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domingo, 8 de setembro de 2013

DOMINGO É DIA DE AUDITORIA


 

AUDITORIA DA COMUNICAÇÃO

AS PALAVRAS

“Escolhi a vida.” (Eduardo Saboia)

DPZ PERDE SEU P: MORRE FRANCESC PETIT

Adnews anunciou, sexta feira passada, com esse título, o falecimento do Petit. Errou feio: quem perdeu o P não foi só a DPZ, foi a Publicidade.

A Publicidade mundial.

Não tive, infelizmente, a sorte de conviver com ele. Infelizmente, Petit não gostava de mim, e não fazia a menor questão de esconder isso.

Tudo começou na década de setenta do século passado, quando um jornal (ou uma Revista?) publicou entrevista dele e do  Zaragoza, descendo o malho em mim. Chamavam-me, entre outras coisas, de racista medíocre. Tomei um susto.

Depois, no livro que escreveu, referiu-se ao Prêmio Colunistas. Citou os fundadores – Armando e Cícero – e omitiu meu nome. Em 2000, eu o incluí em uma lista dos mais importantes publicitários brasileiros. Ele deu outra entrevista, acusando-me de pretender fazer meu nome às custas do dele.

Mas nada disso diminuiu minha admiração pelo Petit, a cujo talento a Publicidade deve muito.

A notícia do falecimento dele me causou enorme tristeza. Enorme.

Como a DPZ comunicou o falecimento

"Trabalhador incansável, dedicava-se 24 horas por dia às soluções sempre criativas e aos problemas que lhe eram apresentados, nunca temendo ser original e controverso. Tendo recebido uma educação artística que veio reforçar uma vocação revelada desde muito cedo, Petit caracterizava-se pela exigência de qualidade no acabamento de toda obra, não importando o meio utilizado. Durante os últimos 50 anos, manteve grande amizade com José Zaragoza, seu conterrâneo que veio a conhecer no Brasil, e com Roberto Duailibi, com o qual trabalhara anteriormente em outras agências. Desde 1968 tornaram-se sócios da DPZ, empresa que ajudou a se tornar um exemplo de integridade e honradez profissional, conhecida em todo o mundo.

Desde a juventude engajou-se de corpo e alma na luta pela soberania e reconhecimento de sua terra natal, a Catalunha, e a ela dedicou diversos livros, particularmente para revelar seu encantamento com Barcelona. Naquela região, inclusive, restaurou uma casa antiga, onde costumava passar alguns meses todos os anos e de cuja arquitetura se orgulhava muito.

Casado com Inês Mendonça Petit, que o acompanhou por mais de cinco décadas em todos os seus projetos de vida, na pintura, arquitetura, restauração e literatura, Petit deixa as filhas Isabel, Luiza e Julia e 5 netos.

Aos colaboradores da DPZ, clientes e amigos, deixa o exemplo de intenso amor à agência que ajudou a fundar e que se tornou ícone no mercado e a seus companheiros e o rigor na elaboração de seus projetos.

Seu corpo será velado a partir das 17h de hoje no Cemitério do Morumbi e será trasladado amanhã às 9 horas para o Crematório de Taboão da Serra.

DPZ Propaganda"


A nota da Bombril

"A Bombril se sente órfã no dia de hoje", este é o sentimento de todo o grupo Bombril, com o falecimento de Francesc Petit Reig, sócio da DPZ, e criador do garoto Bombril, que marcou para sempre a história da empresa. Para Marcos Scaldelai, diretor comercial, marketing e P&D da Bombril, Petit foi um dos maiores nomes da publicidade brasileira e do mundo e sua invenção se confunde com a trajetória da própria empresa. "Todos  sentiremos 1001 saudades....", finaliza.

5 marcas de Petit na propaganda


Com a morte de Francesc Petit, a DPZ perdeu o seu “P” e a publicidade brasileira perdeu um de seus maiores nomes. Antes da DPZ, Petit  trabalhou na JWT e McCann-Erickson, criou, junto com Zaragoza, uma botiwue criativa, mas foi mesmo na agência que fundou junto com Zaragoza e Roberto Duailibi, que o também pintor deixou a sua marca na propaganda.

Com muita criatividade e a ajuda de Petit, a DPZ fez história, ganhou prêmios e tornou a propaganda brasileira uma das mais conhecidas e reconhecidas no exterior.

Foi na agência da Avenida Cidade Jardim que ele usou toda a sua veia artística e a bagagem que trouxe de seus cursos de pintura na Escola de Belas-Artes de Barcelona e arte e propaganda no Studio de Joaquim Girbau, ambos na Espanha, seu país natal.

Foi também na DPZ que Petit formou com Washington Olivetto uma das maiores duplas de criação da história da publicidade mundial.

Pintor e publicitário também é autor de livros de propaganda, entre os quais Propaganda Ilimitada, no qual fala sobre o negócio da propaganda, e Faça Logo uma Marca, que trata sobre marcas famosas, sua importância e mostra marcas criadas por ele.

Dentre elas estão a do banco Itaú, a fabricante de alimentos Sadia e o franguinho símbolo da empresa (chamado de Lequetreque), toda a identidade visual da GOL Transportes Aéreos, entre tantos outros trabalhos de grande relevância para clientes e mercado publicitário.

Com Olivetto, Petit criou uma dupla genial, capaz de criar em grande quantidade e sem perder a qualidade, como o próprio Washington já cansou de dizer.

Um dos trabalhos mais marcantes é a campanha homem com mais de 40, criada para o Conselho Nacional de Propaganda. O trabalho rendeu nada mais e nada menos que o primeiro Leão de Ouro da publicidade brasileira.

Homem com mais de 40

Hoje pertencente a poderosa BR Foods, a Sadia construiu a sua marca de uma maneira muito interessante. Para que isso fosse possível, o mascote “Lequetreque”, também conhecido como “Franguinho Sadia”, ajudou e muito na popularização da marca, que também virou quase sinônimo da categoria de peru.

 Uma das primeiras aparições do Franguinho Sadia


Outro trabalho ao lado do comparsa Olivetto. Petit ajudou a transformar o tímido Carlinhos Moreno no maior garoto propaganda da história da publicidade mundial. O Garoto Bombril, que entrou no até no Guinness Book, esteve nas telinhas por mais de trinta anos e também ajudou a marca a se firmar como sinônimo da categoria de esponja de aço.

Compilado Bombril

Construir personagens para as marcas era outro grande talento de Petit. Além do franguinho da Sadia e o garoto Bombril, ambos citados acima, também marcou época na publicidade brasileira a figura lendária do baixinho da Kaiser.

Primeiro comercial do baixinho da Kaiser


O banco Itaú tem uma marca muito forte e está sempre no topo das pesquisas de share of mind. Grande parte desse sucesso se deve ao trabalho de Francisc Petit, que desenhou a marca que hoje estampa todas a comunicação visual da empresa mundo a fora. (Redação Adnews)

Criou também a marcas do Prêmio Colunistas, cujas características foram copiadas, durante muitos anos, por várias empresas.

Florianópolis precisa do Cidade Limpa.

UM JORNAL QUE PASSA DE MÃO EM MÃO

Depois de nove meses de negociações, o Grupo Traffic finalmente anuncia a venda do jornal Diário de S.Paulo e da Rede Bom Dia de Comunicação, formada por títulos regionais como Dia Bauru, Bom Dia Jundiaí, Bom Dia Sorocaba, Bom Dia Taubaté, Bom Dia ABCD, Bom Dia Jaú, Bom Dia Marília, Bom Dia Itatiba, Bom Dia São José dos Campos e Bom Dia Rio Preto.

O controle acionário de ambos passa às mãos da Cereja Digital, empresa fundada em 2007 e que, até então, era focada na oferta de soluções de mídia digital out of home – sendo, inclusive, responsável pelas telas presentes na rede Extra de hipermercados. Agora, a empresa passa a atuar também com a mídia impressa.

 

Comandado por J. Hawilla, o Grupo Traffic abriu negociações pela Rede Bom Dia em janeiro deste ano. À época, o empresário informou, porém, que o Diário de S.Paulo não fazia parte dos planos de venda. Também está no grupo o controle da TVTEM, rede de televisão afiliada à Rede Globo que atua no interior de São Paulo.

 

Com a negociação, a Cereja Digital passa a ser o quinto controlador do centenário Diário de S.Paulo. Nascido em 1884 como Diário Popular, pelas mãos de José Maria Lisboa e Américo de Campos, o título permaneceu na família dos fundadores até 1988, quando foi adquirido pelo grupo empresarial do político Orestes Quércia.

 

Em 2001, a Infoglobo assumiu o controle para transformá-lo em seu título na capital paulista. Foi nessa época em que assumiu o novo nome. O jornal estava sob liderança de J. Hawilla desde 2009. (Propmark)

 

Das duas uma: ou  ministro Levandowiski acredita mesmo na inacreditável inocência dos mensaleiros ou adota essa posição para fazer birra com o ministro Joaquim Brbosa.

UM HORROR!

Se houvesse um premio para o pior comercial da indústria automobilística, daria empate.

Destaque especial para o comercial do Fiesta, que além de ruim apela para o excesso de velocidade.

QUE PENA!

A Artens veiculou anúncio sob o título

Não deixe a vida mudar de direção.

O layout, muito inteligente, mostra uma cadeira de rodas. Aí, a produção resolveu botar tudo a perder: simplesmente é impossível ler o texto, que aparece todo borrado. Ou melhor,  desaparece.

Por que a Habbib’s não cuida daquela casa da rua Rui Barbosa, em Florianópolis? Será que não perceberam que do deplorável jeito que está, ela denigre a imagem da empresa?

PROCURA-SE DIRETOR DE ARTE

A GVT precisa de uma asgência que tenha um bom diretor de arte. O anúncio página dupla que tem como título

Com todo respeito...

é uma baita salada.

MAS O REDATOR...

Paredes

Também

Contam

Histórias.

O título do anúncio assinado pela Helbor promete, mas o texto é horróvel. O redator estourou a cabeça na parede.

TADINHOS...

José Dirceu já anunciou: se o ministro Levandowiski não conseguir impedir e ele for pra cadeia, vai lavar roupa e cozinhar.

Valdemar Costa Neves também ficou bonzinho: anunciou que aceita pagar a dívida dele.

E tem o José Genuino que, esperto, pediu aposentadoria por invalidez.

ATÉ TU, MARINA?

Marina Silva está forçando a barra para o STE afrouxar e aprovar a Rede, partido que ela criou.

Perdeu meu voto.

 

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