Não fosse ROSA PARKS, (Tunkegee 4/02/1913 – Detroit 24/10/2005) costureira negra norte-americana, ter-se recusado a ceder seu lugar num ônibus a um branco, no dia 1 de dezembro de 1955, jamais BARACK OBAMA alcançaria o que quase todos, para não dizer todos, acreditavam impossível: um negro chegar à Presidência dos Estados Unidos.
Outro dia OBAMA visitou o Museu HENRY FORD, em MICHIGAN, onde se encontra o ônibus onde tudo começou. E sentou-se no mesmo lugar de ROSA PARKS. Hoje, no ESTADÃO, caderno ALIÁS, pg. J7. Reuna seus filhos, amigos, sobrinhos e principalmente seus netinhos, se tiver, abra o jornal na página, mostre a fotografia e conte essa história. Um pequeno gesto que mudou nossa história. E de como pequenos gestos podem mudar o mundo, por menos que as pessoas acreditem. (Madia, no blog dele)
GUIA DE PROFISSÕES EM ÁUDIO
A Unesp lançou o Guia de Profissões em áudio, com o objetivo de orientar estudantes que estão concluindo o ensino médio e que possuem dúvidas em relação à carreira futura. Detalhes: podcast.unesp.br.
TRANSFORMAÇÃO DE VIDA ENTRE MORADORES DE RUA
(Texto de Fábio de Castro, distribuído pela Agência FAPESP) – Durante cinco anos, a psicóloga Aparecida Magali de Souza Alvarez acompanhou de perto um grupo de moradores de rua da cidade de São Paulo e as pessoas que os auxiliavam. O estudo, realizado com uma abordagem multidisciplinar, tinha o objetivo de compreender os processos de interação que permitem a transformação humana em um cenário social marcado por preconceito, violência e desprezo.
A pesquisa – que foi a base da tese de doutorado de Alvarez, realizada com Bolsa da FAPESP e defendida em 2003 na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), – teve agora seus resultados descritos no livro Transformações humanas: Encontros, Amor Ágape e Resiliência.
O processo investigativo utilizado na pesquisa contou com técnicas que incluíam observação, entrevistas, fotos, gravações e, principalmente, interação. De acordo com Alvarez, o trabalho não foi realizado nos moldes da ciência tradicional, em que o pesquisador não se envolve com o objeto de estudo.
“Para entender as relações de transformação que ocorriam ali, não podia me ater apenas a questionários, era preciso entrar em um processo mais profundo de interação. Apesar de ter trabalhado com os índices e estatísticas amplamente utilizados no âmbito da saúde pública, o estudo se concentrou nas histórias de vida reais. O livro reflete minha própria vivência na interação intensa com os moradores de rua”, disse Alvarez à Agência FAPESP.
As histórias de vida e a relação construída pela pesquisadora com os moradores de rua foram analisadas a partir de conceitos desenvolvidos por diversos autores. Alguns desses conceitos, como o de “resiliência”, foram centrais para a definição do referencial teórico, segundo ela. “A resiliência é a capacidade de fazer frente às adversidades da vida, superá-las e sair fortalecidos ou transformados delas”, explicou.
Alvarez já vinha estudando o conceito de resiliência desde 1993, quando atuava no Centro de Estudos do Crescimento e Desenvolvimento do Ser Humano (CDH) da FSP-USP e teve os primeiros contatos com moradores de rua. Em 1999 iniciou seu mestrado – também com Bolsa da FAPESP – sobre a resiliência no contexto dessa população.
A opção metodológica de privilegiar a vivência e a interação como estratégias de investigação se explica, segundo Alvarez, pela característica da população estudada. Segundo ela, o morador de rua é uma incógnita para a sociedade, que não conhece suas histórias de vida.
“Mesmo para quem tem interesse, em estabelecer contato com essas pessoas não é algo trivial. São pessoas que sofreram e não confiam mais no mundo. Quando procuramos contato, eles se fecham, em uma tentativa de preservar a dignidade que lhes resta. O estudo mostra que é possível restabelecer a esperança dessas pessoas e ajudá-las a recomeçar, a partir de um tipo especial de interação, que chamei de ‘encontros transformadores’”, afirmou.
O pressuposto da tese, segundo Alvarez, é que apenas os encontros transformadores são capazes de possibilitar a resiliência dos moradores de rua. Dentro do tecido teórico e conceitual desenvolvido pela autora, esse tipo de encontro diferenciado apresenta características do chamado amor ágape.
“O ágape é o amor que aceita o outro de maneira plena, não se importando com quem ele é ou com o que já fez. É uma forma de aceitar o próximo simplesmente por ser humano. O ágape tem a capacidade de perdoar e de se doar de forma desinteressada, sem esperar nada em troca. Os encontros transformadores têm em seu cerne a característica de uma ação em ágape”, explicou.
Alvarez conta que, em sua vivência entre os moradores de rua, percebia que essa relação de amor estava presente nos encontros que causavam transformação humana.
Em um pós-doutorado na França Alvarez desenvolveu o instrumento metodológico operacional para promover a transformação humana que foi observada em seu trabalho de pesquisa. “Observei o fenômeno de transformação das pessoas e pensei em uma estratégia capaz de desenvolver esse tipo de ação em uma situação estruturada”, disse. Detalhes: www.edusp.com.br
CONFERÊNCIA SOBRE O MAR
Com o objetivo de promover uma reflexão sobre os temas Oceano e Clima, Biodiversidade e Exploração em Águas Profundas, incorporar novas áreas de conhecimento e ampliar a interatividade interinstitucional, o Instituto Oceanográfico da USP realizará entre 16 e 18 a Conferência USP sobre o Mar. Detalhes: www.inovacao.usp.br/uspconferencias
41º CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHGARIA AGRÍCOLA
A Associação Brasileira de Engenharia Agrícola e a Associação Latino-Americana e do Caribe de Engenharia Agrícola realizam, entre os dias 15 e 19 de junho, em Londrina , o 41º Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola e o 10º Congresso Latinoamericano y del Caribe de Ingenieria Agrícola. Detalhes: www.sbea.org.br/conbea2012
A CAÇA VERDADE
Os brasileiros querem a Verdade. Na lei, por enquanto só na lei, já existe a Comissão da Verdade, que, quando for constituída, assumirá perante a Nação o compromisso de fazer jus ao nome. Mas eu e você sabemos que a Verdade não é nem será plena. Nem contida em versão única. Até como ente gramatical abstrato, o substantivo Verdade não se acomoda nos limites da singularidade que os dicionários lhe atribuem, ao defini-la como “a propriedade de estar conforme com os fatos ou a realidade”.
Como se, nas coisas da vida, a objetividade absoluta fosse possível...
Aliás, nem desejável ela é. Porque, nos fatos gerados por ações humanas, importam mais os significados do que as materialidades em que se manifestam. E quanto à realidade, talvez a sua essência esteja no que nela falta, mais do que no que nela existe.
Se assim é, onde estará “a conformidade com os fatos ou a realidade”? Na aparência ou na essência?
No jornalismo, as ingenuidades, ignorâncias e arrogâncias da profissão levam alguns de nós a acreditar que um bom gravador nas mãos ou nos bolsos nos trará a verdade dos fatos e das falas. Pois nas lendas que correm pelas veredas dos sertões nordestinos conta-se a lição genial oferecida a uma jovem jornalista, pela sabedoria sertaneja de Patativa do Assaré.
De microfone em punho, a repórter abordou Patativa em tom de ordem: “Patativa, me diga alguma coisa para gravar no gravador”. E ouviu do poeta o seguinte improviso:
Gravador que estás gravando
aqui no nosso ambiente,
tu gravas a minha voz,
o meu verso e o meu repente,
mas gravador tu não gravas
a dor que o meu peito sente.
Tu gravas em tua fita
com a maior perfeição
o timbre da minha voz
e a minha fraca expressão.
Mas não gravas a dor grave
gravada em meu coração.
Gravador tu és feliz,
e ai de mim o que será.
Bem podes ser desgravado
o que em tua fita está,
e a dor do meu coração jamais se desgravará.
Em resumo – e aqui queria chegar, neste primeiro texto sobre o assunto: a Comissão da Verdade (criada para descobrir, esclarecer e reconhecer abusos do passado, dando voz às vítimas) jamais chegará à impossível Verdade objetiva.
Na missão importante de desvendar torturas, perseguições, assassinatos, sequestros e desaparecimentos que marcaram de dores e luto um pedaço da nossa História política recente, a Comissão irá defrontar-se com uma complexa trama de múltiplas Verdades - no plural quantitativo e qualitativo: as Verdades dos fatos e as Verdades dos significados; as Verdades aparentes e as Verdades essenciais; as Verdades do dito e do não dito, do feito e do não feito. As Verdades das coisas e as Verdades do intelecto. E as meias Verdades, as Verdades ocultas, as Verdades rejeitadas. Além das Verdades retóricas, que delimitam e nutrem auditórios mais ou menos manipulados.
A tão desejada e temida Comissão descobrirá Verdades. Jamais a Verdade.
Mas o debate começou. E é bom. (Prof. Carlos Chaparro, no blog dele)
1º CONGRESSO DE PLANEJAMENTO EM PORTO ALEGRE
Com o objetivo de discutir a comunicação e o planejamento no mercado gaúcho e mundial, o Grupo de Planejamento do RS – GPRS promoverá no próximo dia 21 o 1º Congresso de Planejamento, sob o tema do encontro Gerando Influências – O que as marcas movem. Detalhes: www.planejamentors.com.br.
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