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domingo, 3 de fevereiro de 2013

DOMINGO É DIA DE AUDITORIA


AUDITIORIA DA COMUNICAÇÃO

AS PALAVRAS

“o profissional de marketing não deve utiolizar apenas ferramentas  já comprovadas, deve experimentar e arriscar em iniciativas pioneiras.”  (Francisco Gracioso)

UMA CONVERSA SOBRE MOTIVAÇÃO...

Motivação é o que desenvolve em cada um de nós uma força interior para realizar qualquer atividade e conquistar os objetivos que nos propomos a alcançar. Sem ela, tudo fica mais difícil, e, às vezes, impossível.

Os motivos são pessoais, por isso as empresas precisam desenvolver estímulos para que suas equipes sejam estimuladas permanentemente a buscarem metas e produtividade máximas, movidas por uma motivação coletiva, capaz de unificar em uma mesma direção tantos interesses particulares.

A fórmula para isso está na realização de campanhas de incentivo, que os autoresEdmundo Monteiro de Almeida e Renato Avanzi descrevem, passo a passo, em seu recém-lançado livro Marketing Motivacional, com o selo da Editora Saraiva.

Para saber um pouco mais sobre o tema, conversamos com Edmundo M. Almeida, um dos pioneiros no Brasil em planejamento e criação de campanhas motivacionais.

 

Promoview: Quais os motivos que levaram vocês a escreverem este livro?

Edmundo: Compartilhar com o mercado nossas experiências acumuladas ao longo de vários anos, tanto no trabalho como executivos, quanto como professores.

Quando comecei minhas atividades com o marketing motivacional, o Brasil praticamente não desenvolvia ações integradas e estruturadas. O caminho precisava ser aberto sobre um terreno árido, especialmente por conta do desconhecimento dos executivos e da sua descrença em relação aos resultados que podiam ser obtidos.

Promoview: Essa percepção hoje é diferente?

 

Edmundo: Felizmente mudou muito, ainda que o caminho não esteja completamente asfaltado. Durante muito tempo imaginou-se que as campanhas de incentivo servissem apenas para aumentar as vendas, por meio de premiações em dinheiro.

Mais recentemente, as empresas passaram a utilizar o marketing motivacional para outras finalidades que podem ser quase ilimitadas. Depende da criatividade e da necessidade de cada organização.

 

Promoview: Dê exemplos de como se pode utilizar o marketing motivacional com bons resultados.

 

Edmundo: Ele pode ser utilizado para treinamentos; em campanhas internas como as de segurança, produtividade, limpeza, inovação, economia, entre outras; em ações para o público externo como fidelização, conhecimento de portifólio, parceria no ponto de venda, aumento da qualidade das matérias-primas e muito mais, dirigidas aos clientes, fornecedores e trade.

É extremamente eficaz, também, em aquisições e fusões de empresas, quando é necessário criar sinergia entre duas culturas diferentes e transformá-las em uma única.

Promoview: Falando em matéria-prima, qual é a mais fundamental para a motivação?

 

Edmundo: Tudo está focado na pessoa. Ela é o ponto de partida e o pódio de chegada. No ser humano estão todas as dificuldades de uma empresa, e, ao mesmo tempo, todas as suas soluções. Por isso, uma campanha bem feita começa pelo conhecimento do público e dos fatores que podem mexer com a sua motivação. Pessoas são a nossa matéria básica.

 

Promoview: Qual é a receita ou a ‘mágica’ para que isso aconteça?

 

Edmundo: Para nada do que fazemos com as pessoas existe uma receita pronta. É sempre necessário fazer adaptações para a situação específica. Mas podemos dizer, de forma sintética, que uma campanha de motivação vitoriosa é estruturada sobre as seguintes etapas:

 

1. Definição dos objetivos da empresa e divulgação a todos os envolvidos; 2. Conhecimento do perfil do público; 3. Desenvolvimento de ações que proporcionem vivências e experimentações motivadoras; 4. Criação de artes com estímulos visuais, auditivos, táteis, palatáveis e olfativos; 5. Formas de reconhecimento e valorização dos participantes; e 6. Critérios de mensuração e comunicação dos resultados obtidos.

Promoview: Seu livro explica como fazer?

 

Edmundo: Esse é um dos maiores diferenciais do nosso livro. Ele traz informações conceituais que sustentam o passo-a-passo para o planejamento e implantação de campanhas de motivação.

Todas as ações propostas são exemplificadas com estudos de casos reais e avaliações de prós e contras.

Promoview: A quem o livro pode proporcionar melhores benefícios?

 

Edmundo: A todos os profissionais que trabalham no desenvolvimento de campanhas de incentivo e motivacionais, incluindo os de planejamento, criativos, operacionalização, gestores, estrategistas, executivos de contas, desenvolvedores de pessoas e alunos dos cursos de marketing, publicidade e propaganda e comunicação em geral.

 

Promoview: Qual o seu conselho mais valioso a esses profissionais?

 

Edmundo: Invistam todos os recursos necessários para implantarem campanhas bem feitas, porque o Retorno Sobre o Investimento – ROI de todas elas será sempre positivo, o que as torna autopagáveis.

 

Além disso, o marketing motivacional trabalha com a manutenção, mudança ou implantação de novos comportamentos que, uma vez internalizados pelo público, passam a fazer parte da sua produtividade, proporcionando residuais de ganhos após o final da campanha que permanecem por muito tempo.

 

... UMA SOBRE PROMO...

 

Vencedora de diversos prêmios criativos no âmbito do marketing promocional, e premiada com o prestigiado título de Agência Promo do Ano nos EUA por ter feito suas receitas crescerem 80% a partir de trabalhos adicionais realizados para clientes do seu portifólio, Alison Delzell, vice-presidente de Eventos e Grupo Experiencial da The Marketing Arm, conversou com Cássia Tavares, titular do Canal World Wide do Promoview.

 

Promoview: Como é ser a número um dos Estados Unidos no mercado promocional?

 

Alison Delzell:  Há dez anos, traçamos o propósito de ser a maior agência do planeta. Acreditamos que isso só acontece se tivermos as pessoas certas. Nos orgulhamos do nosso lema “Trabalhar pra valer, brincar pra valer”, e de ter o objetivo comum de entregar um trabalho excepcional para nossos clientes, ao mesmo tempo que nos divertimos nesse processo.

 

Promoview:  Aqui no Brasil há uma espécie de divisão entre as agências que realizam ações promo – que envolvem logística e ações no campo – e as agências de propaganda, aquelas que criam anúncios para TV, jornal, revista e rádio. Recentemente, houve mais uma divisão com a chegada de agências especializadas em criação para internet. Isso existe no mercado americano? Como funciona esta relação?

 

Alison Delzell: Existem as agências de publicidade tradicional e as promocionais, mas a linha que que as separa está começando a desaparecer. Isso porque, as agências de publicidade estão começando a entregar ações promocionais para seus clientes, enquanto as agências promocionais estão adquirindo a habilidade de executar campanhas publicitárias.

 

Como exemplo disso, a The Marketing Arm criou várias peças de conteúdo de marca para Dove Men + Care, que consistia em entrevistas com perguntas improvisadas com vários atletas profissionais. O sucesso foi tão grande que o cliente pediu que transformássemos os vídeos em spots de 30 segundos, que foram ao ar durante o NCAA March Madness.

 

Promoview: Tente explicar o tamanho das oportunidades de ativação em eventos como Super Bowl, Nascar e jogos de basquete.

 

Alison Delzell: O Super Bowl alcança mais de 100 milhões de telespectadores e é uma ótima oportunidade para as marcas mostrarem seu produto e envolver as pessoas emações promocionais. Essa chance pode ser expandida se você tiver contato com seu público antes de grandes eventos e um engajamento presente no local do acontecimento dos jogos. Nossa ação Crash the Super Bowl é um ótimo exemplo disso. Confira aqui.

 

Promoview: Qual o segredo para estar no topo com ações promocionais?

 

Alison Delzell: Ter uma equipe de pessoas dedicadas a ficar por dentro das últimas tendências, além da integração por meio de diversas plataformas.

 

Promoview: No que a The Marketing Arm se diferencia das demais?

 

Alison Delzell: A nossa maior diferença é poder oferecer 360 graus de possibilidades promocionais para nossos clientes. Enquanto algumas marcas nos contratam para apenas um segmento, podemos oferecer o melhor em oito competências essenciais: marketing esportivo, shopper marketing, experimental, social, causa, mobile, entretenimento e multicultural.

 

Promoview: Qual o case que destacaria como o principal da sua agência?

 

Alison Delzell: Recentemente, criamos um programa para Pepsi Max, que incluía uma peça de conteúdo de marca que virou viral. O vídeo tem mais de 19 milhões de visualizações no YouTube, mais tarde, sendo transformado em um spot de 30 segundos para a TV.

 

... E UMA SOBRE MARCAS

 

O especialista em marcas Marc Gobé, com o oferecimento da Locaweb, fará o encerramento do Seminário Marketing 2.0: Content, Mobile & Games, no auditório da Fiep, em Curitiba (PR), falando sobre “Emotional Branding”, tema do seu best seller traduzido em 17 idiomas.

Francês, radicado nos Estados Unidos, Gobé iniciou um dos movimentos mais poderosos no marketing moderno, trazendo o foco sobre as emoções dos consumidores como o maior aliado das marcas, quando se trata de estratégias de branding.

 

Promoview: O que as marcas devem fazer para conquistar a confiança do consumidor?

 

Marc Gobé: Eu sempre digo que pessoas amam marcas, mas marcas não correspondem a este amor. Por esse motivo, as marcas precisam ser mais emocionais e precisam se humanizar. Estamos vivendo uma época em que as relações comerciais estão conectadas a propósitos superiores, como a proteção do meio ambiente, a responsabilidade corporativa e impacto que as marcas têm na sociedade como um todo.

 

As marcas, logo, as empresas, precisam mudar antes para serem capazes de obter a lealdade do consumidor. Pessoas “compram” a cultura de uma marca/empresa, não apenas um simples produto. Quando o iPod da Apple foi lançado, 150 tipos de MP3 já existiam no mercado, mas as pessoas queriam comprar a cultura da imaginação da Apple.

 

Promoview: De que forma a personalidade da empresa se reflete na marca? Quais as consequências deste reconhecimento?

 

Marc Gobé: As pessoas mudam, logo, as marcas também precisam mudar. Somos julgados pela forma com que agimos e nos mostramos. Isto é válido tanto para pessoas como para marcas. O Google, com seu logotipo em contínua evolução, mostra como uma identidade de marca pode continuar a evoluir para estimular a nossa imaginação.

 

A era do dogma acabou, na mídia social as marcas precisam de uma Voz Social para expressar  sua personalidade empresarial. O conceito de personalidade e posicionamento de marca adotados pelo mundo do marketing nos últimos 50 anos está obsoleto. Hoje, os consumidores estão no comando e eles não esperam que as marcas lhes digam no que devem acreditar. Eles precisam de informação, diálogo,  transparência e comunicação instantânea, agora, possível devido à tecnologia da informação.

 

Promoview: Como as empresas podem manter um diálogo com seus consumidores na era da Sociedade da Informação?

 

Marc Gobé: As mídias sociais revolucionaram nosso mundo e o mundo da comunicação. Como nós poderíamos viver hoje sem Google, Amazon, Facebook ou Twitter? Da mesma forma que a invenção da imprensa por Gutemberg revolucionou a Europa, a mídia social será o fator mais importante para qualquer país, cidade, e, certamente, para qualquer marca.

 

A mídia social também é a maior oportunidade para se conectar, é a possibilidade de estabelecer um diálogo direto das marcas com seu público. Para fazer isto, as empresas precisarão mudar no seu íntimo para construir o tipo de organização e cultura interna que é realmente engajada com essa ideia e conectar externamente com seus clientes e consumidores por meio da mídia social. É assim que as empresas serão capazes de construir e manter esse diálogo.

 

Promoview: O marketing mudou bastante nos últimos anos. O que se pode dizer sobre isso?

 

Marc Gobé: O marketing do passado é obsoleto porque está focado apenas na mídia tradicional. Comerciais de TV eram a mais poderosa forma de propaganda e construção de marca.

Toda indústria de marcas era focada nisso e alavancou esta mídia poderosa para construir uma “consciência” para suas marcas, competir e vender. A TV vai permanecer, mas esse tipo de relacionamento não é mais suficiente para os consumidores, que querem estar emocionalmente conectados.

Não há marca hoje que não considere os telefones celulares, laptops e tablets como uma nova forma de engajar pessoas por intermédio de mídias sociais, uma vez que é onde as pessoas gastam a maioria do seu tempo.

 

Promoview: As redes sociais hoje são uma importante ferramenta de marketing. Como você recomenda que sejam usadas?

 

Marc Gobé: As redes sociais são o futuro para os profissionais de marcas e é por isso que as marcas precisarão construir sua estratégia de Voz Social. Ninguém pode crescer ou competir no mundo das redes sociais sem entender as aspirações e necessidades das pessoas de um diálogo direto com as marcas.

As pessoas sempre foram e são, mais que nunca, o mais importante elemento para qualquer negócio. Internamente, empresas precisam de uma conexão melhor  entre seus executivos, de maneira que  o conhecimento possa ser partilhado ou melhorado, externamente as marcas precisam se conectar melhor com as comunidades ou desejos e pensamentos individuais de seus consumidores.

Antes das mídias sociais, as marcas tinham que recorrer a terceiros, como pesquisas de grupo (focus group) para descobrir o que as pessoas queriam. Hoje, as marcas podem se engajar mais e diretamente numa conversa com seus clientes.

Promoview: Com base na sua experiência, você poderia citar empresas com bons resultados na utilização dos conceitos de emotional branding.

 

Marc Gobé: A Coca-Cola está focando com sucesso em uma estratégia de marketing baseada no Emotional Branding. Apple tem sempre humanizado sua marca por meio dedesign superior e de sua reputação. Zappos é um exemplo de como o comércio vai evoluir e crescer, por intermédio do incremento de sua própria cultura por meio da tecnologia, de forma a melhor se conectar e servir seu público.

 

Promoview: Você conhece algumas marcas brasileiras? Quais se destacam no uso do conceito de Emotional Branding na sua opinião?

 

Marc Gobé: Uma companhia como a Natura tem o que é preciso para ser uma líder global e é também uma marca emocional. Mencionei  a Natura no meu terceiro livro, Brandjam ( já traduzido em português). Havaianas é agora uma marca global e celebra o maravilhoso estilo de vida brasileiro.

A Embraer poderia ser mais emocional e buscar o crédito mundial por sua contribuição para as viagens aéreas, como a Airbus e a Boeing fazem. Minha favorita é ainda a “Melissa”, que conheci como uma pequena loja em São Paulo.

Promoview: Em sua palestra no Brasil, você pretende apresentar alguma novidade sobre o tema Emotional Branding? Pode antecipar alguma?

 

Marc Gobé: Em minha apresentação no Brasil eu irei revelar pela primeira vez o extenso programa que fizemos para a Coca-Cola e explicar como construir uma Voz Social (Social Voice) humanizando as marcas por meio de uma perspectiva racional, emocional e visceral.

Eu também irei discutir o contexto no qual marcas estarão envolvidas no futuro. Em 2040, 74% da população irá viver nas cidades e isso vai mudar drasticamente a forma como as pessoas se conectam, como as marcas agem e a necessidade por comunicação mais efetiva.

Por intermédio dos dez mandamentos do Emotional Branding, eu também irei cobrir um vasto rol de companhias que alavancam suas Vozes Sociais para serem mais competitivas. Entre elas, irei apresentar as mudanças que estão ganhando espaço entre os tradicionais varejistas e como estas marcas estão redefinindo seu futuro.

Minha palestra irá enfatizar que cultura é o futuro, que as empresas precisam evoluir primeiro internamente para terem melhor sintonia com a sociedade no mundo digital. Oportunidades precisam ser capturadas na era das redes sociais, e os vencedores serão as corporações mais humanas, emocionais e conectadas. (Promoview)

CIRCULANDO NA INTERNET

 

 
 

BIG BROTHER BRASIL: Sintonia Umbralina
por Bruno J. Gimenes
 Antônio (espírito)

"Esse programa atingiu o seu ápice no que tange à formação de um psiquismo espesso e denso. Agora que por vários anos uma atmosfera de discórdia, sexo, promiscuidade, vaidades excessivas se cristalizaram ao redor desse acontecimento, o plano denso facilmente encontrou condições de utilizar este programa como um irradiador de densidades para todos os seus expectadores.

São muitos anos de brigas, intrigas, sexualidade desvairada e desinteresse por valores mais elevados, o que constrói uma  nuvem negra de fluidos maléficos.

 Ao sintonizar-se com esse acontecimento, o expectador recebe uma volumosa carga de fluídos densos que é engenhosamente manipulada por especialistas das sombras, para que os seus lares sejam lentamente densificados,  em especial, pela ressonância mórfica da compreensão do programa e da falta de vínculos espirituais mais fortes por parte de todos que se prendem a essa rotina.

A ignorância cobra o seu preço. A massa de expectadores nem imagina que uma simples sintonia com um programa de TV pode  trazer tantas influências negativas aos seus lares, pois não compreendem algumas leis naturais que só podem ser entendidas  por seres abertos aos movimentos cósmicos mais sutis.

No plano espiritual, os mensageiros da luz nada podem fazer senão alertar para o fato de que a ligação com valores espirituais é o melhor caminho para uma vida de bem e amor. "Semelhante atrai semelhante" quer dizer que a força que você segue torna-se  o seu manancial.

Embora a humanidade já tenha conhecimento dos exemplos de grandes seres de luz que já passaram por aqui, bem como já esteja banhada por muito conhecimento universal, são os instintos primitivos que reinam com maior preponderância  em relação aos valores espirituais.

Tecnicamente falando, quando um expectador se conecta ao referido programa por vários dias em seguida, e ainda se envolve emocionalmente com os seus acontecimentos, ele começa a formar em seu ambiente e em seu corpo espiritual, formas-pensamento exatamente semelhantes às que estão pairando sobre o local físico da casa onde se reúnem os integrantes do programa televisivo.

Depois da formação dessa energia chamada forma-pensamento, o que está lá dentro da casa também estará na aura da pessoa expectadora, pois, em um processo de simbiose natural, as formas-pensamento tornar-se-ão entidades vivas agindo como organismos pensantes e pulsantes.

A considerar que a humanidade como um todo tem enormes desafios no que tange a busca da angelitude de suas almas, e que essa caminhada ainda mostra-se muito longa, é de tal modo, sensato analisar que a hipótese de abandonar o hábito de sintonizar-se com tais programas seja uma alternativa saudável.

As forças negativas que convergem na direção dos expectadores são potencializadas por entidades escurecidas, habitantes de atmosferas sub-umbralinas, muitíssimo interessadas na decadência da raça humana. E, por último, é pertinente evidenciar


que tais forças extrafísicas malignas têm como prática a utilização de acontecimentos populares de baixa moral, para a impregnação em massa de estímulos primitivos".

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"Examinai tudo; retende o bem" - Paulo de Tarso
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sábado, 2 de fevereiro de 2013

HERMANN HESSE: UM DEUS PARA OS LEITORES


 

A Floresta Negra, no Sudoeste da Alemanha, é uma das mais belas regiões do país. A área abrange quase a metade do Estado de Baden-Württemberg — que, ao Sul, faz limite com a Suíça e, a Oeste, com a França.

 

A topografia é acidentada com vales, colinas e montanhas cobertas de densa mata de pinheiros que, ao sol do verão, assumem uma cor verde-escuro quase beirando ao preto, daí o nome de Floresta Negra. A Oeste, formando a divisa com a França, serpenteia languidamente o Reno, a mais importante veia aquática europeia, cujas nascentes têm suas origens nos Alpes suíços; em seu percurso penetra o território alemão do Sul ao Norte, onde faz um desvio em direção à Holanda e lá desemboca no rio Maas — formando um intrincado delta cujos braços espraiam-se no Mar do Norte.

 

A Floresta Negra estende-se além do Reno, em território francês, onde as árvores são da mesma família e a cor verde-escuro viceja. O que muda é apenas o nome: os franceses chamam-na de Floresta dos Vosgues.

Em território alemão, no coração desta floresta, encontra-se a pequena e pitoresca cidade de Calw, um nome que soa estranho para os que não vivem na região. A localização geográfica de Calw, cujas origens datam do ano 1075, também é estranha: a cidade encontra-se numa depressão. No linguajar corriqueiro, diríamos que Calw situa-se num buraco.

 

 A cidade é cortada pelo Nagold, rio que, em termos de Brasil, seria considerado riacho. Mesmo assim, o Nagold, no passado certamente com mais água, teve uma importante função na história da cidade. Até o século 19, o pequeno rio era a principal via de transporte fluvial para os troncos de pinheiros da Floresta Negra. Eram amarrados em balsa e transportados via rio Neckar até ao Reno, de onde seguiam até à Holanda e, não raro, para a Inglaterra.

Durante quase toda a Idade Média, Calw foi um grande centro de comércio — com estabelecimentos manufatureiros de couro, moinhos, serrarias, marcenarias e artesãos de móveis e de construção de casas do estilo enxaimel, a arquitetura típica da região.

O Sul da Alemanha, a partir do século 17 até meados do século 20, era fortemente influenciado pelo pietismo, o maior movimento reformista dentro do protestantismo europeu após a Reforma Protestante. Os pietistas, profundamente crentes, conservadores e intransigentes a tudo quanto era novo, levavam o conteúdo da Bíblia ao pé da letra e eram, por isso, considerados ortodoxos dentro do protestantismo.

Foi neste ambiente que, em 2 de julho de 1877, nasceu e passou a sua infância e parte da adolescência Hermann Hesse, o mais lido escritor alemão do século 20. Perscrutar a vida desse autor não é tarefa rotineira e quem a enceta deve estar ciente de que, caso tiver percepção para os sentimentos mais intrínsecos da alma humana, acaba perscrutando a si mesmo.

Hermann Hesse não aceitou e muito menos se conformou com o ambiente no qual nascera e crescera. Muito cedo deu mostras de rebeldia contra a “camisa de força” que lhe fora imposta pelo ambiente pietista. No círculo familiar sua rebeldia contra a extremada religiosidade causou tanto incompreensão quanto preocupação, pois os Hesse, por gerações, eram crentes convictos, engajados na igreja, em serviços missionários e na publicação de literatura religiosa.

Portanto, o jovem foi a primeira ovelha negra de uma linhagem familiar que não conhecia nada além do sacrifício à religião. Mais tarde, Hermann Hesse registrou em seu diário uma observação que explica um dos motivos de sua rebeldia adolescente: “Que pessoas encarem a sua vida como vassalas de Deus e que procurem, isentas de qualquer impulso egoístico, viver a serviço e sacrifício para com Deus foi uma vivência da minha juventude que me influenciou profundamente”.

Hermann Hesse foi um homem que, durante toda a sua vida, teve que lutar contra dúvidas, anseios e aflições. O ambiente familiar pietista, por ser rígido, serviu de húmus no qual se desenvolveram seus futuros devaneios psíquicos por meio dos quais acabou encontrando o seu caminho à literatura. Durante toda a sua vida, Hesse foi um solitário que não suportava pessoas por muito tempo ao seu redor. Mesmo suas mulheres — teve três —, só as tolerava a certa distância. Em sua obra “O Lobo da Estepe” (best seller também no Brasil), Hesse registrou uma frase elucidativa: “Solidão é independência, com ela eu sempre sonhara e a obtivera afinal após tantos anos”.

Para compreender a beleza, a profundidade e o sentido da obra literária de Hermann Hesse é preciso entranhar-se nos labirintos da alma do autor. É necessário perceber Hermann Hesse como indivíduo, entender o ambiente em que viveu e conhecer a sua genealogia. Seus parentes, além de pietistas, tinham ampla cultura humanista.

Sua vida é bem documentada, o que vale para os seus ancestrais tanto da linhagem paterna, os Hesse, como da materna, os Gun­dert. Os bisavós tinham o hábito de guardar todo e qualquer papel, por mais insignificante que fosse. Cartas, apontamentos, cartões postais, simples bilhetes — tudo era guardado. O mesmo costume tinham também os avós e seus pais. Graças a esse cuidado, os registros, documentos e demais fontes de informações existentes sobre a ascendência de Hesse são amplas. A dedicação à literatura e à arte de escrever já eram hábitos que existiam nos dois ramos familiares de seus ancestrais.

 

O avô paterno, dr. Carl Her­mann Hesse (1802-1896), nasceu em Livland, na Estônia, à época pertencente à Rússia. Era casado com uma alemã, médico e conselheiro de Estado, em Weissenstein, na Estônia. Além do russo, falava alemão, latim, grego e hebraico. Como pietista, ministrava aulas bíblicas, fundou um orfanato, escreveu artigos para jornais e é autor de vários livros, entre os quais uma ampla autobiografia em dois volumes. Hermann Hesse, o neto escritor, não chegou a conhecer o avô pessoalmente mas, desde jovem, manteve com ele regular correspondência até sua morte.

O avô materno, dr. Hermann Gundert, nasceu em Stuttgart, na Alemanha, em 1814. Fez seus estudos preliminares no célebre mosteiro de Maulbronn, cujas origens datam do século 11 e a seguir matriculou-se no Tübinger Stift, fundado em 1536, uma instituição de elite, ligada à Universidade de Tübingen. Em seus quase cinco séculos de existência, o Tübinger Stift formou grandes homens da cultura alemã, como o astrônomo Johannes Kepler, o poeta Friedrich Hölderlin, os filósofos Georg Wilhelm Friedrich Hegel e Frie­drich Schelling e o escritor e tradutor Eduard Mörike.

O dr. Gundert era pessoa de ampla cultura. Começou a escrever durante os seus estudos preliminares em Maulbronn. Datam desse período vários dramas, entre eles um sobre Pedro, o Grande. Ampla era a sua vocação para as línguas.

 

Durante a sua formação em Tübingen, estudou latim, grego, hebraico, inglês, francês, italiano, indu e malaiala. Terminados os estudos, passou um período na Inglaterra e de lá partiu para Tschi­rakal, na Índia, onde inicialmente trabalhou como professor.

 

Não demorou, interessou-se por atividades missionárias e ocupou-se da área de seu interesse, as línguas. Estudou vários dialetos indus, traduziu a Bíblia do latim para o malaiala e compilou o primeiro dicionário inglês-malaiala, trabalho que lhe custou mais de 30 anos de pesquisa e continua sendo obra básica até os dias de hoje.

 

No Estado de Kerala, na Índia, fundou um jornal, escreveu livros escolares, traduziu obras do sânscrito para o malaiala, inclusive um documento budista dos primeiros séculos da era cristã.

 

Casou-se, na Índia, com Julie Dubois, filha de calvinistas da região de Genebra, com quem teve dez filhos, entre os quais Marie Gundert, a mãe de Hermann Hesse. Julie Dubois (avó de Hermann Hesse) nunca chegou a falar e escrever o alemão corretamente, mas, além de sua língua materna, o francês, dominava perfeitamente o inglês e o indu e vários dialetos. Cultivava uma vida ascética, era rigorosa e intransigente.

Gundert regressou à Alemanha em 1859 e assumiu uma editora de literatura religiosa. Viveu em Calw por mais 33 anos, dedicou grande parte desse tempo às pesquisas linguísticas.

 

No Estado indu de Kerala, Gundert é respeitado como grande cientista linguístico. O Estado o homenageou com monumento, nome de rua e placa comemorativa. Gundert escreveu mais de oito mil cartas, que foram usadas por um de seus genros, Johannes Hesse, o pai de Hermann Hesse, para publicação de uma biografia sobre o sogro.

 

Johannes Hesse (1847-1916), filho do dr. Carl Hermann Hesse, nasceu em Weissenstein, na Estônia. Hermann Hesse — com um avô paterno russo casado com uma alemã, um avô materno alemão casado com uma francesa; o pai russo casado com uma alemã e ele próprio nascido em Calw — tinha dúvidas quanto a sua nacionalidade.

 

Em suas notas autobiográficas, escreve: “Naquela época eu não sabia qual era a minha nacionalidade, provavelmente russa, pois meu pai foi súdito russo e tinha um passaporte russo; a mãe, nascida na Índia, era filha de um suábio e de uma francesa-suíça. Tal origem mesclada impediu-me de ter maior respeito perante nacionalismos e limites fronteiriços”.

Em 1919, ao decidir que a região da Floresta Negra era a sua origem, berço, cultura, pátria, Hermann Hesse passa a se considerar cidadão alemão. Segundo as leis vigentes da época, como filho de um missionário alemão-báltico (russo) casado com uma mulher nascida na Índia, oficialmente o escritor era cidadão russo. Entre 1883 e 1890 e a partir de 1923 tornou-se cidadão suíço. No entremeio, tinha também os direitos de cidadania do Estado alemão de Baden-Württemberg.

Johannes Hesse, pai de Her­mann, indivíduo franzino, nervoso, leitor incansável, laborioso em anotar e registrar tudo que lia, ouvia e observava, aos 16 anos resolveu ser missionário. Seus textos, escritos nessa idade, não revelam nenhum fanatismo; ao contrário, era um homem pensativo e ponderado.

 

Além da biografia sobre o sogro, escreveu outras 16 obras. Na Índia, a serviço missionário, casou-se com a viúva Marie Gundert, a filha de Hermann Gundert. Marie Gundert, mãe de Hermann Hesse, era escritora. Publicou vários livros, entre os quais encontra-se uma biografia sobre o naturalista inglês David Livingstone. Falava um inglês impecável, razão pela qual os pais de Hermann Hesse costumavam co­municar-se em inglês.

Hermann Hesse conheceu muito bem o avô materno, Her­mann Gundert,  com o qual manteve estreito contato. Tinha-o em grande conta e dedicava-lhe uma imensa afeição.

 

 No texto autobiográfico “A Meninice de um Má­gico”, Hermann Hesse fala com sentimentalismo sobre o avô: “E todas essas coisas pertenciam ao avô, e ele, o idoso, respeitado, po­deroso, com sua densa barba branca, sabia tudo, mais poderoso do que meu pai e minha mãe, estava em poder de muitas outras coisas e poderes... sua sala e sua biblioteca, ele era também um mágico, um homem que sabia de tudo, um sábio.

 

Ele entendia todas as línguas dos homens, mais do que trinta, talvez também a língua dos deuses, talvez a língua das estrelas, ele escrevia e falava o páli e o sânscrito, falava e cantava canções em canarês, bengalês, hindustâni e singalês e recitava orações e textos dos muçulmanos na língua destes. Recebia muitas visitas e eles falavam em todas as línguas”.

Diante desse manancial cultural, com vários escritores entre seus ancestrais, o pequeno Hermann Hesse, fortemente influenciado pelo avô materno e pelo próprio pai, teve, desde tenra idade, uma educação condicionada ao preparo do serviço missionário, como foram seus pais, avós e bisavós.

 

 Sob o peso da profunda religiosidade, o jovem Hesse decidiu não se tornar “vassalo de Deus”. Começam assim os conflitos com Johannes, que, embora não fosse um pai extremado, queria o filho como missionário. Prova disso é o fato de que o pai começou a ministrar-lhe aulas de latim desde a infância. Hermann Hesse, mais tarde, comenta esse período em “Meninice de um Mágico”:

 

“Até a idade de 13 anos nunca me preocupei com o que seria da minha vida futura e que profissão deveria seguir”. Uma das coisas que Her­mann admirava em seu pai, que falava várias línguas, era o seu estilo claro e preciso ao usar a língua alemã.

Os primeiros intensos abalos psíquicos que Hermann sofreu aconteceram durante seus primeiros quatro anos de ensino elementar na escola que frequentava em Calw, com o irmão mais novo, Hans (1882-1935). Os métodos educacionais eram rígidos.

 

Castigos corporais eram medidas usuais aceitas tanto pelos pais como pelas autoridades. Abusos, com graves lesões corporais, eram frequentes e impunes. Hans sofreu um trauma escolar em virtude dos métodos educacionais pelos quais passou e do qual não conseguiu livrar-se durante o resto de sua curta vida, que terminaria em suicídio. Hermann Hesse abordou essa tragédia nos livros “Demian”, “O Jogo das Contas de Vidro” e “Debaixo das Rodas”.

 

Nessa a personagem principal, Hans Gie­benrath, em referência a seu irmão morto, é retratada como vítima dos métodos educacionais. Nessa obra encontra-se a seguinte passagem: “A escola é a única instituição cultural que, apesar de levar a sério, me irrita. Em mim a escola estragou muita coisa e conheço poucas personalidades que não passaram pela mesma experiência. Para sobreviver nesse ambiente você precisa aprender a mentir e o irmão Hans era um menino sério e é por isso que na escola em Calw quase o mataram, quebraram-lhe a espinha dorsal”.

Em 1891, o pai matriculou Hermann Hesse, de 14 anos, no renomado mosteiro de Maulbronn, onde o avô materno estudara. O astrônomo Johannes Kepler, que nasceu em Weil der Stadt, pequena localidade a nove quilômetros de Calw, frequentou o mesmo ginásio do mosteiro de Maulbronn, três séculos antes de Hermann Hesse (de 1586 a 1589).

“Serei escritor ou nada”

Em Maulbronn, o seminarista Hermann Hesse redigiu algumas peças de teatro em latim — que ele mesmo ensaiava com colegas e as apresentava aos alunos internos. Suas cartas aos pais eram em forma de rima e muitas em latim.

 

 Ele gostava do ambiente, mas vivia com receio de acabar virando missionário. Resolveu enfrentar o pai escrevendo-lhe uma carta com uma frase derradeira: “Serei escritor ou nada”. Mais tarde Hesse confessa: “Quanto mais avançava em idade, tanto mais compreendi quanta semelhança eu tinha com o meu pai”.

Depois de sete meses em Maulbronn, Hermann fugiu do internato. Só foi encontrado dois dias depois, confuso e transtornado. Após uma tentativa de suicídio, foi internado numa clínica psiquiátrica. Após o tratamento, ingressou num ginásio em Cannstatt, um bairro de Stuttgart. Não suportando o ambiente escolar, Hermann deixou o estabelecimento e começou a trabalhar numa livraria em Esslingen, onde suportou apenas três dias.

Regressou à casa dos pais em Calw e foi trabalhar como aprendiz na firma Perrot, que fabricava relógios para torres de igreja. Permaneceu no emprego por um ano e meio. Durante esse período, aos 17 anos, Hermann Hesse falava seriamente de planos para emigrar para o Brasil, assunto frequente nos seus apontamentos e escritos.

O relacionamento com a mãe Marie era normal e Hermann costumava dizer que a amava. O relacionamento sofreu uma ruptura abrupta numa época em que Hermann já publicara textos, comentários e seu nome já era conhecido. Hermann redigiu um pequeno texto com o título “Minha Mãe”, convencido de que ela o apreciaria. Enganou-se. A mãe, num gesto indelicado, humilhou e reduziu a nada o trabalho do filho. Passado mais de meio século, Hesse recordou com amargura do episódio e disse nunca ter perdoado a mãe.

A partir desse episódio a vida de Hermann Hesse transforma-se numa roda viva. Em 1895 começa a trabalhar numa livraria em Tübingen (que ainda existe), publica algumas poesias e uma obra com o título “Uma Hora Após a Meia-Noite”, escreve regularmente para o jornal suíço “Allgemeine Schweizer Zeitung”, e viaja três meses pela Itália. Ao regressar, trabalha num antiquário em Wattenwyl, na Suíça, e seu romance “Hermann Laus­cher” é publicado. Em 1903, volta a viajar pela Itália, desta vez, acompanhado pela fotógrafa Maria Ber­noulli. Ao mesmo tempo, publica sua obra “Peter Camenzind” (1904), seu primeiro romance cujo enredo contém muitos paralelos biográficos.

 

“Peter Camenzind” torna-se um best-seller, Hesse casa com Maria Bernoulli e compra uma propriedade em Gaienhofen, no Lago de Constança, na divisa da Ale­manha com a Suíça.

 

Às margens do lago, a criatividade literária de Hermann Hesse desenvolve-se em bom ritmo. Em 1906 publica “Debaixo das Rodas” e em 1910 “Gertrudes”, novela escrita em primeira pessoa, na qual o autor narra os infortúnios de uma dolorosa experiência de amor. Entre 1905 e 1911 nascem os seus três filhos, Bruno, Heiner e Martin. Para distrair-se Hermann Hesse pratica a jardinagem. Na área que circunda a casa, Hesse planta árvores, arbustos e cultiva rosas. Muito do que plantou na época continua a vicejar até hoje sob os cuidados de uma sociedade mantenedora que tem o zelo de conservar a propriedade e cultivar as mesmas plantas, rosas e flores que Hesse cultivara.

Em 1911 Hesse parte para uma viagem à Índia. Queria conhecer o lugar no qual a mãe nascera e onde os pais trabalharam. A viagem estende-se à Indonésia e à China. Ao regressar publica “Da Índia”. Essa viagem à Índia o decepciona por não encontrar lá o que os pais idolatravam.

Enquanto isso Maria Bernoulli começa a ter problemas psíquicos. Hermann Hesse demonstra não ser capaz de lidar e viver com uma situação dessas. Chega à conclusão que, para dar continuidade à sua ocupação literária, precisa de sossego.

 

Maria é internada num hospital psiquiátrico e os três filhos são entregues à tutela de parentes e amigos. Resolve mudar-se para a Suíça. Deixa a propriedade e seus bens em Gaienhofen, leva consigo apenas a sua escrivaninha, vai à Berna onde aloja-se na Casa Welti. Em 1914 publica “Rosshalde”, romance no qual fala do fracasso do matrimônio de um casal de artistas. A obra traz marcantes traços biográficos. Em toda a literatura alemã Hesse é o autor que mais traços autobiográficos incluiu em sua obra.

 

No início da Primeira Guerra Mundial, Hermann Hesse se engaja em projetos e serviços humanitários. Um de seus trabalhos foi a criação de um grupo que se ocupou com a remessa de livros para presos em campos de concentração. Em 1915 publica “Knulp”, obra na qual o autor mostra ao leitor o quanto o homem depende de convenções sociais.

Em 1916 Hermann Hesse é acometido de uma crise nervosa que o prende por meses no sanatório Sonnmatt, em Lucerna, na Suíça. Tem início uma profunda amizade com o psicanalista J. B. Lang. Nesse estado de espírito publica um artigo contra a guerra sob o pseudônimo de Emil Sinclair e começa a ocupar-se regularmente com a pintura aquarelista.

O guru dos hippies

Em 1919 publica “O Regresso de Zaratustra”, obra dirigida aos jovens: “O mundo não está aí para ser melhorado. Mas vocês estão aí para serem vocês mesmos. Vocês estão aí a fim de que este mundo sombrio, com esse acorde e com esse tom de vocês, fique mais rico. Seja você mesmo e o mundo tornar-se-á mais belo e mais rico”. Paralelamente Hermann Hesse muda-se para a Casa Camuzzi, em Montagnola, no Tessino, onde permanece até 1931.

Ainda em 1919 Hesse publica “Demian”, sob o pseudônimo de Emil Sinclair, e faz amizade com Ruth Wenger, com a qual acaba se casando. O casamento dura apenas três anos, de 1924 a 1927. Em 1921 Hesse começa a escrever “Sidarta”, o qual teve que interromper em virtude de um bloqueio psíquico. Hesse cai em profunda depressão. Começa a sua segunda análise psicanalítica, dessa vez, com o renomado psiquiatra C. G. Jung. Em 1922 termina e publica “Sidarta”, sobre o qual Henry Miller escreveu: “Sidarta é, para mim, um medicamento mais eficiente do que o Novo Testamento”.

Nesse entretempo Hesse pu­blicou várias obras, entre elas, “O Lobo da Estepe” (1927). No mesmo ano Ninon Dolbin aloja-se na Casa Camuzzi, aparentemente como secretária. Em 1931 Hesse começa a escrever “O Jogo das Contas de Vidro” e se casa com Ninon Dolbin. Em 1931 Hesse muda-se para a “Casa Rossa”, uma mansão construída por um abastado admirador, H.C. Bodmer, que deu a Hesse o direito de ocupá-la até a sua morte. No muro da porta de entrada Hermann Hesse prendeu uma tabuleta com os seguintes dizeres: “Não recebo visitas”. Certo dia subiu à montanha seu amigo Thomas Mann. Este, ao ler os dizeres, deu meia-volta. Conta-sde que nunca mais os dois escritores voltaram a se encontrar. A “Casa Rossa” hoje é propriedade particular.

Em 1943, doze anos após iniciá-lo, publica sua obra máxima “O Jogo das Contas de Vidro”. Em 1946 Hermann Hesse é agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura.

Não é possível comentar todas as obras de Hesse num texto relativamente breve. Além disso, há resenhas de seus livros em mais de cinquenta línguas. Por esta razão procuramos dar especial ênfase ao homem Hermann Hesse, pois é imprescindível conhecê-lo para podermos compreender e fruir o conteúdo, a beleza e a profundidade de sua obra.



Hermann Hesse ainda era vivo e sua obra já tinha sido traduzida para 34 idiomas. “Parece-me que os japoneses são os que melhor me entendem e os que menos me entendem são os americanos. Mas esse também não é o meu mundo. Nunca chegarei lá”, comentou logo após ter recebido o Nobel.

 

 Em meados dos anos 1950, o editor Siegfried Unseld recomprou os direitos sobre a obra de Hermann Hesse por 2 mil dólares. Assinado o contrato, Unseld e o antigo editor foram para o almoço, durante o qual o americano disse: “Se o sr. quiser rescindir esse contrato tão desvantajoso, podemos cancelá-lo”.

 

Unseld não o cancelou e, passados dez anos, as obras de Hermann Hesse tornaram-se su­cesso também nos Estados Unidos quando a juventude hippie, à procura de novas alternativas de vida, confrontou-se com os textos de Hesse, este passou a ser visto como uma espécie de guru. Outro fator que contribuiu para o sucesso de Hesse nos Estados Unidos foi a banda “Steppenwolf” (Lobo da Estepe), que adotou o nome do livro e fez com que a obra influenciasse várias gerações.

Hermann Hesse, além de dedicar-se a seus textos, empenhava grande parte de seu tempo em responder cartas de leitores. Nesse particular, supera Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), o grande autor clássico da literatura alemã, que escreveu mais de 30 mil cartas. Hermann Hesse escreveu mais de 40 mil, a maioria delas ainda estão preservadas.

 

 Não apenas trocava correspondência com renomados homens da literatura, como Tho­mas Mann, Stefan Zweig e Romain Rolland, mas também com políticos, chefes de Estado e com milhares de leitores que lhe escreviam pedindo conselhos ou ajuda para problemas da alma humana. Hesse fazia questão de responder pessoalmente às cartas que recebia. Ao responder às perguntas pessoais de leitores, Hesse costumava apelar à moral, à ética, à tolerância e aos fundamentos básicos do cristianismo do qual tentara livrar-se em Maulbronn.

Até agora apenas parte de suas cartas foram publicadas em dois volumes, está previsto o lançamento de uma edição completa de sua correspondência que deverá abranger um total de dez volumes.

Apenas “ler” Hesse não é suficiente. Para entendê-lo é necessário “encontrá-lo” e a melhor maneira de encontrá-lo é aprofundar-se em sua biografia. Em Calw, sua cidade natal, o município criou o Museu Hesse, no qual encontra-se grande parte de seu acervo. Sua casa em Gaienhofen, que hoje está como ele a deixara, também foi transformada em museu, e em Mon­tagnola, nas montanhas do Lago Lugano, encontra-se a terceira parte de seu acervo.


É oportuno mencionar um detalhe pouco conhecido da vida de Hermann Hesse: o autor foi grande admirador e profundo conhecedor dos contistas da Renascença Italiana. Em 1920 Hesse selecionou e publicou uma coletânea de 16 contos de autores italianos sob o título “Novellino”, na qual encontram-se cinco títulos de Franco Sacchetti, quatro de Giovanni Fiorentino, dois de Masuccio Salernitano, um de Nicolau Maquiavel, e quatro de autores anônimos.

 

O título de Nicolau Maquiavel é “Belfagor” e foi Hesse que, pela primeira vez, publicou-o em língua alemã. O “Novellino” de Hesse foi republicado na Alemanha numa versão atualizada em 2012.

 

Otto Maria Carpeaux, ao caracterizar Hesse, escreveu: “A vida de Hesse foi um caminho de sucessivas autolibertações, através de revoltas do individualista contra a escola, contra a família, contra o cristianismo, contra o estilo burguês de vida, contra a guerra, contra a Europa e contra todos os tabus que o lar, a sociedade, a religião e o Estado querem impor”. A caracterização de Car­peaux é correta. Falta apenas um detalhe: a única arma que Hesse usou foi a caneta.

Quem caminha pelas ruas de Calw encontra Hesse como eu o encontrei. Lá está ele, no meio da ponte sobre o Nagold, seu lugar preferido quando menino, em estátua de bronze em tamanho natural, com o seu inseparável chapéu à mão.

O escultor deu-lhe um rosto tranquilo, talvez até feliz, e quando nos acercamos temos a impressão que Hesse fala conosco: “Desci por estes barrancos do rio quando menino junto com outros de minha idade. Subíamos na balsa e os balseiros levavam-nos alguns quilômetros rio abaixo onde, numa curva, deixavam-nos saltar à margem donde regressávamos a pé”. A expressão de felicidade estampada em seu rosto parece dizer: “Hoje sei muito bem que nada na vida repugna tanto ao homem do que seguir pelo caminho que o conduz a si mesmo”.

Hermann Hesse morreu em 9 de agosto de 1962, em Mon­tagnola, aos 75 anos. Trans­corridos 50 anos, a data foi devidamente lembrada em 9 de agosto de 2012 com cerimônias, festejos, palestras e conferências realizadas durante todo o último trimestre do cinquentenário de seu falecimento ao redor do mundo.
Suas obras continuam vivas e hoje, mais do que no passado, o número de leitores e admiradores de Hermann Hes­se aumenta em todos os quadrantes. Especialmente na Eu­ropa, Estados Unidos, Ja­pão, China, Índia e Coreia do Sul. Hesse continua sendo um au­tor de interesse universal.  Tal­vez seja esta a verdadeira razão pela qual Hermann Hes­se nos cumprimenta com um sorriso feliz lá do alto da ponte de sua cidade natal. (Artigo de Edgar Welzel, publicado originalmente no jornal Opção de Stutgart, e distribuído pelo www.brasilalemanha)

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CINCO PASSOS PARA CUIDAR DA CARREIRA


 

Você já planejou sua carreira para o ano de 2013? E em longo prazo? Para quem está ingressando no mercado de trabalho, planejar o futuro é o primeiro passo para que as escolhas não sejam precipitadas e que você tenha sucesso na vida profissional. Já para os experientes, atualizar seus conhecimentos é fundamental para conquistar novos espaços e, é claro, para não ser trocado por quem está buscando um lugar ao sol.



A carreira invariavelmente gira em torno de três pilares: novo emprego, promoções ou aumentos salariais. Para torná-los realidade, muito trabalho é necessário, literalmente. Analisemos algumas condições que em geral auxiliam as pessoas a conquistá-los.




Educação continuada: significa nunca parar de aprender. Um MBA conta muito no currículo, assim como cursos específicos de curta duração. Conheço alguns profissionais que condicionam seu aperfeiçoamento à empresa, esperando subsídios para amortizar seus investimentos. Em época de cursos online, não estudar pode significar falta de vontade em aprender coisas novas.




Networking: construir e mantê-lo exigem esforço e disciplina. Participar de associações de classe, grupos de executivos e ex-alunos devem fazer parte de sua rotina. Estar presente em eventos e feiras do setor, assim como agendar almoços com ex-colegas e chefes também. Apesar das facilidades das redes sociais profissionais, nada substitui o contato face a face. Vale lembrar que mais da metade das vagas executivas são preenchidas através de indicações.



Idiomas: supondo que você domine de verdade a língua inglesa, e que apresentações, viagens de negócios ou entrevistas de trabalho sejam itens corriqueiros, invista em uma segunda língua. Um espanhol bem falado está bem longe do velho e bom portunhol, utilizado em excursões a Buenos Aires. É o seu caso? Não sei o que ainda está esperando...



Atualize-se: o mundo da tecnologia tem nos surpreendido a cada dia e, ficar de fora desta realidade é se transformar num dinossauro em questão de meses. Você não precisa ser uma fera tecnológica, mas ter o mínimo de conhecimento sobre as novas ferramentas é essencial para manter-se atualizado e em sintonia com o grupo.



Atitude: em quantos novos projetos você se envolveu no último ano? Quais as reais contribuições feitas para a empresa? Quantos elogios e prêmios você ganhou ou foi cogitado para? Tive um chefe que mencionava uma frase célebre: "sua atitude determina sua altitude", o que infelizmente pude comprovar na prática, após doze anos de uma bela carreira. Aliás, já reparou que profissionais com atitudes proativas costumam subir mais rápido?




Seja honesto e avalie o seu desempenho nos quesitos mencionados. Você se considera acima, na média ou abaixo? Caso se posicione no primeiro grupo, parabéns! Se estiver na média, busque se aperfeiçoar, mas se for o caso da última opção, mexa-se!


 ( Artigo de Marcos Morita (professor@marcosmorita.com.br),  mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais.
Artigo encaminhado por Marília Cardoso (marília@informamidia.com.br), da InformaMídia Comunicação e distribuído pelo Portal da Propaganda)

 

JORNALISTAS GANHAM MAIS 24 DIAS DE PRAZO PARA INSCRIÇÕES NO 14º PRÊMIO IMPRENSA EMBRATEL


Prorrogado para o dia 14 de fevereiro o prazo para inscrições na 14ª edição do Prêmio Imprensa Embratel. Jornalistas de todo o País podem concorrer com reportagens publicadas entre junho de 2011 e novembro de 2012, em todas as mídias (rádio, televisão, jornal, revista e internet).


A 14ª edição do Prêmio Imprensa Embratel distribuirá R$ 194 mil (valor líquido) para trabalhos jornalísticos de 17 categorias, sendo cinco regionais, com mídia e temas livres; e doze com temas nacionais – Jornal/Revista/Internet (tema livre); Televisão (tema livre); Jornalismo Investigativo (mídia livre); Esportiva (mídia livre), Fotográfica (inclusive Internet), Cinematográfica (imagens de reportagens de TV), Rádio (tema livre), Cultural (mídia livre), Educação, Econômica, Responsabilidade Socioambiental e Tecnologia da Informação, Comunicações e Multimídia.


Além dos 17 prê mios, o melhor trabalho jornalístico, escolhido entre os finalistas de todas as categorias, receberá o Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho.


Inscrições


As inscrições para a 14ª edição do Prêmio Imprensa Embratel poderão ser realizadas até às 23:59 do dia 14 de fevereiro de 2013, exclusivamente pela internet, pelos próprios autores, por meio do site www.premioimprensaembratel.com.br, seguindo os seguintes passos:


1 - Inicialmente o participante terá que se cadastrar no site do Prêmio Imprensa Embratel (www.premioimprensaembratel.com.br), preenchendo um formulário específico.


2 - Pelo e-mail informado no momento do preenchimento do cadastro, o participante receberá uma senha que, a seu critério, poderá ser alterada ou não.


3 - De posse da senha, o participante cadastrado irá acessar novamente o site. Soment e com esta senha é que ele poderá inscrever suas matérias e enviar os respectivos arquivos, dentro dos critérios previstos no Regulamento, que permite a inscrição de até três diferentes reportagens em cada uma das categorias.


4 - Cada interessado poderá participar de uma ou mais categorias, com limite de até 3 (três) matérias por categoria.


Os autores podem enviar sua(s) matéria(s) através de arquivos digitais ou informar o link (URL) no qual a matéria está disponível para acesso.
É responsabilidade do autor garantir a disponibilidade do link até o final do concurso, sob pena de ser eliminado caso não se consiga acessar a matéria para julgamento.


A quantidade e os tipos de arquivos a serem enviados dependem da categoria de inscrição, podendo os autores anexar múltiplos arquivos em uma mesma inscrição.


A inscrição de matéria elaborada por uma equipe só é aceita com o registro dos nomes de todos os profissionais participantes da matéria. A informação deve ser fo rnecida pelo profissional encarregado de fazer a inscrição. Este, por sua vez, passa a ser considerado o coordenador da equipe, representando-a em todo o processo do 14º Prêmio Imprensa Embratel.
(Fontes: Angélica Consiglio e equipe | Planin | Portal da Propaganda)

DEFESA DE 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO, A BANDEIRA DA UNE

A União Nacional dos Estudantes (UNE) aprovou nesta segunda-feira (21) a defesa de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação como a principal bandeira da entidade neste ano. Reunidos no ginásio do Clube Português em Recife, os 5 mil estudantes que participaram do 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) levantaram os crachás para votar nos assuntos a serem defendidos pela UNE. 

“O financiamento da educação brasileira é uma bandeira da qual dependem todas as demais questões”, disse o presidente da UNE, Daniel Iliescu. “O país avançou muito em acesso, mas não em qualidade. Entendemos que o Brasil está vivendo uma reforma universitária, que ainda tem várias insuficiências”. 

Para que os 10% do PIB sejam uma realidade, é preciso que o Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Congresso Nacional, seja aprovado. Atualmente o projeto encontra-se no Senado. Após a aprovação na Casa, será encaminhado novamente à Câmara. A expectativa é que seja aprovado ainda em 2013. O plano, encaminhado ao Congresso em dezembro de 2010, contém as metas a serem perseguidas nos próximos dez anos na educação.

Os estudantes defendem também a aprovação da Medida Provisória 592/12, em tramitação na Câmara dos Deputados. A medida prevê a destinação de 100% dosroyalties do petróleo e 50% do Fundo Social do pré-sal para a educação. A medida foi encaminhada pelo governo, a fim de garantir a fonte dos recursos para o cumprimento da meta de 10% do PIB.

Ao final da plenária foi agendada para a última semana de março a Jornada de Lutas da UNE, mesmo período da Jornada Nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Ambas entidades farão passeatas e manifestações em todo país. 

A votação marcou o encerramento do Coneb. O encontro, realizado de dois em dois anos, tem por objetivo principal discutir um tema específico e decidir como será a atuação da UNE em relação a ele. Este ano, foi tratada a reforma universitária, sob o tema: A Luta pela Reforma Universitária: do Manifesto de Córdoba aos Nossos Dias.

Com o fim do Coneb, nesta terça-feira (22) começa a 8ª Bienal da UNE, o maior festival estudantil da América Latina. Serão várias atividades de cultura, esporte, ciência, tecnologia e extensão. São esperados cerca de 10 mil estudantes de todas as regiões do país.

(Edição: Fábio Massalli Fonte: Agência Brasil)

21/01/2013 · 17:18

POR DENTRO DO MUSIC BUSINESS



O negócio da música mudou. Com a entrada do MP3, as gravadoras, que dominavam o mercado até pouco tempo atrás, viram sua hegemonia ruir. Hoje, para se dar bem, só mesmo com espírito inovador. Com a ruptura do modelo industrial que predominava há anos no setor, o futuro será feito por quem estiver capacitado a entender os novos contextos de consumo e a rápida evolução tecnológica. Aos preparados, o nicho ainda tem muito espaço para crescimento.


Se por um lado as dificuldades são maiores, o alcance do trabalho realizado pelas empresas é mundial. “Existe, cada vez mais, a competição na produção de jingles e trilhas. Enxergar novas oportunidades onde o áudio se insira é essencial. E, em um período histórico em que a internet é o canal primário para a comunicação, o mercado é global. Isso é muito relevante para as produtoras brasileiras, pois um dos produtos mais valorizados aqui é a cultura, especialmente a música”, explica Charles Di Pinto, coordenador daespecialização da Unisinos em Music Business. 

SENSIBILIDADE PECULIAR

Nunca é demais reforçar: com a forte presença da web, o produto sonoro pode ser enviado para qualquer canto do mundo em instantes. Assim, a sensibilidade sonora peculiar do produtor brasileiro pode facilmente ser aplicada em projetos de qualquer país. “Seja através da música, sound design (processo de especificação, aquisição, manipulação ou geração de elementos de áudio) ou gravação de podcasts”, diz Charles. Além disso, para as empresas que buscam trabalhar com o mercado artístico, existem oportunidades em vários serviços importantes, como o iTunes, da Apple.

CENÁRIO EM ALTA

Quando se fala no setor fonográfico, logo nos lembramos da crise que acometeu recentemente as tradicionais gravadoras, as major labels. Claro que estas não estão com o mesmo sucesso de anos atrás, mas tudo é questão de diversificar. De acordo com o professor Charles, hoje o cenário musical está em alta. Novos modelos de negócio apareceram, e são companhias como Spotify, Slacker e iTunes que tomaram o lugar das majors. “O momento é de transformação”, destaca.

Para quem deseja investir nesse ramo, a única opção é inovar. A música está presente em todos os lugares (cinema, TV, games, celulares) e, por isso, as empresas mais bem sucedidas são as que desenvolvem novas formas para monetizar o consumo. “O componente mais importante é uma mente aberta, que possibilite respeitar o poder de decisão do novo consumidor”, diz o docente da Unisinos.

MOMENTO DE EMPREENDER

Sempre é importante destacar quando existe a possibilidade de empreender. Afinal, que não quer abrir o seu próprio negócio? E no ramo do som não é diferente. Claro que as produtoras de áudio são maioria no mercado, mas existe espaço para outros tipos de empreendimento. Assim como as agências de publicidade estão mudando a forma de trabalhar, existe lugar para a renovação no setor da música.
(Texto: Pablo Furlanetto, NO WWW.bRASILALEMANHA)) 


 LIVRO ORIENTA AÇÕES DE INCENTIVO E MOTIVAÇÃO

 

Galera, olha só esta novidade que deixou superorgulhosos todos aqui no Promoview.
O nosso colega 
Edmundo Monteiro, titular do canal PeopleMais, que atualiza diariamente notícias sobre o que é criado e produzido no setor de programas de incentivo e motivação, acaba de lançar um livro.

Marketing Motivacional, da Editora Saraiva,  mostra que “Motivar” e “Incentivar” são palavras que se confundem e cuja essência é fundamental para o desenvolvimento dos mais diversos negócios.

 

Para que se possa usufruir desse importante impulso adicional junto ao público e com o objetivo de fazer grandes metas serem alcançadas, precisam-se utilizar conceitos e técnicas específicas.

Quando se depara com os mais ousados desafios, como estabelecer um ambiente favorável a uma mudança organizacional, ou gerar melhores resultados a partir das atitudes das pessoas, a melhor solução é apelar para um contexto motivacional que possa criar novas expectativas, mudar hábitos e atitudes, além de inspirar os públicos-alvo para a renovação.

Marketing Motivacional – Orientação prática e conceitual, dos autores Edmundo Monteiro de Almeida e Renato Avanzi, publicado pela Editora Saraiva, se propõe a estabelecer as melhores práticas para o planejamento e a execução de programas motivacionais, explorando esse caminho com o estudo de técnicas e conceitos demarketing motivacional, que hoje se apresenta como uma das mais importantes ações para a criação de cenários de sucesso.

Edmundo Monteiro de Almeida é Mestre em Comunicação e atua nas áreas de criação publicitária, comunicação e marketing com ênfase em relacionamento e endomarketing. Nessas áreas, criou e dirigiu campanhas premiadas nacional e internacionalmente. É o titular do canal Peoplemais do Promoview, que atualiza diariamente notícias sobre o que é criado e produzido neste setor.

Renato Avanzi é Mestre em Comunicação pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); MBA em Gestão de Negócios e Marketing pelo ITA/ESPM; especialista em Comunicação Empresarial, Fator Humano como Diferencial Competitivo, e Assessoria de Imprensa; jornalista de formação.(Tony Coelho, no Promoview)



SITE DE CONSULTAS JURÍDICAS

A Granadeiro Guimarães Advogados resolveu, em junho de 2005, criar para seus clientes um "diário de notícias" correlatas ao Direito do Trabalho.

O objetivo era, e continua sendo, manter informado, e atualizado, o profissional que lida com matéria trabalhista em seu cotidiano, especialmente os profissionais de RH das empresas para as quais prestamos serviços.

Assim, a cada dia, ela  envia as últimas matérias jornalísticas e decisões dos Tribunais acerca do tema, dispostas de forma clara, suscinta e objetiva.

Agora a Granadeiro Guimarães está convidando,  os interessados no recebimento de notícias relacionadas ao Direito do Trabalho a se cadastrarem, SEM QUALQUER CUSTO, no  
http://www.granadeiro.com.br/consulta/cadastro.htm

 

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