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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

WRITESTORMING EM MARKETING


 

Novas idéias são necessárias todos os dias ao redor do mundo, todas as empresas buscam algo inovador, original, prático e que atenda ao cliente da melhor maneira possível.
Um dos processos mais utilizados dentro das organizações para a geração de novas idéias é o brainstorming (traduzindo literalmente, tempestade cerebral), mas há pontos que acabam atrapalhando este modelo, uma vez que suas idéias sempre são expostas perante o grupo e um comentário negativo acaba gerando desconforto e estragando o processo.
Por sua vez o writestorming é um processo onde o falar é secundário, cada participante têm como objetivo escrever em pedaços de papel quais são as suas idéias, então os papéis são colocados juntos e todas as idéias pertencem ao grupo, evitando ou minimizando ao máximo a possibilidade de comentários inapropriados.
Logicamente há idéias que, hoje, são inviáveis, muitas vezes o que ontem foi ridicularizado, hoje é sucesso e percebe-se a falta de visão de muitas pessoas dentro da organização.
Nestes processos a liberdade é fundamental, nenhuma pessoa deve pensar com limites, por isso os estudos são importantes, buscar o máximo em informações auxilia e realizar pesquisas dá um primeiro passo muito mais firme.
A criação ou geração de idéias é fundamental dentro das organizações, nenhum delas deve ser deixada de lado, mas cada uma deve estar muito bem adequada ao seu tempo, desta maneira os estudos são importantes e trazem importantes dados para a organização criar seus produtos e serviços.
Dentro do writestorming (tempestade escrita), percebe-se que as pessoas colocam em prática o seu conhecimento e criatividade, talvez muito mais profundamente do que em uma reunião de brainstorming.
Para que o writestorming funcione plenamente com a equipe, são necessários requisitos como:

  • Confiança nas informações: as melhores idéias são aquelas que já têm um estudo mais adiantado, pesquisar é tão importante quanto gerar idéias inovadoras;
  • Ética: todas as pessoas podem ter as melhores idéias, mas o espaço dado é um problema, dentro das organizações todos influenciam o trabalho de quem está ao lado ou mesmo não conhece, mas ainda prevalecem os departamentos, onde muros invisíveis tornam a organização um grande quebra-cabeças que não pode ser montado;
  • Liberdade criativa: o foco organizacional pode ser uma referência para se criar um novo produto ou serviços, mas a criatividade em muitos momentos não é demonstrada ao cliente, podem ser melhorados processos produtivos, reduzidos custos, melhor aproveitamento de matéria-prima etc.

As melhores idéias não ficam mais em gavetas, a visão é fundamental para estudar mais profundamente aquele produto ou serviço, verificar sua viabilidade e descobrir quem será o cliente ideal.
Pensar é um exercício diário que deve ser levado a sério dentro das organizações, com muitos estudos e pesquisas realizadas pode-se ter uma base muito melhor do produto ou serviço imaginado, pois sempre deve haver alguém disposto a adquirir o que a empresa produz.

PORTA DOS FUNDOS FEZ ESPECIAL DE NATAL

O canal de humor Porta dos Fundos colocou no ar "a videografia não autorizada da vida de um dos maiores ícones de todos os tempos". O vídeo possui mais de 16 minutos e um total de 5 esquetes, intercaladas por pequenos vídeos com o próprio Papai Noel.

 

O primeiro esquete é um embate entre Deus, Maria, José e o Anjo Gabriel. Depois, os Reis Magos aparecem discutindo a qualidade de seus presentes. No próximo, Jesus apresenta Maria Madalena para José e Maria. No próximo, o Messias tenta reservar uma mesa para a Última Ceia. No último vídeo, um Jesus amedrontado aparece discutindo os detalhes de sua própria crucificação com um de seus algozes.

 

Todos os vídeos são intercalados por filmetes do próprio Papai Noel comentando os detalhes de sua profissão. (Redação Adnews)

 

WIKIMARKETING

O marketing e seus conceitos estão passando por uma revisão conceitual numa velocidade nunca vista antes. Nos seus primórdios, o termo marketing significava apenas o estudo do mercado, a mercadologia - assim se tornou disciplina pela primeira vez em 1905, na University of Pennsylvania.

 

Demoraram cinco décadas para que o conceito fosse revisto, influenciado pelo pensamento da administração por objetivos, que começou a olhar a administração para fora, para o mercado, e a fazer dele sua base de decisões.

 

Uma das obras capitais foi o livro de Peter Druker, de 1954, Prática de Administração de Empresas. Por muitos considerada a obra que marca o nascimento do marketing como filosofia de negócios e ideologia empresarial.

Logo em seguida, em 1960, E. Jerome McCarthy, professor da Michigan State University, apresentou no clássico Marketing Básico: Uma visão Gerencial a principal caixa de ferramentas de marketing, utilizada até hoje e que virou até termo pop: os 4 Ps (produto, preço, ponto e promoção).

 

Durante muitas décadas, o marketing foi compreendido como a gestão dessas ferramentas em prol da organização e da satisfação do cliente.

Em 2004, influenciado pelo aumento da importância da gestão do relacionamento - que consiste na boa gestão do atendimento, prestação de serviços e pós-venda - a AMA (American Marketing Association), ampliou e acrescentou à definição de marketing a administração do relacionamento com clientes. Esse é o conceito que vigora até o momento.

Mas, apesar de ter apenas quatro anos, essa definição bem que poderia ser revista mais uma vez. Isto porque, neste período, ocorreu a cristalização de um fenômeno que irá influenciar a prática de marketing das companhias modernas: a força e inteligência das redes colaborativas, o conceito Wiki.

O conceito Wiki


O neologismo Wiki – derivado de wikiwiki, que em língua havaiana significa “rápido” – foi cunhado pela Wikimedia Foundation em 2003, que desenvolveu o software MediaWiki e colocou no ar o site Wikipedia – A enciclopédia livre.

 

Uma enciclopédia aberta para que fosse escrita e atualizada pelos próprios internautas, por meio de postagem de artigos.

 

Agora, em 2008, já são mais de 2 milhões de artigos em língua inglesa e mais de 350 mil artigos em língua portuguesa - é a maior enciclopédia disponível na Internet e responsável pela disseminação do modo Wiki de geração de conteúdo, também chamada de Web 2.0.

A partir de 2005, os projetos na Internet que mais obtiveram sucesso, visitação e comentários, foram os projetos que possibilitavam a geração de conteúdo livremente, com ou sem gestores controladores: Orkut, YouTube, MySpace e Second Life.

 

Além dos inumeráveis blogs e fotologs. Esse movimento foi bem descrito no livro Wikinomics – Como a Colaboração em Massa Pode Mudar o seu Negócio, de Don Tapscott & Anthony D. Williams. Wikinomics, ou o seu neologismo em português, Wikinomia, é conceituado, pelos autores, como a arte e ciência da colaboração.

Os autores defendem que o conceito de sistemas que se auto-organizam, criando uma ordem, mas sem comando central, podem também ser estimulados e, até mesmo, orquestrados.

 

Um exemplo citado é o projeto InnoCentive, criado pela Procter & Gamble. Na época, em 2001, com 7.500 pesquisadores contratados, a P&G achava esse pequeno exército insuficiente para manter sua liderança. Em vez de contratar mais pesquisadores, o CEO A.G. Lafley instruiu os líderes das unidades de negócios a buscar, fora da empresa, 50% das idéias para novos produtos e serviços.

Hoje, o InnoCentive é uma rede colaborativa, que reúne 35 empresas da Fortune 500 de um lado e 91 mil pesquisadores de 175 países de outro. As companhias colocam para eles problemas que suas equipes de P&D (pesquisa e desenvolvimento) não conseguiram resolver e oferecem recompensas que vão de US$ 5 mil a US$ 1 milhão para quem trouxer soluções viáveis.

 

Por meio desse projeto, essas empresas nada mais fazem do que manter uma rede colaborativa, que se complementa e inova em prol de desafios, gerenciada e remunerada pela organização. Mesmo esses colaboradores não sendo funcionários, sua dimensão global e seus 91 mil integrantes a transformam numa grande máquina geradora de inovação.

Wikimarketing


E como a rede colaborativa pode ser útil como ferramenta de marketing? A rede colaborativa, no fundo, é o que diversas empresas hoje vêm buscando criar junto aos seus programas de marketing de relacionamento.

 

Uma extensão natural - depois de conseguir criar, manter e se relacionar com um círculo de clientes determinado - é trabalhar esse círculo para que gerem valor, por meio de idéias, sugestões e críticas.

Na era do relacionamento, o envolvimento com o público-alvo de um programa ainda é visto sob a ótica de interesse da companhia, ou seja, o que a empresa ganha com isso.

 

Compreender que os próprios clientes, por exemplo, também podem ser fontes de informações e inovações, transforma essa relação e coloca os clientes como colaboradores em primeiro plano, como agentes, e não só como compradores e usuários.

Claro que, para essa relação existir, mais que recompensas, vale a reputação que a companhia constrói, fruto de bons produtos, serviços e atendimento prestados. Informalmente, clientes já são colaboradores - basta observar o volume de comentários que uma central de atendimento recebe diariamente.

 

A questão é que isso não é percebido, pela maioria das empresas, como uma rede colaborativa. No máximo, um canal informativo em que o cliente deposita suas opiniões. Opiniões estas que nem sempre são lidas e, muito menos, respondidas.

Está na hora de praticar mais wikimarketing nas organizações. Numa época em que a inovação contínua é tão propalada e valorizada nos negócios, não dá para abrir mão do volume e da diversidade de idéias que uma rede colaborativa de clientes pode trazer para as organizações.

 

Quem sabe, daqui algum tempo, teremos mais uma revisão da definição de marketing, colocando como objetivo, depois do relacionamento, a colaboração dos clientes. E que seja wikiwiki! (Por Marcelo Miyashita, consultor líder e palestrante da MIYASHITA CONSULTING. É professor de marketing em cursos de MBA e pós-graduação. Atualmente leciona na Cásper Líbero, FGV-EAESP GVpec, Trevisan, PUC-SP COGEAE, Madia Marketing School, IMES e IBModa. Foi colunista do Comercial & Cia, na rádio BandNews FM. Em 2006 recebeu o Prêmio Marketing Best e em 2007 o título de Marketing Expert, concedido pela Editora Referência (Jornal Prop&Mkt), pela FGV-EAESP e pela MadiaMundoMarketing. É mestrando em Administração pela PUC-SP, pós-graduado pela ESPM e publicitário pela Cásper Líbero. Conheça seu trabalho: www.miyashita.com.br)                                                                                                                                                                                  

APPLE PLANEJA NOVO IPHONE?

 A Apple mal lançou seus novos iPhone 5C e 5S e rumores já dão conta que a companhia planeja lançar versões maiores dos dispositivos já no próximo ano. 

A informação, segundo a DigiTimes, teria vazado de fontes relacionadas à cadeia de produção dos dispositivos e diz que o iPhone será lançado no não tão distante mês de maio, enquanto o novo iPad com tela de 12,9 polegadas chegaria em outubro.

 O relatório ainda afirma que o responsável pela produção do novo tablet será a Quanta Computer e a Apple estaria apenas decidindo sobre o tamanho exato da tela - 12,9 ou 13,3 polegadas - antes de dar a ordem para o início da produção.

 

Quanto ao iPhone, ele será produzido pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) e chegará às prateleiras com um processador de 20nm.

 

Apesar do relatório apontar os meses de maio e outubro como possíveis datas para os lançamentos do iPhone e iPad, respectivamente, é altamente improvável que eles realmente aconteçam.

 

A Apple jamais lançou um iPhone em maio e nos últimos anos tem preferido os meses de setembro e outubro para lançar seu smartphone.

 

E apesar de outubro ser um mês plausível para o lançamento de um novo iPad, que costuma ser lançado entre outubro e novembro, é improvável que a Maçã consiga barganhar o valor das peças e da produção do novo dispositivo até lá, principalmente se ele utilizar um display de "ultra definição" como o relatório aponta.

 

Há uma certa expectativa que esse novo iPad de 12,9 polegadas seja o iPad Pro e que ele chegue para substituir o MacBook Pro como uma resposta aos tablets destinados ao público profissional e ao Microsoft Surface Pro 2. É esperar para ver. (Adnews, Via Canal Tech)

LANÇADA A COLEÇÃO GRANDES ESPECIALISTAS BRASILEIROS


A editora Elsevier acaba de lançar no mercado aColeção Grandes Especialistas Brasileiros – Gerenciamento de Projetos. Nela, são apresentados conhecimentos, técnicas e ferramentas para o efetivo gerenciamento de projetos.

Os livros foram escritos por profissionais renomados, professores e pesquisados da área, que expõem as principais tendências de cada área do gerenciamento de projetos atual, segundo os padrões nacionais e internacionais, incluindo as novas diretrizes da 5ª edição do Guia PMBOK®.

Fundamentos do Gerenciamento de Projetos: Neste volume, o autor apresenta conteúdo para um bom gerenciamento de projetos, através de estudos de caso, construção teórica e da retórica discorrer sobre as definições de projetos e processos, maturidade em gerenciamento de projetos, tipos de organizações, o papel do gerente de projetos nas organizações, a responsabilidade das organizações frente ao gerenciamento de projetos.

A obra não busca extinguir o assunto, mas fomentar o pensamento crítico sobre as principais ferramentas e modelos de gerenciamento de projetos nas organizações contemporâneas e, por fim, apresentar pressupostos sobre o futuro do gerenciamento de projetos.

Gerenciamento da Integração em Projetos: A gestão de projetos é, por natureza, integradora. Por meio dela, é possível balancear as diversas demandas concorrentes em um projeto, viabilizando seu planejamento, sua execução, seu controle e seu encerramento.

Ela envolve escolhas sobre alocação de recursos, compensações entre objetivos e alternativas concorrentes, assim como a interdependência entre as diferentes áreas de conhecimento do gerenciamento de projetos. Assim, não há gerenciamento de projetos sem integração.

Nesse livro, o leitor encontrará a abordagem do PMI® para a integração conforme apresentada na 5ª edição do Guia PMBOK®, mas também uma abordagem prática, adquirida ao longo da experiência profissional e dos estudos sobre o tema do autor.

Gerenciamento das Partes Interessadas em Projetos: Todo projeto envolve e é realizado por pessoas. Por isso, além da especialização técnica, todo gerente precisa saber lidar com as partes interessadas de seu projeto e adquirir habilidades interpessoais que facilitem o processo de criação e manutenção constante de bons relacionamentos humanos.

A área de gerenciamento das partes interessadas é inédita e foi lançada somente na 5a edição do Guia PMBOK®. A proposta deste livro é fornecer processos, ferramentas e técnicas para que o gerente de projetos possa envolver e engajar as diversas pessoas e organizações envolvidas nos projetos, de forma a aumentar as chances de sucesso.

Certamente a maior novidade da 5a edição do Guia PMBOK®, as partes interessadas constituem um dos assuntos de maior interesse e destaque em gerenciamento de projetos.

Gerenciamento do Tempo em Projetos: O objetivo deste título é fornecer conhecimentos, técnicas e ferramentas para o efetivo gerenciamento de tempo nos projetos, tendo como referência primária o PMBOK® do PMI e as principais publicações e autores sobre o assunto.

Nesse livro, são apresentados os processos de gerenciamento de tempo e através de um estudo de caso, será possível praticar as principais técnicas e ferramentas de planejamento, atualização e monitoramento e controle de um cronograma, visando aumentar a probabilidade dos projetos terminarem dentro do prazo planejado, reduzindo esta lacuna entre utilização e alcance dos resultados.

A teoria aliada à prática facilita o aprendizado e permite uma utilização imediata das boas práticas recomendadas nesta obra.

Gerenciamento dos Custos em Projetos: O objetivo deste volume é apresentar todos os conceitos e as boas práticas que envolvem o planejamento e o controle de custos de para possibilitar que os orçamentos sejam criteriosamente elaborados e que os projetos sejam entregues com reduzido desvio nos custos.

Para isso, enfatiza-se o uso de indicadores padrão de mercado (CPI, SPI, TCPI e outros) para que o leitor possa monitorar adequadamente os custos de seus projetos com confiança e assertividade. No livro, são apresentados exemplos, estudos de casos, artigos e exercícios propostos, com gabarito ao final, permitindo que o leitor avalie seu nível de aprendizagem.

Gerenciamento Estratégico de Projetos: Este livro aborda os principais conceitos relativos ao moderno gerenciamento de projetos a partir das diretrizes estabelecidas pelo Guia PMBOK® - 5a edição e os princípios básicos da governança organizacional. Além disso, estuda as partes interessadas segundo noções atuais, proporcionando condições de aplicá-las aos projetos e/ou atualizar as organizações.

WEBMARKETING – ISSO DE COME COM FARINHA?

A propaganda convencional como conhecemos está com seus dias contados. A propaganda um-para-muitos, como tem sido as mídias ditatoriais clássicas como TV, rádio, outdoor, jornal e revista, entre outras tantas, para continuar obtendo os resultados de antes, terão que se adaptar e se reinventar.

Vivemos o momento da mídia um-para-um ou ainda, muitos-para-muitos. O comportamento “on demand”, em que o telespectador escolhe qual será o seu porto seguro durante os dois ou três próximos minutos. A escolha sobre qual será a propaganda que penetrará nos lares e mentes agora é exclusividade de cada lar e de cada mente.

A terceira (ou quarta) revolução industrial está aí e ela se chama Internet, porém, sendo ela um novo, atemporal e dinâmico ambiente, como lidar com suas características tão peculiares?

Essa tem sido a pergunta feita por publicitários e empresários de todo o mundo. O bom e velho marketing continua valendo, no entanto, precisa adaptar conceitos e rever paradigmas.

Lidar com a Internet, para muitos, têm sido como mudar-se para o País das Maravilhas em que um coelho de cartola ou um gato que sorri são coisas normais. Tudo faz sentido dentro de uma certa lógica, e, embora nem todos a dominemos, ela existe e seu manual de instruções de chama webmarketing.

Em recente palestra no nordeste, com o título de “webmarketing – O caminho das pedras no mundo virtual”, me deparei com uma cena pitoresca. Em frente a um cartaz, no hotel em seria ministrada a palestra, um senhor de idade elucidava seu neto sobre os avanços tecnológicos pelos quais o mundo havia passado nas últimas décadas.

“Primeiro veio o rádio, depois, o cinema e finalmente a televisão”

“Agora me apareceram com essa tal Irteneti. Não tem novidade nenhuma. É igual a uma televisão, só que vem junto com uma máquina de escrever.”

A essa altura, o neto curioso com o título do cartaz, perguntou ao avô: “E o que é vebi...mar...tin?”

O avô sem pestanejar, respondeu: “É mais uma mentira. Veja se pode? Primeiro disseram que o homem pisou na lua, agora tão dizendo que tem gente trazendo pedras de Marte”.

Guardadas às devidas proporções, o webmarketing atualmente é tratado mais ou menos assim. Muitos comentam sobre ele, mas poucos sabem realmente como usá-lo de maneira eficaz e que gere lucro para a empresa.

Em termos de comportamento do consumidor, estamos aos poucos descobrindo quem é o internauta típico. Há muito pouco tempo descobrimos que ele tem, em sua maioria, de 29 a 49 anos, mais de 84% pertencem às classes A e B, tem nível superior completo e representa mais de 20 milhões de brasileiros, cerca de 11% da população.

Em suma, a Internet é um excelente meio para se atingir um mercado altamente qualificado, formadores de opinião e é o grupo responsável pelo maior consumo per capita no país.

Surfando nas ondas da web, muitos profissionais têm se afogado em suas concepções. Tratar a Internet como sendo um modelo alternativo ao mundo real é como uma TV para um cego, um rádio muito grande e pesado. Estamos diante de um novo mundo e este deve ser tratado e entendido como tal. O webmarketing está se firmando como uma ciência e, tal como seu primo mais velho, o marketing, precisa de pesquisas, análises e profissionalismo.

Para muitos leitores, parece que estou falando de estatísticas vindas dos Estados Unidos ou da Europa. Sempre haverá aquele que dirá: “No Brasil a coisa é outra, menos de 20% da população tem acesso à web e, a maioria desses, lê e-mails através de uma torturante linha discada” – Não é bem assim.

A Internet tem mudado os hábitos dos brasileiros mais do que pensamos.

Segundo uma pesquisa do Instituto Datanexus, no horário nobre, quando praticamente todo o Brasil participa da saga de Maria do Carmo em busca de sua filha Isabel, tomando-se como base as residências que estão vendo televisão, a diferença entre o número de residências que tem acesso à web é de sete pontos percentuais a menos para aquelas que não tem acesso a Internet.

Lembrem-se de que em termos absolutos existem muito mais residências sem acesso do que com acesso à Internet.

Em webmarketing, chama-se de telepresença a interação efetiva de um internauta com o ambiente virtual. Um bom site ou um e-mail marketing eficiente é aquele que aumenta essa telepresença fazendo com que o telespectador fique concentrado no que ocorre na tela. Isso acontece com crianças quando estão guerreando numa batalha virtual em um jogo como Doom.

Sites que aumentam o comportamento de busca, de interatividade e de retenção em seu mundo virtual, aumentam a telepresença e obtêm sucesso em campanhas virtuais.

Os exemplos de campanhas vitoriosas de webmarketing que aumentam de maneira significativa a telepresença de internautas não são exclusividade de empresas americanas ou européias. Aqui pelo Brasil também estamos fazendo bonito.

Em uma campanha recente. A Fiat conseguiu alcançar um número recorde de mais de 200 mil consumidores em menos de um mês com uma campanha de marketing viral através de e-mail marketing. O número de disparos inicial foi de 150 mil.

Uma campanha de mala-direta não chega a ter 2% de retorno. Esta campanha, não só teve um índice de retenção próximo a cem por cento, como gerou 33% a mais de resposta sem a intervenção da empresa.

Ainda falando de mercado de automóveis, a venda pela Internet do carro Celta, realizada pioneiramente no Brasil pela fábrica da GM em Gravataí (RS), está servindo de modelo para outras fábricas no restante do mundo em países como Holanda, China e Tailândia.

Os casos são numerosos, porém, longe de uma porcentagem significativa. Dia-a-dia um número cada vez maior de empresas tem contratado profissionais de webmarketing para cuidarem de suas campanhas virtuais, de otimização de sites e de campanhas de e-mail marketing.

Para dominar webmarketing não basta saber fazer um site bonitinho, é preciso ter bom conhecimento de planejamento, marketing, design, de como funciona um site de busca, quem é o internauta brasileiro e outras informações pertinentes, não só ao mundo virtual, mas ao mundo real também.

Os encontros do Brasil do internauta com o Brasil do senhor de idade que passeava com o neto serão por muito tempo chocantes e engraçados, contudo, é importante mostrar o “cartaz” ao Brasil certo e saber como mostrá-lo, é claro, isso se você não quiser tentar vender aparelho de ar condicionado para um sem-terra.
(Por Conrado Adolpho, empresário, publicitário, escritor e palestrante. Sua formação vem de faculdades de excelência como ITA e Unicamp. Trabalha com tecnologia, Internet e marketing. É especialista em marketing on-line, presta consultoria e ministra palestras em marketing na Internet, e-business, estratégias de marketing on-line, otimização de sites para mecanismos de busca e outros assuntos ligados à Internet e marketing. É autor do Livro Google Marketing - O Guia Definitivo do Marketing Digital).

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sábado, 28 de dezembro de 2013

NA CONTRAMÃO DA LÓGICA


 

(Armando Ferrentini no Propmark) 1. São Paulo é uma das cidades mais caras do mundo para se viver, o que parece não preocupar nosso governo municipal, que insistiu em um aumento absurdo para o IPTU de 2014, sob a alegação de que só os ricos seriam afetados.

 

Dramatizou o prefeito ao ameaçar cortes drásticos nas verbas de educação e saúde com a majoração pretendida no tributo impedida pelo Poder Judiciário, que já se manifestou em definitivo por meio de decisão do STF na última sexta-feira (20), indeferindo o recurso da Prefeitura de SP.

É necessário explicar ao alcaide que os ricos que ele queria atingir possuem mecanismos de transferência dos seus aumentos de custos, sobrecarregando através deles os menos favorecidos.

O demagógico recurso de jogar pobres contra ricos, na tentativa de vender a ilusão de justiça social, não cola mais em centros avançados como a capital paulista.

Ideal seria se o prefeito, precisando de mais verbas para implantar seus projetos que ambicionam melhorar a qualidade de vida dos seus governados, combatesse para valer a corrupção que campeia na administração pública de São Paulo, como os jornais têm noticiado nas últimas semanas.

Aumentar brutalmente o IPTU, imaginando que somente os proprietários (e, portanto, os ricos alvos da sua mira) seriam atingidos, é desconhecer a realidade das locações residenciais e comerciais, onde os locatários, além do aluguel, respondem pelos tributos que recaem sobre os imóveis que ocupam.

O Brasil que queremos e que ficou claro nas manifestações de junho não comporta mais o aumento escorchante dos impostos, mesmo que mascarado por alegações de melhor distribuição de rendas e outras balelas que há décadas estamos cansados de ouvir.

Quanto mais eles dizem que lutam pelos pobres, mais pobres temos não só em São Paulo, como em todo o país. Sabemos todos, ademais, que não conseguindo nivelar a população por cima, resulta o nivelamento por baixo, com o aumento considerável dos mais necessitados.

Se a visão estreita dos nossos governantes os impede de melhor olhar ao redor, que pelo menos olhem o que se fez (e se faz) lá fora com idênticas políticas, que a nada levam a não ser gerar mais miséria.

2. Dentro desse contexto, embora sob outro viés, é bom que se atente para a balbúrdia instalada no trânsito em São Paulo, com o prefeito lembrando em muito seu antecessor mais famoso e que chegou à Presidência da República, onde pouco durou.

Sim, estamos nos referindo a Jânio Quadros, que virou um terror para os munícipes paulistanos, quando prefeito, ao se entregar à prática de proibições absurdas (mais tarde repetidas em Brasília, como a que o tornou alvo de toda sorte de gozações, ao proibir rinhas de galos).

Havia quem dele gostasse – isso sempre ocorre –, tanto que chegou ao mais alto cargo do Executivo do país. Mas, por sua obra e graça, ou falta de graça, o país viveu momentos turbulentos com a sua renúncia, que acabou desaguando no golpe militar de 1964.

O atual prefeito de São Paulo não chega a tanto, até acreditamos ser melhor intencionado que Quadros, mas falta-lhe uma visão de conjunto mais ampla, principalmente no que se refere aos transtornos da mobilidade urbana.

Seu governo deve operar para todos e não apenas para quem anda de ônibus. Se estamos numa democracia e isso me permite não só ter (sendo possível) como desfrutar de um automóvel, cujo movimento de vendas aumentou consideravelmente após os favorecimentos do governo federal sobre o IPI, que logo mais serão extintos, devo merecer estudos por parte das autoridades para evitar restrições ao meu direito de ir e vir.

A contradição é tão grande que escapamos por um triz nestes últimos dias de ser autorizada a continuação do fabrico dos veículos automotores sem airbag e freios ABS a partir de 2014, com destaque para a histórica e cinquentenária Kombi, que até carta de despedida “assinou” em forma de testamento, em uma jogada de mestre do seu fabricante e da agência de propaganda que há décadas lhe presta bons serviços.

A história é curta: sabedores que funcionários da linha de produção sem airbag e freios ABS seriam despedidos a partir do próximo ano, dirigentes sindicais se movimentaram no sentido de ser tolerada por mais tempo a ausência desses itens de segurança nesses veículos.

Após muitas discussões, prevaleceram o bom senso e a obrigatoriedade de todos os veículos saídos de fábrica a partir de 1º de janeiro serem portadores dos tais itens de segurança. Nada mais certo, mas foi por um triz.

O que tem a ver uma coisa com outra? Tudo. Mostra o descompasso entre movimentos de uma mesma linha de pensamento.

3. Para piorar, persegue-se agora o táxi, ameaçado de não mais poder circular nos corredores criados exclusivamente para os coletivos (táxis com dois ou mais passageiros também não poderão...).

A ideia dessa proibição, naturalmente, prende-se ao fato de julgarem que pobre não anda de táxi, o que é, isto sim, um pensamento elitista. Pode não andar com frequência, mas ao surgir uma urgência torna-se necessário.

Estabelecida mais essa confusão, aparecem os profetas do caos propondo, como noticiaram os jornais dos últimos dias, dois corredores exclusivos nas principais avenidas e ruas de São Paulo: à direita, somente para táxis; à esquerda, somente para ônibus. No meio, que se virem os carros, vans e outros meios de transporte que não são fabricados para “uso coletivo”.

O grande benefício para esses profetas reside no fato de que falar bobagem não paga (ainda) impostos.

4. Em um país que adora venerar infratores, noticiou-se com alarde a morte de Ronald Biggs, um dos autores do roubo ao trem postal do Reino Unido, que rendeu à quadrilha (15 delinquentes) uma fortuna estimada em 2,6 milhões de libras esterlinas.

O que pouco se falou a respeito do roubo na época e nunca mais depois é que foi assassinado pela quadrilha um funcionário do trem que fazia a sua guarda. Biggs fugiu para o Brasil, casou com uma brasileira, teve um filho idem e aqui virou celebridade, sendo a sua presença disputada durante três décadas em muitos importantes eventos sociais.

Que país é este?

5. Boas Festas e um grandioso 2014 aos nossos leitores, anunciantes, parceiros e amigos. (Propmark)

O CONTENT MARKETING NO BRASIL

Todos os anos, o Content Marketing Institute realiza nos Estados Unidos e no Canadá uma pesquisa que mostra o estado do content marketing nos mercados desses dois países. Tem sido assim desde 2010.

 

Neste ano, a pesquisa é realizada pela primeira vez no mercado brasileiro. A iniciativa é fruto de uma parceria nossa, da Tracto, com o CMI.

 

Foram 1.201 respondentes. Extraímos 523 respostas de empresas B2B e chegamos ao conjunto de 13 conclusões, apresentadas numa série de webinars entre 17 e 19 de dezembro. O download do relatório completo da pesquisa pode ser feito no site da Tracto.

 

Eis as conclusões do estudo:

 

1. 83% dos profissionais de comunicação e marketing B2B do Brasil usam conteúdo para alcançar seus objetivos corporativos.

 

Nos Estados Unidos e no Canadá, o percentual é de 95%, o que indica que content marketing B2B está mais difundido na América do Norte do que no Brasil.

 

2. 49% se consideram eficazes na produção de conteúdo.

Resultado melhor do que nas empresas americanas e canadenses (42%).

 

3. Ter um documento que registre a estratégia de conteúdo é fator-chave de sucesso.

 

58% das empresas muito eficazes documentam suas ações. Só 20% das pouco eficazes o fazem.

 

4. Ter um colaborador que supervisione a estratégia de content marketing é outro fator crítico de sucesso.

 

Das empresas muito eficazes, 76% têm alguém nessa função. Entre as pouco eficazes, só 54% o têm.

 

5. Empresas que documentam suas estratégias são capazes de produzir mais conteúdo.

 

76% das que têm um documento produzem hoje mais conteúdo do que um ano atrás. Entre as que não geram documento, o desempenho é de 71%.

 

6. Uma empresa usa, em média, 13 táticas de content marketing. É o mesmo número de táticas adotadas por americanas e canadenses.

 

7. Redes sociais são a tática mais popular tanto no Brasil quanto na América do Norte.

Matéria no site, newsletter online, matéria em site de terceiros, evento presencial e papers vêm em seguida.

 

8. Vídeo é a tática considerada mais eficaz no Brasil, seguida de redes sociais, evento presencial e artigo.

 

Na América do Norte, o ranking apresenta evento presencial, estudo de case e vídeo nas primeiras posições.

 

9. Facebook é a rede social preferida nas empresas brasileiras. E Linkedin reina entre americanos e canadenses.

 

10. Aquisição de clientes é o principal objetivo dos brasileiros.

 

Entre as muito eficazes, consciência da marca lidera. Nos Estados Unidos e no Canadá, também.

 

11. A maioria pretende aumentar investimentos em conteúdo nos próximos 12 meses, sobretudo as muito eficazes.

 

52% dos que se consideram pouco eficaz, no entanto, não pretendem aumentar. Ou seja, quanto mais eficaz, maior a motivação para produzir.

 

12. Design é a função mais terceirizada no Brasil. Redação vem em segundo lugar.

 

A maioria das empresa produz conteúdo (todo ele ou parte dele) internamente. Só 1% terceiriza toda a produção.

 

13. Falta de orçamento é o problema mais frequente.

Produzir conteúdo que gera engajamento vem em segundo lugar. (Por Cassio Politi, diretor de content marketing da Tracto. É autor do livro Content Marketing - O Conteúdo que Gera Resultados. Já prestou consultoria e ministrou cursos em 25 estados. Publicado originalmente no site da Tracto)

 

O MAIOR CRIATIVO DA CROISETTE

 (por Carlos Domingos, presidente da AGE, no Propmark) - Muito antes do Cannes Lions começar, um criativo já vivia circulando pela Croisette e ladeiras do “Peloran”: Pablo Picasso. O artista espanhol viveu em Cannes e em Aix-en-Provence a partir de 1959. E parece ter tido muito em comum com os publicitários que invadiriam a região nas décadas seguintes.

Primeiro, Picasso também adorava visibilidade e badalação. Não perdia a chance de dar uma entrevista e se vendia como ninguém. Inclusive, reservava as manhãs para receber jornalistas, clientes, amigos e famosos em seu ateliê.

Mesmo dedicando tanto tempo ao social, Picasso trabalhava feito um… publicitário. Adepto da máxima “a qualidade vem da quantidade”, varava noites em busca das melhores ideias.

Estima-se que tenha produzido mais de 40 mil obras diferentes ao longo da sua vida. Certa vez, um visitante estupefato olhava dezenas de cabeças praticamente iguais de um homem fumando.

“Pra que fazer tantas?”, perguntou. Ao que Picasso respondeu: “É preciso fazer, fazer e fazer mais cabeças. É à força de fazer muito que se chega a qualquer coisa”.

A publicidade brasileira só atingiu o patamar de potência mundial porque seus criativos sempre produziram em escala industrial. Lembro-me de fazer 300 títulos para chegar a um bom, e uma centena de roteiros para encontrar o “marvado”.

Como nossa classe, Picasso vivia criticando a onda do politicamente correto, que – ora, veja você – já existia na década de 1940: “O que é terrível hoje em dia é ninguém dizer mal de ninguém.

Se acreditássemos em tudo que lemos, pensaríamos que tudo vai bem. Em todas as exposições, segundo o que lemos, há sempre qualquer coisa de bom. Tudo é mais ou menos igual, nada é posto por terra, tudo se encontra no mesmo nível. Por quê?”.

Como um legítimo criativo atual, “integrado”, como dizemos, Picasso criava para diversas plataformas: escultura, pintura, desenho e até poesia. Sua “Guernica” é o anúncio visual definitivo contra a guerra.

Até na angústia de criar, temos semelhanças: “No fundo, o mais terrível para um pintor é a tela branca”, dizia ele.

Contudo, além da enorme distância entre arte e propaganda, Picasso também tinha muitas diferenças em relação aos criativos das agências.

A começar, não acreditava que mais liberdade criativa resultaria, necessariamente, em trabalhos melhores: “Quando nos julgamos menos livres é que somos, por vezes, mais livres”.

Explicando melhor, em suas próprias palavras: “A liberdade, é preciso ter muito cuidado com ela. Na pintura, como em tudo o mais.

Façamos o que fizermos, encontramo-nos sempre com algemas. A liberdade de não fazer uma coisa exige que se faça outra obrigatoriamente.

E, então, já estamos algemados novamente. Isso recorda-me a história de Jarry: quando os soldados libertários faziam os seus exercícios, o oficial dizia-lhes: meia volta à direita. Mas como eram libertários, faziam todos juntos meia volta à esquerda.

A pintura também é assim”. E a publicidade também é assim. As famosas “tendências de Cannes” fazem com que todo mundo corra para o mesmo lado ao mesmo tempo. O que ganhou Leão num ano acaba servindo de “guia” para a produção do ano seguinte. E então lá estamos nós, novamente, todos algemados.

Ainda sobre liberdade, é comum ver adultos invejando as crianças com o argumento de que “elas sim são livres para criar”. Mais uma vez, vem Picasso a desconcertar-nos:

“As crianças não são livres. Na realidade, são obrigadas a fazer desenhos de crianças. São forçadas a aprender a fazê-los. Têm mesmo de aprender a fazer desenhos infantis, que são abstratos… Na verdade, com o pretexto de lhes deixar a liberdade, de não as entravar, as crianças são fechadas no seu gênero, com as suas algemas”.

O espanhol certamente reprovaria o rigor com que acusamos o outro de “chupar” ou decretar que “isso já foi feito”.

Picasso defendia abertamente que os artistas devem roubar ideias. Mas não confunda com copiar. Roubar é pegar algo e fazer melhor (dizem que foi isso que ele fez com as telas cubistas de Braque).

Já copiar é simplesmente imitar, repetir, sem nada acrescentar. Segundo o gênio, não se chega a lugar nenhum copiando: “Cézanne e Van Gogh nem por um segundo queriam fazer aquilo que hoje se vê nas telas de Cézanne ou de Van Gogh.

Eles queriam ser fiéis àquilo que viam. Faziam um grande esforço e tudo o que de mais belo faziam no mundo só conseguiam fazer por não poder fazer de outra maneira e, então, passaram a ser Cézanne e Van Gogh”.

Outra diferença fundamental entre Picasso e publicitários é sua relação com os troféus. Enquanto nossa classe gosta de colocar seus Leões bem à vista, o artista fazia o contrário: deixava exposto seus piores trabalhos.

Certa vez, pendurou um quadro de uma paisagem sobre uma porta e disse: “Eu não gosto nada dele. Acho mesmo horrível. E quando o pendurei em cima daquela porta, acredite, não foi por gostar dele, pelo contrário.

Considero-o tão ruim que o trouxe ao ateliê como uma espécie de penitência. E enforquei-o ali, até que a sua morte chegue”.

De fato, os grandes trabalhos de Cannes podem inibir e até desanimar. Sob a mentalidade de “ah, não dá para competir; na Europa é diferente; eles têm prazo, dinheiro; não tem como fazer isso no Brasil”, o sujeito joga a toalha. Agora, se você tentar ser melhor que você mesmo no trabalho seguinte, com certeza avançará em qualidade.

Dá para sobreviver sem ganhar Leão? Claro. Existem trabalhos brilhantes que nunca serão premiados. Nem por isso terão menos valor.

Cannes é, sem discussão, a principal referência da comunicação no planeta. Mas, como a própria propaganda, é descartável. Durante uma semana, os holofotes miram para lá.

As pessoas acompanham ansiosas os resultados de cada categoria. Mas a maldição é que, já no dia seguinte ao término do evento, todos os jornais, revistas, folhetos e publicações de publicidade que lotam os lobbies dos hotéis da cidade francesa são recolhidos e jogados fora: no lixo.

Depois disso, vamos falar a verdade, poucos se recordam dos resultados. Gravamos na memória um ou outro Leão, mas a quase totalidade nem mais é lembrada. Alguns poucos tornam-se clássicos, mas a grande maioria é varrida do mundo para sempre, só sendo lembrada para desclassificar peças futuras.

Ao contrário de Picasso, que entrou para a história, nós provavelmente seremos esquecidos como nossos próprios anúncios. Então, vale a pena tanto esforço? Se a gente se divertir pelo percurso, sim. Isso significa comparecer às edições do Festival, comemorar as vitórias, aprender com as derrotas. E nunca deixar de mergulhar naquele lindo mar da Riviera Francesa.

CASES DE MARKETING EM TEMPO REAL 

 O diretor de digital da Charity Water, Paull Young, andava numa Citi Bike – bicicletas de um sistema de empréstimo – por Nova York no começo desse mês quando foi atingido pela chuva. Ele tuitou que não ficou ferido, mas que suas calças caqui ficaram destruídas e adicionou a hashtag #PLEASESENDPANTS.

 

Contando com a ajuda da @JCrew, a Citi Bike lhe enviou um vale-presente. Ele pedalou até uma loja J. Crew enquanto tuitava sua satisfação, além de fazer check-in no Foursquare. A ação altruísta (assim gostamos de pensar) teve uma abrangência maior na mídia.

 

O resultado foi um consumidor feliz, surpreso e que se tornou defensor da marca, um grande relações públicas, relevante e recíproco, o que é, indiscutivelmente, o anel de bronze da marca: a mensagem certa, para a pessoa certa, no momento certo.

 

Marketing em tempo real pode adicionar um tom de valor às interações com o consumidor, trazendo relevância às marcas, que se tornam informadas, dinâmicas e que gera buzz.

 

O movimento em torno do marketing em tempo real também é impulsionado pelas crescentes expectativas dos consumidores – estimulados pela tecnologia – por imediatismo, relevância e acessibilidade.

 

Uma pesquisa publicada recentemente identifica seis cases de negócio para marketing em tempo real, expandindo projetos planejados ou não, reativos e proativos.


Case 1: eventos de marca


Eventos de marca incluem lançamento de produtos, conferências, mídia e eventos voltados para o cliente. Nesses locais são contestados estratégias, pré-homologações, planejamentos de mídia, hashtags, criativos, calendários editoriais, entre outros, e podem ser preparados com antecedência.

 

Durante os eventos, as equipes ficam disponíveis para lançar conteúdo e responder às mensagens nas redes sociais. Deve haver algumas surpresas. Aqui vão alguns exemplos:

 

- A Pepsi decidiu apresentar sua lata mais fina durante o Fashion Week com o mote “fique magro”.

 

- A fim de ampliar sua longa introdução programada no streaming do Spofity para painéis de foco, a Ford aproveitou o buzz em torno da música recém-lançada do Daft Punk para fazer tuítes promovidos com as hashtags #daftpunk, #spotify e #fordsync.


Case 2: eventos antecipados


Um crescente número de organizações se prepara para eventos em tempo real que são previstos antecipadamente. Objetivos de negócio, estratégias, equipes e aprovações estão prontos, o conteúdo é bloqueado e carregado.

 

- A HBO não poderia saber quantos dos seus shows ganhariam o Emmy e em quais categorias, então ela preparou um conteúdo antecipado e previu os possíveis resultados. O conteúdo “correto” foi ao ar em tempo real.

 

- A Starbucks promoveu o café Via quando a nevasca Nemo chegou em fevereiro. Ela preparou tuítes promovidos e localizados que sugeriam degustar uma bebida quente, com frases como “agarre o seu Via e curta a neve!”.


Case 3: localização baseada em objeto


Um pequeno mas promissor caso de uso de marketing em tempo real é a ferramenta de localização baseada em objetos.

 

Exemplos disso são caminhões locais de alimentos ou o @ChicagoCabbie - um serviço profissional de taxi - divulgando promoções e localizações atuais. Tecnologias cada vez mais sofisticadas, como o iBeacon da Apple, selecionam e armazenam a localização de um consumidor e enviam uma promoção para o seu telefone na mesma hora. Isso é selecionar a pessoa certa, na hora certa e no lugar certo.

 

- A rede de restaurantes Taco Bell, em parceria com o aplicativo de GPS Waze, aciona anúncios baseados em localização nos smartphones de motoristas quando eles se aproximam de um restaurante, porém, claro, apenas quando estão parados em um sinal vermelho.

 

- A MGM envia notificações para smartphones próximos a restaurantes, lojas, shows, entre outros, para os hóspedes do hotel Bellagio Las Vegas.


Case 4: baseado em análise de previsão


Outra área relativamente pequena, mas crescente, é a baseada em análises de previsão. Há muito tempo, a Amazon tem usado dados de previsão para dar recomendações aos clientes com base em dados de navegação e histórico de compras.

 

Esta tendência ganhará força assim que soluções de dados tornarem-se mais acessíveis e simples de implementar.

 

- O SoLoMo (social, local e móvel) chega aos os compradores que fazem check-in na Walgreens no Foursquare. Eles instantaneamente recebem um cupom vale-compras.


Case 5: interação de consumidores


Interações com os clientes podem assumir inúmeras formas, incluindo programas de relacionamento, atendimento ao cliente, resolução de reclamações e interações com a comunidade.

 

O público, o visível e até mesmo a natureza viral dessas interações em canais sociais, no entanto, significam que eles se tornam cada vez mais uma função de marketing.

 

Isto é particularmente certo agora que os clientes têm esperado que as marcas respondam às suas dúvidas e reclamações em tempo quase real.

 

- A marca de biscoitos Pretzel Crisps monitora tuítes de pessoas que dizem estar com fome. A empresa, então, responde com uma oferta para enviar amostras de produtos.


Case 6: novidades


A forma mais reativa do marketing em tempo real responde de forma legítima e relevante a notícias imprevistas. Este também pode ser o tipo mais arriscado, espontâneo e difícil de marketing em tempo real.

 

A preparação prévia é praticamente impossível. Últimas notícias nem sempre são boas, portanto, certo grau de sensibilidade é necessário.

 

Muitas vezes, isso também requer seguir uma história até que ela se desenrole. A oportunidade está batendo à porta por meio de um levantamento relevante e apropriado, tanto para o evento quanto para a marca.

 

- A Coca-Cola anunciou a suspensão da publicidade local da marca por um mês, redirecionando os gastos para a recuperação das pessoas que sofreram com o desastre causado pelo tufão Haiyan nas Filipinas.

 

A marca oferece apenas R$ 2,5 milhões para a causa, mas teve um reconhecimento global significante, notoriedade e ampliação social, em parte por utilizar o marketing em tempo real para maximizar o impacto do anúncio.
(Por  Rebecca Lieb,  analista de indústria no Altimeter Group. Tradução: Bruna Molina)



COMO MONTAR A RETROSPECTIVA DO INSTAGRAN

Nos últimos dias, diversos usuários do Instagram resolveram postar vídeos de suas retrospectivas no Facebook e na própria rede social de fotografias. Mas como eles criaram isso? O Adnews explica abaixo como montar sua própria retrospectiva.

A primeira coisa a fazer é acessar o site do Statigram , um serviço que fornece dados estatísticos sobre o seu perfil.

Feito isso, logue com sua conta do Instagram. Logo depois, clique em SNAPSHOTS e escolha a primeira opção para ter seu vídeo com as fotos mais curtidas enviado por e-mail

O site também fornece outros "Snapshots" que exibem diferentes dados como, por exemplo, qual foi sua primeira foto e quais usuários você curte mais. (Redação Adnews)

WMS COM INFORMAÇÃO EM TEMPO REAL
Introdução
Neste artigo veremos as possibilidades que a tecnologia da informação nos oferece através da integração de uma solução WMS (Warehouse Management System) ou Sistemas de Gerenciamento de Armazéns com um sistema de Radiofrequência que possibilita a informação em tempo real.
Será que vale a pena?
Poucas empresas no Brasil e no exterior avaliam adequadamente um investimento em tecnologia que integra soluções voltadas à Armazenagem. Isto se deve ao fato de que as empresas ainda estão adaptando-se à estas tecnologias.
Poucos profissionais possuem exeperiência suficiente para desenvolver um "business case", ou seja, uma análise de viabilidade técnica e econômica para a implementação de soluções de tecnologia de informação voltadas à armazenagem.
A conclusão que chegamos, normalmente, é que o investimento inicial é proibitivo na implementação deste tipo de solução, entretanto os custos operacionais são muito baixos. Será que esta análise está correta?
Claro que não!
Existem muitos outros fatores que devem ser envolvidos num estudo deste tipo, e um deles é sobre as possibilidades que surgem quando começamos a integrar estas soluções.
O que objetivamos através de uma solução WMS é o gerenciamento operacional de todas as atividades relacionadas com a armazenagem (inventário, recebimento de materiais, separação de pedidos, transferências de estoque, etc.).
Neste tipo de investimento, podemos encontrar benefícios relacionados à acuracidade de informações (quantidades e localizações), controle operacional, rastreabilidade do pedido, controle individual por SKU ("Stock Keeping Unit"), eliminação dos erros operacionais através de conferências por informações cruzadas, etc.

WMS integrado ao Sistema de Radiofrequência

O que esperar de um sistema de Radiofrequência (RF)?
Quando investimos em um sistema de comunicação via RF esperamos velocidade de informações que para alguns negócios é de fundamental relevância, mas muitos investem num sistema de RF pensando que o mesmo já faz parte da solução WMS.
Um WMS pode gerenciar as atividades de armazenagem sem estar integrado a um sistema de comunicação em tempo real, o que em muitos casos é o mais viável.
Porém, em muitas situações a integração do Sistema de Gerenciamento com o Sistema de Comunicação em tempo real promove benefícios que se justificam quantitativa e qualitativamente.
Durante as atividades operacionais de um armazém, inúmeras perdas crônicas (perdas pequenas mas contínuas) podem ser evitadas racionalizando a necessidade de pessoal operacional, equipamentos, etc, tais como:

* O Sistema de RF possibilita em algumas vezes que o operador quando estoca uma carga, volte com material a ser separado, eliminando o retorno vazio em aproximadamente 30% das vezes (dependendo do planejamento de atividades);
* A informação em tempo real permite o "inventário rotativo gratuito", isto é, aquele que ocorre durante o processo de separação, por exemplo, já que o operador foi separar determinado item a ser inventariado, o sistema indica que aquele é o melhor momento para realizar a contagem;
* A RF evita que erros concretizem-se e somente depois sejam identificados, pois caso o operador cometa algum erro, no mesmo instante o sistema bloqueará a próxima tarefa a ser transmitida para o mesmo;
* A distribuição das atividades para o pessoal operacional é mais adequada e se auto-balanceia em função das incertezas que surgem;
* A rastreabilidade da fase do ciclo do pedido, o mesmo possibilita um fornecimento de informação mais acurada e rápida ao cliente;
* O monitoramento da equipe é feita em tempo real, possibilitando gerenciamento mais eficaz dos recursos humanos.


Conclusão

Estes benefícios, que podem ser traduzidos em fatores quantitativos e qualitativos fazem com que determinadas empresas viabilizem a implementação de um sistema WMS integrado ao Sistema de RF.
Assim, se a sua empresa está avaliando tal possibilidade, esteja preparado para esta moderna integração das soluções.
(Por Eduardo Banzato, Diretor e instrutor da IMAM Consultoria Ltda, empresa especializada na solução de problemas relacionados à logística e engenharia industrial, movimentação e armazenagem de materiais, técnicas modernas de administração da manufatura e estratégias de produtividade. www.imam.com.br e www.revistaintralogistica.com.br)

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