Pesquisar este blog

domingo, 24 de março de 2013

DOMINGO É DIA DE AUDITORIA


 

AUDITORIA DA COMUNICAÇÃO

AS PALAVRAS

“O cérebro é como um computador que está carregado de pensamentos, mas com a vantagem de que o programador é a própria pessoa.” (Oscar Malfitano Cayuela)

TEASER

Profissionais de renome nacional, mas radicados em Santa Catarina, estão se articulando para colocar à disposição do mercado todo seu conhecimento e expertise em planejamento de comunicação, avaliação de desempenho de agências e de marcas, editais de concorrência, seleção de agências etc.

Já, já, essa informação, que dou aqui com absoluta exclusividade, virá a público, oficialmente.

INCOMPREENSÍVEL

A Englishtown gastou uma grana preta para produzir um comercial que não passa ideia nenhuma. Viche!

SUGESTÃO

Se você gosta de bons programas de TV, recomendo Sr. Brasil, aos domingos, 11 horas, na TV Cultura.

Recomendo, também, Sarau, na Globonews, nos mesmos domingos, só que às 8h30m.

LEMBRANÇA

Vejo Marcelo Tass brilhando no CQC e logo me vem à mente o cano que ele me deu quando criei, especialmente para um personagem que ele fazia na época, o comercial de lançamento do Maxi Ducha.

É ASSIM MESMO¿

Vale a pena usar essas maravilhas eletrônicas que vêm sendo lançadas ultimamente. Mas só até quando acontece o primeiro defeito. Aí, elas viram um inferno. Primeiro para achar quem conserte. Depois, para esperar, nuca menos de 10 dias, para que a peça fique pronta. 

DEU NO ESTADÃO

Record põe fim à era de grandes salários

A saída de Ana Paula Padrão da Record (...) vem a calhar com o fim da era dos salários milionários oferecidos pela rede de Edir Macedo. Houve um tempo em que a Record inflacionou o mercado televisivo, principalmente na dramaturgia, com aquisições de nomes como Marcelo Serrado, Mário Garcia e Gabriel Braga Nunes – todos já de volta à Globo. No mês passado, a emissora encerrou seu contrato com Bianca Rinaldi, que se revezava como protagonista nas produções da casa, por falta de acordo. Os tempos são outros.

Como se observa, Sílvio Santos tinha razão.

DEU NA FOLHA

Chega ao Brasil nova programadora de TV paga

O Brasil vai ganhar nos próximos meses um novo grupo de TV por assinatura: a Script Networks Interative, (...) especializada em conteúdo sobre estilo de vida (decoração, gastronomia, turismo). A Script possui atualmente seis canais; Food Network, HGTV, Travel Channel, Coocking Channel e DIY Network.

DEU NA IMPRENSA

Alex Bilmes, editor da versão britânica d revista Esquire, declarou que “as mulheres, assim como fotos de carro”, servem para enfeitar as revistas.

“Eu poderia mentir se dissesse que nós estamos interessados no cérebro delas. Não estamos. Elas são objetos.”

“A Esquire publica fotos de garotas do mesmo jeito modo que publicamos fotos de carros. É um enfeite. Revistas femininas fazem a mesma coisa.”

 

CIRCULANDO NA INTERNET

 

O JOVEM PERDEU O BRAÇO E O BRASIL A CABEÇA.

                                                                         JOÃO JEREMIAS CHENE

 

                   Jovem de classe média alta, após ingerir bebida alcoólica e dirigir em alta velocidade, envolveu-se em acidente de trânsito, na capital paulista, no qual o também jovem trabalhador teve seu braço direito arrancado que adentrou o carro do atropelador que o lançou em córrego e, com esse gesto extingui qualquer chance de implante.

                   O atropelador encontra-se preso por medida legal que deveria se constituir em regra geral, independente da existência de vagas no sistema penal e da sua capacidade de ressocialização, observando-se que o mesmo deve responder penalmente na medida da sua culpabilidade objetiva, sem o contágio desse clima emocional veiculado pela mídia que, focada somente no resultado do delito não considera o grau de culpabilidade da vítima.

                   Nesse sentido e, mesmo desviando-me de qualquer análise jurídica da questão não posso me furtar de considerar diversas decisões do Superior Tribunal de Justiça, em situações semelhantes, evidentemente amparadas nos artigos 302 e 306 do CTB e nas quais a imprudência da vítima, retira a culpa exclusiva do agente e exclui a sua responsabilidade civil e até penal, tal como restou caracterizado na Súmula 7/STJ, cujo relator Ministro Félix Fischer absolveu motorista que inclusive dirigia com 0,06 miligramas de álcool acima do permitido.

                   Com efeito, as normas inseridas no CTB são direcionadas aos pedestres, ciclistas, motoristas e mototaxistas, taxistas, de sorte que TODOS têm o dever de respeitá-las e adotar todos os cuidados, primeiramente consigo mesmo, para evitar acidentes e, sendo dessa forma, nem o ciclista deve andar na contra mão e o pedestre só deve atravessar com o sinal aberto para ele e dentro da faixa e, igualmente os mototaxistas não podem circular perigosamente entre os veículos, porque qualquer violação à norma caracteriza imprudência, e havendo acidente, torna a vítima exclusivamente culpada. É a lei. É a jurisprudência dos tribunais superiores.

                   No caso que ora analisamos o atropelador, como dissemos acima, ingeriu bebida alcoólica e dirigia em alta velocidade, entretanto, o atropelado seguia no contra fluxo, comportamento que à luz da legislação pertinente é bastante para o estabelecimento da culpa concorrente e, no que se refere ao ato de lançar o braço amputado do atropelado no riacho, por si só não autoriza ninguém caracterizar o atropelador como pessoa de má índole, pois, em situação semelhante àquela, poucos tem o domínio da razão, o sangue frio, enfim, a maturidade emocional para agir com acerto, segundo as leis dos homens e a Lei de Deus.

                   Portanto, considero inadmissível transformar a vítima de um delito de trânsito, em harmonia com as normas, em agente, nos casos em que o verdadeiro agente ou atropelador, às vezes porre ou imprudente é o causador do dano, e só porque este é tido como “pobre” e o outro considerado “barão”, que além de assumir os reparos com o seu veículo e prestar socorro ao imprudente ainda terá de livrar-se das ameaças naturais de linchamento público, porque o populacho entende que a “cidadania” lhe confere todos os direitos e até realizar justiça com as próprias mãos.

                   E, o pior de tudo isso é que a guilda dos governantes, de episódios tristes com muitas vítimas, como o incêndio na boate Kiss, na cidade de Santa Maria, RS, excluem o maior culpado, justamente o governo, que através de suas ações e omissões, contribui poderosamente para as respectivas ocorrências.

                   Creio que a simples recordação de alguns atos oficiais é suficiente para atribuir responsabilidade ao governo por muitos acontecimentos fatídicos no seio da sociedade, pois a sua principal atribuição é dizer “aqui pode, ali não pode”, ainda que use a força para fazer valer a ordem e a lei, mas para isso é preciso abandonar o populismo.

                 Assim, apontamos o vertiginoso crescimento da criminalidade oriundo da omissão do governo na adoção de políticas públicas voltadas para inserir o jovem na escola e no mercado de trabalho e sua incapacidade para desarmar o bandido, enquanto o cidadão não pode andar armado.

                   O mesmo governo, representado pelos três poderes, incentiva a impunidade e sob a alegação da falta de vagas no sistema carcerário, ora considera crimes ou delitos, não tão leves, como de baixo potencial ofensivo, permitindo ao agente “responder em liberdade” e quando condenado aplica-lhe penas alternativas brandas, ora incentiva “mutirões” para reintroduzir na sociedade, condenados perigosos, contemplando-os com diversos benefícios, lamentavelmente legais, por omissão do legislador.

                   É o governo que, incapaz de oferece à população transporte público de massa, de boa qualidade, permite a circulação de veículos de transporte de passageiros clandestinos que oferecem riscos os seus usuários e aos que estão no seu entorno e incentiva o uso da bicicleta, mas não constrói ciclovias e, o cidadão de boa vontade, comporta-se no trânsito como se estivesse em Amsterdã ou em Berlim. É o governo que, passando ao povo a ideia que ele é soberano, institui faixas assassinas, em rodovias e vias de intenso trânsito, em vez de semáforos.

                   É o governo que em solenidades públicas promete proteger o cidadão de futuras enchentes e desabamentos e, um ano depois quando o episódio se repete e novas vítimas choram as perdas de seus pertences adquiridos no crediário e de seus afetos, os governantes, após sobrevoo em confortáveis aeronaves, renovam as promessas que certamente serão descumpridas.

                  É o governo que incentiva a produção de carros com motores flex, mas não garante o abastecimento normal com álcool, cujo preço pouco difere do da gasolina, que promete medidas protetivas contra o abuso das operadoras de planos de saúde e de telefonia e nada faz porque não se sensibiliza com o mau atendimento e com as mortes nos hospitais da rede pública.

                  Ademais, nesse cenário, o governo permite a inserção em horário impróprio de publicidade que incentiva o consumo abusivo de bebidas alcoólicas em locais inadequados, como nas lojas de conveniências dos postos de combustíveis, nas vias públicas, onde se realizam bailes funks, sem horário para terminar, que infernizam a vida das pessoas pacatas e nos quais acontece intenso comércio de drogas ilícitas e “acertos de contas” que resultam em mortes de adolescentes.

                E, “só prá contrariar”, em certas cidades tem mais vereadores que bombeiros, policiais, médicos, enfermeiros e professores e que ele, o governo, gasta mais para sustentar instituições inúteis que para fazer o que precisa ser feito, na área da educação, da saúde e da segurança, e todos sabem que tudo isso acontece porque o governo não vê o presente, é futurista, está focado em acordos e alianças para 2014, afinal só lhe interessa preservar o poder.

                   O jovem brasileiro, hoje vive sob a tensão entre o sonho próprio da adolescência e a realidade dos países governados por homens pobres de espírito, sente-se preso numa espécie de guerra infernal com o tempo, pelo que corre para chegar em algum lugar, e quando chega, quase sempre descobre que foi para onde não queria ir.
               Enfim, o jovem brasileiro geralmente sem o apoio da família e formação cristã cultiva o imediatismo estampado na maternidade precoce e no ingresso no mundo das drogas, seja como usuário ou como um simples soldado do tráfico, e animado pela sensação de impunidade, acredita-se capaz de tudo e, só desperta quando tem sua dignidade violentada em uma cela fria, então meus senhores, se o mundo é ordenado, vamos por Ordem neste país.  www.jjchene.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário