AUDITORIA
DA COMUNICAÇÃO
AS PALAVRAS
“Muitos
esforços de marketing fracassam porque não há nenhuma relação entre as ações de
marketing e os objetivos do negócio em termos de receitas.” (Gail Z. Martin)
NOVO
PAPA, NOVO MUNDO
Agora que já sabemos quem é o novo papa, vale a pena
pensar um pouco sobre a pedreira que ele vai encontrar pelo caminho, e que pode
ser resumida assim:
a) Como
conciliar o pensamento e o comportamento da massa católica com o pensamento e o
comportamento da Igreja¿ Alguns exemplos: segundo o Datafolha de 2007, 94% dos
católicos defendem o uso da camisinha, embora a Igreja o condene; embora a
Igreja condene o divorcio, 74% o defendem – e segundo dados do Registro Civil
de 2006, a proporção entre católicas divorciadas, separadas era de 8,5%, quase
a mesma da população.
b) Como
fazer com que os escândalos revelados ultimamente e que abalaram a Igreja não
se tornem um câncer e que acabará por corroê-la inteiramente¿ Não é difícil
imaginar que essas irregularidades sempre ocorreram, mas não foram reveladas.
Coisa impossível de acontecer hoje em dia, com o poder, a velocidade e a tecnologia atual.
É uma barra pesada,
sobretudo diante do perfil conservador do Papa Francisco.
Principalmente se nos
lembrarmos que a Igreja não tem sido feliz com as reformas que implantou nas
últimas décadas: a transformação da missa, que trocou o misticismo e o mistério
de ela ser falada em latim pelo português e pela distribuição de um volante
para que os fieis – entre eles muitos mal alfabetizados - leiam e acompanham um
evento que nem os padres sabem de cor; a extinção da batina, uma baita
ferramenta de comunicação, e do confessionário, o melhor meio de pesquisa que
existia; a descaracterização da arquitetura das Igrejas, aproximando-as das Igrejas
Evangélicas. E vai por ao afora.
Não por acaso a Igreja
vem perdendo, ano após anos, milhares de fiéis.
O que temos pela frente
não é animador. Papa de ônibus não leva a lugar nenhum.
Mas vamos torcer. Com
muita fé, para que tudo isso se resolva.
QUE
PENA, BARÃO
Desde muito jovem ou
ouvia Wilson Fitipali na Jovem Pan. Nunca fui adepto do automobilismo, mas
gostava do jeito que ele apresentava as notícias do setor. Semana passada o
Barão faleceu. Deixa muita saudade.
CRUZ
CREDO!
A Fiat está veiculando
a pior campanha desde que chegou ao Brasil. É medíocre.
MENOS,
MENOS
Datena (Band) é um
extraordinário apresentador. No entanto, a forma como vem comentando os fatos
do dia-a-dia só contribui para o aumento da violência.
QUANDO
O LAYOUT MATA UM ANÚNCIO
O anúncio do Novo
Renault Clio tem um belo título, que o diretor de arte se
encarregou de matar com uma
ilustração ridícula.
O MARKETING FALHOU
Já perdi o
número de vezes que venho denunciando o fracasso do
marketing esportivo, que se transformou em máquina de fazer
dinheiro e se esqueceu do consumidor, isto é do torcedor. O resultado
é o aumento da violência.
ESTÍMULO À DELAÇÃO¿
Deu na Folha de
S. Paulo de quinta-feira passada:
“SBT
promete dinheiro
para
“dedo-duro” do Ibope.
“Uma chamada de um
misterioso concurso do SBT está causando
polêmica: a rede promete dar prêmios em
dinheiro para quem encontrar
um domicílio que tenha um peoplemeter, o
famoso aparelhinho que
afere audiência para o IBOPE.
A chamada surgiu na WEB na noite de
anteontem e se espalhou por
redes sociais.
No vídeo, batizado de Caça ao
Aparelho de TV, o canal promete
Prêmios para quem apresentar um vizinho
que tenha um
peoplemeter. A chamada, que ainda não
foi ao ar na emissora,
acabou vazando na internet.
A Folha apurou que se trata de um
novo projeto de Silvio Santos,
ainda em fase de concepção. A Rede
diz que não há nada de
oficial sobre o tal concurso.
A nova ideia de SS pode causar um
problemão para o Ibope. Os
participantes da amostragem de
audiência assinam termos de
confidencialidade com o Instituto,
pois não podem ter a identidade
descoberta.”
FUTEBOL
O meu S. Paulo F.C. estava em plena
ascensão Precisava, apenas de alguém para jogar pela direita, para substituir
Lucas. Aí, o presidente contratou um até agora bichado Ganso, e por causa do
volume da transação obrigou o técnico a mexer no meio do campo.
Insatisfeito, contratou Lúcio e obrigou
o treinador a mexer n a defesa, até então com um comportamento primoroso.
E o time continuou a precisar de alguém
para substituir Lucas – cuja contratação ele recusou nas possibilidades que
teve.
Será que dá pra mandar esse presidente
agora¿
Enquanto ele não sair de lá vai ser
assim.
CIRCULANDO NA INTERNET
GOVERNO
DE UM X GOVERNO DE UNS
JOÃO JEREMIAS CHENE
Em certa ocasião, quando participava de um
Seminário sobre Administração Tributária, na cidade de São Paulo, um dos
palestrantes, que se apresentou como um liberal democrata criticou
abundantemente os regimes totalitários, mundo afora, inclusive os que se
instalaram no Brasil, atribuindo a eles a causa do nosso atraso intelectual,
moral e cultural.
Entretanto, antes de iniciar
o presente comentário, aos que não me conhecem, declaro que aprovo o Capitalismo e considero a Democracia o melhor regime de governo,
porém reconheço que, se o lírio pode florescer no lodo, é claro que as más
ações podem nos ofertar algo de bom e que todos os governantes, liberais democratas
e absolutistas, guardam características comuns e são capazes de apresentar momentos
de generosidade de crueldade. Basta consultar a história.
Assim, o considerado ditador,
Getúlio Vargas, enviou Olga Benário, mulher do comunista Luis Carlos Prestes
para o governo nazista enquanto o “democrata” lula presenteou o ditador Fidel
com os boxeadores Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux quando vieram
participar dos Jogos Pan-Americanos em 2007 e tentaram escapar da ditadura
cubana.
Mas a Democracia tem os seus defeitos, e para
ilustrar, cumpre recordar o filósofo grego Isócrates, em 353 a. C. que, observando
alguns pobres deliberadamente ociosos, à semelhança dos modernos flanelinhas e integrantes de movimentos sociais, que ao invés de
trabalharem cobiçavam as propriedades dos ricos, considerou a Democracia como o império da inveja, dizendo: “quando eu era menino, a riqueza era
considerada algo tão seguro e admirável que praticamente todo mundo aparentava
possuir mais propriedades que na realidade, agora o homem precisa estar pronto a
se defender do fato de ser rico, como se fosse o pior dos crimes” e, a defender
seus bens de invasores e da elevada tributação patrocinada por governantes incompetentes
e populistas.
As semelhanças entre os “governos de um” e os “governos
de muitos”, podemos extrair de uma antiga lenda, segundo a qual um sábio
chinês, ao encontrar uma mulher, moradora de uma aldeia muito distante do
centro de governo, chorando copiosamente, perguntou-lhe a causa daquela
tristeza e dela obteve a seguinte resposta: tigres ferozes mataram o meu marido
e o meu filho. Então, porque o sábio lhe sugeriu ir morar na cidade, a mulher
afirmou: os governantes são mais ferozes
que os tigres. Todos os governantes, inclusive os que se apresentam como
liberais e democratas.
Seguindo nossa análise, e
situando-nos na antiga civilização egípcia, a mais longa da história da
humanidade, é fácil imaginar que o faraó Quépos, sem o concurso da força do seu
exército, jamais teria construído a mais alta (137 m) das pirâmides, em 2590
a.C., que até hoje encanta milhares de visitantes nem teria assegurado a
expansão e a glória do seu Império.
Na direção contrária encontramos o faraó
Amenhotep IV, que só tinha olhos para a rainha Nefertiti e que para homenagear
o deus ATON adotou o nome de Akenaton, condenou o politeísmo e a poligamia, desprezou
o exército e o templo, pelo que os Estados súditos deixaram de pagar os
tributos correspondentes e o Império perdeu muitas das suas fronteiras e ficou
enfraquecido. Morreu ( ou quem sabe foi assassinado) jovem, lamentando o seu
fracasso.
Cleópatra reinou durante 22
anos, diplomata, guerreira, inteligente e astuta, e segundo seus biógrafos,
extremamente sensual, conquistou Julio César e Marco Antônio, que por excesso
de romantismo e por se descuidar das armas, perdeu Roma para Otaviano Augusto
que reinou durante 44 anos e, sob a égide da espada fortaleceu as relações
jurídicas, transformou a “Roma de barro em uma Roma de mármore”, e impôs a “Pax
Romana”, que durou de 29 a. C a 180 d. C, com a morte de Marco Aurélio, o
imperador filósofo.
Não podemos esquecer Catarina II,
a Grande, que governou durante 34 anos e não obstante a fama de totalitária,
protegeu intelectuais do porte de Voltaire e Diderot, elevou a Rússia ao status
de potência e Luís XIV, o Rei Sol que reinou durante 72 anos, reformou o
sistema tributário, incentivou a indústria e o comércio, construiu o palácio de
Versalhes e, por ter criado a Academia de Artes e Ciência, sua época é
considerada a idade de ouro da cultura
francesa e, seguindo o exemplo de Otaviano Augusto, tendo encontrado uma
Paris de tijolos a deixou em mármore, para o encanto dos turistas brasileiros.
Consideremos que não teríamos em
Florença, o renascimento, as belas pinturas
de Rafael e as esculturas de Michelangelo sem a proteção de Lourenço de Médici;
a Igreja não teria avançado tanto sem o concurso do papa Leão X (Giovanni de
Médici) e Nicolau Maquiavel não teria escrito o “Príncipe” sem o apoio de César
Bórgia, nem as mais belas expressões da arquitetura bizantina, sem a firmeza
dos DOGES.
É claro que não podemos deixar
de registrar o exemplo raro e nobre de Sólon, (594 a. C) que sem recorrer à
violência e à força, estabeleceu uma ordem mais humana, na política e na
economia, buscando harmonizar os interesses de ricos e pobres, para evitar o
caos social, mas ele mesmo criminalizou
a ociosidade e a libertinagem, cujos agentes foram proibidos de comparecer
à Assembleia, enquanto hoje os vadios das ruas aliam-se aos vadios das
Assembleias para infernizarem a vida dos que produzem.
Aqui no Brasil, sem sombra de
dúvida podemos afirmar que as grandes obras estruturais e as grandes conquistas
sociais não foram realizadas nos governos ditos democráticos, mas durante o
Império, (1822/1889); o governo de Getúlio Vargas (03/11/1930 a 29/10/1945 e 31/01/51/
a 24/08/54) e no Governo militar de 1964 a 1985, enquanto hoje o povo
enaltecido e
considerado soberano, pela nossa Constituição, sempre entra pelo
cano.
Desse modo, o Governo Imperial
no Brasil construiu o Museu Imperial, as ferrovias Paranaguá/Curitiba, São
Paulo/Santos, sempre lembrada pela bela Estação da Luz, e Brasil Central, além
da modernização dos portos. Getúlio Vargas, embora considerado ditador criou a
Justiça Trabalhista, a CLT, a Carteira Profissional, a semana de 48 horas de
trabalho, as férias remuneradas, o 13º salário, favoreceu o desenvolvimento
econômico, com a criação da Companhia Siderúrgica Nacional, a Vale do Rio Doce,
a hidrelétrica de São Francisco e o IBGE, e fortaleceu o nacionalismo com a
campanha o “Petróleo é Nosso”.
O
governo Militar também muito contribui para o crescimento do país,
estabelecendo uma nova normatividade
jurídica ao editar leis tais como a 4320/64, base da lei de
responsabilidade fiscal; o decreto-lei 200, base do processo licitatório;
decreto-lei 201, gênese da lei que define os crimes de improbidade
administrativa; o moderno sistema tributário com a lei 5.172/66 e o decreto 406/68;
a primeira lei de sonegação fiscal, a de número 4729/64, além da reforma do
sistema bancário e do código florestal, criação do BNH e a instituição do FGTS,
dentre outros.
Na área econômica, foram
inúmeras as obras de infraestrutura, a começar pela mudança da matriz
energética do país, com a construção de hidrelétricas, como a binacional Itaipu
e a de Tucuruí, a rodovia transamazônica e a Santarém/Cuiabá. Construiu a ponte
Rio/Niterói, modernizou os aeroportos e criou as linhas de metrô no Rio de
Janeiro, em São Paulo e em Belo horizonte e assim desenvolveu um moderno
sistema de transporte público de massa, favorecendo o que os modernos chamam de
“mobilidade urbana”.
Nas
minhas reflexões, na busca do autoconhecimento, identifico-me como um liberal
que jamais aceitaria uma ditadura, seja cubana, mexicana, norte coreana,
venezuelana, iraniana, ou de qualquer
Ana, porque qualquer ditadura destrói a dignidade humana, animaliza o homem,
porém não há como reconhecer que um governo incapaz de dizer não, quando necessário e que se submete
aos caprichos da massa ignara, ociosa e radical, instala o caos social e transforma
a democracia em anarquia.
Por isso, urge reconhecer o
acerto de B. Obama, presidente do país mais democrático do mundo, clareando a
mente dos que não sabem para que servem os militares, quando assim se
expressou:"...É graças aos soldados, e não aos
sacerdotes, que podemos ter a religião que
desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas,que temos liberdade de
imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas,que podemos falar em público.
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de
ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados,que existe o direito a um
julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos
votar”.
Então,
se Pitágoras afirmava que a virtude é a ordem em nossos desejos e em nossa relação com a
comunidade e que “o governo justo é aquele que cuida da manutenção da ordem no
Estado”, portanto, assegura a liberdade de expressão, o direito de ir e vir,
a aplicação dos princípios de justiça e de direito, cria empregos, assegura a
educação a saúde e a segurança.
Por tudo isso, resta evidente
que é preferível um governo forte,
seja de “Um” ou de “ALGUNS”, que uma fraca
democracia na qual a maioria dos integrantes da falsa oposição está sempre buscando alianças espúrias e secretas,
que atentam contra os interesses do povo e asseguram a manutenção dos seus
interesses pessoais e de uma classe ociosa que devora o Estado.
Em
homenagem a jornalista e blogueira cubana Yoani Sánches, aos que lutaram e
lutam, morreram e morrem em defesa da liberdade de expressão e aos que não
comungam com a anarquia, com o populismo e a libertinagem.
Joaochene@gmail.com
www.jjchene.com.br
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