segunda-feira, 16 de setembro de 2013

NETWORKING E A ERA DA COLABORAÇÃO


Em tempo em que a internet é o motor de uma inteligência coletiva, em rede, a Era do Conhecimento continua a trazer benefícios àqueles que transmitem conhecimentos por meio do Colaborativismo. Compartilhar ideia, pensamentos e aprendizados nunca antes fora tão útil para quem está formando o networking profissional. Neste artigo serão abordadas a importância da contribuição intelectual como forma de conectar pessoas à filosofia: visão, missão e valores; e dicas de como utilizar ferramentas online e offline para o sucesso das ações de relacionamentos.

Com o desenvolvimento tecnológico, novas dinâmicas estão surgindo a cada dia nas relações humanas. E encontrar bons parceiros de negócios é um dos grandes desafios de nossa década, já que as relações de trabalho e o dinheiro são observados de maneira diferenciada pelas gerações digitais da atualidade. Profissionais que utilizam ferramentas de Comunicação Social têm se beneficiado no mundo dos relacionamentos. Mas como fazer isso?

A dica inicial é: ajude para ser ajudado! Se você é um especialista (ou tem conhecimentos práticos e teóricos sobre) em algum tema, contribua com profissionais que buscam resoluções para seus problemas, sugerindo caminhos (testados e comprovados). Suas ideias podem valer bons relacionamentos – tanto no mundo virtual quanto no mundo “presencial”. Vejamos dois exemplos.

Colaborativismo pela rede – A primeira dica é utilizar os recursos da Internet para estabelecer conexões com públicos afins. Uma dessas ferramentas, por exemplo, é oSabixão, uma comunidade virtual crowdlearning, que oferece a troca de experiências via videoconferência. Criado em 2012, o site está atraindo a atenção de estudantes, profissionais e pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo que ensinam ou aprendem gratuitamente sobre os mais variados temas: de artes a negócios. Quem não conseguir acompanhar as aulas ao vivo pode assistir os vídeos gravados, que ficam alocados no site. 

Transmita conhecimentos pessoalmente – Fora do mundo virtual, um caminho interessante para se conquistar parceiros de trabalho, através da troca de informações e ideias, está na participação de eventos de relacionamentos. No mercado de startups, por exemplo, um gestor que precisa criar um modelo de empresa lucrativa – com alto potencial de crescimento, para gerar interesses em investidores – deve formar um time diversificado, campeão. Para isto, basicamente precisa encontrar um parceiro que fique responsável por TI; outro, pelo campo Jurídico; outro, por Comunicação e Relacionamento. Composta a equipe básica, o projeto já pode se tornar uma realização, saindo do papel.

Circuito Startup é outro exemplo, uma boa pedida para compartilhas ideias e buscar novos contatos. Trata-se de uma série de eventos que acontecem pelo Brasil, com objetivo de estimular o empreendedorismo de alto impacto, integrando pessoas, empresas e entidades locais ou regionais. Nesses encontros de networking são conectam empreendedores, investidores, incubadoras, aceleradoras de negócios, formadores de opinião das mais diversas mídias e afins. Para aproveitar ao máximo essas experiências, lembre-se de que o foco é contribuir mais do que recebe r. Leve sempre cartões de visitas para trocá-los ao conhecer pessoas. Conecte-se ao maior número de interessados possíveis e ajude-os a pensar em mecanismos para explorar de forma criativa e inovadora seus projetos. É fundamental que esteja focado na área que tem domínio, validando suas ideias com os interessados. Lembre-se de que se os profissionais estão por lá é porque buscam stakeholders para compor sua cadeia de negócios.

Por fim, se coloque à disposição para contribuir com os projetos afins e tenha certeza de que estas ações de colaboração – sejam de forma virtual ou pessoalmente – irão render boas trocas de ideias para criar, ampliar ou melhorar seus projetos. O colaborativismo é a marca da década atual, e ajudar para ser ajudado torna-se fundamental para o sucesso de seu empreendimento. Afinal, como sabemos, gentileza gera gentileza! (Artigo encaminhado ao Adnews por Thiago Ermano, jornalista e assessor de comunicação da Anunciattho Comunicação).

GERAÇÃOELÉTRICA ATRAVÉS DE FONTES RENOVÁVEIS

O projeto do "Consórcio de Geração Elétrica através de Fontes Renováveis na América Latina" organiza a Conferência Internacional REGSA-2014, que será um fórum para a apresentação dos avanços tecnológicos e resultados de pesquisas, reunindo pesquisadores em Energias Renováveis e Sustentabilidade.

As inscrições são gratuitas.  Detalhes: www.unisul.br/regsa

ENEM: DICAS PARA NÃO CAIR EM ARMADILHAS


A pouco menos de dois meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alguns estudantes se preparam a todo vapor para a prova. Na língua estrangeira, muitos vestibulandos optam pelo inglês. Denilso de Lima, autor do livro Combinando Palavras em Inglês, da editora Elsevier, aponta os tópicos nos quais os candidatos devem ter mais atenção.

“Atualmente os exames focam muito mais na interpretação de texto. Portanto, desenvolver as habilidades de interpretação e compreensão de texto é o mais recomendado. Decorar regras gramaticais e/ou palavras isoladas não é o melhor caminho. É preciso adquirir um conhecimento mais completo de como a língua é usada e como as regras e palavras se combinam para dar sentido à mensagem”, disse.

Denilso também comentou as principais armadilhas da língua inglesa no exame. “As “pegadinhas” costumam estar mais presente no uso dos falsos cognatos. Por exemplo, a palavra “actually” significa “geralmente” e não “atualmente”; a palavra “pretend” significa “fingir” e não “pretender”.

Portanto, o examinador pode usar esse tipo de coisa para testar a capacidade de compreensão de texto do estudante. Para não cair nessas armadilhas, o melhor a fazer é aprender o significado e uso correto das palavras. Para isso, decorar o dicionário ou a simples tradução das palavras não é o bastante. O estudante precisa saber como cada palavra se combina naturalmente com a outra e como a gramática de uso de cada palavra ocorre de modo natural em um texto”, explicou.

Para o especialista, é importante que o estudante esteja envolvido com a língua naturalmente. “Para o Enem, o recomendado é a leitura de textos. Mas, nada de ler textos complexos demais. O ideal é começar com textos simples e então ir progredindo para os mais complicadinhos, por assim dizer.

Além disso, ao se deparar com um texto em inglês, recomendo que o estudante utilize o seu conhecimento de mundo para ajudar na interpretação do texto. Ou seja, muitas vezes o texto traz uma imagem, algumas palavras (expressões) que são comuns ao candidato. A essas referências ele pode acrescentar o seu conhecimento de mundo (o que ele sabe sobre aquilo); assim, ele poderá construir um paralelo que ajudará a compreender melhor o texto na língua inglesa. Há ainda outras dicas, mas essas aí são, ao meu ver

COMO SERÃO AS VENDAS DAQUI A CINCO ANOS?

(Por Enio Klein, gerente geral nas operações de vendas da SalesWays no Brasil e professor nas disciplinas de Vendas e Marketing da Business School São Paulo) - O que mais deverá influenciar e modificar o ambiente de vendas para os próximos anos é a mudança da abordagem, na forma e no método. Hoje, ela é baseada no princípio já sedimentado de que venda no varejo é uma questão de manobrar o impulso do cliente. Basta um vendedor educado, simpático e convincente para fazer a venda. Em um cenário de alta concorrência, inclusive com o meio eletrônico da internet, esta é uma "verdade" cada vez mais questionada e que já não leva a resultados animadores.

Embora as vendas simples sejam realizadas, baseadas em situações de perde-ganha em que as técnicas ou os métodos de venda são voltados para quebrar objeções ou fechamento, há muitos produtos e serviços, como no segmento de autopeças, por exemplo, que, ao serem comprados, exigem um entendimento mais profundo.

O consumidor entra em uma loja para comprar um produto, mas não sabe exatamente qual o melhor. Ele pode comprar em uma determinada loja ou em outro concorrente qualquer ou até pela internet. Neste contexto, um atendimento preciso, objetivo, que ajude o consumidor a resolver o que ele precisa, é o que se espera do profissional de vendas.

O maior talento é estimular as compras através do entendimento do perfil do cliente e não mais através de técnicas que “empurram” a promoção ou que trabalham a insistência e não a argumentação. O atendimento de vendas certamente poderá influenciar positivamente o comportamento de compra, se o consumidor enxergar valor no conteúdo e posicionamento do profissional que lhe atende.

As vendas com ciclo mais curto apresentam viés diferenciado quanto ao processo de vender. Não são vendas que se fecham de uma forma precipitada. Seja custo dos produtos ou serviços, seja pela complexidade crescente dos mesmos ou por um uso particular e específico. Estas são, sem dúvida, características de uma venda consultiva em que o relacionamento do vendedor com o consumidor, assim como o seu conhecimento do produto ou serviço, pode ser fundamental para que se conclua o negócio que, muitas vezes, leva até mais tempo do que se imagina.

Resumindo, o atendimento de vendas, nesses casos, precisa levar em consideração três fatores importantes: entender o comportamento do cliente e o que exatamente ele está buscando na loja (a chamada investigação); oferecer produtos e demonstrar como estes vão ao encontro à sua necessidade (a chamada prova ou argumentação); e, por último, remover objeções com argumentações consistentes (o chamado fechamento). Esta é a lição que a venda no B2B, consultiva, pode dar ao varejo e é, a meu ver, a principal tendência para as vendas nos próximos anos.

OS POSSÍVEIS PREÇOS DOS NOVOS IPHONES

 A Apple anunciou os novos modelos de iPhone, o 5C e o 5S, que devem ser lançados no próximo dia 20 de setembro em países como Estados Unidos, Canadá e Alemanha. Para o Brasil, no entanto, não há ainda uma data prevista, mas a expectativa é que os produtos cheguem antes do natal.

Outra incógnita é o preço. Entretanto, o site Info, da revista Info Exame, da Abril, publicou uma planilha com a estimativas de preços das novidades da Apple para o Brasil.  

iPhone 5S desbloqueado
Não taxado
Taxado
Estimativa
16 GB
R$ 1.518
R$ 1.693
R$ 2.299
32 GB
R$ 1.752
R$ 2.044
R$ 2.599
64 GB
R$ 1.986
R$ 2.395
R$ 2.899
 iPhone 5C desbloqueado
Não taxado
Taxado
Estimativa
16 GB
R$ 1.284
R$ 1.342
R$ 1.799
32 GB
R$ 1.518
R$ 1.693
R$ 2.099

(Adnews)

SETOR DE TI PRECISA DE INFORMAÇÕES COM PROFUNDIDADE


O Setor de Tecnologia da Informação possui uma série de características próprias, que o diferenciam de todas as demais atividades econômicas. Somando este fato com sua relativa ‘juventude’, não é de estranhar que o volume de informação disponível sobre o próprio Setor seja bastante limitado.

Eventualmente, essa ausência de informação acaba servindo para que supostos formadores de opinião deem declarações que não encontram respaldo na realidade, como foi dito recentemente por um instituto de pesquisa que “empresas brasileiras não gostam de contratar fornecedores que não estejam localizados em sua área geográfica local.

É a forma como os brasileiros fazem negócios, portanto você precisa ter presença não apenas no país, mas a nível regional. Se você se posicionar num raio de 500 km de São Paulo, então você está OK”.

A afirmação acima citada se opõe totalmente aos resultados do Censo do Setor de TI desenvolvido pela Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – Assespro Nacional em 2012, que revelou uma abrangência geográfica muito maior na atuação das empresas. São Paulo e Rio de Janeiro, como maiores metrópoles do país, são as regiões que mais recebem filiais de empresas de outros Estados, muitas vezes milhares de quilômetros distantes. Empresas localizadas no Estado do Amazonas possuem clientes no Rio Grande do Sul.

Outra fonte de informação disponível se origina na análise das bases de dados oficiais. Por exemplo, a partir de dados de declarações de impostos e sobre empregados, é possível obter dados sobre faturamento e emprego no setor. Entretanto, estas informações são insuficientes para avaliar diversos aspectos das empresas do Setor de TI, seja para formular benchmarking (processo de comparação do desempenho) útil ao desenvolvimento das empresas ou avaliar a implementação de políticas públicas para o Setor.

Foi essa realidade que levou a Assespro Nacional a lançar, depois de quase dois anos de preparação, a primeira edição do Censo do Setor de TI no ano de 2012. Porém, a entidade constatou que a mesma problemática existe em praticamente todos os países do mundo. Nem mesmo nos mais desenvolvidos há informação em profundidade sobre o Setor de TI.

Entretanto, esta problemática não existe somente no Brasil. Até mesmo os países mais desenvolvidos carecem de informações em profundidade sobre o Setor de TI, a ponto de, na edição de 2013, o Censo do Setor de TI passar a abranger 19 países filiados à ALETI (Federação das Associações dos países da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal), que pode ser respondida através do link: http://www.mbi.com.br/mbi/contatos/questionarios/2013-censo-aleti/.

Para tentar dissecar o marcado em toda a região, foram abordados temas diversos, como a distribuição geográfica da atuação das empresas, a oferta de produtos e serviços, as tecnologias adotadas, as características dos clientes (quanto a porte, localização e atividade econômica), os recursos humanos das empresas, os modelos de negócios envolvidos, as atividades comerciais locais e internacionais, incluindo a exportação, a atenção dada a temas como qualidade e propriedade intelectual, o foco e/ou interesse em projetos de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento, as fontes de capital financeiro utilizadas, entre vários outros.

A participação de todos é fundamental, pois somente desta forma é possível desenvolver análises cruzadas entre os temas cobertos, além de análises comparativas por país ou regionais. A iniciativa permite, ainda, autorizar o uso das informações sobre ofertas de produtos e serviços, e os mercados onde atuam, para a geração de oportunidades de negócios.

Além de gerar informação sobre o Setor de TI, as pesquisas devem ser estruturadas de forma a possibilitar o desenvolvimento de alianças comerciais e a criação de uma política de desenvolvimento de projetos de P&D em cooperação internacional. Como dizem os ditados populares “a união faz a força”, e iniciativas como esta são provas de que a cooperação e o associativismo voluntário trazem benefícios para todos.

Participe já, acessando http://assespro.org.br/biblioteca/dados-mercado/2013-censo-aleti-do-setor-de-tic/. Obrigado! (Texto de Roberto Carlos Mayer (rocmayer@mbi.com.brO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) é diretor da MBI (http://www.mbi.com.br), vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e presidente da ALETI (Federação das Entidades de TI da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha

GLOBO: UMA SENHORA RICA E AUSTERA

Nos últimos meses a Globo tem realizado significativas mudanças em seus cargos de gestão, tanto sob o aspecto de negócios, como de conteúdo, com destaque para a contratação de Sérgio Valente.

Entretanto, pelo menos até o momento, poucas mudanças de grade, produção e conteúdo são realmente visíveis. Entretanto, de acordo com a coluna Outro Canal, escrita pela jornalista Keila Jimenez, uma pesquisa realizada pela própria emissora pode ser responsável por novas mudanças.

Segundo a apuração da Folha, entre as maiores constatações estão o maior interesse do público em experimentar a TV por assinatura e a percepção dos jovens, que enxergam a Globo como uma “senhora rica, elegante e austera, sem muitas novidades”.

Cabe lembrar que a Globo tomou a decisão de não utilizar mais o Facebook para promover conteúdo e conversar com o seu público. Entretanto, o jovem é o maior target da rede social, que por sua vez, é o maior canal deste grupo. A emissora vai precisar rever suas estratégias para estreitar os laços com os telespectadores mais novos. (Admais, com informações da coluna Outro Canal)

COMEÇAM OS PREPARATIVOS PARA A EXPOFOREST 2014

A comissão organizadora da Expoforest 2014 – Feira Florestal Brasileira, esteve na área de 130 hectares de Eucalipto clonal da IP (International Paper), em Mogi Guaçu (SP).

A comissão acompanhou o início da preparação das áreas de estacionamento, estática e dinâmica de silvicultura, além da abertura da trilha na área de dinâmica de colheita, transporte e biomassa.

Até o momento, as árvores já estão cortadas e em breve será iniciada a regularização com terraplanagem. Algumas empresas expositoras (ATX Pneus, Basf, CBI do Brasil,Husqvarna, Komatsu Forest, Ponsse, Stihl) foram até o local para conhecer suas áreas e também planejar os espaços e atividades para a feira de negócios. Nove meses antes da feira, 122 empresas já estão confirmadas para a Expoforest 2014. Na primeira edição foram 128.

O evento acontece entre os dias 21 e 23 de maio de 20l4, e faz parte da programação da terceira Semana Florestal Brasileira. De acordo com a organização da feira, os visitantes terão acesso a novas tecnologias, equipamentos, máquinas e serviços para a produção de florestas plantadas.

 

A Expoforest faz parte do calendário oficial da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) e também se tornou membro da Forestry Demo Fairs (FDF), rede internacional de feiras dinâmicas que garante segurança nos eventos e nível de qualidade para visitantes e expositores. As maiores feiras florestaismundiais, como a Elmia (Suécia), KWF Tagung (Alemanha), Euroforest (França), Eko-Las (Polônia) também fazem parte da mesma rede.(Promoview)

 

ASFALTO, UMA DAS PRINCIPAIS FONTES DE DESCONFORTO TÉRMICO


A sensação de calor sentida nos dias mais quentes em diversas cidades brasileiras deve-se a um conjunto de fatores, como poluição, falta de áreas e verdes e também pelo tipo de pavimentação predominante nas cidades brasileiras: o asfalto.

Segundo pesquisa realizada pelo Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz, Queiroz da Universidade de São Paulo), que estudou o papel do asfalto no desconforto térmico sentido pelos moradores da cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, nos dias mais quentes, a pavimentação com asfalto corresponde à área mais baixa da cidade, justamente a responsável por transmitir o calor para todas as camadas de ar, o que causa o já mencionado desconforto térmico a toda a população.

O estudo foi baseado em fotos feitas com uma câmera termal em voos noturnos sobre a cidade, o que atestou que o asfalto pode “segurar” o calor até às 20h30. Os pesquisadores afirmam que essas fotos demonstraram que as ruas estão mais quentes no horário noturno que outras superfícies, como prédios, muros e telhados, que estão mais distantes das pessoas.

O que poderia combater o extremo calor nas cidades é adotar, em algumas áreas, a pavimentação com outros pisos, como os paralelepípedos ou os pisos intertravados, que não absorvem o calor e consequentemente não tornariam as noites tão quentes.

“Esses pavimentos reduzem os impactos climáticos naturais, devido a sua alta capacidade de drenagem, que permite a infiltração da água da chuva, facilitando seu escoamento e evitando as enchentes nas grandes cidades, além é claro de contribuir para que as temperaturas não sejam tão elevadas. Já o asfalto impede a drenagem da água, além de provocar um aquecimento da temperatura”, comenta o engenheiro Claudio Castro, consultor técnico da Tecpar Pavimentação Ecológica.

Ele explica que o paralelepípedo pode ser utilizado em ruas periféricas, postos de combustíveis, pátios industriais, condomínios, loteamentos e em locais que não necessitem de um monitoramento frequente das condições do pavimento. “Eu optei por trabalhar com o paralelepípedo justamente pelas vantagens que ele apresenta em relação a outros pavimentos.

Ele tem alta durabilidade e, além disso, é resistente, de fácil colocação e manuseio e não tem um processo de industrialização de alto impacto ambiental com o asfalto”, conta.

Já o piso intertravado tem como uma de suas vantagens a capacidade de poupar energia elétrica, pois aumenta a reflexão da luz em até 30% devido à sua coloração clara, permitindo a economia de energia das vias públicas.

“Com sua fabricação feita em blocos pré-moldados, o piso intertravado também é um aliado na economia de recursos, pois sua fácil instalação e manutenção gerando, também, uma economia de tempo. Além do mais, do ponto de vista arquitetônico, as formas e cores deste tipo de piso compõem uma paisagem mais harmoniosa e bonita, deixando as cidades mais modernas e mudando a cara de praças e outros locais com grande movimentação de pedestres”, comenta o consultor da Tecpar.

Além do mais, o estudo da ESALQ/USP aponta que a arborização das ruas também é uma alternativa, uma vez que ela impede que o calor chegue ao asfalto, ou investir em espaços como parques e canteiros alargados. Coberturas verdes para telhados e topos de prédios, e jardins verticais para paredes também são alternativas para a redução do desconforto térmico causado pelo asfalto.

Por isso, Claudio de Castro conclui: “A adoção desse conjunto de medidas certamente traz benefícios para toda população. Com relação ao tipo de pavimentação, a necessidade de cada pavimento dependerá das circunstâncias em que será aplicado.

Se for para tráfego rápido e fluidez no trânsito ainda prevalece o asfalto. Caso contrário, onde o intuito seja assegurar o pedestre e diminuir a velocidade dos veículos, assim como não prejudicar a permeabilidade do solo nem o meio ambiente, então se recomenda o paralelepípedo, sem dúvida”.

A Tecpar Pavimentação Ecológica realiza serviços de pavimentação com paralelepípedo, pisos intertravado, saneamento e construção de muros de pedra. Com pedreira própria e através de parcerias com fornecedores, a empresa atua desde o fornecimento de materiais até a finalização da obra, oferecendo um serviço completo para loteamentos, condomínios, indústrias, postos de combustíveis, transportadores e prefeituras.

Com uma equipe formada por profissionais experientes e especializados, a Tecpar tem em seu currículo a realização de obras para empresas de representatividade nacional, como Rede Graal, Sabesp, Rede Frango Assado, BR Assessoria e Construções, Prazzo Engenharia, Unimed, entre outras grandes empresas.

O PAPEL DA EMBALAGEM NA ESCOLHA PELO CONSUMIDOR
Em meio a um universo de embalagens coloridas e bonitas, sempre há aquela que se destaca aos olhos do consumidor – seja por um formato inovador, cores diferenciadas ou algum outro item que se difere dos demais. Cerca de 18 mil novos produtos chegam ao mercado nacional anualmente, e em sua maioria não aparecem em comerciais ou mídias alternativas, portanto contam somente com sua boa apresentação  para conquistar  o cliente.  Como o contato visual acontece muito rápido, é preciso que a embalagem do produto atraia a atenção, desperte o interesse e o desejo,  mostre a qualidade e a identidade da marca e vença os concorrentes em poucos segundos.  Com tudo isso, o mercado de design de embalagens vem crescendo e se aprimorando nos últimos anos, tornando-se mais minucioso, aprimorando os detalhes que fazem a diferença na escolha final.
Com a crescente demanda de produtos similares nas prateleiras,  o fator de escolha muitas vezes é decidido pelo design, afinal no  primeiro momento as pessoas são muito mais ligadas à aparência do que estão adquirindo, ainda mais quando se trata de um lançamento. Em entrevista para o Blog Pack, Zilda Knoploch, CEO da Stratégir-Enfoque e especialista no assunto,  explica que uma embalagem vitoriosa possui três vidas: uma pública, uma privada e, por fim, uma cidadã.  A vida pública acontece quando ela ainda está na gôndola, onde precisa gerar impacto em meio aos produtos de sua categoria. “Ela tem que ser vista, se não é vista, não é considerada na escolha. E tem que gerar preferência versus às demais. Como? Sua proposta deve ser clara, sua diferenciação, evidente”, conta. 
A vida privada acontece quando o produto é adquirido e consumido. “Neste momento entram em cena questões como funcionalidade, encaixe perfeito na vida do consumidor (na geladeira, na mesa, na lancheira, seja quais forem o ambiente e momento de consumo)”, explica. Por fim, a última vida é a cidadã, onde  entram aspectos do reaproveitamento da embalagem.  Os consumidores também levam esse último item muito em conta. Com a sustentabilidade e preocupações com o meio ambiente  cada vez mais evidente, eles precisam saber se a embalagem é sustentável, qual impacto que ela causa à natureza, se pode ser reciclada ou reaproveitada de alguma forma.  Mais que produtos saudáveis, as pessoas querem comprar bem-estar, e isso acontece quando essa relação estende-se ao simples consumo do produto.
Acompanhando essas mudanças no mercado e já conhecida por sua grande responsabilidade ambiental, a C-Pack, empresa catarinense de embalagens e reconhecida por seu engajamento no mercado de embalagens flexíveis, implementou uma inovadora tecnologia em pré-impressão de tubos.  Além de economizar 20% do tempo  de produção e não fazer uso de produtos químicos durante o seu processo, a tecnologia de gravação do Clichê a Laser permite decorar os produtos com qualidade de imagem fotográfica. O processo de gravação decora imagens com 200 pontos por cm² a mais do que impressões tradicionais, garantindo uma qualidade muito superior inclusive em textos menores ou traços de decoração mais detalhados.  “Essa inovação apresenta vantagens no processo e qualidade de produção, além de agilidade no atendimento e modernização do processo de gravação, que possui cunho ambiental”, destaca José Maurício Coelho, Chief Operating Officer da C-Pack. A meta da empresa é implementar a nova tecnologia em toda a sua produção no período de um ano.
Detalhes fazem a diferença
Na prática, fatores como praticidade e responsabilidade com o meio ambiente são determinantes para os consumidores escolherem por um novo produto. “A destinação da embalagem faz toda a diferença. Já escolhi produtos por saber que a embalagem era ecologicamente correta, que não faria mal ao meio ambiente ou que poderia ser reutilizada de alguma forma. A praticidade também é levada muito em conta. Eu prefiro pagar um pouco a mais por um produto que tenha uma embalagem mais prática, com uma tampa funcional, por exemplo, do que levar um produto mais em conta, mas que faça com que eu acabe me desgastando na hora de fazer seu uso”, conta Júlio Roberto Peralta, Chief Executive Officer (CEO) da empresa Andes Brasil.
A procura por sustentabilidade já caiu mesmo na graça dos cidadãos. Segundo pesquisa divulgada pela empresa Nielsen, 46% dos brasileiros pagariam mais por produtos e serviços que venham de empresas com programas sustentáveis. Esse índice é ainda maior em toda a América Latina, com total de 77% de consumidores com preferência por alternativas que não agridam ao meio ambiente. Consultora da empresa Natura na Grande Florianópolis (SC), Marilane de Quadra faz parte desse índice. Fiel aos produtos que utiliza, destaca empresas que trabalham com essa consciência ambiental e praticidade. “Só mudo de produto quando a embalagem me fornece algo a mais, como algum tipo de reaproveitamento.  Mas me chamam muito a atenção empresas que  preocupam-se com a sustentabilidade. Trabalho numa empresa que é muito preocupada com isso, e acaba servindo de exemplo para os consumidores.  Uma companhia que se mostra amiga do meio ambiente com certeza ganha pontos comigo”, destaca.
Para a catarinense C-Pack, trabalhar com essas alternativas sempre foi o conceito da empresa. Há 10 anos no mercado, a fabricante é exemplo para o Brasil devido às suas soluções implementadas, tanto na infraestrutura, quanto nos seus produtos. A empresa foi à primeira no mundo a lançar  o tubo de plástico flexível produzido a partir de matéria-prima 100% renovável.
O PE Verde, como foi batizado pela Braskem, não utiliza o comum polietileno, derivado do petróleo, mas a cana-de-açúcar como sua principal matéria-prima. Além do PE Verde atender à quase todas as demandas do mercado, com possibilidade de envase de qualquer produto das áreas cosmética, farmacêutica, industrial e alimentícia, ele ainda conta com uma matéria-prima que causa impacto ambiental muito menor em relação ao petróleo. O Brasil tem 22% das terras aráveis do mundo. A cana-de-açúcar é cultivada, principalmente, no Sudeste brasileiro e a produção para o PE Verde utiliza somente 1% dessa área.

 

O USO DA TECNOLOGIA PARA SIMPLIFICAR TAREFAS E FAZER REGISTROS
Diários do bebê, filmes fotográficos com 12, 24 ou 36 poses, álbuns de fotografias com a data marcada à caneta no avesso da foto, fitas VHS com registro dos melhores momentos: assim funcionavam os pais da década de 90, até mesmo em meados dos anos 2000, quando o mundo digital começou a se popularizar e, consequentemente, a forma de registrar os momentos em família mudou também. Hoje, com a explosão dos smartphones, tablets, câmeras digitais e internet móvel, é muito mais fácil não deixar passar nenhum registro dos filhotes. Pais e mães corujas registram e compartilham o crescimento de seus filhos, cada gracinha feita, cada nova descoberta ou momentos engraçados, que muitas vezes até acabam virando hits na internet.
Além dos registros e da substituição dos álbuns físicos por fotografias digitais, as novas tecnologias tem muito mais a oferecer, auxiliando todos os tipos de pais: os corujas, de primeira viagem,  desorganizados ou super protetores.  Inspirado com o  nascimento da filha, Anderson Gomes, da agência digital AgWeb+, percebeu a necessidade de criar um aplicativo que simplificasse todas as tarefas mais procuradas pelos pais, além de auxiliar de uma maneira bem prática a organizar os registros e lembretes. Assim, em abril deste ano, surgiu o Daily Baby, diário digital completo e gratuito, com funções que vão desde a interação e registros, até a possibilidade de cadastrar todos os dados fornecidos pelo pediatra e emitir lembretes de vacinas, remédios, e outras funções médicas.  O aplicativo fez tanto sucesso que em menos de três  meses após o lançamento já contava com mais de mil usuários cadastrados.
A grande procura  impulsionou Anderson a criar também a versão Mobile, disponível para o sistema iOS, mas com projetos também para outros sistemas em andamento. A nova versão, além de possuir todas as facilidades do aplicativo padrão, ainda é mais dinâmica e apresenta todos os itens na palma da mão do usuário.  Essa visão de Gomes e sua equipe chamou a atenção do Startup SC, promovido pelo Sebrae/SC, que seleciona 20 projetos inovadores para realizar um curso especial voltado para área, com duração de quatro meses. Anderson, que já iniciou o curso, participa de workshops, palestras, oficinas e outras atividades, tudo para fomentar e implementar a ideia que já é sucesso.
Mercado de aplicativos em expansão
Criativos, os brasileiro já movimentam  o mercado de produção de aplicativos (apps) para smartphones e tablets. O país cresceu 83% nesse segmento no último ano, ficando em 6º lugar entre 30 países analisados pela empresa Distimo.  O Brasil é também o primeiro lugar na América Latina, superando o México, que obteve um crescimento equivalente a 63%.  Segundo índices das consultorias MarketsandMarkets e Forrester Research, o mercado movimentou 6,8 bilhões de dólares em 2011 e possui uma projeção entre US$ 25 bilhões e 38 bilhões até 2015.
Por ser de fácil acesso – qualquer pessoa pode, a princípio, desenvolver um aplicativo, basta ter criatividade e conhecimento na ferramenta – o número de produtos lançados é muito grande. Mas, não basta ter uma boa ideia e não saber implementa-la. Para se ter uma ideia, dos cerca de 700 mil aplicativos presentes na App Store, 60% nunca foram baixados.  Desses, somente 2 mil aplicativos tiveram resultados relevantes.  Para sobreviver nesse mercado é preciso ter visão de negócio e estar bem ciente do público alvo que quer atingir. 
Anderson Gomes acredita que a facilidade e a qualidade das informações entregues aos pais foi crucial para que seu projeto atingisse tantos usuários em tão pouco tempo. “Pensamos em um sistema onde os pais pudessem não só registrar os melhores momentos da vida de seus filhos, mas algo que ajude também na criação e no dia a dia dos pais, porque sabemos que principalmente o primeiro ano deles é muito cansativo. O maior diferencial do Daily Baby é facilitar e ajudar as mamães de uma forma mais completa, com riqueza nas informações, como parâmetros do desenvolvimento do bebê através do calculo de peso x altura”, explica Anderson.
Inovar e ser diferente são a receita para que uma ideia emplaque. Anderson Gomes conseguiu juntar diversão e interação com funcionalidades práticas para o dia-a-dia, fazendo com que o aplicativo não ficasse somente na categoria de diversão, mas que se transformasse em uma ferramenta de uso diário. “Salientamos também a funcionalidade que ajuda os pais a ministrarem a medicação que a criança deve tomar, avisando a hora da medicação conforme a receita médica. A ideia surgiu quando minha esposa engravidou, mas só resolvi desenvolver um sistema de fato depois que o diário da minha pequena fez muito sucesso e foi cada vez mais solicitado”, conta Anderson.
Mais informações no site www.dailybaby.com.br.
 

 

TRANSFORMANDO A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA

(Texto de Karina Toledo, de Caxambu, distribuído pela Agência FAPESP) Tornar os resultados das pesquisas realizadas acessíveis ao maior número de pessoas – no menor tempo possível – e deixar a comunidade científica julgar a relevância do artigo após sua publicação. Essa ideia inovadora norteou a criação da revista PLoS One, em 2006, e vem transformando a comunicação científica em todo o mundo.

A avaliação foi feita por Eric Martens, editor sênior do periódico, durante conferência apresentada na 28ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada em Caxambu (MG) entre os dias 21 e 24 de agosto.

De acordo com Martens, em 2012 a PLoS One publicou 24 mil artigos, com uma taxa de aceitação de 70%. Em média, 200 submissões são recebidas e 140 trabalhos são publicados diariamente.

“Enquanto muitas revistas rejeitam até 90% dos artigos submetidos para elevar seu fator de impacto, a PLoS One tem uma filosofia única: todas as pesquisas consistentes do ponto de vista ético e científico, que contribuem de alguma forma para o conhecimento de uma determinada área, devem ser publicadas e ter acesso livre. Não rejeitamos um artigo com base em seu suposto impacto”, disse Martens.

Como a PLoS One se propõe a divulgar pesquisas de todos os campos da ciência e da medicina, não há risco de um artigo, fruto de trabalho interdisciplinar, ser rejeitado por não se encaixar no escopo de uma determinada área de estudo. Também são bem-vindas as pesquisas com resultados negativos, ou seja, que não comprovam a hipótese inicialmente proposta.

“Há áreas com poucas opções de periódicos de acesso livre, como Paleontologia. A PLoS One é uma boa opção nesses casos”, disse Martens.

O editor, no entanto, ressalta que há critérios que precisam ser atendidos para o trabalho ser aceito. Além de não ter sido publicado anteriormente e de apresentar um conhecimento novo para a área, precisa contar com experimentos, estatísticas e análises de alto nível técnico. Todos os dados devem ser descritos com um grau de detalhamento que permita sua reprodução por qualquer interessado.

As conclusões devem estar apresentadas de forma adequada e serem amparadas pelos dados obtidos nos experimentos e análises. O artigo precisa estar escrito de forma inteligível, de acordo com o padrão da língua inglesa. A pesquisa deve seguir o padrão internacional de ética e de integridade em pesquisa.

Segundo Martens, os motivos para a rejeição de um artigo na PLoS One geralmente estão relacionados a problemas fundamentais de metodologia ou de interpretação dos resultados. “Fatores como experimentos mal desenhados, amostras insuficientes, falta de força estatística nos resultados ou técnica inapropriada de análise”, exemplificou.

Além da equipe da revista, participam do processo de revisão – que dura em média 40 dias – os chamados editores acadêmicos, especialistas de diversas áreas que atuam como colaboradores fixos. Eles decidem se há ou não necessidade de revisores externos.

“Para garantir a transparência do processo, a carta de aceitação ou rejeição de um artigo é sempre assinada pelo editor acadêmico responsável e essa informação também é publicada. Os revisores externos também são encorajados a assinar a avaliação”, contou Martens.

O modelo de julgamento com base na consistência da pesquisa e não no seu impacto tem se mostrado bem-sucedido, na avaliação de Martens. Mas há, segundo ele, uma série de ferramentas cruciais para que funcione. O site da revista oferece, por exemplo, uma seção de comentários e uma série de indicadores que revelam quantas vezes o artigo foi acessado e citado, com gráficos que mostram sua evolução ao longo do tempo.

Além disso, o alcance do trabalho entre o público geral é medido pelo número de vezes que ele foi compartilhado em blogs e redes sociais.

“Acreditamos que esse modelo de métrica individual seja uma boa alternativa ao modelo de fator de impacto baseado na revista. Isso está mudando a forma como as pessoas pensam e avaliam a pesquisa científica”, avaliou.

O problema com o conceito de fator de impacto, segundo Martens, é o fato de estar baseado na média do número de citações que os artigos de uma revista receberam em um determinado período – o que mascara as variações existentes dentro de cada periódico.

“A Nature, por exemplo, tem um fator de impacto superior a 30. Mas se você analisa a distribuição das citações da revista verá que é altamente variável. Há alguns artigos que tiveram muito impacto e são citados até hoje, como o do Projeto Genoma Humano. E há outros que foram citados apenas uma ou duas vezes ao longo de sua história”, afirmou.

Modelo de sucesso

Para que um periódico seja considerado verdadeiramente de acesso livre (open access), dois critérios precisam ser atendidos: o conteúdo precisa estar disponível gratuitamente na internet, sem exigência de cadastro ou assinatura, e os leitores devem ter permissão do copyright para republicar ou reusar o conteúdo como quiserem. A única condição é a atribuição do trabalho aos autores e editores.

Na avaliação de Martens, esse modelo tem se mostrado bem-sucedido e está crescendo rapidamente, impulsionado principalmente por instituições como a Comissão Europeia, os Conselhos de Pesquisa do Reino Unido, o National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

“Esses órgãos determinaram que toda a pesquisa que financiam deve ser de acesso livre. Algumas importantes universidades também já adotaram políticas para incentivar a prática, como Harvard, Columbia, Duke, Princeton, Stanford e MIT [Massachusetts Institute of Technology]”, disse.

Martens, no entanto, reconhece que atualmente o custo de publicação para os que optam pelo modelo “open acess” recai sobre o pesquisador. No caso da PLoS One, é preciso desembolsar cerca de US$ 1,3 mil para cada artigo. Nas revistas em que a taxa de rejeição é maior, o custo de publicação também costuma ser mais elevado.

“Queremos chegar ao ponto em que as instituições que financiam as pesquisas entendam que tornar seus resultados acessíveis de forma livre é parte essencial do processo e assumam esse custo”, defendeu. 


NOKIA ALFINETA APPLE


A Nokia mal esperou o fim do anúncio da Apple hoje e aproveitou a ocasião para "alfinetar" a concorrente.

 

No Twitter e Facebook, a marca finlandesa postou uma foto de aparelhos da linha Lumia acompanhados da seguinte frase: “Obrigada, Apple. Imitação é a melhor forma de elogio”. A postagem foi uma menção indireta ao iPhone 5C, nova versão disponível em cinco cores e com interface acompanhando a cor do aparelho.

 

Em menos de uma hora, o post no Twitter ganhou 11 mil retuítes e despertou reações diversas: alguns usuários discordando, enquanto outros afirmavam que celulares coloridos não são exclusividade de nenhum fabricante.

 

Passado algum tempo, a Nokia publicou outra provocação. Desta vez, uma imagem do protagonista da série Breaking Bad, Walter White, seguida de outra cutucada que estava relacionada à versão dourada do iPhone 5S. "Gângsters de verdade não usam celulares dourados”.  (Redação Adnews)

 CONSEQUÊNCIAS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

(Textos de Noêmia Lopes, distribuído pela Agência FAPESP) – O aumento das temperaturas e as mudanças no regime de chuvas previstos para ocorrer nas várias regiões do Brasil em decorrência do aquecimento global poderão afetar bastante a agricultura do país. Culturas como feijão, soja, trigo e milho serão especialmente impactadas, apontam estudos da Rede Brasileira de Pesquisa e Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima).

A partir do cruzamento de modelos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e de modelos regionais brasileiros, pesquisadores da Rede Clima analisam o impacto das mudanças climáticas sobre as áreas de cultivo nacionais.

Tomando como base os hectares cultivados em 2009 e se mantidas as atuais condições de produção, as projeções para 2030 apontam grandes reduções de área, tanto nos prognósticos pessimistas como nos cenários mais otimistas. Para o feijão, a queda vai de 54,5% a 69,7%. Para a soja, a redução é estimada de 15% a 28%. Trigo, de 20% a 31,2%. Milho, de 7% a 22%. Arroz, de 9,1% a 9,9%. E algodão, de 4,6% a 4,9%.

As diferentes variedades do feijão necessitam de condições climáticas particulares. Com isso, o cultivo, feito em até quatro safras por ano, é mais suscetível às variações de temperatura e precipitação. Contornar tal redução dependerá, portanto, de modificações em termos de produção e do investimento em variedades capazes de se adaptar às novas condições de cada local.

Os números foram apresentados na terça-feira (10/09), durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima). Organizado pela FAPESP e promovido com a Rede Clima e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), o eventoocorre até a próxima sexta-feira (13/09), no Espaço Apas, em São Paulo.

“Nossos esforços vão no sentido de produzir aplicações a partir de uma pesquisa base. Ou seja, buscar soluções para adaptação e mitigação dos efeitos do aquecimento global na agricultura. Com o estudo sobre áreas cultivadas, temos agora uma lista de municípios com maior e menor risco de serem afetados por mudanças climáticas, um importante instrumento para pesquisa e tomadas de decisão”, afirmou Hilton Silveira Pinto, coordenador da sub-rede Agricultura e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no segundo dia do Conclima.

De acordo com Silveira Pinto, os trabalhos do grupo em geral são encaminhados diretamente às instâncias governamentais, em especial por meio da Embrapa Informática Agropecuária (Embrapa/CNPTIA), instituição coordenadora da sub-rede Agricultura.

Outra frente de atuação da equipe é a Simulação de Cenários Agrícolas Futuros (SCenAgri), que traça prognósticos para as próximas décadas considerando o aumento de temperatura, o regime de chuvas e a demanda climática de cada cultura.

“O café, por exemplo, precisa de 18 ºC a 22 ºC de média anual. Fora dessa janela, a cultura não se desenvolve. Passamos essas informações para o computador e simulamos diferentes cenários”, disse Silveira Pinto.

O SCenAgri conta hoje com campos de plantio de 19 culturas, 3.313 estações de chuva com dados diários, 23 modelos globais e três modelos regionais de projeções climáticas

Também há estudos com injeção de carbono na atmosfera, para verificar a resposta de plantações em uma superfície controlada, e treinamentos com modelos agrometeorológicos para pesquisas em produtividade nas condições atuais e futuras.

As apresentações realizadas durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais e mais informações sobre o evento estão disponíveis em: www.fapesp.br/conclima. 
 

OPORTUNIDADES

. O Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) está com inscrições abertas, até 20 de setembro, para o concurso que visa preencher cinco vagas de professor doutor.

Para a área de Teoria Econômica são oferecidas quatro vagas; a outra vaga é destinada aos candidatos cuja área de conhecimento esteja relacionada à Sociologia Econômica.

Os aprovados no concurso serão contratados em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa (RDIDP), receberão salário de R$ 9.184,94 e ficarão obrigados a manter vínculo empregatício exclusivo com a USP, sendo vedado o exercício de outra atividade pública ou privada.

O concurso será realizado em duas fases. Na primeira, composta por uma prova escrita, o candidato tem de obter nota maior que sete para ser classificado. A prova terá duração de cinco horas e será baseada em um dos dez pontos do programa do concurso que será sorteado pela comissão.

A segunda fase inclui o julgamento do memorial com aplicação da prova pública de arguição e a prova didática. A comissão julgará os seguintes pontos do memorial: produção científica, literária, filosófica ou artística; atividade didática universitária; atividades relacionadas à prestação de serviços à comunidade; atividades profissionais, ou outras, quando for o caso, e diplomas e outras distinções universitárias.

Na prova didática, o candidato deverá ministrar uma aula de graduação, com duração de 40 a 60 minutos, sobre o programa da área de conhecimento correspondente ao cargo e poderá utilizar o material didático que achar necessário.

As inscrições devem ser feitas pessoalmente (ou por meio de procuração) diretamente na Assistência Acadêmica da faculdade, situada na Avenida Prof. Luciano Gualberto, 908, prédio FEA-1, ala A, sala 106, Cidade Universitária, São Paulo. Mais informações:www.fea.usp.br/feaecon/departamento.php?i=5 


.  CIEE RECRUTA ESTUDANTES PARA 39 VAGAS DE ESTÁGIO EM CONSTRUÇÃO CIVIL NA CAPITAL PAULISTA - O CIEE está recrutando estudantes a partir do 4º semestre dos cursos de arquitetura, engenharia civil e tecnologia em construção civil para 39 vagas de estágio, na capital paulista.
Os selecionados atuarão em escritórios de engenharia e empreendimentos, em segmentos da indústria, em empresas de importação e exportação, consultorias, instituições financeiras e órgãos públicos.
O valor de bolsa-auxílio varia de R$670 a R$1.200, para jornada diária de seis horas. As empresas oferecem vale-refeição, além dos benefícios previstos em lei, como recesso remunerado, auxílio transporte ou reembolso combustível, em alguns casos. A maioria solicita conhecimentos de Auto Cad e de inglês nível básico.
As inscrições gratuitas devem ser realizadas, preferencialmente, das 8:00 às 17:00, no Prédio-Escola CIEE Centro (Rua Maria Paula, 212) ou no Atendimento ao Estudante (Rua Tabapuã, 516, no bairro do Itaim Bibi), levando RG e CPF, ou ainda, pelo site
www.ciee.org.br. (Fontes: Jacyra Octaviano (jacyra@cieesp.org.br) e Roberto Mattus (roberto_mattus@cieesp.org.br) | Comunicação Corporativa CIEE-SP | Portal da Propaganda)

PRÊMIO CONSTRUINDO A IGUALDADE DE GÊNERO


Abertas, até dia  30, as inscrições para a nona edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero.

O concurso é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Educação (MEC) e da ONU Mulheres e premia redações, artigos científicos e projetos pedagógicos na área das relações de gênero, mulheres e feminismo.

Com o objetivo de incentivar a reflexão crítica e a pesquisa acerca das desigualdades entre homens e mulheres, o evento premiará as melhores produções relacionadas à situação da mulher no país.

Os candidatos podem se inscrever em uma das cinco categorias disponíveis no concurso: mestre e estudante de doutorado; graduado, especialista e estudante de mestrado; estudante de graduação; estudante do ensino médio; e escola promotora da igualdade de gênero.

Aos candidatos da categoria mestre e estudante de doutorado é exigida a produção de um artigo científico de 20 a 30 páginas; os autores dos dois melhores textos receberão R$ 10 mil mais uma bolsa de doutorado no país.

Os dois vencedores da categoria graduado, especialista e estudante de mestrado receberão R$ 8 mil e uma bolsa de mestrado no país. Os artigos científicos, neste caso, devem ter de 15 a 20 páginas.

Os artigos científicos da categoria estudantes de graduação devem ter de 10 a 15 páginas e os dois melhores receberão R$ 5 mil e uma bolsa de iniciação científica de 12 meses.

O concurso na categoria voltada a estudantes de ensino médio ocorrerá em duas etapas. Na primeira delas, a melhor redação de cada uma das 27 unidades da federação poderá receber computadores com monitor LCD. Na etapa nacional, os autores dos três melhores trabalhos já premiados na primeira etapa receberão um laptop com impressora e uma bolsa de iniciação científica júnior, com vigência de 12 meses.

Na categoria Escola Promotora da Igualdade de Gênero poderão concorrer escolas que estejam desenvolvendo projetos e ações pedagógicas na comunidade escolar para a promoção da igualdade de gênero ou que as tenham desenvolvido no ano anterior. Uma escola por unidade da federação receberá a quantia de R$10 mil para aplicar em ações de promoção da igualdade de gênero.

A divulgação dos resultados ocorrerá no site do evento e a cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em Brasília, no ano que vem.

Mais informações: www.igualdadedegenero.cnpq.br 
 

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