(Nelson Valente, Professor, jornalista e escritor no Portal da
Propaganda) - Nasce, no limiar do Século XX, a
semiótica. Ao longo de quarenta anos, um homem, numa assombrosa quietude, havia
construído, paciente e criteriosamente, uma ciência que se tornou um legado
para a humanidade. Este filósofo, chamado Charles Sanders Peirce, até poucas
horas antes de sua morte, lutava, na verdade, pela criação da lógica, com o
estatuto da ciência. Sua vida, no entanto, foi uma travessia dialógica consigo
mesmo, pois nenhuma universidade sequer o considerou como lógico e tampouco
filósofo. Não é de se espantar, porém, que só um ser humano capaz de lançar-se
numa aventura bem sucedida, rumo ao conhecimento pleno de 2.500 anos de cultura
filosófica, fosse capaz de conduzir-nos à criação de uma filosofia científica
da linguagem: a semiótica. Charles Sanders Peirce não foi um homem de seu
próprio tempo, mais foi o homem que desvendou a amplidão científica para todos
os tempos.
A semiótica, cada vez mais, vem sendo utilizada no campo comunicacional como método de pesquisa nas mais diversas áreas, seja nos estudos das linguagens musical e gestual, da linguagem fotográfica, cinematográfica, pedagógica e pictórica, bem como pela linguagem poética, publicitária e jornalística. Assim, fica cada vez mais evidente a necessidade de se compreender a relação do homem e a infinidade de signos existentes em nossa sociedade atual. A linguagem humana tem se multiplicado em várias formas e novas estruturas e novos meios de disseminação desta linguagem têm sido criado. Agências de espionagem se referem frequentemente aos seus vários tipos de coletas de inteligências com o sufixo "INT", tais como "SIGINT", para coletar inteligência de sinais ou comunicações, e "HUMINT", para a inteligência humana, ou espionagem, através da semiótica.
Cientistas norte-americanos, já no início da década de 80, descobriram uma onda cerebral que lhes permitiu observar o funcionamento da mente e até da consciência. Esta sutil onda cerebral só aparecia quando o indivíduo descobria uma falta de sentido no final de uma frase comum (“A faxineira varreu o chão com réguas”). A onda aparecia registrada numa tela logo que a mente reagia ao absurdo. Trata-se então de uma sutil assinatura elétrica da mente humana, relatada pelo doutor Steven A.Hillyard, da Universidade da Califórnia. Estes sinais que acompanhavam processos mentais específicos foram chamados event-related-potencials (ERPs).
A citada experiência científica comprova hoje, mais do que nunca, que, além de a vida do homem moderno ser regida por signos, os meios de comunicação empenham-se numa luta contra a esteriotipação da linguagem diária, uma vez que, quanto mais previsível for uma mensagem, tanto menor será a informação dessa mensagem. Isto não é nenhuma novidade. Compara-se a frase comum como “Ponha um vaso sobre a mesa” com a famosa e bem antiga frase de propaganda “Ponha um tigre no seu carro”.
As mensagens criptográficas foram usadas nos anos 60 também como recurso de publicidade: no longplay Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado pelos Beatles em abril de 1967, na Inglaterra, e em outros longplay subsequentes, havia uma série de “pistas” que indicavam uma suposta morte de um dos componentes da banda, Paul MacCartney. A capa do LP, que é uma verdadeira obra artística de montagem, apresentava uma série de índices e ícones como a mão espalmada sobra a cabeça de Paul (indicando parada) e, dentre numerosas fotos, a do poeta da morte, Edgar Allan Poe.
O cérebro do homem é uma máquina hipercomplexa que, embora com funcionamento globalizante, é inteiramente fracionado em suas funções, as quais vão desde a lembrança do nome de um amigo até as de resolução dos problemas mais intricados da vida de uma pessoa. O cérebro tem perto de trinta bilhões de neurônios, uma parte dos quais especializados, outra a ser desenvolvida ao longo da vida, conforme a vivência de cada pessoa. Há neurônios capazes de identificar cores; outros, formas; alguns, movimentos.
Os dois hemisférios cerebrais apresentam características diferentes. O esquerdo encarrega-se das atividades lógicas, verbais e matemáticas: respeita a sequência, nomeia, encaixa, verifica linearmente, analisa, conceitua, usa signos linguísticos, considera importante a sintaxe. O direito processa as imagens e a intuição: vê similaridade (é analógico), é emoção, busca os paradigmas e rejeita os sintagmas, usa signos icônicos (navega melhor no “Windows” do que no “DOS”, enxerga diversas informações ao mesmo tempo – simultaneidade).
A mente ocidental tende para o pensamento linear e a mente oriental para o pensamento em imagens. Os orientais utilizam intensamente os dois hemisférios cerebrais, uma vez que o idioma japonês é composto de ideogramas que correspondem a sons. Quando lidos, a “imagem” ou desenho do ideograma é processado pelo hemisfério direito, enquanto o som correspondente ao vocábulo é intrepretado pelo esquerdo. O mundo ocidental, reduzindo tudo ao discurso lógico ou ideológico, acabaria com o lobo direito do cérebro atrofiado. Cremos nós que com a “invasão dos ícones” em todas as grandes cidades do ocidente, sobretudo nas mensagens publicitárias, nos videoclips, nas navegações pelo cyberspace (rede mundial de informação eivada de ícones), quebrar-se-á a “ilusão de contiguidade” e o mundo inteiro se orientará. Tudo no mundo de hoje parece girar em torno da “informação”.
As abordagens novas não se referem tanto à capacidade que o homem pós-moderno tem para aproveitar adequadamente suas potencialidades cerebrais. Fala-se em “revolução digital”, traduzindo-se-a como competência para acesso à informação. Ora, o simples acesso à informação não se traduz por conhecimento. Haverá talvez necessidade de, num futuro próximo, automatização interpretativa do volume de informações que chega até nós.
Desde os primórdios da humanidade, buscam-se explicações para o processo do conhecimento humano. Muito cedo, pensadores da antiguidade formularam hipóteses e geraram teorias que definiam a expressão humana como um processo representativo de suas formas de ver o mundo. Assim descobriram o signo, conceituaram-no e o decompuseram na intenção de, desta forma, compreender o conhecimento humano.
A investigação semiótica abrange virtualmente todas as áreas do conhecimento envolvidas com as linguagens ou sistemas de significação, tais como a linguística (linguagem verbal), a matemática (linguagem dos números), a biologia (linguagem da vida), o direito (linguagem das leis), as artes (linguagem estética) etc.
Creio que agora podemos divisar, na História da Cultura, a ocorrência de um processo gradativo de abstração sígnica que vai do ícone ao símbolo (segundo a graduação das categorias de Peirce), pois o desenho da pedra mencionada anteriormente é um ícone, bem como o desenho da cabeça de um boi para representar o boi é índice do boi. O índice, segundo Peirce, está fisicamente conectado com seu objeto, ambos formando um par orgânico. O desenho, enfim, da cabeça de um boi, feito nas paredes de uma caverna pelo Homo Sapiens, é em si um ícone, mas, como tem o objeto (boi) uma conexão de contiguidade (proximidade física), tornou-se um índice naquele momento. Poderá passar, no transcorrer dos séculos, porém, na escrita pictográfica, o símbolo. Como se viu, confirma-se a hipótese: primeiro veio a similaridade, depois a contiguidade.
A semiótica, sabemos, está bem perto da origem da vida, uma vez que, sem informação e energia, aquela última não existe. Presume-se que o Universo tenha quinze bilhões de anos e sabe-se que ele não é somente este punhado de estrelas que vemos no céu à noite, quando não poluição. Apenas na nossa galáxia há 250 bilhões de estrelas; o que vemos é parte dela e há bilhões de galáxias no Universo.
Se passaram a existir seres vivos na Terra, após o “Bing-bang”, grande explosão de toda matéria universal, foi graças às fusões nucleares do interior das estrelas. Muito tempo deve ter passado até que nosso sistema planetário tivesse esta trajetória estável e talvez um bilhão de anos até o aparecimento de moléculas orgânicas sobre a Terra.
A descoberta do código genético revela-nos a vida como linguagem. Na análise da evolução da molécula de ADN (ácido desoxirribonucléico), susbtância universal portadora do referido código, percebeu-se que aquela é capaz de armazenar informações mediante uma linguagem entre átomos. Esta linguagem é valiosa e legítima para todos os seres vivos, chamados “máquinas químicas” que perambulam sobre a Terra.
A vida, portanto, depende de informação que, por sua vez, coordena a energia-geradora dos processos dinâmicos-no meio biológico. O homem é um universo em miniatura. As vibrações de energia existentes no Cosmo também existem em cada célula do corpo e da mente do ser humano. Cada célula cumpre sempre o papel que deve cumprir no instante biológico exato. Segundo Crocomo, cada molécula tem de saber o que as outras moléculas estão fazendo e cada molécula deve ser capaz de receber mensagens, devendo, por assim dizer, ser suficientemente disciplinada para obter ordens e em muitos casos transmitir mensagens.
Já neste ponto, é importante ressaltar que a biologia moderna se compõe de dois grandes ramos: a biologia molecular ou celular e a biologia evolutiva. A cronologia cósmica, a natureza foi conseguindo estocar mais e mais informações na molécula de ADN, e assim conseguiu organismos mais e mais complexos na escala evolutiva.
Se pudéssemos perguntar a Peirce sobre os fatos da História que ninguém conhece, por estarem perdidos na noite dos tempos, ele nos responderia com inúmeras indagações:
– Deixarão essas coisas de realmente existir por inexiste qualquer esperança de o nosso conhecimento alcançá-las?
– Depois da morte do universo e depois de a vida ter cessado para sempre, não continuará a colisão de átomos, conquanto já não exista espírito que possa notar isso?
E responderia:
– Há uns poucos anos, não sabíamos de que substâncias são constituídas as estrelas, cuja luz para atingir-nos pode ter exigido tempo superior ao da existência da raça humana. Não se pode dizer, enfim, que haja uma questão que não possa vir a ser resolvida. Seja o que for que pensemos, temos presente à consciência ou sensação, imagem, concepção ou outra representação, servindo de signo. Mas segue-se da nossa própria existência que tudo aquilo que nos é presente constitui manifestação fenomenal de nossa pessoa.
A semiótica, cada vez mais, vem sendo utilizada no campo comunicacional como método de pesquisa nas mais diversas áreas, seja nos estudos das linguagens musical e gestual, da linguagem fotográfica, cinematográfica, pedagógica e pictórica, bem como pela linguagem poética, publicitária e jornalística. Assim, fica cada vez mais evidente a necessidade de se compreender a relação do homem e a infinidade de signos existentes em nossa sociedade atual. A linguagem humana tem se multiplicado em várias formas e novas estruturas e novos meios de disseminação desta linguagem têm sido criado. Agências de espionagem se referem frequentemente aos seus vários tipos de coletas de inteligências com o sufixo "INT", tais como "SIGINT", para coletar inteligência de sinais ou comunicações, e "HUMINT", para a inteligência humana, ou espionagem, através da semiótica.
Cientistas norte-americanos, já no início da década de 80, descobriram uma onda cerebral que lhes permitiu observar o funcionamento da mente e até da consciência. Esta sutil onda cerebral só aparecia quando o indivíduo descobria uma falta de sentido no final de uma frase comum (“A faxineira varreu o chão com réguas”). A onda aparecia registrada numa tela logo que a mente reagia ao absurdo. Trata-se então de uma sutil assinatura elétrica da mente humana, relatada pelo doutor Steven A.Hillyard, da Universidade da Califórnia. Estes sinais que acompanhavam processos mentais específicos foram chamados event-related-potencials (ERPs).
A citada experiência científica comprova hoje, mais do que nunca, que, além de a vida do homem moderno ser regida por signos, os meios de comunicação empenham-se numa luta contra a esteriotipação da linguagem diária, uma vez que, quanto mais previsível for uma mensagem, tanto menor será a informação dessa mensagem. Isto não é nenhuma novidade. Compara-se a frase comum como “Ponha um vaso sobre a mesa” com a famosa e bem antiga frase de propaganda “Ponha um tigre no seu carro”.
As mensagens criptográficas foram usadas nos anos 60 também como recurso de publicidade: no longplay Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado pelos Beatles em abril de 1967, na Inglaterra, e em outros longplay subsequentes, havia uma série de “pistas” que indicavam uma suposta morte de um dos componentes da banda, Paul MacCartney. A capa do LP, que é uma verdadeira obra artística de montagem, apresentava uma série de índices e ícones como a mão espalmada sobra a cabeça de Paul (indicando parada) e, dentre numerosas fotos, a do poeta da morte, Edgar Allan Poe.
O cérebro do homem é uma máquina hipercomplexa que, embora com funcionamento globalizante, é inteiramente fracionado em suas funções, as quais vão desde a lembrança do nome de um amigo até as de resolução dos problemas mais intricados da vida de uma pessoa. O cérebro tem perto de trinta bilhões de neurônios, uma parte dos quais especializados, outra a ser desenvolvida ao longo da vida, conforme a vivência de cada pessoa. Há neurônios capazes de identificar cores; outros, formas; alguns, movimentos.
Os dois hemisférios cerebrais apresentam características diferentes. O esquerdo encarrega-se das atividades lógicas, verbais e matemáticas: respeita a sequência, nomeia, encaixa, verifica linearmente, analisa, conceitua, usa signos linguísticos, considera importante a sintaxe. O direito processa as imagens e a intuição: vê similaridade (é analógico), é emoção, busca os paradigmas e rejeita os sintagmas, usa signos icônicos (navega melhor no “Windows” do que no “DOS”, enxerga diversas informações ao mesmo tempo – simultaneidade).
A mente ocidental tende para o pensamento linear e a mente oriental para o pensamento em imagens. Os orientais utilizam intensamente os dois hemisférios cerebrais, uma vez que o idioma japonês é composto de ideogramas que correspondem a sons. Quando lidos, a “imagem” ou desenho do ideograma é processado pelo hemisfério direito, enquanto o som correspondente ao vocábulo é intrepretado pelo esquerdo. O mundo ocidental, reduzindo tudo ao discurso lógico ou ideológico, acabaria com o lobo direito do cérebro atrofiado. Cremos nós que com a “invasão dos ícones” em todas as grandes cidades do ocidente, sobretudo nas mensagens publicitárias, nos videoclips, nas navegações pelo cyberspace (rede mundial de informação eivada de ícones), quebrar-se-á a “ilusão de contiguidade” e o mundo inteiro se orientará. Tudo no mundo de hoje parece girar em torno da “informação”.
As abordagens novas não se referem tanto à capacidade que o homem pós-moderno tem para aproveitar adequadamente suas potencialidades cerebrais. Fala-se em “revolução digital”, traduzindo-se-a como competência para acesso à informação. Ora, o simples acesso à informação não se traduz por conhecimento. Haverá talvez necessidade de, num futuro próximo, automatização interpretativa do volume de informações que chega até nós.
Desde os primórdios da humanidade, buscam-se explicações para o processo do conhecimento humano. Muito cedo, pensadores da antiguidade formularam hipóteses e geraram teorias que definiam a expressão humana como um processo representativo de suas formas de ver o mundo. Assim descobriram o signo, conceituaram-no e o decompuseram na intenção de, desta forma, compreender o conhecimento humano.
A investigação semiótica abrange virtualmente todas as áreas do conhecimento envolvidas com as linguagens ou sistemas de significação, tais como a linguística (linguagem verbal), a matemática (linguagem dos números), a biologia (linguagem da vida), o direito (linguagem das leis), as artes (linguagem estética) etc.
Creio que agora podemos divisar, na História da Cultura, a ocorrência de um processo gradativo de abstração sígnica que vai do ícone ao símbolo (segundo a graduação das categorias de Peirce), pois o desenho da pedra mencionada anteriormente é um ícone, bem como o desenho da cabeça de um boi para representar o boi é índice do boi. O índice, segundo Peirce, está fisicamente conectado com seu objeto, ambos formando um par orgânico. O desenho, enfim, da cabeça de um boi, feito nas paredes de uma caverna pelo Homo Sapiens, é em si um ícone, mas, como tem o objeto (boi) uma conexão de contiguidade (proximidade física), tornou-se um índice naquele momento. Poderá passar, no transcorrer dos séculos, porém, na escrita pictográfica, o símbolo. Como se viu, confirma-se a hipótese: primeiro veio a similaridade, depois a contiguidade.
A semiótica, sabemos, está bem perto da origem da vida, uma vez que, sem informação e energia, aquela última não existe. Presume-se que o Universo tenha quinze bilhões de anos e sabe-se que ele não é somente este punhado de estrelas que vemos no céu à noite, quando não poluição. Apenas na nossa galáxia há 250 bilhões de estrelas; o que vemos é parte dela e há bilhões de galáxias no Universo.
Se passaram a existir seres vivos na Terra, após o “Bing-bang”, grande explosão de toda matéria universal, foi graças às fusões nucleares do interior das estrelas. Muito tempo deve ter passado até que nosso sistema planetário tivesse esta trajetória estável e talvez um bilhão de anos até o aparecimento de moléculas orgânicas sobre a Terra.
A descoberta do código genético revela-nos a vida como linguagem. Na análise da evolução da molécula de ADN (ácido desoxirribonucléico), susbtância universal portadora do referido código, percebeu-se que aquela é capaz de armazenar informações mediante uma linguagem entre átomos. Esta linguagem é valiosa e legítima para todos os seres vivos, chamados “máquinas químicas” que perambulam sobre a Terra.
A vida, portanto, depende de informação que, por sua vez, coordena a energia-geradora dos processos dinâmicos-no meio biológico. O homem é um universo em miniatura. As vibrações de energia existentes no Cosmo também existem em cada célula do corpo e da mente do ser humano. Cada célula cumpre sempre o papel que deve cumprir no instante biológico exato. Segundo Crocomo, cada molécula tem de saber o que as outras moléculas estão fazendo e cada molécula deve ser capaz de receber mensagens, devendo, por assim dizer, ser suficientemente disciplinada para obter ordens e em muitos casos transmitir mensagens.
Já neste ponto, é importante ressaltar que a biologia moderna se compõe de dois grandes ramos: a biologia molecular ou celular e a biologia evolutiva. A cronologia cósmica, a natureza foi conseguindo estocar mais e mais informações na molécula de ADN, e assim conseguiu organismos mais e mais complexos na escala evolutiva.
Se pudéssemos perguntar a Peirce sobre os fatos da História que ninguém conhece, por estarem perdidos na noite dos tempos, ele nos responderia com inúmeras indagações:
– Deixarão essas coisas de realmente existir por inexiste qualquer esperança de o nosso conhecimento alcançá-las?
– Depois da morte do universo e depois de a vida ter cessado para sempre, não continuará a colisão de átomos, conquanto já não exista espírito que possa notar isso?
E responderia:
– Há uns poucos anos, não sabíamos de que substâncias são constituídas as estrelas, cuja luz para atingir-nos pode ter exigido tempo superior ao da existência da raça humana. Não se pode dizer, enfim, que haja uma questão que não possa vir a ser resolvida. Seja o que for que pensemos, temos presente à consciência ou sensação, imagem, concepção ou outra representação, servindo de signo. Mas segue-se da nossa própria existência que tudo aquilo que nos é presente constitui manifestação fenomenal de nossa pessoa.
E O RÁDIO
SOBREVIVE
Quarta-feira passada foi comemorado o Dia do Rádio no Brasil. A
importante data marca o nascimento de Roquete Pinto, considerado o Pai do Rádio
Brasileiro, que em 1923 fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade
do Rio de Janeiro. Desde então muitas ondas já rolaram, desde a longínqua
discussão do fim do rádio com a criação da televisão, até a mais recente
convergência com as novas mídias. O Adnews ouviu alguns profissionais, que
diretamente ou indiretamente acompanham e trabalham com o meio todos os dias.
O fim não
está próximo
Uma das questões mais inquietantemente discutidas sobre o
rádio é justamente a sua longevidade. Muitos apostaram alto que o veículo
morreria com a popularização da televisão, o que não esteve nem próximo de
acontecer. Logo depois veio a internet, o suposto novo vilão que poria fim a
velha mídia de radiodifusão.
“Embora as previsões datassem a morte do rádio, ele é o
único meio de massa capaz de penetrar em todas as camadas de forma instantânea.
A capilaridade, a penetração e cobertura do rádio fazem deste, ainda, o meio
mais abrangente nos dias de hoje”, justifica Márcio Canzian, Chief Media
Officer da Dim&Canzian.
Silvio Soledade, diretor financeiro da APP (Associação dos
profissionais de propaganda) e diretor associado da PlanoGestão Consultoria,
também resalta as qualidades do rádio.
“Em cidades pequenas o rádio é o companheiro diário, como se
fosse mais um membro da família. Tem lugar cativo nas residências, porque
interage, mesmo que numa via única, com o seu ouvinte. Nos grandes centros o
rádio é o companheiro do trânsito, da sala de espera. Se há um veículo
dinâmico, com credibilidade e que chega aos confins, este veículo é o rádio.
Por isso, falarmos do fim do rádio me soa como utópico”.
Toninho Rosa, presidente da Dainet, conselheiro editorial do
Adnews e sócio da produtora Infiniti fala sobre alguns desafios no caminho de
uma sobrevivência saudável para a “velha mídia”. “Poucas pessoas acompanham a
evolução do meio. Mesmo os empresários e executivos do rádio nem sabem que hoje
ele é o meio mais consumido pela população. Mais até do que a TV. Realmente
parece impossível. Esse é o problema do Rádio. A falta da união das empresas
fragiliza um processo de marketing e comunicação”, opina.
As
principais mudanças nos últimos anos
O rádio tem muitas décadas de estrada, mas algumas das
mudanças mais significativas de sua história aconteceram nos últimos anos,
sobretudo com a sua entrada em novos dispositivos tecnológicos e a convergência
com as novas mídias.
“Diria que a principal mudança foi a integração com os
demais meios, como por exemplo, a internet, que não só fizeram do rádio um
multiplicador de conceitos como ampliaram sua característica e diferencial de
chegar a muitos lugares com uma atualização quase real time de dados e
notícias”, defende Respostas Kito Siqueira, presidente Aprosom. Já Silvio
Soledade, também lembra que muitos programas de rádio se pautam pelas
discussões que seus ouvintes travam nas redes sociais.
Toninho Rosa também acrescenta na discussão a segmentação de
público e notadamente o avanço das emissoras com naming rights, como a Sul
América Trânsito e Bradesco Esportes.
“Algumas não sobreviveram, caso da Rádio Oi e da Rádio
Mitsubishi, mas aí o problema era de programação”, acredita. Voz dissonante
nessa discussão, Rosana Souza, sócia e produtora executiva da VOZ do Brasil,
acha que o País mudou muito mais do que o rádio. “Já prestou atenção no
conteúdo do rádio? Na verdade, precisamos modificá-lo e muito. O Brasil mudou,
as pessoas mudaram, mas o rádio ainda não viu nenhuma mudança efetiva” critica.
O que
significa a chegada das webrádios?
Nos últimos anos a qualidade da internet evoluiu e o mercado
viu crescer uma série de webrádios, que inclusive, já conquistaram o seu espaço
não apenas com volume de audiência, mas até mesmo ocupando posição em
premiações de mídia e jornalismo.
“A internet facilitou a propagação do rádio e fez com que
sua voz fosse levada ao mundo. Eu, por exemplo, a cada semana, faço um
comentário de rádio que é levado em média para 300 rádios brasileiras através
da Radioweb, uma agência de notícias que distribui matérias para pequenas
rádios de todo o país”, comenta José Maurício. Para Márcio Canzian, já é
possível acessar na web um conteúdo bem alinhado com o discurso do rádio, mas
ainda assim há espaço para tornar ambas as plataformas mais interativas.
Perspectivas
para o futuro
O assunto rádio percorre um longo caminho, mas sempre dá
vazão a mesma pergunta. Qual será o seu futuro? Silvio Soledade acredita que
coisas boas virão pela frente. “As rádiowebs já são uma realidade. Em breve
teremos as rádios digitais com maior interatividade.
E as rádios de periferia, que antes eram comunitárias,
atualmente são oficiais e chegam onde outros veículos não conseguem chegar em
termos de proximidade com o ouvinte e com a comunidade. Com o advento da
internet, os rádios se modernizaram em termos de geração de conteúdo, mas
continuarão desfrutando da credibilidade que sempre tiveram”.
Rosana Souza preferiu elencar os desafios e lembrar que a
área comercial do rádio precisa evoluir, e que o meio precisa falar a língua
dos publicitários, criar propostas mais criativas e ousadas. Toninho Rosa fecha
o debate com um prognóstico positivo.
“O meio rádio tem um enorme futuro pela frente. Imagine que
todas as emissoras AM, em 2016, passarão para o VHF. Ou seja, com a saída da TV
aberta do ar, permite-se a ampliação dos canais FM. Isso já é realidade nos
EUA. Teremos uma sobrevida das AM e o dobro de emissoras FM, o que dará ao
público enormes opções. Como gosto de dizer, o rádio tem 90 anos, mas com
corpinho de 18”, finaliza. ( Renato Rogensk, no Adnews)
DICAS DA CULTURA FORA DO MAINSTREAM
Com um mês de vida
completado em setembro e mais de 1,1 mil fãs, uma nova página no Facebook vem
se transformando em ponto de referência para atividades culturais. O perfil
Kultme (www.facebook.com/kultme) oferece em
média de 10 a 15 dicas de eventos por dia, de todo o País.
Shows, lançamentos
de discos, teatro, livros e cinema estão no foco da página. Embora publique de
tudo um pouco, a página tem dado especial destaque à publicação de notas sobre
atividades artísticas fora do “mainstream” cultural, como shows e performances
de novos talentos e de eventos em espaços alternativos, que não alcançam os
guias da grande imprensa.
“A ideia”, diz um
manifesto na própria página, “é que a própria pessoa ou grupo que cria cultura
- qualquer tipo de atividade cultural, de qualquer região - tenha uma
ferramenta para divulgar diretamente o que anda criando”.
Segundo os autores
de Kultme, a página ainda é “experimental”, mas já está em desenvolvimento um
APP para smartphones com uma nova abordagem.
LANÇADA A PRIMEIRA
ESCOLA GRATUITA DE EMPREENDEDORISMO DO BRASIL
Para promover a disseminação da cultura empreendedora, o Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) anuncia a criação da primeira escola gratuita de empreendedorismo do Brasil. As inscrições para o processo seletivo já começam na primeira semana de outubro.
O
projeto é uma parceria da entidade com o Centro Paula Souza, autarquia do
Governo do Estado de São Paulo, responsável pelas escolas técnicas (Etecs) e
faculdades de tecnologia (Fatecs).
Chamada
de Escola de Negócios Sebrae-SP, a iniciativa inédita irá formar e capacitar
gratuitamente futuros e atuais empreendedores por meio do ensino técnico e
tecnológico, nas áreas de Administração, Gestão, Logística e Marketing.
O
projeto prevê, além da escola sede na capital, a implementação de uma rede
profissionalizante em todo o Estado e um sistema de ensino a distância em
meados de 2014.
“
Para ter uma verdadeira Escola de Negócios modelo reunimos o conhecimento, a
credibilidade e a experiência das valorosas e reconhecidas equipes do Sebrae-SP
e do Centro Paula Souza”, afirma Alencar Burti, presidente do Conselho Deliberativo
do Sebrae-SP.
“Certamente
será um marco para a construção de uma sociedade do conhecimento não só de São
Paulo, mas do Brasil”, enfatiza.
Localizada
nos Campos Elíseos, região central de São Paulo, a Escola de Negócios vai
integrar práticas de trabalho, educação e pesquisa em um único ambiente, o que
permitirá ao aluno vivenciar situações reais que ele poderá enfrentar no
mercado de trabalho e no comando da própria empresa.
A
escolha do Centro Paula Souza para compor o projeto, pelo Sebrae-SP, ocorreu em
função do consagrado modelo de ensino e do corpo docente qualificado.
"A
parceria com o Sebrae-SP permitirá capacitar profissionais com foco em duas
frentes fundamentais: a inovação e o empreendedorismo", destaca Laura
Laganá, di retora-superintendente do Centro Paula Souza.
De
acordo com Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP, o projeto vem
suprir a demanda do empresariado brasileiro por um ensino formal que integre
teoria e prática e contribua para o fortalecimento das micro e pequenas
empresas.
“Hoje
quase 45% dos brasileiros sonham em ter a própria empresa. Com a Escola de
Negócios, nossa missão será cada vez mais preparar o futuro empreendedor e
ajudá-lo a transformar seu sonho em realidade. A Escola será um ambiente
criativo para fomentar o empreendedorismo paulista”, completa.
Sebrae-LAB: um novo modelo de ensino
Em
seus 10 mil m², a Escola de Negócios abrigará o Sebrae-LAB, espaço destinado a
apoiar a aprendizagem do aluno e incentivar o surgimento de novos negócios
criativos e inovadores.
Composto
por quatro processos complementares - Núcleo de Atendimento, Biblioteca
Especializada, Espaço Criativo e Hotel de Ideias, o Sebrae-LAB tem o objetivo
de proporcionar uma experiência de aprendizagem que agregue os conhecimentos
práticos de gestão de negócios aos conceitos teóricos da sala de aula.
Por
este motivo, o espaço foi desenhado com um Núcleo de Atendimento que reunirá
uma equipe de especialistas do Sebrae-SP, que além de apoiar os alunos
oferecerá consultoria e orientação aos empresários de pequenos negócios.
A
Escola abrigará também a Biblioteca Especializada com um acervo físico e
digital de 50 mil títulos. Já o Espaço Criativo foi configurado para estimular
a busca de soluções individual ou coletivamente e o debate sobre novos negócios.
O Hotel de Ideias funcionará como incubadora de projetos para abrigar e apoiar
empresas em sua fase de concepção e formatação.
Processo seletivo
Para
ingressar na Etec, o pré-requisito é a conclusão do ensino fundamental ou do
1.º ano do ensino médio, dependendo do curso escolhido. Para entrar na Fatec, é
preciso ter terminado o ensino médio.
O
processo seletivo será o mesmo dos outros cursos do Centro Paula Souza. As
inscrições para vestibular da Fatec deverão ser feitas de 8 de outubro a 7 de
novembro (detalhes no www.vestibularfatec.com.br). O
vestibulinho para a Etec terá inscrições de 1º a 24 de outubro.
Para
o ciclo de aulas 2014/2017, serão disponibilizadas quase 2 mil vagas para os
ensinos técnico e tecnológico, com entrega de certificados e diplomas.
A
duração dos cursos varia entre 18 (técnico) e 36 meses (técnico integrado ao
médio integrado e tecnológico).
Mais
informações sobre cursos, inscrições e requisitos estão disponíveis em www.centropaulasouza.sp.gov.br e www.sebraesp.com.br.
Fonte: Andrea Guedes | Grupo Máquina PR | (GC)
Fonte: Andrea Guedes | Grupo Máquina PR | (GC)
APLICATIVOS
POSSUEM FALHAS CRÍTICAS
O estudo do N-Stalker Labs, laboratório de investigação da
N-Stalker, especializada em segurança de aplicações web, analisou mais de mil
aplicativos web, em organizações de diferentes segmentos da indústria, sendo
50% US/Canada, 30% Europa e 20% de outros países, em 2012 e 2013.
Os resultados são preocupantes: foram encontrados, em média,
40 vulnerabilidades por aplicativo; 75% dos aplicativos possuíam falhas
críticas e 50% tinham pelo menos uma falha no padrão aberto e disponível para
desenvolvedores, o Open Web Application Security Project – OWASP. A maior
incidência de vulnerabilidades foi encontrada no comércio eletrônico.
Segundo o pesquisador e CTO da N-Stalker, Thiago Zaninotti,
que coordenou a pesquisa, em todas as aplicações existiam oportunidade de
melhorias na segurança. Mesmo assim, 60% das organizações só realizaram testes
depois de incidentes e, destas, 20% já sabiam dos problemas antes dos testes.
“Percebemos que há problemas em toda a fase de desenvolvimento dos aplicativos web,”
comenta.
As três principais vulnerabilidades encontradas nos apps
foram: cross-site scripting ou XSS (refletido e baseado na especificação DOM ou
modelo de objetos de documentos, da W3C que padroniza a www); exposição de
informações sensíveis e controle de acesso insuficiente. Zaninotti explica que
as vulnerabilidades XSS ativam ataques maliciosos ao permitir a manipulação de
páginas web e a injeção de instruções de script que são executadas no
computador do próprio usuário.
“A exploração de vulnerabilidade cross-site (XSS) permite
que atacantes executem scripts no navegador de usuários para obter dados
confidenciais, sequestrar sessões, redirecioná-los para sites maliciosos etc.”,
explica e acrescenta: “a segunda vulnerabilidade mais encontrada em apps expõe
informações sensíveis como dados de cartões de crédito e de credenciais de
autenticação, o que permite roubar a identidade de usuários, fraudar cartões de
crédito, entre outros crimes.
Já o controle de acesso insuficiente pode facilitar o acesso
a perfis de usuários sem a necessidade de credenciais ou até mesmo a
funcionalidades administrativas dos aplicativos, permitindo o roubo de dados
sensíveis ou confidenciais”, finaliza o pesquisador. (Redação Adnews)
PUBLICIDADE CATARINENSE ULTRAPASSA UM BILHÃO
Estudo divulgado ontem pelo Instituto Mapa informa
que o mercado de veiculação atingiu, em Santa Catarina, R$ 1,07 bilhão em 2012.
Mais de 70% dessa verba provém de anunciantes locais. Mais de 9 mil empregos
diretos foram oferecidos pelos meios de comunicação.
BRASIL, PARCEIRO-CHAVE DO REINO UNIDO
(Texto de Karina Toledo, distribuído pela Agência FAPESP) – O Brasil é considerado
no Reino Unido um parceiro-chave na área da ciência, afirmou Paul Boyle, membro
da Science Europe – associação que reúne as 53 maiores instituições europeias
de fomento e de desenvolvimento de pesquisas –, durante a abertura da FAPESP
Week London, na quarta-feira (25/09).
Realizado
pela FAPESP, com apoio do British Council e da Royal Society, o simpósio
mostrará, até o dia 27 de setembro, resultados de pesquisas conduzidas em
diversas instituições de ensino superior e de pesquisa do Estado de São Paulo.
A transmissão ao vivo pode ser conferida pelo site:www.fapesp.br/week2013/london.
A
cerimônia de abertura na Royal Society – a mais antiga academia de
ciências do mundo, com sede no Reino Unido – teve início com o anfitrião
da casa Martyn Poliakoff, vice-presidente da Royal Society, que destacou o
grande avanço observado na ciência brasileira nos últimos anos. “Visitei a
FAPESP este ano e estive no Brasil três vezes recentemente. É possível perceber
que a ciência está se desenvolvendo rapidamente. Sentimos que há reais oportunidades
de desenvolver laços entre o Reino Unido e a FAPESP”, afirmou.
Em
seguida, o embaixador do Brasil para o Reino Unido, Roberto Jaguaribe, apontou
a intensificação das relações bilaterais entre instituições acadêmicas e
tecnológicas dos dois países nos últimos cinco anos e disse que o Brasil tem
muito a aprender com os britânicos.
“O
Reino Unido tem instituições de muito prestígio e políticas adequadas para a
disseminação da ciência e da tecnologia. Houve um aumento dos recursos alocados
no Brasil para ciência e tecnologia nos últimos anos e estamos preenchendo um
vazio existente entre a produção científica e o planejamento do país. Mas ainda
não somos bem-sucedidos no próximo passo, que é a introdução de tecnologia e de
produtividade em vários setores de nossa economia”, analisou.
Jaguaribe
destacou a tradição científica brasileira no setor de agricultura, forte desde
o século 19, e afirmou que o Estado de São Paulo é o mais avançado tanto em
termos de produção industrial como de pesquisa tecnológica.
“E
a FAPESP é uma das instituições mais importantes do Brasil nesse aspecto. Tem
tradição de mais de 50 anos e se beneficia desde 2007 com a liderança do
professor Celso Lafer, período em que houve grande avanço”, disse Jaguaribe.
Em
seguida, o presidente da FAPESP, Celso Lafer, mencionou a preocupação da
instituição em promover a internacionalização da pesquisa em São Paulo.
“Sabemos que é importante promover oportunidades para pesquisadores de São
Paulo interagirem com os de outros países. Por isso, além de acordos com
universidades e os diversos conselhos de pesquisa do Reino Unido, a ideia de
realizar esse workshop tem o objetivo de formar redes, de criar um entendimento
sobre a importância da ciência e de reunir pessoas com os mesmos valores e
visão de mundo”, disse.
Boyle,
que também é presidente do Economic and Social Research Council (ESRC), do
Reino Unido, afirmou que os sete conselhos de pesquisa britânicos consideram o
Brasil como um parceiro-chave.
“Estive
na delegação que visitou o país recentemente e fiquei impressionado com a
qualidade e a força da pesquisa e da inovação que está ocorrendo por lá. Nós
(britânicos) nos consideramos fortes em ciência, mas temos muito a aprender uns
com os outros e nossa parceria até o momento tem sido muito equânime. Não há
dúvida de que o Brasil é um país com oportunidades reais de colaboração”,
disse.
Boyle
destacou as oportunidades no campo das ciências biológicas e também na área de
ciências sociais – principalmente relacionadas a pesquisas voltadas ao
desenvolvimento de boas práticas para a realização de grandes eventos em
grandes cidades, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo.
O
chefe-executivo do British Council, Martin Davidson, destacou que atualmente a
ciência é vista como ferramenta-chave para lidar com grandes desafios globais.
“Ciência é um esporte de equipe e a criação de bons times científicos me parece
vital. Estou aqui para ressaltar o compromisso do British Council de trabalhar
com a FAPESP para o fortalecimento da colaboração internacional”, disse.
Promovendo
a cooperação
O
diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz, salientou os
mecanismos criados pela FAPESP para permitir a cooperação entre cientistas de
São Paulo e de outros países.
“Temos
acordos muito especiais com universidades britânicas e com os Conselhos de
Pesquisa, os RCUK”, disse Brito Cruz. “A FAPESP e as instituições britânicas
também trabalham juntas para selecionar os revisores encarregados da avaliação
e seguimos os trâmites de cada parte para a seleção”, acrescentou.
“Temos
um bom número de projetos em andamento com os RCUK, nos conselhos de
Biotechnology and Biological Sciences (BBSRC), Natural Environment (NERC),
Medical (MRC), Economic and Social (ESRC), e estamos trabalhando em propostas
no âmbito dos conselhos de Arts and Humanities (AHRC) e Engineering and
Physical Sciences Research Council (EPSRC)", disse.
A
FAPESP também tem acordos com universidades no Reino Unido, que oferecem
recursos para instigar pesquisadores a elaborar uma proposta de pesquisa e
submetê-la à FAPESP e ao Research Council relacionado à área do projeto. “Podem
ser organizados workshops e todo tipo de intercâmbio para isso”, disse Brito
Cruz.
Durante
a FAPESP Week foram anunciadas acordos de cooperação com a BG Brasil –
membro da BG Group –, e o Imperial College London;
o resultado de chamada de propostas do acordo FAPESP-British Council;
a primeira chamada de propostas de pesquisa no acordo FAPESP-University of Edinburgh;
e uma nova chamada de propostas no âmbito do acordo FAPESP-King´s College. Nesta quinta-feira,
será assinado um acordo com a Universidade de
Manchester.
Conferência
de imprensa
Antes
da cerimônia de abertura, os diretores da FAPESP e alguns cientistas
brasileiros e britânicos que fazem parte da programação da FAPESP Week London
participaram de uma conferência de imprensa.
Entre
os pesquisadores estavam Eunézio Antonio Thoroh de Souza, professor da
Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Jeremy Woods, pesquisador do
Imperial College London, David Murphy, da Bristol University, e Siu Mui Tsai,
da Universidade de São Paulo.
Representando
a FAPESP, além de Celso Lafer, esteve Brito Cruz, que anunciou a assinatura dos
novos acordos entre a FAPESP e instituições inglesas. A Fundação já tem acordos
firmados com as universidades de Surrey, Southampton, Nottingham, Keele,
London, Bangor, Birmingham, Bath, East Anglia, York, Edinburgh e Cambridge. (Colaboraram
Fernando Cunha e Carlos Eduardo Lins da Silva).
BRASIL
ENGATINHA NO MARKETING ESPORTIVO
Às vésperas de sediar dois grandes eventos
esportivos, Copa do Mundo (14) e Olimpíadas (16), o Brasil vê crescer o
interesse das marcas no esporte. Entretanto, o segmento de marketing esportivo
ainda engatinha no País, de acordo com os principais especialistas no tema.
O momento é de grande oportunidade e,
evidentemente, há um longo potencial pela frente. Para discutir essas e outras
questões que permeiam esse universo, o Adnews na TV entrevistou Fábio Wolff,
sócio diretor da agência Wolff Sports, campeã no quesito fechamento de
patrocínios no País.
“O marketing esportivo está se desenvolvendo
de forma mais profissional e acelerada, mas é um segmento onde há muito para
fazer no País. O Brasil ainda engatinha perto do que já acontece nos Estados
Unidos e na Europa”, analisa Fábio Wolff.
O especialista em marketing esportivo também
falou sobre a cultura (ou a falta dela) do esporte no Brasil, um dos problemas
que freiam o progresso do mercado. “A falta de base e investimento no esporte
não atrapalha apenas o desempenho dos atletas, mas também na parte do
marketing, no desenvolvimento do atleta como produto de mídia. Hoje temos
poucos atletas considerados atletas de mídia. Os poucos que temos são mal
trabalhados”, explica.
Confira a entrevista completa:
1º Bloco – Amadurecimento do marketing
esportivo no Brasil
2º Bloco – A falta de
Investimento na cultura do esporte
3º Bloco – Formatos de
patrocínio e o leque de oportunidades (Redação Adnews)
US$ 20 MILHÕES EM PESQUISAS SOBRE GÁS
NATURAL
(Texto de Fernando Cunha distribuído pela Agência FAPESP) – A FAPESP e
a BG Brasil (membro do BG Group, sediado no Reino Unido) assinaram na
quarta-feira (25/09), em Londres, um acordo
de cooperação que prevê investimentos de até US$ 20 milhões em
pesquisas sobre produção e consumo de energia limpa. Os resultados esperados
poderão ajudar o Brasil a utilizar de forma sustentável seu potencial de
produção de óleo e gás natural.
O documento
foi assinado na Embaixada Brasileira em Londres por Celso Lafer, presidente da
FAPESP, e John Grant, vice-presidente-executivo do BG Group. A cerimônia
ocorreu durante o evento de inauguração da Brazilian Nature: Mystery and
Destiny, no primeiro dia de atividades da FAPESP Week London, simpósio
realizado pela FAPESP entre 25 e 27 de setembro, com apoio do British Council e
da Royal Society.
O objetivo
do acordo é a criação de um Centro de Pesquisa para Inovação em Gás, no Estado
de São Paulo, por meio da seleção de propostas voltadas para os seguintes
temas: consumo de energia limpa para a redução da emissão de gases de efeito
estufa; desenvolvimento de gás natural como combustível para transporte
marítimo; melhoria das técnicas de engenharia para a produção de gás natural; e
a conversão de gás em matérias-primas para a indústria química, incluindo
hidrogênio. Cada um dos parceiros investirá US$ 10 milhões ao longo de um
período de cinco anos.
Para Celso
Lafer, “os projetos de pesquisa apoiados no âmbito do acordo irão contribuir
para a criação de competências e novos conhecimentos em área estratégica, além
de gerar resultados com grande potencial de aplicação no setor energético”.
De acordo
com ele, a colaboração é importante por tratar de temas de interesse da
empresa e de uma instituição de financiamento à pesquisa e porque lida com uma
grande preocupação da FAPESP, que é contribuir para estimular a inovação
tecnológica e aumentar a competitividade da indústria no Brasil.
"À
medida que o Brasil emerge como um produtor global de energia, o centro ajudará
a fortalecer a reputação do país em relação a práticas responsáveis de consumo
de energia", acrescentou Lafer.
John Grant
destacou que a BG tem o compromisso de não ser uma empresa britânica no Brasil
e sim uma empresa brasileira. “Pesquisa e desenvolvimento é uma parte
extremamente importante do trabalho que buscamos desenvolver no Brasil. Já
somos muito ativos nessa área e estou muito contente de termos a sorte de
contar com a parceria de uma organização com a reputação e o sucesso da
FAPESP.”
“A parceria
com a BG Brasil passa a integrar o forte portfólio de apoio à investigação
conjunta universidade-empresa da FAPESP. A ação de longo prazo do Centro de
Pesquisa para Inovação em Gás, a ser constituído por meio de chamada pública,
permite estabelecer objetivos ousados na criação de novos conhecimentos e suas
aplicações, bem como a formação de cientistas e engenheiros”, destacou o
diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz.
A seleção de
projetos será feita por meio de chamadas de propostas de pesquisa, preparadas
pelo Comitê Gestor da Cooperação, composto por quatro representantes, sendo
dois nomeados pela FAPESP e dois pela empresa. Os projetos de pesquisa terão a
participação de pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa no
Estado de São Paulo, pesquisadores de outros países e cientistas e engenheiros
da BG Brasil.
Os temas de
interesse das chamadas estarão agrupados em três núcleos. O primeiro trata da
geração e arrefecimento de gás natural e combustível de hidrogênio para
transporte e desenvolvimentos associados. Outro núcleo, em físico-química,
envolve a combustão avançada e mais limpa de gás natural; desenvolvimento de
células a combustível; e conversão de gás em produtos químicos. No terceiro, os
temas são políticas para desenvolvimento de gás em sistemas de energia e
desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento de gás em áreas remotas.
LANÇADO O
ACELERÔMETRO
Com o objetivo de entreter e facilitar a vida dos amantes de
motocicletas, a Moto Honda lança um aplicativo com todos os modelos da
linha e que ainda conta com um recurso exclusivo: o
"Acelerômetro". Com ele, o usuário consegue sentir a emoção de
acelerar todas as motocicletas da linha. Criado pela Y&R,
o app também traz um mapa com a localização de mais de 1.200 lojas da
marca, em todo o território nacional, e traça o trajeto entre o usuário e a
loja mais próxima dele.
O aplicativo Moto Honda é gratuito e está disponível para download na Apple Store e no Google Play. Nele você ainda pode ver toda a variedade de cores dos 30 modelos de motos e as especificações técnicas de cada uma. “O aplicativo foi concebido para fortalecer o vínculo dos consumidores com a marca através da experiência digital e para auxiliar os vendedores, que aliam as ferramentas tecnológicas cada vez mais aos seus argumentos de vendas”, afirma Claudia Rodrigues Canazza, Gerente de Marketing da Moto Honda.
A criação é de Roberto Kilciauskas, Renato Butori e Evandro Soares, sob direção de criação de Rui Branquinho. Motion graphics são de Dalton Uehara. O desenvolvimento do app é da On Interactive. Você também pode acessar o canal do Youtube para descobrir como usar o aplicativo através dos tutoriais disponíveis (Redação Adnews)
O aplicativo Moto Honda é gratuito e está disponível para download na Apple Store e no Google Play. Nele você ainda pode ver toda a variedade de cores dos 30 modelos de motos e as especificações técnicas de cada uma. “O aplicativo foi concebido para fortalecer o vínculo dos consumidores com a marca através da experiência digital e para auxiliar os vendedores, que aliam as ferramentas tecnológicas cada vez mais aos seus argumentos de vendas”, afirma Claudia Rodrigues Canazza, Gerente de Marketing da Moto Honda.
A criação é de Roberto Kilciauskas, Renato Butori e Evandro Soares, sob direção de criação de Rui Branquinho. Motion graphics são de Dalton Uehara. O desenvolvimento do app é da On Interactive. Você também pode acessar o canal do Youtube para descobrir como usar o aplicativo através dos tutoriais disponíveis (Redação Adnews)
O QUE OS JOVENS QUEREM
DA EDUCAÇÃO
Recentemente, uma pesquisa feita pela consultoria McKinsey mostrou
que jovens, instituições de ensino e universidades não falam a mesma língua.
Outra, feita numa parceria entre a Fundação Telefonica e o
jornal Finantial Times, mostrou as maiores preocupações dos jovens de todo o mundo e
como a chamada geração dos “milleniuns” está conectada com a tecnologia.
Uma terceira, feita pela Companhia de Talentos, tentou avaliar como é
a empresa dos sonhos das pessoas que estão ingressando no mercado de trabalho.
Em comum, todas essas pesquisas trazem dados sobre educação.
Mas como além dessas, muitas outras pesquisas, levantamentos e
estudos vêm trazendo informações interessantes separadamente, o Porvir resolveu
dar uma mãozinha.
Compilamos dados de uma série de estudos que apontam caminhos
sobre os anseios dos jovens hoje e trazemos algumas das principais tendências
no universo educacional que, de alguma forma, estejam propondo formas de
responder a esses desejos.
Por exemplo: parte dos jovens brasileiros acha que o que
aprendem na escola não lhes é útil na vida. Diante desse desafio, algumas
escolas vêm procurando meios de tornar o ensino mais personalizado às demandas do
aluno.
Isso pode ocorrer pela adoção de tecnologia, quando o aluno usa
ambientes virtuais de aprendizado para estudar da forma que lhe é mais eficaz
(por vídeo, fórum, game ou outras possibilidades). Pode também ser por meio
analógico, quando os alunos recebem uma espécie de tutoria, em que o tutor
ajuda os alunos a desenvolverem habilidade nos temas por que se interessam. Ou
ainda pela junção das duas formas.
OPORTUNIDADES
SAS ABRE VAGAS DE ESTÁGIO E PARA DEFICIENTS FÍSICOS - O O SAS,
líder de mercado em soluções de business analytics, busca novos profissionais
para integrar seus times em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ). A
companhia possui vagas de estágio no escritório paulista para atuação nas áreas
de Consultoria e Suporte Premium. As oportunidades são destinadas a universitários
dos cursos de Ciência da Computação, Sistema da Informação, Análise de
Sistemas, Engenharia da Computação e relacionadas, que possam estagiar nos dois
últimos anos antes da sua formação.
O
SAS oferece aos jovens estudantes uma bolsa-auxílio mensal no valor de R$1.400,
além de benefícios como plano de saúde, seguro de vida, auxílio transporte,
vale refeição e subsídio para idiomas e cursos. Os estágios terão duração de 24
meses, em regime de trabalho de segunda à sext a-feira, no período de seis horas
diárias ou de acordo com sua grade de cursos acadêmicos.
“O
SAS possui a cultura de desenvolver e formar novos talentos e nossa proposta
com este programa é de contribuir para que esses jovens se tornem extremamente
capacitados no segmento que optarem por atuar”, explica Tato Athanase, gerente
de Recursos Humanos do SAS Brasil. “O índice de estagiários efetivados pelo SAS
nos últimos anos é de aproximadamente 70%”, completa.
Para
selecionar os novos talentos, a equipe de RH do SAS fará um mapeamento dos currículos
recebidos e, posteriormente, pré-entrevistas por telefone para alinhar a
expectativa dos candidatos. Em seguida, têm início as entrevistas presenciais
com o RH e o gestor de equipe, além das provas de inglês, raciocínio lógico,
testes técnicos e, eventualmente, dinâmicas em grupo.
Vagas PCD
Além
dos novos estagiários, o SAS está em busca de profissionais qualificados e
portadores de deficiência. Estão a bertas vagas em São Paulo para pessoas com
formação em Ciências da Computação ou similares, e outra para no escritório do
Rio de Janeiro para profissionais com formação na área administrativa
(oportunidades com vínculo CLT).
Os
interessados em concorrer às vagas devem enviar seus currículos, até o dia 15
de outubro, para Regiani Silva, da equipe de Recursos Humanos do SAS Brasil,
pelo e-mail regiani.silva@sas.com ou no site
da empresa (www.sas.com/br), pelo link
trabalhe conosco.
Fonte: Juliana Mezzato, Milla Delfino e Rafael Ryuiti Akao | SAS Brasil – Public Relations | (GC)
Fonte: Juliana Mezzato, Milla Delfino e Rafael Ryuiti Akao | SAS Brasil – Public Relations | (GC)
. FAPESP
e University of Edinburgh lançam chamada de propostas – A
FAPESP e a University of Edinburgh, do Reino Unido, anunciaram no dia 25 de
setembro, em Londres, durante a FAPESP Week London, a primeira
seleção pública de propostas para intercâmbio de pesquisadores e bolsistas de
pós-doutorado, no âmbito do acordo de cooperação científica firmado entre as
instituições.
Podem
participar como proponentes na chamada pesquisadores da University of Edinburgh
e pesquisadores apoiados pela FAPESP, que apresentem proposta conjunta a
ser realizada em colaboração, nos termos estabelecidos no edital.
A FAPESP e a
University of Edinburgh apoiarão as propostas selecionadas com até 5 mil libras
esterlinas anuais de cada parte, pela vigência estabelecida na concessão.
Os recursos serão destinados a despesas de mobilidade, nos termos do
acordo entre as instituições.
As propostas
devem ser apresentadas simultaneamente pelo pesquisador do Estado de São Paulo
à FAPESP e pelo seu colaborador do Reino Unido à University of Edinburgh, de
acordo com as normas e documentos exigidos por cada parte. Somente as propostas
aprovadas por ambas as partes serão financiadas. As propostas deverão ser
submetidas em inglês.
A chamada
está aberta a todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. O prazo
para recebimento das propostas dos interessados termina em 10 de fevereiro de
2014.
. FAPESP e King´s College publicam nova chamada - – A FAPESP
e o King’s College London (KCL), do Reino Unido, anunciaram, durante a FAPESP Week London, nova
seleção pública de propostas para intercâmbio de pesquisadores e bolsistas de
pós-doutorado, no âmbito do acordo de cooperação científica entre as
instituições.
FAPESP e KCL
apoiarão as propostas selecionadas com recursos de até 6 mil libras anuais de
cada parte, pela vigência estabelecida na concessão. Esses recursos são
destinados a despesas de mobilidade, nos termos do acordo entre as
instituições.
Podem
participar da chamada pesquisadores vinculados a instituições de ensino
superior ou pesquisa, públicas ou privadas, no Estado de São Paulo, que sejam
pesquisadores responsáveis por auxílios apoiados pela FAPESP e vigentes nas
modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular, Auxílio à Pesquisa – Projetos
Temáticos, Apoio a Jovens Pesquisadores, Centros de Pesquisa, Inovação e
Difusão (CEPID), Programa de Melhoria do Ensino Público e Programa de Apoio à
Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). No caso específico de
Projetos Temáticos, CEPID ou PITE, pesquisadores principais também podem
apresentar propostas.
Pelo lado do
King’s College London, a chamada está aberta a pesquisadores vinculados à
instituição.
A chamada
está aberta a todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. O prazo
para recebimento das propostas termina em 27 de janeiro de 2014.
As propostas
devem ser apresentadas simultaneamente pelo pesquisador do Estado de São Paulo
à FAPESP e pelo seu colaborador do Reino Unido ao Kings’s College London, de
acordo com as normas e documentos exigidos por cada parte. Somente as propostas
aprovadas por ambas as partes serão financiadas. As propostas deverão ser
submetidas em inglês.
ACORDOS COM UNIVERSIDADES DO REINO UNIDO
(Texto de Fernando Cunha, disrribuído pela Agência FAPESP) –
A FAPESP anunciou na quarta-feira (25/9), em Londres, a assinatura de
memorandos de entendimento (MoU, na sigla em inglês) para pôr em execução a
cooperação científica e tecnológica entre pesquisadores do Estado de São Paulo
e do Imperial College London. Foi também anunciado um acordo de cooperação em
pesquisa com aUniversidade de
Cambridge, assinado no dia 2 de setembro. Nesta
quinta-feira (26/09) será assinado acordo com a Universidade de
Manchester.
O
anúncio ocorreu durante o primeiro dia de atividades da FAPESP Week London,
simpósio organizado pela FAPESP que acontece até 27 de setembro, na Royal
Society, com apoio do British Council e da Embaixada Brasileira em Londres.
“A
forte cooperação da FAPESP com universidades britânicas mostra a densidade do
intercâmbio científico promovido pela Fundação no Reino Unido, tanto em termos
absolutos como comparativos”, disse Celso Lafer, presidente da FAPESP.
O MoU assinado com
o Imperial College, com duração de cinco anos, prevê o investimento anual por
projeto selecionado de até 6 mil libras por parte do Imperial College,
contribuindo a FAPESP com valor equivalente em reais. O limite do desembolso
para os projetos selecionados em cada chamada de propostas é de 50 mil libras.
O MoU entre a
FAPESP e a Universidade de Manchester prevê um aporte anual de até 100 mil
libras divididos igualmente pelas duas instituições ao longo de cinco anos.
Os
dois documentos destacam o compromisso das instituições envolvidas em promover
a cooperação entre pesquisadores dos dois países por meio de reuniões
científicas de interesse mútuo e identificação de áreas para futura atuação
conjunta em projetos, que serão divulgadas em Chamadas de Propostas de
Pesquisa.
Roberto
Jaguaribe, embaixador brasileiro no Reino Unido, afirmou que “a cooperação em
ciência e tecnologia tem sido uma das razões pelas quais a relação entre Brasil
e o Reino Unido se intensificou tanto nos últimos dois a três anos, e isso se
deve à atuação da FAPESP”.
Cooperação
ampliada
A
FAPESP assinou em 2 de setembro um Acordo de Cooperação em Pesquisa com a
Universidade de Cambridge, também com o objetivo de promover a colaboração
bilateral e o desenvolvimento de projetos conjuntos entre cientistas ligados às
duas instituições.
As
atividades de implementação de projetos, organização de reuniões científicas e
intercâmbio serão desenvolvidas inicialmente na School of Biological Sciences,
da universidade.
Para
cada um dos projetos aprovados, a Universidade de Cambridge e a FAPESP
assumirão o financiamento de suas equipes de pesquisadores até o total de,
respectivamente, 30 mil libras esterlinas e seu equivalente em reais. O acordo
tem validade de três anos.
SEMINÁRIO DE ÉTICA E DIREITO ANIMAL
O Diversitas
- Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, da Faculdade
de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo
(FFLCH/USP), promove, nos dias 3 e 4 de outubro, o 7º Seminário de Ética e
Direito Animal: Biopolítica e a Condição Animal.
Pesquisadores
de diferentes universidades brasileiras ministrarão palestras sobre questões
relacionadas à exploração de animais e o seu uso pela sociedade. “A composição
de relações como invenção de modos de viver” e “Animais e Biopoder” são alguns
dos títulos das palestras.
O evento
será realizado no auditório da Casa da Cultura Japonesa, que fica na Avenida
Prof. Lineu Prestes, 159, na Cidade Universitária, em São Paulo. Detalhes: http://diversitas.fflch.usp.br/node/3518