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sábado, 16 de março de 2013

DOMINGO É DIA DE AUDITORIA


 

AUDITORIA DA COMUNICAÇÃO

AS PALAVRAS

“Muitos esforços de marketing fracassam porque não há nenhuma relação entre as ações de marketing e os objetivos do negócio em termos de receitas.” (Gail Z. Martin)

NOVO PAPA, NOVO MUNDO

Agora que já sabemos quem é o novo papa, vale a pena pensar um pouco sobre a pedreira que ele vai encontrar pelo caminho, e que pode ser resumida assim:

a)      Como conciliar o pensamento e o comportamento da massa católica com o pensamento e o comportamento da Igreja¿ Alguns exemplos: segundo o Datafolha de 2007, 94% dos católicos defendem o uso da camisinha, embora a Igreja o condene; embora a Igreja condene o divorcio, 74% o defendem – e segundo dados do Registro Civil de 2006, a proporção entre católicas divorciadas, separadas era de 8,5%, quase a mesma da população.

b)      Como fazer com que os escândalos revelados ultimamente e que abalaram a Igreja não se tornem um câncer e que acabará por corroê-la inteiramente¿ Não é difícil imaginar que essas irregularidades sempre ocorreram, mas não foram reveladas. Coisa impossível de acontecer hoje em dia, com o poder,  a velocidade e a tecnologia atual.

É uma barra pesada, sobretudo diante do perfil conservador do Papa Francisco.

Principalmente se nos lembrarmos que a Igreja não tem sido feliz com as reformas que implantou nas últimas décadas: a transformação da missa, que trocou o misticismo e o mistério de ela ser falada em latim pelo português e pela distribuição de um volante para que os fieis – entre eles muitos mal alfabetizados - leiam e acompanham um evento que nem os padres sabem de cor; a extinção da batina, uma baita ferramenta de comunicação, e do confessionário, o melhor meio de pesquisa que existia; a descaracterização da arquitetura das Igrejas, aproximando-as das Igrejas Evangélicas. E vai por ao afora.

Não por acaso a Igreja vem perdendo, ano após anos, milhares de fiéis.

O que temos pela frente não é animador. Papa de ônibus não leva a lugar nenhum.

Mas vamos torcer. Com muita fé, para que tudo isso se resolva.

QUE PENA, BARÃO

Desde muito jovem ou ouvia Wilson Fitipali na Jovem Pan. Nunca fui adepto do automobilismo, mas gostava do jeito que ele apresentava as notícias do setor. Semana passada o Barão faleceu. Deixa muita saudade.

CRUZ CREDO!

A Fiat está veiculando a pior campanha desde que chegou ao Brasil. É medíocre.

MENOS, MENOS

Datena (Band) é um extraordinário apresentador. No entanto, a forma como vem comentando os fatos do dia-a-dia só contribui para o aumento da violência. 

      QUANDO O LAYOUT MATA UM ANÚNCIO

        O anúncio do Novo Renault Clio tem um belo título, que o diretor de arte se

       encarregou de matar com uma ilustração ridícula.

       O MARKETING FALHOU

       Já perdi o número de vezes que venho denunciando o fracasso  do

       marketing esportivo, que se transformou em máquina de fazer

       dinheiro e se esqueceu do consumidor, isto é do torcedor. O resultado

       é o aumento da violência.

       ESTÍMULO À DELAÇÃO¿

       Deu na Folha de S. Paulo de quinta-feira passada:

      “SBT promete dinheiro

      para “dedo-duro” do Ibope.

      “Uma chamada de um misterioso concurso do SBT está causando

      polêmica: a rede promete dar prêmios em dinheiro para quem encontrar

      um domicílio que tenha um peoplemeter, o famoso aparelhinho que

      afere audiência para o IBOPE.

      A chamada surgiu na WEB na noite de anteontem e se espalhou por

       redes sociais.

          No vídeo, batizado de Caça ao Aparelho de TV, o canal promete

          Prêmios para quem apresentar um vizinho que tenha um

          peoplemeter. A chamada, que ainda não foi ao ar na emissora,

          acabou vazando na internet.

           A Folha apurou que se trata de um novo projeto de Silvio Santos,

           ainda em fase de concepção. A Rede diz que não há nada de

           oficial sobre o tal concurso.

            A nova ideia de SS pode causar um problemão para o Ibope. Os

            participantes da amostragem de audiência assinam termos de

            confidencialidade com o Instituto, pois não podem ter a identidade

            descoberta.”

FUTEBOL

O meu S. Paulo F.C. estava em plena ascensão Precisava, apenas de alguém para jogar pela direita, para substituir Lucas. Aí, o presidente contratou um até agora bichado Ganso, e por causa do volume da transação obrigou o técnico a mexer no meio do campo.

Insatisfeito, contratou Lúcio e obrigou o treinador a mexer n a defesa, até então com um comportamento primoroso. 

E o time continuou a precisar de alguém para substituir Lucas – cuja contratação ele recusou nas possibilidades que teve.

Será que dá pra mandar esse presidente agora¿

Enquanto ele não sair de lá vai ser assim.

 

CIRCULANDO NA INTERNET

GOVERNO DE UM X GOVERNO DE UNS

                                                             JOÃO JEREMIAS CHENE

                    Em certa ocasião, quando participava de um Seminário sobre Administração Tributária, na cidade de São Paulo, um dos palestrantes, que se apresentou como um liberal democrata criticou abundantemente os regimes totalitários, mundo afora, inclusive os que se instalaram no Brasil, atribuindo a eles a causa do nosso atraso intelectual, moral e cultural.

                   Entretanto, antes de iniciar o presente comentário, aos que não me conhecem, declaro que aprovo o Capitalismo e considero a Democracia o melhor regime de governo, porém reconheço que, se o lírio pode florescer no lodo, é claro que as más ações podem nos ofertar algo de bom e que todos os governantes, liberais democratas e absolutistas, guardam características comuns e são capazes de apresentar momentos de generosidade de crueldade. Basta consultar a história.

                  Assim, o considerado ditador, Getúlio Vargas, enviou Olga Benário, mulher do comunista Luis Carlos Prestes para o governo nazista enquanto o “democrata” lula presenteou o ditador Fidel com os boxeadores Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux quando vieram participar dos Jogos Pan-Americanos em 2007 e tentaram escapar da ditadura cubana.

                    Mas a Democracia tem os seus defeitos, e para ilustrar, cumpre recordar o filósofo grego Isócrates, em 353 a. C. que, observando alguns pobres deliberadamente ociosos, à semelhança  dos modernos flanelinhas e integrantes de movimentos sociais, que ao invés de trabalharem cobiçavam as propriedades dos ricos, considerou a Democracia como o império da inveja, dizendo: “quando eu era menino, a riqueza era considerada algo tão seguro e admirável que praticamente todo mundo aparentava possuir mais propriedades que na realidade, agora o homem precisa estar pronto a se defender do fato de ser rico, como se fosse o pior dos crimes” e, a defender seus bens de invasores e da elevada tributação patrocinada por governantes incompetentes e populistas.

                    As semelhanças entre os “governos de um” e os “governos de muitos”, podemos extrair de uma antiga lenda, segundo a qual um sábio chinês, ao encontrar uma mulher, moradora de uma aldeia muito distante do centro de governo, chorando copiosamente, perguntou-lhe a causa daquela tristeza e dela obteve a seguinte resposta: tigres ferozes mataram o meu marido e o meu filho. Então, porque o sábio lhe sugeriu ir morar na cidade, a mulher afirmou: os governantes são mais ferozes que os tigres. Todos os governantes, inclusive os que se apresentam como liberais e democratas.

                   Seguindo nossa análise, e situando-nos na antiga civilização egípcia, a mais longa da história da humanidade, é fácil imaginar que o faraó Quépos, sem o concurso da força do seu exército, jamais teria construído a mais alta (137 m) das pirâmides, em 2590 a.C., que até hoje encanta milhares de visitantes nem teria assegurado a expansão e a glória do seu Império.

                  Na direção contrária encontramos o faraó Amenhotep IV, que só tinha olhos para a rainha Nefertiti e que para homenagear o deus ATON adotou o nome de Akenaton, condenou o politeísmo e a poligamia, desprezou o exército e o templo, pelo que os Estados súditos deixaram de pagar os tributos correspondentes e o Império perdeu muitas das suas fronteiras e ficou enfraquecido. Morreu ( ou quem sabe foi assassinado) jovem, lamentando o seu fracasso.

                   Cleópatra reinou durante 22 anos, diplomata, guerreira, inteligente e astuta, e segundo seus biógrafos, extremamente sensual, conquistou Julio César e Marco Antônio, que por excesso de romantismo e por se descuidar das armas, perdeu Roma para Otaviano Augusto que reinou durante 44 anos e, sob a égide da espada fortaleceu as relações jurídicas, transformou a “Roma de barro em uma Roma de mármore”, e impôs a “Pax Romana”, que durou de 29 a. C a 180 d. C, com a morte de Marco Aurélio, o imperador filósofo.

                 Não podemos esquecer Catarina II, a Grande, que governou durante 34 anos e não obstante a fama de totalitária, protegeu intelectuais do porte de Voltaire e Diderot, elevou a Rússia ao status de potência e Luís XIV, o Rei Sol que reinou durante 72 anos, reformou o sistema tributário, incentivou a indústria e o comércio, construiu o palácio de Versalhes e, por ter criado a Academia de Artes e Ciência, sua época é considerada a idade de ouro da cultura francesa e, seguindo o exemplo de Otaviano Augusto, tendo encontrado uma Paris de tijolos a deixou em mármore, para o encanto dos turistas brasileiros.

                  Consideremos que não teríamos em Florença, o renascimento, as belas pinturas de Rafael e as esculturas de Michelangelo sem a proteção de Lourenço de Médici; a Igreja não teria avançado tanto sem o concurso do papa Leão X (Giovanni de Médici) e Nicolau Maquiavel não teria escrito o “Príncipe” sem o apoio de César Bórgia, nem as mais belas expressões da arquitetura bizantina, sem a firmeza dos DOGES.

                   É claro que não podemos deixar de registrar o exemplo raro e nobre de Sólon, (594 a. C) que sem recorrer à violência e à força, estabeleceu uma ordem mais humana, na política e na economia, buscando harmonizar os interesses de ricos e pobres, para evitar o caos social, mas ele mesmo criminalizou a ociosidade e a libertinagem, cujos agentes foram proibidos de comparecer à Assembleia, enquanto hoje os vadios das ruas aliam-se aos vadios das Assembleias para infernizarem a vida dos que produzem.

                   Aqui no Brasil, sem sombra de dúvida podemos afirmar que as grandes obras estruturais e as grandes conquistas sociais não foram realizadas nos governos ditos democráticos, mas durante o Império, (1822/1889); o governo de Getúlio Vargas (03/11/1930 a 29/10/1945 e 31/01/51/ a 24/08/54) e no Governo militar de 1964 a 1985, enquanto hoje o povo enaltecido e considerado soberano, pela nossa Constituição, sempre entra pelo cano.

                  Desse modo, o Governo Imperial no Brasil construiu o Museu Imperial, as ferrovias Paranaguá/Curitiba, São Paulo/Santos, sempre lembrada pela bela Estação da Luz, e Brasil Central, além da modernização dos portos. Getúlio Vargas, embora considerado ditador criou a Justiça Trabalhista, a CLT, a Carteira Profissional, a semana de 48 horas de trabalho, as férias remuneradas, o 13º salário, favoreceu o desenvolvimento econômico, com a criação da Companhia Siderúrgica Nacional, a Vale do Rio Doce, a hidrelétrica de São Francisco e o IBGE, e fortaleceu o nacionalismo com a campanha o “Petróleo é Nosso”.

                   O governo Militar também muito contribui para o crescimento do país, estabelecendo uma nova normatividade jurídica ao editar leis tais como a 4320/64, base da lei de responsabilidade fiscal; o decreto-lei 200, base do processo licitatório; decreto-lei 201, gênese da lei que define os crimes de improbidade administrativa; o moderno sistema tributário com a lei 5.172/66 e o decreto 406/68; a primeira lei de sonegação fiscal, a de número 4729/64, além da reforma do sistema bancário e do código florestal, criação do BNH e a instituição do FGTS, dentre outros.

                   Na área econômica, foram inúmeras as obras de infraestrutura, a começar pela mudança da matriz energética do país, com a construção de hidrelétricas, como a binacional Itaipu e a de Tucuruí, a rodovia transamazônica e a Santarém/Cuiabá. Construiu a ponte Rio/Niterói, modernizou os aeroportos e criou as linhas de metrô no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belo horizonte e assim desenvolveu um moderno sistema de transporte público de massa, favorecendo o que os modernos chamam de “mobilidade urbana”.

                   Nas minhas reflexões, na busca do autoconhecimento, identifico-me como um liberal que jamais aceitaria uma ditadura, seja cubana, mexicana, norte coreana, venezuelana, iraniana, ou de   qualquer Ana, porque qualquer ditadura destrói a dignidade humana, animaliza o homem, porém não há como reconhecer que um governo incapaz de dizer não, quando necessário e que se submete aos caprichos da massa ignara, ociosa e radical, instala o caos social e transforma a democracia em anarquia.

                 Por isso, urge reconhecer o acerto de B. Obama, presidente do país mais democrático do mundo, clareando a mente dos que não sabem para que servem os militares, quando assim se expressou:"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas,que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas,que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados,que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar”.

                   Então, se Pitágoras afirmava que a virtude é a ordem em nossos desejos e em nossa relação com a comunidade e que “o governo justo é aquele que cuida da manutenção da ordem no Estado”, portanto, assegura a liberdade de expressão, o direito de ir e vir, a aplicação dos princípios de justiça e de direito, cria empregos, assegura a educação a saúde e a segurança.

                  Por tudo isso, resta evidente que é preferível um governo forte, seja de “Um” ou de “ALGUNS”, que uma fraca democracia na qual a maioria dos integrantes da falsa oposição está sempre buscando alianças espúrias e secretas, que atentam contra os interesses do povo e asseguram a manutenção dos seus interesses pessoais e de uma classe ociosa que devora o Estado.

                   Em homenagem a jornalista e blogueira cubana Yoani Sánches, aos que lutaram e lutam, morreram e morrem em defesa da liberdade de expressão e aos que não comungam com a anarquia, com o populismo e a libertinagem.
 Joaochene@gmail.com www.jjchene.com.br

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