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quinta-feira, 10 de maio de 2012

CONCERTOS VIA INTERNET

(Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP) – Um grupo de músicos da USP está tendo a oportunidade de criar composições e tocar com musicistas do exterior sem que tenham que sair do Brasil ou que estrangeiros precisem vir ao país.

Por meio de redes de internet de alta velocidade, eles vêm organizando concertos com músicos de países tão longínquos como a Irlanda do Norte, no Reino Unido, com quem promoveram no final de março, pela segunda vez, o Net Concert – um concerto via internet, realizado simultaneamente na capital do país anglo-saxão, Belfast, e em São Paulo.

A experiência integra um projeto, realizado por pesquisadores da Escola de Comunicações e Artes da USP em colaboração com o Instituto de Matemática e Estatística, com apoio da FAPESP, quer a utilização e o desenvolvimento de processos interativos no âmbito da produção musical mediada tecnologicamente.

Um dos temas do projeto é a música em rede (networked music), como é definida a nova categoria de música surgida com o advento da internet que, em função da possibilidade de comunicação imediata, permitiu novas possibilidades de se pensar e fazer música com músicos e intérpretes dispersos em diferentes lugares no mundo.

Por meio de um convênio com a Queen University Belfast (QUB) – a instituição que vem liderando as pesquisas na área na Europa –, os pesquisadores brasileiros começaram a desbravar nos últimos anos esta área de estudo na América Latina.

“A música em rede vem sendo estudada há mais de 20 anos na Europa e nos Estados Unidos, onde está sendo desenvolvida a maior parte das ferramentas utilizadas hoje nas pesquisas na área. E nós estamos tentando criar um núcleo de pesquisa sobre networked music em São Paulo”, disse Julián Jaramillo Arango, um dos pesquisadores envolvidos no projeto.

De acordo com o pesquisador, desde 1990 há compositores que vêm pesquisando e desenvolvendo criações musicais utilizando redes digitais como plataforma de criação.

Um dos principais desafios com os quais eles vêm lidando para trabalhar com música em redes digitais é sincronizar os eventos, fazendo com que grupos de músicos e intérpretes dispersos em diferentes lugares no mundo tenham uma unidade comum e compartilhada de tempo.

“A rede tem limitações, como um retardo (delay) no envio e recebimento de sinal de um lugar para o outro. E nós tentamos incorporar essas descontinuidades nas obras”, explicou Arango.

Uma das estratégias utilizadas pelos pesquisadores para lidar com essas defasagens de tempo nas redes digitais é usar duas telas de projeção de imagens nos dois lugares onde estão os músicos e os intérpretes participantes do concerto virtual, como o Net Concert.

Na primeira tela, os músicos e intérpretes em São Paulo podem ver seus colegas em Belfast, por exemplo, e vice-versa. Já a segunda tela é uma partitura em tempo real das composições, chamada online core, com cifras musicais, além de imagens que os músicos e intérpretes só visualizam no momento exato de execução da peça por meio de comandos enviados pelo regente simultaneamente para os dois lugares onde estão.

“Essa é uma forma de reger os grupos de músicos e intérpretes em cada local e fazer com que eles possam se sincronizar, para a qual nós tivemos de preparar um software específico para operar em rede”, disse Arango.

A produção de um concerto em rede é um processo que envolve, entre outros fatores, conhecer as diferenças culturais dos músicos e intérpretes de diferentes países para, a partir disso, tentar criar algo em conjunto.

Para produzir o Net Concert, por exemplo, os pesquisadores brasileiros começaram a reunir os músicos e intérpretes, selecionar as composições e realizar os ensaios e testes de conexões de áudio e vídeo desde o janeiro.

Além de preparar a infraestrutura, os pesquisadores também ajudaram a compor uma das cinco peças apresentadas no concerto, onde interagiram com músicos em Belfast via internet em tempo real.

Arango é um dos compositores da composição vocal “Ser Voz”, de Michelle Agnes, que abriu o concerto. É uma composição para quatro vozes e bocas, sendo duas masculinas, do Brasil, e outras duas femininas, de cantoras em Belfast. Durante a performance musical e teatral são capturados os movimentos em close dos lábios de cada intérprete e projetados lado a lado em um telão.

Em outra composição, denominada “Cipher Series”, de Pedro Rebelo, um contrabaixista em São Paulo “duelou” com um pianista em Belfast, estimulados por partituras gráficas, em uma performance semelhante à de uma jam session.

“A música em rede permite aos músicos de diferentes lugares no mundo desenvolver seu conhecimento musical na performance e acaba ressaltando o improviso”, avalia Arango.

De acordo com Arango, a música em rede não está voltada apenas para uma linguagem musical contemporânea, como a música eletrônica. Apesar de estar trabalhando atualmente com compositores mais voltados para uma linguagem contemporânea e com grupos de música de câmara – integrados por instrumentos musicais convencionais, como piano, contrabaixo, flauta, saxofone e percussão, além de instrumentos eletrônicos, sintetizadores e computadores –, a nova categoria de música é aberta a todos os estilos e tipos de instrumentos musicais.

“A rede não é algo que dará como resultado um tipo de conteúdo musical particular. Ela é mais uma plataforma para que qualquer tipo de música, da mais erudita até a mais popular, possa ser pensada e levada adiante”, afirmou.

Os pesquisadores brasileiros pretendem criar um acervo de composições para música em rede em parceria com o grupo da Queen University Belfast. Além disso, também planejam realizar um novo concerto via internet unindo, além de músicos em São Paulo e em Belfast, também em uma terceira cidade. “Possivelmente, nós trabalharemos este ano para fazer isso”, disse Arango.

HOMOSSEXUAIS PODEM SER PASTORES

Na Saxônia, pastores homossexuais poderão viver com seu parceiro na casa pastoral de uma comunidade em "casos excepcionais". Decisão é polêmica e revela divisão interna.

Durante meses a Igreja Evangélica Luterana da Saxônia se viu envolvida num debate para decidir se pastores ou pastoras homossexuais poderiam viver com seu parceiro na casa pastoral de uma comunidade. Por fim, o Sínodo (parlamento) da igreja chegou a um acordo.

O Sínodo manteve a união entre um homem e uma mulher como o modelo ideal para a vida pastoral, como concessão àqueles que exigiam a manutenção da atual norma, datada de 2001 e que proíbe casais do mesmo sexo de ocuparem a casa pastoral.

Mas, em "casos excepcionais", religiosos homossexuais podem receber a permissão para ocupar a casa pastoral, desde que tenham a aprovação da direção da comunidade, segundo a decisão.

A Igreja Evangélica Luterana da Saxônia tem cerca de 700 pastores e pastoras e, destes, apenas 15 se declararam homossexuais. Segundo o porta-voz Matthias Oelke, ao menos por enquanto a decisão não tem efeitos práticos, pois nenhum desses pastores manifestou interesse em fazer uso do novo direito.

Foi a terceira das igrejas regionais que formam a Igreja Igreja Evangélica da Alemanha (EKD, na sigla em alemão) a decidir sobre a questão. As primeiras foram as igualmente conservadoras Igrejas Evangélicas de Baden e de Württemberg, que também decidiram a favor dos pastores homossexuais em "casos excepcionais". (BR/dw/epd Revisão: Alexandre Schossler)

RIO+RIO CONVOCA SETOR PRIVADO A INVESTIR NAS UPPS

O carioca está mais otimista e esperançoso com o futuro do Rio de Janeiro e isso graças ao processo de pacificação das favelas. É o que aponta o recente estudo realizado pela agência nbs em parceria com o Instituto Copernicus.

A pesquisa ouviu moradores de todas as regiões do Rio e entrevistou formadores de opinião, capitães das UPPS, líderes comunitários, sociólogos, gestores de ONGs, executivos da área pública, empresários e jornalistas.

A partir deste estudo, a NBS lança este mês o Projeto rio+rio, que tem como objetivo facilitar a entrada da iniciativa privada nas comunidades pacificadas e gerar negócios que favoreçam ambas as partes.

E qual é o papel da iniciativa privada no processo de pacificação? Esse foi o maior questionamento do trabalho desenvolvido pela NBS durante um ano e que provocou fóruns de discussões para entender o papel de cada um no processo de resgate da auto estima do carioca. Uma equipe de profissionais da NBS mergulhou na realidade das comunidades pacificadas, incluindo seus diversos pontos de vista - do morador aos comandantes – mapeando desafios e oportunidades que podem e devem ser utilizados pelas grandes marcas.

“O projeto rio+rio materializa nosso pensamento de aproveitar o bom momento que o Rio está vivendo e devolver algo relevante à cidade. E nossa forma de atuação é convocar a iniciativa privada para fazer parte desta transformação social. O convite não é pra fazer filantropia ou doa- ções. É pra fazer negócios que ajudem a promover desenvolvimento e gerar lucro sendo, ao mesmo tempo, agentes de integração social”, avalia André Lima, sócio e diretor de criação da NBS.

O resultado desse trabalho será divulgado neste 26 de abril, às 10:00, na quadra do Santa Marta, em Botafogo, Rio de Janeiro, seguido de debate com o secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, a major Pric ila Oliveira, que comandou a primeira UPP, Sergio Ricardo Macedo, Superintendente Executivo do Banco Santander, Jerson Kelman, presidente da Light e Thiago Firmino, representando a liderança comunitária que vai selar o compromisso da agência com a cidade.
(Fontes: Karina Okabatake, Marilena Senra no Portal da Propaganda)

CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSOR EM VIÇOSA

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) está com inscrições abertas para concurso público de professor efetivo na área de Telejornalismo, Produção Audiovisual e Pesquisa em Comunicação para o Departamento de Comunicação Social.Os candidatos devem ser graduados em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, e ter mestrado em Comunicação Social ou áreas afins. Detalhes: http://www.ufv.br/soc/files/pag/concursos.htm

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