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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

COMPUTAÇÃO EM NÚVEM MUDARÁ O MARKETING

LEIA TAMBÉM:

. O jogo da ética na empresa

. Financial Times também tenta explicar o roleizinho

. Imagens da fraude

. E se a Copa nõ der certo?

. Espetáculos de teatro em Curitiba

. Bombeiro quer salvar vidas com Google Glass

. Oportunidades

COMPUTAÇÃO EM NÚVEM MUDARÁ O MARKETING

 (lilian@mundodomarketing.com.br) - A computação em nuvem é uma das tendências na área de tecnologia da informação (TI), assim como Big Data, mídias sociais e dispositivos móveis. Com o cloud computing, os dados não estão num computador específico, mas numa rede, tornando possível a utilização de serviços online a partir de qualquer dispositivo com acesso à web. Isso cria possibilidades para o Marketing trabalhar questões como o Customer Relationship Management (CRM), o Data Mining e potencializando novos negócios.

Os serviços baseados nas nuvens não estão restritos às grandes empresas brasileiras. As pequenas e médias empresas também estão interessadas nesse tipo de solução.

 No médio prazo, 45% da receita do setor será gerada a partir desse segmento e, apesar de o mercado ser promissor, a segurança é uma das questões que preocupam os executivos de 69% das empresas entrevistadas por um estudo da Frost & Sullivan em parceria com a SAP.

Quase todas as instituições, sejam elas de negócios, acadêmicas, sociais ou econômicas, estão sendo impactadas pela hiperconectividade que a nuvem proporciona.

E isso deve aumentar ainda mais num curto espaço de tempo. “A nuvem não é apenas tecnologia, é conectividade. A conexão será a palavra do futuro e o comportamento será fruto disso”, prevê Tom Koulopoulos, Presidente e cofundador do Delphi Group e autor do livro “Cloud Surfing”.

A quantidade de informação gerada quando uma pessoa se conecta à internet, seja pelo smartphone, tablet, notebook ou PC é uma das razões para os executivos prestarem mais atenção na gestão do negócio na nuvem.

Em 2012, havia 9 bilhões de dispositivos com acesso à internet no mundo e a expectativa é que existam 50 bilhões em 2020. “Uma pessoa insatisfeita comenta com todos nas redes sociais e isso ocorre de uma maneira mais rápida do que as respostas das empresas ao tentarem resolver os problemas”, comenta Mark Hurd, Presidente da Oracle.

De um para todos


As organizações vêm se preparando para gerir o aumento no volume de dados e as informações disponibilizadas nas mídias sociais. Em 2012, 87% das companhias globais usavam algum tipo de rede social.

Na América Latina, o número é de 65%, segundo pesquisa da Burson-Marsteller’s. “As mídias sociais apenas amplificam o fato de sermos sociais. Elas não são uma ‘febre’, por isso precisam fazer parte da estratégia da empresa”, diz Lars Silberbauer, Diretor de Mídias Sociais da Lego.

Os brasileiros falam mais sobre as empresas no Facebook do que os cidadãos de outros países da América Latina. A média é de 44.973 posts, enquanto o Peru, em segundo lugar, tem apenas 7.781 posts. A Argentina aparece em terceiro com 4.957.

“Estava acostumado a ser mal atendido, mas os jovens têm expectativas imediatas e as empresas terão que satisfazer essas pessoas. Antes, o relacionamento era de um para um e, agora, é de um para todos”, destaca Mark Hurd.
As companhias precisam se adaptar a esse novo comportamento.

 “A geração millenium, que nasceu entre 1980 e 1990, cresceu conhecendo as redes sociais e vai querer trabalhar a colaboração no trabalho de forma diferente.

A empresa moderna precisa de uma estratégia de nuvem moderna, criada do zero, e isso inclui ferramentas de analytics, mídias sociais e mobile”, comenta Rod Jonson, Vice-Presidente de Grupo, Aplicativo e Soluções para diferentes setores da Oracle.

Tipos de persona


Um dos desafios é entender o que é relevante para cada tipo de consumidor. Compreender como a mensagem chega até ele é ainda mais importante atualmente. “Se achar o público já era complicado quatro anos atrás, agora temos as mídias sociais e mais dados.

Hoje consigo saber os diferentes tipos de persona. Por exemplo: o Jorge profissional, o Jorge pai. Quanto mais rico esse conhecimento, mais assertiva será a minha oferta”, compara Jorge Toledo, Diretor de Produtos de CRM.

Com isso, o retorno sobre investimento (ROI) aumenta, porque a marca está falando com a pessoa certa e no momento mais adequado.

“Uma solução como a que oferecemos mostra tudo isso numa única tela, aí o profissional pode fazer sua segmentação. Medir as ações de Marketing com accountability também é um desafio”, comenta o Diretor de Produtos da Oracle.

Os componentes necessários para ter um cliente fã da sua marca são: missão, ideia central, Marketing integrado, escuta e análise de dados.
“É preciso falar menos e escutar mais. E digo escutar de verdade. Hoje é tudo em tempo real, não é possível esperar por uma pesquisa do Ibope. Às vezes, o consumidor não fala direto para a sua empresa, mas fala em outras plataformas como o YouTube”, diz Jorge Toledo.

Aliando conteúdo e contexto


Ao integrar soluções de cloud computing com Big Data e CRM, as marcas serão mais assertivas ao aliar suas estratégias de conteúdo ao contexto de cada consumidor.

A plataforma Eloqua, lançada pela Oracle, é capaz de verificar todo o histórico de um usuário não apenas nas redes sociais, mas também em outros sites e portais que ele visita, verificando o que comenta, os downloads que faz e em quais comunidades participa.

Isso permite que as empresas saibam como e quando começar um diálogo com seus clientes com as melhores chances de sucesso.
Plataformas baseadas em cloud também resolvem um problema de integração de sistemas. 

Os departamentos de Marketing muitas vezes acabam perdidos entre planilhas, listas e bancos de dados que não conversam entre si, o que torna ainda mais complicado o cruzamento destas informações para traçar as estratégias e segmentar os públicos.

Ao permitir que todas as ações de Marketing estejam contextualizadas, o cloud computing pode elevar a estratégia a outro patamar, gerando um engajamento bem maior dos consumidores.

“Precisamos ser capazes de inspirar os clientes e trazer carga emocional nas suas interações. Conseguir promover experiências relevantes pelos nossos canais e assim seremos capazes de fazer o verdadeiro relacionamento one to one”, diz Alexis Rockenbach, Diretor da unidade de Middleware do UOLDiveo.

O JOGO DA ÉTICA NA EMPRESA

(Por Maria Rita Gramigna, Mestre em Criatividade Total Aplicada pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos pela UNA – União de Negócios e Administração (MG). Atua no Mapeamento de Competências, contatos estratégicos com clientes, capacitação gerencial e treinamento da equipe de consultores da MRG Consultoria e Treinamento Empresarial).

ÉTICA. Palavra curta, agradável aos ouvidos, incluída no vocabulário gerencial - principalmente na última década.
Os códigos éticos - implícitos ou explícitos - dão o tom no relacionamento cliente-fornecedor, indicam filosofias empresariais, compõem missões, definem negócios, apontam diretrizes de ação.

Comentários e afirmações chamam a atenção para o tema:

- "Isto é falta de ética"!
- "Temos por princípios éticos respeitar o ser humano em suas necessidades e potencial"
- "Nossa ética não permite tal decisão";
- "Nossos contratos são regidos por princípios éticos";
- "A ética do nosso negócio, etc... etc... etc...

O tempo das negociatas, dos conchavos, da corrupção (passiva ou ativa), do "passar a perna" no cliente, do "puxar o tapete" do colega, do "se apossar de idéias dos outros e omitir a autoria", enfim, do "jeitinho brasileiro", vem sendo questionado e tornou-se objeto de discussões cotidianas. 

Além das leis que protegem os direitos das pessoas, o desenvolvimento da consciência crítica e da cidadania se incorporam cada vez mais em nossa bagagem de valores.
Atitudes de indignação e reações contra a falta de ética estão presentes no comportamento organizacional da maioria das empresas.
Pressupostos básicos proclamados por Pierre Weil, Oscar Motomura, Takeshi Imai, Deming, Ishikawa e outros líderes em suas áreas de atuação, apontam uma nova ordem e nos fazem repensar sobre nossa visão de mundo e sobre o ser humano.

Neste texto, abordo o tema em questão, sem aprofundar no sentido puro e simples da palavra ÉTICA, e sim oferecendo aos gerentes a oportunidade de refletir sobre sua realidade empresarial, no que diz respeito à ética vigente em suas organizações.

O QUE É ÉTICA?

Dentre os diversos conceitos pesquisados, chamou-me a atenção o de Pierre Weil, em seu livro Organizações e Tecnologias para o Terceiro Milênio: " 

Ética é o conjunto de valores construtivos que levam o homem a se comportar de modo harmonioso

E vai mais além: "Certo número de valores são intimamente ligados com a ética. São os valores que determinam opiniões, atitudes e comportamentos de uma pessoa. Quando são de natureza construtiva, as pessoas se comportarão de modo ético; o contrário também é verdadeiro". 

Estes valores, afirma, influenciam a qualidade de vida, o desenvolvimento cultural e mesmo a preservação da própria cultura.

Os princípios éticos que deverão nortear a práxis nas sociedades do próximo século vêm sendo alvo de discussão, reflexão e questionamento nas diversas instituições existentes no BRASIL e no mundo. 

Acordos de cooperação e parceria, livres mercados e convênios de cooperação técnica, demonstram a necessidade do estabelecimento de uma nova ordem ético-social.

Sabe-se, a princípio que os valores componentes de nosso código de ética são aprendidos e incorporados sutilmente em nosso modo de ser.

A ÉTICA APRENDIDA

Nossas crenças determinam nosso comportamento na vida e na empresa. A transcrição do artigo abaixo, publicado no Chicago Sun Times, ilustra tal fato.

TUDO BEM FILHO, TODO MUNDO FAZ ISSO (Jack Griffin)
Johnny tinha seis anos e estava em companhia do pai quando este foi flagrado em excesso de velocidade. O pai entregou ao guarda, junto à sua carteira, uma nota de vinte dólares. 

"Está tudo bem, filho", disse ele quando voltaram à estrada. "Todo mundo faz isso"!
Quando tinha oito anos, deixaram que Johnny assistisse a uma reunião de família, dirigida pelo tio George, sobre as maneiras mais seguras de sonegar o imposto de renda. "Está tudo bem, garoto", disse o tio. "Todo mundo faz isso"!

Aos nove anos, a mãe levou-o pela primeira vez ao teatro. O bilheteiro não conseguia arranjar lugares até que a mãe de Johnny lhe deu, por fora, cinco dólares. "Tudo bem, filho", disse ela, "Todo mundo faz isso!"

Com doze anos ele quebrou os óculos a caminho da escola. A tia Francine convenceu a companhia de seguro que eles haviam sido roubados e recebeu uma indenização de 75 dólares. "Está tudo bem, garoto", disse ela. "Todo mundo faz isso".

Aos quinze anos, foi escolhido para jogar como lateral-direito no time de futebol da escola. Os treinadores lhe ensinaram como interceptar e, ao mesmo tempo, agarrar o adversário pela camisa, sem ser visto pelo juiz. "Tudo bem, garoto", disse o treinador. "Todo mundo faz isso"!

Aos dezesseis anos, arranjou seu primeiro emprego nas férias de verão, trabalhando num supermercado. Seu trabalho: pôr os morangos maduros demais no fundo das caixas e os bons em cima, para ludibriar o freguês. "Tudo bem, garoto", disse o gerente. "Todo mundo faz isso"!

Já com 18 anos, Johnny e um vizinho candidataram-se a uma bolsa de estudos. Johnny era um estudante medíocre. O vizinho era um dos primeiros da classe, mas um fracasso como lateral-direito do time de futebol. Johnny ganhou a bolsa. "Está tudo bem", disseram os pais. "Todo mundo faz isso"!

Quando tinha 19 anos, um dos colegas mais adiantados lhe ofereceu, por cinquenta dólares, as questões que iam cair na prova. " Tudo bem garoto", disse ele. "Todo mundo faz isso"!

Johnny, flagrado colando, foi expulso da sala e voltou para casa com o rabo entre as pernas. "Como você pôde fazer isso com sua mãe e comigo?", disse o pai. "Você nunca aprendeu estas coisas em casa!". 

O tio e a tia também ficaram chocados.

Se há uma coisa que o mundo adulto não pode tolerar é um garoto que cola nos exames... (extraído do livro O poder da administração ética, de Kenneth Blanchard e Norman Vincent Peale - Ed. Record).

O EXEMPLO

Tal como no caso de Johnny, adotamos comportamentos e atitudes que correspondem ao nosso aprendizado junto às pessoas que fizeram e fazem parte de nosso meio familiar, social e empresarial. 

Cada um de nós tem suas matrizes de identidade que nos legaram seus códigos de ética. Por outro lado, na medida em que repetimos a história, transformamo-nos em novas matrizes: pontos de referência para os que estão à nossa volta.

Quando vou trabalhar questões referentes a poder e ética nas organizações, costumo usar jogos e simulações que permitam ao grupo colocar em prática seus valores, para depois abrir fóruns de discussão sobre os comportamentos que permearam as jogadas.

O quadro abaixo permite que cada participante tenha a oportunidade de rever suas necessidades pessoais e identificar sua postura básica. Como resultado, o grupo chega ao diagnóstico de suas tendências à ética construtiva e/ou destrutiva.
VALORES E COMPORTAMENTO

NECESSIDADES
ÉTICA DESTRUTIVA
ÉTICA CONSTRUTIVA
De transcender
• Comportamento dissociado
• Atitude preconceituosa
• Desconfiança, descrença
• Discurso diferente da práxis
• Comportamento hamonioso
• Atitude aberta e inteira
• Confiança, crença no valor dos ser humano no
• Discurso coerente com a práxis
De conhecer
• Manipulação da informação em benefício próprio
• Aprender para si
• Omissão, mentira
• Partilhamento de informações pelo bem coletivo
• Fazer uso do aprendizado - agir como educador, trocar
De criar
• Criação e inovação a qualquer preço, em benefício próprio
• Rigidez, Visão focada
• Inovação em benefício da coletividade
• Flexibilidade
• Visão expandida
De afeto
• Chantagem emocional
• Manipulação
• Egoísmo
• Mágoas, ressentimentos
• Altruísmo
• Ajuda, empatia
• Compreensão
• Capacidade para perdoar
De poder
• Dominação
• Autoritarismo
• Centralização
• Dependência
• Autonomia
• Liberdade de expressão
• Delegação
• Partilhamento de responsabilidades
De Prazer







• Possessividade, apego
• Auto-desqualificação e desqualificação do outro
• Desconfiança Confiança
• Identidade fraca e baixa estima
• Compartilhamento
• Qualificação do outro
• Presença de auto-estima e identidade fortalecida
• Confiança no outro e auto-confiança
De segurança
• Posse de idéias de outros com omissão de autoria idéias
• Busca de vantagens pessoais
• Agressividade
• Jogo ganha-perde
• Compartilhamento de idéias e divulgação das fontes
• Busca de vantagens coletivas
• Tranqüilidade
• Jogo ganha-ganha.

Os valores norteadores das pessoas que tendem a um comportamento pautado pela ética destrutiva, partem da visão de um mundo mecanicista, baseada na crença cartesiana de que o homem precisa de controles e só age por coerção.

Aqueles que tendem à ética construtiva vêem o homem como um organismo vivo, que contém os princípios do universo (paradigma holístico). Acreditam que os valores precisam ser despertados e não controlados, pois já estão dentro de cada pessoa.

As discussões a respeito da ética vigente nas organizações têm sido ricas, principalmente por apontarem conseqüências dos dois modelos. Os próprios gerentes, em sua auto-avaliação, citam a necessidade de mudanças e demonstram comprometimento com melhorias.

As conclusões por eles obtidas, sinalizam direções de ação e caracterizam os dois modelos de administração:

BASEADOS NA ÉTICA DESTRUTIVA
BASEADOS NA ÉTICA CONSTRUTIVA
• Venda pelo maior preço
• Aumentos de produtividade sem reversão parcial de lucros para os trabalhadores
• Espionagem industrial
• Sonegação de impostos
• Despreocupação com o meio ambiente
• Despreocupação com a qualidade de vida do trabalhador
• Poder centralizado na mão de poucos
• Desconhecimento e desvalorização do potencial humano
• Clima de terrorismo
• Missão indefinida ou inexistente
• Objetivos pessoais em detrimento dos organizacionais
• Metas obscuras ou inexistentes
• Venda pelo preço justo
• Aumento de produtividade com reversão parcial de lucros para os trabalhadores
• Benchmarking
• Impostos em dia
• Ecologia ambiental e humana
• Programas voltados para a qualidade de vida do trabalhador
• Poder descentralizado com definição de responsabilidades
• Conhecimento, valorização e aproveitamento do potencial humano
• Clima harmonioso
• Missão clara e compartilhada por todos
• Objetivos compartilhados, ligados à missão
• Metas claras e compartilhadas

No novo milênio, onde o realinhamento de crenças e o valor da ética têm sido rediscutidos como conseqüência natural da cidadania e do desenvolvimento da consciência crítica, precisamos estar atentos às mudanças necessárias.

As fronteiras se flexibilizam ou se fecham na medida em que as empresas adotam um ou outro modelo.
Cabe, portanto ao corpo gerencial incentivar e iniciar mudanças.





FINANCIAL TIMES TAMBÉM TENTA EXPLICAR ROLEIZINHO

Desde que a economia brasileira conseguiu alguns bons avanços nos últimos anos e o País entrou no grupo BRIC de nações emergentes, o mundo parece olhar com mais cuidado para o Brasil. Não à toa, sediaremos a Copa do Mundo e as Olimpiadas a partir dos próximos meses.

Mas o noticiário internacional não se alimenta apenas das nossas decisões econômicas e nossa política externa, mas também passou a apontar os nossos graves problemas sociais e os clamores públicos.

Um exemplo disso é que os grandes veículos do mundo inteiro noticiaram as diversas manifestações que aconteceram no ano passado.

Hoje o Financial Times abordou o “rolezinho” nos shoppings, a reunião/ manifestação de jovens que se sentem segregados e sem opções de lazer nas grandes metrópoles, movimento que começou em São Paulo, com o fechamento dos bailes funk em lugares públicos.   

O jornal britânico ressaltou que Dilma Rousseff convocou uma reunião de emergência com ministros, nesta semana, para discutir o "fenômeno" rolezinho, e tentar manter a situação sob controle.

O veículo também afirmou que a presidente aproveitou para discutir as iniciativas para realizar uma boa Copa do Mundo. 

Dentro desse contexto, o FT destacou um dos maiories desafios para 2014: “Dilma terá que batalhar para sua reeleição nas eleições presidenciais de outubro”.

Ao final da matéria, o Financial Times pincelou a sua visão da situação: “apesar da imagem do Brasil como um harmonioso caldeirão de miscigenação, as tensões raciais são profundas. 

O país ainda sofre de uma das divisões de renda mais agudas do mundo”.  O jornal também citou o relatório da ONU: "embora o Brasil tenha avançado na redução da pobreza, nota-se que ainda há um grande contraste entre a situação dos negros brasileiros e rápido crescimento econômico do país".

IMAGENS DA FRAUDE

(Texto de  Evanildo da Silveira, da Revista Pesquisa FAPESP) Um computador e um escâner comum, desses que muitas pessoas têm em casa, são as novas ferramentas para detectar a adulteração do leite, fraude que acontece com frequência no Brasil e em outros países.
A ideia desse método surgiu no Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) motivada pelas frequentes notícias na imprensa sobre falsificações de leite em várias regiões do país.
A equipe coordenada pelo professor Edenir Rodrigues Pereira Filho conseguiu com o novo método identificar e quantificar os principais adulterantes, em diferentes concentrações, como água, peróxido de hidrogênio (água oxigenada), soro, leite e urina sintéticos, ureia e soda cáustica.
O estudo, que teve financiamento da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), começou em 2009 a partir do projeto de doutorado da então aluna de Pereira, Poliana Macedo dos Santos.
O uso de imagens digitais para análise de alimentos já está registrado na literatura científica. Pode ser usado no controle da qualidade de presunto, na contagem de lactobacilos em leite fermentado e também para determinar o tamanho de grãos de arroz.
A partir desses exemplos, o grupo da UFSCar obteve amostras de leite, cedidas por uma empresa de laticínio da região de São Carlos, e fez as adulterações com as cinco principais substâncias normalmente usadas pelos fraudadores, em concentrações de 5% a 50%.
Um deles, a água de torneira, é utilizada para aumentar o volume e, com isso, gerar ganho econômico para os falsificadores. O soro, por sua vez, um subproduto da fabricação de queijo, é adicionado ao leite para mascarar a adição de água e manter a concentração de proteína dentro do que determina a legislação nacional (2,9%).
O mesmo papel tem a urina sintética usada no experimento – uma mistura de sais, água e outras substâncias comumente encontradas na urina, como ureia e creatinina. O objetivo principal é encobrir o acréscimo de água.
A quarta substância fraudadora é leite sintético, um adulterante formado por uma mistura de água, detergente, óleo e ureia, utilizado com a mesma função do soro.
O último produto usado nas fraudes, o peróxido de hidrogênio, serve para inibir a proliferação de bactérias e, dessa forma, prolongar o tempo de conservação do produto.
Depois de adulteradas, as amostras foram colocadas em copos de vidro e receberam gotas de bromofenol, um corante azul, para possibilitar um melhor contraste das cores entre as porções falsificadas e normais de leite porque o tom azulado varia conforme a concentração do adulterante.
“Os copos foram colocados sobre o vidro de um escâner de uma impressora para gerar uma imagem digital de cada um deles”, explica Pereira. Cada uma das misturas gerou uma imagem em formato Joint Photographic Experts Group (JPG). Foram obtidas, dessa forma, cerca de mil imagens, cada uma correspondendo a um tipo de adulteração.

E SE A COPA NÃO DER CERTO?

Segundo o presidente da Fifa, Joseph Blatter, o Brasil é o país com mais atrasos na preparação de uma Copa do Mundo desde que ele está na entidade, mesmo sendo a nação com mais tempo -- sete anos -- para se preparar.

A declaração do suíço reflete as preocupações que rondam o evento de junho. E para as marcas? Há algum perigo de possíveis problemas refletirem em suas imagens?

O Adnews ouviu alguns especialistas e perguntou: o que acontece com as marcas se a Copa não der certo?
"Se a Copa não der certo? Isso não existe. Copa do Mundo não é brincadeira", opina Paulo Sérgio Quartiermeister, diretor da Miami Ad School/ESPM.

Para o professor, não há possibilidade de o evento dar errado e, consequentemente, risco para as marcas.

"Imagina uma Coca-Cola que investiu milhões de dólares e alguma coisa não dar certo? Isso para mim não existe", completa.

"Os estádios não estão prontos, a infraestrutura não está aí... Com que cara vão ficar todas estas grandes marcas na hora que uma ou outra coisa der errado?", questiona Fernanda Romano, sócia e diretora de criação da Naked Brasil.

Motivo de preocupação? Para Roberto Cassano, diretor de planejamento e estratégia da Agência Frog, a resposta é sim, mas para o governo e a Fifa. Segundo o publicitário, os problemas -- se existirem -- devem atingir outros setores primeiro.

"O maior risco para as marcas não é apoiar o evento, pois se ele der errado a fila de ‘suspeitos usuais’ para apanhar primeiro é grande: Fifa, Governo etc.

Os patrocinadores apoiam, mas não realizam, executam. Minha percepção é que o público entende isso", explica.
Outro que aposta no evento e que bota o seu "na reta" é Nizan Guanaes.

O dono da Africa, agência que tem no portfólio contas como a do Itaú, patrocinador oficial do evento, disse que a Copa "não será organizada" como a da Alemanha, "mas será mais divertida, mais passional" .

Sua agência também é responsável pelo logo oficial da competição.
Segundo Antonio Carlos Morim, Coordenador da MBA em Gestão em negócios e inteligência competitiva da ESPM-RJ, as marcas atuam na Copa do Mundo de forma específica e, muitas delas, já existem em nosso mercado, além de terem “presença global e com imagens consolidadas”.

Tom da propaganda

Fefa Romano, em recente entrevista ao Adnews, classificou os anúncios de Copa do Mundo como ufanistas, ou seja, carregam um patriotismo exagerado.

Para Cassano, a propaganda não precisa ser um reflexo real da sociedade. "Ela se permite representar o imaginário, o sonho. É isso o que ela vende, não? Um sonho. Quem tem que refletir as ruas é o jornalismo", analisa.

O professor Morim explica que os comerciais das marcas buscam a síntese do ser brasileiro, um modelo, como se fosse possível existir apenas um modo de exercermos nossa brasilidade. "Não é a realidade e sim uma realidade idealizada", explica.

Dos comerciais que viu, o professor Quartiermeister cita dois exemplos: um que tropeçou e outro que é "de arrepiar". O vídeo que pisou na bola foi o da Adidas, criado pela Lew’lara\TBWA.

Em algumas cenas, uma mulher com "shortinho" e outras dançando de forma sensual são mostradas. "Absolutamente desnecessário", cita. Mas, no geral, o filme é bom.

O exemplo "de arrepiar" vem da já citada Africa, de Nizan. O filme feito para o Itaú, em que o Brasil é envolvido por um estádio, foi bastante elogiado pelo professor. 

"Absolutamente linda! Absolutamente nosso!".

Se o passado do evento for levado em conta, com outros atrasos de países como África do Sul, por exemplo, a Copa do Mundo no Brasil deve sim acontecer, apesar dos problemas. E, num balanço da opinião dos entrevistados, se algo de mais grave acontecer, não deve refletir nas marcas. Será? (Por Leonardo Araujo)

O TEATRO EM CURITIBA

. Os Beatniks em A Gaivota" remonta clássico russo
Cia Novos Candangos de Brasília encena espetáculo no Teatro Cleon Jacques

A Cia Novos Candangos de Brasília apresenta entre os dias 25 e 26 de janeiro a peça "Os Beatniks em A Gaivota" no Teatro Cleon Jacques. 

O espetáculo, dirigido por Diego de Leon, contemplado com o Prêmio de teatro Myriam Muniz 2013, apresenta uma companhia que não existe encenando o clássico russo "A Gaivota", de Anton Tchekhov. Mistura-se o que é realidade, o que é ficção e o que é teatro entre os personagens e atores.

Numa grande desordem, quatro atores jogam com a realidade e a ficção, tratando a obra de arte como um brinquedo na mão de meninos irresponsáveis. A peça é um pseudo-manifesto sobre arte e teatro, uma mistura de Tchecóv com Shakespeare, Pirandello e comédias chapolinescas.

A Gaivota conta a história de Trepliov, um jovem dramaturgo apaixonado por Nina, uma atriz iniciante. Nina, por sua vez, está apaixonada pelo ilustre escritor Boris Trigorin, companheiro de uma das maiores divas do teatro russo, Irina Arkádina, mãe de Trepliov. 

A ideia de desconstruir o texto clássico e remontá-lo sob outro ponto de vista começou em 2011, após uma série de estudos teóricos sobre teatro contemporâneo.

Ficha Técnica

Realização: Cia Novos Candangos e No Ato Produções
Texto original: Anton Tchecóv
Direção: Diego de Leon
Elenco da Cia Novos Candangos: André Rodrigues, Diego de Leon, João Campos e Xiquito Maciel
Iluminação: Emmanuel Queiroz

Serviço:

Os Beatniks em A Gaivota
Livre adaptação de “A Gaivota” de Anton Tchecóv
Data: 25 e 26 de janeiro
Horário: 18h30 (sábado) e 17h30 (domingo)
Local: Teatro Cleon Jacques (Av. Mateus Leme, 4700 – São Lourenço)
Ingressos: R$20,00 e R$10,00 (meia-entrada)
Duração: 60 minutos
Classificação: 16 anos

. Nelson Rodrigues moderno e contemporâneo

A Falecida é encenada em Curitiba pela Cia. Novos Candangos
A No Ato Produções e a Cia Novos Candangos trazem à Curitiba o espetáculo A Falecida, celebrando o centenário de Nelson Rodrigues.

O espetáculo estreou em agosto de 2012 no Rio de Janeiro e foi contemplado pelos Prêmios Funarte Nelson Brasil Rodrigues: 100 Anos do Anjo Pornográfico (2012), Prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz 2012, prêmio SESC do Teatro Candango, nos editais de ocupação da Caixa Cultural 2013-2014 e circulação pelo Fundo Apoio a Cultura do DF.

Numa montagem moderna e contemporânea, os atores apresentam a história de Zulmira, vítima de tuberculose, e Tuninho, desempregado, que vive dos restos de uma indenização.

O casal vê seus cotidianos virarem de cabeça para baixo, a partir da visita aflita de Zulmira à cartomante. A vidente diz à moça para ter cuidado com uma mulher loura, afirmação que vai deflagrar em Zulmira a explicação para o mistério de todo os seus males.

Ficha técnica

Texto: Nelson Rodrigues
Realização e Produção: Cia Novos Candangos e No Ato Produções
Direção: Diego de León
Preparação de Elenco: Luana Proença
Elenco da Cia Novos Candangos: André Rodrigues, Diego de León, João Campos, Luisa Duprat, Mateus Ferrari, Tati Ramos e Xiquito Maciel.
Figurino: Cyntia Carla
Iluminação: Marcelo Augusto Santana
Fotos: Guilherme Rocha
Registro Audio-Visual: Rafael Toscano
Serviço:
Data: 24, 25 e 26 de janeiro
Horário: 20h30 (sexta e sábado) e 19h30 (domingo)
Local: Teatro Cleon Jacques (Av. Mateus Leme, 4700 – São Lourenço)
Ingresso: R$20,00 e R$10,00 (meia-entrada)

BOMBEIRO QUER SALVAR VIDAS COM O GOOGLE GLAS

O Google Glass poderá salvar vidas num futuro próximo. Tudo graças ao bombeiro Patrick Jackson, da Carolina do Norte. O rapaz está desenvolvendo um aplicativo para a o gadget do Google que irá ajudá-lo em seu trabalho.

Até o momento, o bombeiro conseguiu transferir detalhes da chamada do 911 para os óculos, como mapa da região e comandos inteligentes. "Ok, Glass. Encontre um hidrante", é uma das facilidades produzidas pelos óculos.

Ainda em construção, o app também terá, no futuro, a possibilidade de fornecer informações como o mapa de um prédio em chames onde o bombeiro está prestes a entrar, por exemplo, ou o diagrama de um automóvel acidentado que precisa ser cortado para tirar a vítima das ferragens. Neste caso, o Glass irá ajudar o bombeiro a cortar no lugar correto. (Redação Adnews)

OPORTUNIDADES

. A.C. Camargo seleciona candidatos para iniciação científica

Abertas até 14 de fevereiro as inscrições para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do A.C. Camargo Cancer Center, voltado a alunos de graduação que queiram se dedicar integralmente às atividades de pesquisa da instituição.
Entre os objetivos do programa, cuja duração é de 12 meses, estão estimular o envolvimento de novos pesquisadores na atividade de formação e promover maior articulação entre a graduação e a pós-graduação.
O programa oferece a oportunidade de desenvolver projetos oferecidos nas linhas de pesquisa básica e clínica; as atividades começarão no dia 10 de março.
Para se inscrever, o candidato deve reunir a documentação necessária e entregar na secretaria da Pós-Graduação, que fica na Rua Prof. Antônio Prudente, 109, em São Paulo.
A aceitação do candidato será baseada na disponibilidade de vagas e estará associada ao projeto de pesquisa previamente aprovado pela Comissão de Iniciação Científica. Também serão consideradas a documentação apresentada e a entrevista.
O A.C. Camargo Cancer Center é responsável por 74% de toda a produção científica de alto impacto sobre câncer no Brasil e oferece ainda cursos de especialização, extensão, mestrado, doutorado, educação a distância e cursos técnicos em enfermagem. Detalhes: http://www.accamargo.org.br/edital/

. Campus Litoral Paulista da Unesp tem três vagas para professor assistente

A Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus experimental do Litoral Paulista, está com inscrições abertas, até 24 de fevereiro, para três concursos que oferecem vagas de professor assistente doutor.
O concurso da área de Botânica busca um profissional para atuar no conjunto das disciplinas “Morfologia Vegetal: Órgãos Vegetativos”, “Morfologia Vegetal: Órgãos Reprodutivos”, “Sistemática de Primoplantae sem Sementes” e “Sistemática de Spermatophyta”.
O concurso da área de Morfofisiologia Animal exigirá que o candidato atue no conjunto de disciplinas “Biologia Celular, Fisiologia Celular, Histologia Básica e Comparada e Embriologia Comparada”.
A área de Zoologia e Ecologia tem foco no ramo da “Zoologia dos Metazoa Basais e Lophotrochozoa”, “Zoologia de Anamniotas”, “Zoologia de Amniotas” e “Anatomia Geral e Humana”.
As três vagas são para atuar em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa (RDIDP), com remuneração mensal de R$ 9.184,94. Caso o candidato seja portador de título de livre-docência, a remuneração será de R$ 10.950,28.
O processo de seleção envolve a realização de provas de títulos, didática e arguição do projeto de pesquisa. Com peso maior na avaliação final, a prova de títulos julgará o curriculum vitae ou Lattes, considerando as atividades de formação didática e científica com maior relevância para as atividades relacionadas ao concurso.
As inscrições devem ser feitas na área de comunicações da seção técnica de apoio administrativo, que fica na Praça Infante Dom Henrique s/nº, Parque Bitaru, em São Vicente, litoral paulista.

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