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sexta-feira, 11 de maio de 2012

PERIGOS DA BANDA LARGA

Estudo da WMcCann realizado no fim de 2011, com 400 possuidores de Banda Larga, e 150 pretendentes de São Paulo e do Rio de Janeiro revelou que a Banda Larga no Brasil pode ser considerada um caso de saúde pública. Os males e transtornos causados às pessoas justificam esta qualificação. Do total de usuários entrevistados, mais de 60% declararam que padecem de Bandalarguite, pois sua internet de alta velocidade funciona muito mal e varia muito. “Nos permitimos fazer essa analogia porque o uso da má oferta de banda larga causa frustração e dor de cabeça”, explica o responsável pelo estudo, Aloísio Pinto, vice-presidente de planejamento da WMcCann.


Outros pontos identificados também comprovam esta relação pouco saudável com a Banda Larga hoje em dia:

• Sintomas que atingem cerca de 50% ou mais das pessoas: download sonolento, upload em soluços, streaming com gagueira, VOIP com artrite gráfica, reload com tique etc.

• Disfunções que as pessoas adquirem em função destes sintomas: frustração com as constantes perdas, ausência de espontaneidade, redução das horas de sono, sensação de tempo escravizado, impaciência, conformismo. Todas estas anomalias foram admitidas por cerca de 60% ou mais dos entrevistados.

• Problemas da infraestrutura estão por trás desta situação. Além deles, outra questão levantada por mais de 60% da amostra foi: "Não recebo nem a velocidade nem a qualidade pela qual pago". Há uma nítida sensação de que as empresas entregam menos que elas vendem.

• Não é de se admirar, portanto, que para mais de 55% dos possuidores e 80% dos pretendentes a internet ideal ainda não existe.

• A banda larga ideal traz um conjunto de atributos que pode ser resumidos em garantia de regularidade com estabilidade.

• A velocidade como atributo desejado perde terreno neste contexto. Até porque todas as marcas existentes no mercado vendem basicamente velocidade. As pessoas aprenderam que na prática a velocidade não é mais suficiente. Cerca de 90% tanto dos possuidores quanto dos pretendentes abririam mão da metade dos megas por uma banda larga estável e nunca muito lenta.

• Dentro do imaginário coletivo dos possuidores, a tecnologia que poderia curar os seus males de Bandalarguite seria a fibra ótica. Mais de 50% acreditam que ela é a melhor tecnologia disponível.

O estudo conclui que a baixa qualidade da oferta do serviço de banda larga no país tolhe o desenvolvimento do potencial econômico e causa tremendo estresse na vida privada dos brasileiros.

BRANDING – DESIGN E ESTRATÉGIA DE MARCAS

O arquiteto, designer e diretor da Mais Grupo, Alvaro Guillermo, lança a edição revisada e ampliada do livro Branding – Design e Estratégias de Marcas. No livro, o autor Alvaro apresenta o significado deste universo, visando a orientar os interessados no assunto.

A BUSCA DA SINERGIA

(Texto de Fábio de Castro, distribuído pela Agência FAPESP) – O Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) realizou, na segunda-feira (23/4), o Workshop de Pesquisa BIOEN – Divisão de Impactos e Sustentabilidade. O evento reuniu cientistas envolvidos com diversos dos projetos de pesquisa financiados pela FAPESP com foco nos desdobramentos socioeconômicos e ambientais da produção de bioenergia.

De acordo com o organizador do evento, Heitor Cantarella, professor do Instituto Agronômico de Campinas e membro da coordenação do BIOEN, o objetivo central do workshop foi o de estimular a interação entre os diversos projetos.

“Vários dos projetos da divisão de Impactos e Sustentabilidade do BIOEN têm resultados de interesse mútuo e uma das prioridades do programa é estimular a sinergia entre eles. Participaram do workshop também pesquisadores que coordenam projetos financiados da FAPESP em áreas próximas, mas que provavelmente serão em breve integrados ao BIOEN”, disse Cantarella à Agência FAPESP.

O BIOEN, que teve início em 2008, tem cinco divisões: "Biomassa para Bioenergia" (com foco em cana-de-açúcar), "Processo de Fabricação de Biocombustíveis", "Biorrefinarias e Alcoolquímica", "Aplicações do Etanol para Motores Automotivos: motores de combustão interna e células a combustível" e "Pesquisa sobre sustentabilidade e impactos socioeconômicos, ambientais e de uso da terra".

“A divisão de impactos e sustentabilidade do BIOEN é uma das vertentes mais importantes do programa, porque a produção de bioenergia, por sua demanda mundial, acaba se tornando uma vitrine internacional. As exigências em termos de sustentabilidade acabam sendo muito maiores que as do próprio setor de produção de alimentos. É preciso que estejamos preparados para responder a essas exigências, com embasamento científico, porque sabemos que todos os atores do processo produtivo vão cobrar sustentabilidade na produção de biocombustíveis”, disse Cantarella.

Segundo Cantarella, as discussões realizadas no workshop foram organizadas em três sessões temáticas: “ambiente e biologia”, “ambiente e meio físico” e “impactos econômicos e sociais”. “Foi um debate extremamente interessante, que deixou transparecer a excelência da pesquisa produzida por esses grupos. Mostramos que o Programa BIOEN está cobrindo todas as áreas importantes relacionadas à sustentabilidade da produção de biocombustíveis”, disse Cantarella.

De acordo com Canterella, a discussão evidenciou a existência de uma ampla interface entre os diferentes projetos e de um interesse mútuo, entre os pesquisadores, pelo que os demais grupos estão fazendo.

“Prevemos que teremos colaborações bastante ricas daqui para frente. Além disso, acho que estamos fazendo um trabalho bom de conseguir trazer novos pesquisadores para o programa, para abordar as áreas nas quais ainda temos lacunas importantes, ou onde os projetos ainda não são tão abrangentes”, afirmou.

Ambiente e impactos socioeconômicos

Na sessão “Ambiente e biologia”, Eduardo Alves de Almeida, do Departamento de Química e Ciências Ambientais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), apresentou um estudo comparativo entre os efeitos tóxicos do petrodiesel e do biodiesel sobre efeitos tóxicos à tilápia do Nilo e ao cascudo marrom.

Luis Cesar Schiesari, da Escola de Artes Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), na mesma sessão, falou sobre os impactos da expansão da agroindústria da cana-de-açúcar sobre comunidades aquáticas. Marat Rafikov, da Universidade Federal do ABC (UFABC) apresentou seus estudos sobre modelagem matemática de estratégias para o controle biológico de pragas para a produção eficiente e sustentável de cana-de-açúcar.

Na sessão “Ambiente e meio físico”, Cantarella descreveu um projeto sobre a nutrição nitrogenada de cana-de-açúcar com fertilizantes ou bactérias diazotróficas. Raffaella Rossetto, da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA), descreveu um estudo sobre o monitoramento dos atributos químicos e a eficiência agronômica da vinhaça concentrada aplicada em soqueiras de cana-de-açúcar.

Newton La Scala Júnior, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, da Unesp, falou a respeito de estudos sobre os impactos das práticas de gestão sobre a emissão de CO2 do solo em áreas de produção de cana. Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da USP, descreveu dois projetos ligados às emissões de N2O e aos a estoques de carbono do solo na mudança do uso da terra para cultivo da cana-de-açúcar.

Na sessão “Impactos econômicos e sociais”, Bernardo Theodor Rudorff, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), descreveu estudos sobre impactos ambientais e socioeconômicos associados à produção e consumo de etanol de cana-de-açúcar. Bruno Perosa, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou estudos sobre o a avaliação de estruturas institucionais do mercado internacional de bioenergia.

Leila Harfuch, do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), descreveu os trabalhos da instituição sobre a simulação de uso da terra e expansão agrícola no Brasil e seus impactos em alimentos, energia, agroindústria e ambiente.

Tadeu Fabrício Malheiros, da Escola de Engenharia de São Carlos (USP) apresentou a palestra “O lado doce e amargo da cana-de-açúcar: avaliação integrada da sustentabilidade no contexto do etanol brasileiro”. José Maria Ferreira Jardim da Silveira, do Instituto de Economia da Unicamp, falou sobre o desenho organizacional do programa BIOEN: propriedade intelectual, mecanismos de incentivo e avaliação e impactos.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO DE PRIMATAS E XENARTROS

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiro, abriu o período de consulta ampla às fichas dos táxons (unidade de classificação científica) incluídos no processo de avaliação do estado de conservação de primatas e xenartros (ordens Cingulata e Pilosa) brasileiros. O trabalho resultará na publicação da versão atualizada da lista de primatas e xenartros brasileiros – que abrangem espécies de tamanduás, tatus e preguiças – ameaçados de extinção. Detalhes: cpb.net.br/listavermelha.

CONCURSO AMBIENTAL

O Conselho Regional de Biologia – 1ª Região, que inclui os estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, está com inscrições abertas para o Concurso ambiental do CRBio-01 para uma São Paulo melhor. Detalhes: www.crbio01.gov.br.

MINICURSO SOBRE MÉTODO RIETVELD

O Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH) da Universidade Federal do ABC (UFABC) realizará, de 21 a 24, um minicurso sobre o método Rietveld. Detalhes: lccem.ufabc.edu.br/mr2012/.

DENTIFRÍCIOS FLUORETADOS EM BEBÊS E CRIANÇAS

O Centro Internacional de Ensino e Pesquisas Avançadas em Saúde, da Faculdade de Odontologia da USP, realizará, no dia 15 de junho, um seminário sobre O uso de dentifrícios fluoretados em bebês e crianças. Detalhes: www.ciepas.com.br ou pelo telefone (11) 2935-2416.

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