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quarta-feira, 13 de março de 2013

E A FORD VAI EM FRENTE


 Com a estruturação do plano mundial One Ford, que atingiu todas as suas operações, a Ford decidiu que todos os seus carros seriam projetos mundiais. O primeiro feito nesses moldes foi o EcoSport, um produto brasileiro, readaptado para mercados de forte crescimento. 

 

A estratégia é vista pela companhia como sua virada no mercado automotivo. No Brasil, a montadora é a quarta maior companhia, com 9% de market share, mas enfrenta uma situação desconfortável, com novos competidores disputando participação e o crescimento acelerado de concorrentes.

 

Em entrevista ao propmark, Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford para a América do Sul, fala de como a companhia prepara o seu salto de crescimento.

 

A Ford é a quarta maior montadora do país. Mas tem, logo atrás, a Renault, que no ano passado cresceu 24%. Qual a estratégia para manter a posição da companhia no mercado brasileiro?


A primeira coisa que as pessoas estranham quando o assunto “concorrência” vem à mesa é saber que não temos tanta fixação pela quarta posição, mas sim pela sustentabilidade do negócio.

 

Ele é baseado em desenvolver produtos que nossos usuários queiram comprar, pelos quais sintam que estão pagando um preço justo e, com a margem desses produtos, gerar lucro para reinvestir em tecnologia, engenharia e remunerar nossos acionistas. Essa é uma prática global da companhia e isso é fundamental para nós.

 

 Não faz parte da nossa visão comprar market share. Mas é nossa visão competir duramente. E hoje há um nível muito alto de competição no Brasil. A cada dia você abre o jornal e há mais uma montadora chinesa dizendo que vai produzir no país. Todos os que entram aqui vêm para conquistar mercado. A melhor resposta a isso é qualidade. Acredito que estamos na rota certa.

 

No final do ano passado, vocês disseram que em 2012 deram um grande salto. Qual foi esse salto?


O ano passado foi quando saíram os primeiros produtos globais criados dentro do projeto que chamamos One Ford, programa que reestruturou a forma da montadora de ver o negócio e de criar produtos.

 

Trouxemos o EcoSport e a nova Ranger, uma geração completamente nova para segmentos já estabelecidos. Era importante para nós o lançamento desses produtos e a reação do público, do mercado e da imprensa, porque era a primeira vez que essa geração chegava ao Brasil com o alto nível de competição que temos hoje no país. E a reação aos modelos foi excelente, fantástica.

 

 No ano passado, a Ford foi a montadora que mais prêmios recebeu da imprensa especializada no Brasil. E 2012 também foi o ano em que mudamos dramaticamente toda a estratégia de comunicação.

E esta estratégia se configurou em quê?
Primeiro demos um foco maior na área de relações públicas e no relacionamento com a imprensa. Não tiramos o pé do acelerador na área de marketing, pelo contrário, continuamos o investimento em mídia e demos mais espaço para ela.

 

Também foi o ano em que demos um grande salto em redes sociais e mudamos a visão de comunicação, não só no trabalho que fizemos com a mídia especializada, mas trazendo um foco significativo na mídia de consumo. Creio que podemos ficar muito contentes com os resultados.

 

Houve um outro ponto importante: o EcoSport foi o primeiro carro desenvolvido no Brasil, por engenheiros brasileiros, que foi globalizado. E nós também fomos responsáveis pela comunicação mundial. O modelo é um ícone, e nosso trabalho foi fazer com que o carro se reinventasse e que se tornasse um ícone também em outros lugares do mundo.

 

Por que decidiram globalizar um carro brasileiro, e não um modelo de qualquer outro mercado no qual a Ford atua?


O grande crescimento do volume global de carros ocorrerá nas plataformas pequenas. O Brasil foi o país que inventou o EcoSport, produto que alcançou um sucesso fantástico aqui, assim como foi muito bem recebido na Argentina e no México.

 

O modelo, por suas características — as de ser um compacto e um SUV —, se encaixava no portfólio de produtos para países de grande crescimento. Mas não só isso: toda a Europa, uma região de mercado maduro, também precisava de uma solução inovadora, que não existia em outras operações da Ford. Portanto, o EcoSport mostrou-se uma possibilidade muito forte nas pesquisas de mercado, tanto nos emergentes, em países como China, Índia e Tailândia, como também se mostrou altamente desejado nas pesquisas conduzidas na Europa.

 

No Salão do Automóvel de São Paulo, no ano passado, Jim Farley, o vp global de marketing da montadora, disse que uma das apostas da empresa para se diferenciar estaria no combo tecnologia. Quão à frente dos seus concorrentes a Ford pretende estar nesse quesito?


Essa discussão de “estar à frente” é um grande debate. O que é estar à frente? Creio que essa não é uma questão linear, de todos correndo na mesma direção e alguns na frente. Essa é uma questão de muitas pessoas correndo em direções distintas e todos tentando achar o caminho certo.

 

Nós temos algumas iniciativas que foram muito positivas. Quando falamos de tecnologia, entendemos que conectividade é fundamental, e isso é algo que a Ford decidiu assumir como uma de suas frentes principais. E tem dado certo.

 

Fizemos parceria com a Microsoft para trazermos o sistema Sync para nossos carros, o que realmente tem sido um diferencial, pela capacidade do sistema de operar com comandos de voz com altíssima precisão. As pessoas, cada vez mais, precisam poder executar tarefas enquanto estão nos carros, sem comprometer a segurança.

 

Entendemos que o comando de voz é o caminho para isso. Por meio do Sync, é possível selecionar uma resposta pré-programada de mensagem de texto, mudar a estação do rádio ou até perguntar pela Starbucks mais próxima.

 

Vender carro ficou mais difícil?


O que ficou mais difícil é manter um negócio que se sustente. Não é só o padrão de lucratividade. Se considerar da década de 1960 para cá, o gasto com engenharia aumentou dramaticamente.

 

Na década de 80, era comum dizer que, para fazer um carro novo, 10% do custo total do produto eram gastos com engenharia. Hoje, você gasta 30% ou mais do seu custo total com engenharia, porque os padrões de qualidade cresceram muito, assim como cresceu o que se espera do carro.

 

Tecnologia embarcada, conectividade, as regulamentações sobre economia de combustível, o anseio pelo carro mais silencioso e o desejo de evolução dos itens de um modelo de um ano para o outro fazem com que se gaste cada vez mais para desenvolver um automóvel hoje.

 

Essa cadência de investimentos, ao longo do tempo, exige que você tenha uma equação de negócio sustentável. Falo muito essa palavra porque dá para alguém ter sucesso por cinco anos mas, depois desse período, pode não ter mais condições de inovar por não ter dinheiro para investir.

 

A competitividade está aumentando e os investimentos estão subindo a um nível exponencial, o que torna a possibilidade de ter um negócio sustentável algo cada vez mais desafiador. O setor automotivo é um mercado que continua com grande taxa de crescimento no mundo. O que tem mudado muito são as regiões.

 

Houve contração nos Estados Unidos e grande retração na Europa, mas a China continua crescendo, assim como o Brasil. Na Ásia, há ainda Tailândia, Índia e Vietnã, que começa a despontar. Houve mudanças geográficas mas, se olhar o mercado automotivo no mundo, ele é um negócio crescente. Isso é muito positivo, mas também representa um negócio cada vez mais exigente

 

Na Ford, vocês unificaram as áreas de PR e de marketing. Como isso funciona na prática?


Na verdade, é muito óbvio, o que nos faz perguntar porque não estávamos fazendo isso antes. Nós criamos, nas empresas, as áreas de marketing e de relações públicas, mas, na verdade, você tem um consumidor que constrói a percepção da sua marca a partir de diferentes pontos de contato.

 

Sua visão sobre uma empresa e sobre seus produtos é resultado disso tudo. Quando falamos em comunicação, precisamos que ela seja totalmente alinhada. Não se pode compartimentalizá-la. A nova geração, dizem nossas pesquisas, quer conhecer os valores da empresa que produz o que ela está comprando.

 

Os jovens querem saber se essa companhia é transparente, verdadeira e, sobretudo, se age como fala. Para isso, é necessário ter alinhamento. As novas tecnologias quebraram muito a fronteira do marketing e das relações públicas.

 

Quando se fala de redes sociais, como defini-las? É marketing ou é PR? É uma junção. No passado, só nós falávamos e não havia resposta. Agora, nem mal terminamos de falar e já há muitas respostas que precisam ser dadas. A comunicação agora é bem democrática.

 

Qual a proposta de valor da marca Ford hoje?


Somos uma empresa que tem mais de 100 anos e possui uma coleção de frases de Henry Ford, seu fundador. Uma delas é “abra as estradas para todas as pessoas, democratize isso”. Ele queria passar para todos o direito e a possibilidade de utilizar as estradas. O que era, de certa forma, democratizar o acesso a um produto elitista para a época.

 

Essa visão é impregnada no mundo de Ford. Nós queremos e continuamos a inovar e a democratizar, no sentido de que todos possam ter tecnologia e que possam ter uma visão clara do custo-benefício do produto. Portanto, é claro que queremos crescer, que queremos ganhar market share, que queremos ter um padrão de lucratividade mais alto, mas também acreditamos que você ter um negócio sólido é fundamental.

 

É dessa forma que gerenciamos o nosso negócio por muitos anos e é por isso que não temos tanto foco no que as pessoas dizem, se somos quarto ou se somos o quinto. Temos muito foco na real satisfação do cliente e na sua lealdade. Sabemos que, a longo prazo, é isso que sustenta o negócio e é isso que estamos fazendo com a Ford nos últimos 100 anos.

 

Qual a previsão de crescimento da Ford Brasil para este ano?


Não abrimos essa informação.

 

O Novo Fiesta que chega ao Brasil em 2013 é o modelo de volume da Ford para o Brasil?


Sim, ele é um dos modelos de volume, mas não é o único. O segmento dos carros pequenos no Brasil, se considerarmos números redondos, representa 75% das vendas no mercado interno. É claro que não se pode estar com apenas um produto nesse segmento. É necessário manter uma diversidade no portfólio, como a maior parte das marcas faz. Temos coisas que ainda virão.

 

Quantos modelos globais de Ford teremos no Brasil com a chegada do Novo Fiesta?


Ele será o terceiro, após EcoSport e Ranger. Há também o sedã esportivo Fusion e a Edge, esse último um  projeto global, mas não da geração One Ford. O objetivo é, até meados de 2015, termos todos as nossas plataformas globais no Brasil. Estamos falando de Fiesta, Focus, Ranger, Fusion, além de novos projetos. Ao todo, entre cinco e seis plataformas.

 

No ano passado, a Ford iniciou uma estratégia agressiva no pré-lançamento para levar as pessoas a falarem do carro antes dele chegar às concessionárias. Qual o desdobramento dessa estratégia?


Antigamente, você tirava uma foto do carro, dizia que ele tinha um motor de tantos litros, de potência tal, e pronto. Todas as informações estavam dadas. Hoje, as pessoas querem saber muito mais, não só do ponto de vista técnico. Elas querem informações sobre a aparência desse produto e sobre como ele se integra ao seu estilo de vida.

 

Questões como “qual é o carro para mim?” e “o que eu quero desse carro?” fazem hoje parte do contexto de compra do automóvel. Com tudo isso, torna-se necessário apresentar o carro de diversas maneiras. E, por isso, vamos continuar divulgando nossos produtos de formas diversificadas antes deles chegarem ao mercado. Para que, quando forem de fato lançados, os consumidores tenham todas as ferramentas para tomar sua decisão de compra. Para tal, precisamos oferecer as informações, e de forma transparente. (Propmark)

 

BAYER ABRE INSCRIÇÃO PARA SEU PROGRAMA DE ESTÁGIO CORPORATIVO

A Bayer, multinacional alemã com atuação nos segmentos de Saúde, Ciências Agrícolas e Materiais Inovadores, recebe inscrições para seu Programa de Estágio Corporativo. Com oportunidades para várias áreas, entre as cerca de 100 vagas oferecidas, 39 são destinadas à agronomia.

As inscrições estão abertas para estudantes universitários que estejam cursando a partir do 2° ano, e podem ser efetuadas pelo site
www.bayer.com.br até 12 de abril, para as vagas de agronomia. O prazo para a inscrição nas áreas institucionais encerra no dia 21 do mesmo mês.

As demais vagas deverão ser preenchidas por candidatos das áreas de Administração de Empresas, Farmácia, Química, Relações Internacionais, Engenharia, Comunicação Social, Publicidade e Propaganda, Marketing, Direito, Sistemas da Informação, Comércio Exterior, Ciências Contábeis, Ciênc ias Econômicas, Psicologia, Biologia, Veterinária, Biomedicina, entre outras.

Os estagiários que se destacarem durante o programa terão ainda a oportunidade de serem efetivados ao final do período do estágio, de acordo com as vagas disponíveis na empresa. (Fontes: Muriel Valencia | Jeffrey Group | Portal da Propaganda)

WEBIMAR SOBRE GEOLOCALIZAÇÃO, PARTE  DA ESTRATÉGIA DA GOOGLE
 
O MundoGEO (http://mundogeo.com), líder na realização de eventos e publicação de revistas e portais para o setor de geotecnologia na América Latina, em parceria com a Geoambiente, irá realizar o seminário online “Produtos Google - Potencializando o uso dos mapas para seus Negócios”, no dia 12 de março de 2013, das 14h30 às 15h30.
Como praticamente 80% das decisões empresariais e principalmente dos Governos possuem uma relevância espacial , os dados geográficos, tais como imagens de satélite, mapas e pontos de interesse, se tornam cada vez mais integrados aos sistemas de gestão. Relacionar-se com as pessoas certas, otimizar equipes e ativos e tomar melhores decisões são os benefícios das novas ferramentas geográficas disponíveis no mercado.
Um estudo recente, encomendado pela Google, revela que os serviços de geolocalização indicam um movimento entre 150 e 270 bilhões de dólares por ano no mundo. A receita do segmento de geolocalização cresce anualmente 30%, impulsionada pelas novidades que chegam constantemente ao mercado. “Há cada vez mais companhias criando serviços baseados nessa tecnologia”, afirma Charlie Hale, analista de políticas públicas de geolocalização do Google.
Após o desenvolvimento do mercado Norte Americano e Europeu, a “bola da vez” é o Brasil. A estratégia da Google em território nacional é difundir a capacidade de suas ferramentas de mapas para o mercado corporativo, através de parceiros locais especialistas em Sistemas de Informação Geográfica (GIS), como a empresa Geoambiente, sediada em São José dos Campos (SP). O
público-alvo são tomadores de decisão de praticamente todos os segmentos de mercado e esferas governamentais, uma vez que mapas, imagens de satélite e ferramentas de busca e apresentação desse tipo de informação ainda são pouco exploradas no país. Inscrições: https://www2.gotomeeting.com/register/615071394
Seminários online MundoGEO (Webinars)

A série de seminários online MundoGEO foi criada para fins educacionais e informativos, sobre tecnologias, cases e tendências no setor de soluções geoespaciais. Os webinars oferecem um meio simples e rápido para atualização profissional, colocando as empresas, instituições e usuários em contato direto, sem a necessidade de deslocamentos. Desde 2009, o MundoGEO já promoveu mais de 60 webinars em português e espanhol. Em 2012 foram quebrados os recordes de participação em eventos online do MundoGEO, com mais de 2.800 inscritos e 1.500 pessoas conectadas em um mesmo webinar. Estes seminários online contam com o apoio das empresas do setor de geotecnologia, bem como de instituições que promovem o desenvolvimento das soluções geoespaciais no mundo.


 

QUANDO PENDURAR AS CHUTEIRAS?


A renúncia do Papa Bento XVI trouxe a tona um dilema vivido por executivos e empresários nos últimos tempos: qual a hora certa de pendurar as chuteiras? A maior expectativa aliada à melhoria na qualidade de vida fez com que senhores e senhoras na faixa dos sessenta ou mais ainda se sintam totalmente aptos e capazes para fixar objetivos, liderar equipes, cumprir metas, conquistar novos mercados, viajar e enfrentar longas e extenuantes jornadas de trabalho.

O segundo grupo, composto pelos empresários, em geral têm maior autonomia. À frente de seus negócios, criados ou herdados, tornam-se uma espécie de lenda viva na organização, mesmo que já tenham passado o bastão para a próxima geração. Antônio Ermírio de Moraes e Abílio Diniz fazem ou fizeram parte deste grupo. Já os executivos têm contra si os estatutos e regulamentos das empresas, os quais fixam a idade máxima para se aposentar.

Para quem conviveu anos ou décadas com secretárias, motoristas, combustível pago, planos de saúde de primeira linha e um cartão de visitas que abria portas e convites, tornar-se um simples mortal do dia para a noite pode ser um forte baque caso não se esteja preparado. Ir ao banco, ao correio, revisar o carro, consertar o computador e anotar os recados podem ser tarefas interessantes nas primeiras semanas.

Comparo a carreira de um executivo ao ciclo de vida de um produto, composto por quatro fases: introdução, crescimento, maturidade e declínio, o qual tem se tornado cada vez mais curto, face às inovações, tecnologias, globalização, competitividade e consumismo. Já se foi o tempo em que fogões e geladeiras duravam décadas na cozinha de nossas mães. Hoje compramos um computador, smartphone, eletrodoméstico ou veículo já sabendo que em alguns meses ou anos estarão ultrapassados, seja em design ou desempenho.

As carreiras inexoravelmente seguirão o mesmo movimento, onde cabelos brancos e óculos para presbiopia, também conhecida como vista cansada, deixarão de ser sinônimo de experiência adquirida, absorvendo conotações negativas. Neste cenário de maior expectativa de vida e menor tempo útil como profissional, desenvolver uma nova ocupação torna-se essencial aos profissionais precavidos e cientes de que, diferentemente do veículo Gol, não poderão renovar-se eternamente em novas versões para se manterem no mercado.

Acredito que não haja uma hora mais correta ou adequada para se pensar no assunto, porém deixá-la para a fase do declínio pode não ser uma boa estratégia, haja visto que alguns projetos consomem anos para se tornarem realidade ou prover um retorno financeiro satisfatório, caso não se consiga viver com as reservas acumuladas durante o período como executivo. Abrir um negócio, tornar-se consultor, conselheiro ou professor são atividades que requerem preparo e dedicação prévia.

Talvez uma boa estratégia seja aproveitar os últimos anos em que esteja na empresa, seja ou não por vontade própria, para começar a colocar seu plano B em prática. O contracheque garantido no final do mês e a rede de relacionamentos podem ajudá-lo a planejar a transição com mais calma, esteja sozinho ou com o acompanhamento de um mentor. Ter uma nova atividade ou carreira certamente ajudará na perda do sobrenome corporativo, seja por aposentadoria ou demissão de profissionais seniores, comum em épocas de redução de custos. Bento XVI ensinou com a humildade de seu ato que devemos saber a hora de parar, assim como somos senhores de nosso destino, mesmo que este seja a clausura.
(Texto de Marcos Morita, mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais).


 

COLÓQUIO INTERNACIONAL DESENHO-PROJETO


 O Colóquio Internacional Desenho+Projeto: Diálogo entre Porto e São Paulo será realizado no campus de São Carlos da USP dias 20 e 21.


O evento é uma iniciativa da USP e da Universidade do Porto. Segundo os organizadores, a proposta é abrir espaço para a discussão das práticas do desenho, entendido no seu sentido amplo, no campo da Arquitetura e da cidade.

As três mesas da programação compõem o espaço de tensionamento, no qual arquitetos, professores de projeto e professores de linguagem (desenho) colocarão em debate suas posições.

“O olhar do arquiteto sobre o desenho”, “O olhar do professor de projeto sobre o desenho” e “O olhar do professor de desenho sobre o desenho” serão os temas das mesas.

Participarão pesquisadores como Sérgio Leopoldo Fernandez Santos e Alexandre Viera Pinto Alves Costa (Faculdade de Arquitectura, Universidade do Porto), Angelo Bucci e Marcos de Azevedo Acayaba (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP), Vinicius Hernandes de Andrade (Escola da Cidade) e Simone Helena Tanoue Vizioli (Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP em São Carlos). Mais informações: www.iau.usp.br/desenho+projeto 
 

10º SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA MATEMÁTICA


 O 10º Seminário Nacional de História da Matemática será realizado no Centro de Convenções da Unicamp, de 24 a 27 de março.


Pesquisadores brasileiros e estrangeiros, interessados na área de História da Matemática, estarão reunidos.


Conquistas e impasses da nova historiografia da matemática, A New Causal Theory of Reference in the Formal Ontology of Dissipative Structures, Descartes and the extension of the method in 1645, When and why did Mathematics start to be certain? e O uso de fontes históricas nas salas de aula de matemática: o que dizem os anais internacionais são alguns dos temas das conferências.


A GRANA QUE AS MULHERES MOVINENTAM

 

As mulheres movimentam hoje no Brasil R$ 741 bilhões por ano. Em 20 anos, a classe média feminina saltou de 33% para 52%. A mulher é a verdadeira protagonista de todas as mudanças sociais que estão ocorrendo no país.

 

As mais jovens, em especial, estão impulsionando as mudanças. É o que comprovou um estudo recente do Instituto Data Popular, realizado com o apoio da C&A e das Casas Bahia, sobre “a nova mulher brasileira”, que ouviu 1.300 brasileiras de 44 cidades.

 

Segundo a pesquisa, a mulher comandou, por exemplo, a redução drástica no número de filhos ao longo das últimas duas décadas. Por escolha dela e certamente a dificuldade de conciliar trabalho e família, a média de filhos caiu de 6,3 filhos há 40 anos para os atuais 1,7 filhos. Enquanto isso, a média de anos de estudo subiu de 1,8 anos para oito.

Nos últimos anos, cresceu 157% o número de mulheres trabalhando, volume cinco vezes maior do que a população. Como consequência, a renda das mulheres vem crescendo em proporções maiores que a dos homens: nos últimos dez anos, aumentou 62%, enquanto a dos homens avançou 39%.

“Hoje, 62% das mulheres acreditam que elas devem ser independentes financeiramente e duas em cada três contribuem para a renda familiar. Outro dado interessante é que 81% delas gostariam de mudar de emprego”, destaca Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

Por outro lado, o que mostra a dicotomia na vida dessa geração de jovens mulheres no mercado de trabalho é que 59% delas acreditam que ser feliz é constituir uma família e 75% se sentem culpadas por dedicar pouco tempo aos filhos. E 89% ainda são as responsáveis pelas tarefas domésticas, além do trabalho fora de casa.

De acordo com a pesquisa, as jovens mulheres da classe média esperam dos seus cônjuges, principalmente, companheirismo (74%) e cumplicidade (42%). Nove entre cada dez mulheres pesquisadas consideram difícil encontrar um companheiro.

Mercado de trabalho

Outro estudo do Instituto Data Popular avaliou as mulheres no mercado de trabalho. Segundo Meirelles, o que ficou claro é que elas ainda acumulam mais funções cotidianas do que os homens. A pesquisa ouviu mulheres e homens das classes C e D, além de um grupo específico de trabalhadoras domésticas mensalistas/diaristas.

A queixa número um — de 58% delas, ou sete em cada dez mulheres — é a falta de tempo para cuidar de si mesma. Seis em cada dez dormem menos de seis horas por noite e 64% das mulheres casadas das classes C e D dizem que seus maridos “dão mais trabalho do que ajudam”.

Além de trabalhar fora, elas têm que tomar para si, muitas vezes integralmente, a responsabilidade dos cuidados com a casa e com os filhos.  A pesquisa apontou que, entre as casadas, 71% não contam de fato com a ajuda do marido em tarefas domésticas ou relativas ao cuidado diário com filhos menores; e 98% das entrevistadas, além de trabalhar, também cuidam da casa.

“Embora a nova geração de mulheres seja mais escolarizada e tenhamos identificado a ampliação do número de internautas, o que ajuda a trazer mais informação para aquelas de classes mais baixas, a maior parte delas continua atarefada e cada vez mais sobrecarregada. E esse acúmulo de atividades está atrelado ao fardo da cultura machista que elas têm que lidar em sua realidade”, diz Meirelles, que conversou com várias mulheres e identificou que a maioria preserva a alegria de viver, mesmo tendo de acordar muito cedo, preparar as refeições para a família e enfrentar transportes públicos abarrotados para chegar ao trabalho.

Dentro desse caos diário, elas têm que se desdobrar para arrumar quem tome conta dos filhos, pois há escassez de creches para atendê-las ou estas quase sempre fecham antes que elas consigam retornar para casa. A volta do trabalho, por sinal, à noite, mais uma vez vem repleta de inconvenientes como conduções lotadas e que trafegam lentamente pelas vias de grandes cidades.

A pesquisa demonstrou que creche e transporte são, de fato, as principais demandas das mulheres para o poder público (32%). O que ajudaria no seu dia a dia seria um serviço de saúde mais eficiente (97%).

Depois do trabalho, em casa é preciso retomar as atividades domésticas, como limpar, lavar roupa e preparar o jantar — quase sempre sozinhas. Segundo o levantamento, apenas 22% das mulheres das classes D e E possuem máquina de lavar roupas.

Na classe C, o percentual é de 53% e, na classe AB, de 83%. Nos finais de semana, 73% das entrevistadas realizam tarefas domésticas nas suas casas. Assistir novela é a principal atividade de lazer das mulheres (44%). “Apesar de tudo, nos últimos anos, a renda delas tem crescido mais do que a dos homens. Isso faz toda a diferença. Uma renda maior possibilitou voz ativa e autonomia para tomar decisões que antes ficavam apenas a cargo dos maridos. Em outros casos, o aumento do número de mulheres na condição de chefes de família tornou-as socialmente mais influentes”, ressalta Meirelles. (Propmark)

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