Estudo da WBI revela que 85,45% dos usuários preferem busca orgânica nos resultados de pesquisa, contra 14,55% que clicam nos anúncios online. A 8ª edição do Raio-x do E-commerce - Quem é quem na mente do consumidor, mapeou os hábitos e as preferências dos e-consumidores brasileiros quanto ao uso dos mecanismos de busca para a pesquisa de produtos e serviços. Foram coletadas 3.854 respostas em 2011 em São Paulo, Rio de Janeiro, Blumenau e Porto Alegre.
O Google lidera quanto à preferência do público em relação aos buscadores com 93,61% das menções, seguido pelo Yahoo! (1,08%), Buscapé (1,04%), Bing (0,27%) e Outros (4%). Foi constatado de que 48,3% seguiram até a terceira página, 33,65% até a segunda e 18,05% permaneceram na primeira página apresentada. Esse crescimento deve-se à qualidade das campanhas de links patrocinados e ao fato de os resultados orgânicos não atenderem à necessidade de busca do usuário no momento da pesquisa.
Exemplo: o usuário que pesquisa por uma TV LED de 40 polegadas de uma marca específica. Ele já está decidido a comprar aquele produto. Quando encontra na resposta orgânica apenas blogs ou sites de conteúdo, opta por clicar nos anúncios porque sabe que ali estão empresas oferecendo exatamente o que ele procura.
Internauta fica 405 minutos por mês no Facebook
Um estudo da comScore, divulgado pelo Wall Street Journal, mostra a diferença de permanência do visitante do Facebook quando comparado com outras redes sociais. Os novos dados mostram que os usuários da rede social do Google depois de se inscreverem mantêm um baixo grau de atividade.
Os internautas que usam computadores pessoais gastaram em média três minutos por mês no Google+, isso entre setembro e janeiro, contra seis a sete horas no Facebook a cada mês durante o mesmo período.
O tempo médio que os usuários passam por mês no Facebook (405 minutos) é 135 vezes maior que o tempo gasto no Google+ (3 minutos) e mais de quatro vezes superior ao Tumblr e o Pinterest (89 minutos), que superam em engajamento o Twitter (21 minutos) e o LinkedIn (17 minutos). (Proxxima)
DE REPENTE 60 (ou 2x30)
Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30”, em que a adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade adulta, formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o que aconteceu nesse intervalo.
Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade. Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos? Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou aquela professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um casamento que durou tão pouco!Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira febre do filho que hoje tem mais de trinta anos.
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso espaço!
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais lutando pela sobrevivência. Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos depois.
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade, num novo posto de trabalho. Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho todas as manhãs.
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael Jackson, de Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às passeatas pelas diretas e empeachment do presidente a um novo país misto de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao bebê de proveta e o pesadelo da AIDS.
Testemunhei a conquista dos cinco títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos).
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas transmissões,vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e algumas guerras modernas.
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio desta que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver.
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos, projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, pratico ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os lugares que um dia sonhei conhecer.
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho aprendido muito mais que ensinado.
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho após os setenta anos).
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer de mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder.
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas no fogo. Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de alguém e começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas mnemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a conversa já mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o nome ou palavra, como que zombando de mim...
Mas, do que é que eu estava falando mesmo? Ah, sim, dos meus sessenta. Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar “Tranquilidade Pós-Menopausa”.
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza: tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha nova condição de mulher muito sex...agenária! (Texto de Regina de Castro Pompeu, terceira colocada no Prêmios Longevidade Bradesco de Jornalismo, Histórias de Vida) -
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quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
A UNISUL NO FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO
Com o objetivo de estimular a discussão, produção e difusão do cinema universitário brasileiro, o 2º Festival de CinemaUniversitário da Bahia acontecerá em Salvador, entre os dias 15 e 18. O evento reunirá estudantes para a troca de conhecimento e, através do encontro com grandes nomes do cinema nacional, como Sérgio Machado, Cecília Amado, Francis Vogner, Cecília Homem de Mello, Igor Souto e José Augusto de Blasiis pretende estimular os futuros profissionais da área.
O FCU contemplará os melhores vídeos com prêmios em dinheiro. O Prêmio BNB - Melhor Curta Baiano será dado ao filme baiano que obtiver melhor destaque entre os 50 selecionados. O Banco do Nordeste premiará em R$ 2mil o melhor vídeo, como incentivo às produções no estado.
Os diretores dos 10 melhores filmes selecionados para a Mostra Competitiva, segundo comitê de seleção composto por profissionais do audiovisual, estão sendo trazidos a Salvador com todas as despesas pagas (hotel, passagens aéreas e traslado na capital) pela organização do Festival. “É uma forma de estimular a troca de ideias e informações entre os jovens realizadores”, afirma Max Bittencourt, idealizador do evento.
Um júri especializado escolherá, entre os 10 selecionados, os 3 melhores curtas-metragens. Os elegidos receberão, respectivamente, R$ 5mil, R$ 3mil e R$ 2mil como prêmio. Os participantes da Mostra Competitiva concorrerão também ao prêmio de R$ 2mil, decidido pela votação popular.
Os 10 Filmes quem compõem a Mostra Competiviva
Clorofila (2011), de Izabel Tiemi e Mariana Rosa - Universidade Norte do Paraná (PR)
DARLUZ (2010), de Leandro Goddinho - Universidade Anhembi Morumbi (SP)
D.O.R. (2010), de Leandro Goddinho - Universidade Anhembi Morumbi (SP)
Irene (2011), de Patrícia Galucci e Vitor Nascimento - Academia Internacional de Cinema (SP)
Mais ou Menos (2010), de Alexander Antunes Siqueira - Unisul-Universidade do Sul de Santa Catarina (SC)
Máquina de Sorvetes (2011), de Christopher Faust - Faculdade de Artes do Paraná (PR)
O Cão (2011), de Abel Roland e Emiliano Cunha - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (RS)
Os desconhecidos (2011), de Eduardo Teixeira - Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS)
Os Personagens (2011), de Glauco Broering - Unisul - Universidade do Sul de Santa Catarina (SC)
Pétala (2011), de Vitor Dourado - Universidade Anhembi Morumbi (SP)
EM ABRIL, CONGRESSO SOBRE EDUCAÇÃO
A colaboração interamericana no campo da pesquisa e da mobilidade acadêmica cresceu muito na última década. Numerosos expertos acreditam no forte potencial de desenvolvimento da cooperação universitária nas Américas e destacam a necessidade de promover vínculos de colaboração cada vez mais sólidos no ensino superior de acordo com as novas tendências do século 21.
O Congresso das Américas sobre Educação Internacional
(CAEI) tem um imenso potencial para enfrentar este desafio.
Venha encontrar parceiros e aliados potenciais e:
• Partilhar sua visão e as melhores práticas em educação internacional favorecendo a qualidade e inovação
• Debater as diversas políticas, métodos e tendências emergentes no ensino superior que afetam as Américas
• Fortalecer parcerias atuais e criar novas alianças
• Analisar as questões relativas à internacionalização do ensino superior numa perspectiva Norte - Sul e Sul - Sul
• Desenvolver redes de colaboração e identificar novas oportunidades em educação
• Fazer recomendações e dar avisos em matéria de educação a organizações e fóruns regionais tais como a Organização dos Estados americanos (OEA), e contribuir à elaboração de programas respondendo às necessidades e prioridades atuais
O CAEI é essencial para todos os profissionais do ensino superior que planejam e dirigem atividades de parcerias. Isso compreende os reitores, os vice-reitores e vice-reitores adjuntos às relações internacionais, os diretores da educação internacional, os agentes de vinculação internacional, os conselheiros junto aos estudantes estrangeiros, os diretores dos intercâmbios e da mobilidade, assim como os professores envolvidos em atividades de colaboração, seja em colégios, universidades, organizações nacionais, regionais ou internacionais ou ainda em organismos governamentais.
A segunda edição do CAEI será realizada de 25 a 28 de abril de 2012, no Rio de Janeiro, Brasil. As três organizações na origem do evento, a Organização Universitária Interamericana (OUI), o Canadian Bureau for International Education (CBIE) e o Consortium for North American Higher Education Collaboration (CONAHEC); o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), o Fórum das Assessorias das Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais (FAUBAI) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) colaborarão ativamente na edição 2012. (fonte: OUI)
O FCU contemplará os melhores vídeos com prêmios em dinheiro. O Prêmio BNB - Melhor Curta Baiano será dado ao filme baiano que obtiver melhor destaque entre os 50 selecionados. O Banco do Nordeste premiará em R$ 2mil o melhor vídeo, como incentivo às produções no estado.
Os diretores dos 10 melhores filmes selecionados para a Mostra Competitiva, segundo comitê de seleção composto por profissionais do audiovisual, estão sendo trazidos a Salvador com todas as despesas pagas (hotel, passagens aéreas e traslado na capital) pela organização do Festival. “É uma forma de estimular a troca de ideias e informações entre os jovens realizadores”, afirma Max Bittencourt, idealizador do evento.
Um júri especializado escolherá, entre os 10 selecionados, os 3 melhores curtas-metragens. Os elegidos receberão, respectivamente, R$ 5mil, R$ 3mil e R$ 2mil como prêmio. Os participantes da Mostra Competitiva concorrerão também ao prêmio de R$ 2mil, decidido pela votação popular.
Os 10 Filmes quem compõem a Mostra Competiviva
Clorofila (2011), de Izabel Tiemi e Mariana Rosa - Universidade Norte do Paraná (PR)
DARLUZ (2010), de Leandro Goddinho - Universidade Anhembi Morumbi (SP)
D.O.R. (2010), de Leandro Goddinho - Universidade Anhembi Morumbi (SP)
Irene (2011), de Patrícia Galucci e Vitor Nascimento - Academia Internacional de Cinema (SP)
Mais ou Menos (2010), de Alexander Antunes Siqueira - Unisul-Universidade do Sul de Santa Catarina (SC)
Máquina de Sorvetes (2011), de Christopher Faust - Faculdade de Artes do Paraná (PR)
O Cão (2011), de Abel Roland e Emiliano Cunha - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (RS)
Os desconhecidos (2011), de Eduardo Teixeira - Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS)
Os Personagens (2011), de Glauco Broering - Unisul - Universidade do Sul de Santa Catarina (SC)
Pétala (2011), de Vitor Dourado - Universidade Anhembi Morumbi (SP)
EM ABRIL, CONGRESSO SOBRE EDUCAÇÃO
A colaboração interamericana no campo da pesquisa e da mobilidade acadêmica cresceu muito na última década. Numerosos expertos acreditam no forte potencial de desenvolvimento da cooperação universitária nas Américas e destacam a necessidade de promover vínculos de colaboração cada vez mais sólidos no ensino superior de acordo com as novas tendências do século 21.
O Congresso das Américas sobre Educação Internacional
(CAEI) tem um imenso potencial para enfrentar este desafio.
Venha encontrar parceiros e aliados potenciais e:
• Partilhar sua visão e as melhores práticas em educação internacional favorecendo a qualidade e inovação
• Debater as diversas políticas, métodos e tendências emergentes no ensino superior que afetam as Américas
• Fortalecer parcerias atuais e criar novas alianças
• Analisar as questões relativas à internacionalização do ensino superior numa perspectiva Norte - Sul e Sul - Sul
• Desenvolver redes de colaboração e identificar novas oportunidades em educação
• Fazer recomendações e dar avisos em matéria de educação a organizações e fóruns regionais tais como a Organização dos Estados americanos (OEA), e contribuir à elaboração de programas respondendo às necessidades e prioridades atuais
O CAEI é essencial para todos os profissionais do ensino superior que planejam e dirigem atividades de parcerias. Isso compreende os reitores, os vice-reitores e vice-reitores adjuntos às relações internacionais, os diretores da educação internacional, os agentes de vinculação internacional, os conselheiros junto aos estudantes estrangeiros, os diretores dos intercâmbios e da mobilidade, assim como os professores envolvidos em atividades de colaboração, seja em colégios, universidades, organizações nacionais, regionais ou internacionais ou ainda em organismos governamentais.
A segunda edição do CAEI será realizada de 25 a 28 de abril de 2012, no Rio de Janeiro, Brasil. As três organizações na origem do evento, a Organização Universitária Interamericana (OUI), o Canadian Bureau for International Education (CBIE) e o Consortium for North American Higher Education Collaboration (CONAHEC); o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), o Fórum das Assessorias das Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais (FAUBAI) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) colaborarão ativamente na edição 2012. (fonte: OUI)
segunda-feira, 12 de março de 2012
TECNOLOGIAS DIGITAIS PROMOVEM LÍNGUAS
Calcula-se que até o fim deste século cerca de 7 mil idiomas atualmente em uso no mundo poderão desaparecer definitivamente. Mas a tecnologia digital está sendo utilizada com grande eficácia para salvar diversas línguas ameaçadas de extinção.
A importância cultural de preservar o máximo possível dessas línguas é indiscutível. Quanto mais línguas forem bem conhecidas, melhor se compreenderá como o processo de conhecimento humano opera e como ele se codifica em padrões linguísticos. E o êxito de alguns experimentos recentes traz otimismo para essa empreitada.
Essa é a principal conclusão da apresentação feita durante a conferência anual da Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência (AAAS), realizada em fevereiro em Vancouver (Canadá), por cientistas responsáveis pelo projeto “Vozes Persistentes”, da National Geographic Society.
Embora as tecnologias digitais possam ser vistas como ameaça à diversidade de idiomas no mundo – por usar o inglês como uma língua quase universal, entre outras razões –, para o linguista K. David Harrison, professor da Faculdade Swarthmore na Pensilvânia (Estados Unidos), o uso dessas técnicas é que tem permitido a construção de “dicionários falantes” que poderão garantir a sobrevivência de muitas línguas que de outro modo estariam fadadas ao completo desaparecimento.
Harrison e colegas têm viajado a recantos remotos do planeta para localizar grupos pequenos que ainda falam fluentemente certos idiomas. Eles filmam, gravam e fotografam as pessoas e tentam fazer com que elas expliquem a sintaxe, a pronúncia e o significado das palavras utilizadas.
Com isso, os pesquisadores são capazes de montar o que chamam de “dicionários falantes”, que poderão ser utilizados não apenas como registro desses idiomas, mas também como ferramenta didática para ensiná-los a crianças e jovens.
Durante a reunião da AAAS oito desses dicionários, com um total de 32 mil verbetes, foram mostrados ao público pela primeira vez. Um deles é da língua Chamacoco, falada por cerca de 1.200 indígenas no norte do Paraguai que vivem basicamente de caça, pesca e coleta de frutos não plantados, sem praticamente acesso algum a tecnologias modernas.
Outros “dicionários falantes” apresentados foram dos idiomas Matukar Panau (Nova Guiné), Remo, Sora e Ho (Índia), Tuvan (falada por populações nômades da Sibéria e da Mongólia) e Siletz-Dee-Ni (de uma pequena tribo no Oregon, Estados Unidos).
Bud Lane III, integrante da tribo no Oregon, deu um depoimento por telefone em entrevista coletiva à imprensa em Vancouver sobre sua participação no projeto “Vozes Persistentes”. Ele disse que nunca esquecerá o dia, em 1980, em que alguns linguistas visitaram sua aldeia e disseram que a língua deles era “mórbida” e merecia acabar.
Desde aquele dia, Lane dedicou grande parte do seu tempo a tentar preservar a Siletz-Dee-Ni e encontrou os parceiros perfeitos em Harrison e seus colegas.
Lane contou que a língua começou a ser ameaçada quando, na metade do século 19, aborígenes de diversas culturas, forçados pela expansão do mundo branco, tiveram de abandonar seus locais de origem e se concentrar em Oregon, onde estavam os Siletz.
Para poderem se entender, todos passaram a se comunicar no jargão Chinook, que era mais disseminado do que as línguas nativas de todos os grupos. Com isso, mais a posterior adoção generalizada do inglês, os Siletz deixaram completamente de falar a sua língua, até que, cinco anos atrás, apenas Lane e mais uns poucos a praticavam. (Texto de Carlos Eduardo Lins da Silva, distribuído pela Agência FAPESP)
Descoberto um novo evangelho apócrifo
(ZENIT.org). - O decano da Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra e professor de Novo Testamento da mesma universidade, Juan Chapa, encontrou na Inglaterra um novo evangelho apócrifo, texto que pelo seu conteúdo ou forma assemelha-se aos quatro evangelhos incluídos no Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas e João.
O fragmento pertence à coleção de papiros de Oxirrinco, Egito, preservado e publicado na Universidade de Oxford, sob o patrocínio da Egypt Exploration Society de Londres e British Academy.
O texto, recém-descoberto e publicado, mede sete centímetros de comprimento por sete de largura e é escrito de ambos os lados com restos de vinte e duas linhas. De um lado, o documento inclui algumas palavras de Jesus dirigidas a seus discípulos que, como explicou Chapa, são "uma chamada para o seguimento radical, com uma alusão à Jerusalém e ao Reino". No outro lado, narra-se parte de um "exorcismo" realizado por Jesus que, como indica Chapa, não encontra paralelo exato nos quatro evangelhos canônicos e que, mais do que um novo exorcismo, parece uma síntese dos já conhecidos pelo outros evangelhos e "testemunha a importância que teve entre os primeiros cristãos esta atividade de Jesus".
De acordo com este especialista em papiros, que colabora há anos com o projeto de edição de papiros da coleção britânica, ainda é incerto a dimensão dessa descoberta, mas assegurou que "fornecerá novas luzes para entender melhor o cristianismo dos primeiros dois séculos e o que liam e pensavam os primeiros cristãos do Egito, e também sobre a formação dos Evangelhos". “Destaca especialmente pela sua antiguidade – diz Chapa -, porque foi escrito por volta do ano 200. São poucos os manuscritos preservados dessa época, e ainda menos, testemunhas dos evangelhos apócrifos".
Nesse sentido, observou que, dos dois primeiros séculos, temos "um pouco mais de uma dezena de manuscritos" dos quatro evangelhos canônicos e apenas quatro de evangelhos apócrifos: do Evangelho de Tomé, do chamado Egerton Gospel - um Evangelho desconhecido que só se conhece por este manuscrito – e de outros dois que alguns atribuem ao Evangelho de Pedro.
Os quatro evangelhos incluídos no Novo Testamento são aqueles que a Igreja transmitiu como testemunho autêntico procedente da época apostólica e os outros livros do mesmo gênero perderam por não acrescentar nada novo ao que já continha naqueles quatro, ou porque foram elaborados a partir deles, a fim de difundir alguma doutrina particular, às vezes até em desacordo com a encontrada nos evangelhos canônicos.
Band prepara rádio esportiva customizada
O Grupo Bandeirantes terá uma nova rádio, totalmente direcionada ao mundo dos esportes. O veículo, viabilizado por parceria com o Grupo Bel, entrará na frequência da recém-extinta Oi FM, nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte - as cidades de atuação da Oi não serão utilizadas. A transmissão terá início até o final de maio, segundo fontes do propmark.
A nova operação seguirá o mesmo modelo de rádio customizada que o Grupo Bandeirantes desenvolveu para a Sulamérica Trânsito e a Mitsubishi, cujo fim foi anunciado recentemente. O anunciante parceiro do empreendimento, neste caso, virá do mercado financeiro. O momento ainda é de negociações. O Bradesco, porém, é o mais cotado.
Com a rádio, o Grupo Bandeirantes quer explorar um filão de mercado promissor nos próximos anos, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e que ainda não teve a devida atenção nesse meio. Todo o conteúdo será desenvolvido pela Bandeirantes, que deve contratar um grande número de profissionais nos próximos meses para colocar a operação de pé. (PropMark)
Mostra de Foguetes abre inscrições
Abertas as inscrições para a 6ª Mostra de Foguetes (Mofog). Realizada pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa é voltada para estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas. Detalhes: www.oba.org.br/site/index.php?p=conteudo&idcat=29&pag=conteudo&m=s
Simpósio Internacional de Transtornos Afetivos na Infância e na Adolescência
O Instituto de Psiquiatria (IPQ) do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), realizará, dias 23 e 24, o 3º Simpósio Internacional de Transtornos Afetivos na Infância e na Adolescência.Detalhes: www.ceip.org.br/Cursos-e-Eventos/25.html.
Bolsa para pós-doutorado em pneumologia
O Projeto Temático Avaliação da musculatura ventilatória ins e expiratória nas doenças respiratórias oferece oportunidade de pós-doutoramento com Bolsa da FAPESP e duração de 24 meses. Detalhes: www.fapesp.br/oportunidades/oportunidade_302.pdf.
OPORTUNIDADE
JORNAL PALHOCENSE CONTRATA estagiário de Jornalismo para função de repórter. Carga horária: todos os dias à tarde. Salário: R$ 550,00 + vale transporte. Preferência para estudantes que moram em Palhoça e que possam dirigir. Contato: 3242-4719 ou 9106-1606 (com Mariana) ou através de e-mail para: palavrapalhocense@gmail.com
A importância cultural de preservar o máximo possível dessas línguas é indiscutível. Quanto mais línguas forem bem conhecidas, melhor se compreenderá como o processo de conhecimento humano opera e como ele se codifica em padrões linguísticos. E o êxito de alguns experimentos recentes traz otimismo para essa empreitada.
Essa é a principal conclusão da apresentação feita durante a conferência anual da Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência (AAAS), realizada em fevereiro em Vancouver (Canadá), por cientistas responsáveis pelo projeto “Vozes Persistentes”, da National Geographic Society.
Embora as tecnologias digitais possam ser vistas como ameaça à diversidade de idiomas no mundo – por usar o inglês como uma língua quase universal, entre outras razões –, para o linguista K. David Harrison, professor da Faculdade Swarthmore na Pensilvânia (Estados Unidos), o uso dessas técnicas é que tem permitido a construção de “dicionários falantes” que poderão garantir a sobrevivência de muitas línguas que de outro modo estariam fadadas ao completo desaparecimento.
Harrison e colegas têm viajado a recantos remotos do planeta para localizar grupos pequenos que ainda falam fluentemente certos idiomas. Eles filmam, gravam e fotografam as pessoas e tentam fazer com que elas expliquem a sintaxe, a pronúncia e o significado das palavras utilizadas.
Com isso, os pesquisadores são capazes de montar o que chamam de “dicionários falantes”, que poderão ser utilizados não apenas como registro desses idiomas, mas também como ferramenta didática para ensiná-los a crianças e jovens.
Durante a reunião da AAAS oito desses dicionários, com um total de 32 mil verbetes, foram mostrados ao público pela primeira vez. Um deles é da língua Chamacoco, falada por cerca de 1.200 indígenas no norte do Paraguai que vivem basicamente de caça, pesca e coleta de frutos não plantados, sem praticamente acesso algum a tecnologias modernas.
Outros “dicionários falantes” apresentados foram dos idiomas Matukar Panau (Nova Guiné), Remo, Sora e Ho (Índia), Tuvan (falada por populações nômades da Sibéria e da Mongólia) e Siletz-Dee-Ni (de uma pequena tribo no Oregon, Estados Unidos).
Bud Lane III, integrante da tribo no Oregon, deu um depoimento por telefone em entrevista coletiva à imprensa em Vancouver sobre sua participação no projeto “Vozes Persistentes”. Ele disse que nunca esquecerá o dia, em 1980, em que alguns linguistas visitaram sua aldeia e disseram que a língua deles era “mórbida” e merecia acabar.
Desde aquele dia, Lane dedicou grande parte do seu tempo a tentar preservar a Siletz-Dee-Ni e encontrou os parceiros perfeitos em Harrison e seus colegas.
Lane contou que a língua começou a ser ameaçada quando, na metade do século 19, aborígenes de diversas culturas, forçados pela expansão do mundo branco, tiveram de abandonar seus locais de origem e se concentrar em Oregon, onde estavam os Siletz.
Para poderem se entender, todos passaram a se comunicar no jargão Chinook, que era mais disseminado do que as línguas nativas de todos os grupos. Com isso, mais a posterior adoção generalizada do inglês, os Siletz deixaram completamente de falar a sua língua, até que, cinco anos atrás, apenas Lane e mais uns poucos a praticavam. (Texto de Carlos Eduardo Lins da Silva, distribuído pela Agência FAPESP)
Descoberto um novo evangelho apócrifo
(ZENIT.org). - O decano da Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra e professor de Novo Testamento da mesma universidade, Juan Chapa, encontrou na Inglaterra um novo evangelho apócrifo, texto que pelo seu conteúdo ou forma assemelha-se aos quatro evangelhos incluídos no Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas e João.
O fragmento pertence à coleção de papiros de Oxirrinco, Egito, preservado e publicado na Universidade de Oxford, sob o patrocínio da Egypt Exploration Society de Londres e British Academy.
O texto, recém-descoberto e publicado, mede sete centímetros de comprimento por sete de largura e é escrito de ambos os lados com restos de vinte e duas linhas. De um lado, o documento inclui algumas palavras de Jesus dirigidas a seus discípulos que, como explicou Chapa, são "uma chamada para o seguimento radical, com uma alusão à Jerusalém e ao Reino". No outro lado, narra-se parte de um "exorcismo" realizado por Jesus que, como indica Chapa, não encontra paralelo exato nos quatro evangelhos canônicos e que, mais do que um novo exorcismo, parece uma síntese dos já conhecidos pelo outros evangelhos e "testemunha a importância que teve entre os primeiros cristãos esta atividade de Jesus".
De acordo com este especialista em papiros, que colabora há anos com o projeto de edição de papiros da coleção britânica, ainda é incerto a dimensão dessa descoberta, mas assegurou que "fornecerá novas luzes para entender melhor o cristianismo dos primeiros dois séculos e o que liam e pensavam os primeiros cristãos do Egito, e também sobre a formação dos Evangelhos". “Destaca especialmente pela sua antiguidade – diz Chapa -, porque foi escrito por volta do ano 200. São poucos os manuscritos preservados dessa época, e ainda menos, testemunhas dos evangelhos apócrifos".
Nesse sentido, observou que, dos dois primeiros séculos, temos "um pouco mais de uma dezena de manuscritos" dos quatro evangelhos canônicos e apenas quatro de evangelhos apócrifos: do Evangelho de Tomé, do chamado Egerton Gospel - um Evangelho desconhecido que só se conhece por este manuscrito – e de outros dois que alguns atribuem ao Evangelho de Pedro.
Os quatro evangelhos incluídos no Novo Testamento são aqueles que a Igreja transmitiu como testemunho autêntico procedente da época apostólica e os outros livros do mesmo gênero perderam por não acrescentar nada novo ao que já continha naqueles quatro, ou porque foram elaborados a partir deles, a fim de difundir alguma doutrina particular, às vezes até em desacordo com a encontrada nos evangelhos canônicos.
Band prepara rádio esportiva customizada
O Grupo Bandeirantes terá uma nova rádio, totalmente direcionada ao mundo dos esportes. O veículo, viabilizado por parceria com o Grupo Bel, entrará na frequência da recém-extinta Oi FM, nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte - as cidades de atuação da Oi não serão utilizadas. A transmissão terá início até o final de maio, segundo fontes do propmark.
A nova operação seguirá o mesmo modelo de rádio customizada que o Grupo Bandeirantes desenvolveu para a Sulamérica Trânsito e a Mitsubishi, cujo fim foi anunciado recentemente. O anunciante parceiro do empreendimento, neste caso, virá do mercado financeiro. O momento ainda é de negociações. O Bradesco, porém, é o mais cotado.
Com a rádio, o Grupo Bandeirantes quer explorar um filão de mercado promissor nos próximos anos, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e que ainda não teve a devida atenção nesse meio. Todo o conteúdo será desenvolvido pela Bandeirantes, que deve contratar um grande número de profissionais nos próximos meses para colocar a operação de pé. (PropMark)
Mostra de Foguetes abre inscrições
Abertas as inscrições para a 6ª Mostra de Foguetes (Mofog). Realizada pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa é voltada para estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas. Detalhes: www.oba.org.br/site/index.php?p=conteudo&idcat=29&pag=conteudo&m=s
Simpósio Internacional de Transtornos Afetivos na Infância e na Adolescência
O Instituto de Psiquiatria (IPQ) do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), realizará, dias 23 e 24, o 3º Simpósio Internacional de Transtornos Afetivos na Infância e na Adolescência.Detalhes: www.ceip.org.br/Cursos-e-Eventos/25.html.
Bolsa para pós-doutorado em pneumologia
O Projeto Temático Avaliação da musculatura ventilatória ins e expiratória nas doenças respiratórias oferece oportunidade de pós-doutoramento com Bolsa da FAPESP e duração de 24 meses. Detalhes: www.fapesp.br/oportunidades/oportunidade_302.pdf.
OPORTUNIDADE
JORNAL PALHOCENSE CONTRATA estagiário de Jornalismo para função de repórter. Carga horária: todos os dias à tarde. Salário: R$ 550,00 + vale transporte. Preferência para estudantes que moram em Palhoça e que possam dirigir. Contato: 3242-4719 ou 9106-1606 (com Mariana) ou através de e-mail para: palavrapalhocense@gmail.com
domingo, 11 de março de 2012
DOMINGO É DIA DE AUDITORIA
AUDITORIA DE COMUNICAÇÃO
BAITA ANÚNCIO DA LEGO
O layout é simples, muito bonito nessa simplicidade. O texto é maravilhoso. Leia:
“Um submarino vermelho passeava pela cidade de Marrakesh quando avistou um Minotauro atirando espadas samurais, aliens e Machu Picchus num exército de terríveis caçadores, neste instante um robô Hero Factory impediu Napoleão e o astronauta de atravessarem o labirinto no seu camelo de cinco pernas, o que enfureceu todo o Circo, fazendo o leão, o carro de corrida número 7 e o Coliseu subirem rapidamente o Everest em busca de um pote cheio de piratas, que salvaria o dia eliminando o Canibal, a árvore de Natal encantada e o terrível monstro comedor de chocolate.”
A gente lê e observa: esse texto não tem sentido. Aí, lê o conceito:
Cada peça Lego conta uma história. Construa a sua.
Aí, tudo faz sentido. Genial. Pena que não tenha ali, em algum lugar, o nome da agência autora.
MANCADA DA SKY
A Sky gastou uma nota com Hebe Camargo. Aí, resolveu na hora de contratar uma boa produtora. Resultado: um comercial da pior qualidade. Que fala muito mal da empresa.
NADA QUE PRESTE
Luciano Huck está ganhando uma nota com os comerciais em que aparece. Todos muito ruins. Mas ele não tem culpa, se as agências que o contratam são medíocres.
BAITA ANÚNCIO DA LEGO
O layout é simples, muito bonito nessa simplicidade. O texto é maravilhoso. Leia:
“Um submarino vermelho passeava pela cidade de Marrakesh quando avistou um Minotauro atirando espadas samurais, aliens e Machu Picchus num exército de terríveis caçadores, neste instante um robô Hero Factory impediu Napoleão e o astronauta de atravessarem o labirinto no seu camelo de cinco pernas, o que enfureceu todo o Circo, fazendo o leão, o carro de corrida número 7 e o Coliseu subirem rapidamente o Everest em busca de um pote cheio de piratas, que salvaria o dia eliminando o Canibal, a árvore de Natal encantada e o terrível monstro comedor de chocolate.”
A gente lê e observa: esse texto não tem sentido. Aí, lê o conceito:
Cada peça Lego conta uma história. Construa a sua.
Aí, tudo faz sentido. Genial. Pena que não tenha ali, em algum lugar, o nome da agência autora.
MANCADA DA SKY
A Sky gastou uma nota com Hebe Camargo. Aí, resolveu na hora de contratar uma boa produtora. Resultado: um comercial da pior qualidade. Que fala muito mal da empresa.
NADA QUE PRESTE
Luciano Huck está ganhando uma nota com os comerciais em que aparece. Todos muito ruins. Mas ele não tem culpa, se as agências que o contratam são medíocres.
sábado, 10 de março de 2012
EMPRESAS QUE ADMITEM FALHAS TÊM MAIS SUCESSO
O Trendwatch liberou o TrendBriefing de março, apresentando a tendência de que as marcas mais humanas e que admitem suas falhas vão triunfar entre os clientes daqui para a frente. De acordo com o relatório, consumidores não esperam que as marcas não tenham falhas.
De fato, consumidores abraçarão marcas que são FLAWSOME*: marcas que são geniais apesar de suas falhas; mesmo com falhas (e elas são sinceras sobre isso) elas podem ser fantásticas. Estamos falando de marcas que mostram alguma empatia, generosidade, humildade, flexibilidade, maturidade, humor e (ousamos dizer) algum caráter e humanidade.
Há dois vetores chaves que alimentam a tendência FLAWSOME:
HUMAN BRANDS: Sabemos que muitas coisas, inclusive o atual desdém geral com relação ao mundo corporativo e a influência da cultura online (com sua honestidade brutal e natureza imediatista), estão afastando os consumidores de marcas chatas e insossas e levando-os na direção de marcas que têm personalidade.
TRANSPARENCY TRIUMPH: Os consumidores estão se beneficiando de uma transparência quase total e brutal (e assim estão descobrindo os defeitos das marcas de qualquer jeito), devido à enorme quantidade de avaliações de usuários, vazamentos de informações e índices de satisfação disponíveis na web.
* Em inglês, FLAWSOME é um termo que combina “flaw” e “awesome”, em português “defeito” e “fantástico”. E sim, FLAWSOME é de longe o nome de tendência mais atordoante que inventamos até hoje. Mas temos certeza que você não vai esquecê-lo
HUMAN BRANDS - MARCAS HUMANAS
FLAWSOME faz parte de uma tendência maior, HUMAN BRANDS: RANDOM ACTS OF KINDNESS (ATOS ALEATÓRIOS DE BONDADE), BRAND BUTLERS(MORDOMOS DAS MARCAS), GENERATION G (GERAÇÃO G), e assim por diante.
Então, enquanto as HUMAN BRANDS podem não ser um tema novo, quatro correntes estão agora convergindo para fazer com que os consumidores foquem cada vez mais nas atitudes e no comportamento das marcas.
“…a natureza humana diz que as pessoas têm dificuldades em estabelecer um elo verdadeiro, se aproximar, ou realmente confiar em outros humanos que fingem não ter fraquezas, defeitos, ou erros”
1. A decepção dos consumidores com o comportamento corporativo está (finalmente) se transformando em repugnância generalizada. Como resultado, qualquer marca que pode mostrar um modelo de negócio diferente será recebido (e merecidamente) de braços abertos.
Quase 85% dos consumidores no mundo inteiro esperam que as empresas se envolvam ativamente no avanço do bem-estar coletivo, um aumento de 15% comparado com 2010(Fonte: Havas Media, novembro de 2011).
Porém, somente 28% das pessoas acham que as empresas estão trabalhando bastante para resolver os grandes desafios sociais e ambientais (Fonte: Havas Media, novembro de 2011).
2. Os consumidores são cada vez mais conscientes de que personalidade e resultados podem ser compatíveis(exemplos: Zappos, Patagonia, Tom’s, Ben & Jerry’s, Michel et Augustin e Zalando, entre outros). À medida que certas empresas obtêm sucesso ao mesmo tempo em que continuam sendo justas, prestativas, divertidas ou até mesmo um pouco humanas, os consumidores ficarão cada vez mais desiludidos ao lidar com marcas tradicionais, insossas e impessoais.
A maioria das pessoas não se importaria se 70% das marcas deixassem de existir (Fonte: Havas Media, novembro de 2011).
3. A cultura online é a cultura verdadeira, e as fachadas corporativas inflexíveis e insossas estão na contramão dos consumidores que vivem conectados e que têm o hábito de comunicar imediata, aberta e cruamente (veja também MATURIALISM). Além do mais, as pessoas hoje dividem e transmitem abertamente suas vidas online – inclusive seus defeitos – e assim esperam cada vez mais que as marcas façam o mesmo.
4. Enfim, a natureza humana diz que as pessoas têm dificuldades em estabelecer um elo verdadeiro,se aproximar, ou realmente confiar em outros humanos que fingem não ter fraquezas, defeitos, ou erros – e tratam as marcas da mesma forma.
TRANSPARENCY TRIUMPH - TRIUNFO DA TRANSPARÊNCIA
Além deste desejo por personalidade, há uma enxurrada de avaliações de consumidores, comentários, índices de satisfação, relatórios, vazamentos de informação e assim por diante.
E a transparência continuará a ser um dos mais importantes grandes temas de negócios: desde a partilha sem atritos por indivíduos, ao acesso a dados previamente inacessíveis e à transparência forçada que entidades como Wikileaks impõe a governos, marcas, instituições e indivíduos. Prepare-se para um mundo em que tudo (atitudes, preços, qualidade, comportamento) será totalmente acessível, e então onde todos os “defeitos” poderão ser descobertos.
Assim, agora que os consumidores provavelmente vão descobrir tudo sobre seus produtos, serviços e atividades, você não tem escolha a não ser recebê-los de braços abertos, e comemorar estas descobertas, com defeitos e tudo.
Duas coisas para se ter em mente:
1. O conceito de algo sem defeito é uma ilusão, e pode até ser perigoso. Eventuais avaliações negativas de consumidores não matarão sua marca. Ao contrário: quando se publicam avaliações negativas e positivas lado a lado, a confiança das pessoas nas avaliações positivas aumenta. Os consumidores não são burros: sabem que nenhum produto vai satisfazer todo mundo o tempo todo. Algumas estatísticas:
68% de consumidores confiam em avaliações de consumidores quando vêem escores positivos e negativos juntos, enquanto 30% desconfiam de censura ou avaliações falsas se não houver comentários e avaliações negativos juntos (Fonte: Reevoo.com, janeiro de 2012).
Os consumidores que se esforçam para ler as avaliações negativas acabam comprando 67% mais vezes que a média (Fonte: Reevoo.com, janeiro de 2012).
2. As coisas podem dar errado. Da mesma forma que os consumidores nunca antes tiveram a oportunidade de fazer suas reclamações ser notadas tanto quanto hoje em dia, as marcas também têm a oportunidade de reagir e responder como nunca antes. Se elas fizerem direito, os defeitos de uma marca podem se tornar FLAWSOME, as reputações podem ser reparadas, senão reinventadas.
76% das pessoas que reclamam via Twitter não recebem resposta da marca. Mas entre aquelas que foram contatadas, 83% gostou ou adorou que a marca respondeu, e 85% ficou satisfeito com a resposta (Fonte: Maritz Research, setembro de 2011).
BETA BUZZ - REPERCUSSÃO BETA
E claro, ser FLAWSOME também se trata das empresas que se abrem do mesmo jeito que seus clientes já se abrem online faz tempo. Introduza uma versão Beta: produtos e serviços que ainda não foram aperfeiçoados*, e deixe que a multidão dê feedback e conselhos.
* Não estamos dizendo que você deve lançar produtos de baixa qualidade, mas muitas marcas poderiam aprender lições da indústria de software e sua abordagem Beta. Muitas vezes, os seus clientes valorizarão a iniciativa e poderão até gostar de ajudá-lo melhorar seus produtos ou serviços.
É sempre importante lidar com o zeitgeist, mas no caso de FLAWSOME, e no caso de HUMAN BRANDS em geral, é essencial. Em resumo, FLAWSOME significa ter uma mentalidade que simpatiza com os consumidores. Uma mentalidade que é aberta, honesta e confiável que pode até ser respeitada.
Você acha que FLAWSOME é muito areia para o caminhãozinho da sua empresa? Veja, o FLAWSOME verdadeiro nunca dirá respeito a apenas um único momento ou uma ação singular -, ou, Deus nos livre, gente inventando defeitos em série numa tentativa de conectar com consumidores de uma forma honesta – por isso sempre tem hora para começar. Lembre-se de ir até o fim, pois se você não for fantástico, você será apenas defeituoso
Considere:
Sempre aceite feedback de clientes. Não faça isso apenas ao permitir que clientes façam avaliações sobre seus produtos (isso é tão 2007, mas tenha a auto-confiança de publicar feedback cru e não-editado, e deixe que os clientes vejam facilmente a fonte original das avaliações. De qualquer forma, vão procurar.
Hoje em dia, alguns sites de avaliações sobre produtos e serviços estão se tornando como Bíblias para a indústria (ex. TripAdvisor para viagens, e Yelp para restaurantes), e é provável que as marcas incorporem avaliações diretamente de sites de terceiros, para assim evitar qualquer suspeita de impropriedade ou mascaração. E num mundo onde as pessoas estão continuamente se expressando em redes sociais, fique ligado em ferramentas que permitam aos usuários acessarem qualquer comentário relacionado a um produto ou serviço, onde quer que seja publicado. Porque não disponibilizar essa informação é apenas inconveniente (e não muito humano).
Construa uma cultura aberta. Nunca é possível prepara-se totalmente para uma crise, mas você deve confiar em seus colaboradores para tomar a iniciativa e falar abertamente se uma crise acontecer. Não deixe a sua área jurídica tratar disso, pois a maioria de advogados não é FLAWSOME. (Promoview)
LIVRO
Na próxima terça, a partir das 17h, na Livros & Livros do Centro de Eventos/UFSC, será lançado o livro Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica, de Bernardo Kucinski.
Agora o assunto é cinema
Marilha Naccari, coordenadora de mostras e Tiago Santos, coordenador de produção do Florianópolis Audiovisual Mercosul, falam dia 13 de março, 19 horas, na Unisul Pedra Branca. Sobre por que e como projetar a carreira de um filme pelo circuito dos festivais.
A conversa, programada para durar 120 minutos, abordará os diferentes perfis dos festivais e levará os objetivos que o filme possui em participar deste tipo de evento. Questionando quais os critérios para eleger, em um primeiro momento, os eventos e formas de veiculação de uma produção audiovisual. Ressaltam a importância de exibir o filme nos festivais, espaços criados para a difusão e diálogo do cinema com o público e, sobretudo, como gerir as submissões do filme no circuito tendo o melhor aproveitamento da participação do filme e do realizador nos festivais de cinema, tendo retorno para a carreira do filme e do profissional.
De fato, consumidores abraçarão marcas que são FLAWSOME*: marcas que são geniais apesar de suas falhas; mesmo com falhas (e elas são sinceras sobre isso) elas podem ser fantásticas. Estamos falando de marcas que mostram alguma empatia, generosidade, humildade, flexibilidade, maturidade, humor e (ousamos dizer) algum caráter e humanidade.
Há dois vetores chaves que alimentam a tendência FLAWSOME:
HUMAN BRANDS: Sabemos que muitas coisas, inclusive o atual desdém geral com relação ao mundo corporativo e a influência da cultura online (com sua honestidade brutal e natureza imediatista), estão afastando os consumidores de marcas chatas e insossas e levando-os na direção de marcas que têm personalidade.
TRANSPARENCY TRIUMPH: Os consumidores estão se beneficiando de uma transparência quase total e brutal (e assim estão descobrindo os defeitos das marcas de qualquer jeito), devido à enorme quantidade de avaliações de usuários, vazamentos de informações e índices de satisfação disponíveis na web.
* Em inglês, FLAWSOME é um termo que combina “flaw” e “awesome”, em português “defeito” e “fantástico”. E sim, FLAWSOME é de longe o nome de tendência mais atordoante que inventamos até hoje. Mas temos certeza que você não vai esquecê-lo
HUMAN BRANDS - MARCAS HUMANAS
FLAWSOME faz parte de uma tendência maior, HUMAN BRANDS: RANDOM ACTS OF KINDNESS (ATOS ALEATÓRIOS DE BONDADE), BRAND BUTLERS(MORDOMOS DAS MARCAS), GENERATION G (GERAÇÃO G), e assim por diante.
Então, enquanto as HUMAN BRANDS podem não ser um tema novo, quatro correntes estão agora convergindo para fazer com que os consumidores foquem cada vez mais nas atitudes e no comportamento das marcas.
“…a natureza humana diz que as pessoas têm dificuldades em estabelecer um elo verdadeiro, se aproximar, ou realmente confiar em outros humanos que fingem não ter fraquezas, defeitos, ou erros”
1. A decepção dos consumidores com o comportamento corporativo está (finalmente) se transformando em repugnância generalizada. Como resultado, qualquer marca que pode mostrar um modelo de negócio diferente será recebido (e merecidamente) de braços abertos.
Quase 85% dos consumidores no mundo inteiro esperam que as empresas se envolvam ativamente no avanço do bem-estar coletivo, um aumento de 15% comparado com 2010(Fonte: Havas Media, novembro de 2011).
Porém, somente 28% das pessoas acham que as empresas estão trabalhando bastante para resolver os grandes desafios sociais e ambientais (Fonte: Havas Media, novembro de 2011).
2. Os consumidores são cada vez mais conscientes de que personalidade e resultados podem ser compatíveis(exemplos: Zappos, Patagonia, Tom’s, Ben & Jerry’s, Michel et Augustin e Zalando, entre outros). À medida que certas empresas obtêm sucesso ao mesmo tempo em que continuam sendo justas, prestativas, divertidas ou até mesmo um pouco humanas, os consumidores ficarão cada vez mais desiludidos ao lidar com marcas tradicionais, insossas e impessoais.
A maioria das pessoas não se importaria se 70% das marcas deixassem de existir (Fonte: Havas Media, novembro de 2011).
3. A cultura online é a cultura verdadeira, e as fachadas corporativas inflexíveis e insossas estão na contramão dos consumidores que vivem conectados e que têm o hábito de comunicar imediata, aberta e cruamente (veja também MATURIALISM). Além do mais, as pessoas hoje dividem e transmitem abertamente suas vidas online – inclusive seus defeitos – e assim esperam cada vez mais que as marcas façam o mesmo.
4. Enfim, a natureza humana diz que as pessoas têm dificuldades em estabelecer um elo verdadeiro,se aproximar, ou realmente confiar em outros humanos que fingem não ter fraquezas, defeitos, ou erros – e tratam as marcas da mesma forma.
TRANSPARENCY TRIUMPH - TRIUNFO DA TRANSPARÊNCIA
Além deste desejo por personalidade, há uma enxurrada de avaliações de consumidores, comentários, índices de satisfação, relatórios, vazamentos de informação e assim por diante.
E a transparência continuará a ser um dos mais importantes grandes temas de negócios: desde a partilha sem atritos por indivíduos, ao acesso a dados previamente inacessíveis e à transparência forçada que entidades como Wikileaks impõe a governos, marcas, instituições e indivíduos. Prepare-se para um mundo em que tudo (atitudes, preços, qualidade, comportamento) será totalmente acessível, e então onde todos os “defeitos” poderão ser descobertos.
Assim, agora que os consumidores provavelmente vão descobrir tudo sobre seus produtos, serviços e atividades, você não tem escolha a não ser recebê-los de braços abertos, e comemorar estas descobertas, com defeitos e tudo.
Duas coisas para se ter em mente:
1. O conceito de algo sem defeito é uma ilusão, e pode até ser perigoso. Eventuais avaliações negativas de consumidores não matarão sua marca. Ao contrário: quando se publicam avaliações negativas e positivas lado a lado, a confiança das pessoas nas avaliações positivas aumenta. Os consumidores não são burros: sabem que nenhum produto vai satisfazer todo mundo o tempo todo. Algumas estatísticas:
68% de consumidores confiam em avaliações de consumidores quando vêem escores positivos e negativos juntos, enquanto 30% desconfiam de censura ou avaliações falsas se não houver comentários e avaliações negativos juntos (Fonte: Reevoo.com, janeiro de 2012).
Os consumidores que se esforçam para ler as avaliações negativas acabam comprando 67% mais vezes que a média (Fonte: Reevoo.com, janeiro de 2012).
2. As coisas podem dar errado. Da mesma forma que os consumidores nunca antes tiveram a oportunidade de fazer suas reclamações ser notadas tanto quanto hoje em dia, as marcas também têm a oportunidade de reagir e responder como nunca antes. Se elas fizerem direito, os defeitos de uma marca podem se tornar FLAWSOME, as reputações podem ser reparadas, senão reinventadas.
76% das pessoas que reclamam via Twitter não recebem resposta da marca. Mas entre aquelas que foram contatadas, 83% gostou ou adorou que a marca respondeu, e 85% ficou satisfeito com a resposta (Fonte: Maritz Research, setembro de 2011).
BETA BUZZ - REPERCUSSÃO BETA
E claro, ser FLAWSOME também se trata das empresas que se abrem do mesmo jeito que seus clientes já se abrem online faz tempo. Introduza uma versão Beta: produtos e serviços que ainda não foram aperfeiçoados*, e deixe que a multidão dê feedback e conselhos.
* Não estamos dizendo que você deve lançar produtos de baixa qualidade, mas muitas marcas poderiam aprender lições da indústria de software e sua abordagem Beta. Muitas vezes, os seus clientes valorizarão a iniciativa e poderão até gostar de ajudá-lo melhorar seus produtos ou serviços.
É sempre importante lidar com o zeitgeist, mas no caso de FLAWSOME, e no caso de HUMAN BRANDS em geral, é essencial. Em resumo, FLAWSOME significa ter uma mentalidade que simpatiza com os consumidores. Uma mentalidade que é aberta, honesta e confiável que pode até ser respeitada.
Você acha que FLAWSOME é muito areia para o caminhãozinho da sua empresa? Veja, o FLAWSOME verdadeiro nunca dirá respeito a apenas um único momento ou uma ação singular -, ou, Deus nos livre, gente inventando defeitos em série numa tentativa de conectar com consumidores de uma forma honesta – por isso sempre tem hora para começar. Lembre-se de ir até o fim, pois se você não for fantástico, você será apenas defeituoso
Considere:
Sempre aceite feedback de clientes. Não faça isso apenas ao permitir que clientes façam avaliações sobre seus produtos (isso é tão 2007, mas tenha a auto-confiança de publicar feedback cru e não-editado, e deixe que os clientes vejam facilmente a fonte original das avaliações. De qualquer forma, vão procurar.
Hoje em dia, alguns sites de avaliações sobre produtos e serviços estão se tornando como Bíblias para a indústria (ex. TripAdvisor para viagens, e Yelp para restaurantes), e é provável que as marcas incorporem avaliações diretamente de sites de terceiros, para assim evitar qualquer suspeita de impropriedade ou mascaração. E num mundo onde as pessoas estão continuamente se expressando em redes sociais, fique ligado em ferramentas que permitam aos usuários acessarem qualquer comentário relacionado a um produto ou serviço, onde quer que seja publicado. Porque não disponibilizar essa informação é apenas inconveniente (e não muito humano).
Construa uma cultura aberta. Nunca é possível prepara-se totalmente para uma crise, mas você deve confiar em seus colaboradores para tomar a iniciativa e falar abertamente se uma crise acontecer. Não deixe a sua área jurídica tratar disso, pois a maioria de advogados não é FLAWSOME. (Promoview)
LIVRO
Na próxima terça, a partir das 17h, na Livros & Livros do Centro de Eventos/UFSC, será lançado o livro Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica, de Bernardo Kucinski.
Agora o assunto é cinema
Marilha Naccari, coordenadora de mostras e Tiago Santos, coordenador de produção do Florianópolis Audiovisual Mercosul, falam dia 13 de março, 19 horas, na Unisul Pedra Branca. Sobre por que e como projetar a carreira de um filme pelo circuito dos festivais.
A conversa, programada para durar 120 minutos, abordará os diferentes perfis dos festivais e levará os objetivos que o filme possui em participar deste tipo de evento. Questionando quais os critérios para eleger, em um primeiro momento, os eventos e formas de veiculação de uma produção audiovisual. Ressaltam a importância de exibir o filme nos festivais, espaços criados para a difusão e diálogo do cinema com o público e, sobretudo, como gerir as submissões do filme no circuito tendo o melhor aproveitamento da participação do filme e do realizador nos festivais de cinema, tendo retorno para a carreira do filme e do profissional.
sexta-feira, 9 de março de 2012
VAMOS CONSUMIR MAIS!
Pesquisa do Ibope divulgada nesta terça-feira (28) aponta que o consumo no Brasil deve crescer 13,5% em 2012 no comparado com o ano passado e chegar a R$ 1,3 trilhão, impulsionado, principalmente, pelo aumento no número de domicílios, pelo crescimento da renda e pela baixa taxa de desemprego.
O valor representa 30% do PIB (Produto Interno Bruto) e é maior que a alta de 2011, quando o crescimento foi de 10,5%. Os dados fazem parte do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope que reúne dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da indústria. A pesquisa considerou 51 grupos de produtos.
O crescimento será alavancado pela Classe C, grupo em ascensão, que representará, sozinho, 38,7% do consumo neste ano. Porém, os gastos devem concentrar-se em produtos básicos, como vestuário e alimentação. “Basicamente, seus gastos estão focados em produtos essenciais, não há sofisticação”, afirma Antônio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do Ibope Inteligência. “A sofisticação pode ocorrer dentro das categorias. O consumidor pode estar comprando marca líder e não secundária”, analisa.
De acordo com o levantamento, metade da compra de tabaco ocorre na Classe C, também responsável por quase 50% das vendas de carnes e derivados, mercearia e matinais. Ela responde ainda por 44% das vendas de aparelhos de TV, som e vídeo e por 43% das vendas de aparelho celular. A presença de produtos eletroeletrônicos indica mudança na cesta de produtos para os próximos anos, quando novos consumidores devem ascender para a Classe B. “Com a mudança, aparecem produtos como ensino e cinema”.
As Classes A e B, grupo minoritário, respondem por mais da metade do consumo na maior parte dos grupos de produtos pesquisados. Em geral, os gastos da Classe A são oito vezes superiores à sua presença na população (2,6%) e são centrados em veículos (25%), produtos financeiros (25,7%) e artigos de decoração (25,3%). “Comparando as Classes A e C, parecem dois países diferentes”, diz Ruótolo. Na Classe B, os principais gastos são combustível e e ensino. Cinema (54,6%) e serviços automotivos (53,8%) são outros produtos consumidos majoritariamente por essas classes.
Entre as regiões que mais devem crescer, a Norte é a que possui maior otencial de expansão, 26,5%. Na sequência, aparecem as regiões Nordeste (24,1%), Sul (19,7%), Centro-Oeste (19,4%) e Sudeste (6,5%).
CIDADES VERDES
Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito em “cidades verdes” como sinônimo de cidades sustentáveis, mas o conceito de desenvolvimento sustentável traz em si características não apenas de respeito ao meio ambiente como também formas de atuação economicamente viável e socialmente justa.
No aspecto ecológico, devemos fazer um uso mais racional de nossos recursos naturais, como o consumo de energias renováveis, a redução de poluentes e de resíduos, além, é claro, da proteção ambiental. No viés econômico, temos que adotar uma gestão mais eficiente de nossos recursos financeiros, sejam eles públicos ou privados. Precisamos de um fluxo contínuo de investimentos públicos e privados para prover as plataformas de sustentabilidade e uma melhor distribuição de renda. E no social, incentivar a construção de uma sociedade mais justa, mais equilibrada, com melhor qualidade de vida, mais saúde e com a criação de oportunidades de educação e emprego.
A partir dessas premissas, nosso grande desafio é promover o desenvolvimento sustentável, ou seja, crescer de forma ordenada, planejada, levando em conta o futuro desta e das gerações que virão. E, acreditem, o problema não está lá fora, no vizinho. Faz parte de nossa vida e está dentro de nossas casas, assim, como as soluções.
O estilo de vida que levamos atualmente tem a ver com geração de riquezas, de conhecimento, de longevidade, mas também com o alto acúmulo de lixo e de poluentes, com a alta taxa de impermeabilização do solo, com a degradação de córregos e rios, com a falta de segurança e com a difícil mobilidade urbana.
O crescimento desordenado de nossas cidades trouxe, ao invés de sustentabilidade, enchentes, desmatamento, ocupação de habitações em áreas de risco, desemprego e escassas oportunidades de trabalho próximo de casa, entre outras coisas. Os governos, sem a cooperação efetiva da sociedade, não conseguem conter esta realidade. É preciso o apoio de ONGs, Movimentos, Associações e, principalmente, da sociedade civil e das parcerias público-privadas.
Então não há saída à vista: ou mudamos nosso comportamento individual em relação à manutenção do planeta e reeducamos nossas atitudes com mais responsabilidade no consumo e na degradação ambiental ou arcamos com a culpa pela perda de qualidade de vida e, futuramente, pela escassez de recursos naturais, como água, energia e ar, elementos básicos para nossa sobrevivência.
Recentemente, a Rede Nossa São Paulo lançou o Programa Cidades Sustentáveis, cujo objetivo é sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que possamos nos desenvolver de maneira econômica, social e ambientalmente sustentável. O programa oferece instrumentos e indicadores de sustentabilidade, propõe campanhas de mobilização para o voto mais consciente, e uma plataforma de intenções, para adesão dos candidatos aos cargos eletivos, que se comprometerem no engajamento do desenvolvimento sustentável. Essa grande pressão social visa os candidatos das eleições de 2012. Com isso, a expectativa é criar sociedades inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma boa qualidade de vida e que permitam a participação dos cidadãos em todos os aspectos relativos às atividades públicas.
O modelo foi pensado a partir de experiências europeias, mas no Brasil já temos casos de cidades que estão alinhadas com projetos sustentáveis. Curitiba, no Paraná, por exemplo, é considerada uma das 10 cidades mais sustentáveis de todo mundo.
Diadema, na grande São Paulo, que há dez anos era um local com altíssimos índices de violência, adotou, em 2001, um Plano Municipal de Segurança, para reduzir os indicadores de criminalidade, especialmente homicídios, por meio de políticas de inclusão social, baseadas na prevenção, na melhoria da qualidade de vida e na promoção da cultura da paz junto à população. Os resultados já começam a aparecer: hoje a cidade reduziu em 60% na taxa de homicídios, em 55% a violência doméstica e de gênero, diminuiu em 80% os tratamentos sanitários de emergência e em 30% os acidentes de trânsito.
Cubatão, na Baixada Santista, ficou conhecida, no passado, como a cidade mais poluídas do Brasil por sua vocação industrial. Pois bem, esse município transformou-se em exemplo no combate aos poluentes. Em 1992, recebeu da ONU o título de "Cidade-símbolo da Recuperação Ambiental".
São casos isolados, mas são iniciativas louváveis, que devem ser seguidas. Em São Paulo, megalópoles que todos conhecemos, já existem bairros planejados, que prezam pela sustentabilidade local. Esses bairros – e o Parque dos Príncipes é um deles – foram concebidos para facilitar a inter-relação entre os moradores, a amizade, as atividades de lazer e cultura, a qualidade de vida, o bem-estar social, a manutenção das áreas verdes e o incentivo a coleta seletiva, a segurança dos habitantes e, no sentido, de unir esforços nas reivindicações junto aos poderes públicos.
Isoladamente é mais difícil acompanhar o cumprimento das promessas dos governantes, mas as associações de bairro e de moradores podem promover ações comunitárias com mais facilidade e estabelecer modelos e políticas locais que satisfaçam as necessidades de cada logradouro.
O equilíbrio entre o desejo da sociedade humana e as medidas de preservação da natureza, passa por um ecossistema que está, a cada dia, mais urbano. Somente pensando localmente se evitará o aumento da expansão urbana sem planejamento. A ideia de bairros planejados, auto-suficientes, pode contribuir e muito para a formação de cidades sustentáveis.
Parafraseando o grande arquiteto Oscar Niemeyer, “Não basta fazer uma cidade moderna; é preciso mudar a sociedade”. As cidades são constituídas por seus habitantes. Somente terão condições de mudar para melhor quando os hábitos e o modo de pensar das pessoas evoluírem, quando mudarem individualmente. Todas as cidades podem tornar-se sustentáveis, respeitando os direitos básicos de cada cidadão, desde que consigam a adesão de seus governantes e de sua população
Alcançar o desenvolvimento e encontrar um modo de vida sustentável exige mudança de comportamento, acolhimento do outro e do ambiente em que se vive. Com esforço, educação e motivação, naturalmente e sem perceber, chegaremos ao patamar desejado de um mundo ideal, de respeito mútuo e de sustentabilidade. (Reinaldo Franco (linkparquedosprincipes@linkportal.com.br) é morador do Residencial Parque dos Príncipes (Butantã, São Paulo) e ocupa o cargo de presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (http://www.parquedosprincipes.com.br/ no Portal da Propaganda).
2º Simpósio Nacional sobre Aids
O virologista francês Luc Montagnier, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina em 2008 por ter descoberto o vírus da imunodeficiência humana (HIV), em 1983, será um dos palestrantes no 2º Simpósio Nacional sobre Aids, que ocorrerá em Florianópolis nos dias 12 e 13. Detalhes: www.eventoaids.ufsc.br.
O valor representa 30% do PIB (Produto Interno Bruto) e é maior que a alta de 2011, quando o crescimento foi de 10,5%. Os dados fazem parte do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope que reúne dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da indústria. A pesquisa considerou 51 grupos de produtos.
O crescimento será alavancado pela Classe C, grupo em ascensão, que representará, sozinho, 38,7% do consumo neste ano. Porém, os gastos devem concentrar-se em produtos básicos, como vestuário e alimentação. “Basicamente, seus gastos estão focados em produtos essenciais, não há sofisticação”, afirma Antônio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do Ibope Inteligência. “A sofisticação pode ocorrer dentro das categorias. O consumidor pode estar comprando marca líder e não secundária”, analisa.
De acordo com o levantamento, metade da compra de tabaco ocorre na Classe C, também responsável por quase 50% das vendas de carnes e derivados, mercearia e matinais. Ela responde ainda por 44% das vendas de aparelhos de TV, som e vídeo e por 43% das vendas de aparelho celular. A presença de produtos eletroeletrônicos indica mudança na cesta de produtos para os próximos anos, quando novos consumidores devem ascender para a Classe B. “Com a mudança, aparecem produtos como ensino e cinema”.
As Classes A e B, grupo minoritário, respondem por mais da metade do consumo na maior parte dos grupos de produtos pesquisados. Em geral, os gastos da Classe A são oito vezes superiores à sua presença na população (2,6%) e são centrados em veículos (25%), produtos financeiros (25,7%) e artigos de decoração (25,3%). “Comparando as Classes A e C, parecem dois países diferentes”, diz Ruótolo. Na Classe B, os principais gastos são combustível e e ensino. Cinema (54,6%) e serviços automotivos (53,8%) são outros produtos consumidos majoritariamente por essas classes.
Entre as regiões que mais devem crescer, a Norte é a que possui maior otencial de expansão, 26,5%. Na sequência, aparecem as regiões Nordeste (24,1%), Sul (19,7%), Centro-Oeste (19,4%) e Sudeste (6,5%).
CIDADES VERDES
Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito em “cidades verdes” como sinônimo de cidades sustentáveis, mas o conceito de desenvolvimento sustentável traz em si características não apenas de respeito ao meio ambiente como também formas de atuação economicamente viável e socialmente justa.
No aspecto ecológico, devemos fazer um uso mais racional de nossos recursos naturais, como o consumo de energias renováveis, a redução de poluentes e de resíduos, além, é claro, da proteção ambiental. No viés econômico, temos que adotar uma gestão mais eficiente de nossos recursos financeiros, sejam eles públicos ou privados. Precisamos de um fluxo contínuo de investimentos públicos e privados para prover as plataformas de sustentabilidade e uma melhor distribuição de renda. E no social, incentivar a construção de uma sociedade mais justa, mais equilibrada, com melhor qualidade de vida, mais saúde e com a criação de oportunidades de educação e emprego.
A partir dessas premissas, nosso grande desafio é promover o desenvolvimento sustentável, ou seja, crescer de forma ordenada, planejada, levando em conta o futuro desta e das gerações que virão. E, acreditem, o problema não está lá fora, no vizinho. Faz parte de nossa vida e está dentro de nossas casas, assim, como as soluções.
O estilo de vida que levamos atualmente tem a ver com geração de riquezas, de conhecimento, de longevidade, mas também com o alto acúmulo de lixo e de poluentes, com a alta taxa de impermeabilização do solo, com a degradação de córregos e rios, com a falta de segurança e com a difícil mobilidade urbana.
O crescimento desordenado de nossas cidades trouxe, ao invés de sustentabilidade, enchentes, desmatamento, ocupação de habitações em áreas de risco, desemprego e escassas oportunidades de trabalho próximo de casa, entre outras coisas. Os governos, sem a cooperação efetiva da sociedade, não conseguem conter esta realidade. É preciso o apoio de ONGs, Movimentos, Associações e, principalmente, da sociedade civil e das parcerias público-privadas.
Então não há saída à vista: ou mudamos nosso comportamento individual em relação à manutenção do planeta e reeducamos nossas atitudes com mais responsabilidade no consumo e na degradação ambiental ou arcamos com a culpa pela perda de qualidade de vida e, futuramente, pela escassez de recursos naturais, como água, energia e ar, elementos básicos para nossa sobrevivência.
Recentemente, a Rede Nossa São Paulo lançou o Programa Cidades Sustentáveis, cujo objetivo é sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que possamos nos desenvolver de maneira econômica, social e ambientalmente sustentável. O programa oferece instrumentos e indicadores de sustentabilidade, propõe campanhas de mobilização para o voto mais consciente, e uma plataforma de intenções, para adesão dos candidatos aos cargos eletivos, que se comprometerem no engajamento do desenvolvimento sustentável. Essa grande pressão social visa os candidatos das eleições de 2012. Com isso, a expectativa é criar sociedades inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma boa qualidade de vida e que permitam a participação dos cidadãos em todos os aspectos relativos às atividades públicas.
O modelo foi pensado a partir de experiências europeias, mas no Brasil já temos casos de cidades que estão alinhadas com projetos sustentáveis. Curitiba, no Paraná, por exemplo, é considerada uma das 10 cidades mais sustentáveis de todo mundo.
Diadema, na grande São Paulo, que há dez anos era um local com altíssimos índices de violência, adotou, em 2001, um Plano Municipal de Segurança, para reduzir os indicadores de criminalidade, especialmente homicídios, por meio de políticas de inclusão social, baseadas na prevenção, na melhoria da qualidade de vida e na promoção da cultura da paz junto à população. Os resultados já começam a aparecer: hoje a cidade reduziu em 60% na taxa de homicídios, em 55% a violência doméstica e de gênero, diminuiu em 80% os tratamentos sanitários de emergência e em 30% os acidentes de trânsito.
Cubatão, na Baixada Santista, ficou conhecida, no passado, como a cidade mais poluídas do Brasil por sua vocação industrial. Pois bem, esse município transformou-se em exemplo no combate aos poluentes. Em 1992, recebeu da ONU o título de "Cidade-símbolo da Recuperação Ambiental".
São casos isolados, mas são iniciativas louváveis, que devem ser seguidas. Em São Paulo, megalópoles que todos conhecemos, já existem bairros planejados, que prezam pela sustentabilidade local. Esses bairros – e o Parque dos Príncipes é um deles – foram concebidos para facilitar a inter-relação entre os moradores, a amizade, as atividades de lazer e cultura, a qualidade de vida, o bem-estar social, a manutenção das áreas verdes e o incentivo a coleta seletiva, a segurança dos habitantes e, no sentido, de unir esforços nas reivindicações junto aos poderes públicos.
Isoladamente é mais difícil acompanhar o cumprimento das promessas dos governantes, mas as associações de bairro e de moradores podem promover ações comunitárias com mais facilidade e estabelecer modelos e políticas locais que satisfaçam as necessidades de cada logradouro.
O equilíbrio entre o desejo da sociedade humana e as medidas de preservação da natureza, passa por um ecossistema que está, a cada dia, mais urbano. Somente pensando localmente se evitará o aumento da expansão urbana sem planejamento. A ideia de bairros planejados, auto-suficientes, pode contribuir e muito para a formação de cidades sustentáveis.
Parafraseando o grande arquiteto Oscar Niemeyer, “Não basta fazer uma cidade moderna; é preciso mudar a sociedade”. As cidades são constituídas por seus habitantes. Somente terão condições de mudar para melhor quando os hábitos e o modo de pensar das pessoas evoluírem, quando mudarem individualmente. Todas as cidades podem tornar-se sustentáveis, respeitando os direitos básicos de cada cidadão, desde que consigam a adesão de seus governantes e de sua população
Alcançar o desenvolvimento e encontrar um modo de vida sustentável exige mudança de comportamento, acolhimento do outro e do ambiente em que se vive. Com esforço, educação e motivação, naturalmente e sem perceber, chegaremos ao patamar desejado de um mundo ideal, de respeito mútuo e de sustentabilidade. (Reinaldo Franco (linkparquedosprincipes@linkportal.com.br) é morador do Residencial Parque dos Príncipes (Butantã, São Paulo) e ocupa o cargo de presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (http://www.parquedosprincipes.com.br/ no Portal da Propaganda).
2º Simpósio Nacional sobre Aids
O virologista francês Luc Montagnier, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina em 2008 por ter descoberto o vírus da imunodeficiência humana (HIV), em 1983, será um dos palestrantes no 2º Simpósio Nacional sobre Aids, que ocorrerá em Florianópolis nos dias 12 e 13. Detalhes: www.eventoaids.ufsc.br.
quinta-feira, 8 de março de 2012
AS LIÇÕES DO CARNAVAL PARA AS EMPRESAS
O ano finalmente começou. Crianças de volta às aulas, equipes completas nas empresas e trânsito caótico para os moradores das grandes capitais. Com a apuração do último voto dos jurados a rotina enfim volta ao normal – mesmo em meio à vergonha ocorrida em São Paulo.
Apesar de grande parte dos brasileiros aproveitarem o carnaval para descansar, a beleza e criatividade dos nossos desfiles são incontestáveis. Quem já viajou para o exterior sabe que é sinônimo de brasilidade, assim como a Amazônia e com menor empolgação o futebol, o qual anda com a bola meio murcha nos últimos tempos. Fazendo uma analogia e aproveitando que é hora de voltar ao batente, que tal se perguntar como a empresa na qual trabalha ou dirige é vista por colaboradores, acionistas, sociedade, fornecedores e clientes?
Inovadora, original e criativa como uma escola de samba, importante e rara tal qual a floresta amazônica ou meio capenga como o futebol canarinho? Para ajudá-lo, trago a teoria VRIO, desenvolvida pelos professores Barney e Hesterly, cujo enfoque se baseia nos recursos que a empresa detém. Vamos à primeira letra do acrônimo.
Valioso. Os recursos que detém permitem que explore oportunidades e/ou neutralize ameaças do ambiente? Um caso clássico é o Cirque Du Soleil, o qual subverteu a lógica do ambiente que condenava os circos à extinção, criando um novo e inexplorado mercado, praticamente sem concorrentes.
Raro. Sua empresa controla recursos que poucas empresas possuem? Para identificá-los pense na cadeia de suprimentos. Num mundo em que tudo vira commodity na grande fábrica “Made in China”, poucas firmas ainda conseguem esta façanha. Patentes, inovações, poços de petróleo, minas e florestas são alguns exemplos.
Imitabilidade. Caso sua empresa possua os recursos mencionados, concorrentes conseguem desenvolvê-los ou imitá-los? Como paralelo, o negócio do futebol há tempos se profissionalizou no velho continente. Marketing, patrocínios, transparência e parcerias ganha-ganha são cada vez mais vistas por lá.
Organização. As políticas e processos estão organizados para suportar os recursos valiosos, raros e difíceis de imitar? Esta é a razão pela qual muitas vezes não conseguimos descobrir ou imitar o sucesso de algumas corporações. Já no caso do carnaval, creio que poderíamos explorá-lo de maneira mais apropriada pelos ministérios competentes.
Conseguiu identificar em quais pontos sua empresa se destaca? Com base em suas respostas você poderá classificá-la em cinco categorias, do pior para o melhor cenário:
Desvantagem competitiva: seus recursos são pouco valiosos.
Paridade competitiva: detém recursos valiosos, porém não raros.
Vantagem competitiva temporária: apesar dos recursos valiosos e raros, estes são passíveis de imitação.
Vantagem competitiva não explorada: não explora os recursos valiosos, raros e difíceis de imitar que possui.
Vantagem competitiva sustentável: reúne os recursos valiosos e raros, explorando-os através da organização.
Já arrancou seus cabelos? Procure não entrar em desespero. Saia em busca de novos mercados, recursos ou então copie, caso esteja posicionado no primeiro ou segundo item. Inove rapidamente para não perder a vantagem temporária como o futebol brasileiro.
Crie processos e comunique sua vantagem, tal qual o carnaval brasileiro deveria fazer. Ou então celebre os lucros de sua vantagem competitiva sustentável, mantendo sempre a atenção no espelho retrovisor. Caso contrário, poderá ter que se contentar em entregar a bola de ouro a uma japonesa ou pior ainda, a um argentino. Felizmente não permitem escolas estrangeiras na Sapucaí. Ainda. (Marcos Morita (professor@marcosmorita.com.br) é mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais (http://www.marcosmorita.com.br/ no Portal da Propaganda)
ENTREGA DE JALECOS
Quarta-feira que vem, dia 14, às 14 horas, no auditório do Bloco da Saúde, do campus Unisul Tubarão, Cerimônia de Entrega dos Jalecos. aos Calouros Amigos, pelos alunos do segundo semestre do Curso de Medicina Veterinária. O evento terá como palestrante o Med. Vet. Dr. Paulo Roberto Costa Leite Garcia, Presidente da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária – SOMEVESC.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL
Um grupo de especialistas mundiais em meio ambiente publicou um documento reunindo um conjunto de recomendações para os líderes governamentais sobre ações necessárias e urgentes para compatibilizar desenvolvimento econômico com a sustentabilidade ambiental e social do planeta. Intitulado Desafios ambientais e desenvolvimento: o imperativo para agir, o documento foi elaborado por 20 cientistas laureados com o Blue Planet Prize.
Concedido pela fundação japonesa Asahi Glass Foundation desde 1992 – por ocasião da realização no Rio de Janeiro da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como ECO-92 –, o prêmio é considerado o “Nobel do Meio Ambiente”, dado que a máxima distinção científica concedida pela Fundação Nobel não premia essa área de pesquisa.
Entre as personalidades laureadas com o prêmio, cujo nome é inspirado na máxima “a Terra é azul”, cunhada pelo cosmonauta russo Yuri Gagarin (1934-1968) após viajar pelo espaço, em 1961, está Gro Harlem Brundtland.
A diplomata presidiu no início da década de 1980, quando era primeira-ministra da Noruega, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento criada pela Organizaç]ao das Nações Unidas (ONU) e coordenou a realização do documento nomeado Nosso futuro comum, publicado em 1987 e mais conhecido como Relatório Brundtland, que popularizou a expressão “desenvolvimento sustentável”.
O prêmio também foi concedido em 2008 a José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), que era secretário do Meio Ambiente do Brasil durante a ECO-92.
Algumas das recomendações dos cientistas no documento são eliminar os subsídios em setores como os de energia, transporte e agricultura, que, na opinião dos autores, criam custos ambientais e sociais, e substituir o Produto Interno Bruto (PIB) como medida de riqueza dos países.
Na avaliação dos autores do artigo, o índice é incapaz de mensurar outros indicadores importantes do desenvolvimento econômico e social de um país, como seu capital social, humano e natural e como esses dados se cruzam. Por isso, poderia ser substituído por outras métricas, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
“O PIB só mede transações econômicas, que não é a única medida para se avaliar o progresso de um país. Há países como Cuba, que tem um desempenho econômico muito ruim e PIB e renda per capita baixos, mas cujo sistema educacional e de saúde são excelentes”, disse Goldemberg.
Outras recomendações dos cientistas são conservar e valorizar a biodiversidade e os serviços do ecossistema e criar mercados que possam formar as bases de economias “verdes” e investir na criação e compartilhamento do conhecimento, por meio da pesquisa e desenvolvimento, que, na opinião dos autores, permitirão que os governos e a sociedade, em geral, “possam compreender e caminhar em direção a um futuro sustentável”.
“Em síntese, a mensagem do documento é que não se pode seguir uma trajetória de desenvolvimento cujo único parâmetro seja o crescimento econômico”, avaliou Goldemberg.
“Isso é muito comum no Brasil, por exemplo, onde os economistas dizem que a economia do país deve crescer 5% ao ano, mas se nesse processo a floresta amazônica for destruída, para muitos deles está tudo bem, porque o PIB está aumentando e gerando atividade econômica. Porém, se por um lado é gerado valor econômico, o país perde sua biodiversidade e futuro”.
O documento foi apresentado aos ministros de mais de 80 países que participaram da 12ª Reunião Especial do Conselho de Administração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente em Nairóbi, no Quênia.
O cientista inglês Bob Watson, que coordenou a redação do documento e o apresentou em Nairóbi, presidiu o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e atualmente é o principal conselheiro científico do Reino Unido para questões ambientais.
De acordo com Goldemberg, um dos objetivos do documento é que a RIO+20, que será realizada no Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho, resulte em resoluções concretas como as que emergiram na ECO-92, em que foi aprovada a Convenção do Clima.
“Os preparativos da conferência estão dando a impressão de que ela será mais um evento de natureza retórica, o que será muito ruim. Ainda não há nenhuma proposta de assinatura de uma nova convenção ou de protocolos”.
Goldemberg participará em 6 de março da abertura do evento preparativo para a RIO+20 “BIOTA-BIOEN-Climate Change Joint Workshop: Science and Policy for a Greener Economy in the context of RIO+20”, que a FAPESP realizará nos dias 6 e 7 de março no Espaço Apas, em São Paulo.
Em sua palestra, na abertura do evento, Goldemberg abordará o papel da biomassa no contexto do desenvolvimento tecnológico e apresentará alguns pontos do documento.
O artigo Environment and development challenges: the imperative to act, de Golbemberg e outros, pode ser lido em qualenergia.it/sites/default/files/articolo-doc/Blue-Planet-Synthesis-Paper-for-UNEP.pdf. (Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP)
Apesar de grande parte dos brasileiros aproveitarem o carnaval para descansar, a beleza e criatividade dos nossos desfiles são incontestáveis. Quem já viajou para o exterior sabe que é sinônimo de brasilidade, assim como a Amazônia e com menor empolgação o futebol, o qual anda com a bola meio murcha nos últimos tempos. Fazendo uma analogia e aproveitando que é hora de voltar ao batente, que tal se perguntar como a empresa na qual trabalha ou dirige é vista por colaboradores, acionistas, sociedade, fornecedores e clientes?
Inovadora, original e criativa como uma escola de samba, importante e rara tal qual a floresta amazônica ou meio capenga como o futebol canarinho? Para ajudá-lo, trago a teoria VRIO, desenvolvida pelos professores Barney e Hesterly, cujo enfoque se baseia nos recursos que a empresa detém. Vamos à primeira letra do acrônimo.
Valioso. Os recursos que detém permitem que explore oportunidades e/ou neutralize ameaças do ambiente? Um caso clássico é o Cirque Du Soleil, o qual subverteu a lógica do ambiente que condenava os circos à extinção, criando um novo e inexplorado mercado, praticamente sem concorrentes.
Raro. Sua empresa controla recursos que poucas empresas possuem? Para identificá-los pense na cadeia de suprimentos. Num mundo em que tudo vira commodity na grande fábrica “Made in China”, poucas firmas ainda conseguem esta façanha. Patentes, inovações, poços de petróleo, minas e florestas são alguns exemplos.
Imitabilidade. Caso sua empresa possua os recursos mencionados, concorrentes conseguem desenvolvê-los ou imitá-los? Como paralelo, o negócio do futebol há tempos se profissionalizou no velho continente. Marketing, patrocínios, transparência e parcerias ganha-ganha são cada vez mais vistas por lá.
Organização. As políticas e processos estão organizados para suportar os recursos valiosos, raros e difíceis de imitar? Esta é a razão pela qual muitas vezes não conseguimos descobrir ou imitar o sucesso de algumas corporações. Já no caso do carnaval, creio que poderíamos explorá-lo de maneira mais apropriada pelos ministérios competentes.
Conseguiu identificar em quais pontos sua empresa se destaca? Com base em suas respostas você poderá classificá-la em cinco categorias, do pior para o melhor cenário:
Desvantagem competitiva: seus recursos são pouco valiosos.
Paridade competitiva: detém recursos valiosos, porém não raros.
Vantagem competitiva temporária: apesar dos recursos valiosos e raros, estes são passíveis de imitação.
Vantagem competitiva não explorada: não explora os recursos valiosos, raros e difíceis de imitar que possui.
Vantagem competitiva sustentável: reúne os recursos valiosos e raros, explorando-os através da organização.
Já arrancou seus cabelos? Procure não entrar em desespero. Saia em busca de novos mercados, recursos ou então copie, caso esteja posicionado no primeiro ou segundo item. Inove rapidamente para não perder a vantagem temporária como o futebol brasileiro.
Crie processos e comunique sua vantagem, tal qual o carnaval brasileiro deveria fazer. Ou então celebre os lucros de sua vantagem competitiva sustentável, mantendo sempre a atenção no espelho retrovisor. Caso contrário, poderá ter que se contentar em entregar a bola de ouro a uma japonesa ou pior ainda, a um argentino. Felizmente não permitem escolas estrangeiras na Sapucaí. Ainda. (Marcos Morita (professor@marcosmorita.com.br) é mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais (http://www.marcosmorita.com.br/ no Portal da Propaganda)
ENTREGA DE JALECOS
Quarta-feira que vem, dia 14, às 14 horas, no auditório do Bloco da Saúde, do campus Unisul Tubarão, Cerimônia de Entrega dos Jalecos. aos Calouros Amigos, pelos alunos do segundo semestre do Curso de Medicina Veterinária. O evento terá como palestrante o Med. Vet. Dr. Paulo Roberto Costa Leite Garcia, Presidente da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária – SOMEVESC.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL
Um grupo de especialistas mundiais em meio ambiente publicou um documento reunindo um conjunto de recomendações para os líderes governamentais sobre ações necessárias e urgentes para compatibilizar desenvolvimento econômico com a sustentabilidade ambiental e social do planeta. Intitulado Desafios ambientais e desenvolvimento: o imperativo para agir, o documento foi elaborado por 20 cientistas laureados com o Blue Planet Prize.
Concedido pela fundação japonesa Asahi Glass Foundation desde 1992 – por ocasião da realização no Rio de Janeiro da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como ECO-92 –, o prêmio é considerado o “Nobel do Meio Ambiente”, dado que a máxima distinção científica concedida pela Fundação Nobel não premia essa área de pesquisa.
Entre as personalidades laureadas com o prêmio, cujo nome é inspirado na máxima “a Terra é azul”, cunhada pelo cosmonauta russo Yuri Gagarin (1934-1968) após viajar pelo espaço, em 1961, está Gro Harlem Brundtland.
A diplomata presidiu no início da década de 1980, quando era primeira-ministra da Noruega, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento criada pela Organizaç]ao das Nações Unidas (ONU) e coordenou a realização do documento nomeado Nosso futuro comum, publicado em 1987 e mais conhecido como Relatório Brundtland, que popularizou a expressão “desenvolvimento sustentável”.
O prêmio também foi concedido em 2008 a José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), que era secretário do Meio Ambiente do Brasil durante a ECO-92.
Algumas das recomendações dos cientistas no documento são eliminar os subsídios em setores como os de energia, transporte e agricultura, que, na opinião dos autores, criam custos ambientais e sociais, e substituir o Produto Interno Bruto (PIB) como medida de riqueza dos países.
Na avaliação dos autores do artigo, o índice é incapaz de mensurar outros indicadores importantes do desenvolvimento econômico e social de um país, como seu capital social, humano e natural e como esses dados se cruzam. Por isso, poderia ser substituído por outras métricas, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
“O PIB só mede transações econômicas, que não é a única medida para se avaliar o progresso de um país. Há países como Cuba, que tem um desempenho econômico muito ruim e PIB e renda per capita baixos, mas cujo sistema educacional e de saúde são excelentes”, disse Goldemberg.
Outras recomendações dos cientistas são conservar e valorizar a biodiversidade e os serviços do ecossistema e criar mercados que possam formar as bases de economias “verdes” e investir na criação e compartilhamento do conhecimento, por meio da pesquisa e desenvolvimento, que, na opinião dos autores, permitirão que os governos e a sociedade, em geral, “possam compreender e caminhar em direção a um futuro sustentável”.
“Em síntese, a mensagem do documento é que não se pode seguir uma trajetória de desenvolvimento cujo único parâmetro seja o crescimento econômico”, avaliou Goldemberg.
“Isso é muito comum no Brasil, por exemplo, onde os economistas dizem que a economia do país deve crescer 5% ao ano, mas se nesse processo a floresta amazônica for destruída, para muitos deles está tudo bem, porque o PIB está aumentando e gerando atividade econômica. Porém, se por um lado é gerado valor econômico, o país perde sua biodiversidade e futuro”.
O documento foi apresentado aos ministros de mais de 80 países que participaram da 12ª Reunião Especial do Conselho de Administração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente em Nairóbi, no Quênia.
O cientista inglês Bob Watson, que coordenou a redação do documento e o apresentou em Nairóbi, presidiu o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e atualmente é o principal conselheiro científico do Reino Unido para questões ambientais.
De acordo com Goldemberg, um dos objetivos do documento é que a RIO+20, que será realizada no Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho, resulte em resoluções concretas como as que emergiram na ECO-92, em que foi aprovada a Convenção do Clima.
“Os preparativos da conferência estão dando a impressão de que ela será mais um evento de natureza retórica, o que será muito ruim. Ainda não há nenhuma proposta de assinatura de uma nova convenção ou de protocolos”.
Goldemberg participará em 6 de março da abertura do evento preparativo para a RIO+20 “BIOTA-BIOEN-Climate Change Joint Workshop: Science and Policy for a Greener Economy in the context of RIO+20”, que a FAPESP realizará nos dias 6 e 7 de março no Espaço Apas, em São Paulo.
Em sua palestra, na abertura do evento, Goldemberg abordará o papel da biomassa no contexto do desenvolvimento tecnológico e apresentará alguns pontos do documento.
O artigo Environment and development challenges: the imperative to act, de Golbemberg e outros, pode ser lido em qualenergia.it/sites/default/files/articolo-doc/Blue-Planet-Synthesis-Paper-for-UNEP.pdf. (Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP)
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