AUDITORIA DA COMUNICAÇÃO
AS
PALAVRAS
“O
cérebro é como um computador que está carregado de pensamentos, mas com a
vantagem de que o programador é a própria pessoa.” (Oscar Malfitano Cayuela)
TEASER
Profissionais de renome nacional, mas radicados em
Santa Catarina, estão se articulando para colocar à disposição do mercado todo
seu conhecimento e expertise em planejamento de comunicação, avaliação de
desempenho de agências e de marcas, editais de concorrência, seleção de
agências etc.
Já, já, essa informação, que dou aqui com absoluta
exclusividade, virá a público, oficialmente.
INCOMPREENSÍVEL
A Englishtown gastou uma grana preta para produzir
um comercial que não passa ideia nenhuma. Viche!
SUGESTÃO
Se você gosta de bons programas de TV, recomendo Sr.
Brasil, aos domingos, 11 horas, na TV Cultura.
Recomendo, também, Sarau, na Globonews, nos mesmos
domingos, só que às 8h30m.
LEMBRANÇA
Vejo Marcelo Tass brilhando no CQC e logo me vem à
mente o cano que ele me deu quando criei, especialmente para um personagem que
ele fazia na época, o comercial de lançamento do Maxi Ducha.
É
ASSIM MESMO¿
Vale a pena usar essas maravilhas eletrônicas que
vêm sendo lançadas ultimamente. Mas só até quando acontece o primeiro defeito.
Aí, elas viram um inferno. Primeiro para achar quem conserte. Depois, para
esperar, nuca menos de 10 dias, para que a peça fique pronta.
DEU
NO ESTADÃO
Record
põe fim à era de grandes salários
A
saída de Ana Paula Padrão da Record (...) vem a calhar com o fim da era dos
salários milionários oferecidos pela rede de Edir Macedo. Houve um tempo em que
a Record inflacionou o mercado televisivo, principalmente na dramaturgia, com
aquisições de nomes como Marcelo Serrado, Mário Garcia e Gabriel Braga Nunes –
todos já de volta à Globo. No mês passado, a emissora encerrou seu contrato com
Bianca Rinaldi, que se revezava como protagonista nas produções da casa, por
falta de acordo. Os tempos são outros.
Como se observa, Sílvio Santos tinha razão.
DEU
NA FOLHA
Chega
ao Brasil nova programadora de TV paga
O
Brasil vai ganhar nos próximos meses um novo grupo de TV por assinatura: a
Script Networks Interative, (...) especializada em conteúdo sobre estilo de
vida (decoração, gastronomia, turismo). A Script possui atualmente seis canais;
Food Network, HGTV, Travel Channel, Coocking Channel e DIY Network.
DEU
NA IMPRENSA
Alex
Bilmes, editor da versão britânica d revista Esquire, declarou que “as
mulheres, assim como fotos de carro”, servem para enfeitar as revistas.
“Eu
poderia mentir se dissesse que nós estamos interessados no cérebro delas. Não
estamos. Elas são objetos.”
“A
Esquire publica fotos de garotas do mesmo jeito modo que publicamos fotos de
carros. É um enfeite. Revistas femininas fazem a mesma coisa.”
CIRCULANDO
NA INTERNET
O
JOVEM PERDEU O BRAÇO E O BRASIL A CABEÇA.
JOÃO JEREMIAS CHENE
Jovem de classe média alta, após ingerir bebida
alcoólica e dirigir em alta velocidade, envolveu-se em acidente de trânsito, na
capital paulista, no qual o também jovem trabalhador teve seu braço direito
arrancado que adentrou o carro do atropelador que o lançou em córrego e, com
esse gesto extingui qualquer chance de implante.
O atropelador encontra-se preso por medida legal
que deveria se constituir em regra geral, independente da existência de vagas
no sistema penal e da sua capacidade de ressocialização, observando-se que o
mesmo deve responder penalmente na medida da sua culpabilidade objetiva, sem o
contágio desse clima emocional veiculado pela mídia que, focada somente no
resultado do delito não considera o grau de culpabilidade da vítima.
Nesse sentido e, mesmo desviando-me de qualquer
análise jurídica da questão não posso me furtar de considerar diversas decisões
do Superior Tribunal de Justiça, em situações semelhantes, evidentemente
amparadas nos artigos 302 e 306 do CTB e nas quais a imprudência da vítima,
retira a culpa exclusiva do agente e
exclui a sua responsabilidade civil e até penal, tal como restou
caracterizado na Súmula 7/STJ, cujo relator Ministro Félix Fischer absolveu
motorista que inclusive dirigia com 0,06 miligramas de álcool acima do
permitido.
Com efeito, as normas inseridas no CTB são direcionadas
aos pedestres, ciclistas, motoristas e
mototaxistas, taxistas, de sorte que TODOS têm o dever de respeitá-las e
adotar todos os cuidados, primeiramente consigo mesmo, para evitar acidentes e,
sendo dessa forma, nem o ciclista deve andar na contra mão e o pedestre só deve
atravessar com o sinal aberto para ele e dentro da faixa e, igualmente os
mototaxistas não podem circular perigosamente entre os veículos, porque
qualquer violação à norma caracteriza imprudência, e havendo acidente, torna a vítima exclusivamente culpada. É a lei.
É a jurisprudência dos tribunais superiores.
No caso que ora analisamos o atropelador, como
dissemos acima, ingeriu bebida alcoólica e dirigia em alta velocidade,
entretanto, o atropelado seguia no contra fluxo, comportamento que à luz da
legislação pertinente é bastante para o estabelecimento da culpa concorrente e, no que se refere ao ato de lançar o braço
amputado do atropelado no riacho, por si só não autoriza ninguém caracterizar o
atropelador como pessoa de má índole, pois, em situação semelhante àquela,
poucos tem o domínio da razão, o sangue frio, enfim, a maturidade emocional
para agir com acerto, segundo as leis dos homens e a Lei de Deus.
Portanto, considero inadmissível transformar a vítima de um delito de trânsito, em
harmonia com as normas, em agente,
nos casos em que o verdadeiro agente ou
atropelador, às vezes porre ou imprudente é o causador do dano, e só porque este é tido como “pobre” e o outro considerado “barão”,
que além de assumir os reparos com o seu veículo e prestar socorro ao
imprudente ainda terá de livrar-se das ameaças naturais de linchamento público,
porque o populacho entende que a “cidadania” lhe confere todos os direitos e
até realizar justiça com as próprias mãos.
E, o pior de tudo isso é que a guilda dos
governantes, de episódios tristes com muitas vítimas, como o incêndio na boate
Kiss, na cidade de Santa Maria, RS, excluem o maior culpado, justamente o
governo, que através de suas ações e omissões, contribui poderosamente para as
respectivas ocorrências.
Creio que a simples recordação de alguns atos
oficiais é suficiente para atribuir responsabilidade
ao governo por muitos acontecimentos fatídicos no seio da sociedade, pois a
sua principal atribuição é dizer “aqui
pode, ali não pode”, ainda que use a
força para fazer valer a ordem e
a lei, mas para isso é preciso
abandonar o populismo.
Assim, apontamos o vertiginoso
crescimento da criminalidade oriundo da omissão do governo na adoção de
políticas públicas voltadas para inserir o jovem na escola e no mercado de
trabalho e sua incapacidade para desarmar o bandido, enquanto o cidadão não pode andar armado.
O mesmo governo, representado pelos três poderes, incentiva a impunidade e sob a alegação
da falta de vagas no sistema carcerário, ora considera crimes ou delitos, não
tão leves, como de baixo potencial ofensivo, permitindo ao agente “responder em
liberdade” e quando condenado aplica-lhe
penas alternativas brandas, ora incentiva “mutirões” para reintroduzir na
sociedade, condenados perigosos, contemplando-os com diversos benefícios,
lamentavelmente legais, por omissão do legislador.
É o governo que, incapaz de oferece à população
transporte público de massa, de boa qualidade, permite a circulação de veículos de transporte de passageiros
clandestinos que oferecem riscos os seus usuários e aos que estão no seu
entorno e incentiva o uso da bicicleta, mas não constrói ciclovias e, o cidadão de boa vontade, comporta-se no
trânsito como se estivesse em Amsterdã ou em Berlim. É o governo que, passando
ao povo a ideia que ele é soberano, institui faixas assassinas, em rodovias
e vias de intenso trânsito, em vez de semáforos.
É o governo que em solenidades públicas promete
proteger o cidadão de futuras enchentes e desabamentos e, um ano depois quando
o episódio se repete e novas vítimas choram as perdas de seus pertences
adquiridos no crediário e de seus afetos, os governantes, após sobrevoo em
confortáveis aeronaves, renovam as promessas que certamente serão descumpridas.
É o governo
que incentiva a produção de carros com motores flex, mas não garante o
abastecimento normal com álcool, cujo preço pouco difere do da gasolina, que
promete medidas protetivas contra o abuso das operadoras de planos de saúde e
de telefonia e nada faz porque não se sensibiliza com o mau atendimento e com
as mortes nos hospitais da rede pública.
Ademais, nesse cenário, o
governo permite a inserção em horário impróprio de publicidade que incentiva o
consumo abusivo de bebidas alcoólicas em locais inadequados, como nas lojas de
conveniências dos postos de combustíveis, nas vias públicas, onde se realizam
bailes funks, sem horário para terminar, que infernizam a vida das pessoas
pacatas e nos quais acontece intenso comércio de drogas ilícitas e “acertos de contas” que resultam em
mortes de adolescentes.
E, “só prá contrariar”, em
certas cidades tem mais vereadores que bombeiros, policiais, médicos,
enfermeiros e professores e que ele, o governo, gasta mais para sustentar instituições inúteis que para fazer o
que precisa ser feito, na área da educação,
da saúde e da segurança, e todos sabem que tudo isso acontece porque o governo
não vê o presente, é futurista, está
focado em acordos e alianças para 2014,
afinal só lhe interessa preservar o poder.
O jovem brasileiro, hoje vive sob a tensão entre o
sonho próprio da adolescência e a realidade dos países governados por homens
pobres de espírito, sente-se preso numa espécie de guerra infernal com o tempo,
pelo que corre para chegar em algum lugar, e quando chega, quase sempre
descobre que foi para onde não queria ir.
Enfim, o jovem brasileiro
geralmente sem o apoio da família e formação cristã cultiva o imediatismo
estampado na maternidade precoce e no ingresso no mundo das drogas, seja como
usuário ou como um simples soldado do tráfico, e animado pela sensação de
impunidade, acredita-se capaz de tudo e, só desperta quando tem sua dignidade
violentada em uma cela fria, então meus senhores, se o mundo é ordenado, vamos por Ordem neste país. www.jjchene.com.br
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