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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

UM OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA IMPRESSO


 Outro dia, disse a uma professora que um dos meus sonhos é construir um jornal. Ela rebateu dizendo que isso é ideia de doido e que o sonho dela é possuir um website onde pudesse criticar todo mundo. Acabei não explicando os detalhes do meu projeto: ressuscitar o jornalismo que a internet assassina com tanta destreza.

O diálogo com a professora me fez refletir e tentar entender o que alimenta essa ideia e as respostas vieram rapidamente: primeiro a universidade. A Unisul insiste em me dizer que o jornalismo local anda mal das pernas. Depois, este site onde teus olhos navegam e que analisa, criticamente, a nossa profissão, o Observatório da Imprensa. E, mais recentemente, parou em minhas mãos uma terceira personagem nessa história de convencer-me que o jornalismo tem como rumo o bueiro, a Revista de Jornalismo ESPM.
A publicação trimestral está em sua primeira edição e surge da parceria com a Columbia Journalism Review (CJR), uma cinquentenária americana que, nos EUA, serve também para monitorar os passos dos profissionais da imprensa. Aqui no Brasil, a ESPM, tradicional escola da propaganda e do marketing, além do lançamento da sua revista de crítica do jornalismo, vende outra novidade: a criação do curso de graduação em jornalismo em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. E também uma pós-graduação na terra da garoa.
A proposta da ESPM é a repetição e o fortalecimento de uma velha história. Para ser mais teórico, é uma paráfrase. Não é a primeira vez que se pratica o media-watching no Brasil. O Observatório da Imprensa, aquele mesmo site que me aponta problemáticas da nossa profissão, mantém viva a mesma formação discursiva desde a sua primeira edição, em abril de 1996. Mas existem acontecimentos discursivos: a parceria com a universidade americana; a criação da graduação e da pós-graduação aqui no Brasil, interferindo na formação das mulas e dos dinossauros (ver aqui), e a existência do papel impresso com essa linha editorial.
Nesta estreia, a revista se preocupou em mostrar sua importância ao excelentíssimo público-alvo, bem como as necessidades de sua criação. O primeiro editorial tem como título “A única opção”.
“Desde que nasceu, há exatos 60 anos, a ESPM se orgulha de dizer aos seus alunos que, aqui, eles aprendem com quem faz.” O texto serve para convencer os jornalistas de que é necessário não apenas passar pela academia, mas voltar a ela durante a carreira, porque é lá que se encontra o pensamento crítico “a revista de jornalismo ESPM, tem objetivo expresso de contribuir para a pesquisa e o conhecimento aprofundado do jornalismo – e de apoiar a formação e o desenvolvimento de jornalistas”.
Entendo que os donos de jornais deveriam conhecer as universidades que oferecem curso de Jornalismo. Ao menos aquelas próximas ao local de atuação da sua empresa, pois, ali, se formarão os profissionais que possivelmente serão seus empregados no futuro. A ESPM está fazendo ainda mais. A propaganda – e não podia ser diferente – é atrativa aos jornalistas que querem se atualizar e até mesmo dar um salto na carreira, e para aqueles que ainda nem começaram. A linha de apoio do editorial é um símbolo do projeto maior “só há um caminho para melhorar a imprensa: criticar a imprensa”. A ESPM fará isso, procriando excelência à formação das mulas e reparando dinossauros.
Ainda no editorial é lembrada a criação, em parceria com o Instituto de Altos Estudos em Jornalismo (IAEJ), do curso de pós-graduação com ênfase em Direção Editorial, que ocorre em São Paulo. O objetivo é: preparar profissionais que se encontram no meio da carreira para exercer funções de direção editorial. É um grande pacote, e a parceria com a Columbia Journalism Review é outro trunfo, talvez o maior, pois ela é “internacionalmente reconhecida como a principal publicação no mundo dedicada ao tema do jornalismo”. E consequentemente aumenta a credibilidade da, digamos, “filial” brasileira.
Agora, peço ao ministro-chefe da CGU, Jorge Hage Sobrinho, licença para copiar o termo que ele utilizou no programa Roda Viva do dia 11/6/2012, referindo-se ao significado que o PSDB tinha para ele, quando esse partido foi criado. Hage disse que o PSDB era o “canto da sereia”. Pois bem, a conclusão do texto é para mim o “canto da sereia”: nossa revista será uma ponte entreo universo acadêmico e o universo profissional, com a ambição de gerar conhecimento crítico sobre a instituição da imprensa.
Os artigos da primeira edição contextualizam os problemas do jornalismo que se pratica atualmente no Brasil e também lá fora. Primeiro o leitor pode acompanhar o material produzido por profissionais da imprensa norte-americana e, depois, os articulistas brasileiros esclarecem a situação em nosso país a cerca do mesmo assunto.
Esse discurso de reformulação da imprensa por meio da crítica não é novo, o Observatório da imprensa segue a mesma linha editorial aqui no Brasil. O site criado em abril de 1996, tem o seguinte slogan: “Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito”. Eles são um veículo jornalístico focado na crítica da mídia. A formação discursiva, repito, é a mesma, mas existe um acontecimento discursivo que é a união entre a academia e a carreira.
Ainda assim, os atores desse pensamento se repetem:
>> Alberto Dines é fundador do Observatório da Imprensa e autor do artigo “O bumerangue da urgência”, veiculado na página 10 da Revista de Jornalismo ESPM. Dines tem 80 anos de vida e 60 de carreira jornalística. Não por menos é professor da disciplina História e Mudança no Jornalismo do curso de pós-graduação em Jornalismo com ênfase em Direção Editorial da ESPM.
>> Carlos Eduardo Lins da Silva é presidente do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo e faz parte da equipe do Observatório da Imprensa. Escreveu oito pequenos textos na seção “Tudo em Dia” e também assinou o artigo “Informações de valor”, onde discorre sobre a criação do jornalValor Econômico, do qual foi o primeiro diretor-adjunto. No artigo anterior, Dean Starkman fala sobre a problemática do jornalismo econômico nos Estados Unidos, um dos questionamentos que Starkman destaca é se as matérias são produzidas para os investidores,ou para o público. Depois, o texto de Carlos Eduardo Lins da Silva fala sobre a situação no Brasil, através da experiência no Valor. O jornalista é professor de Indicadores de Qualidade Editorialdo curso de pós-graduação em Jornalismo com ênfase em Direção Editorial da ESPM.
>> Os artigos de Eugênio Buccitambém frequentam o Observatório da Imprensa. Na revista, ele assina o artigo “Papéis mal trocados” e critica o fato de que jornalistas e assessores de imprensa estão ligados ao mesmo sindicato no Brasil, no caso a Fenaj, mesmo tendo deveres diferentes na profissão. O assessor serve à empresa, o jornalista serve à sociedade. O artigo de Bucci vem na sequência do artigo “A verdade dos fatos” de John Sullivan, hoje um jornalista freelancer, mas que já atuou noNew York Times. Tanto o texto americano, quanto o brasileiro apresentam problemas para os jornalistas. O de Sullivan defende que o houve crescimento no número de assessores de imprensa e redução no número de jornalistas e o pior: os assessores ganham mais. Esses textos convencem muito jornalista de que a revista será importante.
As ideias da ESPM são pretensiosas e a parceria com a Columbia Journalism Review é o grande indicativo disso. Os americanos têm muito a ganhar com esse investimento no Brasil. Somos um país onde não falta assunto para jornalista tratar, pois nosso noticiário acalora todas as editorias. A ESPM pode mudar a história do jornalismo, já que atuará na formação desses profissionais.
A editoria de geral sempre percebe uma obra do governo que está atrasada. A Rede Globo e suas novelas preenchem o noticiário de fofoca e o canal também emprega artistas de peso, sustentando o noticiário de variedades. E temos ainda excelentes músicos, artistas plásticos, pintores, escritores. Em outras áreas não é diferente, a Economia está badalada, porque o Brasil tem a sétima mais forte. Nos assuntos da Política, sobra corrupção para as manchetes, e para os cadernos de Esporte, vem aí uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, que são eventos importantes para o monitoramento da Revista de Jornalismo ESPM, como lembrou Vitor Navasky, direto de Columbia no artigo “Brasil em pauta”.
O Brasil é um grande negócio. Tudo isso, fez com que a Revista de Jornalismo ESPM pudesse ser produzida com um único anúncio: o curso de pós-graduação. Nele, um corpo docente que enche os olhos de qualquer mula: Caio Túlio Costa, Roberto Civita e os citados Dines, Carlos Eduardo Lins da Silva e Bucci. Na minha condição de mula, vale repensar o projeto do jornal e adiar o lançamento, pois a reserva de dinheiro será da ESPM, que conduziu meus planos para São Paulo. (Artigo de Nicolas David,  estudante de Jornalismo da Unisul)
FÓRUM INTERNACIONAL DE BRANDING

A ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), em parceria com a TopBrands, promove nos dias 22 e 23, no Auditório Centro Britânico Brasileiro, em São Paulo, o Fórum ABA Branding 2012, encontro anual sobre construção de marcas. O objetivo do evento é discutir as técnicas e ferramentas mais avançadas de branding, utilizando cases nacionais e internacionais de marcas.  (Propmark)
CREATIVE MORNINGS CHEGA À 3ª.EDIÇÃO

Casey Caplowe, fundador e diretor criativo da plataforma de mídia Good, é o destaque da terceira edição do Creative Mornings, que será realizado no dia 10 de agosto, na Casa do Saber, em São Paulo. A Good é uma rede de colaboração que busca compartilhar ideias, ações e desenvolver projetos que beneficiem a sociedade. (Propmark)
PESQUISA AVALIA SISTEMA FEDERATIVO BRASILEIRO
(Texto de Fábio de Castro, distribuído pela Agência FAPESP) – O sistema federativo brasileiro é bastante centralizado, mas permite que estados e municípios exerçam papéis importantes na execução de políticas públicas.
Essa é a principal conclusão do livro Democracia, Federalismo e Centralização no Brasil, de Marta Arretche, professora do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e diretora do Centro de Estudos da Metrópole, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da FAPESP.
Resultada de estudos realizados desde 2006 no CEM, a obra, publicada pela Editora Fiocruz e pela Editora FGV, da Fundação Getúlio Vargas, com apoio do CEM.
De acordo com Arretche, quando a Constituição Federal foi promulgada, em 1988, predominava entre os especialistas a interpretação de que a federação brasileira, em contraste com a centralização da ditadura, fortaleceria a democracia com uma operação descentralizada das políticas públicas.
Mas já na década de 1990, segundo a pesquisadora, começaram a surgir fortes críticas ao arranjo descentralizado: exagerada, a autonomia de estados e municípios poderia se tornar um obstáculo à democracia, por dificultar ações unificadas, gerando desequilíbrio entre as esferas de governo.
“A contribuição do livro consiste em mostrar que temos uma longa tradição no Estado brasileiro – que remonta à década de 1930 – de concentração das decisões no governo central, mas ao mesmo tempo temos mecanismos capazes de moderar a sua influência, fazendo com que os estados e municípios sejam atores relevantes na execução de políticas públicas”, disse Arretche à Agência FAPESP.
O livro aponta que o papel de coordenação e formulação das políticas fiscais pela União, assim como suas funções redistributivas que reduzem desigualdades entre estados e municípios, havia sido minimizado pelas interpretações que enfatizavam as características de descentralização da federação brasileira.
“O estudo mostra que os estados federativos não produzem necessariamente dispersão da autoridade política. Ao longo do século 20, a federação brasileira se tornou altamente integrada, ainda que cada nível de governo seja dotado de autoridade política própria. O processo de construção do estado nacional operou no sentido da centralização da autoridade política”, afirmou.
A pesquisa analisou duas dimensões: o poder de veto das unidades constituintes nas arenas decisórias centrais e a autonomia dos governos subnacionais para decidir sobre suas próprias políticas.
“Um dos principais argumentos usados para sustentar que a federação brasileira é efetivamente descentralizada defende que o poder de veto dos governadores é muito grande, o que faria com que o presidente tivesse que se subordinar aos governos estaduais a fim de aprovar legislações do seu interesse”, disse Arretche.
Para verificar essa argumentação, Arretche examinou a legislação de interesse federativo do início da década de 1990 até a atualidade, a partir dos processos decisórios na Câmara dos Deputados e no Senado.

A análise demonstrou que a União tem ampla autoridade legislativa, podendo iniciar legislação em qualquer área de política, ao passo que estados e municípios têm sua autoridade legislativa bastante limitada.
“O governo central tem grande capacidade de impor restrições, tanto do ponto de vista de formulação e desenho das políticas públicas como da perspectiva da imposição de perdas fiscais aos governadores. Os governos estaduais não têm tanto poder assim, já que a federação pode interferir em qualquer nível de política”, disse Arretche.
De acordo com a pesquisadora, interesses regionais poderiam ter maior peso nas decisões tomadas em Brasília caso as bancadas estaduais no Congresso votassem de modo coeso, em defesa de interesses regionais. Mas não é o que ocorre na prática.
“As bancadas são divididas em termos partidários. A coalizão de sustentação do presidente dá apoio às iniciativas de coordenação federativa da União. Os parlamentares não votam de acordo com sua proveniência regional, mas de acordo com seu pertencimento a partidos políticos”, disse.
A segunda dimensão da pesquisa abordou o outro lado da questão: o governo central normatiza políticas que são executadas por estados e municípios. É comum que os governos subnacionais peçam a presença e a coordenação da união. Para avaliar esse aspecto, Arretche estudou as políticas e os gastos dos governos municipais em todas as áreas que afetam a provisão de serviços sociais aos cidadãos.
“Examinei iniciativas de coordenação que passam pelo governo do estado e pelo Senado e concluí que há um forte incentivo para que a União assuma a coordenação e execução de políticas de saúde básica, educação fundamental, coleta de lixo, transporte público e infraestrutura urbana. Nessas áreas, os municípios contam com recursos constitucionalmente transferidos pelo governo federal, sem necessidade de negociações políticas, nem de alinhamento partidário”, disse.
No entanto, o governo central tem recursos financeiros para incentivar que os governos locais se alinhem à agenda política federal. “O governo central acaba exercendo assim o papel de regulação das políticas executadas pelos governos municipais. Essa conclusão se opõe à interpretação tradicional sobre o federalismo brasileiro, de um governo federal enfraquecido pela descentralização”, disse.
Os resultados da pesquisa, segundo Arretche, mostram que o governo central não consegue ter um poder exacerbado, mas também não é paralisado, nem enfraquecido. A autora conclui que a União já é forte e não é preciso fazer nenhuma reformulação no arranjo federativo com o objetivo de fortalecê-la.
“A União é forte em sua capacidade de regular programas nacionais que são executados de modo descentralizado. Por outro lado, os governos subnacionais têm progressivamente fortalecida sua capacidade institucional de executar políticas. Cada nível de governo tem força em sua própria dimensão da produção de políticas públicas”, disse Arretche. Detalhes: www.fiocruz.br/editora
RISCOS DE EXTREMOS CLIMÁTICOS
 Um encontro para divulgar informações científicas sobre possíveis impactos de riscos de extremos climáticos – como ondas de calor, recordes de temperaturas altas e forte precipitação de chuvas – e dos desastres a eles relacionados, bem como as opções disponíveis para o gerenciamento desses impactos será realizado nos dias 16 e 17. Detalhes: www.fapesp.br/ipccsrex
WORKSHOP DE FILOSOFIA: PENSAMENTO, CIÊNCIA E HUMANIZAÇÃO
 Abertas as inscrições para o 1º Workshop de Filosofia: pensamento, ciência e humanização, que será realizado nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, no campus de São José do Rio Preto da Unesp.  Detalhes: www.ibilce.unesp.br/#2624,2625 

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

GUIA DE CARREIRAS: JORNALISMO


 (Ana Carolina Moreno - Do G1, em São Paulo)  - Apesar do grande interesse pela leitura e a redação, Caco Barcellos, ainda na adolescência, passou no vestibular para o curso de matemática, com o objetivo de um dia se tornar engenheiro. A oportunidade de participar do jornal do centro acadêmico da faculdade, porém, acabou lhe rendendo uma oferta de trabalho em um jornal diário. `Foi meio por acaso. Como eu gostei muito do trabalho e eles gostaram de mim, tratei de mudar rapidamente e fui fazer jornalismo`, conta o repórter, que se formou na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, já trabalhou nos principais jornais e revistas impressos e há mais de duas décadas conta histórias em frente às câmeras de televisão.

Jornalistas como Caco, que hoje é repórter e diretor do programa Profissão Repórter, são profissionais dedicados a transmitir e explicar fatos e histórias de interesse público aos leitores, ouvintes. Para isso, eles contam com técnicas de apuração das informações, realização de entrevistas com fontes e personagens relevantes para a notícia e produção e edição da reportagem.

E, já que depende de eventos em sua maioria imprevisíveis, a carreira também exige paciência para conseguir a informação, flexibilidade para lidar com acontecimentos de última hora e dinamismo quando é preciso produzir uma reportagem poucos minutos antes de ela ir ao ar, ou à gráfica.

`Um amigo meu brinca que o jornalista é aquele que fica a vida toda esperando o nada virar coisa. A gente nunca sabe quando vai acontecer o factual que vai nos fazer trabalhar de madrugada ou que vai nos obrigar a trabalhar domingo`, explica a jornalista Ana Escalada, editora-chefe do Profissão Repórter.

Ana e Caco concordam que esta é justamente a graça da profissão. `Uma pessoa que não gosta de problemas não deve ser jornalista, uma pessoa que gosta de rotina não deve ser jornalista`, afirma a editora.

`Tem que ignorar aquilo que em outras profissões é muito importante, como rotina, jornada de trabalho... Você não sabe quando começa e, principalmente, não sabe quando termina`, disse o repórter ao G1, às 20h da segunda-feira (23). Naquele dia, ele já tinha passado pelas Clínicas, na Zona Oeste de São Paulo, seguido para Guarulhos, na Região Metropolitana, e retornado à Avenida Paulista, na região central da capital, em busca de uma matéria para o programa que foi ao ar na noite de terça-feira (31), sobre estrangeiros que moram no Brasil.

`É uma profissão que combina mais com os poetas, por exemplo, com as pessoas que gostam de outras pessoas. É fundamental ser apaixonado por gente, senão não dá certo. E o repórter tem que ser apaixonado pelo que faz, achar graça disso, não achar que isso é sacrifício`, afirma.

Para Caco, além de contar histórias, quem vive da reportagem também tem uma função essencial. `O repórter tem por obrigação fazer o registro dos acontecimentos de um país. É a partir do trabalho do jornalista que as outras profissões se movimentam`, diz. `A gente que é repórter tem que estar mais informado do que todos os que estão à nossa volta, inclusive o dono do veículo onde a gente trabalha`, explica ele.

A responsabilidade do produto que o jornalista apresenta ao público tem implicações que podem perdurar durante muito tempo. `Por exemplo, daqui a algum tempo, essa história que estou contando talvez seja a história que sintetize o que é a violência urbana na maior cidade da América Latina. Talvez daqui a dez ou 20 anos um sociólogo vá querer interpretar por que isso estava acontecendo neste momento da história do Brasil.`

A produção da notícia

Para retratar os pequenos e grandes fatos que, a cada dia, vão construindo a história, os jornalistas se dividem para cumprir diversas tarefas. Dentro das redações impressas e de internet, as mais comuns são a do repórter, que busca as histórias e vai a campo apurar as informações, e a do editor, que decide como todas as reportagens da equipe serão expostas no veículo. Por exemplo, no jornal impresso, o editor decide qual reportagem terá mais espaço e em que página cada texto vai entrar.

Na televisão e na rádio existe ainda a função do produtor. `É quem propõe uma pauta e às vezes a produz, o repórter é quem vai a campo, o pessoal da rádio-escuta liga para as delegacias, para os bombeiros, para saber se tem alguma coisa que foge da rotina. Quando a reportagem vem da rua, ela passa pelo editor, e tem também os apresentadores, que cada vez mais são jornalistas`, explica Ana.

Cada editoria do veículo, como de notíciário político, internacional e de economia, conta com uma equipe de repórteres e um editor, que pode contar com editores assistentes para finalizar a criação das páginas. Na TV, os repórteres saem às ruas com os cinegrafistas e os técnicos de iluminação e som para garantir a captação das melhores imagens.

Os veículos ainda têm equipes dedicadas à produção e edição de fotografias e profissionais de desenho e programação, que cria os infográficos, as tabelas e artes que ajudam a explicar os fatos aos leitores. Além disso, jornalistas fazem o trabalho de pauteiro, que organiza a distribuição das pautas --como é chamada a notícia antes da apuração, redação e edição-- entre os repórteres.

Acima de toda a equipe estão o editor-chefe e o editor-executivo, responsáveis por manter a coesão do conteúdo e da linha editorial.

Fora das redações

As redações de jornais, revistas e portais não são o único habitat dos jornalistas. `Ser repórter, ser roteirista de cinema, escritor de novela, trabalhar com publicidade... São mil possibilidades para uma mesma profissão`, afirma Caco, que, além das reportagens diárias e semanais, também escreveu grandes reportagens em livros como `Rota 66 - A história da polícia que mata`, que já recebeu mais de 80 edições.

Grande parte dos jornalistas também é encontrada cumprindo a função de assessores de imprensa, uma profissão que dividem com quem tem diploma de relações públicas, apesar de os últimos serem minoria neste mercado. Com as mudanças que a internet tem imposto à publicidade, ao consumo e à relação das marcas com o público, outros leques também se abriram ao profissional de jornalismo, principalmente nos setores de produção de conteúdo.

Camilla Salmazi, que se formou em 2004 pela PUC de São Paulo, entrou para o curso de jornalismo pensando em trabalhar em uma rádio, e inclusive fez seu trabalho de conclusão de curso usando as técnicas específicas para este veículo. Mas, ao terminar a graduação, ela recebeu uma proposta de emprego em uma agência de comunicação, que presta serviços de assessoria de imprensa para empresas do setor privado e do terceiro setor.

Como ela não poderia ser contratada na editora onde fazia estágio na produção de notícias, Camilla decidiu aceitar a oferta, e não largou mais da área. `Percebi que gostava muito mais desse tipo de jornalismo`, explica. `Você tem mais controle do tempo, uma carga horária fixa, é difícil ter que fazer plantão de fim de semana, só quando tem algum evento. E o salário também é melhor, além de você subir na carreira mais rapidamente.`

De acordo com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, existem três pisos salariais para a categoria. O valor, referente a veículos da capital paulista, é de R$ 2.982.89 para os profissionais de rádio e TV e R$ 3.740,53 para assessores de imprensa. Quem trabalha em jornais e revistas recebe a partir de R$ 3.321,60.

Assessores de imprensa podem atuar tanto dentro da instituição em que trabalham, no departamento da comunicação, quanto em agências contratadas para prestar esse serviço a empresas e ONGs.

Além de atender aos pedidos da imprensa, é função da assessoria sugerir pautas aos repórteres e aconselhar a direção das instituições sobre estratégias de comunicação e exposição na mídia, incluindo o `media training`, treinamento para que os porta-vozes da empresa utilizem as mesmas técnicas dos profissionais de televisão ao dar entrevistas, como linguagem corporal e uso da voz.

Camilla, que hoje atua no setor de comunicação do movimento Todos Pela Educação, afirma que, nesta função, continua fazendo tarefas típicas de repórteres, como ir atrás de pautas e histórias que possam ser contadas pela mídia. `Você tem cabeça de jornalista, sabe se aquela pauta é interessante`, diz.

Novos suportes, mesmo rumo

Para Ana, do Profissão Repórter, a internet já mudou muito o jornalismo na última década, e continuará provocando alterações, apesar de isso não colocar em risco a necessidade do profissional. `Talvez a televisão migre para a internet, talvez a internet se torne o veículo principal. Mas ele vai precisar daquela pessoa, daquele profissional que saiba falar `olha só o que eu tenho para te dizer, olha que legal``, diz. Para ela, o jornalismo não vai morrer. `Talvez o jornalismo não permaneça dessa forma, mas vai se transformar em outra coisa.`

Desde 2009, o diploma do curso de jornalismo não é mais obrigatório para conseguir o registro de jornalista profissional. Um projeto de lei para voltar a exigir diploma de jornalista tramita no Congresso Nacional.

Mesmo sem a obrigação, muitas empresas ainda exigem, em suas ofertas de vagas, pessoas formadas na faculdade de jornalismo, além de pedirem cada vez mais habilidades, como conhecimentos de vídeo e fotografia e o domínio de programas de edição de imagens e processamento de dados. Esses temas, assim como algumas técnicas de assessoria de imprensa, já começam a ser incluídos nos currículos das faculdades.

Caco afirma que, desde que começou a trabalhar com televisão, viu como a tecnologia modificou o modo de fazer jornalismo, com câmeras cada vez mais compactas e de maior qualidade, por exemplo. Segundo ele, o futuro da profissão é imprevisível. `Mas com certeza posso garantir que, daqui a cinco anos, histórias maravilhosas estarão acontecendo no cotidiano de todo mundo, e quem perder a oportunidade de experimentar essa profissão não sabe o que estará perdendo`, diz.

VIVO APRESENTA NUVEM DE LIVROS

A Vivo encontrou, em uma parceria com a Gol Mobile, a oportunidade de reforçar duas ações constantes com um único projeto: a solidificação de seu novo conceito, “Conectados vivemos melhor”, e suas ações voltadas à educação, que tem dado retorno satisfatório nos últimos anos tanto em adesão e retorno financeiro, quanto à exposição de sua marca e relação com a causa. A iniciativa em questão é a Nuvem de livros, que passa a oferecer, graças a seus serviços de internet fixa e móvel, o acesso ilimitado de seus clientes a um acervo superior a seis mil livros, por valores que variam de R$ 1,99 por semana a R$ 6,90 por mês.

“Este é um projeto que se ancora na incrível capacidade que a web tem de disseminar educação e cultura, e a conectividade é a base para isso”, ressaltou Antonio Carlos Valente, presidente da Vivo, ressaltando a recente ampliação dos serviços de 3G da operadora, que atualmente estão disponíveis para 2.846 cidades, e a permanente realização de ações em prol da educação, especialmente via Fundação Telefônica — entidade presente em 14 países e que atua há 13 no Brasil, investindo anualmente cerca de R$ 10 milhões à causa.
A plataforma, disponível no site www.nuvemdelivros.com.br ou via aplicativos para dispositivos móveis, oferece títulos que vão de literatura e poesia a dicionários e enciclopédias, com obras de editoras e parceiras como Barsa, Ediouro, Fundação Roberto Marinho, Futura, Instituto Tomie Ohtake, Moderna, Nova Fronteira, Planeta e Sesi. Entre as opções estão obras de autores que vão de Machado de Assis e Monteiro Lobato a Oscar Wilde e Shakespeare, 1822, de Laurentino Gomes, e 50 anos a mil, biografia de Lobão. “O conceito nasceu de uma observação clara: há hoje 15 milhões de alunos sem acesso a uma biblioteca.
Inicialmente, o projeto está disponível apenas para usuários de serviços da Vivo, seja o Speedy, os planos de telefonia móvel ou a conexão 3G. Não está descartada, porém, a oferta para o público geral — porém, a preços menos convidativos. “A ‘Nuvem de livros’ é um projeto colocado em prática em parceria exclusiva entre a Vivo e a Gol Mobile. Atualmente, ela é voltada aos clientes Vivo, mas estamos estudando algum tipo de oferta dos serviços para outros interessados, como por exemplo via Apple Store e outras lojas de aplicativos. Os valores, porém, devem ser mais elevados para esses casos”, analisou Alexandre Fernandes, diretor de inovação e desenvolvimento de produtos e serviços da Vivo.
Os interessados em conhecer a ‘Nuvem de livros’ terão oportunidade de utilizar o sistema mobile por uma semana gratuitamente. Já a versão web terá degustação de um mês. Entre as outras iniciativas da Vivo voltadas à educação e tem apresentado resultados satisfatórios estão o Kantoo, serviço para ensino de idiomas via celular, utilizando SMS, voz e web; e o “Vivo Português com o Professor Pasquale”, serviço voltado à melhora do conhecimento da língua portuguesa, chancelado pelo professor Pasquale Cipro Neto.
O novo serviço não deve ganhar uma campanha específica, porém, é o mote principal da nova ação publicitária do Vivo Speedy, fundamentada na volta às aulas. Elaborado pela DM9DDB e intitulado “Perguntas de hoje em dia”, o esforço de comunicação tem um comercial como principal peça e mostra um garoto questionando seus pais com perguntas capciosas, como “Células-tronco nascem em árvores?” ou “Pai biológico é aquele que sabe tudo de biologia?”. Frente às dúvidas, a solução apresentada para o conhecimento de causa é, justamente a “Nuvem de livros”. (Propmark)

LIVRO REÚNE DOCUMENTOS SOBRE JOÃO GILBERTO

Tão previsível e reincidente quanto um cano de Tim Maia, um bolo de João Gilberto é, para o bem e para o mal, um bolo de João Gilberto. Em 2011, alegando problemas de saúde, João cravou mais uma falta histórica.

Completaria 80 anos e até mesmo um aparato de retransmissão dos shows em cinema, com exibição simultânea em mais de uma centena de salas ao redor do País, envolveria as celebrações da turnê João Gilberto 80 Anos – Uma Vida Bossa Nova. Seria um acontecimento à altura da efeméride. Seria. O episódio jogou mais lenha na fogueira inquisitória que insiste em lamber João. Ignorando o salto de modernidade que ele legou à música popular do País, ainda há por aí quem ignore a importância histórica, o lirismo e a magia desse artista que vem devotando a vida a perseguir a beleza em forma de canções, fazendo eriçar pelos e palpitar corações ao simples ressonar de um acorde ou a entonação de uma sílaba.

Mas vaia de bêbado não vale, como o próprio João afirmou ao refutar a recepção hostil que recebeu em 1999, quando subiu ao palco do Credicard Hall, acompanhado do discípulo Caetano Veloso para inaugurar a casa de shows de São Paulo, e teve de lidar com uma acústica sofrível. Vamos, então, às análises sóbrias. Desde a década de 1960, João tem sido objeto de estudo de importantes historiadores, pesquisadores e críticos. Já em 1959, no calor de sua estreia fonográfica, em crônica para o tabloide do jornal Última Hora, Antônio Maria defendeu e profetizou: “João Gilberto será sempre, por mais que caminhe ou navegue, o violeiro manso que, tirante o amor, tem medo de tudo. Tempestade, guerra, faca de ponta, febre terçã. De tudo ele receia. Menos do amor”. Augusto de Campos dedicou boa parte de seu livro Balanço da Bossa, de 1968, a esmiuçar as teias construídas por João para seduzir ouvintes e corações desavisados. Em 1990, Ruy Castro perseguiu o homem por trás do mito e deu pistas substanciais para decifrar a esfinge no delicioso Chega de Saudade.

João comemorou, no anonimato de sempre, seus 81 anos e ganhou  João Gilberto, um belíssimo presente, em todas as livrarias do País. O livro é o produto final de uma rigorosa pesquisa do organizador Walter Garcia, professor do Instituto de Estudos Brasileiros da USP e autor de Bim Bom: A Contradição Sem Conflitos de João Gilberto (Paz e Terra, 1999), que reuniu textos inéditos, artigos, ensaios, crônicas e raríssimas entrevistas.  Traz um rico apanhado histórico de novas informações e joga luz intensa sobre esse homem que pode até continuar sendo incompreendido (fácil ser “chato”, como muitos o acusam, difícil é ser João), mas como Chuck Berry ou James Brown, artífices de gêneros musicais que marcaram o século 20 (o rock e o funk), o pai da Bossa Nova jamais será esquecido. (Marcelo Pinheiro no Portal Brasileiros)


LIVRO SOBRE OITO ESCRITORES

 Delfos - Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS está sendo lançado o livro Papéis Nada Avulsos. Organizada pela diretora da Faculdade de Letras, Maria Eunice Moreira, a obra traz pesquisas realizadas pelo Delfos sobre oito escritores.  Detalhes  no  www.pucrs.br/delfos.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

MARKETING, EFETIVIDADE E MENSURAÇÃO


A efetividade de campanhas de comunicação e os casos de sucesso no Brasil e no exterior é o tema da palestra de João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat e presidente da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), no 3º Fórum de Marketing Empresarial. O encontro, promovido pelo Grupo Doria e pela Editora Referência, com organização do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), acontece entre os dias 17 e 19  e reunirá cerca de 200 empresários e dirigentes do setor das mais importantes empresas do país em torno do tema Brasil, nova potência no consumo e nas tendências.
Segundo o executivo, a ideia é mostrar um pouco de sua experiência pessoal na Fiat em relação à efetividade e mensuração e muito do que ele viu esse ano no Cannes Lions 2012. Ciaco foi o representante brasileiro no júri da área de Creative Effectiveness do festival. A competição estreou no ano passado, e levou a Cannes — antes um festival preocupado basicamente com a ideia — a importância da efetividade na comunicação, ao fazer com que os resultados representem 50% do peso da avaliação dos jurados, contra 25% da ideia e outros 25% da estratégia. “Quero dividir não só o aprendizado obtido no júri, como também no networking realizado durante o evento, onde trocamos experiências com anunciantes, planners, criativos e outros profissionais que estão entre os principais líderes da comunicação mundial”, afirma.
Ciaco cita como exemplo o GP do Creative Effectiveness Lions desse ano. A campanha global “Axe Excite – nem os anjos resistem”, criada pela BBH de Londres para o lançamento da fragrância Excite do desodorante da Unilever, detectou que a mulher fatal não fazia parte do repertório de desejo desse público masculino jovem, mas sim a mulher angelical, mais inocente, mas igualmente sensual. O filme, basicamente, mostra anjinhas caindo do céu atraídas pela fragrância irresistível de Axe. As vendas, que estavam em queda, aumentaram nos países (cerca de 100) em que a campanha foi implementada. “O trabalho parte de um insight excepcional, que é entender justamente esse estágio de vida do adolescente, que sonha com uma mulher linda, só que acessível ao seu universo”, explica.
O executivo ressalta que a questão da estratégia tem relação com a definição do mix de meios. “Como definir conteúdo e pensar o efetivo diante das inúmeros meios que temos hoje. Também devem ser considerados os modo de trabalhar com as redes sociais, e quando não gastar com as mídias pagas. O case "Fiat Mio" (criado pela AgênciaClick Isobar), por exemplo, foi o grande sucesso e não trabalhou com mídia paga”, lembrou. Ciaco se refere ao case colaborativo lançado em 2009, onde, por meio do site wwwfiatmio.cc, a montadora convidou os consumidores a pensarem em um carro conceito para o futuro. Foram contabilizadas 11 mil ideais, que resultaram na construção do carro, no ano seguinte. O modelo foi exposto em locais como o Salão do Automóvel de São Paulo de 2010 e no próprio Cannes Lions 2011, no estande do Estadão, dentro do Palais des Festivals.
Como último aspecto, a respeito da efetividade, Ciaco fala sobre os resultados: “É importante, nesse ambiente, contarmos com processos claros de mensuração. E o “x da questão é fazer com que os resultados não meçam apenas a comunicação, mas sim como essa comunicação impacta diretamente o negócio do cliente”, diz. “Muitos falam que aumentar o número de fãs no Facebook ou de seguidores no Twitter são medidores de comunicação. Nem sempre. Novamente falando de Cannes, o festival revelou como esse pessoal que curte determinada página reverte nos aumentos das vendas ou do valor de marca. Não é o curtir pelo curtir, mas sim gerar clientes ativos e medir a percepção efetiva”, completa.
Segundo Ciaco, a Fiat trabalha sob essa percepção de negócio há um bom tempo. “Estamos olhando a comunicação de forma mais intensa e tranformando-a em indicadores de negócios. É muito difícil uma verba de marketing ser aprovada dentro da Fiat antes de mostrar como isso irá contribuir efetivamente para a companhia. Temos um departamento específico para olhar planejamento e resultado. Estamos longe de atingir o objetivo ideal, ainda, mas quando mais medimos resultados e analisamos a efetividade, mais conseguimos aprofundar os resultados e entender o mercado como um todo”.
Para ele, a própria criação da Agência Fiat, surgida no ano passado — fruto da união de esforços da Leo Burnett Tailor Made (publicidade) e da AgênciaClick Isobar (marketing digital), duas das agências da empresa no país —, é um exemplo de como trabalhar efetividade de um processo. “Antes perdíamos um terço de nosso tempo fazendo gestão de conflitos entre agências. Não temos mais isso. Hoje o digital deixou de ser uma extensão do trabalho offline. A ideia é que vale, independente de onde parte”. (Propmark)
GM DEMITE DIRETOR GLOBAL DE MARKETING

Joel Ewanick não é mais diretor global de marketing da General Motors. Após dois anos, o executivo — que também passou pela Nissan e pela Hyundai — deixa a montadora, que segue em um processo de renovação diretiva.
Entre outras ações, Ewanick foi responsável pela criação da Commonwealth, em um movimento de romper com outras agências e centralizar a sua demanda publicitária em apenas uma, criada especialmente para atendê-la — unindo profissionais de McCann e Goodby, Silverstein & Partners —, em uma manobra que poderia economizar até US$ 2 bilhões em cinco anos, segundo a montadora. Entretanto, a estratégia está ameaçada, dependendo do posicionamento do novo gestor.
Durante o seu período como diretor de marketing, Ewanick também optou por retirar toda a verba destinada à compra de mídia no Facebook, semanas antes do IPO (oferta pública inicial, em inglês) da rede social na Nasdaq.
De acordo com um porta-voz da GM, Ewanick “não atendeu às expectativas como um funcionário”. As vendas da companhia cresceram 2,9% no primeiro semestre, mas a montadora perdeu market share especialmente após a evolução de 34% da rival Toyota no mesmo período. Ewanick será substituído interinamente por Alan Batey, britânico que ocupa o cargo de vice-presidente de vendas e serviços para os Estados Unidos.
O motivo da demissão de Ewanick teria sido um erro crucial na avaliação dos termos financeiros do patrocínio da Chevrolet ao Manchester United, segundo a Reuters. A montadora firmou um aporte ao clube inglês por cinco anos a partir da temporada 2014/2015, e irá ocupar a cota master da equipe. (Propmark,Com informações do Advertising Age)
PÓS-DOUTORADO COM BOLSA
Uma oportunidade de pós-doutoramento com Bolsa da FAPESP é oferecida por um projeto de pesquisa na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, coordenado pelo professor Hélio Alexandre Stefani.
O projeto “Síntese de pequenas bibliotecas empregando organotrifluoroboratos de potássio em reações de Suzuki-Miyaura” é financiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático. Detalhes: www.fapesp.br/bolsas/pd.
14° SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
O 14° Simpósio de Iniciação Científica e Tecnológica (SICT-2012) será realizado de 15 a 19 de outubro de 2012, juntamente com o 14° Congresso de Tecnologia organizado pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP). Detalhes: http://sict.fatecsp.br
MICROSOFT’ICROSOFT’EVOLUI’ PARA OUTLOOK.COM

Ainda na década de 90, a Microsoft comprava e popularizava o Hotmail, primeiro serviço online de e-mails da internet lançado em 1996. Duas décadas depois, a ferramenta perdeu espaço e mercado para plataformas mais eficientes como o Yahoo! Mail e o Gmail, e apesar da base com mais de 360 milhões de usuários estava perdendo mercado. Agora, a empresa fundada por Bill Gates ‘evolui’ o Hotmail para o Outlook.com, que promete mais facilidades, integração com as redes sociais, Skype e outras funcionalidades.
A iniciativa faz parte do plano da Microsoft de se aliar às redes sociais e outros aplicativos para popularizar suas ferramentas. Assim como no Hotmail.com, o Outlook.com cria automaticamente uma conta no Windows Live Messenger (antigo MSN Messenger, que também perdeu espaço para Gtalk e Facebook chat). A marca Outlook é conhecida pelo software de gerenciamento de e-mails, usado majoritariamente em escritórios.
Apesar da plataforma estar diferente, os endereços seguirão os mesmos. Ou seja: se você tinha um e-mail @hotmail.com, ele continua com o mesmo sufixo.
Com cerca de 36% de mercado, Hotmail ainda é o serviço de e-mail com maior market share, de acordo com a ComScore. Ainda assim, a ascensão meteórica do Gmail fez com que a plataforma do Google conquistasse 31% do mercado, enquanto o Yahoo! Mail segue com 32%.
O design do Outlook.com tem uma cara mais clean, seguindo a tendência dos últimos anos. No vídeo de apresentação da ferramenta, a Microsoft provoca a rival Google, colocando o Gmail como ultrapassado e cheio de anúncios indesejados. (Propmark)
A IMPORTÂNCIA  CULTURAL DO CIRCO-TEATRO
 De 1930 e 1970, a capital paulista recebeu 88 diferentes circos em diversas temporadas. Uma atração era inevitável nos espetáculos dessas companhias: o circo-teatro.
A partir da análise de 1.099 processos de censura no Departamento de Diversões Públicas de São Paulo – hoje parte do acervo do Arquivo Miroel Silveira da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) – Walter de Sousa Junior estudou a importância do circo-teatro na formação cultural paulista e brasileira, tendo influenciado tanto o Modernismo como a emergente cultura de massa.
O tema, explorado na tese de doutorado de Sousa Junior, resultou no livro MiXórDia no PiCaDeiRo – Circo-teatro em São Paulo (1930-1970), que teve apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações.
Como personagens centrais desse processo estão os palhaços Piolin e Arrelia, que puderam criar um estilo peculiar de comédia, e os autores de peças com temática caipira. São eles parte da elaboração da linguagem cultural de uma metrópole emergente.
“O circo-teatro, gênero que surge de intenso processo de hibridismo cultural, mostra-se como expressão popular numa metrópole em construção, agregando mestiçagens e misiturando referências. Assim, influencia tanto o movimento intelectual modernista quanto a emergente cultura de massa”, diz o autor.
Sousa Junior é professor doutor da ECA-USP e pesquisador da cultura popular. É autor de Moda Inviolada – Uma história da Música Caipira (2006) e atualmente pesquisa a contribuição cultural de Piolin a partir das 450 peças encenadas em seu circo de 1933 a 1961. D
6º TORNEIO EMPREENDEDOR RECEBE INSCRIÇÕES
Estão abertas as inscrições para o 6º Torneio Empreendedor, promovido pelo Núcleo Empreendedor da PUCRS. Alunos de graduação e pós-graduação de todas as áreas acadêmicas da Universidade podem participar, inscrevendo suas ideias até o dia 28 de setembro pelo site www.pucrs.br/nucleoempreendedor. O objetivo dessa edição é proporcionar aos participantes experiências com trabalho em equipe e liderança, por meio do planejamento, análise e tomadas de decisões na identificação de oportunidades de negócio.
A partir do dia 29 de setembro, os inscritos irão participar de workshop vivencial baseado na metodologia Canvas e passarão por etapas de avaliação. Os três primeiros colocados receberão prêmios em bolsas de estudos num total de R$ 30 mil e terão direito a participar do projeto de pré-incubação da Raiar.

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domingo, 5 de agosto de 2012

DOMINGO É DIA DE AUDITORIA


AUDITORIA DA COMUNICAÇÃO

A FRASE

“Se a sua mensagem possui  um grau de sinceridade e de honestidade e um grande amor pela obra, ela vai atingir o alvo.”  (John McNer, diretor de arte)

INCRÍVEL

O SBT bateu a transmissão dos Jogos Olímpicos pela Record nesta segunda-feira por conta do seriado “Chaves” deixando as transmissões das Olimpíadas em 3º lugar na audiência.
Na segunda, o seriado mexicano ficou no ar das 18h25 às 19h45 no SBT, com média de 8 pontos. A ginástica masculina transmitida pela Rercord obteve 6 pontos. A Globo manteve-se na liderança com 27 pontos. Os números referem-se ao comportamento da audiência na Grande São Paulo. (Propmark, com informações do Estado de São Paulo)

CIRCULANDO NA INTERNET

a.  “A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (28) que, nos Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil fará uma cerimônia de abertura melhor do que a de Londres, ocorrida ontem. Nós vamos fazer muito melhor, vamos levar uma escola de samba e abafar’, afirmou.”
b.Comentários atribuídos a José Simão, da Folha de S.Paulo:  
1. ONGs vão pipocar dizendo que apóiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas estas ONGs desaparecerão e serão investigadas por desvio de dinheiro público. Ninguém será preso ou indiciado.
               2. Um grupo de funk vai fazer sucesso com uma música que diz: vou pegar na tua tocha e você põe na minha pira.
               3. Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando "barão de coubertin" com "sol da manhã". Gilberto Gil virá no último carro alegórico vestido de lamê dourado representando o "espírito olímpico do carioca visitando a corte no Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitória".
                4. Haverá um concurso para nomear a mascote dos jogos que será um desenho misturando um índio, o sol do Rio, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans Donner. Os finalistas terão nomes como: "Zé do Olimpo", "Chico Tochinha" e "Kaíque Maratoninha".
                 5. Luciano Huck vai eleger a Musa dos jogos, concurso que durará um ano e elegerá uma modelo chamada Kathy Mileine Suellen da Silva.
 Abertura dos jogos  
                  1. A tocha olímpica será roubada ao passar pela baixada fluminense. O COB vai encomendar outra com urgência para um carnavalesco da Beija flor.
                      2. Farão um show na praia de Copacabana para comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de segurança, Zeca Pagodinho será impedido de ficar a menos de 500 metros da tocha.
                        3. Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua e correr ao lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê "GALVÃO FILMA NÓIS", "100% FAVELA DO RATO MOLHADO".
                        4. Pelé vai errar o nome do presidente do COI, discursar em um inglês de merda elogiando o povo carioca e, ao final, vai tropeçar no carpete que foi colado 15 minutos antes do início da cerimônia.
                          5. Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o "Hino das Olimpíadas" composto por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para aparecer mais na TV.
                          6. O Hino Nacional Brasileiro será entoado a capella por uma arrependida Vanuza, que jura que "não bota uma gota de álcool na boca desde a última copa". A platéia vai errar a letra, em homenagem a ela, chorar como se entendesse o que está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol.
                            7. Uma brasileira vai ser filmada varias vezes com um top amarelo, um shortinho verde e a bandeira dos jogos pintada na cara. Ela posará para a Playboy sem o top e sem o shortinho e com a bandeira pintada na bunda.
                           8. Por falta de gás na última hora, já que a cerimônia só foi ensaiada durante a madrugada, a pira não vai funcionar. Zeca Pagodinho será o substituto temporário já que a Brahma é um dos patrocinadores. Em entrevista ao Fantástico ele dirá que não se lembra direito do fato.
                             9. Setenta e quatro passistas de fio-dental vão iniciar a cerimônia mostrando o legado cultural do Rio ao mundo: a bala perdida, o trafico, o funk, o sequestro-relâmpago e a favela.
                           10. Durante os jogos de tênis a platéia brasileira vai vaiar os jogadores argentinos obrigando o árbitro a pedir silencio 774 vezes. Como ele pedirá em inglês ninguém vai entender e vão continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Oscar concordará e depois pedirá desculpas chorando no programa do Gugu.
                              11. Um simpático cachorro vira-lata furará o esquema de segurança invadindo o desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia. Será motivo de 200 reportagens, apelidado de Marley, e será adotado por uma modelo emergente que ficará com dó do pobre animalzinho e dirá que ele é gente como a gente.
                               12. Adriane Galisteu posará para a capa de CARAS ao lado do grande amor da sua vida, um executivo do COB.
                                13. Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tiros disparados por uma favela próxima e vendidos assados na saída do maracanã por "dois real".
 Durante os jogos
                                    1. Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de basquete é mais lindo ainda.
                                    2. Uma modelo-manequim-piranha-atriz-exBBB vai engravidar de um jogador de hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 74 homens nos últimos seis meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida nos EUA. Após o nascimento do bebê ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede de TV.
                                        3. No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 74 medalhas de ouro, 82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer a cada segundo que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em outras 64.
                                         4. Faltando 3 dias para o fim dos jogos, o Brasil terá 3 medalhas de bronze e 1 de ouro, esta ganha por atletas desconhecidos no esporte "caiaque em dupla". Eles vão ser idolatrados por 15 minutos (somando todas as emissoras abertas e a cabo) como exemplos de força e determinação. A Hebe vai dizer que eles são "uma gracinha" ao posarem mordendo a medalha, e nunca mais se ouvirá deles.
                                              5. A seleção brasileira de futebol comandada por Ronaldo Fenômeno vai chegar como favorita. Passará fácil pela primeira fase e entrará de salto alto na fase final, perdendo para a seleção de Sumatra.
                                              6. A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo Criança Esperança. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte.
                                               7. Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco que os ginastas passam na mão. Um atleta cubano será encontrado morto numa boate do Baixo Leblon depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica, vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio inacabado.
                                                 8. Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 57º lugar na sua modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra onde se lê: JARDIM MATILDE NA VEIA.
                                                  9. Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão eliminados logo no inicio da competição. Suas provas serão reprisadas em 'slow motion' e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das suas falhas.
 Após os jogos  
                           1. Um boxeador brasileiro negro de 1,85m estrelará um filme pornô para pagar as despesas que teve para estar nos jogos e por não obter patrocínio.
                                                    2. Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são exemplos no profissional tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos, e outras besteiras.
                                                     3. No início do ano seguinte, vários bebês de olhos azuis virão ao mundo e as filas para embarque nos voos para a Itália, Portugal e Alemanha serão intermináveis, com mães "ofendidas", segurando seus rebentos...

Comentários atribuídos a  Carlos Stodieck

NÃO DÁ PRÁ AGUENTAR!!!!
FALTA DO QUE FAZER EM BRASÍLIA, POIS ENSINO, PREVIDÊCIA, HOSPITAIS, SEGURANÇA.....
ESTÁ TUDO BEM NO BRASIL.
PQP!!!!!!
Ver imagem do texto da lei, constante na página do Planalto, em anexo.

          
Éo possível?!?!?
Mem sei que pontuação utilizar, ponto de "espantação" ou de "perguntação", ...
Erro de português virou Lei!!
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.
Art. 2o As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília,  3  de  abril  de 2012; 191o da Independência e 124o da República.
DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante
Eleonora Menicucci de Oliveira
 
Aprendam.

Acabou a moleza.
Quem relutava, se negava ou criticava o pedido meigo de Dilma ser tratada como presidentA, pode prepare-se para não ser pego fora da lei.
No último dia 3 de Abril, a presidentA sancionou a Lei 12.605/12. Pra quem ainda duvida, está lá no site da PresidentA. 

A lei determina a obrigação da flexão de gênero em profissões. Ou seja, agora é presidentA, gerentA, pilotA, etc… 
Vou aproveitar para exigir que eu seja tratado a partir de agora como gremistO, urbanistO, paisagistO, jornalistO, dentistO, motoristO, etc.
Caraca, só no Brasil.
Pergunto se alguém sabe se senador, deputado e vereador continuam como vigaristA ou muda pra vigaristO?
Oremos irmãos.
.........................
P.S.  HOJE EU FUI AO OCULISTO, DEPOIS DE PASSAI NO DENTISTO,  TINHA LÁ UM MOTORISTO QUE ME FALOU SOBRE UM MAQUINISTO, SENDO,  TODOS FLAMENGUISTOS ..., CLARO, EVIDENTE, SEM FALAR NO PROCTOLOGISTO E, TANTOS OUTROS ...

desculpem mas não resisti  [SOU MEIO HUMORISTO ]  

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