quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O DARWINIMISMO DIGITAL E A CRIAÇÃO DE REDES NEURAIS


 (Sandro Ari Pinto, Copresidente da CiaGroup no  Portal da Propaganda) - Novas tecnologias nos surpreendem todos os dias. Embora o que vem sendo apresentado nos últimos eventos, mais se pareça com episódios de um filme de ficção científica, a criação de redes neurais que permite projetar máquinas inteligentes, capazes de processar informações de forma autônoma, como faz o cérebro humano, me fizeram ficar pasmo.



Em palestra durante a quarta edição do INFOTrends, em agosto desse ano, o ex-vice-presidente do Google para Android, o brasileiro Hugo Barra, que acaba de assumir a vice-presidência da divisão mundial de celulares da fabricante chinesa Xiaomi, afirmou que novos serviços inovadores mudarão nossa  forma de utilizar a tecnologia, e que eles estão nascendo a partir de inspirações biológicas, como os estudos sobre o funcionamento do cérebro humano.




O executivo abriu o evento com sua conferência sobre o futuro da computação móvel, as principais tendências e a tecnologia de aproximação NFC. Ele levantou a questão sobre a habilidade de compreender o cérebro que avançará nos próximos anos e nos dará auxilio para desenvolver sistemas mais complexos que serão úteis para a descoberta de doenças incuráveis, como o Alzheimer, além de criar máquinas capazes de pensar como nós.




Dois exemplos de redes neurais foram apresentados no INFOTrends. O primeiro trata-se de carros autônomos, capazes de analisar padrões de forma neural e conduzir os passageiros por estradas onde ele nunca esteve antes, sem problemas. O segundo foram os tradutores automáticos que permitirão imitar os tradutores simultâneos que víamos nos episódios de Star Trek.




De acordo com o especialista, nossa habilidade de compreender o cérebro ainda é muito restrita, mas avançará muito em pouco tempo. De modo a nos dar subsídios para desenvolver sistemas muito mais complexos do que o temos hoje. Hugo Barra afirmou ainda que o avanço das redes neurais dependerá dos pesquisadores e empresas terem maior capacidade computacional disponível.




Ele ressaltou também que o poder da inovação já está nas mãos de todos. Plataformas de processamento de baixo custo como o  Raspberry Pi e o Arduino, que permitem aos usuários inserir comandos básicos nestes chips, abrem espaço para o desenvolvimento doméstico de novos gadgets.




O fato de qualquer pessoa poder criar um produto e lançá-lo no mercado forçará as empresas a reverterem o processo de produção e acelerará o desenvolvimento de novas tecnologias. De acordo com Barra, embora seja difícil prever quais serão os resultados desse movimento, é possível assegurar todos os novos gadgets terão em comum o acesso à nuvem.




Esse darwinismo digital dá lugar ao fenômeno dos gadgets, que reinventa processos a partir de novas tecnologias. De motorista de aluguel a reservas de hotéis mais baratos depois das 17:00, passando por caixas de correio que transformam correspondências em arquivos digitais, como o da Outbox, o universo de serviços que mais cresce no mundo cabe dentro do celular.




A importância dos smartphones é compartilhada pelo futurista Gerd Leonhard, CEO da The Futures Agency, especialista em temas digitais, que falou sobre o futuro da mídia, da TV e da publicidade em uma sociedade conectada. Autor de cinco livros e em sua 12ª visita ao Brasil nos dois últimos anos, ele sugeriu olhar para o futuro com olhos digitais. Literalmente.

Uma das inovações apresentadas por ele foi uma lente de contato que conecta à internet. Dispositivos plugados ao nosso corpo serão cada vez mais comuns, segundo Leonhard. De óculos a relógios, aparelhos atuam no sentido de nos conectar e proporcionar uma experiência surpreendente.




O futurista que tem como lema o fato de que quando Noé construiu sua arca não estava chovendo, ressalta que a revolução será via móbile e que sociedade caminha para uma realidade online, em que novos ecosistemas de comunicação, energia, governabilidade, educação não serão mais centralizados, mas, sim,  compartilhados.



Ele alertou também sobre a importância das redes sociais, não como ferramenta, mas como sistema ou funcionamento de operações. E citou o presidente da Tesco: “lead the revolution or be the victim of evoluction”, isto é, “lidere a revolução ou seja uma vítima da evolução”.



O que é novo hoje amanhã já não é mais. Com essa avalanche de inovações, manter-se antenado e em sintonia com pesquisas do que há de mais avançado é o que nos coloca mais próximos da construção da arca, enquanto a chuva não chega. E já dá para ver que o arco-íris é transmitido pelo sinal de um celular e vai até onde as redes neurais alcançam. (Artigo encaminhado ao Portal da Propaganda por Aline Prado, da Germinare Comunicação)

HÁBITOS CULTURAIS DOS INTERNAUTAS

Acaba de ser concluída uma pesquisa inédita feita pela plataforma de pesquisa on-line do Ibope, Conecta, sobre os hábitos culturais dos internautas da cidade de São Paulo. A enquete apontou que quase a totalidade dos internautas (94,9%) utilizam a internet para consulta de atividades sociais e culturais. Entre os jovens (16 a 29 anos) esse número sobe para 98,5%. Em seguida, eles consultam jornais (38,8%), depois revistas (29,1%) e outros (18,5%).

A frequência com que participam de alguma atividade cultural também foi uma pergunta importante na consulta. Os resultados mostram que 39% vai 1 vez por semana, 29,6% 1 a cada 15 dias e 17,8% 1 vez por mês.

De acordo ainda com a pesquisa, as principais atividades culturais são: ir ao cinema (71,3%), ir a shows/concertos (37,1%), ir a exposições (25,1%) e ir ao teatro (24,1%) e participar de atividades esportivas (23,1%). Outro dado interessante é que 29,5% já fazem downloads de livros pela web, ou seja, quase 1 em cada 3 internautas.

Os sites mais consultados pelos internautas:

1º Catraca Livre (37,9%)
2º UOL (37,8%)
3º Veja SP (27,3%)
4º Guia da Folha (26,1%)
5º Terra (20,1%)
6º Guia da Semana (16,1%)
7º IG (12,6%)
8º Divirta-se Estadão (9,5%)
9º Cidade São Paulo (6,8%)

A pesquisa foi feita durante 15 dias no mês de agosto último com 800 internautas, de faixas etárias e de classes sociais diversas e foi encomendada pelo Catraca Livre ao Ibope Inteligência. (
Redação Adnews)

E AS ALAMEDAS SE ABRIRAM

(Sérgio C. Buarque) - Há 40 anos, numa manhã cinza e amarga, os chilenos acordaram com o pronunciamento grave e sereno do presidente Presidente Salvador Allende anunciando o golpe de Estado que terminaria com a curta experiência de socialismo democrático na América Latina.

De dentro do palácio La Moneda, cercado pelas tropas golpistas e logo bombardeado pela Força Aérea, Allende afirmou, enfático, que cumpriria até a morte o mandato que lhe foi confiado pelo povo chileno e, num grito de dor e esperança, conclui: “Saibam vocês que muito mais cedo que tarde, outra vez se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre para construir uma sociedade melhor”.

Naquele dia nublado do final do inverno, o golpe militar de 1973 encerrou também um longo período da história política do Chile com uma tradição democrática, um dos mais democráticos países da América Latina, que parecia vacinado contra as fantasias populistas, e com forças armadas profissionais.

E completou o ciclo de ditaduras militares da América Latina (a Argentina teria apenas um curto interregno de desastrado peronismo) superando em violência e destruição as ditaduras mais antigas do continente, violência que estava na proporção direta da força e da influência política da esquerda chilena, principalmente do Partido Socialista e do Partido Comunista, ambos muito bem estruturados e enraizados entre os trabalhadores e os segmentos médios da sociedade.

Eleito presidente em 1970, numa coligação de partidos de esquerda – Unidad Popular – e com um programa declaradamente socialista, Allende contou de início com grande apoio popular e com a simpatia ou tolerância de parte relevante da classe média, mesmo moderados e conservadores ligados ao Partido Democrata-cristão.

Inicialmente, o Partido Democrata-cristão aceitava o governo de Allende e aprovou várias iniciativas políticas da Unidad Popular. Mas este ambiente durou pouco e a radicalização política substituiu a tolerância e superou o espírito democrático dos chilenos, menos por conta das reformas implementadas pelo governo popular e muito mais pela desorganização da economia chilena a partir de 1972. De início provocada por descontrole na condução da política macroeconômica, a crise econômica foi agravada por manipulações do mercado.

Em 1972 a inflação alcançou 200%, apertando os salários reais, o déficit do governo passou de 13% do PIB, comprometendo a capacidade de gasto e investimento público, e as reservas cambiais caíram para apenas 77 milhões de dólares.

O governo tentou controlar os preços e os canais de distribuição de mercadorias gerando, como resultado, a intensificação da economia clandestina, do mercado negro e do açambarcamento de mercadorias por parte de comerciantes, grandes e pequenos.

No primeiro semestre de 1973 ficava claro que o Governo socialista não conseguia mais controlar a economia e perdia rapidamente a simpatia da classe média abrindo um processo acelerado de radicalização.

Mesmo assim, em março, a Unidad Popular recebeu 44% dos votos nas eleições parlamentares, consolidando a base de apoio do governo de Allende num país totalmente dividido em paixões políticas. Durante meses, milhões de chilenas vinham às varandas e janelas, numa mesma hora da noite, batendo panelas num barulhento protesto conhecido como “panelaço”.

Em meados de 1973, quase três anos de governo socialista, a economia chilena vivia uma profunda desestruturação: inflação acelerada, declínio da atividade industrial, déficit fiscal e esgotamento das reservas cambiais, desabastecimento e mercado negro de produtos e divisa.

Com a opinião pública dividida e a classe média assustada, as forças conservadoras deram o golpe fatal com a promoção de açambarcamento de mercadorias e a prolongada greve de caminhoneiros que agravou dramaticamente o desabastecimento nas cidades.

A classe média e, com ela, a Democracia Cristã se aproximaram da direita e Allende perdeu o controle político do país, a esta altura, mortalmente fraturado em um violento antagonismo político e uma forte radicalização.

E a Unidad Popular se dividia entre uma negociação política com os democrata-cristãos, defendida por Allende, ou pelo contrário, a aceleração das reformas, a ocupação de fábricas, e intervenção estatal no mercado. Grupos da direita fascista praticavam atentados e assassinatos, e os movimentos e partidos radicais de esquerda proclamavam a insurreição armada.

O golpe parecia iminente e inevitável. No caso de uma resistência armada, para a qual a Unidad Popular não parecia preparada, o mais provável seria uma guerra civil devastadora com limitadas chances de vitória do governo, a julgar pela desorganização e pela divisão interna nos partidos e grupos de esquerda. Allende deveria saber disso.

Escolheu, ao contrário, uma resistência heroica e suicida do Palácio presidencial com apenas alguns próximos auxiliares como forma simbólica de defesa do mandato popular. E no seu discurso, o presidente ainda pediu prudência à população e recomendou que evitasse sacrifícios desnecessários mas que não se deixasse humilhar pelos golpistas.

No tumultuado inverno de 1973 não faltaram argumentos de partidos e líderes de esquerda a favor de uma insurreição que se antecipasse ao golpe, principalmente depois do fracasso do chamado “tancazo”, ensaio golpista desconexo e isolado do Regimento de Blindados nº 2 cercando o Palácio La Moneda para derrubar o governo.

O levante foi abafado em poucas horas pelo General Carlos Prats, comandante das Forças Armadas e militar constitucionalista leal a Allende. Em resposta, quase um milhão de chilenos saíram em passeata em repúdio aos golpistas e apoio ao governo. Excitada, a massa gritava: “a cerrar, a cerrar el Congreso Nacional”, dando argumentos para os lideres mais radicais da Unidad Popular favoráveis à insurreição.

Allende insistiu no caminho constitucional e tentou aprovar o Estado de Sítio para desarticular o movimento golpista e enfrentar a os atos terroristas da ultradireita mas o Congresso de maioria opositora rejeitou.

Nas vésperas do golpe, Allende pensou em anunciar um Plebiscito para que os eleitores decidissem o caminho a seguir diante do impasse político que dividia o Chile e numa última tentativa de impedir o golpe e recuperar a confiança política. Mas já era muito tarde e de duvidosa eficácia diante da dramática fratura política e da completa desestruturação da economia chilena.

A despedida de Allende foi um grito de otimismo mas parecia esconder uma enorme amargura. Amargura pelo final do seu projeto socialista, amargura pelo que deveria antever da violenta repressão da ditadura militar que iria se implantar no Chile. Amargura e decepção com a falsidade e a vilania dos comandantes das Forças Armadas, especialmente do General Augusto Pinochet.

“Estas são as minhas últimas palavras e tenho certeza que meu sacrifício não será em vão. Tenho certeza que será, pelo menos, uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição”. Quarenta anos depois daquele discurso nobre e lúcido, e daquele gesto de coragem e honradez, as grandes alamedas se abriram e Salvador Allende se eleva como um dos grandes estadistas e humanistas das Américas, enquanto o seu algoz Pinochet tem seu nome jogado na lama da história como um dos mais violentos ditadores da América Latina. (fonte: Revista Será?)

OPORTUNIDADES 

. Harvard tem inscrições abertas para bolsas de estudos de um ano - Além da bolsa de US$ 70 mil pelo período de um ano, o programa oferece apoio na acomodação

A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, tem inscrições abertas para um programa de bolsas de estudos avançados em todas as áreas do conhecimento acadêmico. Os candidatos selecionados receberão US$ 70 mil para desenvolverem sua pesquisa entre 2014 e 2015.

O programa oferece ainda apoio para os custos do projeto e para acomodação próxima à universidade, que fica no estado de Massachusetts.Podem participar apenas candidatos graduados, segundo as diretrizes de elegibilidade.

As inscrições vão até 1 de outubro, para estudos em humanidades, ciências sociais e artes criativas, e até 1 de novembro, para matemática e ciências naturais. (Fonte: Catraca Livre)

. Pós-doutorado em Espectroscopia Vibracional com Bolsa  – O Projeto Temático “Espectroscopia Vibracional em Fases Condensadas”, apoiado pela FAPESP, tem uma oportunidade de Bolsa de Pós-Doutorado para pesquisa no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).

O bolsista atuará na área de Química em um projeto que propõe a construção de superfícies com dimensões e formatos controlados e com alto fator de intensificação, o estudo de reatividade mediada por nanopartículas, a caracterização morfológica de polímeros e o desenvolvimento de sensores seletivos.

É desejável que o candidato tenha experiência em espectroscopia Raman e na utilização de nanoestruturas como substratos para detecção SERS, na sua síntese por métodos químicos e caracterização por técnicas físicas (MET, MEV e outros).

Para se inscrever, o candidato deve enviar, em formato PDF, o Curriculum Vitae, o resumo da tese de doutorado e fazer a indicação de duas referências para o e-mail dos pesquisadores Mauro Carlos Costa Ribeiro (mccribei@iq.usp.br) e/ou Paola Corio (paola@iq.usp.br).

A data-limite para inscrições é 20 de setembro de 2013. Mais informações sobre a oportunidade:www.fapesp.br/oportunidades/479.

O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP (no valor de R$ 5.908,80 mensais) e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis emwww.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades. 
 

PARA FACILITAR USO DO TRANSPORTE PÚBLICO

A TIM fechou uma parceria inédita e exclusiva com o MOOVIT, plataforma colaborativa (crowdsourcing), na qual é possível descobrir as melhores rotas de ônibus, metrô e trem, facilitando o deslocamento pela cidade com o menor número de baldeações possível. Além de inserir marcações no aplicativo, a operadora permitirá a navegação gratuita na ferramenta por 90 dias, até 11 de dezembro.

“Com essa parceria, buscamos – mais uma vez – trazer uma inovação relevante para o dia-a-dia dos clientes, além de incentivá-los a usar a tecnologia móvel para seu maior benefício. A navegação gratuita é uma ação bastante vantajosa para os usuários, que ainda poderão localizar nossas lojas próprias e pontos de recarga no mapa através de pins personalizados”, explica Fábio Cristilli, diretor de Internet, VAS e Handsets da TIM Brasil.

O MOOVIT oferece diversas opções para os usuários escolherem o melhor caminho e os melhores meios de transporte. É possível planejar a viagem, escolhendo a rota de acordo com relatos de outros clientes, em tempo real.

O cliente também pode monitorar ao vivo o mapa do trem ou metrô se aproximando da estação, o tempo estimado de viagem, sugestões de caminhos a pé, dentre outras ações. O aplicativo está disponível, inicialmente, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Itajaí (SC).

O cliente TIM poderá baixar o aplicativo gratuitamente na TIM App Shop, Google Play (http://bit.ly/Za68Gh) e Apple Store (http://bit.ly/10l54QE). A navegação é gratuita até o dia 11 de dezembro, independente da data de ativação do aplicativo pelo usuário. Após esse período, o cliente pagará o tráfego de dados de acordo com sua oferta de acesso à internet, seja ela pré ou pós-paga.

“Juntos com a TIM, temos uma oportunidade enorme de revolucionar a forma como brasileiros acessam informações sobre o transporte público", destaca Omar Tellez, presidente do MOOVIT.  “Vemos uma enorme demanda por um melhor acesso as informações dos transportes no Brasil, e estamos ansiosos para, em parceria com a TIM, mudar a experiência diária dos usuários do transporte PÚBLICO". (Redação Adnews

BITMESSAGE, UMA LTERNATIVA 

Se você está procurando um forma mais segura de trocar mensagens pela internet, o Bitmessage pode ser uma opção. O novo sistema, criado no final de 2012, permite a troca de mensagens cujo conteúdo é criptografado e não revela nem mesmo endereços do remetente e do destinatário.

O Bitmessage funciona na forma de peer to peer, ou seja, não existe um servidor central, como servidor de envio e recebimento de emails de onde as mensagens são enviadas e onde ficam armazenadas. Não é necessário um provedor de email.

Não existe um endereço de email (fulano@abc.com), mas um código único, gerado pelo próprio sistema. Você pode divulgar esse código para que as pessoas enviem mensagem para você, mas somente o seu computador poderá abrir as mensagens.

Criptografia

Como as mensagens são criptografadas, o conteúdo é embaralhado de uma forma que não é possível que ele seja lido sem o uso de recursos computacionais gigantescos. Isso pode impedir inclusive que agências de espionagem tenham acesso ao conteúdo em larga escala, pois o custo de desembaralhar as mensagens fica alto demais para o benefício esperado.

O endereço do remetente e do destinatário, assim como o assunto da mensagem, também são criptografados, o que significa que esses dados também não podem ser acessados por terceiros. Isso é importante porque são esses dados, chamados de metadados, que o governo dos EUA admite armazenar.

O Bitmessage ainda utiliza um mecanismo que torna impraticável o uso do sistema para envio de spam, pois exigiria um processamento individual por destinatário para cada mensagem. Também é impossível falsificar o endereço do remetente, prática comum entre spammers e criminosos especializados no envio de mensagens falsas.

Além de comunicação um para um, o Bitmessage permite a “assinatura” de um canal de mensagens. Assim, você pode criar um canal de envio de conteúdo para um grupo de usuários.

Desvantagens

O Bitmessage porém exige um conhecimento técnico razoável já que é preciso instalar alguns softwares sobre os quais o sistema roda. Também não existem programas de acesso ao sistema com interfaces gráficas fáceis de usar. Mas é questão de tempo até que desenvolvedores criem soluções gratuitas ou até mesmo pagas.

Outra desvantagem é que o destinatário da mensagem também precisa usar o Bitmessage. Mas como esse tipo de solução não tem o propósito de ser usada no dia-a-dia, faz sentido que quando haja necessidade de real privacidade, remetente e destinatário combinem antes a instalação do sistema.

Especialistas em tecnologia brasileiros são cautelosos em relação ao Bitmessage. “Enquanto não tem o aval de especialistas de minha confiança, ou de uma quantidade bem grande de especialistas, eu não confiaria”, afirma Luciano Ramalho, professor de programação e palestrante. Os criadores do sistema deixam claro que uma das etapas que falta no projeto é a auditoria por uma entidade independente.

O uso de sistemas mais seguros de troca de mensagens não é uma vantagem apenas para usuários mais paranóicos, mas é especialmente importante para a troca de informações comerciais ou técnicas entre empresas. Boa parte da “guerra de hackers” que acontece entre Estados Unidos e China é creditado à espionagem industrial. A revelação de que as agências de segurança dos EUA têm acesso a mensagens trocadas no Brasil causa preocupação entre empresas e governos locais.

BUSINESS INTELLIGENCE PARA O VAREJO


Quando alguém entra numa loja virtual, o varejista consegue descobrir seus padrões de consumo e criar ofertas e publicidade dirigidas para seu perfil. Em uma loja pequena, essa tarefa fica geralmente a cargo da memória do balconista. Mas e nos grandes estabelecimentos? Pensando nisso, algumas redes de varejo já se modernizam e criam formas de atender melhor a seus clientes através do uso de tecnologia.

No Chile, por exemplo, a rede de lojas Ripley, que vende desde roupas até eletrônicos, consegue saber quantas pessoas entraram e saíram da loja em tempo real, com possibilidade de consolidar esses dados no final do dia. Isso permite descobrir horários de maior circulação, por exemplo.

Além da entrada, algumas tecnologias já permitem descobrir quais as áreas mais “quentes” dos corredores de um supermercado, ou seja, onde as pessoas pararam por mais tempo. Pode-se inclusive determinar um tamanho máximo de pessoas na fila e, se houver mais do que o número determinado, o gerente pode receber uma mensagem e abrir novas posições nos caixas.

Esses são apenas alguns elementos de uma nova tendência no varejo. Quando os varejistas pensam em vigilância por vídeo, normalmente o pensamento se restringe ao contexto da segurança e prevenção de perdas. Porém há outro aspecto em que o vídeo das câmeras oferece valor: é possível coletar dados de inteligência em tempo real para melhorar as margens de lucro.

As próprias câmeras podem estudar o comportamento do cliente nas lojas e gerar estatísticas diárias para ajudá-lo a melhorar o layout da sua loja, posicionamentos de produtos e displays. Também é possível identificar gargalos e áreas sem uso ou ocupação do ambiente em questão.

O varejista pode obter uma visão clara de como os clientes se movem ao longo dos corredores, permitindo melhorar as estratégias de merchandising e os planos de distribuição de produtos para direcionar as vendas e aumentar a lucratividade.

Ao facilitar a identificação de pontos de destaque, zonas pouco frequentadas e gargalos existentes na loja, um sistema de vigilância por vídeo baseado em rede permite que o gestor programe o sistema para gerar mapas detalhados que retratam o tráfego de clientes durante períodos de tempo selecionados. Combinar os padrões de tráfego mapeados com as estatísticas de pontos de venda para fazer uma avaliação imediata do impacto de quaisquer alterações realizadas no layout da loja – fluxo de clientes, itens vendidos e quantidade média de vendas – é uma ferramenta valiosa para profissionais de marketing e merchandising.

Registrar as interações de clientes em diferentes situações de exibição dos produtos e depois revisar os mapas para saber quão efetivos são esses pontos são traz um imenso valor agregado para qualquer plano de merchandising em pontos-de-venda.

Com um contador de pessoas baseado em rede, não há necessidade de passar dias acumulando e analisando dados dos clientes. Em vez disso, as estatísticas de várias lojas podem ser vistas e avaliadas simultaneamente, em tempo real. Isso possibilita tomar medidas imediatas ou a longo prazo para otimizar o desempenho da loja, melhorar o atendimento ao cliente e melhorar os esforços de marketing e de promoções.

Até mesmo os valiosos índices de conversão na otimização de lojas, indicador fundamental do desempenho de uma loja, pode ser obtido através das imagens, para que o gerente da loja receba dados e faça uma avaliação sobre o impacto no movimento de clientes e a quantidade média de vendas.

Sistemas de vídeo em rede fornecem uma forma eficiente e direta de analisar o comportamento do cliente e tráfego dos compradores. A tecnologia possibilita avaliar e comparar a comercialização e as iniciativas de marketing em uma única loja ou em toda uma cadeia de lojas.
 
Com um aplicativo estratégico, o vídeo em rede fornece aos seus gerentes de lojas o discernimento em tempo real que eles precisam para melhorar o layout da loja, posicionamento e investimento em propaganda dos produtos para melhorar a experiência dos seus compradores, que irá reforçar inevitavelmente os seus resultados finais. Varejistas que continuam pensando na vigilância por vídeo estritamente como uma ferramenta de prevenção de perdas estão deixando escapar uma valiosa oportunidade de implementar uma inteligência de merchandising . Artigo encaminhado ao Adnews por Andrei Junqueira, Gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios da Axis Communications para a América do Sul.

 PARA PREVENIR A HIPERTENSÃO NA MENOPAUSA

(Texto de Karina Toledo, distribuído pela Agência FAPESP)  Especialistas em cardiologia estimam que até 80% das mulheres podem se tornar hipertensas após a menopausa. Para prevenir o problema, a prática de exercícios físicos precisa ser incluída na rotina por volta dos 40 anos de idade, muito antes da última menstruação acontecer.

O alerta foi feito pela pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Angelina Zanesco, que coordena uma pesquisa cujo objetivo é desvendar os mecanismos biológicos responsáveis pelo aumento da pressão arterial feminina nessa faixa etária.

Os primeiros resultados do estudo, que tem apoio da FAPESP, foram apresentados durante a 28ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia experimental (FeSBE), realizada entre os dias 21 e 24 de agosto em Caxambu, Minas Gerais.

“Muitas mulheres começam a se preocupar com a atividade física somente após os 50 anos, quando a barriga começa a crescer. Mas nossos resultados mostram que, para evitar o desenvolvimento da doença, a intervenção precisa ser feita antes que ocorram as mudanças metabólicas e hormonais da menopausa”, afirmou Zanesco.

Para chegar a tal conclusão, a equipe do Laboratório de Fisiologia Cardiovascular e Atividade Física da Unesp em Rio Claro (SP) avaliou em dois grupos de mulheres – pré e pós menopausa – o funcionamento do chamado sistema renina-angiotensina, um conjunto de peptídeos, enzimas e receptores envolvidos no controle da pressão arterial.

“O sistema renina-angiotensina é responsável por elevar a pressão arterial, principalmente por meio da constrição dos vasos sanguíneos, e isso tem uma importância fisiológica. No caso de um acidente com hemorragia ou de uma infecção generalizada, por exemplo, esse sistema impede que a pressão arterial caia demais e o indivíduo desmaie. Mas quando o mecanismo é ativado sem necessidade, acaba levando à hipertensão”, explicou Zanesco.

Os pesquisadores coletaram amostras de sangue de 42 mulheres com mais de 40 anos que ainda não estavam na menopausa e de outras 32 que já estavam havia pelo menos 12 meses sem menstruar.

“Para ter certeza de que a voluntária estava de fato na menopausa, medimos os níveis dos hormônios LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo estimulante), que são marcadores da falência ovariana”, explicou Zanesco.

Em seguida, mediram nos dois grupos os níveis plasmáticos da enzima conversora de angiotensina e de diversos peptídeos, como angiotensina 1, angiotensina II e a angiotensina 1-7. Os resultados mostraram que, de maneira geral, o sistema renina-angiotensina estava até 80% mais ativo no grupo de mulheres pós-menopausa quando comparados às mulheres na perimenopausa.

“Quando comparamos apenas as mulheres normotensas, pré e pós menopausa, não vemos grandes diferenças. Mas, quando comparamos as hipertensas, o aumento na atividade do sistema renina-angiotensina chega a 150%. Esses dados mostram que, se a mulher esperar a menopausa para mudar seu estilo de vida, pode ser um pouco tarde e esse sistema já estará ativado para causar uma patologia”, avaliou Zanesco.

Benefícios

Desde meados da década de 1990, diversos estudos têm mostrado os benefícios de exercícios aeróbicos no controle da pressão arterial. O efeito também foi comprovado no experimento feito com 40 mulheres – 29 normotensas e 21 hipertensas – no Laboratório de Fisiologia Cardiovascular e Atividade Física da Unesp.

Após dois meses de treinamento na esteira, que incluía três sessões de 40 minutos por semana, em ritmo moderado, houve redução da gordura abdominal de aproximadamente três centímetros. Além disso, a pressão arterial das normotensas caiu 4 milímetros de mercúrio e a das hipertensas, 7 milímetros de mercúrio.

“Seria o equivalente a descer de uma pressão de 13.2 para 12.5, por exemplo. É uma redução importante para um período tão curto e o suficiente para reduzir em 40% o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral”, afirmou Zanesco.

No momento, os pesquisadores tentam descobrir por meio de quais mecanismos biológicos a atividade física ajuda a regular a pressão. A primeira suspeita, que não se confirmou, estava relacionada à redução nos níveis de cortisol e de testosterona.

“Sabemos que o cortisol, o hormônio do estresse, é produzido e liberado pelo tecido adiposo visceral. Achávamos que reduzindo a gordura da barriga haveria redução no nível de cortisol, mas não foi o que observamos”, contou Zanesco.

Os níveis plasmáticos de testosterona – que já foi relacionada em estudos anteriores ao aumento da pressão arterial na menopausa – também ficaram inalterados após o período de treinamento físico.

“Agora vamos iniciar uma nova leva de experimentos e medir outros biomarcadores, como óxido nítrico e GMP (guanosina monofosfato) cíclico, que são agentes vasodilatadores”, contou.

Outra hipótese a ser investigada é a de que a atividade física estimula a liberação de enzimas antioxidantes, como superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT), o que promoveria a redução do estresse oxidativo e ajudaria a reduzir a pressão arterial.

Por último, serão avaliados mediadores inflamatórios – como a proteína C reativa, produzida pelo fígado, e interleucinas produzidas pelo tecido adiposo visceral –, que podem ser a gênese do problema.

“Se conseguirmos entender os mecanismos da hipertensão nessa faixa etária poderemos encontrar meios para prevenir mais eficazmente o problema. Além de melhorar a saúde da população, isso reduziria muito os gastos do sistema de saúde”, avaliou Zanesco.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

De acordo com a Diretriz Brasileira sobre Prevenção de Doenças Cardiovasculares em Mulheres Climatéricas e a Influência da Terapia de Reposição Hormonal (TRH) da SBC e da Associação Brasileira do Climatério (Sobrac), até os 55 anos há um maior percentual de homens com hipertensão.

Dos 55 aos 74 anos, o percentual de mulheres é discretamente maior. Acima dos 75 anos, o predomínio no sexo feminino é significativamente superior. Os especialistas que formularam a diretriz estimam que cerca de 80% das mulheres, eventualmente, desenvolverão hipertensão na fase de menopausa.

De acordo com o levantamento Vigitel 2011 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, a hipertensão arterial atinge 22,7% da população adulta brasileira. A frequência da doença avança com o passar dos anos.
Se entre 18 e 24 anos apenas 5,4% da população relatou ter sido diagnosticada hipertensa, aos 55 anos a proporção é 10 vezes maior, atingindo mais da metade da população (50,5%) estudada. A partir dos 65 anos, a mesma condição é observada em 59,7% dos brasileiros. Diferentemente dos dados apontados pela diretriz da SBC e da Sobrac, o Vigitel indica que a maior frequência de diagnóstico em mulheres ocorre em todas as faixas etárias. 

RELACIONAMENTOS NAS REDES SOCIAIS

Um documentário publicado nesta semana no Youtube trouxe de volta a discussão dos relacionamentos na era das redes sociais.

 

Batizado de "Noah", o filme, de 17 minutos, se passa na tela de um Mac e usa conversas no Facebook, Skype, iMessage e outros para contar a história de um casal que está passando por problemas.

 

O curta foi selecionado para o Festival de Curtas do Canadá e já conta com mais de 230 mil visualizações. (Redação Adnews)

 

SBT FECHA LICENCIAMENTO E LANÇA PROJETOS PARA MARCAS

Após o sucesso da novela Carrossel na área de licenciamento, o SBT mostra que continuará a expandir os negócios no segmento e manter suas marcas entre os 10 mais vendidos no País. Este ano, a emissora é destaque da Expo Licensing Brasil, a maior feira do mercado que aconteceu nesta semana em São Paulo, com seis marcas: Chiquititas; Carrossel, Carrossel Desenho animado; Patrulha Salvadora; Chaves e Rebelde.

 As novidades para o mercado têm como origem justamente a novela Carrossel, que foi uma das marcas mais licenciadas e vendidas do último ano. São elas as séries Patrulha Salvadora e Carrossel Desenho Animado, que começaram a ser comercializadas esta semana pelo SBT Licensing.

 Outro selo que promete aquecer o varejo é Rebelde, novela mexicana que acaba de voltar para grade da emissora e é considerada um verdadeiro fenômeno entre o público jovem. A marca já tem contratos firmados com Tilibra, Panini, Online Editora, Riclan e Festcolor.

 Já a novela Chiquititas segue na mesma toada de Carrossel, com mais de 32 negócios firmados com os maiores players de cada categoria – entre eles,  Tilibra , Pacific, Editora Abril, Online Editora, Panini, Grendene, BBRA, Grow - e presente em 100% das categorias de licenciamento do País.

 Outra novidade comunicada em abril deste ano pelo SBT foi o reposicionamento da marca “Chaves”, uma das mais amadas pelos brasileiros, que para licenciamento passou a ter sua identidade visual dividida em duas frentes: a linha Retrô, cujo foco é a imagem do personagem Chaves (interpretado por Roberto Gomez Bolaños), que abrange todas as idades –; e a linha Série Animada (Cartoon), utilizando todos os personagens da turma do Chaves e voltada ao público infantil. Já são 19 empresas parceiras nos segmentos de volta às aulas, brinquedos, editorial, alimentos, entre outros.

TRABALHOS ACADÊMICOS DA UNISUL, SEGUNDA EDIÇÃO

A Editora Unisul está lançando  a 2° edição revisada e atualizada do livro Trabalhos Acadêmicos na Unisul – 2013, Custa apenas R$10,00. Detalhes: editora@unisul.br / 48 3279 11 75

 FLIP ANUNCIA CURADOR DA EDIÇÃO DE 2014

A organização da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty anuncia o editor e jornalista Paulo Werneck como curador da 12ª edição, em 2014. Werneck, 35 anos, atuou por onze anos em editoras de livros – Companhia das Letras e Cosac Naify, onde foi editor de literatura.
No jornalismo, foi o responsável pela implantação do caderno Ilustríssima, da Folha de S.Paulo, do qual foi editor durante três anos, tendo deixado em redação em agosto de 2013. É também tradutor literário e co-autor do livro Cabras – Caderno de Viagem (Unisol, 1999), com Antonio Prata, Chico Mattoso e Zé Vicente, relançado em 2002 com apresentação de Antonio Candido.
Mauro Munhoz, diretor-geral da Flip, explica que o convite a Werneck seguiu o mesmo critério das escolhas anteriores, aliando vivência no meio literário, sólida formação em literatura, sintonia com as tendências editoriais mu ndiais e afinidade com os princípios que orientam a organização da Flip. “A alternância na posição de curador é uma tradição da Flip e nos permite acrescentar novos olhares à programação, mantendo a diversidade de pontos de vista que sempre caracterizou a Festa”, acrescenta Munhoz.
O novo curador recebeu o convite com entusiasmo. “A Flip é um dos espaços em que a cultura brasileira se afirma de forma mais democrática, aberta, plural. Na Flip fiz descobertas literárias e conheci mestres da vida inteira. Minha geração se desenvolveu tendo a Flip como referência. Por tudo isso, é uma convocação intelectual desafiadora.”
Werneck lembra que, como editor, jornalista ou espectador, esteve em quase todas as edições da Flip. Para o curador, a lição a ser tirada das edições anteriores é o espírito de mistura, em que a literatura seja a baliza para uma conversa de alto nível com todas as áreas da cultura, com diversidade de opiniões, experiências e estilos.
Curadores anteriores
Flávio Pinheiro – 2003 e 2004
Ruth Lanna – 2005 e 2006
Cassiano Elek Machado – 2007
Flávio Moura – 2008 a 2010
Manuel da Costa Pinto – 2011
Miguel Conde – 2012 e 2013
(Fontes: Laura Ming | A4 Comunicação | Portal da Propaganda

O CONSUMIDOR RETOMA SEU LUGAR: E AGORA?

Não há dúvida: hoje, mais que nunca, quem está no comando é o consumidor. Lá em 1977, Sam Walton, fundador de uma das maiores redes varejistas do mundo, já anunciava a tendência ao dizer que um cliente insatisfeito pode demitir uma empresa inteira, apenas gastando seu dinheiro em outro lugar.  

 

Há mais ou menos um século atrás, quando empresas e cidades ainda eram pequenas, o cliente detinha o poder, que foi se perdendo em virtude, por exemplo, do surgimento de grandes corporações, centros urbanos e mídias de massa.

 

Com a revolução gerada pelas mídias sociais nos últimos anos, o consumidor retomou com mais força a voz que estava perdida e hoje não está mais à mercê de produtos e serviços que não o satisfaçam plenamente.

 

Ele sabe disso, está conectado e opinando o tempo todo, tem expectativas crescentes. As empresas, por sua vez, já constataram esse fenômeno e sabem que o consumidor tomou a frente, está no centro e não deve ser ignorado. 

 

Para quem ainda questiona a revolução das mídias sociais, basta citar alguns exemplos recentes, como as manifestações que tomaram as ruas de diversas cidades brasileiras nos últimos meses e foram impulsionadas pelas redes sociais.

 

Há também vários movimentos surgindo nas redes contra preços abusivos, má qualidade de produtos e serviços, entre outros, como o Não pago preço absurdo, no Facebook.

 

Alguns anos atrás, um consumidor compartilhou um vídeo criticando uma conhecida marca de eletrodomésticos e ficou famoso na web, obrigando a marca a criar uma estratégia para lidar com a questão. Nos países árabes como Egito, Tunísia e Síria, as redes sociais foram fundamentais para a derrubada de líderes ditadores. 

 

Diante desse cenário, empresas de diferentes segmentos e tamanhos estão se movimentando para impactar os clientes da mesma forma que elas estão sendo – ou podem vir a ser – impactadas por eles.

 

Nesse sentido, elas caminham para se transformarem em customer companies, ou seja, empresas centradas nos consumidores e capazes de oferecer a eles experiências diferenciadas para ouvi-los e entende-los de novas formas, por meio de ferramentas como aplicativos e comunidades virtuais de relacionamento. Elas interagem de forma integrada com clientes, parceiros e produtos e entregam ao cliente exatamente o que ele quer. 

 

Um caso que ilustra esse movimento é o de uma empresa global de bebidas que criou uma comunidade virtual onde os participantes conversam sobre a marca e outros diversos temas. Nesse espaço, os consumidores podem criar novos sabores de refrigerantes.

 

Funciona assim: o usuário cria o sabor que tiver vontade de experimentar e gera um QR Code, que deve ser mostrado a uma máquina de refrigerante conectada com a plataforma da comunidade.

 

Depois de experimentar sua criação, o consumidor pode compartilhar sua experiência e o QR Code na comunidade gerando likes e comentários. É a prova de que é possível entregar exatamente o que o cliente quer. 

 

Outro exemplo é uma marca de roupas e acessórios cuja página do Facebook está conectada com lojas físicas; ao entrar numa loja física o consumidor vê imagens digitais e recebe informações da web como, por exemplo, quantas curtidas no Facebook determinada peça possui. Aqui a empresa intermedia interação entre diferentes clientes, em diferentes meios. 

 

Existe, ainda, uma montadora de carros que criou um veículo que conversa com o seu dono e a família dele para avisar sobre necessidades como falta de combustível. O carro também se comunica com concessionárias avisando, por exemplo, que vai precisar de manutenção para saber qual empresa irá oferecer o melhor preço. Nesse caso todos interagem: a empresa, o parceiro, o produto e o consumidor.  

 

Esses são apenas alguns exemplos que mostram formas novas e estimulantes de interação. Isso já é uma realidade para as empresas, que podem usufruir de inúmeras ferramentas avançadas de CRM (Customer Relationship Management) para criação de comunidades virtuais, desenvolvimento de aplicativos que se conectam com clientes, empresas e parceiros, análise dinâmica de dados, localização de usuário, entre muitas outras funcionalidades. 

 

Os efeitos da revolução das mídias sociais estão presentes no dia a dia de empresas e consumidores. De volta ao poder e com maior força, o consumidor tem expectativas cada vez maiores. Agora e nos próximos anos, certamente acompanharemos o início de uma transformação nos relacionamentos entre empresas, consumidores e produtos. (Artigo encaminhado ao Adnews por Gilberto Vilaça, fundador da Cloud2b, consultoria especializada em cloud computing).

 

WORKSHOP AAND SCHOOL ON DYNBAMICS, TRANSPORT AND TRANSPORT


A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCL/USP) de Ribeirão Preto sediará, entre os dias 21 e 26 de outubro, o Workshop and School on Dynamics, Transport and Control in Complex Networks.

O evento é uma realização do Projeto Temático apoiado pela FAPESPhttp://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/45173/fenomenos-dinamicos-em-redes-complexas-fundamentos-e-aplicacoes-resumo/

"Fenômenos Dinâmicos em Redes Complexas" e pretende mostrar uma visão sistêmica da área que contempla fundamentos e aplicações.

Palestras temáticas, painéis e minicursos farão parte do encontro que apresentará fundamentos da auto-organização dinâmica em redes complexas gerais e suas aplicações em sistemas que envolvem lasers, interação entre neurônios, sistema Terra, complexidade, robôs autônomos móveis e sistemas de distribuição de energia.
O público-alvo provém das áreas de biologia, computação, engenharia, ecologia, física, matemática, meteorologia, entre outros. A seleção dos até 65 participantes será feita pelo comitê científico do evento. A data-limite para inscrições é 21 de setembro.  Detalhes: www.inpe.br/redes_complexas_e_dinamica/complexnet/index.php 

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