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quarta-feira, 7 de março de 2012

RIO+20 E A ECONOMIA VERDE

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que será realizada no Brasil em junho, não terá o caráter legislativo da ECO-92, cujo legado transformou para sempre a perspectiva mundial sobre o tema do meio ambiente.

No entanto, poderá alcançar um impacto planetário de magnitude semelhante ao da ECO-92, contanto que consiga superar o desafio de integrar de forma equânime os três pilares do desenvolvimento sustentável: as dimensões ambiental, econômica e social.

A defesa dessa integração é o cerne da posição brasileira na conferência, de acordo com o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia e Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que participou do BIOTA-BIOEN-Climate Change Joint Workshop: Science & policy for a greener economy in the context of RIO+20. Machado é o secretário-executivo para a comissão brasileira da RIO+20.

“A RIO+20 é uma conferência sobre desenvolvimento sustentável e não apenas um debate sobre meio ambiente. A intenção da presidência da conferência é que as dimensões ambiental, social e econômica tenham o mesmo peso no debate. O governo brasileiro, por sua vez, entende que, se os desafios do século 21 não forem vistos de maneira integrada, jamais conseguiremos atingir níveis de sustentabilidade”, disse Machado.

Segundo o embaixador, o mundo atravessa uma época de crise internacional e os atuais modelos de desenvolvimento demonstram uma erosão em sua capacidade de dar respostas aos novos desafios.

“Os modelos atuais produzem crises em todos os pilares do desenvolvimento sustentável: a crise climática, a perda acelerada da biodiversidade, a degradação social e a crise energética demonstram isso. Estamos fazendo algo errado”, disse.

Na época da ECO-92 os países desenvolvidos acreditavam ter resolvido suas questões econômicas e sociais e dirigiam o foco das discussões para os temas exclusivamente ambientais. Enquanto isso, os países em desenvolvimento tinham o foco no desenvolvimento econômico apoiado no contexto da sustentabilidade.

“Vinte anos depois, o mundo virou de cabeça para baixo: os países desenvolvidos estão lidando com uma profunda crise econômica e social, enquanto os países como o Brasil são líderes na área em tecnologias verdes, em investimentos em energia limpa e avançaram na inclusão social”, disse.

Nesse novo contexto, segundo Machado, a RIO+20 não tem mais uma agenda que olha o econômico, o ambiental e o social separadamente. Por isso, a comissão brasileira da conferência tem utilizado o termo economia verde inclusiva, a fim de remeter ao trinômio crescimento, inclusão social e proteção da natureza.

Durante o evento, a palestra A produção de bioenergia no contexto da RIO+20 foi apresentada pelo físico José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP. Ele era secretário do Meio Ambiente do Brasil durante a ECO-92.

De acordo com Goldemberg, o documento preparado pelo secretariado da ONU com contribuições dos países participantes da RIO+20, incluindo o Brasil, contém 128 parágrafos, sendo que dois deles são dedicados ao problema da energia. Um dos principais objetivos estabelecidos pelo documento é o acesso básico universal a um mínimo de energia moderna, até 2030, com o dobro da eficiência energética atual.

“O significado dessas considerações é muito profundo, se observarmos os dados de que dispomos. Atualmente, mais de 80% da energia consumida no mundo provém de fontes fósseis: petróleo (34,6%), gás (22,1%) e carvão (28,4%). As energias renováveis correspondem a 12,9% do total”, afirmou Goldemberg.

A extrema dependência do petróleo impõe uma limitação física insustentável: o esgotamento das reservas. Por maiores que sejam as reservas descobertas no pré-sal brasileiro, segundo Goldemberg, elas são uma contribuição modesta para as fontes de energia de petróleo do mundo.

“Além da limitação física, o petróleo tem um grave problema de acesso, já que as fontes estão distribuídas de forma errática no mundo. Em seguida, temos o problema mais grave que é o impacto ambiental das emissões de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global. Os combustíveis fósseis são responsáveis por boa parte da prosperidade e conforto que a humanidade conseguiu, mas lamentavelmente essa situação não pode durar”, disse.

Parte significativa do consumo de combustíveis fósseis, segundo Goldemberg, é proveniente do transporte individual. E a tendência é que o número de carros aumente expressivamente nos próximos anos, alavancando o consumo de gasolina. Entre 1980 e 2010, a demanda mundial por gasolina subiu de 0,8 trilhão de litros por ano para quase 1,3 trilhão de litros.

São 30 milhões de barris diários, correspondendo a um terço do consumo mundial de petróleo. Essa situação não vai melhorar. Nos Estados Unidos há quase 800 automóveis por mil pessoas. Outros países industrializados têm 500 automóveis por mil habitantes – que é aproximadamente a escala na cidade de São Paulo. Os países menos desenvolvidos estão seguindo essa trajetória. A previsão é que em 2050, em vez dos atuais 750 milhões de automóveis, tenhamos 2,25 bilhões”, disse.

Para reduzir a magnitude do problema, segundo Goldemberg, é preciso que o mundo busque um modelo semelhante ao brasileiro: expandir a matriz hidrelétrica onde for possível e investir em outros componentes renováveis. Um dos caminhos do desenvolvimento sustentável na área de energia, de acordo com ele, é a substituição da gasolina por um combustível produzido a partir de biomassa.

“O único combustível que vem fazendo isso de maneira eficiente e em escala comercial até agora é o etanol de cana-de-açúcar. Se conseguirmos desenvolver o etanol de segunda geração, poderemos aumentar a produção sem aumentar a área plantada. Para isso é preciso investir em pesquisa. No contexto da RIO+20, acredito que a contribuição do etanol de cana-de-açúcar originário de países tropicais deverá ser uma das cartas importantes na discussão”, disse.

O diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, apresentou os programas BIOTA-FAPESP, BIOEN e PFPMCG. De acordo com ele, o BIOTA tem como objetivo não apenas caracterizar a biodiversidade do Estado de São Paulo, como definir mecanismos para sua conservação e uso sustentável.

“O BIOTA-FAPESP já teve 915 projetos de pesquisa e bolsas aprovados. Foram cerca de R$ 100 milhões investidos em 12 anos. Em 2011, o programa cresceu muito, com renovado interesse da comunidade científica paulista, e o valor concedido apenas naquele ano foi de R$ 22 milhões. Um dos impactos importantes do programa, além de fazer ciência de boa qualidade, foi que ele gerou vários decretos, leis e resoluções sobre conservação da biodiversidade”, afirmou.

Na área de bioenergia a FAPESP teve uma primeira iniciativa em 1999, com a criação do projeto Sucest, que avaliou o transcriptoma da cana-de-açúcar. O BIOEN foi criado em 2008.

“O programa BIOEN envolve 314 cientistas, sendo 229 de São Paulo, 33 de outros estados e 52 de outros países. Os recursos investidos já se aproximam de R$ 100 milhões, em 55 projetos. O programa tem inúmeras colaborações com empresas, que cofinanciam pesquisas”, disse Brito Cruz.

O PFPMCG também agrega colaborações internacionais com instituições como o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido, um dos organismos que compõem os Research Councils UK – que mantêm acordo com a FAPESP desde setembro de 2009 –, Agence Nationale de La Recherche (ANR), da França, e Interamerican Institute for Global Change Research (IAI), organização intergovernamental apoiada por nove países nas Américas. (Texto de Fábio de Castro, distribuído pela Agência FAPESP)

“Twittando os dentes, Feicibookando o nariz”
Aproveito quase todos os Carnavais para me oxigenar em NYC. Assim, no mês de fevereiro de 2009, e na Big Apple, decidi conferir a versão de SHREK que estreava na BROADWAY.

Havia alguma coisa estranha no teatro e no ar. A plateia, constituída em sua maioria de adolescentes, normalmente barulhentos, silenciosos! Fiquei intrigado. No intervalo é que entendi. Os mesmos adolescentes continuavam em seus lugares para desespero do bar do teatro e dos vendedores de recordações. Todos com os smartphones ligados, e… TWITTANDO. Desde então virou uma febre.

Criado e lançado por JACK DORSEY em março de 2006, levou dois anos e meio, novembro de 2008 para alcançar os primeiros 5 milhões de usuários. 6 meses depois, maio de 2009, já alcançava os 12 milhões, e caminhava, rapidamente, e em questão de meses, para ultrapassar a casa dos 20 milhões de usuários. Muitos os definem como “a arte de microbloggar – microblogging”. E assim, muitas novas comunidades ou redes sociais de seguidores que seguem e que são seguidos vão se multiplicando na microblogosfera.

Informalmente foram construindo suas regras. Não vale criar personagens, só podem twittar pessoas reais; Tem que ser curto, educado, interessante, convincente, lúdico e relevante em cada mensagem; checar antes de twittar; sempre responder para que sempre seja respondido; e, sempre checar todos os endereços seus no mundo digital em busca de novas mensagens.

Em episódios recentes vem emprestando colaboração inestimável para a disseminação de fatos que levariam horas ou dias para serem acessados, como aconteceu nas manifestações na MOLDAVIA, e muito especialmente nas eleições do IRÃ.

Mas, é igual ou maior falta de educação TWITTAR em determinadas situações quanto palitar os dentes depois das refeições – em casa ou em público. E, mais recentemente, FEICIBOOKAR quanto proceder a faxina do nariz…

Alguns adolescentes, no segundo ato daquela noite na Broadway, permaneciam com seus smartphones ligados e vendo a peça e respondendo a seus amigos simultaneamente. Não é das coisas mais smarts – espertas – mas, diante da dimensão do teatro os atores em cima do palco não se incomodavam. Mas, esse mesmo comportamento vem se repetindo em palestras e conferências, em salas de aula, em pregações religiosas, em missas de sétimo dia, em velórios, e até mesmo em mesas de almoços e cafés onde apenas quatro pessoas estão presentes e algum dos participantes tem um olho em quem fala e o outro no gadget. E muitas vezes, concentra-se no gadget e desconsidera o não gadget, ser humano de carne e osso, que está a sua frente, e a semelhança do Padre Vieira, “pregando aos peixes”, ao que resta do robalo em seu prato. Pior ainda, casais que saem de casa para jantar fora e não se falam; twitam, feicibookam!!! Se continuarem com essa postura passarão a vida cultuando a árvore e perdendo as descobertas e encanto de toda a floresta. Magnetizados por telinhas e perdendo a lua cheia e os encantos de uma noite de estrelas.

O TWITTER é 10! O FEICE 10.1! Desde que, usados com propriedade, respeito, inteligência, educação e sensibilidade. De outra forma, e repetindo o título e o miolo, é tanta falta de educação quanto palitar os dentes e limpar o nariz.

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segunda-feira, 5 de março de 2012

UMA AULA DE MARKETING DIRETO

Marketing direto = diálogo. Essa é a definição que Efraim Kapulski, presidente da Abemd (Associação Brasileira de Marketing Direto), utiliza quando alguém pede para que ele explique o que significa essa atividade que hoje movimenta mais de R$ 22 bilhões por ano e que, segundo o executivo, ainda tem muito campo para crescer. Os números facilmente comprovam essa constatação – 40% do setor do marketing direto brasileiro vem dos investimentos das empresas dos segmentos financeiros e de telecom. Essa porcentagem deve diminuir nos próximos anos, com a entrada cada vez mais consistente de setores como o automobilístico, imobiliário, de educação e saúde, para ficar apenas em quatro importantes mercados. E que deve impulsionar ainda mais o crescimento da disciplina nos próximos anos.



A estimativa das empresas é de que o marketing direto cresça cerca de 16,5% ao ano até 2014. Número superior ao crescimento médio da década passada, que foi de 12,5% ao ano.


Nesta entrevista, além de comentar o atual momento do marketing direto no país, Kapulski também fala das principais ações da Abemd e o que a entidade está fazendo para impulsionar o crescimento da atividade no Brasil.


Como você vê o mercado de marketing direto no Brasil?


Melhorou muito ao longo do tempo. Há alguns anos tínhamos que explicar o que era marketing direto e porque era importante. Hoje as empresas notam que é indispensável para suas marcas, mas nem todas sabem usar.


Por essas razões, uso uma expressão que reflete muito bem a nossa disciplina, sem precisar explicar tanto. Marketing direto é o marketing do diálogo. Inclusive uma vez eu mostrei ao presidente dos Correios, que usa muito essa ferramenta da comunicação, mas queria entender melhor o que ela realmente representava, a capa de nosso Anuário, onde, na parte de cima, está escrito Anuário Brasileiro de Marketing Direto = Diálogo.


A palavra diálogo explica muito o que é marketing direto, que em sua definição clássica é toda ação de comunicação em que você possui mecanismos de mensuração de resultados, e que pode ser transformada em uma base de dados relacional.


Quando eu falo em mensurar os resultados não é fazer o famoso ligue já!. Existe muita coisa por trás do marketing direto para realizar esses mecanismos. E até por isso a disciplina pode usar qualquer tipo de mídia para chegar ao consumidor – de um comercial de TV a um megafone, passando pela mala direta, e-mail marketing, telemarketing ou uma rede social.


O que precisamos é balancear isso para colher os melhores resultados. Quem falava em ROI (Return On Investment) há uma, duas décadas? Só nós, os chatos. Hoje todo mundo quer saber do ROI. E as redes sociais e os canais digitais são a expressão pura de nossa disciplina, pois têm três características implícitas: rescência, frequência e valor, que são regras básicas de CRM (Customer Relationship Management).


Lembro que uma vez perguntei para um executivo de um site de e-commerce qual era o percentual de faturamento da empresa dele que vinha do marketing direto. Ele pensou um pouco e disse que devia ser algo em torno de 15%. Aí eu expliquei como funcionava o nosso negócio. E ele respondeu, surpreso: então deve ser 100%!.


Mas podemos dizer que se trata de um mercado maduro?


Ainda não. Maduro é um estágio posterior. É quando se reconhecem as ferramentas. Nós temos oito segmentos no marketing direto e os clientes são exemplares em alguns casos, mas em outros falta aprofundamento.


Que comparação você faria com os mercados mundiais mais avançados na área?


Do ponto de vista de planejamento, estratégia e criação, nós somos equivalentes a qualquer país. Eu diria que ainda falta aumentar o volume do marketing direto no Brasil. Temos ainda certas dificuldades com bases de dados e outras características que não aparecem. Para não usar o famoso exemplo da ponta do iceberg, eu digo que o marketing direto é a onda, e o restante é o oceano. E esse restante nem sempre aparece, como logística, CRM, tecnologia.


Quais são os países que estão na vanguarda da disciplina?


Continua sendo Estados Unidos e Inglaterra, com a Alemanha também vindo com força.


O fato do Brasil ter uma TV Aberta e mídia impressa muito fortes, o que faz a publicidade tradicional se sobressair no mercado de comunicação, atrapalha o desenvolvimento do setor?


Não. Tanto que todos os grupos de comunicação estão investindo em marketing direto. Hoje você vê o Nizan (Guanaes, chairman do Grupo ABC) nesse negócio, e exaltando o marketing direto. Uma coisa não tem relação direta com a outra.


E as redes sociais. No que mudaram o modo de fazer marketing direto?


Rede social realmente é a bola da vez. Mas amanhã teremos outra coisa. Há um tempo, e-mail marketing era tudo. O Facebook é bacana, faz lembrar dos aniversários de seus amigos, traz relevância para muitas campanhas. Mas, sem desmerecer, cada vez que entra uma mídia nova o mundo muda, nada fica mais igual. As agências devem fazer o que é necessário para o cliente – muitas vezes uma mala direta tradicional basta.


O que um case de marketing direto tem que fazer para ser relevante?


Ser simples e prático – relevância para quem recebe. Mapear muito bem os interesses do destinatário é o principal na nossa área. A Veja tem um milhão de assinantes porque faz um trabalho relevante. No restante, a regra é igual para qualquer disciplina ou meio – ter uma boa estratégia, uma criação eficaz e uma produção primorosa.


Quanto movimenta o setor do marketing direto no Brasil?


Não temos os números de 2011 fechados. Em 2010, foi um pouco acima de R$ 22 bilhões, cerca de 0,7% do PIB brasileiro. E o crescimento médio desde 2000 tem sido de 12,5% ao ano. Porém, há muitos serviços que não aparecem nesse montante, que também está ligado ao marketing direto, como serviços de e-commerce, por exemplo.


Os segmentos que dominam o setor ainda continuam sendo os mesmos, com instituições financeiras, as teles e o automobilístico?


Automóvel nem era tão grande, agora que está mais evidente. Hoje também temos o setor imobiliário entrando com força, devido a esse boom de empreendimentos que não para de surgir. Materiais de construção – que chamamos de construmarketing, pela mesma razão. Educação está cada vez mais forte, assim como saúde. Mas financeiro e telecom (incluindo aí utilities, como gás, eletricidade e outros serviços), que juntas representam cerca de 40% dos investimentos em nosso setor, e assinaturas – em geral, de revistas à TV fechada –, com cerca de 10%, continuam sendo os segmentos mais significativos.


Agora veja que interessante: esses dois segmentos dominantes de nossa área representam 22% do PIB brasileiro. Isso quer dizer que existem muitos outros que não têm grande participação no marketing direto que tendem a subir.


Quais são as principais realizações da Abemd atualmente?


Eu costumo citar quatro pilares que norteiam qualquer atividade da entidade. Primeiramente proteger e defender o mercado por meio de assessoria parlamentar em Brasília e de uma auto regulamentação, com o objetivo de não sermos regulados.


Neste momento, inclusive, estamos fazendo um trabalho hercúleo que é extremamente relevante ao meio, que é a auto regulamentação para tratamento de dados pessoais.Tem um projeto pesado e muito restritivo dentro do DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor) do Ministério da Justiça que víamos necessidade de adaptações, sob pena de inviabilizar a nossa atividade no país.


Apresentamos o nosso posicionamento e de entidades como a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) e Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas) e o DPDC, enviando uma Carta de Princípios e também a auto regulamentação ao presidente do CDC (Comissão de Defesa do Consumidor) da Câmara dos Deputados, onde fizemos um projeto primoroso. Ele inclusive se comprometeu a realizar um seminário na Câmara para debater o tema, para que todos saibam do que se trata.


E quais seriam os outros três pilares?


O segundo inclui palestras, eventos e seminários. Como o Curso de Especialização em Marketing Direto, o único do Brasil nessa amplitude, e que vamos iniciar no próximo dia 6 de março a 21ª turma. Temos ainda informação, por meio de nossos veículos de comunicação, como a Revista Marketing Direto, os Indicadores Abemd, a newsletter Diretinhas. E por último as Campanhas de Valorização do Marketing Direto, que tivemos edições em 2002, 2004 e 2009. (Propmark)

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AS LIÇÕES DO VAREJO

Interbrand, uma das principais consultorias globais em valor de marca divulgou o seu segundo relatório anual dedicado ao setor do varejo. O The Best Retail Brands report posiciona as 50 principais empresas de varejo norte-americanas de acordo com o seu valor de marca, e as de países como Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e a região Ásia Pacífico.



O relatório mostra que em toda a Europa os principais varejistas estão ganhando uma grande vantagem competitiva e conquistando novos cliente, ao investir em estratégias de marketing promocional e ativação dentro das lojas. Na Ásia, os varejistas estão colocando um foco renovado na personalização, qualidade e serviços pós-venda em um esforço para reconstruir e reforçar a confiança do consumidor após os desastres naturais e crise econômica que assolaram a região no ano passado.


Tesco (ReinoUnido), Carrefour (França), Aldi (Alemanha), Zara (Espanha) e Woolworths (Ásia Pacífico) são classificados como os varejistas número 1 em seus respectivos mercados, todos mantendo os seus lugares no topo em comparação a 2011.


As marcas continuam a reforçar a sua experiência digital e encontrar novas formas de revigorar a experiência dentro das lojas. As mais importantes tendências globais de varejo incluem:


• A necessidade de ser ágil: Com os consumidores decidindo cada vez mais como, quando e onde interagir, o único local para o varejo é onde estão os clientes. Marcas como Uniqlo e Tesco estão experimentando novas maneiras de melhor interagir com os clientes. O Tesco criou um supermercado virtual em uma estação de metrô de Seul e Uniqlo construiu uma pista de patinação verão e pop-up store em Manhattan


• Foco no caminho para a compra: Ao retornar a sua atenção para a forma como os consumidores tomam decisões de compra, as marcas top encontram oportunidades para inovar em torno de pontos problemáticos e construir relacionamentos. As ferramentas digitais permitem aos clientes realizar pesquisas mais robustas para identificar o melhor valor e isso precisa ser levado em conta pelos varejistas.


• Toda a marca conta uma história: Enquanto o varejo tem sido historicamente extremamente focado no operacional, mais empresas estão olhando para a marca com o objetivo de criar valor. Além da necessidade, é preciso desenvolver identidade, adicionando ainda mais emoção à relação. O truque aqui é encontrar o valor além da transação. As melhores marcas do mundo sabem que o cliente valoriza estes aspectos, e trabalham incansavelmente para proporcionar isso a eles.


• Design para construir valor de marca: A experiência é o elemento definidor de qualquer marca. Ela tende a ser a ação que fornece memória e vai solicitar a repetição do consumo. Os clientes esperam que suas marcas favoritas falem com voz consistente, na loja, online e em canais tradicionais e digitais. E o Design é o componente fundamental para sair de uma identidade de marca antiga e re-inspirar clientes. Além de reposicionar, ele também adiciona emoção para operações de rotina e sua capacidade de contar histórias pode amplificar a cultura de uso da marca.


Algumas informações sobre o crescimento das marcas pesquisadas:


—Walmart mantém a sua posição de número 1 na lista Interbrand também em 2012, com um valor de marca de pouco mais de U$139 milhões, 2% abaixo do ano passado.


—Amazon.com mantém a 9ª posição, e teve um incremento no valor de marca de 32%—o maior entre todas as marcas, de todas as regiões..


—eBay ficou entre as Top 10 pela primeira vez, substituindo a Dell na lista dos EUA das marcas mais valorizadas.


— Entre as marcas que mais cresceram estão Amazon.com (EUA; cresceu 32%) Lerory Merlin (França; 22%), Mercadona (Espanha; 22%), Lidl (Alemanha; 20%), Tractor Supply (EUA, 18%) e Sephora (França,18%).


— Os Top iniciantes na lista são a Guess (EUAm U$1.748 milhões), Bershka (Espanha, U$873 milhões) e Muji (Asia Pacífico; U$355 milhões) (Promoview).


TRANSTORNOS MENTAIS NA GRANDE SÃO PAULO


 Quase 30% dos habitantes da Região Metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais, de acordo com um estudo que reuniu dados epidemiológicos de 24 países. Foi a mais alta registrada em todas as áreas pesquisadas.


O trabalho faz parte da Pesquisa Mundial sobre Saúde Mental, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Em artigo publicado na revista PLoS One, os autores apresentam os resultados da pesquisa São Paulo Megacity Mental Health Survey, que gerou para o relatório internacional os dados relativos ao Brasil – no país, o estudo se restringiu à Grande São Paulo.


Estudo epidemiológico de base populacional, o São Paulo Megacity Mental Health Survey avaliou uma amostra representativa de residentes da região metropolitana de São Paulo, com 5.037 pessoas avaliadas em seus domicílios, a partir de entrevistas feitas com base no mesmo instrumento diagnóstico. Os questionários incluíram dados sociais.


29,6% dos indivíduos na Região Metropolitana de São Paulo apresentaram transtornos mentais nos 12 meses anteriores à entrevista. Os transtornos de ansiedade foram os mais comuns, afetando 19,9% dos entrevistados. Em seguida, aparecem transtornos de comportamento (11%), transtornos de controle de impulso (4,3%) e abuso de substâncias (3,6%).


“Dois grupos se mostraram especialmente vulneráveis: as mulheres que vivem em regiões consideradas de alta privação apresentaram grande vulnerabilidade para transtornos de humor, enquanto os homens migrantes que moram nessas regiões precárias mostraram alta vulnerabilidade ao transtorno de ansiedade”, disse Andrade à Agência FAPESP.


A prevalência dos transtornos mentais, de quase 30%, é a mais alta entre os países pesquisados. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com pouco menos de 25%. A razão da alta prevalência, de acordo com a pesquisadora, pode ser explicada pelo cruzamento de duas variáveis incluídas no estudo: a alta urbanização e a privação social.


Em relação às outras regiões estudadas, a Região Metropolitana de São Paulo também teve a mais alta proporção de casos de transtornos mentais considerados graves (10%), bem acima do estimado em outros 14 países avaliados. Depois da metrópole paulista, os países com maior porcentagem de casos graves foram os Estados Unidos (5,7%) e Nova Zelândia (4,7%).


A exposição ao crime foi associada aos quatro tipos de transtornos mentais avaliados, segundo Andrade. A alta urbanicidade está associada especialmente ao transtorno de controle e impulso. A privação social também tem impacto sobre o transtorno de abuso de substâncias e interfere na gravidade das doenças.


As pessoas que moram em áreas precárias apresentam quadros mais graves e tendência ao abuso de substâncias. As que tiveram mais exposição à vida urbana têm mais transtornos de controle e impulso – em especial o transtorno explosivo intermitente, que é típico de situações de estresse no trânsito, por exemplo.


Ao cruzar as variáveis, os pesquisadores chegaram aos grupos de maior vulnerabilidade: mulheres que vivem em regiões de alta privação apresentam mais transtornos de humor e homens migrantes que vivem em região de média e alta privação têm mais transtornos de ansiedade. Pessoas com baixa escolaridade têm mais transtornos de ansiedade e de abuso de substâncias.


Entre as pessoas diagnosticadas com transtornos mentais, um terço corresponde a casos graves, um terço a casos moderados e um terço a casos leves. As pessoas com transtornos moderados e graves sofrem com algum tipo de incapacitação.


O estudo sugere que é preciso fortalecer, no sistema brasileiro de saúde básica – que inclui o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Saúde da Família –, uma integração entre atendimento e promoção da saúde mental.


O artigo Mental Disorders in Megacities: Findings from the São Paulo Megacity Mental Health Survey, Brazil, de Laura Andrade e outros, pode ser lido no www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0031879. ((Fábio de Castro na Agência FAPESP)


Pós-doutorado em fisiologia com Bolsa


O Projeto Temático "Sistema renina-angiotensina e calicreína-cininas na hipertensão, obesidade, diabetes, desnutrição e sepses: mecanismos moleculares, celulares e fisiopatológicos", financiado pela FAPESP, tem uma posição de pós-doutorado aberta para processo seletivo. Detalhes: www.fapesp.br/bolsas/pd.


O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NAS EMPRESAS


Dias 12 e 13, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, acontecerá o mais importante evento sobre Internet, redes sociais para negócios e tecnologias ligadas à Web 2.0, o Web Expo Forum.


A sexta edição do evento apresenta e discute as principais tendências relacionadas ao uso do ambiente digital como plataforma para negócios. Hoje, a importância e o retorno que as iniciativas digitais e as redes sociais trazem para as empresas já são realidade. O desafio agora é saber como integrá-las aos processos de negócios e à operação organizacional. O Web Expo Forum reunirá profissionais e especialistas do mercado para discutir como a utilização dessas tecnologias podem ajudar as empresas a crescerem. (Promoview)

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domingo, 4 de março de 2012

DOMINGO É DIA DE AUDITRORIA

Auditoria da Comunicação



CONGRESSO COMEÇA A ROLAR


Começou quinta-feira, em Recife, a etapa de road shows para divulgar o V Congresso Brasileiro de Comunicação que acontecerá em São Paulo entre 28 e 30 de maio,.com palestra do Arcebispo sul-africano Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz de 1984.


Segundo Luiz Lara, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade, o maior mérito do congresso será reunir, pela primeira vez na história, 37 entidades em um evento que discutirá todas as disciplinas da comunicação. “Se após o I Congresso tivemos o IVC (Instituto Verificador de Circulação), após o III Congresso o surgimento do Conar (Conselho de Autorregulamentação Publciitária), após o IV Congresso, a Lei 12232, a formação da Frente Parlamentar de Comunicação e o lançamento dos Indicadores de Sustentabilidade de Comunicação, agora o grande desafio é evoluirmos na governança de toda a indústria integrando todas as entidades de comunicação do ForCom (Fórum Permanente da Indústria da Comunicação)”, afirma o presidente.


Desde a semana passada, Lara iniciou os convites aos líderes que deverão presidir os 13 painéis previstos no Congresso. “Todos os temas são muito desafiadores.”, diz. De fato, entre os temas estão abordagens complexas como os novos formatos de mídia na era do marketing da experiência, a privacidade dos consumidores versus a customização crescente da comunicação, as oportunidades trazidas pela realização de grandes eventos no Brasil, a integração das novas plataformas de mídia, a formação do profissional de comunicação do futuro, o papel social da comunicação como indutora do desenvolvimento econômico e social, a Marca Brasil e o crescimento de empresas brasileiras em novos mercados. Importante destacar que todos estes temas foram debatidos e eleitos, de comum acordo, pelos 37 presidentes das entidades integrantes do ForCom”, analisa Lara.


Permanece entre os destaques a Liberdade de Expressão Comercial, foco do IV Congresso. “Evoluímos muito do IV Congresso para cá na defesa da liberdade de expressão comercial. A partir do IV Congresso foi criada a Frente Parlamentar de Comunicação, coordenada pelo Deputado Milton Monti, que reúne mais de 150 deputados. Desde então temos debatido, de forma democrática, cada Projeto de Lei sobre propaganda apresentado no Congresso Nacional.”, diz Lara. No Road Show, o presidente da Abap junta-se aos presidentes regionais da entidade nas principais capitais para mostrar o temário e programação do evento. Ele espera que duas mil pessoas compareçam.


O nome de Tutu para a palestra de abertura também está diretamente ligada ao tema “Liberdade”. “A escolha de Desmond Tutu para abrir o evento deve-se à sua biografia e luta pela liberdade e pela paz. Nós acreditamos que a comunicação é a grande alavanca da liberdade e da democracia. A luta do Arcebispo Desmond Tutu pela paz racial na Africa do Sul, a sua campanha contra a aids são exemplos de que a comunicação pode estar a serviço de causas fundamentais para a sociedade”, afirma Lara.


Não por acaso o Road Show começou em Recife: simboliza a descentralização da economia brasileira a partir do fortalecimento de mercados como o Nordeste, que cresceu em “ritmo chinês” nos últimos anos, aumentando o interesse de grandes empresas por seu imenso mercado consumidor. Depois da capital pernambucana, a agenda dos road shows segue para o Rio de Janeiro, em 13 de março. No dia 15 o evento acontece em Belo Horizonte, 20 em Curitiba, 21 em Florianópolis, 22 em Porto Alegre, 27 em Salvador, 28 em Fortaleza. No dia 3 de abril, o Road Show será realizado simultaneamente em Brasília e Goiânia. A data de São Paulo ainda será definida.


ESTADÃO, NUNCA MAIS


Se você pretende fazer a assinatura do jornal O Estado de S. Paulo, prepare-se para se aborrecer. O departamento de assinatura do jornal não tem o menor respeito pelos assinantes.


UM HORROR!


Domingo passado, à tarde, dei uma espiada na TV aberta. Impressionante o número de comerciais horríveis. Parece que o anunciante dessa hora pensa que o telespectador é idiota.


VAIA PARA A HARPIC PLUS


A Harpic insiste em ofendere o consumidor com aqueles comerciais horríveis.


QUE PENA!


Com Only You a Itaipava descolou uma bela trilha. Aí, estragou tudo com uma imagem de merda.


INCOMPETENTES


Se os jornalistas que trabalham com o esporte tivessem um pouquinho de competência, procurariam saber porque o refis do S. Paulo, outrora um dos melhores do mundo, vive cheio de jogadores contundidos,.

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sábado, 3 de março de 2012

WEB EXPO FORUM CHEGA A S. PAULO

O Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, recebe, nos dias 12 e 13, a sexta edição do Web Expo Forum, evento voltado à internet, redes sociais para negócios e tecnologias ligadas à web 2.0. O fórum reunirá profissionais e especialistas do mercado - entre eles Fernando Taralli, presidente da VML; Marcelo Coutinho, diretor de marketing intelligence do Terra Latin America e Estados Unidos; Eduardo Bicudo, presidente da Wunderman; e Fernando Ramos Silva, coordenador de mídias sociais do Ministério da Saúde – para discutir como a utilização dessas ferramentas podem ajudar as empresas a crescerem por meio de painéis palestras e workshops. Para mais informações, basta acessar o site do evento. (PropMark)

A liberdade e a cidade divina

(ZENIT.org) - Será que os ensinamentos do economista Luigi Einaudi, ex-Presidente da Itália para ajudar a resolver a crise atual?


Qual é a relação entre liberdade econômica e a doutrina social da Igreja Católica?


Qual o papel das economias familiares e do trabalho autônomo, o respeito pela divisão de poder e da superioridade de leis comuns?


Onde estão as classes dominantes moralmente elevadas? O federalismo pode ser realizado na Itália? E uma federação das nações européias?


Para responder a estas perguntas e outras sobre este assunto, Francesco Tomatis, professor titular de filosofia teórica na Universidade de Salerno escreveu o livro: "Em direção a cidade divina. O encanto da liberdadeem Louis Einaud


Com este volume o autor propõe uma interpretação do pensamento de Einaudi destacando a constante reflexão sobre a ligação essencial entre a liberdade e o referencial à tradição religiosa cristã.


Francesco Tomatis nasceu em Carrù (Cuneo) em 1964, colabora com "Avvenire", "La Rivista del Club Alpino Italiano", "Ousitanio Vivo”. Responsável pela edição das obras de Schelling, Nietzsche, Pareyson, publicou os livros: kenosis do logos (1994), Ontologia do Mal (1995), O argumento ontológico (1997), Escatologia da negação (1999), Pareyson ( 2003), Filosofia da montanha (2005), Como Ler Nietzsche (2006), Diálogo dos princípios com Jesus, Sócrates, Lao Tzu (2007), Liberdade do saber, Universidade e diálogo Intercultural (2009).


ZENIT entrevistou Francesco Tomatis para saber mais...


O que tem a ver Luigi Einaudi com a cidade divina?


Tomatis: O título do livro, Em direção a cidade divina, retoma um artigo publicado em 1920 por Luigi Einaudi, muito significativo. Toda a visão política e econômica de Einaudi é incompreensível sem a constante referência a tensão dos homens em direção a uma cidade divina, ideal, mas também realizável na história, onde a personalidade de cada um pode livremente explicar-se em harmonia com o próximo. A cidade divina é tanto o pensamento divino de Platão como aquele cristão, tal como interpretada por Santo Agostinho. Einaudi, frequentemente se refere em seus escritos à viva cidade divina, como também ao decálogo bíblico e a Jesus Cristo como referência moral imprescindível.


Quais são as três dimensões da liberdade que o senhor descreve no livro?


Tomatis: Existem duas dimensões da liberdade muito conhecida, a individual, pessoal, que chega às profundezas da consciência moral, e a social, interpessoal, pública. Normalmente, é apenas entre estas duas liberdades que ocorre a disputa teórica-política, com notáveis divisões entre individualistas e coletivistas. Apesar de reconhecer e buscar o valor de ambos, de liberal atento a realidade social dos homens, Einaudi entendeu como nenhuma delas é suficiente a si própria, ou ambas em conjunto, mas apenas no contexto de uma dimensão espiritual da liberdade, por um encanto da liberdade que atrai o homem a uma abertura transcendente, constitutiva do ser humano.


Quais são as descobertas de Einaudi que podem ser úteis hoje para compreender e superar a crise?


Tomatis: Einaudi repetiu várias vezes, especialmente durante a primeira e a segunda guerra mundial, períodos de crise política e econômica grave, onde as crises financeiras não são superadas com a emissão de papéis: os "derivados" de hoje e também os próprios títulos de estado criado em excesso. Somente o trabalho e a economia de cada cidadão estão na base da prosperidade econômica. Acontece que as leis estatais eliminam toda forma de monopólio econômico, permitindo a livre concorrência, e evitando taxar as economias e a propriedade, e mesmo suas transferências. Também é fundamental ter uma forte presença do trabalho autônomo na sociedade, do agricultor ao profissional liberal, do artesão ao empreendedor, como um verdadeiro federalismo europeu, que não esteja vinculado à soberania nacional. A crise financeira atual e a fraqueza da União Européia demonstram que o discurso de Einaudi permanece ainda hoje inédito.


Basta a liberdade econômica para realizar o desenvolvimento?


Tomatis: Não, a liberdade econômica não é suficiente. Nem mesmo a liberdade política. Ambos são necessários, no entanto, baseiam-se na liberdade espiritual, que tem nas leis morais, no decálogo bíblico e nas palavras vivas de Jesus Cristo o próprio modelo. Quase todas as "dez palavras" do velho testamento indicam ao homem o que não fazer, negando as atividades negativas. A nova lei cristã propõe o amor ao próximo. São estes os livres vínculos que permitem, deixam espaço para uma autentica liberdade pessoal, social e ao desenvolvimento para todos e para cada um.


Qual é a relação entre o Magistério da doutrina social católica e o pensamento econômico de Einaudi?


Tomatis: Einaudi elogiou particularmente as intervenções do magistério do papa Pio XII. Primeiramente, de "católico liberal" que se professava Einaudi, por ter sido indicado como a liberdade pessoal querida por Deus e, portanto, dever de cada cristão católico defendê-la. Além disso, pois o Papa Pio XII introduziu a idéia da Igreja Católica supranacional, superando o conceito míope do internacionalismo, que pressupõe a soberania das várias igrejas nacionais. Mesmo que presente no atual magistério eclesial o pensamento econômico einaudiano, pode ser inferido pela encíclica Caritas in veritate do papa Bento XVI. Nesta, é indicado que apenas na luz da verdade, a caridade – via mestra da doutrina social católica -, com as implicações econômicas e sociais da mesma, podem encontrar orientações; como demonstrado em Einaudi que somente a verdade ou a liberdade divina pode dar sentido a vida econômica - social e a liberdade pessoal, a ética católico-liberal do dever moral e do amor evangélico defendida por ele e tenazmente perseguida por toda a sua vida exemplar. (Antonio Gaspari, com tradução de MEM)

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sexta-feira, 2 de março de 2012

QUARESMA: DE ONDE VEM ISSO¿

(ZENIT.org) - Em preparação para a Páscoa, surgiu já nos primeiros tempos do cristianismo um período voltado a preparar melhor os fiéis para o mistério central da Redenção de Cristo.



Esse período era de um dia apenas. Ele foi se alongando com o tempo, até chegar à duração de 6 semanas. Daí o nome quaresma, do latim quadragesimae, em referência aos 40 dias de preparação para o mistério pascal. A quaresma, para os fiéis, envolve duas práticas religiosas principais: o jejum e a penitência. O primeiro, que já chegou a ser obrigatório para todos os fiéis entre os 21 e os 60 anos de idade, exceto aos domingos, foi introduzido na Igreja a partir do século IV.


O jejum na antiga Igreja latina abrangia 36 dias. No século V, foram adicionados mais quatro, exemplo que foi seguido em todo o Ocidente com exceção da Igreja ambrosiana. Os antigos monges latinos faziam três quaresmas: a principal, antes da Páscoa; outra antes do Natal, chamada de Quaresma de São Martinho; e a terceira, a de São João Batista, depois de Pentecostes.


Se havia bons motivos para justificar o jejum de 36 dias, havia também excelentes razões para explicar o número 40. Observemos em primeiro lugar que este número nas Sagradas Escrituras representa sempre a dor e o sofrimento.


Durante 40 dias e 40 noites, caiu o dilúvio que inundou a terra e extinguiu a humanidade pecadora (cf. Gn. 7,12). Durante 40 anos, o povo escolhido vagou pelo deserto, em punição por sua ingratidão, antes de entrar na terra prometida (cf. Dt 8,2). Durante 40 dias, Ezequiel ficou deitado sobre o próprio lado direito, em representação do castigo de Deus iminente sobre a cidade de Jerusalém (cf. Ez 4,6). Moisés jejuou durante 40 dias no monte Sinai antes de receber a revelação de Deus (cf. Ex 24, 12-17). Elias viajou durante 40 dias pelo deserto, para escapar da vingança da rainha idólatra Jezabel e ser consolado e instruído pelo Senhor (cf. 1 Reis 19, 1-8). O próprio Jesus, após ter recebido o batismo no Jordão, e antes de começar a vida pública, passou 40 dias e 40 noites no deserto, rezando e jejuando (cf. Mt 4,2).


No passado, o jejum começava com o primeiro domingo da quaresma e terminava ao alvorecer da Ressurreição de Jesus. Como o domingo era um dia festivo, porém, e não lhe cabia portanto o jejum da quaresma, o Dia do Senhor passou a ser excluído da obrigação. A supressão desses 4 dias no período de jejum demandava que o número sagrado de 40 dias fosse recomposto, o que trouxe o início do jejum para a quarta-feira anterior ao primeiro domingo da quaresma.


Este uso começou nos últimos anos da vida de São Gregório Magno, que foi o sumo pontífice de 590 a 604 d.C. A mudança do início da quaresma para a quarta-feira de cinzas pode ser datada, por isto, nos primeiros anos do século VII, entre 600 e 604. Aquela quarta-feira foi chamada justamente de caput jejunii, ou seja, o início do jejum quaresmal, ou caput quadragesimae, início da quaresma.


A penitência para os pecadores públicos começava com a sua separação da participação na liturgia eucarística. Mas uma prescrição eclesiástica propriamente dita a este respeito é encontrada apenas no concílio de Benevento, em 1901, no cânon 4.


O cristianismo primitivo dedicava o período da quaresma a preparar os catecúmenos, que no dia da Páscoa seriam batizados e recebidos na Igreja.


A prática do jejum, desde a mais remota antiguidade, foi imposta pelas leis religiosas de várias culturas. Os livros sagrados da Índia, os papiros do antigo Egito e os livros mosaicos contêm inúmeras exigências relativas ao jejum.


Na observância da quaresma, os orientais são mais severos que os cristãos ocidentais. Na igreja greco-cismática, o jejum é estrito durante todos os 40 dias que precedem a Páscoa. Ninguém pode ser dispensado, nem mesmo o patriarca. Os primeiros monges do cristianismo, ou cenobitas, praticavam o jejum em rememoração de Jesus no deserto. Os cenobitas do Egito comiam contados pedaços de pão por dia, metade pela manhã e metade à noite, com um copo d’água.


Houve um tempo em que não era permitida mais que uma única refeição por dia durante a quaresma. Esta refeição única, no século IV, se realizava após o pôr-do-sol. Mais tarde, ela foi autorizada no meio da tarde. No início do século XVI, a autoridade da Igreja permitiu que se adicionasse à principal refeição a chamada "colatio", que era um leve jantar. Suavizando-se cada vez mais os rigores, a carne, que antes era absolutamente proibida durante toda a quaresma, passou a ser admitida na refeição principal até três vezes por semana.


As taxativas exigências do jejum quaresmal eram publicadas todos os anos em Roma no famoso Édito sobre a Observância da Quaresma. A prática do jejum, no passado, era realmente obrigatória, e quem a violasse assumia sérias consequências.


Os rigores eram tais que o VIII Concílio de Toledo, em 653, ordenou que todos os que tinham comido carne na quaresma sem necessidade se abstivessem durante todo o ano e não recebessem a comunhão no dia da Páscoa. (Texto de Giovanni Preziosi)


INFORMAÇÃO, SEMPRE FUNDAMENTAL


Podemos definir qualidade das informações como o grau em que elas são consideradas confiáveis, independentemente da fonte da qual tenham sido extraídas. Você precisa ter o conjunto de informações disponíveis, na hora certa, no lugar certo, para que as pessoas certas as usem para tomar decisões eficazes, administrar e gerar negócios, atender os clientes e alcançar os objetivos da empresa. Uma gestão moderna exige que essa tomada de decisão seja baseada em informação altamente qualificada e confiável, assim como qualquer boa estratégia.


Dados são fatos de interesse para um negócio. Quando esses fatos são colocados em contexto, tornam-se informações.


Para uma boa gestão e logística da informação dentro da empresa, há a necessidade de investimento em TI. Todos os departamentos de uma empresa devem trabalhar com as mesmas informações e dados, sem a ocorrência de divergência na análise de um relatório.


Não importa o estágio em que uma empresa se encontre – para uma boa gestão da informação, é primordial o investimento na qualidade desses dados assim como nas necessidades mais importantes do negócio.


Um sintoma de que uma empresa está com problemas na qualidade de dados é o alto índice de mensagens devolvidas ou de contatos inválidos quando, por exemplo, é feita uma campanha de marketing via e-mail, mala direta e call center.


Para detectar um problema de qualidade de informação, é preciso verificar se a equipe está desperdiçando muito tempo ao discutir qual relatório está correto (números que não batem, entende?).


Como já citado acima, é essencial que todos os departamentos de uma empresa trabalhem com as mesmas informações e dados para evitar esse tipo de problema. Não importa qual seja a finalidade de uma organização – com ou sem fins lucrativos, uma agência governamental, uma instituição de caridade, uma instituição de ensino, ou relacionada à saúde –, todas essas ideias se aplicam a ela, porque toda organização depende de informações de qualidade para alcançar seus objetivos e cumprir seus compromissos.


Se sua empresa está preocupada com a qualidade dos dados, vamos começar ontem? Hoje ainda? Amanhã sem falta? Ou, pelo bem do setor no qual atua, assim como de todos os brasileiros, não somente de sua empresa, impreterivelmente antes do próximo Carnaval? Afinal, você não é do bloco que anda esperando – antes, durante e depois do almoço – que o mundo acabe antes de você ter de tomar as decisões que considera serem as mais complexas do seu menu para 2012, ou é? (Lincoln Morato, Coordenador de marketing e novos negócios da ZipCode no Portal da Propaganda)

USP, a que mais forma doutores no mundo


(Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP) – A USP é a universidade que mais forma doutores mundialmente. A constatação é do Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU, na sigla em inglês) baseado em indicadores elaborados pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China, que aponta a universidade paulista como a primeira colocada em número de doutorados defendidos entre 682 instituições globais.


O ranking também indica a USP como a terceira colocada em verba anual para pesquisa, entre 637 universidades, além de a quinta em número de artigos científicos publicados, entre 1.181 instituições em todo o mundo, e a 21ª em porcentagem de professores com doutorado em um universo de 286 universidades.


Além da USP, o ranking elaborado pela CWCU apontou a Unicamp como a 38ª colocada em número de doutorados defendidos, a 138ª em número de artigos publicados e a 62ª em percentual de professores com doutorado.


Universidade Unesp obteve a 55ª posição em doutorados concedidos, a 150ª colocação em número de artigos publicados e o 31º lugar em percentual de professores com título de doutor. Outras universidades brasileiras que figuram entre as dez mais bem colocadas no ranking latino americano são a UFSC, a UFR, a UBA e a UFP.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

O CUSTO DA PREGUIÇA

A maioria das pessoas sabe que a poupança está longe de ser campeã de rentabilidade. Mas ainda assim o saldo de aplicações na caderneta soma R$ 422,4 bilhões, mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB), e cresce.


Quando as pessoas são questionadas porque resistem a buscar alternativas de melhor remuneração, as respostas mais comuns têm a ver com comodidade, falta de tempo para se dedicar às finanças pessoais, desconhecimento técnico sobre investimentos alternativos e medo de perder dinheiro em outras aplicações.


O que pouquíssimas pessoas têm o hábito de fazer é calcular quanto dinheiro elas perdem ou deixam de ganhar por conta dessa inércia. A maioria não tem noção do custo da preguiça. Cortando poucas horas de TV, videogame ou redes sociais, certamente é possível arrumar tempo para aprender algo sobre sua vida financeira, dizem os especialistas.


Alguns vão argumentar que aprender sobre investimentos financeiros leva muito tempo, dá trabalho e é difícil. E tudo isso por uma diferença de quanto na rentabilidade? De acordo com cálculos feitos por Marcelo d'Agosto, do blog O Consultor Financeiro, se observada a média dos últimos cinco anos, a poupança rendeu 0,59% ao mês e um título público pós-fixado (Letra Financeira do Tesouro, LFT), 0,71%. As contas do consultor já consideram o ganho da LFT após custos e impostos, já que estes não incidem sobre a poupança.


A diferença de 0,12 ponto percentual realmente parece pequena, o que favorece, e muito, a preguiça. Mas as pessoas ignoram o poder dos juros sobre juros, especialmente no longo prazo.


Considerando essa rentabilidade, alguém que aplicasse R$ 100 mil na poupança, reservados para sua aposentadoria, teria acumulado R$ 831 mil após 30 anos. Se a opção fosse pelo título público, o valor acumulado chegaria a R$ 1,277 milhão. Diferença entre as aplicações, de R$ 445 mil.


Será que se a pessoa soubesse que ela pode perder quase meio milhão de reais por uma única decisão de investimento dedicaria algumas horas do dia a cuidar das suas finanças? Está certo que em valores de hoje esses quase R$ 450 mil representam R$ 35 mil. Mas ainda assim é o preço de um carro.


As pessoas realmente podem ter dificuldade para entender sozinhas como funciona o sistema do Tesouro Direto, que permite a compra de títulos públicos pela internet, a um custo reduzido.


Os nomes dos títulos públicos formam uma sopa de letrinhas para enlouquecer qualquer um. Mas cabe avaliar, por exemplo, se pagar um consultor financeiro para ajudar na aplicação pode ser um custo que valha a pena, considerando os resultados.


Uma outra opção que pode gerar economia para quem tem pouco tempo é dedicar um cuidado maior à pesquisa de fundos de investimento conservadores com taxas baixas, deixando a escolha da alocação da carteira a cargo de um gestor de recursos.


Outro momento crítico da vida em que vale a pena deixar a preguiça de lado é o de se tomar um financiamento imobiliário. Por comodidade, muitas pessoas acabam optando pelo banco com o qual mantém relacionamento há mais tempo ou pela instituição financeira que tem parceria com a construtora do imóvel.


Mas uma diferença de 1 ponto percentual na taxa de juros cobrada anualmente, por exemplo, pode mais do que compensar o trabalho de procurar um banco que lhe dê condições mais favoráveis de financiamento.


Se em vez de pagar 11% ao ano, o comprador do imóvel conseguir uma taxa de 10% num empréstimo de R$ 300 mil por 360 meses, a economia pode chegar a R$ 73 mil ao longo do contrato. Isso sem contar que a diferença a menos na parcela poderia ser investida.


Mas esses dois casos, da poupança para aposentadoria e do financiamento imobiliário, são apenas exemplos das múltiplas ocasiões em que a preguiça ou a inércia levam a perder dinheiro. O que varia é o tamanho da fatura.


Dentro das menos "custosas", deixar uma conta corrente aberta por cinco anos em um banco que não se usa sai por R$ 600. Usar apenas o celular para fazer ligações, e ainda assim manter o pagamento mensal de assinatura de telefone fixo, representa um desperdício de "médio porte": R$ 3,6 mil ao longo dos mesmos cinco anos. Já deixar um apartamento de R$ 200 mil desocupado pelo mesmo período entra no grupo das decisões que têm custo maior. Considerando o aluguel não recebido, mais as despesas de condomínio e IPTU, a perda é de, no mínimo, R$ 90 mil.


Há ainda aqueles que renovam o seguro do carro sem comparar alternativas no mercado, e outros que pagam multas em contas por preguiça de colocá-las em débito automático.


A aparente irracionalidade de algumas dessas decisões financeiras encontram explicações no comportamento humano. Vera Rita de Mello Ferreira, autora do livro "A cabeça do investidor" e professora de psicologia econômica da Fipecafi, diz que todo ser vivo tem dois impulsos internos que vivem em conflito. Um é o de se manter vivo e outro de chegar ao fim da vida.


"De um lado, a pessoa busca estímulos, e até mesmo complicações. Quando surge um problema, ela quer resolver aquilo rapidamente. Do outro, se no meio do caminho ela perceber que tem uma alternativa para resolver a questão gastando menos energia, acaba optando por ela", afirma a especialista. "É a história de empurrar com a barriga. O ser vivo tenta adiar a movimentação", acrescenta Vera.


Diz também que as pessoas têm uma percepção vaga e distorcida da realidade. "Ela até sabe que tem uma aplicação com rentabilidade maior. Mas pensa: 'amanhã eu vou fazer'. E esse amanhã nunca chega."


A psicologia usa um palavrão para descrever isso. Trata-se do 'desconto hiperbólico do tempo'. "A gente tem uma crença infundada na nossa força de vontade futura. No presente dá preguiça. Essa é a sensação que a gente tem, de que tem outras prioridades. Mas é tudo ilusório", diz.


Segundo Vera, não é que as pessoas queiram entrar pelo cano. "A grande maioria quer acertar. O problema é conseguir realizar suas intenções. O 'eu frio' tem toda clareza do mundo de que é preciso fazer aquilo, aquilo e aquilo. Mas o lado 'quente', que executa, está sempre envolvido com outras coisas, mais fáceis, mais atraentes, mair urgentes."


Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais da Santander Asset Management e especialista em finanças comportamentais, diz que as pessoas têm dificuldade de mudar sua própria realidade, o que os estudiosos do tema chamam de 'viés de status quo'.


Ele conta que há pesquisas que indicam que 90% das pessoas que recebem uma herança tendem a manter as aplicações. Não importa se a pessoa que recebeu o dinheiro é muito mais nova e tem outro perfil de investidor e necessidades completamente diferentes daquela que morreu.


Isso é o que Mosca chama de custo da conveniência. Basta que uma conta tenha débito automático em determinado banco para que o cliente resista a pesquisar melhores condições em outras instituições financeiras, seja em serviços mais adequados ao seu perfil ou em custo de tarifas.


E isso não ocorre apenas no mundo financeiro. Com a assinatura de TV a cabo é a mesma coisa, lembra o especialista da Santander Asset Management. As operadoras oferecem um pacote com mais canais por um preço promocional nos primeiros meses. Aí a pessoa não liga para mudar o plano e acaba ficando com uma conta maior no trimestre seguinte.


Neste momento seguinte, explica Mosca, pesa um segundo aspecto da personalidade humana explorado pelo mundo corporativo: a aversão à perda. "Depois que a pessoa se acostuma com alguma coisa, ela não gosta de abrir mão daquilo. E as empresas que trabalham com amostra grátis e degustação trabalham com esse conceito." (Fernando Torres, no Valor Econômico)

Nascidos e crescidos digitais adoentados


A realidade é a realidade. Tudo o mais é delírio. Certo? Então nada de autoengano, compadecimento, comiseração, vitimação. Vamos encarar a realidade e abreviar o tempo da travessia.


Desde o final dos anos 1990 iniciamos a travessia da sociedade industrial para a sociedade de serviços. Ou seja, e arredondando, já superamos os primeiros 20 anos, mas, se PETER DRUCKER estiver certo – e sempre está – ainda precisaremos de mais 30 anos para chegar do outro lado, e, finalmente, alcançarmos novos momentos de paz de tranquilidade, de muita felicidade, mas num mundo absolutamente novo. Um mundo plano, colaborativo, e, infinitamente mais justo. Até lá, no entanto, pressão e colesterol alto continuarão liderando as doenças das gerações GROWN UP e GROWING UP DIGITAL – os nascidos, e os crescidos digitalmente, as pessoas que se encontram na faixa entre 17 e 49 anos de idade, Os babyboomers estão se despedindo via aposentadoria decorrente da miopia crônica da maioria das empresas, que ainda não se deram conta do valor do capital de conhecimento – O CAPITAL QUE CONTA NA SOCIEDADE DE SERVIÇOS – que esses “velhos” carregam consigo.


Solução. Não tem. Mas, tem como atenuar as dores e padecimentos da transição. Primeiro, entendo, assumindo, e incorporando em nossos comportamentos que todos, pessoas físicas e jurídicas, estão atravessando a ponte. Segundo, que nessa travessia, temos que nos desdobrar com uma presença de qualidade no ambiente onde sempre tivemos, o ANALÓGICO, e passarmos a ter uma presença de igual, ou melhor, qualidade, no ambiente novo, o DIGITAL. Terceiro, que com o advento do AMBIENTE DIGITAL não há mais linha divisória entre casa e trabalho, trabalho e casa. E quarto, se não há mais linha divisória, se as empresas vão precisar contar fisicamente com seus colaboradores 8 horas por dia no analógico, e eventualmente outras 8 no digital, têm de oferecer, no trabalho presencial, um NOVO E ENCANTADOR AMBIENTE DE TRABALHO. Onde seus colaboradores possam ser tão ou mais felizes do que são em suas casas.


Como é que anda a saúde dos nativos e crescidos digitais, os trabalhadores brasileiros de 17 a 49 anos? Péssima! Pesquisa realizada com 143.787 pessoas feita pela FUNCIONAL, empresa de gestão de saúde, detectou elevados índices de hipertensão arterial, colesterol, insônia, ansiedade, e até mesmo depressão. Falando à MÁRCIA RODRIGUES do ESTADÃO, o diretor técnico da FUNCIONAL, GUSTAVO LOUBET GUIMARÃES, afirmou, “A hipertensão e o colesterol alto são as doenças da atualidade. E estão associadas ao nosso estilo de vida. Temos percebido que os maus hábitos estão propiciando que elas atinjam cada vez mais jovens. Antes era concentrada na faixa de 40 a 60 anos…”.


Sob a ótica da saúde ideal, em verdade, trata-se de “maus hábitos”. Mas, e sob uma ótica objetiva, realista, e a procura de uma solução ou atenuante, o que de mais rápido pode e deve ser feito é as empresas entenderem essa nova realidade, procederem a uma revisão radical no ambiente e na forma de trabalho, e contribuírem para que as pessoas parem de adoecer com tanta frequência e facilidade. Um investimento inadiável com retorno mais que garantido. (MadiaMundoMarketing)

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