sexta-feira, 13 de setembro de 2013

NETWORKING E A ERA DA COLABORAÇÃO


 


Em tempo em que a internet é o motor de uma inteligência coletiva, em rede, a Era do Conhecimento continua a trazer benefícios àqueles que transmitem conhecimentos por meio do Colaborativismo. Compartilhar ideia, pensamentos e aprendizados nunca antes fora tão útil para quem está formando o networking profissional. Neste artigo serão abordadas a importância da contribuição intelectual como forma de conectar pessoas à filosofia: visão, missão e valores; e dicas de como utilizar ferramentas online e offline para o sucesso das ações de relacionamentos.


Com o desenvolvimento tecnológico, novas dinâmicas estão surgindo a cada dia nas relações humanas. E encontrar bons parceiros de negócios é um dos grandes desafios de nossa década, já que as relações de trabalho e o dinheiro são observados de maneira diferenciada pelas gerações digitais da atualidade. Profissionais que utilizam ferramentas de Comunicação Social têm se beneficiado no mundo dos relacionamentos. Mas como fazer isso?

A dica inicial é: ajude para ser ajudado! Se você é um especialista (ou tem conhecimentos práticos e teóricos sobre) em algum tema, contribua com profissionais que buscam resoluções para seus problemas, sugerindo caminhos (testados e comprovados). Suas ideias podem valer bons relacionamentos – tanto no mundo virtual quanto no mundo “presencial”. Vejamos dois exemplos.

Colaborativismo pela rede – A primeira dica é utilizar os recursos da Internet para estabelecer conexões com públicos afins. Uma dessas ferramentas, por exemplo, é oSabixão, uma comunidade virtual crowdlearning, que oferece a troca de experiências via videoconferência. Criado em 2012, o site está atraindo a atenção de estudantes, profissionais e pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo que ensinam ou aprendem gratuitamente sobre os mais variados temas: de artes a negócios. Quem não conseguir acompanhar as aulas ao vivo pode assistir os vídeos gravados, que ficam alocados no site. 

Transmita conhecimentos pessoalmente – Fora do mundo virtual, um caminho interessante para se conquistar parceiros de trabalho, através da troca de informações e ideias, está na participação de eventos de relacionamentos. No mercado de startups, por exemplo, um gestor que precisa criar um modelo de empresa lucrativa – com alto potencial de crescimento, para gerar interesses em investidores – deve formar um time diversificado, campeão. Para isto, basicamente precisa encontrar um parceiro que fique responsável por TI; outro, pelo campo Jurídico; outro, por Comunicação e Relacionamento. Composta a equipe básica, o projeto já pode se tornar uma realização, saindo do papel.

O Circuito Startup é outro exemplo, uma boa pedida para compartilhas ideias e buscar novos contatos. Trata-se de uma série de eventos que acontecem pelo Brasil, com objetivo de estimular o empreendedorismo de alto impacto, integrando pessoas, empresas e entidades locais ou regionais. Nesses encontros de networking são conectam empreendedores, investidores, incubadoras, aceleradoras de negócios, formadores de opinião das mais diversas mídias e afins. Para aproveitar ao máximo essas experiências, lembre-se de que o foco é contribuir mais do que recebe r. Leve sempre cartões de visitas para trocá-los ao conhecer pessoas. Conecte-se ao maior número de interessados possíveis e ajude-os a pensar em mecanismos para explorar de forma criativa e inovadora seus projetos. É fundamental que esteja focado na área que tem domínio, validando suas ideias com os interessados. Lembre-se de que se os profissionais estão por lá é porque buscam stakeholders para compor sua cadeia de negócios.

Por fim, se coloque à disposição para contribuir com os projetos afins e tenha certeza de que estas ações de colaboração – sejam de forma virtual ou pessoalmente – irão render boas trocas de ideias para criar, ampliar ou melhorar seus projetos. O colaborativismo é a marca da década atual, e ajudar para ser ajudado torna-se fundamental para o sucesso de seu empreendimento. Afinal, como sabemos, gentileza gera gentileza! (Artigo encaminhado AO Adnews por Thiago Ermano, jornalista e assessor de comunicação da Anunciattho Comunicação).

MONTAIN BIKE MOVIMENTARÁ O SUL

A Associação Sul de Ciclismo (Ascasul), em parceria com a Prefeitura Municipal de Morro da Fumaça, Cermoful e a LíderCom, promove neste final de semana, o “XCO Ferradura de Ouro de Mountain Bike (MTB)”, num Centro de Tradições Gaúchas (CTG) no Sul de Santa Catarina. O local é o mesmo onde vai ser disputada a prova dos Joguinhos Abertos. Inscrições já estão abertas.

O CTG Herança do Velho Pai, em Morro da Fumaça (SC), recebe no dia 15 deste mês, o “XCO Ferradura de Ouro de Mountain Bike (MTB)”, onde o que vale é a resistência física. As provas da modalidade durante os Joguinhos Abertos de Santa Catarina vão ser disputadas no mesmo local e, para os atletas que vão participar da competição estadual, esta é uma oportunidade de fazerem o reconhecimento da pista.

No domingo, das 9 horas até às 12 horas acontece o reconhecimento de pista e treinos livres. A partir das 14 horas tem o início da prova e a largada das baterias com o término às 17 horas. A entrega da premiação acontece no mesmo local, logo após o encerramento da prova.

A inscrição com desconto é valida até o dia 13 de setembro, com a taxa de R$ 30,00 por participante. No dia 15, até às 12 horas, o valor passa para R$ 40,00 por participante. Confirme a sua inscrição com desconto até o dia 13/09/2013. O comprovante deve ser entregue na assinatura de súmula. 

FORTALECIMENNTO DA SAÚDE NA ÁREA ANIMAL

A NürnergMesse Brasil acaba de anunciar mais uma novidade para esta edição da Pet South America, que acontece entre os dias 29 e 31 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. A principal plataforma de negócios do mercado pet na América Latina passa a contar com a parceria do Sindicato Nacional da Indústria dos Produtos para Saúde Animal (Sindan), representado pela Comissão de Animais de Companhia (COMAC).

Segundo a Diretora-geral da NürnbergMesse Brasil, Ligia Amorim, o Sindan/COMAC entra para a Pet South America com o intuito de ampliar a discussão e a geração de negócios entre médicos veterinários, profissionais do setor e fabricantes de produtos para saúde animal.


“Dessa parceria nasceu o Circuito Sindan/COMAC, que ressaltará a participação das empresas voltadas ao desenvolvimento de produtos para a saúde animal, associadas da entidade”, revela Ligia. “Os visitantes terão a oportunidade de percorrer esse circuito, que integra todas as empresas do segmento de saúde animal, associadas ao Sindan/COMAC, presentes durante a Pet South America. Será uma experiência única para atualização, conexão com o mercado e fortalecimento da relação entre profissionais e indústria”, explica.

Para o coordenador da COMAC, Tiago Papa, essa parceria faz todo sentido. “É importante participar do principal evento que discute o cenário do mercado de animais de companhia no Brasil, que leva aos executivos do varejo, proprietários de pet shops, indústrias, associações, sindicatos e imprensa especializada questões relevantes para que, cada vez mais, o setor cresça de maneira organizada”, afirma.

Durante o percurso do circuito, os visitantes serão encaminhados aos estandes das fabricantes Ouro fino, Pfizer-Zoetis e Vetnil, onde serão apresentados a produtos veterinários de alta qualidade que contribuem para o bom desenvolvimento dos pets.

Pet South America



29 a 31 de outubro de 2013
Expo Center Norte - Pavilhões Verde e Vermelho
R. José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme
São Paulo - SP
http://www.petsa.com.br/ 

JORNALISTAS ESPIONADOS PELA POLÍCIA FRANCESA


Outro caso de espionagem sobre seus repórteres foi denunciado nesta semana pelo jornal francês Le Monde. De acordo com a publicação “... a polícia, sob ordem de um juiz, explorou mais uma vez dados detalhados de contas telefônicas de dois jornalistas... as conversas de um dos repórteres foram ouvidas por um mês inteiro", escreveu o jornal.

O Le Monde apresentou um pedido para acabar com as escutas antes de iniciar "medidas legais cabíveis", disse o advogado Francis Saint-Pierre.  Na França, vários casos recentes levantaram questões sobre os limites da Lei de 2010 destinada a proteger as fontes da imprensa.  (Adnews, Com informações do Portal Imprensa)

MUDANÇAS NO CLIMA DO BRASIL


(Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP. Colaboraram Claudia Izique e Noêmia Lopes) -  O clima no Brasil nas próximas décadas deverá ser mais quente – com aumento gradativo e variável da temperatura média em todas as regiões do país entre 1 ºC e 6 ºC até 2100, em comparação à registrada no fim do século 20.

No mesmo período, também deverá diminuir significativamente a ocorrência de chuvas em grande parte das regiões central, Norte e Nordeste do país. Nas regiões Sul e Sudeste, por outro lado, haverá um aumento do número de precipitações.

As conclusões são do primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), cujo sumário executivo foi divulgado nesta segunda-feira (09/08), durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima). Organizado pela FAPESP e promovido com a Rede Brasileira de Pesquisa e Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), oevento ocorre até a próxima sexta-feira (13/09), no Espaço Apas, em São Paulo.

De acordo com o relatório, tendo em vista que as mudanças climáticas e os impactos sobre as populações e os setores econômicos nos próximos anos não serão idênticos em todo o país, o Brasil precisa levar em conta as diferenças regionais no desenvolvimento de ações de adaptação e mitigação e de políticas agrícolas, de geração de energia e de abastecimento hídrico para essas diferentes regiões.

Dividido em três partes, o Relatório 1 – em fase final de elaboração – apresenta projeções regionalizadas das mudanças climáticas que deverão ocorrer nos seis diferentes biomas do Brasil até 2100, e indica quais são seus impactos estimados e as possíveis formas de mitigá-los.

As projeções foram feitas com base em revisões de estudos realizados entre 2007 e início de 2013 por 345 pesquisadores de diversas áreas, integrantes do PBMC, e em resultados científicos de modelagem climática global e regional.

“O Relatório está sendo preparado nos mesmos moldes dos relatórios publicados pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas [IPCC, na sigla em inglês], que não realiza pesquisa, mas avalia os estudos já publicados”, disse José Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coordenador do encontro.

“Depois de muito trabalho e interação, chegamos aos resultados principais dos três grupos de trabalho [Bases científicas das mudanças climáticas; Impactos, vulnerabilidades e adaptação; e Mitigação das mudanças climáticas]”, ressaltou.

Principais conclusões

Uma das conclusões do relatório é de que os eventos extremos de secas e estiagens prolongadas, principalmente nos biomas da Amazônia, Cerrado e Caatinga, devem aumentar e essas mudanças devem se acentuar a partir da metade e no fim do século 21.

A temperatura na Amazônia deverá aumentar progressivamente de 1 ºC a 1,5 ºC até 2040 – com diminuição de 25% a 30% no volume de chuvas –, entre 3 ºC e 3,5 ºC no período de 2041 a 2070 – com redução de 40% a 45% na ocorrência de chuvas –, e entre 5 ºC a 6 ºC entre 2071 a 2100.

Enquanto as modificações do clima associadas às mudanças globais podem comprometer o bioma em longo prazo, a questão atual do desmatamento decorrente das intensas atividades de uso da terra representa uma ameaça mais imediata para a Amazônia, ponderam os autores do relatório.

Os pesquisadores ressaltam que estudos observacionais e de modelagem numérica sugerem que, caso o desmatamento alcance 40% na região no futuro, haverá uma mudança drástica no padrão do ciclo hidrológico, com redução de 40% na chuva durante os meses de julho a novembro – o que prolongaria a duração da estação seca e provocaria o aquecimento superficial do bioma em até 4 ºC.

Dessa forma, as mudanças regionais decorrentes do efeito do desmatamento se somariam às provenientes das mudanças globais e constituíram condições propícias para a savanização da Amazônia – problema que tende a ser mais crítico na região oriental, ressaltam os pesquisadores.

“As projeções permitirão analisar melhor esse problema de savanização da Amazônia, que, na verdade, percebemos que poderá ocorrer em determinados pontos da floresta, e não no bioma como um todo, conforme previam alguns estudos”, destacou Tércio Ambrizzi, um dos autores coordenadores do sumário executivo do grupo de trabalho sobre a base científica das mudanças climáticas.

A temperatura da Caatinga também deverá aumentar entre 0,5 ºC e 1 ºC e as chuvas no bioma diminuirão entre 10% e 20% até 2040. Entre 2041 e 2070 o clima da região deverá ficar de 1,5 ºC a 2,5 ºC mais quente e o padrão de chuva diminuir entre 25% e 35%. Até o final do século, a temperatura do bioma deverá aumentar progressivamente entre 3,5 ºC e 4,5 ºC  e a ocorrência de chuva diminuir entre 40% e 50%. Tais mudanças podem desencadear o processo de desertificação do bioma.   

Por sua vez, a temperatura no Cerrado deverá aumentar entre 5 ºC e 5,5 ºC e as chuvas diminuirão entre 35% e 45% no bioma até 2100. No Pantanal, o aquecimento da temperatura deverá ser de 3,5ºC a 4,5ºC até o final do século, com diminuição acentuada dos padrões de chuva no bioma – com queda de 35% a 45%.         

Já no caso da Mata Atlântica, como o bioma abrange áreas desde a região Sul do país, passando pelo Sudeste e chegando até o Nordeste, as projeções apontam dois regimes distintos de mudanças climáticas.

Na porção Nordeste deve ocorrer um aumento relativamente baixo na temperatura – entre 0,5 ºC e 1 ºC – e decréscimo nos níveis de precipitação (chuva) em torno de 10% até 2040. Entre 2041 e 2070, o aquecimento do clima da região deverá ser de 2 ºC a 3 ºC, com diminuição pluviométrica entre 20% e 25%. Já para o final do século – entre 2071 e 2100 –, estimam-se condições de aquecimento intenso – com aumento de 3 ºC a 4 ºC na temperatura – e diminuição de 30% a 35% na ocorrência de chuvas.         

Nas porções Sul e Sudeste as projeções indicam aumento relativamente baixo de temperatura entre 0,5 ºC e 1 ºC até 2040, com aumento de 5% a 10% no número de chuva. Entre 2041 e 2070 deverão ser mantidas as tendências de aumento gradual de 1,5 ºC a 2 ºC na temperatura e de 15% a 20% de chuvas.  

Tais tendências devem se acentuar ainda mais no final do século, quando o clima deverá ficar entre 2,5 ºC e 3 ºC mais quente e entre 25% e 30% mais chuvoso.         

Por fim, para o Pampa, as projeções indicam que até 2040 o clima da região será entre 5% e 10% mais chuvoso e até 1 ºC mais quente. Já entre 2041 e 2070, a temperatura do bioma deverá aumentar entre 1 ºC e 1,5 ºC  e haverá uma intensificação das chuvas entre 15% e 20%. As projeções para o clima da região no período entre 2071 e 2100 são mais agravantes, com aumento de temperatura de 2,5 ºC a 3 ºC e ocorrência de chuvas entre 35% e 40% acima do normal.                  

“O que se observa, de forma geral, é que nas regiões Norte e Nordeste do Brasil a tendência é de um aumento de temperatura e de diminuição das chuvas ao longo do século”, resumiu Ambrizzi.       

“Já nas regiões mais ao Sul essa tendência se inverte: há uma tendência tanto de aumento da temperatura – ainda que não intenso – e de precipitação”, comparou. 

Impactos e adaptação

As mudanças nos padrões de precipitação nas diferentes regiões do país, causadas pelas mudanças climáticas, deverão ter impactos diretos na agricultura, na geração e distribuição de energia e nos recursos hídricos das regiões, uma vez que a água deve se tornar mais rara nas regiões Norte e Nordeste e mais abundante no Sul e Sudeste, alertam os pesquisadores.

Por isso, será preciso desenvolver ações de adaptação e mitigação específicas e rever decisões de investimento, como a construção de hidrelétricas nas regiões leste da Amazônia, onde os rios poderão ter redução da vazão da ordem de até 20%, ressalvaram os pesquisadores.

“Essas variações de impactos mostram que qualquer tipo de estratégia planejada para geração de energia no leste da Amazônia está ameaçada, porque há uma série de fragilidades”, disse Eduardo Assad, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“Dará para contar com água. Mas até quando e onde encontrar água nessas regiões são incógnitas”, disse o pesquisador, que é um dos coordenadores do Grupo de Trabalho 2 do relatório, sobre Impactos, vulnerabilidades e adaptação.

De acordo com Assad, é muito caro realizar ações de adaptação às mudanças climáticas no Brasil em razão das fragilidades que o país apresenta tanto em termos naturais – com grandes variações de paisagens – como socioeconômicas.

“A maior parte da população brasileira – principalmente a que habita as regiões costeiras do país – está vulnerável aos impactos das mudanças climáticas. Resolver isso não será algo muito fácil”, estimou.

Entre os setores econômicos do país, segundo Assad, a agricultura é um dos poucos que vêm se adiantando para se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.

“Já estamos trabalhando com condições de adaptação há mais de oito anos. É possível desenvolver cultivares tolerantes a temperaturas elevadas ou à deficiência hídrica [dos solos], disse Assad.

O pesquisador também ressaltou que os grupos populacionais com piores condições de renda, educação e moradia sofrerão mais intensamente os impactos das mudanças climáticas no país. “Teremos que tomar decisões rápidas para evitar que tragédias aconteçam.”

Mitigação

Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasília (UnB), e uma das coordenadoras do Grupo de Trabalho 3, sobre Mitigação das Mudanças Climáticas, apresentou uma síntese de estudos e pesquisas sobre o tema, identificando lacunas do conhecimento e direcionamentos futuros em um cenário de aquecimento global.

Bustamante apontou que a redução das taxas de desmatamento entre 2005 e 2010 – de 2,03 bilhões de toneladas de CO2 equivalente para 1,25 bilhão de toneladas – já tiveram efeitos positivos na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) decorrentes do uso da terra.

“As emissões decorrentes da geração de energia e da agricultura, no entanto, aumentaram em termos absolutos e relativos, indicando mudanças no perfil das emissões brasileiras”, disse.

Mantidas as políticas atuais, a previsão é de que as emissões decorrentes dos setores de energia e de transportes aumentem 97% até 2030. Será preciso mais eficiência energética, mais inovação tecnológica e políticas de incentivo ao uso de energia renovável para reverter esse quadro.

Na área de transporte, as recomendações vão desde a transformação de um modal – fortemente baseado no transporte rodoviário – e o uso de combustíveis tecnológicos. “É preciso transferir do individual para o coletivo, investindo, por exemplo, em sistemas aquaviários e em veículos elétricos e híbridos”, ressaltou Bustamante.

O novo perfil das emissões de GEE revela uma participação crescente do metano – de origem animal – e do óxido nitroso – relacionado ao uso de fertilizantes. “Apesar desses resultados, a agricultura avançou no desenvolvimento de estratégias de mitigação e adaptação”, ponderou.

Para a indústria, responsável por 4% das emissões de GEE, a lista de recomendações para a mitigação passa pela reciclagem, pela utilização de biomassa renovável, pela cogeração de energia, entre outros.

As estratégias de mitigação das mudanças climáticas exigem, ainda, uma revisão do planejamento urbano de forma a garantir a sustentabilidade também das edificações de forma a controlar, por exemplo, o consumo da madeira e garantir maior eficiência energética na construção civil.

Informação para a sociedade

Os pesquisadores participantes da redação do relatório destacaram que, entre as virtudes do documento, está a de reunir dados de estudos científicos realizados ao longo dos últimos anos no Brasil que estavam dispersos e disponibilizar à sociedade e aos tomadores de decisão informações técnico-científicas críveis capazes de auxiliar no desenvolvimento de estratégias de adaptação e mitigação para os possíveis impactos das mudanças climáticas.  

“Nós, cientistas, temos o desafio de conseguir traduzir a seriedade e a gravidade do momento e as oportunidades que as mudanças climáticas globais encerram para a sociedade. Sabemos que a inação representa a ação menos inteligente que a sociedade pode tomar”, disse Paulo Nobre, coordenador da Rede Clima.

Por sua vez, Celso Lafer, presidente da FAPESP, destacou, na abertura do evento, que a Fundação tem interesse especial nas pesquisas sobre mudanças climáticas, expresso no Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), mantido pela instituição.

“Uma das preocupações básicas da FAPESP é pesquisar e averiguar o impacto das mudanças climáticas globais naquilo que afeta as especificidades do Brasil e do Estado de São Paulo”, afirmou.

Também participaram da abertura do evento Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e Paulo Artaxo, membro da coordenação do PFPMCG.

Carlos Nobre ressaltou que o relatório será a principal fonte de informações que orientará o Plano Nacional de Mudanças Climáticas que, no momento, está em revisão.

“É muito importante que os resultados desse estudo orientem os trabalhos em Brasília e em várias partes do Brasil, em um momento crítico de reorientar a política nacional, que tem de ir na direção de tornar a economia, a sociedade e o ambiente mais resilientes às inevitáveis mudanças climáticas que estão por vir”, afirmou.

Segundo ele, o Brasil já sinalizou compromisso com a mitigação, materializado na Política Nacional de Mudanças Climáticas e que prevê redução de 10% e 15% das emissões entre 2010 e 2020, respectivamente, relativamente a 2005.


“São Paulo lançou, em 2009, um programa ambicioso, de redução de 20% das emissões, já que a questão da mudança no uso da terra não é uma questão tão importante no Estado, mas sim o avanço tecnológico na geração de energia e em processos produtivos. O Brasil é o único país em desenvolvimento com metas voluntárias para redução de emissões”. 
 

Ele ressaltou, entretanto, que “a adaptação ficou desassistida". "Não é só mitigar; é preciso também se adaptar às mudanças climáticas. As três redes de pesquisa – Clima, INCT e FAPESP – avançam na adaptação, que é o guia para o desenvolvimento sustentável.”


 
MODELO PARA ENTENDER AS VASRIAÇÕES CLIMÁTICAS

(Texto de Noêmia Lopes, ddisrribuído pela Agência FAPESP) O desmatamento da Amazônia, as queimadas, os processos de interação entre o Oceano Atlântico e a atmosfera são algumas das questões climáticas particulares do Brasil que o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre(BESM, na sigla em inglês) leva em consideração e pretende dar conta de uma forma que mesmo os melhores modelos do mundo não são capazes de fazer.

O modelo foi apresentado em detalhes na segunda-feira (09/09) na abertura da 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais, realizada em São Paulo.

Determinar o quanto o clima já mudou, o quanto as suas características ainda vão se alterar e onde isso ocorrerá é a base para o planejamento de políticas públicas de adaptação aos impactos das mudanças climáticas globais, segundo Paulo Nobre, coordenador geral do BESM e da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), na abertura do evento.

“O BESM é um eixo estruturante da pesquisa em mudanças climáticas no Brasil e oferece subsídios para o Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), para a Rede Clima e para o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC)”, disse Nobre.

Com o intuito de colaborar com as previsões sobre as consequências do aquecimento global e o consequente aumento na frequência dos eventos extremos, o BESM roda no supercomputador Tupã da Rede Clima/PFPMCG, reunindo fluxos atmosféricos, oceânicos, de superfície e, em breve, químicos. Adquirido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com apoio da FAPESP, o Tupã está instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista

Embora ainda não esteja em sua versão final e completa, o modelo já consegue, por exemplo, reconstituir a ocorrência dos últimos El Niños e estimar o retorno desse fenômeno, explicar as chuvas na Zona de Convergência do Atlântico Sul e até estimar a variação do gelo no globo de maneira satisfatória.

“Os cenários mais atuais, de 2013, estão disponíveis no supercomputador. Estamos tomando medidas para que o acesso seja disponibilizado ao público em geral até o final do ano”, afirmou Nobre.

Trinta pesquisadores estão diretamente envolvidos no desenvolvimento do BESM e outros 40 estão ligados indiretamente. De acordo com Nobre, esse número deve duplicar em cinco anos e duplicar novamente em 10 anos. “Para tanto, é preciso que cada vez mais jovens doutores integrem esse desafio.”

Nobre ressaltou ainda as graves consequências que o aumento da frequência dos eventos extremos – tais como secas, enchentes e tornados – tem sobre a vida das populações: “Nossas cidades e nossos campos não foram projetados para conviver com esse novo clima, o que torna essencial a entrada do Brasil na modelagem das mudanças climáticas”, disse.

Os quatro componentes

Iracema Cavalcanti, pesquisadora do Inpe, apresentou, durante o primeiro dia da conferência, os resultados já obtidos a partir do componente atmosférico do BESM.

Em comparação com os dados observados, o modelo consegue alcançar boas simulações de variabilidade sazonal (modificações climatológicas das estações), fluxos de umidade, variabilidade interanual (diferença entre anomalias de pressão), variabilidade da precipitação, entre outros. “Ainda há deficiências, como na maioria dos modelos globais. Mas as características gerais estão contempladas”, disse Cavalcanti.

Em relação aos oceanos, não é possível separá-los do que ocorre no modelo atmosférico, daí a modelagem acoplada ser estratégica para o funcionamento eficiente do BESM. A avaliação é de Leo Siqueira, também do Inpe, que apresentou os desafios desse componente.

“Já conseguimos boas representações, mas queremos melhorar as simulações de temperatura dos oceanos, principalmente nos trópicos, e do gelo marinho. Também queremos criar uma discussão saudável sobre qual modelo de gelo terrestre será adotado dentro do BESM”, disse Siqueira.

A modelagem do terceiro componente, superfície, foi apresentada por Marcos Heil Costa, da Universidade Federal de Viçosa (UFV). “A principal função de um modelo que integra processos superficiais é fornecer fluxos de energia e vapor d’água entre a vegetação e a atmosfera. Isso é o básico. Mas o aprimoramento do sistema, ocorrido ao longo dos últimos anos, permitiu que outros processos fossem incorporados”, afirmou.

Alguns desses processos são: fluxos de radiação, energia e massa; ciclos do carbono e do nitrogênio terrestres; recuperação de áreas abandonadas; incêndios na vegetação natural; culturas agrícolas; vazão e áreas inundadas sazonais; uso do solo por ações humanas (desmatamento); representação específica dos ecossistemas; fertilidade do solo; entre outros.

Química é o quarto e mais recente dos componentes. “Sem um modelo químico, os demais precisam ser constantemente ajustados”, disse Sérgio Correa, pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Correa está à frente de estudos sobre química atmosférica que permitirão refinar os dados do BESM quando esse componente for acoplado ao modelo – uma das próximas fases previstas.

Colaborações com pesquisadores de instituições estrangeiras e treinamentos são outras estratégias que estão em vigor para melhorar as representações do Brasil e da América do Sul, com alcance também global.

Mais informações sobre a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais:www.fapesp.br/conclima 


APPLE ANUNCIA NOVOS MODELOS DE iPHONE

A Apple apresentou, nesta terça-feira (10) suas novidades para o segundo semestre em sua sede em Cupertino, na Califórnia (EUA).

 O evento começou com a apresentação de Tim Cook, que relembrou alguns itens do sistema operacional da empresa, o iOS 7, apresentado durante a WWDC deste ano, em junho. Ele chegará aos usuários no dia 18 de setembro e estará disponível para iPhone 4 e superiores, iPad 2 e superiores, iPad mini e iPod touch (a partir da 5ª geração).

 Em seguida, o executivo da Apple fez um anúncio que agradou boa parte dos applemaníacos. O iWork, pacote de aplicativos que inclui iMovie, Pages, Keynote e outros, será disponibilizado de graça para usuários iOS.

 Em relação aos iPhones, a Apple confirmou os rumores anteriores e anunciou dois novos modelos para substituir o iPhone 5. O primeiro é o iPhone 5C, disponível em cinco cores: branco, azul, amarelo, vermelho e verde.

Cada cor possui um wallpaper com a cor correspondente.
A tela é de retina com 4 polegadas, chip A6, câmera frontal de 1,9 megapixels e traseira de 8 megapixels. Contudo, o que mais seduziu o público foram os preços: US$ 99 para a versão de 16GB e US$ 199 para a de 32GB (em um contrato de 2 anos com a operadora local).

 Além disso, o iPhone 5C recebeu cases oficiais com pequenos furos que custarão US$ 29.


O segundo modelo do iPhone apresentado foi o 5S, que também confirmando as especulações, ganhou uma versão dourada e uma cinza. Já a cor branca foi substituída por um prata claro.

O iPhone 5S conta com chip A7, o que o torna o primeiro smartphone do mundo com 64-bit, melhorando bastante a velocidade de processamento de dados do aparelho. Entretanto, a Apple garante que aplicativos antigos de 32-bit também rodarão no 5S.

 A câmera recebeu diversas melhorias, incluindo um sensor com cobertura 15% maior, flash frontal - algo até então ausente em qualquer dispositivo de Cupertino -, tecnologia de auto-estabilização, fotos panorâmicas de até 28 megapixels, gravação em slow motion e o modo "burst", que apresenta as melhores fotos ao usuário e chega a 10 frames por segundo.

A bateria, outro item bastante requisitado pelos usuários, ganhou mais autonomia e funciona por até 250 horas em standby, 8 horas em navegação 3G e 10 horas em navegação via Wi-Fi.

Sobre a segurança, mais um rumor se confirmou: o leitor biométrico, batizado de "Touch ID". Usuários do iPhone 5S poderão trocar a tradicional senha pelo novo recurso, que fará a leitura em 360º, isto é, não importa como você posicionar o dedo, ele será scaneado do mesmo jeito.

O sensor está localizado no botão Home e também poderá substituir senhas em tarefas comuns, como por exemplo, compras na iTunes Store ou acesso à aplicativos. Segundo a Apple, todas as impressões digitais são encriptadas e guardadas no chip A7, o que impossibilita o acesso pelo software, servidores da Apple ou, ainda mesmo, o iCloud.     

A respeito dos preços do 5S, eles custarão US$ 199 para o de 16GB, US$ 299 na versão de 32GB e US$ 399 na de 64GB. O modelo também recebeu capinhas coloridas oficiais que custam US$ 39, incluindo uma versão vermelha em parceria com a ONG RED.

 O iPhone 5C entra em pré-venda nesta sexta-feira (13) e será lançado oficialmente, junto do 5S, no dia 20, nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Japão, Cingapura e Reino Unido e pela primeira vez, na China.

Como de costume, a previsão de chegada no Brasil não foi divulgada. Para os apreciadores da Apple no Brasil, paciência. Ou uma visita à uma loja no exterior, contudo, com os bolsos preparados: a versão desbloqueada do modelo mais simples do 5C, de 16GB, sai por US$ 549. Já a mais simples do 5S, também de 16GB, custa US$ 649. (Redação Adnews)

OS MILAGRES DE JESUS ACONTECERÃO EM MARINGÁ

A Rede Record, em parceria com a Academia de Filmes, escolheu a cidade paranaense de Maringá, no interior do Estado, para gravar cenas da próxima minissérie da emissora - "Os Milagres de Jesus". A escolha pela cidade foi feita após uma reunião entre diretores da Rede Record, RICTV Paraná, representantes da prefeitura e nomes ligados ao turismo da região. 

Maringá ganhou a preferência por ter plantações de trigo, consideradas ideais para o cenário que o autor Renato Modesto e sua equipe desejam imprimir na trama, que é de enredo bíblico. 

 As primeiras cenas na cidade deverão ser rodadas entre o fim de outubro e o começo de novembro, mas ainda não há cronograma definido.

 Esta não será a primeira vez que o Paraná servirá de cenário para uma produção da Record. Em 2009, a emissora levou uma grande estrutura, além de técnicos, atores e diretores para Foz do Iguaçu, onde foram gravados os primeiros capítulos de "Promessas de Amor", novela de Tiago Santiago.

 OPORTUNIDADES

. Pós-doutorado em Espectrometria de Massas com Bolsa – O Projeto Temático Estudo da estrutura e função da chaperona Hsp90 com ênfase no seu papel em homeostase celular, apoiado pela FAPESP, tem uma oportunidade de Bolsa de Pós-Doutorado para pesquisa no Instituto de Química da Unicamp.

O bolsista atuará na área de Bioquímica e terá como objetivo pesquisar os mecanismos pelos quais as chaperonas mantêm a homeostase celular.

O candidato deve ter concluído o doutorado em Bioquímica, Química ou área correlata há menos de sete anos e conhecer bem a técnica de espectrometria de massas. Experiência na utilização dessa técnica no estudo de proteínas será um diferencial. Além disso, não pode ter vínculo empregatício nem receber bolsa de pós-doutorado de outra entidade, salário ou remuneração decorrente do exercício de atividades de qualquer natureza.

Para se inscrever, o candidato deve enviar carta de interesse, Curriculum Vitae e contato de três referências para o pesquisador responsável Carlos Henrique Inácio Ramos pelo e-mailcramos@iqm.unicamp.br.

A data-limite para inscrições é 22 de setembro. Mais informações sobre a oportunidade:www.fapesp.br/oportunidades/478.

O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP (no valor de R$ 5.908,80 mensais) e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis emwww.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades. 


. IPT abre inscrições para programa de estágio  – O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) está com inscrições abertas, até 19 de setembro, para o programa de estágio remunerado que disponibilizará 44 vagas a estudantes do ensino superior e técnico.

As vagas fazem parte do programa IPT Novos Talentos, cuja finalidade é criar oportunidades para que os estudantes tenham contato com situações reais de sua área profissional.

Os interessados em participar do processo devem estar matriculados em instituições de ensino superior, de educação profissional ou de ensino médio e atender aos requisitos estabelecidos de cada vaga.

Há duas etapas no processo seletivo: prova de conhecimentos específicos e entrevista técnica. O conteúdo programático das avaliações será baseado na grade curricular do curso frequentado pelo concorrente, determinada pelo Ministério da Educação (MEC).

Os selecionados receberão, entre outros benefícios, bolsa mensal e atuarão na sede do IPT em São Paulo e em suas filiais. A carga horária exigida será compatível com a vaga escolhida pelo candidato.

As inscrições podem ser feitas no site do IPT. A relação das vagas e o edital estão emhttp://www.ipt.br/trabalhe/estagio/inscricoes 


SEM ESPAÇO PARA O MAU HUMOR


Nos últimos anos vimos surgir e crescer o Stand-Up Comedy, um formato de humor onde o humorista fica de “cara limpa” no palco contando fatos do dia-a-dia ou da sua vida particular. Junto com esse novo formato de humor surgiu grandes comediantes que atualmente são fenômenos nos palcos, na internet, e principalmente no mercado publicitário.

Além de grandes comediantes o Stand-Up Comedy apresentou para o brasileiro um formato diferente de publicidade, muito comum nos Estados Unidos. O formato é descontraído e deixa à marca mais exposta a crítica, mas, ao mesmo tempo aproxima o público, com uma boa dose de humor. Em outros países como Estados Unidos há grandes exemplos como o caso antigo entre Coca-Cola x Pepsi, onde uma marca ataca a outra com ótimos comerciais bem-humorados.

No Brasil tivemos um caso interessante, o canal “Porta dos Fundos” satirizou o restaurante Spoleto com um vídeo que alcançou mais de 400 mil page views em poucos dias, mas ao invés de ir contra a iniciativa, a rede de restaurantes de fast food aproveitou a situação e lançou um segundo vídeo que alcançou uma incrível marca de mais de 3 milhões. Depois desta ação se tornou comum comediantes estrelarem filmes e comerciais, uma pequena amostra é o sucesso do comediante Fabio Porchat que está no ar em nove empresas diferentes (Fiat, dorflex, Shopping Minascasa, visa, vivo, Shopping Iguatemi Salvador, Cerveja Draft, g4 Solutions, Kuat e OLX).

O mais interessante nessa mudança é a grande aceitação do público pelo Stand-Up e principalmente da nova forma de abordagem nos comerciais, utilizando como eixo principal o humor. A aceitação do público abre caminho para uma propaganda diferente, livre de clichês e principalmente mais criativa e persuasiva. Além disso, as mídias tradicionais estão se adequando a essa nova demanda, nas últimas novelas da Globo algumas palavras que antes não eram utilizadas hoje são ditas frequentemente, no programa “Agora é Tarde” apresentado por Danilo Gentili a linguagem foge do “tradicional” e é sucesso de audiência.

O grande “culpado” pela mudança foi à internet, local sem lei, regras, e principalmente interativo, diferente das mídias tradicionais que acabam engessando os formatos de publicidade. Com o passar do tempo a  internet se tornou um local próspero, com conteúdos exclusivos e liberdade editorial  e esses fatores foram importantes para que houvesse aumento na credibilidade da mídia, mas principalmente do formato proposto.

É importante ressaltar que não são todos os produtos e públicos que podem se beneficiar dessa nova forma de comunicação, como todo planejamento é importante entender o produto e seu público para depois pensar no formato a ser utilizada. O que é indiscutível é que o humor faz parte do brasileiro, talvez seja esse o segredo. (Artigo do publicitário Rafael Koshima, via Administradores, no Adnews).

 24TH WORKSHOP WAK INTERATIONS ABD NEUTRINOS

O Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) promove, entre 16 e 21 de setembro, a 24ª edição do Workshop on Weak Interactions and Neutrinos, que ocorrerá na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

O evento, realizado no Brasil pela primeira vez, tem como objetivo apresentar e discutir os avanços alcançados pelas pesquisas sobre neutrinos.

Estão programadas palestras e grupos de trabalhos com profissionais do Brasil e do exterior, que aprofundarão estudos relacionados à física de neutrinos e à física de astropartículas.

As inscrições vão até 11 de setembro pelo e-mail amelia@if.usp.br.

Detalhes:  http://hep.if.usp.br/WIN13 
 

ESCOLAS E DESEMPENHO: ALÉM DO IDÍLICO E DA IRRELEVÂNCIA


O Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, promove, dia 18, o seminário Escolas e Desempenho: para além do idílico e da irrelevância.

O evento abordará os mecanismos relacionados ao desempenho escolar. Serão apresentados os resultados de uma revisão da produção acadêmica que relaciona o papel da escola com o desempenho escolar.

Os palestrantes convidados são os pesquisadores do CEM Charles Kirschbaum e Gabriela Lotta. Eles farão uma análise das ideias identificadas na revisão das disciplinas de Educação, Ciência Política, Sociologia, Administração e Economia.

O seminário, aberto ao público geral e para o qual não há necessidade de inscrição prévia, ocorrerá no prédio de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), que fica na Avenida Professor Lineu Prestes, 338, na Cidade Universitária, em São Paulo.

Mais informações: www.fflch.usp.br/centrodametropole/1170 
 

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