Em uma visita a uma
tia que é apaixonada por Roberto Carlos, resolvi presenteá-la com um ingresso
para ver o Rei. Confesso que estava extremamente curiosa e comprei os tickets
na área da arquibancada do Maracanzinho. No dia marcado, domingo, fomos para lá
com 3 horas de antecedência.
Uma
verdadeira horda de senhoras empolgadas e felizes fazia fila em vários pontos
do estádio, dependendo da categoria do ingresso. Nós, que estávamos localizadas
na área mais popular, enfrentaríamos a maior fila – que para nossa surpresa
andou rapidamente.
O
entusiasmo tomava conta à medida que o tempo passava e chegava a hora do início
do show. Como estava em meio às camadas populares e aquele era “o evento”,
resolvi ligar minhas antenas e prestar atenção no que se passava ali. Meu
presente se tornava assim um exercício antropológico e, para tal, ver, ouvir e
analisar seriam os primeiros passos para uma observação participante adequada.
A
primeira percepção foi o colorido que tomava conta da arquibancada: onças,
zebras, cobras e estampas florais tomavam conta do espaço. Vestidos de lycra ou
viscolycra de vários modelos, sempre com muitos detalhes em metais, paetês e
bordados. Decotes profundos e fendas faziam a composição do look. Maquiagens,
cabelo arrumado e bolsas douradas também estavam presentes ratificando a
importância do evento.
Um
grupo de mulheres sentado atrás de mim conversava entusiasmado:
“Ah,
eu já fui a vários shows dele, A-D-O-R-O. Guardo todos os ingressos. Eu adoro
guardar tudo, faço coleção, até quando vou ao jogo do Maracanã eu guardo”.
Uma
outra retrucou:
“Ah,
eu também guardo tudo, mas o que eu gosto mesmo de guardar é o ticket de avião,
tenho vários da Gol guardados”.
Então,
se fez uma pausa e uma outra se meteu na história:
“Olha,
você (fazendo referência à primeira) tava aí contando vantagem que guardava o
ingresso do Roberto Carlos, mas a outra veio e arrasou, pois guardar ticket de
avião é sinal que ela é viajada”.
A
primeira mulher respondeu: “Pois é… eu dizendo que guardo os ingressos do
Maracanã e ela humilhou guardando os tickets de avião”.
A
partir dessa fala podemos pensar na teoria da Objetificação do antropólogo
Daniel Miller. Para ele, sujeito e objeto são inseparáveis. A cultura deve
levar em conta a relação dinâmica entre indivíduos e objetos que são
constituídos como formas sociais. Os artefatos, nesse caso, os ingressos ou
tickets codificam os princípios culturais e expressam suas categorias em
contextos diversos.
Todas
as sociedades consomem, há cultura material em todas. A diferença está na
atribuição do valor simbólico dado para as diferentes “coisas”. Não tem a ver
propriamente e com a utilidade em si, mas, sobretudo, ao que o objeto adquirido
representa para aquele que o obteve. Para Miller (2004), estamos inseridos em
uma sociedade rica em artefatos e em uma “uma estrutura simbolicamente
rica no âmbito da nossa própria cultura material”(Ibid., p.27).
Dentro
dessa simbologia da cultura material, explica Miller, estão diferentes
elementos, como expressões de amor, atenção, zelo e cuidado, transmitidos por
meio de objetos. Assim, “é possível que as pessoas apropriem essa
superabundância de bens para realçar, em vez de diminuir, nossa afeição por
outras pessoas” (Ibid., p.28). Nossos valores (assim como sentimentos) são
objetificados.
Objetificação das relações
Pessoas <——–> Consumo de coisas <——–>
Demonstração de valores
Voltando ao Show
Começa
o espetáculo e o Rei Roberto Carlos rege sua corte com maestria: emociona,
empolga e excita. Ele diz tudo aquilo que as mulheres querem e esperam ouvir.
Canta as músicas que as embalaram na juventude, chama para o canto, fala manso
e passa a mão no peito. É uma coreografia de anos e anos de prática. As
mulheres gritam, choram, aplaudem. Funciona.
Roberto,
sim, me sinto íntima depois da experiência desse show, sentado num banco alto,
pega o violão, toca os acordes de Detalhes, um clássico que leva o povo ao
delírio. Começo a postar fotos e comentários no Facebook. Um amigo responde
dizendo que estava lá cumprindo uma promessa: havia levado sua mãe e também
estava na arquibancada sentado em meio a classe C, bem próximo a mim. Depois de
alguns comentários trocados, eis que surge a classificação que dá nome ao post:
segundo ele estava mais para classe RC – concordei e me comprometi a escrever o
post usando o título (valeu Fábio Maia).
Depois do frenesi
melancólico, o Rei começa a conversar com seu séquito. Fala de amor e do cara
ideal. Diz que ele existe e está por ai… A mulherada suspira concordando e ele,
mais que depressa, canta “Esse cara sou eu” e o estádio vem abaixo.
Muitas
já encontraram esse tal cara, outras estão ainda na expectativa. Tempo? É só um
detalhe que o Rei sabe muito bem. Reencontrou o amor a pouco e divide essa
emoção e alegria com suas fãs. “A esperança no amor nunca morre”, diz. A
mulherada grita completamente fora de controle.
Logo
após tem o momento da religiosidade: fala de Deus, de Nossa Senhora, de Jesus
Cristo e o estádio se ilumina de forma diferente. Juro que parecia um culto da
Igreja Universal do Reino de Deus. Uma energia tomou conta, eram muitas vozes,
muita fé e muita emoção. A antropóloga aqui sentiu tudo isso. Fiquei
impressionada com o poder de entrega e devoção ao Rei e tudo que ele prega.
O
show chega ao fim, as fãs já sabem de cor todo o script do espetáculo. Algumas
já foram se encaminhando para perto do palco com a finalidade de conseguir “a
rosa vermelha”. Dezenas de flores são ritualisticamente beijadas e jogadas ao
público ávido pelo troféu (a objetificação da relação). Muitas conseguiram e
seguravam a rosa com o devido cuidado.
Percebi
que RC, ou o Rei Roberto, vai além de classes sociais, categorias ou
representações. Camadas populares, ricos, intelectuais, classes médias, todos
gostam ou pelo menos respeitam sua carreira, trabalho e produção musical. De
fato, o show é um espetáculo que deve ser experenciado pelo menos uma vez na
vida caso exista uma ponta de curiosidade e/ou vontade. Roberto Carlos não é
rei da classe A, AB, C, CD. Seu séquito pertence a outra classe, a classe RC
que tem expressões, aspectos e identidades muito próprias.
Foi
uma experiência incrível. Eu lá, durante minha observação, participei. Cantei,
chorei, aplaudi e liguei pro meu namorado pra dizer pra ele que havia
encontrado o tal “esse cara sou eu”. Não sei se ele entendeu. (risos)
(Hilaine Yaccoub Antropóloga.
Professora da ESPM RJ, PUC Rio, Senai Cetiqt e Unilasalle. Mestre em
Antropologia do Consumo. Doutoranda do Programa de Pós Graduação de
Antropologia da Universidade Federal Fluminense. Leciona e desenvolve pesquisas
na área de Antropologia do Consumo, Antropologia Urbana e Métodos Qualitativos
de Pesquisa aplicados ao Mercado, tendo o consumo popular, consumo feminino e
comportamento simbólico de diferentes grupos como objetos de investigação.
Possui larga experiência em pesquisas etnográficas aplicada ao mercado,
pesquisa qualitativa (entrevistas, observação participante, invasão de
cenários) e também em moderação de grupos focais. Já atuou em ONGs e empresas
nacionais e multinacionais. Atualmente é gerente de pesquisa qualitativa da
empresa M.Sense Inteligência de Mercado).
Referências:
MILLER, Daniel. Pobreza da
Moralidade. Antropolítica: Revista Contemporânea de Antropologia e Ciência
Política. N.17, p 21-43, 2 sem. Niterói, RJ, EdUFF, 2004.
PESQUISA: USUÁRIOS DE SMARTPHONES USAM MAIS SMS...
Na teoria os usuários de smartphones deveriam utilizar menos o serviço de SMS do que os donos de aparelhos comuns. Isso porque, os celulares sem internet não possui acesso a aplicativos de mensagens instantâneas, presentes nos telefones inteligentes. Porém, na prática, o que ocorre é justamente o oposto. Segundo o estudo Mobile Acision de Valor Adicionado Móvel (Mavam), divulgado nesta terça-feira, 03, os donos de smartphones mandam mais SMS do que os usuários de feature phones.
A pesquisa escutou 1,5 mil pessoas e apurou que um quinto dos donos de smartphones envia mais de 20 SMS por dia. Com isso, 95% dos usuários de smartphones disseram enviar SMS, enquanto 88% dos proprietários de feature phone afirmaram utilizar esse serviço.
Na prática, esse movimento acontece porque 34% dos donos de smartphones possuem planos pré-pagos, enquanto essa porcentagem é de 21% entre usuários de feature phones. Normalmente, esses planos oferecem pacotes de envio de torpedos sem cobrança adicional.
Outro ponto que explica os números apresentados é que apesar do crescimento na utilização dos aplicativos de mensagem instantânea, presentes nos smartphones, o movimento não confronta o serviço de envio de SMS. Além disso, segundo um quarto dos entrevistados, apesar do custo zero dos comunicadores instantâneos, a qualidade da internet no Brasil é um entrave para a utilização deste serviço.
... E MERCADO DE CELULARES DEVE CRESCER
A consultoria em tecnologia IDC prevê um crescimento de 7,3% no mercado mundial de celulares em 2013, após tímida alta em 2012, de apenas 1,2%. As informações constam em relatório divulgado na quarta-feira, 4.
De acordo com a previsão, tal número se deve a uma forte demanda por smartphones em todo o globo — é esperado que mais de 1 bilhão de unidades sejam vendidas até o final do ano pela primeira vez na história.
Para o IDC, os mercados emergentes e o surgimento de smartphones com valor abaixo dos US$ 200 são os maiores fatores para a expansão do mercado, que deve vender até 1,8 bilhão de celulares em 2013 — chegando a 2,3 bi em 2017.
Sistemas operacionais
O IDC ainda fez uma previsão a respeito das expectativas de mercado para os sistemas operacionais dos smartphones para 2017. Para o relatório, a compra da Nokia pela Microsoft impulsionará o crescimento do Windows Phone — passando de 3,9% do mercado a 10,2% em quatro anos. (Proxxima)
CHAMADA PARA O BELMONT
FORUM
A FAPESP lança nova
chamada de propostas de pesquisa com o Belmont Forum, grupo de
instituições de fomento à pesquisa sobre mudanças globais.
O 2013 International
Opportunities Fund, lançado em parceria com o Joint Programming Initiative on
Agriculture, Food Security and Climate Change (FACCE-JPI), disponibiliza um
total de € 10 milhões para financiar os projetos selecionados.
O Belmont Forum é
formado por organizações internacionais e instituições de fomento à pesquisa de
13 países e da Comissão Europeia. A FAPESP é um dos participantes na
iniciativa. Um dos principais objetivos do fórum é promover a colaboração
internacional em pesquisas ambientais.
A nova chamada tem
como objetivo financiar pesquisas relacionadas à segurança alimentar e a
mudanças no uso da terra. A chamada está aberta a propostas que envolvam
principalmente os seguintes países: África do Sul, Austrália, Brasil, Chipre,
Estados Unidos, França, Índia, Irlanda, Israel, Japão, Países Baixos, Reino
Unido, Romênia e Suíça.
A FAPESP integra a
chamada, que está aberta à participação de pesquisadores de instituições do
Estado de São Paulo.
A chamada oferece
oportunidades para apoio de dois tipos de projetos de pesquisa. No primeiro
tipo estão projetos de desenvolvimento de comunidades, que podem ter duração de
12 a 18 meses e receber até € 300 mil. As propostas devem ser apresentadas na
forma de Auxílio à Pesquisa – Regular.
O segundo tipo que será
apoiado compreende projetos de pesquisa colaborativa de médio a longo prazo.
Cada projeto selecionado poderá durar de três a cinco anos e receberá até € 3
milhões. As propostas podem ser submetidas nas modalidades Auxílio à Pesquisa –
Projetos Temáticos ou por meio do programa Jovens Pesquisadores em Centros
Emergentes.
As pré-propostas
serão recebidas até 30 de setembro de 2013. A chamada está disponível em:www.fapesp.br/en/8056
INSCRIÇÕES PARA A OLIMPÍADA
DE INOVAÇÃO
A Agência USP de
Inovação promoverá este ano a terceira edição da Olimpíada USP de Inovação, que
tem inscrições abertas até 18 de setembro.
A competição busca
incentivar e reconhecer ideias criativas relacionadas ao empreendedorismo, às
atividades de ciência, de tecnologia e de novas empresas com envolvimento
social.
A competição será
dividida em três categorias: Ideia, Prova de Conceito e Empresa Nascente.
Na categoria Ideia
podem participar alunos, professores e funcionários da USP que tenham projetos
estruturados e executáveis. Além do formulário de inscrição, o candidato
precisa enviar um vídeo com o detalhamento do problema abordado e a possível
solução.
A categoria Prova de
Conceito é destinada a projetos inovadores de pesquisas científicas
estruturadas, executáveis e com potencial de aplicação econômica e/ou social.
Para a inscrição dos projetos é necessário enviar um relatório
técnico-científico e uma análise de mercado. Nessa categoria podem participar
alunos, professores, funcionários de universidades em geral e institutos e
centros de pesquisa do Estado de São Paulo.
Já na categoria
Empresa Nascente o foco são os negócios ou projetos sociais baseados em
pesquisas científicas fundamentadas, inovadoras e com forte apelo social ou
ambiental. Empresas brasileiras com até três anos de fundação podem participar
desta categoria e devem apresentar um relatório técnico-científico e um plano
de negócio na inscrição.
Os três primeiros
colocados de cada categoria poderão indicar uma pessoa para participar de um
treinamento sobre projetos de inovação em empresas promovido pela Agência USP
de Inovação e pelo Instituto de Física de São Carlos. A premiação da Olimpíada
USP de Inovação ocorrerá na Business and Innovation Network 2013 (BIN@Brazil),
em novembro, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Detalhes: http://www.inovacao.usp.br/olimpiada2013/index.html
“Espere um instante que vou
verificar se há alguma ocorrência.” Certamente, caro internauta, você já ouviu
isso do seu provedor de acesso da banda larga. Se não, bem, você é um usuário
de sorte.
Já irritado por ter ficado sem Internet e e-mail o dia todo, em horário
comercial, o profissional liberal, que trabalha em casa, aguardou
impacientemente a resposta da atendente da Vivo (que poderia ser, a propósito,
de qualquer outra operadora).
A resposta foi uma palavra com quatro sílabas, “manutenção”. E mais
nada, a não ser mais uma informação agradável: a previsão era que o serviço
fosse normalizado às 24 horas.
O consumidor, ainda mais insatisfeito, perguntou por que não houve
qualquer aviso a respeito do problema em região de São Paulo. Não ouviu nenhuma
resposta. Reclamou do desrespeito, da desconsideração com alguém que pagava
suas contas em dia.
O silêncio se tornou ensurdecedor. Pesado, desagradável. Então, para
encerrar aquela não conversa, monólogo humilhante, questionou: “Então, não há
nada a fazer?”. – Só esperar, tripudiou a profissional da Vivo.
É evidente que foi fornecido o número do protocolo do atendimento, até
porque é mera formalidade que não levará a nenhuma providência contra o descaso
da operadora.
Na quarta-feira, dia 11, em São Paulo, será realizada a primeira
manifestação pública contra os abusos e a falta de qualidade das
telecomunicações, em frente à sede da Agência Nacional de Telecomunicações, na
rua Vergueiro.
O objetivo é ampliar o movimento que já ocorre nas redes sociais, como a
twitada contra a má qualidade da banda larga.
Lamentavelmente, não podemos contar com o Ministério das Comunicações
nem com a Anatel, que cruzam os braços quando deveriam defender os direitos dos
consumidores.
A leniência com as teles já ultrapassou todos os limites. Não há como
entender por que estas companhias fazem gato e sapato dos usuários, com
atitudes que beiram o desprezo e a ironia.
A universalização da banda larga, prometida pelo governo federal,
esbarra em vários entraves, como o reduzido investimento na Telebrás; falta de
medidas concretas para o compartilhamento de redes; tratamento da
infraestrutura pela lógica do mercado (concentração de redes nas localidades e
regiões de maior retorno financeiro).
O acesso a telecomunicações de qualidade não é um luxo, algo supérfluo,
para ser tratado desta forma pelas autoridades. Sem conexão de qualidade,
sofrem a educação, a ciência e a economia.
Hoje, não é possível sonhar com o desenvolvimento sustentável sem uma
infraestrutura tecnológica de altíssimo nível. O que fazer quando não nem
sequer razoável?
A omissão dos agentes que deveriam fiscalizar e cobrar a prestação de
serviços de acordo com o que está firmado em contrato é vergonhosa. Afeta a
competitividade brasileira em um mundo globalizado e conectado, no qual os
países disputam a tapa os investimentos produtivos.
Serviços públicos – com o Boletim de Ocorrências, BO, on line, são
oferecidos em estados como São Paulo. É possível consultar, na Internet, saldo
de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), situação fiscal e
previdenciária, multas em rodovias estaduais e federais. É possível movimentar
administrar contas bancárias sentado à frente do computador.
O trabalho em casa, conhecido como home office, beneficia
profissionais que, desta forma, não perdem horas no trânsito das grandes
cidades, são menos expostos à violência e ao estresse do transporte coletivo
lotado.
Como confiar, contudo, que o trabalho chegará a seu destino, se a banda
larga, na verdade, é um ‘banda podre’, que desafia a tudo e a todos, com o
beneplácito de quem deveria proteger os interesses dos cidadãos, não dos maus
prestadores de serviços? (Maria Inês Dolci, na Folha)
UM BANCO CONTRA
CRIMINOSOS
Utilizado por mais de 30
países, sistema de informação Codis está em fase de aplicação no Brasil e
permite o cruzamento de dados genéticos de criminosos
A
implantação e aplicação da Lei 12.654/2012, que prevê a coleta de perfil
genético como forma de identificação criminal, será tema de mesa redonda
realizada no dia 19 de setembro, em Brasília, com a participação dos peritos
Guilherme Jacques e Marcelo Malaghini e do juiz Luciano Losekann. O evento faz
parte da programação do XXII Congresso Nacional de Criminalística (XXII CNC),
que acontece de 14 a 19 de setembro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Em
março deste ano, foi publicado no Diário Oficial da União, decreto que
regulamenta o Banco Nacional de Perfis Genéticos, criado com o objetivo de
armazenar dados genéticos de criminosos. O Decreto prevê ainda uma rede que
integra os bancos de dados e permite o compartilhamento e comparação de perfis
constantes nos bancos da União com os de outros estados e Distrito Federal.
Para
o perito federal do Instituto Nacional de Criminalística, Guilherme Jacques, a
criação do banco de perfis genéticos terá um importante papel na elucidação de
crimes. “Cerca de 60% dos crimes não têm suspeito. Muitas vezes a perícia encontra
vestígios genéticos no local do crime, como manchas de sangue, mas não consegue
chegar ao culpado, porque não tem com quem comparar”, explica.
A
coleta de material genético – como sangue, sêmen, fios de cabelo e pele –deve
ser feita a partir de ordem judicial, em caso de suspeita de crime que deixa
vestígio ou condenação por crime hediondo ou de natureza bruta. Jacques explica
ainda que a criação do banco de dados pode auxiliar também a inocentar pessoas
que foram condenadas injustamente, e cita um caso ocorrido no Rio Grande do
Sul, em que se verificou que 13 estupros haviam sido cometidos por um mesmo
agressor a partir do cruzamento de dados genéticos.
“No
fim, a polícia descobriu que um inocente havia sido condenado, tendo como
evidência apenas o reconhecimento de uma das vítimas. Mas a coleta de material
genético permitiu chegar ao verdadeiro culpado”, conta o perito.
A
lei cria um comitê gestor que deve garantir a segurança dos procedimentos
técnicos, como também os direitos individuais da pessoa que tem o seu material
armazenado. Além disso, as informações serão sigilosas e administradas pelas
polícias Civil e Federal.
A
rede de integração dos bancos de perfis genéticos é baseada no sistema de
informação Codis (Combined DNA Index System), desenvolvido pelo FBI americano e
já está funcionando. No entanto, até agora, apenas 15 estados brasileiros
possuem estrutura para alimentar a rede, o que pode dificultar a integração de
dados prevista pelo decreto.
Os
peritos criminais do Distrito Federal foram pioneiros na realização de exames
de DNA no âmbito policial. O Instituto de Pesquisa de DNA Forense do DF foi o
primeiro laboratório do gênero a funcionar dentro de uma estrutura policial no
Brasil.
“O
Instituto de Pesquisa de DNA Forense do DF, em conjunto com o FBI, foi
responsável pelo treinamento de todos os demais laboratórios de DNA que hoje
funcionam no país, ainda na década de 90”, conta o perito criminal Gustavo
Dalton, doutor em Genética e ex-diretor do laboratório do DF.
Os
exames de DNA revolucionaram o trabalho de investigação das polícias civis de
todo o país, permitindo a identificação de pessoas relacionadas aos locais de
crime a partir de material biológico deixado por elas. Nesse sentido, o DF tem
sido referência: “Foi aqui no DF que alguns dos mais importantes casos
envolvendo DNA foram resolvidos, como o Caso Pedrinho e da cantora Gloria
Trevi, além de ser fundamental na prisão de diversos estupradores em série”,
destaca Dalton.
Também
durante o XXII CNC, no dia 14, o doutor em Biologia Molecular da University
of North Texas (EUA) Arthur Eisenberg apresenta uma palestra sobre as
plataformas automatizadas em laboratórios de DNA, amostras de banco de dados e
de vestígios e integração da plataforma AutoMate Express para extração
de amostras difíceis.
Realizado
pela Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística, o XXII CNC acontece
paralelamente ao V Congresso Internacional de Perícia Criminal e à XXII
Exposição de Tecnologias Aplicadas à Criminalística. As inscrições podem ser
feitas a partir do dia 14, no local do evento.
Nos
dias 14 e 15 serão oferecidos sete
cursos com especialistas convidados para ministrar palestras durante o
congresso. Os cursos têm vagas limitadas e é necessário fazer inscrição. A
programação está disponível no site do evento (http://www.criminalistica2013.com.br/index.php/pt/programacao).
A
cerimônia oficial de abertura acontecerá dia 16, às 20 horas, no Centro de
Convenções, e contará com a presença de representantes do governo, da Justiça e
da Segurança Pública. Antes, às 19 horas, serão divulgados os Procedimentos
Operacionais Padrão e o Diagnóstico da Perícia no Brasil, pela Secretaria
Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.
O
XXII CNC é uma realização da ABPC, em parceria com a Associação Brasileira de
Criminalística, e conta com o apoio do Governo do Distrito Federal, Secretaria
Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Polícia Civil do
Distrito Federal e Federal Bureau of Investigation.
O
evento também conta com patrocínio de: Agilent, Cellebrite, MicroSystemation,
Regula Forensics, Life Technologies, Renishaw, Berkana, Bruker do Brasil,
ChemImage, CK, IntegenX, ThermoScientific, Lodox, dpUNION, Santiago &
Cintra, GE Healthcare, GURTEQ.
É a
terceira vez que Brasília sedia o congresso. O último foi realizado em Gramado
(RS), em outubro de 2011, com o tema central A Perícia Criminal à Luz dos
Direitos Humanos.
O
primeiro evento foi realizado em 1947, em São Paulo, com o nome de Congresso
Nacional de Polícia Técnica e a segunda edição aconteceu em 1966, agora como
Congresso Nacional de Criminalística. Desde sua terceira edição, promovida em
Porto Alegre (RS), em 1975, o congresso ganhou periodicidade e passou a ser
realizado a cada dois anos.
A
Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística (ABPC) é a entidade de classe
dos Peritos Criminais da Polícia Civil do Distrito Federal. Entre seus
principais objetivos está a promoção de condições para o desenvolvimento
científico, cultural e social de seus associados e o desenvolvimento da
criminalística no Distrito Federal e no Brasil.
A
ABPC tem ainda como meta oferecer à sociedade um trabalho de excelência
produzido pelos Peritos Criminais. Para isso, a entidade procura dar condições
a seus associados de atualização, pesquisa e apoio técnico, assim como
integração e intercâmbio com instituições acadêmicas e de pesquisa.
“SERÃO NECESSÁRIOS ANOS PARA CORRIGIR O WASHINGTON POST”
Em sua primeira entrevista desde que anunciou a compra do The Washington Post por US$ 250 milhões, Jeff Bezos, CEO da Amazon, admitiu que terá dificuldades para superar a crise na qual se encontra a publicação. Segundo ele, não existem soluções rápidas para reinventar o jornal, mas que uma “nova era de ouro” pode estar por vir. Entretanto, levará alguns anos para que isso aconteça.
Além disso, Bezos afirmou que deve, em breve, se reunir com a editora da publicação, Katharine Weymouth, e com outros executivos, para discutir novos formatos e ideias. Durante a entrevista, o CEO da Amazon disse ainda que não terá tanta influência sobre a reformulação do “Washington Post”, se classificando um investidor e ressaltando que uma forte equipe será responsável por uma possível guinada da publicação.
Ao longo de suas declarações, o executivo soltou diversas frases de efeito e em uma delas afirmou que as mudanças do jornal levarão algum tempo para acontecer. “Não há gênio solitário que descobre tudo e aplica uma fórmula mágica. Você estuda, você debate, e as respostas começam a surgir. Isso leva tempo. Nada acontece rapidamente. Você desenvolve teorias e hipóteses, mas não sei se os leitores vão responder. Minha meta é que as coisas mudem em alguns anos”, comentou.
No final da entrevista, Bezos apontou alguns pontos sobre a atual situação do “Washington Post”, e afirmou que um dos maiores problemas do jornal é a concorrência com a internet. “O Post é famoso por seu jornalismo investigativo, mas hoje em dia o leitor tem uma mentalidade que questiona: Por que eu deveria pagar por todo esse esforço jornalístico quando posso obtê-lo gratuitamente em outro site?”, complementou. (Proxxima)
16º
ENCONTRO NACIONAL DE BIOMEDICINA
O Instituto
de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu,
promove, entre 17 e 19 de outubro, a 16ª edição do Encontro Nacional de
Biomedicina.
Realizado
anualmente, o congresso é organizado por alunos e professores do Instituto de
Biociências da Unesp e tem como objetivo expor os avanços das pesquisas
envolvendo as áreas de biomedicina e da saúde em geral, além de promover a
troca de experiências entre os participantes.
Na
programação, estão previstos um curso pré-congresso, minicursos, palestras,
simpósios, cursos de atualização e a sessão “converse com o professor”.
CONGRESSO DE DIEITO
A UNIFENAS realizará o X Congresso de Direito “O Poder
Judiciário e as Funções Essências à Justiça”, de 25 a
27.
PROGRAMA
Dia 25
18h: Entrega do material
1º TURNO
19h - Abertura
19h15min – Palestra: O STF e os novos paradigmas da interpretação
constitucional.
Palestrante: Doutor André Puccinelli
Mestre e Doutor pela PUC/SP; Professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul; Advogado.
Palestrante: Doutor André Puccinelli
Mestre e Doutor pela PUC/SP; Professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul; Advogado.
21h – Palestra: O Código Florestal e o controle de
constitucionalidade do STF: análise das Ações Diretas de
Inconstitucionalidade da novel legislação florestal
Palestrante: Doutor Lucas de
Souza Lehfeld
Graduado em Direito pela Universidade
de Ribeirão Preto (1999), graduação em Ciências Contábeis pela Universidade de
São Paulo (1999), mestrado em Direito das Obrigações pela Universidade Estadual
Paulista Júlio de Mesquita Filho (2001) e doutorado em Direito pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (2006). Pós-Doutor em Direito pela
Universidade de Coimbra (POR).
Atualmente é professor titular da
Universidade de Ribeirão Preto, professor titular da Organização Educacional
Barão de Mauá, Coordenador do Curso de Direito do Centro Universitário Barão de
Mauá, professor do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos e avaliador
de cursos de direito do Ministério da Educação.
Tem experiência na área de Direito,
com ênfase em Direito Administrativo, atuando principalmente nos seguintes
temas: direito, responsabilidade civil, responsabilidade, estado e licitação.
Dia 26
2º TURNO
8h00min - Apresentação dos artigos publicados nos anais do XII Congresso de
Direito
3º TURNO
19h – Palestra: A Defensoria Pública e o acesso à justiça por
um novo viés constitucional.
Palestrante: Doutor Leandro Coelho de Carvalho
Defensor Público, Assessor para Assuntos Jurídicos do gabinete da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPE/MG)
Defensor Público, Assessor para Assuntos Jurídicos do gabinete da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPE/MG)
20h30 - Palestra: Controle externo do MP e Poder Judiciário
Palestrante: Doutor Jarbas Soares Junior
Graduado em Direito pela Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em julho de 1989.
Ingressou no Ministério Público do Estado de Minas Gerais em 20 de maio de 1990
.
De agosto de 1989 a maio de 1990, foi
chefe de gabinete da Procuradoria da República (MPF) em Minas Gerais. Exerceu a
função de promotor de Justiça das Comarcas de Januária, Manga, Ouro Preto,
Mariana e Itabirito. Foi promovido ao cargo de procurador de Justiça em 18 de
maio de 2001 e nomeado para atuar perante a 5ª Câmara do Tribunal de Justiça.
Procurador-geral de Justiça do Estado
de Minas Gerais por dois períodos: de 20 de dezembro de 2004 a 17 de outubro de
2006 e de 5 de dezembro de 2006 a 5 de dezembro de 2008. Foi aprovado na
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, e no Plenário.
Em 15/7/2011 foi nomeado pela presidenta da República, Dilma Rousseff, para
compor o Conselho Nacional do Ministério Público, e reconduzido em 1/8/2013.
27 de setembro de 2013
4º TURNO
11h – Palestra: Conferência Magna de encerramento XII Congresso
de Direito da UNIFENAS
Palestrante: Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha
Ministra do Supremo Tribunal Federal e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral
Ministra do Supremo Tribunal Federal e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral
LATIM, LÍNGUA MORTA MESMO?
Muitos certamente já ouviram que o latim é uma
língua morta, sem importância ou que não merece o devido prestígio e acuidade,
sendo dispensável o seu aprendizado ou domínio. Contudo, a realidade é outra.
A priori, a assertiva ‘‘latim é uma língua morta’’ se
empregado de forma correta, o que por muitas vezes não o é, coadunaria com a
realidade, sendo inexoravelmente que o latim é o de cujus dos
vernáculos sopesando que língua morta é aquela que não possuiu falantes nativos,
sendo que hodiernamente o único Estado que adota o latim com idioma oficial é o
Vaticano, em Roma, capital da Itália.
A posteriori, não se pode dizer que o latim é uma língua extinta e sequer
confundir extinta com morta, consubstanciado que extinta é aquela que não é
mais usada e nem se insurge passível de aprendizado. Indubitavelmente o latim
pode ser aprendido por qualquer um e ainda figura como língua oficial de um
Estado e se não bastasse é amplamente usada na maioria das sociedades ainda que
indiretamente, tal como no Brasil.
A contrariu
sensu do que a
maioria das pessoas apregoa o latim ainda hoje é um vernáculo retumbante em
nossa sociedade. Notadamente que strictu sensu, não sendo uma língua
de uso habitual ou cabível em toda oportunidade.
Contudo não há como olvidar que o idioma em voga continua
atuante inter vivos. Prima facie quem nunca entregou curriculum
vitae na busca de um emprego, deparou-se com ofertas de curso de
pós-graduação strictu sensu e lactu sensu, abreviou texto valendo-se de
et cetera (abreviado etc.), descansou no feriado de Corpus Christi,
ouviu falar de alter ego ou não tenha usado após o fecho de um texto a
sigla P.S (Post-scriptum); apenas alguns exemplos, evidenciando que o de
cujus perpetua bem vivo em nosso meio.
Não menos importante o nosso linguajar pátrio, o dialeto
português, emana do latim. Em breve introito histórico o latim atuou como
idioma oficial do antigo Império Romano, sendo ramificado à época em duas
vertentes; o latim clássico e o latim vulgar, o primeiro falado pelas classes
dominantes e o segundo de uso do povo.
O nosso idioma se consubstanciou no latim vulgar, não havendo
exageros em afirmar que a língua em discussão é a mãe de nosso estimado
vernáculo oficial.
Igualmente, há áreas
de atuação em que o idioma guerreado baila como preceito indiscutível, tal como
às ciências jurídicas, onde o latim exerce grande influência, havendo inúmeras
expressões jurídicas emanada do idioma e princípios que traduzem a sua essência
no original, tal como ocorre com o pacta sunt servanda ou a teoria rebus
sic standibus e, quiçá, peças processuais que se rebelam impassíveis de
transliteração.
Imagine interpor um remédio processual com o titulo ‘‘que
tenhas o teu corpo’’ tradução de habeas corpus do latim, um importante
remédio constitucional que não comporta outro nome ou denominação.
Ex positis não há como olvidar, por mais que o latim figure no campo
das línguas mortas, o de cujus pereniza vivo na sociedade, sendo
instrumento a ser dominado por todos e inexoravelmente presente diuturnamente
na vida da sociedade, mesmo que por vezes negligenciado, sendo fato que é fonte
inesgotável de riquezas, apraz a suscitar o intelecto humano e trazer a tona
novos contornos a velhas coisas. (Artigo escrito pelo estagiário do
escritório Fernando Quércia Advogados Associados,
Eliel Moraes).
COM O DEDO NA FERIDA
(Marcelo Sant’Iago,
no Proxxima VP business development Latin America na SapientNitro explica que
há agências tentando pegar carona nessa onda de automação, mas com um discurso
completamente inconsistente e recheado de buzzwords sem sentido) = O mercado
norte-americano segue buscando soluções para melhorar a credibilidade da
publicidade online que sofreu um belo baque, graças a uma pesquisa recente da
comScore, segundo a qual, nos EUA, mais de 50% dos anúncios online não são
visualizados.
Este mês oito grandes ad networks — Google e Yahoo, dentre outros — divulgaram um esforço conjunto contra sites de conteúdo duvidoso e de comércio de produtos falsificados.
O movimento é visto como resposta a um pedido do governo por ações voluntárias do mercado para combater a pirataria.
Por aqui, mais da metade dos investimentos em mídia online é em campanhas de busca, o que mostra certa dificuldade no modelo tradicional de mídia display, representado pelos grandes portais, em entregar resultados comprovados. Some-se a isso, o crescimento das redes sociais também em volume de investimento publicitário e temos um sinal amarelo sobre a viabilidade dos modelos de negócio de um mercado que não para de crescer.
A expectativa — minha inclusive — é de que programmatic buying (compra de mídia em tempo real, em modelo de leilão e por meio de plataformas automatizadas) possa gerar crescimento acelerado das campanhas display e fazer frente aos fabulosos resultados gerados pelos mecanismos de busca.
Mas as redes de publicidade ainda tem alcance restrito, e, apesar da existência de um comitê do IAB, minha sensação é de que muito pouco está sendo feito para que estas — bem como ad exchanges e as demais empresas do “ecossistema de mídia display” — ganhem maior relevância. Cada um parece mais preocupado com o próprio negócio do que com a evolução do mercado.
Por exemplo: dê uma olhada nas apresentações do evento de AdTech&data do IAB Brasil. Infelizmente, não pude comparecer ao evento, por isso debrucei–me com grande interesse no material disponibilizado. Vi alguns bons cases, interpretações criativas do tradicional Lumascape, aprendi um pouco sobre o ponto de vista dos portais e como algumas agências estão realmente empenhadas em viabilizar suas trading desks.
Também aparecem lá os conhecidos slides de big data, segmentação por contexto e comportamento, etc. Pouca novidade em relação aos dois eventos realizados pelo mesmo IAB em 2012. E muito pouco questionamento. Agora compare com o mesmo evento, só que ocorrido em NY pelo IAB local. Apenas sobre fraudes foram dois painéis!
O que eu queria saber é: como anda a certificação das empresas, uma prioridade quando criamos o Comitê há três anos, a partir do Quality Assurance Certification for Ad Networks & Exchanges, do IAB EUA? Por que não houve nenhuma menção sobre o fato de os anúncios não serem vistos?
E olhe que a própria comScore fez uma apresentação! As DSPs e as trading desks estão sendo criadas em conformidade com o Cenp? Qual foi a quantidade de anunciantes presentes e quantos não eram varejistas? Mediei um painel no ProXXIma este ano e, apesar dos palestrantes internacionais, a audiência era composta somente de fornecedores e alguns veículos.
Estamos conseguindo sair do círculo vicioso de fazer apresentação para as mesmas pessoas e promover o aumento real de educação do mercado?
O fato é que todo mundo quer participar dos comitês e apresentar-se em eventos do IAB, mas muito pouca gente gosta mesmo de pôr a mão na massa. Com isso, a capacidade de realização da entidade é mesmo limitada, infelizmente.
Por outro lado, há agências tentando pegar carona nessa onda de automação, mas com um discurso completamente inconsistente e recheado de buzzwords sem sentido. Já os portais estão aumentando a entrega de serviços e agregando mais tecnologia em busca de resultados palpáveis. E os anunciantes…bem, o varejo como sempre saiu na frente.
Na publicidade online a capacidade de mensuração de resultados é enorme e essa cultura ganhou mais força graças aos links patrocinados. Com a compra em tempo real, este benefício chega às campanhas display e você vê cada vez mais anunciantes e agências abordando temas a respeito de KPIs, coisa rara até bem pouco tempo.
Aqui na SapientNitro a gente acredita que não faz mais sentido falar-se em marketing de performance (aliás, expressão cunhada pela primeira vez no Brasil há sete anos quando Pedro Cabral e eu lançamos a MidiaClick). Pois, se você considera avaliar a performance apenas de uma parte de seus investimentos, significa que a outra parte representa o que: marketing de desperdício?
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