Em tempo em que a internet é o motor de uma inteligência coletiva, em
rede, a Era do Conhecimento continua a trazer benefícios àqueles que transmitem
conhecimentos por meio do Colaborativismo. Compartilhar ideia, pensamentos e
aprendizados nunca antes fora tão útil para quem está formando o networking
profissional. Neste artigo serão abordadas a importância da contribuição
intelectual como forma de conectar pessoas à filosofia: visão, missão e
valores; e dicas de como utilizar ferramentas online e offline para o sucesso
das ações de relacionamentos.
Com o desenvolvimento tecnológico, novas dinâmicas estão surgindo a cada
dia nas relações humanas. E encontrar bons parceiros de negócios é um dos grandes
desafios de nossa década, já que as relações de trabalho e o dinheiro são
observados de maneira diferenciada pelas gerações digitais da atualidade.
Profissionais que utilizam ferramentas de Comunicação Social têm se beneficiado
no mundo dos relacionamentos. Mas como fazer isso?
A dica inicial é: ajude para ser ajudado! Se você é um especialista (ou
tem conhecimentos práticos e teóricos sobre) em algum tema, contribua com
profissionais que buscam resoluções para seus problemas, sugerindo caminhos (testados
e comprovados). Suas ideias podem valer bons relacionamentos – tanto no mundo
virtual quanto no mundo “presencial”. Vejamos dois exemplos.
Colaborativismo pela rede – A primeira dica é utilizar os recursos da
Internet para estabelecer conexões com públicos afins. Uma dessas ferramentas,
por exemplo, é oSabixão, uma comunidade virtual
crowdlearning, que oferece a troca de experiências via videoconferência. Criado
em 2012, o site está atraindo a atenção de estudantes, profissionais e pessoas
de diversos lugares do Brasil e do mundo que ensinam ou aprendem gratuitamente
sobre os mais variados temas: de artes a negócios. Quem não conseguir
acompanhar as aulas ao vivo pode assistir os vídeos gravados, que ficam
alocados no site.
Transmita conhecimentos pessoalmente – Fora do mundo virtual, um caminho
interessante para se conquistar parceiros de trabalho, através da troca de
informações e ideias, está na participação de eventos de relacionamentos. No
mercado de startups, por exemplo, um gestor que precisa criar um modelo de
empresa lucrativa – com alto potencial de crescimento, para gerar interesses em
investidores – deve formar um time diversificado, campeão. Para isto,
basicamente precisa encontrar um parceiro que fique responsável por TI; outro,
pelo campo Jurídico; outro, por Comunicação e Relacionamento. Composta a equipe
básica, o projeto já pode se tornar uma realização, saindo do papel.
O Circuito Startup é outro exemplo, uma boa
pedida para compartilhas ideias e buscar novos contatos. Trata-se de uma série
de eventos que acontecem pelo Brasil, com objetivo de estimular o
empreendedorismo de alto impacto, integrando pessoas, empresas e entidades
locais ou regionais. Nesses encontros de networking são conectam empreendedores,
investidores, incubadoras, aceleradoras de negócios, formadores de opinião das
mais diversas mídias e afins. Para aproveitar ao máximo essas experiências,
lembre-se de que o foco é contribuir mais do que recebe r. Leve sempre cartões
de visitas para trocá-los ao conhecer pessoas. Conecte-se ao maior número de
interessados possíveis e ajude-os a pensar em mecanismos para explorar de forma
criativa e inovadora seus projetos. É fundamental que esteja focado na área que
tem domínio, validando suas ideias com os interessados. Lembre-se de que se os
profissionais estão por lá é porque buscam stakeholders para compor sua cadeia
de negócios.
Por fim, se coloque à disposição para contribuir com os projetos afins e
tenha certeza de que estas ações de colaboração – sejam de forma virtual ou
pessoalmente – irão render boas trocas de ideias para criar, ampliar ou
melhorar seus projetos. O colaborativismo é a marca da década atual, e ajudar
para ser ajudado torna-se fundamental para o sucesso de seu empreendimento.
Afinal, como sabemos, gentileza gera gentileza! (Artigo encaminhado ao Adnews por
Thiago Ermano, jornalista e assessor de comunicação da Anunciattho Comunicação).
GERAÇÃOELÉTRICA ATRAVÉS DE FONTES
RENOVÁVEIS
O
projeto do "Consórcio de Geração
Elétrica através de Fontes Renováveis na América Latina"
organiza a Conferência Internacional REGSA-2014,
que será um fórum para a apresentação dos avanços tecnológicos e resultados de
pesquisas, reunindo pesquisadores em Energias Renováveis e Sustentabilidade.
ENEM: DICAS PARA
NÃO CAIR EM ARMADILHAS
A pouco menos de dois meses para o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem), alguns estudantes se preparam a todo vapor para a prova. Na
língua estrangeira, muitos vestibulandos optam pelo inglês. Denilso de Lima,
autor do livro Combinando Palavras em Inglês, da editora Elsevier, aponta os
tópicos nos quais os candidatos devem ter mais atenção.
“Atualmente os exames focam muito mais na interpretação de
texto. Portanto, desenvolver as habilidades de interpretação e compreensão de
texto é o mais recomendado. Decorar regras gramaticais e/ou palavras isoladas
não é o melhor caminho. É preciso adquirir um conhecimento mais completo de
como a língua é usada e como as regras e palavras se combinam para dar sentido
à mensagem”, disse.
Denilso também comentou as principais armadilhas da língua
inglesa no exame. “As “pegadinhas” costumam estar mais presente no uso dos
falsos cognatos. Por exemplo, a palavra “actually” significa “geralmente” e não
“atualmente”; a palavra “pretend” significa “fingir” e não “pretender”.
Portanto, o examinador pode usar esse tipo de coisa para
testar a capacidade de compreensão de texto do estudante. Para não cair nessas
armadilhas, o melhor a fazer é aprender o significado e uso correto das
palavras. Para isso, decorar o dicionário ou a simples tradução das palavras
não é o bastante. O estudante precisa saber como cada palavra se combina
naturalmente com a outra e como a gramática de uso de cada palavra ocorre de
modo natural em um texto”, explicou.
Para o especialista, é importante que o estudante esteja
envolvido com a língua naturalmente. “Para o Enem, o recomendado é a leitura de
textos. Mas, nada de ler textos complexos demais. O ideal é começar com textos
simples e então ir progredindo para os mais complicadinhos, por assim dizer.
Além disso, ao se deparar com um texto em inglês, recomendo
que o estudante utilize o seu conhecimento de mundo para ajudar na
interpretação do texto. Ou seja, muitas vezes o texto traz uma imagem, algumas
palavras (expressões) que são comuns ao candidato. A essas referências ele pode
acrescentar o seu conhecimento de mundo (o que ele sabe sobre aquilo); assim,
ele poderá construir um paralelo que ajudará a compreender melhor o texto na
língua inglesa. Há ainda outras dicas, mas essas aí são, ao meu ver
COMO
SERÃO AS VENDAS DAQUI A CINCO ANOS?
(Por Enio
Klein, gerente geral nas operações de vendas da SalesWays no Brasil e professor
nas disciplinas de Vendas e Marketing da Business School São Paulo)
- O que mais
deverá influenciar e modificar o ambiente de vendas para os próximos anos é a
mudança da abordagem, na forma e no método. Hoje, ela é baseada no princípio já
sedimentado de que venda no varejo é uma questão de manobrar o impulso do
cliente. Basta um vendedor educado, simpático e convincente para fazer a venda.
Em um cenário de alta concorrência, inclusive com o meio eletrônico da
internet, esta é uma "verdade" cada vez mais questionada e que já não
leva a resultados animadores.
Embora as vendas simples sejam realizadas, baseadas em
situações de perde-ganha em que as técnicas ou os métodos de venda são voltados
para quebrar objeções ou fechamento, há muitos produtos e serviços, como no
segmento de autopeças, por exemplo, que, ao serem comprados, exigem um
entendimento mais profundo.
O consumidor entra em uma loja para comprar um produto, mas
não sabe exatamente qual o melhor. Ele pode comprar em uma determinada loja ou
em outro concorrente qualquer ou até pela internet. Neste contexto, um
atendimento preciso, objetivo, que ajude o consumidor a resolver o que ele
precisa, é o que se espera do profissional de vendas.
O maior talento é estimular as compras através do
entendimento do perfil do cliente e não mais através de técnicas que “empurram”
a promoção ou que trabalham a insistência e não a argumentação. O atendimento
de vendas certamente poderá influenciar positivamente o comportamento de
compra, se o consumidor enxergar valor no conteúdo e posicionamento do
profissional que lhe atende.
As vendas com ciclo mais curto apresentam viés diferenciado
quanto ao processo de vender. Não são vendas que se fecham de uma forma
precipitada. Seja custo dos produtos ou serviços, seja pela complexidade
crescente dos mesmos ou por um uso particular e específico. Estas são, sem
dúvida, características de uma venda consultiva em que o relacionamento do
vendedor com o consumidor, assim como o seu conhecimento do produto ou serviço,
pode ser fundamental para que se conclua o negócio que, muitas vezes, leva até
mais tempo do que se imagina.
Resumindo, o atendimento de vendas, nesses casos, precisa
levar em consideração três fatores importantes: entender o comportamento do
cliente e o que exatamente ele está buscando na loja (a chamada investigação);
oferecer produtos e demonstrar como estes vão ao encontro à sua necessidade (a
chamada prova ou argumentação); e, por último, remover objeções com
argumentações consistentes (o chamado fechamento). Esta é a lição que a venda
no B2B, consultiva, pode dar ao varejo e é, a meu ver, a principal tendência
para as vendas nos próximos anos.
OS
POSSÍVEIS PREÇOS DOS NOVOS IPHONES
A Apple anunciou os novos modelos de iPhone, o 5C e o 5S, que
devem ser lançados no próximo dia 20 de setembro em países como Estados Unidos,
Canadá e Alemanha. Para o Brasil, no entanto, não há ainda uma data prevista,
mas a expectativa é que os produtos cheguem antes do natal.
Outra incógnita é o preço. Entretanto, o site Info,
da revista Info Exame, da Abril, publicou uma planilha com a estimativas de
preços das novidades da Apple para o Brasil.
|
iPhone
5S desbloqueado
|
Não
taxado
|
Taxado
|
Estimativa
|
|
16 GB
|
R$
1.518
|
R$
1.693
|
R$
2.299
|
|
32 GB
|
R$
1.752
|
R$
2.044
|
R$ 2.599
|
|
64 GB
|
R$
1.986
|
R$
2.395
|
R$
2.899
|
|
iPhone
5C desbloqueado
|
Não
taxado
|
Taxado
|
Estimativa
|
|
16 GB
|
R$
1.284
|
R$
1.342
|
R$
1.799
|
|
32 GB
|
R$
1.518
|
R$
1.693
|
R$
2.099
|
(Adnews)
SETOR DE TI PRECISA
DE INFORMAÇÕES COM PROFUNDIDADE
O Setor de Tecnologia da Informação possui uma série de
características próprias, que o diferenciam de todas as demais atividades
econômicas. Somando este fato com sua relativa ‘juventude’, não é de estranhar
que o volume de informação disponível sobre o próprio Setor seja bastante
limitado.
Eventualmente, essa ausência de informação acaba servindo
para que supostos formadores de opinião deem declarações que não encontram
respaldo na realidade, como foi dito recentemente por um instituto de pesquisa
que “empresas brasileiras não gostam de contratar fornecedores que não estejam
localizados em sua área geográfica local.
É a forma como os brasileiros fazem negócios, portanto você
precisa ter presença não apenas no país, mas a nível regional. Se você se
posicionar num raio de 500 km de São Paulo, então você está OK”.
A afirmação acima citada se opõe totalmente aos resultados do
Censo do Setor de TI desenvolvido pela Federação das Associações das Empresas
Brasileiras de Tecnologia da Informação – Assespro Nacional em 2012, que
revelou uma abrangência geográfica muito maior na atuação das empresas. São
Paulo e Rio de Janeiro, como maiores metrópoles do país, são as regiões que
mais recebem filiais de empresas de outros Estados, muitas vezes milhares de
quilômetros distantes. Empresas localizadas no Estado do Amazonas possuem
clientes no Rio Grande do Sul.
Outra fonte de informação disponível se origina na análise
das bases de dados oficiais. Por exemplo, a partir de dados de declarações de
impostos e sobre empregados, é possível obter dados sobre faturamento e emprego
no setor. Entretanto, estas informações são insuficientes para avaliar diversos
aspectos das empresas do Setor de TI, seja para formular benchmarking (processo
de comparação do desempenho) útil ao desenvolvimento das empresas ou avaliar a
implementação de políticas públicas para o Setor.
Foi essa realidade que levou a Assespro Nacional a lançar,
depois de quase dois anos de preparação, a primeira edição do Censo do Setor de
TI no ano de 2012. Porém, a entidade constatou que a mesma problemática existe
em praticamente todos os países do mundo. Nem mesmo nos mais desenvolvidos há
informação em profundidade sobre o Setor de TI.
Entretanto,
esta problemática não existe somente no Brasil. Até mesmo os países mais
desenvolvidos carecem de informações em profundidade sobre o Setor de TI, a
ponto de, na edição de 2013, o Censo do Setor de TI passar a abranger 19 países
filiados à ALETI (Federação das Associações dos países da América Latina,
Caribe, Espanha e Portugal), que pode ser respondida através do link: http://www.mbi.com.br/mbi/contatos/questionarios/2013-censo-aleti/.
Para tentar dissecar o marcado em toda a região, foram
abordados temas diversos, como a distribuição geográfica da atuação das
empresas, a oferta de produtos e serviços, as tecnologias adotadas, as
características dos clientes (quanto a porte, localização e atividade
econômica), os recursos humanos das empresas, os modelos de negócios
envolvidos, as atividades comerciais locais e internacionais, incluindo a
exportação, a atenção dada a temas como qualidade e propriedade intelectual, o
foco e/ou interesse em projetos de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento, as
fontes de capital financeiro utilizadas, entre vários outros.
A participação de todos é fundamental, pois somente desta
forma é possível desenvolver análises cruzadas entre os temas cobertos, além de
análises comparativas por país ou regionais. A iniciativa permite, ainda,
autorizar o uso das informações sobre ofertas de produtos e serviços, e os
mercados onde atuam, para a geração de oportunidades de negócios.
Além de gerar informação sobre o Setor de TI, as pesquisas
devem ser estruturadas de forma a possibilitar o desenvolvimento de alianças
comerciais e a criação de uma política de desenvolvimento de projetos de
P&D em cooperação internacional. Como dizem os ditados populares “a união
faz a força”, e iniciativas como esta são provas de que a cooperação e o
associativismo voluntário trazem benefícios para todos.
Participe
já, acessando http://assespro.org.br/biblioteca/dados-mercado/2013-censo-aleti-do-setor-de-tic/.
Obrigado! (Texto de Roberto
Carlos Mayer (rocmayer@mbi.com.br) é diretor da MBI (http://www.mbi.com.br),
vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e presidente da ALETI
(Federação das Entidades de TI da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha
GLOBO:
UMA SENHORA RICA E AUSTERA
Nos últimos meses a Globo tem realizado significativas mudanças em seus
cargos de gestão, tanto sob o aspecto de negócios, como de conteúdo, com
destaque para a contratação de Sérgio Valente.
Entretanto, pelo menos até o momento, poucas mudanças de grade, produção
e conteúdo são realmente visíveis. Entretanto, de acordo com a coluna Outro
Canal, escrita pela jornalista Keila Jimenez, uma pesquisa realizada pela
própria emissora pode ser responsável por novas mudanças.
Segundo a apuração da Folha, entre as maiores constatações estão o maior
interesse do público em experimentar a TV por assinatura e a percepção dos
jovens, que enxergam a Globo como uma “senhora rica, elegante e austera, sem
muitas novidades”.
Cabe lembrar que a Globo tomou a decisão de não utilizar mais o Facebook
para promover conteúdo e conversar com o seu público. Entretanto, o jovem é o
maior target da rede social, que por sua vez, é o maior canal deste grupo. A
emissora vai precisar rever suas estratégias para estreitar os laços com os
telespectadores mais novos. (Admais, com informações da coluna Outro
Canal)
COMEÇAM
OS PREPARATIVOS PARA A EXPOFOREST 2014
A comissão organizadora da Expoforest
2014 – Feira Florestal Brasileira, esteve na
área de 130 hectares de Eucalipto clonal da IP (International Paper), em Mogi Guaçu (SP).
A comissão
acompanhou o início da preparação das áreas de estacionamento, estática e
dinâmica de silvicultura, além da abertura da trilha na área de dinâmica de
colheita, transporte e biomassa.
Até o momento, as árvores já estão cortadas e em
breve será iniciada a regularização com terraplanagem. Algumas empresas
expositoras (ATX Pneus, Basf, CBI do Brasil,Husqvarna, Komatsu
Forest, Ponsse, Stihl) foram até o local
para conhecer suas áreas e também planejar os espaços e atividades para a feira
de negócios. Nove meses antes da feira, 122 empresas já estão confirmadas
para a Expoforest 2014. Na primeira edição foram 128.
O evento acontecerá entre os dias 21 e 23 de maio de 20l4, e faz parte da programação da terceira Semana
Florestal Brasileira. De acordo com
a organização da feira, os visitantes terão acesso a novas tecnologias,
equipamentos, máquinas e serviços para a produção de florestas plantadas.
A Expoforest faz parte do calendário oficial da
Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf)
e também se tornou membro da Forestry Demo Fairs (FDF),
rede internacional de feiras dinâmicas que garante segurança nos eventos e
nível de qualidade para visitantes e expositores. As maiores feiras
florestaismundiais, como a Elmia
(Suécia), KWF Tagung (Alemanha), Euroforest (França), Eko-Las (Polônia) também
fazem parte da mesma rede.(Promoview)
ASFALTO, UMA DAS
PRINCIPAIS FONTES DE DESCONFORTO TÉRMICO
A
sensação de calor sentida nos dias mais quentes em diversas cidades brasileiras
deve-se a um conjunto de fatores, como poluição, falta de áreas e verdes
e também pelo tipo de pavimentação predominante nas cidades brasileiras: o
asfalto.
Segundo
pesquisa realizada pelo Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP
(Escola Superior de Agricultura Luiz, Queiroz da Universidade de São Paulo),
que estudou o papel do asfalto no desconforto térmico sentido pelos moradores
da cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, nos dias mais quentes, a
pavimentação com asfalto corresponde à área mais baixa da cidade, justamente a
responsável por transmitir o calor para todas as camadas de ar, o que causa o
já mencionado desconforto térmico a toda a população.
O
estudo foi baseado em fotos feitas com uma câmera termal em voos noturnos sobre
a cidade, o que atestou que o asfalto pode “segurar” o calor até às 20h30. Os
pesquisadores afirmam que essas fotos demonstraram que as ruas estão mais
quentes no horário noturno que outras superfícies, como prédios, muros e
telhados, que estão mais distantes das pessoas.
O
que poderia combater o extremo calor nas cidades é adotar, em algumas áreas, a
pavimentação com outros pisos, como os paralelepípedos ou os pisos
intertravados, que não absorvem o calor e consequentemente não tornariam as
noites tão quentes.
“Esses
pavimentos reduzem os impactos climáticos naturais, devido a sua alta
capacidade de drenagem, que permite a infiltração da água da chuva, facilitando
seu escoamento e evitando as enchentes nas grandes cidades, além é claro de
contribuir para que as temperaturas não sejam tão elevadas. Já o asfalto impede
a drenagem da água, além de provocar um aquecimento da temperatura”, comenta o
engenheiro Claudio Castro, consultor técnico da Tecpar Pavimentação Ecológica.
Ele
explica que o paralelepípedo pode ser utilizado em ruas periféricas, postos de
combustíveis, pátios industriais, condomínios, loteamentos e em locais que não
necessitem de um monitoramento frequente das condições do pavimento. “Eu optei
por trabalhar com o paralelepípedo justamente pelas vantagens que ele apresenta
em relação a outros pavimentos.
Ele
tem alta durabilidade e, além disso, é resistente, de fácil colocação e
manuseio e não tem um processo de industrialização de alto impacto ambiental
com o asfalto”, conta.
Já o
piso intertravado tem como uma de suas vantagens a capacidade de poupar energia
elétrica, pois aumenta a reflexão da luz em até 30% devido à sua coloração
clara, permitindo a economia de energia das vias públicas.
“Com
sua fabricação feita em blocos pré-moldados, o piso intertravado também é um
aliado na economia de recursos, pois sua fácil instalação e manutenção gerando,
também, uma economia de tempo. Além do mais, do ponto de vista arquitetônico,
as formas e cores deste tipo de piso compõem uma paisagem mais harmoniosa e
bonita, deixando as cidades mais modernas e mudando a cara de praças e outros
locais com grande movimentação de pedestres”, comenta o consultor da Tecpar.
Além
do mais, o estudo da ESALQ/USP aponta que a arborização das ruas também é uma
alternativa, uma vez que ela impede que o calor chegue ao asfalto, ou investir
em espaços como parques e canteiros alargados. Coberturas verdes para telhados
e topos de prédios, e jardins verticais para paredes também são alternativas
para a redução do desconforto térmico causado pelo asfalto.
Por
isso, Claudio de Castro conclui: “A adoção desse conjunto de medidas certamente
traz benefícios para toda população. Com relação ao tipo de pavimentação, a
necessidade de cada pavimento dependerá das circunstâncias em que será
aplicado.
Se
for para tráfego rápido e fluidez no trânsito ainda prevalece o asfalto. Caso
contrário, onde o intuito seja assegurar o pedestre e diminuir a velocidade dos
veículos, assim como não prejudicar a permeabilidade do solo nem o meio
ambiente, então se recomenda o paralelepípedo, sem dúvida”.
A
Tecpar Pavimentação Ecológica realiza serviços de pavimentação com paralelepípedo,
pisos intertravado, saneamento e construção de muros de pedra. Com pedreira
própria e através de parcerias com fornecedores, a empresa atua desde o
fornecimento de materiais até a finalização da obra, oferecendo um serviço
completo para loteamentos, condomínios, indústrias, postos de combustíveis,
transportadores e prefeituras.
Com
uma equipe formada por profissionais experientes e especializados, a Tecpar tem
em seu currículo a realização de obras para empresas de representatividade
nacional, como Rede Graal, Sabesp, Rede Frango Assado, BR Assessoria e
Construções, Prazzo Engenharia, Unimed, entre outras grandes empresas.
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O PAPEL DA EMBALAGEM NA
ESCOLHA PELO CONSUMIDOR
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Em
meio a um universo de embalagens coloridas e bonitas, sempre há aquela que se
destaca aos olhos do consumidor – seja por um formato inovador, cores
diferenciadas ou algum outro item que se difere dos demais. Cerca de 18 mil
novos produtos chegam ao mercado nacional anualmente, e em sua maioria não
aparecem em comerciais ou mídias alternativas, portanto contam somente com
sua boa apresentação para conquistar o cliente. Como o
contato visual acontece muito rápido, é preciso que a embalagem do produto atraia
a atenção, desperte o interesse e o desejo, mostre a qualidade e a
identidade da marca e vença os concorrentes em poucos segundos. Com
tudo isso, o mercado de design de embalagens vem crescendo e se aprimorando
nos últimos anos, tornando-se mais minucioso, aprimorando os detalhes que
fazem a diferença na escolha final.
Com
a crescente demanda de produtos similares nas prateleiras, o fator de
escolha muitas vezes é decidido pelo design, afinal no primeiro momento
as pessoas são muito mais ligadas à aparência do que estão adquirindo, ainda
mais quando se trata de um lançamento. Em entrevista para o Blog Pack, Zilda
Knoploch, CEO da Stratégir-Enfoque e especialista no assunto, explica
que uma embalagem vitoriosa possui três vidas: uma pública, uma privada e,
por fim, uma cidadã. A vida pública acontece quando ela ainda está na
gôndola, onde precisa gerar impacto em meio aos produtos de sua categoria.
“Ela tem que ser vista, se não é vista, não é considerada na escolha. E tem
que gerar preferência versus às demais. Como? Sua proposta deve ser clara,
sua diferenciação, evidente”, conta.
A
vida privada acontece quando o produto é adquirido e consumido. “Neste
momento entram em cena questões como funcionalidade, encaixe perfeito na vida
do consumidor (na geladeira, na mesa, na lancheira, seja quais forem o
ambiente e momento de consumo)”, explica. Por fim, a última vida é a cidadã,
onde entram aspectos do reaproveitamento da embalagem. Os
consumidores também levam esse último item muito em conta. Com a sustentabilidade
e preocupações com o meio ambiente cada vez mais evidente, eles
precisam saber se a embalagem é sustentável, qual impacto que ela causa à
natureza, se pode ser reciclada ou reaproveitada de alguma forma. Mais
que produtos saudáveis, as pessoas querem comprar bem-estar, e isso acontece
quando essa relação estende-se ao simples consumo do produto.
Acompanhando
essas mudanças no mercado e já conhecida por sua grande responsabilidade
ambiental, a C-Pack, empresa catarinense de embalagens e reconhecida por seu
engajamento no mercado de embalagens flexíveis, implementou uma inovadora
tecnologia em pré-impressão de tubos. Além de economizar 20% do
tempo de produção e não fazer uso de produtos químicos durante o seu
processo, a tecnologia de gravação do Clichê a Laser permite decorar os
produtos com qualidade de imagem fotográfica. O processo de gravação decora
imagens com 200 pontos por cm² a mais do que impressões tradicionais,
garantindo uma qualidade muito superior inclusive em textos menores ou traços
de decoração mais detalhados. “Essa inovação apresenta vantagens no
processo e qualidade de produção, além de agilidade no atendimento e
modernização do processo de gravação, que possui cunho ambiental”, destaca
José Maurício Coelho, Chief Operating Officer da C-Pack. A meta da empresa é
implementar a nova tecnologia em toda a sua produção no período de um ano.
Detalhes fazem a diferença
Na
prática, fatores como praticidade e responsabilidade com o meio ambiente são
determinantes para os consumidores escolherem por um novo produto. “A
destinação da embalagem faz toda a diferença. Já escolhi produtos por saber
que a embalagem era ecologicamente correta, que não faria mal ao meio
ambiente ou que poderia ser reutilizada de alguma forma. A praticidade também
é levada muito em conta. Eu prefiro pagar um pouco a mais por um produto que
tenha uma embalagem mais prática, com uma tampa funcional, por exemplo, do
que levar um produto mais em conta, mas que faça com que eu acabe me
desgastando na hora de fazer seu uso”, conta Júlio Roberto Peralta, Chief
Executive Officer (CEO) da empresa Andes Brasil.
A
procura por sustentabilidade já caiu mesmo na graça dos cidadãos. Segundo
pesquisa divulgada pela empresa Nielsen, 46% dos brasileiros pagariam mais
por produtos e serviços que venham de empresas com programas sustentáveis.
Esse índice é ainda maior em toda a América Latina, com total de 77% de
consumidores com preferência por alternativas que não agridam ao meio
ambiente. Consultora da empresa Natura na Grande Florianópolis (SC), Marilane
de Quadra faz parte desse índice. Fiel aos produtos que utiliza, destaca
empresas que trabalham com essa consciência ambiental e praticidade. “Só mudo
de produto quando a embalagem me fornece algo a mais, como algum tipo de reaproveitamento.
Mas me chamam muito a atenção empresas que preocupam-se com a
sustentabilidade. Trabalho numa empresa que é muito preocupada com isso, e
acaba servindo de exemplo para os consumidores. Uma companhia que se
mostra amiga do meio ambiente com certeza ganha pontos comigo”, destaca.
Para
a catarinense C-Pack, trabalhar com essas alternativas sempre foi o conceito
da empresa. Há 10 anos no mercado, a fabricante é exemplo para o Brasil
devido às suas soluções implementadas, tanto na infraestrutura, quanto nos
seus produtos. A empresa foi à primeira no mundo a lançar o tubo de
plástico flexível produzido a partir de matéria-prima 100% renovável.
O
PE Verde, como foi batizado pela Braskem, não utiliza o comum polietileno,
derivado do petróleo, mas a cana-de-açúcar como sua principal matéria-prima.
Além do PE Verde atender à quase todas as demandas do mercado, com
possibilidade de envase de qualquer produto das áreas cosmética,
farmacêutica, industrial e alimentícia, ele ainda conta com uma matéria-prima
que causa impacto ambiental muito menor em relação ao petróleo. O Brasil tem
22% das terras aráveis do mundo. A cana-de-açúcar é cultivada,
principalmente, no Sudeste brasileiro e a produção para o PE Verde utiliza
somente 1% dessa área.
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O USO DA TECNOLOGIA PARA
SIMPLIFICAR TAREFAS E FAZER REGISTROS |
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Diários do bebê, filmes fotográficos com 12, 24 ou 36 poses,
álbuns de fotografias com a data marcada à caneta no avesso da foto, fitas
VHS com registro dos melhores momentos: assim funcionavam os pais da década
de 90, até mesmo em meados dos anos 2000, quando o mundo digital começou a se
popularizar e, consequentemente, a forma de registrar os momentos em família
mudou também. Hoje, com a explosão dos smartphones, tablets, câmeras digitais
e internet móvel, é muito mais fácil não deixar passar nenhum registro dos
filhotes. Pais e mães corujas registram e compartilham o crescimento de seus
filhos, cada gracinha feita, cada nova descoberta ou momentos engraçados, que
muitas vezes até acabam virando hits na internet.
Além dos registros e da substituição dos álbuns físicos por
fotografias digitais, as novas tecnologias tem muito mais a oferecer,
auxiliando todos os tipos de pais: os corujas, de primeira viagem,
desorganizados ou super protetores. Inspirado com o nascimento da
filha, Anderson Gomes, da agência digital AgWeb+, percebeu a necessidade de criar um aplicativo que
simplificasse todas as tarefas mais procuradas pelos pais, além de auxiliar
de uma maneira bem prática a organizar os registros e lembretes. Assim, em
abril deste ano, surgiu o Daily Baby, diário digital completo e gratuito, com funções que vão
desde a interação e registros, até a possibilidade de cadastrar todos os
dados fornecidos pelo pediatra e emitir lembretes de vacinas, remédios, e
outras funções médicas. O aplicativo fez tanto sucesso que em menos de
três meses após o lançamento já contava com mais de mil usuários
cadastrados.
A grande procura impulsionou Anderson a criar também a
versão Mobile, disponível para o sistema iOS, mas com projetos também para outros sistemas em
andamento. A nova versão, além de possuir todas as facilidades do aplicativo
padrão, ainda é mais dinâmica e apresenta todos os itens na palma da mão do
usuário. Essa visão de Gomes e sua equipe chamou a atenção do Startup SC, promovido pelo Sebrae/SC, que seleciona 20 projetos
inovadores para realizar um curso especial voltado para área, com duração de
quatro meses. Anderson, que já iniciou o curso, participa de workshops, palestras, oficinas e outras atividades, tudo para
fomentar e implementar a ideia que já é sucesso.
Mercado de aplicativos em expansão
Criativos, os brasileiro já movimentam o mercado de
produção de aplicativos (apps) para smartphones e tablets. O país cresceu 83%
nesse segmento no último ano, ficando em 6º lugar entre 30 países analisados
pela empresa Distimo. O Brasil é também o primeiro lugar na América
Latina, superando o México, que obteve um crescimento equivalente a
63%. Segundo índices das consultorias MarketsandMarkets e Forrester
Research, o mercado movimentou 6,8 bilhões de dólares em 2011 e possui uma
projeção entre US$ 25 bilhões e 38 bilhões até 2015.
Por ser de fácil acesso – qualquer pessoa pode, a princípio,
desenvolver um aplicativo, basta ter criatividade e conhecimento na
ferramenta – o número de produtos lançados é muito grande. Mas, não basta ter
uma boa ideia e não saber implementa-la. Para se ter uma ideia, dos cerca de
700 mil aplicativos presentes na App Store, 60% nunca foram
baixados. Desses, somente 2 mil aplicativos tiveram resultados
relevantes. Para sobreviver nesse mercado é preciso ter visão de
negócio e estar bem ciente do público alvo que quer atingir.
Anderson Gomes acredita que a facilidade e a qualidade das
informações entregues aos pais foi crucial para que seu projeto atingisse
tantos usuários em tão pouco tempo. “Pensamos em um sistema onde os pais
pudessem não só registrar os melhores momentos da vida de seus filhos, mas
algo que ajude também na criação e no dia a dia dos pais, porque sabemos que
principalmente o primeiro ano deles é muito cansativo. O maior diferencial do
Daily Baby é facilitar e ajudar as mamães de uma forma mais completa, com
riqueza nas informações, como parâmetros do desenvolvimento do bebê através
do calculo de peso x altura”, explica Anderson.
Inovar e ser diferente são a receita para que uma ideia
emplaque. Anderson Gomes conseguiu juntar diversão e interação com
funcionalidades práticas para o dia-a-dia, fazendo com que o aplicativo não
ficasse somente na categoria de diversão, mas que se transformasse em uma
ferramenta de uso diário. “Salientamos também a funcionalidade que ajuda os
pais a ministrarem a medicação que a criança deve tomar, avisando a hora da
medicação conforme a receita médica. A ideia surgiu quando minha esposa
engravidou, mas só resolvi desenvolver um sistema de fato depois que o diário
da minha pequena fez muito sucesso e foi cada vez mais solicitado”, conta
Anderson.
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TRANSFORMANDO A COMUNICAÇÃO
CIENTÍFICA
(Texto de Karina Toledo, de Caxambu, distribuído
pela Agência FAPESP) –
Tornar os resultados das pesquisas realizadas acessíveis ao maior número
de pessoas – no menor tempo possível – e deixar a comunidade científica
julgar a relevância do artigo após sua publicação. Essa ideia inovadora norteou
a criação da revista PLoS One, em 2006, e vem transformando a comunicação
científica em todo o mundo.
A avaliação foi feita
por Eric Martens, editor sênior do periódico, durante conferência apresentada
na 28ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental
(FeSBE), realizada em Caxambu (MG) entre os dias 21 e 24 de agosto.
De acordo com Martens,
em 2012 a PLoS One publicou 24 mil artigos, com uma taxa de
aceitação de 70%. Em média, 200 submissões são recebidas e 140 trabalhos são
publicados diariamente.
“Enquanto muitas
revistas rejeitam até 90% dos artigos submetidos para elevar seu fator de
impacto, a PLoS One tem uma filosofia única: todas as
pesquisas consistentes do ponto de vista ético e científico, que contribuem de
alguma forma para o conhecimento de uma determinada área, devem ser publicadas
e ter acesso livre. Não rejeitamos um artigo com base em seu suposto impacto”,
disse Martens.
Como a PLoS
One se propõe a divulgar pesquisas de todos os campos da ciência e da
medicina, não há risco de um artigo, fruto de trabalho interdisciplinar, ser
rejeitado por não se encaixar no escopo de uma determinada área de estudo.
Também são bem-vindas as pesquisas com resultados negativos, ou seja, que não
comprovam a hipótese inicialmente proposta.
“Há áreas com poucas
opções de periódicos de acesso livre, como Paleontologia. A PLoS One é
uma boa opção nesses casos”, disse Martens.
O editor, no entanto,
ressalta que há critérios que precisam ser atendidos para o trabalho ser
aceito. Além de não ter sido publicado anteriormente e de apresentar um
conhecimento novo para a área, precisa contar com experimentos, estatísticas e
análises de alto nível técnico. Todos os dados devem ser descritos com um grau
de detalhamento que permita sua reprodução por qualquer interessado.
As conclusões devem
estar apresentadas de forma adequada e serem amparadas pelos dados obtidos nos
experimentos e análises. O artigo precisa estar escrito de forma inteligível,
de acordo com o padrão da língua inglesa. A pesquisa deve seguir o padrão
internacional de ética e de integridade em pesquisa.
Segundo Martens, os
motivos para a rejeição de um artigo na PLoS One geralmente
estão relacionados a problemas fundamentais de metodologia ou de interpretação
dos resultados. “Fatores como experimentos mal desenhados, amostras
insuficientes, falta de força estatística nos resultados ou técnica
inapropriada de análise”, exemplificou.
Além da equipe da
revista, participam do processo de revisão – que dura em média 40 dias – os
chamados editores acadêmicos, especialistas de diversas áreas que atuam como
colaboradores fixos. Eles decidem se há ou não necessidade de revisores
externos.
“Para garantir a
transparência do processo, a carta de aceitação ou rejeição de um artigo é
sempre assinada pelo editor acadêmico responsável e essa informação também é
publicada. Os revisores externos também são encorajados a assinar a avaliação”,
contou Martens.
O modelo de
julgamento com base na consistência da pesquisa e não no seu impacto tem se
mostrado bem-sucedido, na avaliação de Martens. Mas há, segundo ele, uma série
de ferramentas cruciais para que funcione. O site da revista oferece, por
exemplo, uma seção de comentários e uma série de indicadores que revelam
quantas vezes o artigo foi acessado e citado, com gráficos que mostram sua
evolução ao longo do tempo.
Além disso, o alcance
do trabalho entre o público geral é medido pelo número de vezes que ele foi
compartilhado em blogs e redes sociais.
“Acreditamos que esse
modelo de métrica individual seja uma boa alternativa ao modelo de fator de
impacto baseado na revista. Isso está mudando a forma como as pessoas pensam e
avaliam a pesquisa científica”, avaliou.
O problema com o
conceito de fator de impacto, segundo Martens, é o fato de estar baseado na
média do número de citações que os artigos de uma revista receberam em um
determinado período – o que mascara as variações existentes dentro de cada
periódico.
“A Nature,
por exemplo, tem um fator de impacto superior a 30. Mas se você analisa a
distribuição das citações da revista verá que é altamente variável. Há alguns
artigos que tiveram muito impacto e são citados até hoje, como o do Projeto
Genoma Humano. E há outros que foram citados apenas uma ou duas vezes ao longo
de sua história”, afirmou.
Modelo de sucesso
Para que um periódico
seja considerado verdadeiramente de acesso livre (open access), dois
critérios precisam ser atendidos: o conteúdo precisa estar disponível
gratuitamente na internet, sem exigência de cadastro ou assinatura, e os
leitores devem ter permissão do copyright para republicar ou
reusar o conteúdo como quiserem. A única condição é a atribuição do trabalho
aos autores e editores.
Na avaliação de
Martens, esse modelo tem se mostrado bem-sucedido e está crescendo rapidamente,
impulsionado principalmente por instituições como a Comissão Europeia, os
Conselhos de Pesquisa do Reino Unido, o National Institutes of Health (NIH),
dos Estados Unidos, e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco).
“Esses órgãos
determinaram que toda a pesquisa que financiam deve ser de acesso livre.
Algumas importantes universidades também já adotaram políticas para incentivar
a prática, como Harvard, Columbia, Duke, Princeton, Stanford e MIT [Massachusetts
Institute of Technology]”, disse.
Martens, no entanto,
reconhece que atualmente o custo de publicação para os que optam pelo modelo
“open acess” recai sobre o pesquisador. No caso da PLoS One, é
preciso desembolsar cerca de US$ 1,3 mil para cada artigo. Nas revistas em que
a taxa de rejeição é maior, o custo de publicação também costuma ser mais
elevado.
“Queremos chegar ao ponto em que
as instituições que financiam as pesquisas entendam que tornar seus resultados
acessíveis de forma livre é parte essencial do processo e assumam esse custo”,
defendeu.
NOKIA ALFINETA
APPLE
A Nokia mal esperou o fim do anúncio da Apple hoje e aproveitou a
ocasião para "alfinetar" a concorrente.
No Twitter e Facebook, a marca finlandesa postou uma foto de aparelhos
da linha Lumia acompanhados da seguinte frase: “Obrigada, Apple. Imitação é a
melhor forma de elogio”. A postagem foi uma menção indireta ao iPhone 5C, nova
versão disponível em cinco cores e com interface acompanhando a cor do
aparelho.
Em menos de uma hora, o post no Twitter ganhou 11 mil retuítes e
despertou reações diversas: alguns usuários discordando, enquanto outros
afirmavam que celulares coloridos não são exclusividade de nenhum fabricante.
Passado algum tempo, a Nokia publicou outra provocação. Desta vez, uma
imagem do protagonista da série Breaking Bad, Walter White, seguida de outra
cutucada que estava relacionada à versão dourada do iPhone 5S. "Gângsters
de verdade não usam celulares dourados”. (Redação Adnews)
CONSEQUÊNCIAS DAS
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
(Textos de Noêmia Lopes, distribuído pela Agência
FAPESP) – O aumento das temperaturas e as mudanças
no regime de chuvas previstos para ocorrer nas várias regiões do Brasil em
decorrência do aquecimento global poderão afetar bastante a agricultura do
país. Culturas como feijão, soja, trigo e milho serão especialmente impactadas,
apontam estudos da Rede Brasileira de Pesquisa e Mudanças Climáticas Globais
(Rede Clima).
A partir do
cruzamento de modelos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e de modelos regionais brasileiros,
pesquisadores da Rede Clima analisam o impacto das mudanças climáticas
sobre as áreas de cultivo nacionais.
Tomando
como base os hectares cultivados em 2009 e se mantidas as atuais condições de
produção, as projeções para 2030 apontam grandes reduções de área, tanto nos
prognósticos pessimistas como nos cenários mais otimistas. Para o feijão, a
queda vai de 54,5% a 69,7%. Para a soja, a redução é estimada de 15% a 28%.
Trigo, de 20% a 31,2%. Milho, de 7% a 22%. Arroz, de 9,1% a 9,9%. E algodão, de
4,6% a 4,9%.
As
diferentes variedades do feijão necessitam de condições climáticas
particulares. Com isso, o cultivo, feito em até quatro safras por ano, é mais
suscetível às variações de temperatura e precipitação. Contornar tal redução
dependerá, portanto, de modificações em termos de produção e do investimento em
variedades capazes de se adaptar às novas condições de cada local.
Os números
foram apresentados na terça-feira (10/09), durante a 1ª Conferência Nacional de
Mudanças Climáticas Globais (Conclima). Organizado pela FAPESP e promovido com
a Rede Clima e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças
Climáticas (INCT-MC), o eventoocorre
até a próxima sexta-feira (13/09), no Espaço Apas, em São Paulo.
“Nossos
esforços vão no sentido de produzir aplicações a partir de uma pesquisa base.
Ou seja, buscar soluções para adaptação e mitigação dos efeitos do aquecimento
global na agricultura. Com o estudo sobre áreas cultivadas, temos agora uma
lista de municípios com maior e menor risco de serem afetados por mudanças
climáticas, um importante instrumento para pesquisa e tomadas de decisão”,
afirmou Hilton Silveira Pinto, coordenador da sub-rede Agricultura e
pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no segundo dia do
Conclima.
De acordo
com Silveira Pinto, os trabalhos do grupo em geral são encaminhados diretamente
às instâncias governamentais, em especial por meio da Embrapa Informática
Agropecuária (Embrapa/CNPTIA), instituição coordenadora da sub-rede Agricultura.
Outra
frente de atuação da equipe é a Simulação de Cenários Agrícolas Futuros
(SCenAgri), que traça prognósticos para as próximas décadas considerando o
aumento de temperatura, o regime de chuvas e a demanda climática de cada
cultura.
“O café,
por exemplo, precisa de 18 ºC a 22 ºC de média anual. Fora dessa janela, a
cultura não se desenvolve. Passamos essas informações para o computador e
simulamos diferentes cenários”, disse Silveira Pinto.
O SCenAgri
conta hoje com campos de plantio de 19 culturas, 3.313 estações de chuva com
dados diários, 23 modelos globais e três modelos regionais de projeções
climáticas
Também há
estudos com injeção de carbono na atmosfera, para verificar a resposta de
plantações em uma superfície controlada, e treinamentos com modelos
agrometeorológicos para pesquisas em produtividade nas condições atuais e
futuras.
As
apresentações realizadas durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças
Climáticas Globais e mais informações sobre o evento estão disponíveis em: www.fapesp.br/conclima.
OPORTUNIDADES
. O
Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) está com inscrições
abertas, até 20 de setembro, para o concurso que visa preencher cinco vagas de
professor doutor.
Para a área
de Teoria Econômica são oferecidas quatro vagas; a outra vaga é destinada
aos candidatos cuja área de conhecimento esteja relacionada à Sociologia
Econômica.
Os
aprovados no concurso serão contratados em regime de dedicação integral à
docência e à pesquisa (RDIDP), receberão salário de R$ 9.184,94 e ficarão
obrigados a manter vínculo empregatício exclusivo com a USP, sendo vedado o
exercício de outra atividade pública ou privada.
O concurso
será realizado em duas fases. Na primeira, composta por uma prova escrita, o
candidato tem de obter nota maior que sete para ser classificado. A prova terá
duração de cinco horas e será baseada em um dos dez pontos do programa do
concurso que será sorteado pela comissão.
A segunda
fase inclui o julgamento do memorial com aplicação da prova pública de arguição
e a prova didática. A comissão julgará os seguintes pontos do memorial:
produção científica, literária, filosófica ou artística; atividade didática
universitária; atividades relacionadas à prestação de serviços à comunidade;
atividades profissionais, ou outras, quando for o caso, e diplomas e outras
distinções universitárias.
Na prova
didática, o candidato deverá ministrar uma aula de graduação, com duração de 40
a 60 minutos, sobre o programa da área de conhecimento correspondente ao cargo
e poderá utilizar o material didático que achar necessário.
As
inscrições devem ser feitas pessoalmente (ou por meio de procuração)
diretamente na Assistência Acadêmica da faculdade, situada na Avenida Prof.
Luciano Gualberto, 908, prédio FEA-1, ala A, sala 106, Cidade Universitária,
São Paulo. Mais informações:www.fea.usp.br/feaecon/departamento.php?i=5
. CIEE
RECRUTA ESTUDANTES PARA 39 VAGAS DE ESTÁGIO EM CONSTRUÇÃO CIVIL NA CAPITAL
PAULISTA
- O CIEE está recrutando estudantes a partir do 4º semestre dos cursos de
arquitetura, engenharia civil e tecnologia em construção civil para 39 vagas de
estágio, na capital paulista.
Os selecionados atuarão em escritórios de engenharia e empreendimentos, em segmentos da indústria, em empresas de importação e exportação, consultorias, instituições financeiras e órgãos públicos.
O valor de bolsa-auxílio varia de R$670 a R$1.200, para jornada diária de seis horas. As empresas oferecem vale-refeição, além dos benefícios previstos em lei, como recesso remunerado, auxílio transporte ou reembolso combustível, em alguns casos. A maioria solicita conhecimentos de Auto Cad e de inglês nível básico.
As inscrições gratuitas devem ser realizadas, preferencialmente, das 8:00 às 17:00, no Prédio-Escola CIEE Centro (Rua Maria Paula, 212) ou no Atendimento ao Estudante (Rua Tabapuã, 516, no bairro do Itaim Bibi), levando RG e CPF, ou ainda, pelo site www.ciee.org.br. (Fontes: Jacyra Octaviano (jacyra@cieesp.org.br) e Roberto Mattus (roberto_mattus@cieesp.org.br) | Comunicação Corporativa CIEE-SP | Portal da Propaganda)
Os selecionados atuarão em escritórios de engenharia e empreendimentos, em segmentos da indústria, em empresas de importação e exportação, consultorias, instituições financeiras e órgãos públicos.
O valor de bolsa-auxílio varia de R$670 a R$1.200, para jornada diária de seis horas. As empresas oferecem vale-refeição, além dos benefícios previstos em lei, como recesso remunerado, auxílio transporte ou reembolso combustível, em alguns casos. A maioria solicita conhecimentos de Auto Cad e de inglês nível básico.
As inscrições gratuitas devem ser realizadas, preferencialmente, das 8:00 às 17:00, no Prédio-Escola CIEE Centro (Rua Maria Paula, 212) ou no Atendimento ao Estudante (Rua Tabapuã, 516, no bairro do Itaim Bibi), levando RG e CPF, ou ainda, pelo site www.ciee.org.br. (Fontes: Jacyra Octaviano (jacyra@cieesp.org.br) e Roberto Mattus (roberto_mattus@cieesp.org.br) | Comunicação Corporativa CIEE-SP | Portal da Propaganda)
PRÊMIO
CONSTRUINDO A IGUALDADE DE GÊNERO
Abertas,
até dia 30, as inscrições para a nona
edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero.
O concurso
é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Educação
(MEC) e da ONU Mulheres e premia redações, artigos científicos e projetos
pedagógicos na área das relações de gênero, mulheres e feminismo.
Com o
objetivo de incentivar a reflexão crítica e a pesquisa acerca das desigualdades
entre homens e mulheres, o evento premiará as melhores produções relacionadas à
situação da mulher no país.
Os
candidatos podem se inscrever em uma das cinco categorias disponíveis no
concurso: mestre e estudante de doutorado; graduado, especialista e estudante
de mestrado; estudante de graduação; estudante do ensino médio; e escola
promotora da igualdade de gênero.
Aos
candidatos da categoria mestre e estudante de doutorado é exigida a produção de
um artigo científico de 20 a 30 páginas; os autores dos dois melhores textos
receberão R$ 10 mil mais uma bolsa de doutorado no país.
Os dois
vencedores da categoria graduado, especialista e estudante de mestrado
receberão R$ 8 mil e uma bolsa de mestrado no país. Os artigos científicos,
neste caso, devem ter de 15 a 20 páginas.
Os artigos
científicos da categoria estudantes de graduação devem ter de 10 a 15 páginas e
os dois melhores receberão R$ 5 mil e uma bolsa de iniciação científica de 12
meses.
O concurso
na categoria voltada a estudantes de ensino médio ocorrerá em duas etapas. Na
primeira delas, a melhor redação de cada uma das 27 unidades da federação
poderá receber computadores com monitor LCD. Na etapa nacional, os autores dos
três melhores trabalhos já premiados na primeira etapa receberão um laptop com
impressora e uma bolsa de iniciação científica júnior, com vigência de 12
meses.
Na
categoria Escola Promotora da Igualdade de Gênero poderão concorrer escolas que
estejam desenvolvendo projetos e ações pedagógicas na comunidade escolar para a
promoção da igualdade de gênero ou que as tenham desenvolvido no ano anterior.
Uma escola por unidade da federação receberá a quantia de R$10 mil para aplicar
em ações de promoção da igualdade de gênero.
A
divulgação dos resultados ocorrerá no site do evento e a cerimônia de entrega
dos prêmios ocorrerá em Brasília, no ano que vem.
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