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quinta-feira, 7 de março de 2013

OVILVY LANÇA APLICATIVO DE PAGAMENTO EM CASAS NOTURNAS...


A Ogilvy & Mather lançou o Snappin, aplicativo que permite o pagamento do consumo em casas noturnas pelo celular e que se mostra uma oportunidade para que as marcas atuantes nesses ambientes promovam ações segmentadas aos frequentadores.

 

A principal promessa do Snappin é evitar filas na hora de pagar a conta. Basta usar o aplicativo para fazer check-in na casa noturna e todos os dados do usuário são levados para o cadastro do local. A partir daí, o uso da comanda é feito normalmente e, na hora de ir embora, o smartphone do usuário reunirá todas as informações sobre seu consumo e o preço final, que pode ser quitado com alguns cliques.

 

Evitar as filas é um dos objetivos do Snappin, mas não o único, segundo Daniel Tártaro, diretor de integração digital da Ogilvy. “O aplicativo oferece às marcas um meio de alta segmentação para abordar o usuário no momento da compra, podendo enviar ofertas em tempo real, na hora em que o usuário faz check-in no aplicativo”, avalia.

Ainda segundo Tártaro, o Snappin oferece às marcas a capacidade de coletar informações sobre comportamento e consumo. Com os dados, será possível verificar quais são os produtos mais consumidos por um determinado público de uma região ou faixa etária específica.

No lançamento, o app será compatível com 21 casas noturnas espalhadas pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina. Há planos, porém, para que o Snappin seja usado em mas de mil locais até o final de 2014.

 

Para divulgar o produto, haverá ações de marketing promocional nas baladas em que o app já pode ser usado. As redes sociais também estão nos planos da estratégia, mas Tártaro afirma que o Snappin é algo que “vai gerar boca a boca”, uma vez que é a primeira iniciativa de mobile payment (pagamento por celular) voltada às casas noturnas.

 

...ITAÚ CRIA APLICATIVO PARA ANIMAR LIVRO INFANTIL...


 

Utilizar recursos digitais para tornar ainda mais mágico o momento de ler para uma criança. É com esse objetivo que o Banco Itaú lança o app Itaú Criança, parasmartphone. Esta ação de marketing promocional faz parte da campanha “Leia para uma Criança”, criada para incentivar a leitura de histórias para crianças e que, em 2012, distribuiu mais de sete milhões de livros em todo o País.

 

Disponível para iPhone e Android, o aplicativo Itaú Criança reúne três ferramentas que enriquecem a leitura para crianças, tornando a experiência ainda mais divertida, colaborando também para o desenvolvimento infantil.

 

A ferramenta “Anima Livro” permite que as crianças interajam com as ilustrações dos livros da Coleção Itaú 2012. A ferramenta “Máscaras Divertidas” faz com que as palavras do leitor de histórias saiam da boca de personagens como o lobo mau, a princesa encantada, o sapo e o mago.

Por fim, a “Engenhoca de Sons” traz diferentes trilhas e efeitos sonoros que podem ser usados para enriquecer a leitura de qualquer história infantil.

“O lançamento deste aplicativo serve como um facilitador para nosso objetivo, que é ressaltar a importância da leitura para o aprendizado e desenvolvimento infantil, além de promover ações que visam a formação do indivíduo por meio da Educação e Cultura.”, conta Fernando Chacon, diretor executivo de marketing do Itaú Unibanco.

 

“O Itaú investe em ações de marketing promocional como esta por acreditar na educação como força transformadora do País”, explica Chacon. Desenvolvida pela DPZ, a campanha “Leia para uma Criança” foi idealizada a partir da integração criativa entre as peças off-line e on-line.

 

De acordo com o diretor de criação digital da agência, Viktor Busch. “Foi muito difícil separar quando estávamos pensando em off e quando estávamos pensando em on. Tudo sempre pareceu uma história só, com chances de criar pontos de engajamento em diferentes plataformas e em diferentes instantes na hora de alguém ‘ler para uma criança”.

 

Emerson Martins, diretor musical da Bamba Music, comenta que houve um grande cuidado no desenvolvimento de toda a parte sonora do aplicativo. “Nós nos preocupamos em utilizar melodias e construções harmônicas e rítmicas simples, que são mais fáceis de serem absorvidas por crianças”, explica.

 

Para divulgar o aplicativo Itaú Criança, foi criado um anúncio que mostra um smartphonecom o app nas mãos de uma fera. O título explica a imagem: “O primeiro aplicativo de celular do mundo aprovado pelo Lobo Mau: App Itaú Criança.”

 

... INTEL CRIA APLICATIVO E DISTRIBUI PRÊMIOS...


 

A Intel Brasil disponibiliza na iTunes Store e na Google Play Store o aplicativo “Intel Extreme Zone”. O programa funciona como uma fonte de informação e também como uma competição on-line que distribuirá diversos prêmios – entre smartphones, Ultrabooks egames – para os usuários que alcançarem as melhores pontuações.

 

O Intel Extreme Zone mistura atividades no mundo virtual e real que rendem pontos aos usuários. Ao final de cada período, o usuário com maior número de pontos receberá um prêmio.

 

Entre as atividades que contabilizam pontos estão: participação em testes de conhecimento acessados pelo aplicativo, realização de check-in em Ultrabook Zonesespalhadas pelo País ou assistir a um vídeo, entre outras atividades.

 

“Hoje em dia, os dispositivos móveis e suas incontáveis aplicações fazem parte do nosso dia a dia. Com esta ação, queríamos criar a mistura perfeita entre experiência virtual e real, transformar o próprio dia da pessoa em um jogo”, disse Leonardo Meira, diretor de marketing da Intel Brasil.

“O Intel Extreme Zone app é uma forma totalmente inovadora da Intel se conectar com os seus fãs, divertindo e informando ao mesmo tempo, e também colocando toda a cadeia de valor da Intel – parceiros, varejistas e clientes – trabalhando em conjunto.”

O Intel Extreme Zone foi desenvolvido em cima do conceito de “gameficação”, ou seja, a transformação de atos do cotidiano em um jogo com aspectos lúdicos e educacionais. O aplicativo servirá como porta de entrada para o jogo, trazendo a cada semana novas informações e tarefas para serem cumpridas.

Algumas dessas atividades acontecem dentro do próprio aplicativo – como assistir a um vídeo, ou responder a um quizz – enquanto outras irão exigir que o usuário visite um determinado local para ler um QR Code com o seu celular.

 

O aplicativo também está plenamente integrado às redes sociais, e os usuários podem convidar os amigos a participarem também.

Entre os prêmios que serão distribuídos aos vencedores da ação de marketing promocional, estão Ultrabooks de diversos modelos, e o novo smartphone Motorola RAZR i, primeiro smartphone com processador Intel disponível no Brasil.

Os prêmios serão distribuídos ao longo de dez semanas, para os jogadores que acumularem mais pontos ao cumprir as atividades específicas listadas no aplicativo.

O aplicativo já pode ser baixado gratuitamente na Google Play Store, em dispositivos com sistema Android, ou na iTunes Store, para o iPhone.

 

... GIRAFFAS CRIA JOGO PARA FÃS NO FACEBOOK...


 

A rede brasileira de restaurantes Giraffas apresenta o jogo “GiraBoorger”, criado pelaDPZ Propaganda, agência de publicidade da marca.

O game foi desenvolvido para que os usuários do Facebook possam experimentar o dia a dia de um restaurante do Giraffas de uma maneira divertida e interativa. O objetivo do jogo é alcançar a máxima pontuação com agilidade e estratégia.

 

O desafio vai desde receber os pedidos dos clientes,até entregar os lanches e pratos a tempo, quentinhos e gostosos. A cada nível, os pedidos vão ficando cada vez mais complexos e a fila de clientes, maior. Os jogadores têm que ser rápidos e manter os clientes satisfeitos, além de ultrapassar a pontuação de seus amigos.

 

Segundo Ricardo Guerra, diretor de Marketing do Giraffas, “A ideia é trabalhar um conteúdo próprio, proporcionando aos clientes e fãs no Facebook um alto nível de interatividade com a marca, aproximando cada vez mais do cotidiano de seus consumidores. Além disso, eles terão acesso a informações sobre novos produtos, promoções e a essência de brasilidade do Giraffas”, finaliza.

 

O GiraBoorger é um projeto ousado e pioneiro, pois não é atrelado a campanhas. É um jogo completo, que proporciona a jogabilidade semelhante a produtos desenvolvidos por empresas especializadas em games.

 

Além do acesso pelo Facebook via computador, é possível jogar em celulares com sistema Android, que suportam o aplicativo Flash.

Para Viktor Busch, diretor de Criação Digital da DPZ, “A comunicação digital dá ganchos de relacionamento e personalização com diferentes oportunidades de desdobramentos. O game de Giraffas é um bom exemplo de que você pode ‘falar’ e ‘propor desafios’ entre os seus amigos do Facebook”.

 

Para incentivar a participação, mensalmente, será eleito o melhor jogador que se tornará “o funcionário do mês”, o que lhe dará direito a um quadro que o destaca dentro do game, além de ser homenageado nas lojas físicas, com sua foto sendo exibida nas telas LCD dos restaurantes Giraffas de todo o Brasil.

 

Para escolher o nome do jogo, o Giraffas realizou um concurso no qual recebeu mais de duas mil sugestões. Dessas indicações, cinco foram para votação popular até a definição por “GiraBoorger”. Para o lançamento, estão previstas campanhas de mídia (no Facebook), em blogs e sites de jogos.

 


... E PLANO DE CARREIRA GANHA VERSÃO SOCIAL EM APLICATIVO


 

Com o objetivo de divulgar de forma mais dinâmica seus cursos de pós-graduação, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) desenvolveu um aplicativo exclusivo e gratuito, integrado ao Facebook e ao LinkedIn.

 

A ferramenta faz uma análise do perfil profissional coletado na base doLinkedIn. Por meio deste mapeamento, o aplicativo oferece dicas específicas baseadas nas informações do perfil do usuário na rede social, que podem contribuir para o crescimento profissional.

É possível também fazer uma análise das conexões, ou seja, do perfil dos amigos e descobrir se eles estão trabalhando, atuando na sua área e ocupando cargos de gerência. Com essa funcionalidade, fica mais fácil caso precise indicar algum amigo para uma oportunidade de trabalho dentro da sua área.

Outra função do sistema projetado é recomendar cursos de pós-graduação indicados para o perfil profissional traçado. E ainda, os interessados em se inscrever na UVA, ganharão 25% de desconto válidos por todo o curso.

O aplicativo é uma ótima maneira de integrar as redes sociais, o mercado de trabalho e o aperfeiçoamento do currículo. O “Construindo Minha Carreira” pode ser acessado pelolink. (Promoview)

CULTURA CIENTÍFICA E CIDADANIA

(Texto de  Samuel Antenor, distribuído pela Agência FAPESP)  A apropriação cidadã da cultura científica envolve o trabalho de vários agentes, como professores, pesquisadores e jornalistas, na difusão de temas de ciência e tecnologia (C&T).

Apesar de as notícias do setor não serem tão populares nos meios de comunicação como as de esportes, por exemplo, os dispositivos tecnológicos e as campanhas emblemáticas ajudarão a aumentar essa popularidade.

Isso é o que afirma o professor espanhol Miguel Ángel Quintanilla, diretor do Instituto de Estudos de Ciência e Tecnologia (eCyT, na sigla em espanhol) da Universidade de Salamanca (Usal) e da Fundação Centro de Estudos de Ciência, Cultura Científica e Inovação (3CIN).

Catedrático em Lógica e Filosofia da Ciência na Usal e professor honoris causa pela Universidade de Valparaíso (Chile), Quintanilla foi secretário de Estado de Universidades e de Pesquisa, entre 2006 e 2008, e é um dos organizadores da Empirika, Feira Ibero-americana da Ciência, Tecnologia e Inovação, evento internacional, bienal e itinerante inaugurado em 2010 na Espanha e que foi realizado em 2012 em São Paulo e Campinas.  

Com larga experiência na articulação de atividades interdisciplinares e interinstitucionais, trabalhando com pesquisa e difusão de temas situados na intersecção entre filosofia, ciência e tecnologia, ele falou com exclusividade para a Agência FAPESP sobre seus estudos em cultura científica, sobre a crise no sistema de C&T na Espanha e as perspectivas para pesquisas conjuntas com universidades paulistas.

Quintanilla aponta que as pesquisas em parceria com instituições de outros países podem ser uma saída para a crise de financiamento pela qual passa o sistema de ciência e tecnologia europeu.

Agência FAPESP – Suas linhas de pesquisa envolvem filosofia, estudos sociais da ciência, comunicação pública da C&T e cultura científica. Nesta área, especificamente, o senhor propõe a criação de um centro de estudos na Universidade de Salamanca voltado também para a profissionalização da difusão da cultura científica. Como seria esse centro e qual seria seu objeto de estudo? 


Miguel Ángel Quintanilla – A cultura científica nada mais é do que a inserção, cada vez maior, da ciência, da tecnologia e das inovações nos mais diferentes âmbitos do nosso cotidiano. E mesmo a difusão da cultura científica como profissão já está presente.

O que precisamos é unificar as ações desses diferentes agentes, pois há diversos tipos de difusão. Há, por exemplo, a dos professores, feita ainda na escola primária ou secundária.

Os jornalistas que atuam na cobertura da ciência são especializados na divulgação de temas científicos e os próprios cientistas também são escritores científicos. O que queremos potencializar é um enfoque diferente. É um tipo de profissional muito importante, mas poucas universidades ou centros de pesquisa têm escritórios especializados em cultura científica. É uma das muitas fronteiras que necessitamos ultrapassar.

Agência FAPESP – Sua sugestão seria a de unificar as ações de difusão, feitas originalmente por diferentes tipos de divulgadores científicos? 


Quintanilla – Mais do que unificar, é fazer junto. O que está claro é que a difusão da cultura científica se faz de diversas formas e em muitos níveis, pois há muita gente envolvida nessa profissão, com ações distintas, mas que compartilham uma mesma visão sobre a importância de difundir a cultura científica.

Sobre a clássica pergunta, se um profissional da cultura científica deve ser um cientista especializado em jornalismo ou um jornalista especializado em ciência, posso responder, pela minha experiência, que tanto faz. Eu não poderia definir um único perfil de expert da cultura científica, salvo no sentido de que o profissional deve ter formação e capacidade para entender a cultura científica e uma visão de como fazer a cultura científica, que eu chamo de cívica.

Agência FAPESP – Como fazer para que a apropriação social da ciência – no sentido de alargamento da participação cidadã nas questões de C&T – se transforme em um processo efetivo na sociedade, a partir da difusão? 


Quintanilla – O objetivo é a apropriação por parte dos cidadãos. Falo de cidadãos, porque são pessoas que devem se apropriar da cultura científica, e não uma sociedade abstrata. Para isso, não há receitas mágicas.

Creio que uma linha fundamental é a da educação cívica, obrigatória, básica, geral, para toda a população, que incorpore de forma muito mais ativa a cultura científica como parte da educação formal. E não apenas em áreas como matemática, física ou química, mas de forma muito mais transversal, que abarque todos os níveis e aspectos da educação. Penso que a educação precisa estar muito mais centrada em um esforço para a cultura científica por parte dos cidadãos.

Agência FAPESP – E como isso seria possível? O senhor tem um exemplo? 


Quintanilla – Isso requer uma reforma educacional, e há iniciativas nesse sentido. Isso passa pela educação formal, mas é necessário fazer de uma maneira transversal, envolvendo todos os níveis.

É preciso normalizar a presença da cultura científica com todos os níveis de exigência nos meios de comunicação, tradicionais ou novos.

Precisamos assumir ativamente a responsabilidade de fazer com que a informação científica nos meios de comunicação, jornais, televisão, internet seja tão frequente quanto é a cultura esportiva. Porém, ainda estamos muito longe de uma realidade como essa. Estamos longe, mas vamos avançar.

Agência FAPESP – Como conciliar diferentes pontos de vista para uma apropriação social da ciência? 


Quintanilla – Tentando construir um modelo de cultura científica cidadã, para que os demais atores envolvidos entendam qual é o núcleo fundamental de sua tarefa. Esta é a perspectiva da cultura científica.

Ela ajuda a capacitar os cidadãos para os mecanismos de ciência e tecnologia, de forma a fazer com que possam tomar decisões sobre questões de interesse público envolvendo ciência e tecnologia ou que delas dependam.

Agência FAPESP – E isso independentemente de serem cientistas. 


Quintanilla – Exatamente, propondo-se responsáveis por isso. Ainda que não sejam cientistas, é preciso que estejam capacitados para dialogar com cientistas, enquanto os cientistas devem estar capacitados para conversar com todos os cidadãos.

 O importante é que os cidadãos que não trabalhem com ciência entendam como funciona o processo de produção da ciência, e os cientistas precisam ter em conta que, desse modo, todos os cidadãos vão valorizar o esforço para aumentar o conhecimento por parte de quem faz as pesquisas. Funciona como uma engrenagem e que se autoalimenta.

Agência FAPESP – Então a divulgação científica e a participação cidadã interferem nesse processo de produção da ciência? 


Quintanilla – Os cidadãos influenciam na produção da ciência. A questão é se isso é feito de maneira consciente, com informações e instrumentos adequados, com objetivos predefinidos e racionais, ou de forma cega, por meio de simples mecanismos de mercado ou de procedimentos gerais de participação política indireta e de voto de diferentes programas eleitorais dos partidos políticos. 

Agência FAPESP – O senhor tem mencionado a intenção de criar um programa de estudos científicos na Universidade de Salamanca. O que seria e como funcionaria esse programa? 


Quintanilla – Trata-se de um curso para professores. Poderíamos chamá-lo de “Ciência para Cidadãos”. Creio que teremos tudo pronto para colocá-lo na rede até o final do primeiro semestre de 2013. O programa estará aberto a todos e terá um caráter disciplinar. Seria fantástico se, em breve, pudéssemos adaptá-lo para oferecê-lo também em uma versão em português.

Agência FAPESP – Esses investimentos estão sendo afetados pela atual crise na Espanha? 


Quintanilla – A crise econômica não abarca apenas a Espanha, mas todo o conjunto de países europeus, de forma mais acentuada em alguns, como no caso espanhol. Evidentemente, a crise também não atinge apenas o financiamento às pesquisas, mas nessa área se sente com mais rigor o corte de verbas, pois diminuíram substancialmente as subvenções públicas para as atividades e instituições científicas.

Particularmente, creio que o sistema possa aguentar por algum tempo essa situação, que afeta todos os setores na Espanha, mas o sistema espanhol de ciência e tecnologia é robusto o suficiente para se reerguer, caso a crise seja controlada e debelada rápido. O que não sabemos é quanto tempo essa crise vai durar e por quanto tempo o sistema será afetado pela falta de verbas.

Agência FAPESP – A FAPESP realizou em dezembro de 2012 o simpósio Fronteras de la Ciencia, na Espanha, no qual foram discutidos diferentes aspectos sobre a produção científica dos dois países. Como o senhor vê a possibilidade de intercâmbio entre pesquisadores brasileiros e espanhóis e que resultados isso pode trazer para o desenvolvimento da ciência produzida no Brasil e na Espanha? 


Quintanilla – Na Espanha, ficamos muito impressionados com o dinamismo e com a força do sistema científico do Brasil, especialmente das instituições de ensino e pesquisa localizadas no estado de São Paulo. A oportunidade de desenvolvermos projetos conjuntos e de estreitarmos nossos laços para uma maior colaboração científica é muito importante para nós. Além disso, temos já experiências prévias muito satisfatórias.

No caso específico do Instituto de Estudos da Ciência e da Tecnologia e da Fundação 3CIN, alimentamos grandes expectativas de que possamos concretizar, já nos próximos meses, vários programas de colaboração. Isso, tanto no campo da pesquisa como da divulgação de ciência e da tecnologia. 

FSP-USP BUSCA PESQUISADORES PARA PROJETO


 O Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) está com inscrições abertas, até o dia 10 de março, para pesquisadores voluntários interessados em participar do projeto de pesquisa “O efeito do chocolate e chá-mate no endotélio de pacientes HIV/aids”, desenvolvido no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.


Os selecionados participarão de todas as fases da pesquisa, entre os meses de março a julho, com atividades que ocorrerão duas vezes por semana, no período da manhã ou da tarde.

Voltado para profissionais e alunos de cursos superiores da área da saúde, o estágio fornecerá certificados para todos os participantes, além de haver a possibilidade de concessão de bolsas para graduandos que não estiverem cursando o último ano.
As inscrições são gratuitas, e os interessados deverão enviar solicitação de inscrição por e-mail, aos cuidados da professora Patrícia Rondó (phcrondo@usp.br) ou de Liana Luzia (lianaluzia@usp.br). Mais informações: (11) 3061-7705 
 

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