem para essa falsa percepção do atraso cultural do Brasil em relação ao mundo é que se costuma pensar que economia e cultura são indissociáveis.
Como o país não era economicamente desenvolvido no século 19, se pressupunha que sua cultura também era atrasada e fortemente dependente e influenciada por outros países.
“Uma das conclusões preliminares importantes deste projeto de pesquisa é que a economia e a cultura não são tão casadas assim. No mesmo país em que havia escravos e era economicamente dependente, circulavam livros que eram lidos ao mesmo tempo aqui e em Paris”, disse Abreu.
Continuidade da pesquisa
Os pesquisadores estão buscando identificar quais os editores que atuavam transnacionalmente e quantos e quais autores brasileiros tiveram obras traduzidas no século 19.
A pesquisa está sendo realizada em bibliotecas, além de em arquivos dos editores, comerciais e de polícia do Brasil e dos três outros países participantes do projeto, em que é possível analisar, por exemplo, os contratos comerciais de livreiros realizados com brasileiros e quais editores se instalaram no país.
De acordo com Abreu, o projeto deve ganhar maior impulso agora, após a realização da Escola São Paulo de Estudos Avançados sobre a Globalização da Cultura no século 19, que ocorreu no final de agosto no IEL e Universidade de São Paulo (USP), com apoio da FAPESP.
O evento reuniu professores e estudantes de pós-graduação de diversos países, que poderão se integrar no projeto.
“Nós estamos em fase de prospecção e estabelecimento de parcerias com pesquisadores da França, Portugal e Inglaterra, sendo que alguns já se conheciam e trabalharam juntos e outros não. E a Escola possibilitou trazer todos esses pesquisadores para passar uma semana juntos e ouvir as sugestões dos alunos, para afinar as referências”, disse Abreu.
OPORTUNIDADE
 O Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da USP abriu concurso para contratação de um professor doutor para atuar na área de Ensino de Zoologia. As inscrições poderão ser feitas até o dia 12 de novembro. Detalhes: www.usp.br/drh
O FUTURO DOS NEGÓCIOS ENTRE BRASIL E JAPÃO
 A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) e a Kwansei Gakuin University, do Japão, realizarão, no dia 2 de outubro, o seminário “O futuro da colaboração entre Brasil e Japão nos negócios”.
Voltado a empresários, acadêmicos e estudantes de graduação e pós graduação das áreas de negócios e relações internacionais, o objetivo do encontro é discutir sobre parcerias econômicas entre o Brasil e Japão nos próximos anos.
A programação do evento será composta por palestras que serão proferidas por professores da FEA e da universidade japonesa, além de executivos de empresas japonesas com operações no Brasil.
O evento será realizado na Sala da Congregação da FEA 1, na Cidade Universitária, a partir das 14h. Não é necessária se inscrever para participar. Detalhes: Tel. (11) 3091-5820 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3091

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