Eu penso muito sobre o fato de que o setor de convenções e eventos é disfuncional, de muitas formas. Nossos desafios são muitos. Talvez a maior é que estamos confusos sobre o negócio em que realmente atuamos.
Vamos começar falando sobre alguns dos desafios menores, como: somos seriamente desafiados a definir e medir nossas unidades de produção. No nível micro, se estamos no negócio de consumo de quartos de hotel, não podemos finalmente saber quantos quartos uma determinada convenção efetivamente utilizou, já que muitos não utilizam a agência oficial, hóspedes migram para outros hotéis e as informações são desencontradas.
Em contrapartida, na indústria de TI, como um exemplo, existe uma contabilidade clara sobre sua produção – a Apple sabe exatamente quantos iPhones rolaram em suas linhas de montagem e foram distribuídos todos os dias.
E quanto às questões macro de exportação e comércio? A Apple não só sabe quantos iPhones foram vendidos em todos os mercados globais e a que valores foram comercializados, como também eles possuem detalhes sobre montantes consumidos no processo de fabricação.
Em nosso setor, as exportações que geramos incluem milhares de produtos – alimentos, energia, bens de varejo, eletrônicos, materiais de construção, etc. – e também a exportação de centenas de serviços – entretenimento, design, construção, decoração, limpeza, segurança, frete, voos, transporte terrestre, e a lista continua…
Podemos tomar como exemplo qualquer destino e falar sobre como convenções e eventos estimulam as exportações e o comércio, mas, não podemos quantificar (e garantir a veracidade e precisão de) quaisquer dados significativos.
Em última instância, isso porque quando se trata de entrega do produto não enviamos nossos produtos para os consumidores, são os consumidores que se dirigem até os nossos produtos. E então o seu consumo se perde no éter.
Por muito tempo, como uma indústria, temos dito que estamos em turismo. Mas, para dizer que é a análise dos resultados do turismo como quartos de hotel e refeições em restaurantes, que novamente somente abrange as microeconomias da nossa indústria, ou parte dela, deixando nossos dados estatísticos míopes. Apenas esta parte da economia da nossa indústria é certamente um fio minúsculo em comparação com os impactos macro, totais, do que produzimos.
Os impactos macro da nossa indústria são exportações, desenvolvimento de conhecimentos, capacitação, branding de região e nação, desenvolvimento e aprimoramento de capital intelectual, atração de investimentos, formação de capital tecnológico e cultural, desenvolvimento de infraestrutura e comércio, links de pesquisa e mercado, entre outros.
Para mim, isso tudo é um conjunto muito mais emocionante e importante do que a receita cambial, o retorno para a economia local, que é do que mais se fala. Sem dúvida, gastos diretos que a nossa indústria gera são quase ridiculamente insignificante comparado aos impactos mais amplos da nossa indústria. Nosso problema é que não podemos, ou não conseguimos decifrar e representar adequadamente estes itens. E isso inclui do material grande ao insignificante.
Uma coisa que eu sei é que nós definitivamente não estamos na indústria do turismo (existe um artigo EdgyThinking sobre como convenções e turismo não têm nada em comum, por exemplo). Então, em que indústria estamos?
As pessoas da Nike diriam que eles não estão no negócio de venda de calçados, mas que estão no negócio de vender sonhos. Seguindo essa mesma lógica, os destinos e locais para eventos poderiam dizer que eles não estão no negócio de venda de espaços e regiões, eles estão no negócio de fornecer experiências e realizações. Pelo menos esse seria o caso se fossem da indústria do turismo. Mas, eles não são.
Enquanto a indústria do turismo pode ser uma parte do nosso meio, a educação e conscientização é a nossa mensagem. Então, eu não acho que estamos na indústria do turismo, acho que estamos na indústria do conhecimento.
Em um mundo de rápidas mudanças, a educação continuada é a diferença entre o conhecimento passado (o que temos por meio da aprendizagem institucional) e conhecimentos atuais (o que temos por ser os alunos ao longo da vida.) É por isso que as comunidades e associações são mundialmente tão importantes, porque associações profissionais e comerciais fornecem educação continuada pós-graduação a uma maioria.
De certa forma, o setor de educação formal e nós temos muito em comum. Nós dois estamos muito centrados no conhecimento (ou deveria ser assim). E ninguém ainda descobriu exatamente como colocar um preço no conhecimento.
Mas, as sociedades bem-sucedidas colocam um valor enorme no conhecimento, e é por isso que todos nós precisamos parar de pensar que estamos na indústria do turismo, se o que nós ajudamos a construir é, ao final das contas, conhecimento. (Gary Grimmer, CEO da GainingEdge, empresas especializada em eventos de negócio, no Promoview).
TURBULÊNCIAS NO CÉU E NA TERRA
As duas maiores empresas da aviação comercial brasileira passam por fortes turbulências. Em boa parte causada por fatores internos, em boa parte pelas chamadas variáveis exógenas que frequentam com maior e forte incidência o território da aviação.
Desde a morte prematura do COMANDANTE ROLIM numa segunda-feira, 9 de julho de 2001, pilotando um helicóptero e em companhia de uma funcionária da empresa, na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, a TAM não conseguiu se recuperar. No início, a família incomodada com as circunstâncias do acidente, fez de tudo para apagar o Rolim da marca da empresa, como se isso possível fosse. Depois equivocou-se na escolha dos novos dirigentes. E, mais recentemente, e orientada pelos novos acionistas e gestores de fundos, optou por sua venda para a LAN dando origem, em algum momento no futuro, e superadas as barreiras legais nos dois países, a LATAM.
Já a GOL, fundada 6 meses antes do trágico acidente com o Comandante ROLIM, no dia 15 de janeiro de 2001, posicionou-se desde a partida no território do low cost e assim construiu uma forte base e prosperou. Mas, e depois de ter resistido duas ou três tentações, acabou sucumbindo e olhando em outras direções perdendo seu eixo e quase entrando em parafuso nos últimos 5 anos. Seu posicionamento original fez com que as demais empresas do setor, muito especialmente a TAM, optassem por uma política de preços mais agressiva, reduzindo, em princípio e em tese, as margens de lucro.
A morte de ROLIM, e o desposicionamento da GOL, sintetizam as turbulências em terra das duas companhias. Já as turbulências no céu dizem respeito as chamadas variáveis exógenas que têm feito seus aviões “jogarem” fortemente. E isso passa, principalmente, pelas flutuações recentes do dólar. As duas empresas possuem contratos pesados atrelados ao dólar no que tange aos investimentos que permanentemente realizam na manutenção e atualização da frota. Por outro lado, o querosene de aviação, responsável por um terço de todo o custo das companhias aéreas também está atrelado ao dólar. E ainda, e em decorrência, com o dólar mais caro, as pessoas começam a reconsiderar seus planos de viagens, muito especialmente para o exterior.
Assim, e no momento em que os aviões batem recordes de ocupação, as empresas amargam prejuízos consideráveis, trimestre após trimestre. E sem nenhuma perspectiva, no curto prazo de reverterem a situação.
Em decorrência dessa situação, ingressamos num momento ruim para GOL e TAM, e para nós passageiros. Que viajaremos nos aviões de empresas pressionadas por resultados, cortando custo, reduzindo a frequência dos voos, lotando aviões, e postergando para algum momento do futuro a renovação e atualização da frota.
Isso posto, as perspectivas para o segundo semestre de 2012 para a aviação comercial brasileira e suas duas principais empresas estão muito distantes de “céu de brigadeiro”. E a nós, passageiros, tudo o que resta fazer é agregarmos doses adicionais de paciência e compreensão a uma inevitável queda na qualidade dos serviços que já andam em baixa há muito tempo. (Madiamundomnarketing)
BIOETANOL EM CRISE
(Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP) – O Brasil precisa criar políticas públicas para assegurar a continuidade do programa de bioetanol brasileiro e evitar ou minimizar as sucessivas crises pelas quais tem passado desde que foi criado na década de 1970, sob a alcunha de Programa Nacional do Álcool (Proálcool), para enfrentar os choques de preço do petróleo.
A avaliação foi feita por representantes do governo, de instituições de pesquisa e das indústrias sucroalcooleira e automotiva, que participaram diretamente dos processos de planejamento, implantação e construção do Proálcool, durante o seminário O renascimento do bioetanol brasileiro: os fundadores do Proálcool. realizado pelo IEE\ USP.
Na opinião de participantes do evento, de todas as crises pelas quais o programa de bioetanol brasileiro passou ao longo das últimas décadas, a que está vivendo hoje – caracterizada pela estagnação da produção do álcool no país e o elevado endividamento de diversas usinas – é a mais grave. Isso porque ela depende de uma intervenção do governo para ser solucionada, enquanto as crises anteriores foram sanadas por meio de soluções tecnológicas.
“A crise atual é a mais séria, porque depende de políticas públicas para corrigir a distorção do preço da gasolina, que está congelado, enquanto os custos de produção do álcool e da cana dobraram nos últimos oito anos”, disse Maurílio Biagi Filho, pertencente a uma tradicional família de usineiros do país que fundou a usina Santa Elisa e um dos primeiros signatários do Proálcool.
A opinião de Biagi Filho foi compartilhada por Cícero Junqueira Franco, fundador da Usina Vale do Rosário e um dos idealizadores do Proálcool juntamente com o engenheiro Lamartine Navarro Júnior (1932-2001).
“É preciso iniciar uma prática de política pública para o álcool. Até hoje estamos patinando nesse quesito, o que gera insegurança tanto para os produtores de álcool como para os consumidores”, avaliou Franco.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
O ESTADO DA ARTE NO BRASIL
O papel do Estado em relação à cultura diz muito sobre o projeto de desenvolvimento do país. Largar a produção simbólica, a construção de significados e meios de difusão cultural de uma sociedade nas mãos do mercado é dar ao poder econômico o giz que contorna a ética, a moral e os modos de vida de uma sociedade. Por outro lado, controlar a produção cultural, escolhendo o que deve e o que não deve ser produzido, significa concentrar todo esse poder nas mãos dos governantes.
O debate promovido pelo Seminário #Procultura, realizado em maio, em São Paulo, tratou de maneira emblemática esse delicado tema. No auditório da Associação dos Advogados de São Paulo, cerca de duzentos agentes culturais de todo o Brasil reuniam-se com representantes de inúmeras organizações culturais para avaliar o projeto de lei que revoga a Lei Rouanet e cria o Procultura, com o relator da comissão de finanças e tributação da Câmara, Deputado Pedro Eugênio (PT/PE) e o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz, entre outros especialistas no assunto, que avaliaram pontos positivos e negativos do projeto.
O que se observou foi uma busca por maior equilíbrio entre o "mecenato", mecanismo de renúncia fiscal concedida pela Lei Rouanet responsável por consagrar a indústria cultural brasileira em parceria com as empresas patrocinadoras, e o investimento estatal direto, capaz de dar volume e substância à formação do cidadão brasileiro, em sua maioria alijado do processo cultural formal, aquele adquirido por meio de visita frequente a livros, discos, cinema, teatro, biblioteca, exposição ou centro cultural.
A luta travada entre o incentivo e o investimento estatal é inglória. Meia dúzia de manifestantes da extrema esquerda, pertencentes a grupos de teatro de grupo, avolumavam sua presença ao encontro com megafones e gritos de guerra. Estavam ali, legitimamente, para lutar por algo que a sociedade brasileira deu por perdido: a retomada da responsabilidade do Estado para com as suas responsabilidades constitucionais em relação à cultura.
Do lado de dentro, ninguém considerava a possibilidade de, da noite para o dia, o Estado acordar e se deparar com a relevância estratégica da cultura para a formação do cidadão brasileiro do futuro, da construção de uma sociedade mais justa, crítica, inteligente, livre, democrática, participativa. E de um Brasil contemporâneo, preparado para os desafios impostos pela pós-modernidade e pela globalização. Acreditam no Procultura, uma espécie de meio-termo, uma ponte entre o desmanche neoliberal provocado por Collor e o compromisso assumido pela esquerda, de preservar e promover a nossa rica diversidade criativa.
O discurso político esvazia-se sem gestão e orçamento. Diante da impossibilidade de engordar a participação da cultura na briga por distribuição do Erário, o relator Pedro Eugênio criou uma traquinagem contábil digna de nota. Aumentou a renúncia fiscal para sugerir às empresas patrocinadoras a colocar dinheiro no famigerado Fundo Nacional de Cultura, a verba que o Estado disponibiliza para tudo aquilo que o não interessa ao mercado. Como em cultura isso é muita coisa, busca-se ao menos equiparar a renúncia com o fundo. Além disso, o relator quer estimular o uso do Ficart (Fundo de Investimento Cultural e Artístico) pela indústria cultural e o mercado de entretenimento, dedicando o mecenato aos pequenos e independentes.
Com estímulo ao empreendedorismo criativo, o Procultura busca dar mais acesso e gerar condições de sustentabilidade para toda uma gama de novos agentes provenientes da nova classe média, adequando-se às demandas e necessidades culturais da sociedade contemporânea, em pleno processo de transformação, sobretudo pela convergência digital e as mudanças de comportamento em relação aos usos e consumos de cultura.
Um novo mecenato vem ganhando força no Brasil, por meio de sistemas de financiamento e construção de conhecimentos coletivos, que permitem o fortalecimento e a ascensão da classe criativa. No lado da indústria, o entretenimento no Brasil é o que mais cresce no mundo. O novo projeto está mais adequado à essa nova realidade do mercado cultural brasileiro. (Leonardo Brant,consultor e pesquisador cultural, autor do livro O poder da cultura e diretor do documentário Ctrl-V, no Portal da Propaganda).
FACEBOOK QUER ANÚNCIOS
Para tentar monetizar o alto tráfego que recebe por meio de celulares, o Facebook anunciou a comercialização de espaços publicitários exclusivos para sua versão mobile, desvinculando-a da publicidade em browsers acessados por computadores fixos.
A publicidade móvel na rede social começou a ser disponibilizada em março, mas inicialmente apenas para anunciantes com o mínimo de 500 mil likes em pacotes premium, com preço mínimo de US$ 125 mil por peça.
Agora, o Facebook abre-se para a ampla gama de anunciantes de menor porte, o que pode trazer cerca de US$ 3,7 bilhões de receita adicional à empresa. De acordo com o site EMarketer, o Facebook deve ter, em curto prazo, 60% de sua receita proveniente de mobile.
A ação também é uma resposta à violenta desvalorização das ações FB no mercado financeiro, que configuraram o pior IPO (Initial Public Offering, a abertura de capital na bolsa de valores) da década. “Acreditamos que o uso crescente do Facebook em dispositivos mobile contribuiu para o aumento dos usuários ativos diariamente, com essa evolução sendo superior à da propaganda entregue. Se os usuários passam a acessar o Facebook por meio do celular em vez de um computador e estamos ainda incapazes de monetizar as estratégias para esse usuário, a nossa performance e crescimento acabam sendo negativamente afetados”, informou a companhia em nota no início de maio. A rede social tem uma base de 500 milhões de usuários mobile. (propmark)
SEGURANÇA CORPORATIVA E O MENOR PRIVILÉGIO
Quantas vezes não vivemos situações em que um elemento da organização chega para você e diz: “Preciso de acesso de administrador! Urgente! Vamos, vamos!”. Ele não se dá nem ao trabalho de explicar o motivo pelo qual necessita disso, ele simplesmente quer o acesso. E é urgente. Outro caso clássico é quando um erro está insistentemente ocorrendo e você, como está sobrecarregado de trabalho ou sem tempo hábil para investigar a causa, simplesmente concede todas as permissões a um usuário para “solucionar” o problema. Além de ferir gravemente os princípios da empresa, pode não ter solucionado o problema e sim acabado de criar um.
O princípio do menor privilégio é aquele que preza por delegar somente os privilégios necessários para que um determinado elemento possa realizar sua função na organização. Nesta definição o alvo do princípio é generalizado, por isso pode ser facilmente aplicado a diferentes aspectos da organização. Sua segurança envolve pessoas, processos e tecnologias e deve ser aplicado em todas estas áreas. Acredita-se que esse princípio foi aplicado originalmente pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 1970, sendo projetado para limitar o dano potencial de qualquer violação de segurança, seja acidental ou mal intencionado.
Quando decidimos desenvolver um projeto de sistemas – de banco de dados, de redes etc. –, a questão da segurança não pode e nunca poderá ser deixada de lado. A fim de manter um ambiente seguro, é importante aplicar a abordagem de conceder o mínimo de permissões possíveis a qualquer elemento solicitando um recurso.
Se um usuário não necessita de tarefas administrativas, este não deverá ser adicionado a um eventual grupo de administradores. Mas por que isso não acontece? Preguiça, pressa, medo de conflitos com os demais colaboradores da organização, ou falta de conhecimento: qualquer uma dessas opções pode fazer com que um profissional de TI não aplique esse valioso princípio.
Ao impor um ambiente mais restrito, os profissionais de TI têm maior controle e conseguem ser mais pró-ativos e menos reativos. Contudo, existem barreiras e é necessário que a organização viva a cultura da segurança de cima para baixo. Por que de cima para baixo? Porque o alto patrocínio é fundamental. Se um executivo do alto escalão dá seu exemplo de concordância com tal princípio, os demais colaboradores serão influenciados de maneira positiva. E, sejamos sinceros, ficam até constrangidos de questionar suas permissões.
Às vezes quem está em determinados cargos insiste em ter direitos administrativos. Os demais usuários também confundem os seus privilégios com seu status dentro da organização e querem os mesmos direitos de outros usuários que executam funções completamente diferentes. O profissional de TI, que é responsável por garantir o princípio do menor privilégio, deve sempre ter o conhecimento de todas as funções que estão sob sua administração para que não conceda acessos indevidos e não comprometa a segurança da organização.
Se você não está familiarizado com qual acesso está permitindo, pode inadvertidamente elevar o acesso do usuário, o que pode significar um risco de segurança. Certifique-se de que você esteja inteirado com o acesso que foi concedido, ou o que esse acesso permite um usuário fazer. Não aplique a tática do “vamosimbora”: dar todos os acessos e depois ir removendo o que o usuário não estiver utilizando. Nós sabemos que isso não será feito. Os acessos devem ser concedidos de maneira criteriosa de acordo com a função de cada um.
Aplicar o princípio do menor privilégio é uma tarefa árdua a ser cumprida pelos profissionais de TI e deve ser abraçada por todos. Não deve ser vista como peso e sim como um benefício global. Afinal, quem não gosta de trabalhar em um ambiente seguro? (Max dos Santos , coordenador de sistemas da Arcon, empresa especializada em serviços gerenciados de segurança, no Portal da Propaganda).
A INTERNET MULTIPLICADA POR TRILHÕES
Quando a internet foi criada em 1973, era apenas um experimento. Para finalmente lançar a world wide web dez anos depois, seus criadores estabeleceram o protocolo IPv4 com limite de 4 bilhões de IPs, espaços a serem ocupados por dispositivos conectados, um número que parecia infinito à época. Atualmente, por causa da proliferação de smartphones, tablets e outros gadgets, quase todos estes espaços estão sendo utilizados.
Em fevereiro de 2011, a Iana (Internet Assigned Numbers Authority, órgão responsável por comercializar IPs globalmente) ficou sem endereços para oferecer e entrou no lote reserva, motivando a adoção global do IPv6, que teve sua primeira versão criada em 1996. Para manter a internet crescendo e evitar que a web entre em colapso, a Internet Society lançou globalmente este mês, o IPv6, novo protocolo para a rede mundial. A modificação está sendo considerada o “Big Bang” online, pois expande a capacidade atual em milhões de vezes: de 4 bilhões no IPv4 (4 vezes 10 à nona potência) , o limite de IPs do IPv6 é de mais de 340 trilhões de trilhões de trilhões. Sim, trilhões de trilhões de trilhões, algo como 3,4 multiplicado por 10 à trigésima oitava potência, ou 340 seguido de 36 zeros.
Alguns portais já experimentam o IPv6 desde 2008, mas agora a transição é completa. Os dois protocolos coexistirão por alguns anos até que todos os IPs se mudem totalmente. O Google conta a história detalhadamente em um vídeo (em inglês). Cerca de 8 bilhões de dispositivos mobile e fixos estarão conectados em 2016, número oito vezes maior que o montante de 2011. (Propmark)
O debate promovido pelo Seminário #Procultura, realizado em maio, em São Paulo, tratou de maneira emblemática esse delicado tema. No auditório da Associação dos Advogados de São Paulo, cerca de duzentos agentes culturais de todo o Brasil reuniam-se com representantes de inúmeras organizações culturais para avaliar o projeto de lei que revoga a Lei Rouanet e cria o Procultura, com o relator da comissão de finanças e tributação da Câmara, Deputado Pedro Eugênio (PT/PE) e o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz, entre outros especialistas no assunto, que avaliaram pontos positivos e negativos do projeto.
O que se observou foi uma busca por maior equilíbrio entre o "mecenato", mecanismo de renúncia fiscal concedida pela Lei Rouanet responsável por consagrar a indústria cultural brasileira em parceria com as empresas patrocinadoras, e o investimento estatal direto, capaz de dar volume e substância à formação do cidadão brasileiro, em sua maioria alijado do processo cultural formal, aquele adquirido por meio de visita frequente a livros, discos, cinema, teatro, biblioteca, exposição ou centro cultural.
A luta travada entre o incentivo e o investimento estatal é inglória. Meia dúzia de manifestantes da extrema esquerda, pertencentes a grupos de teatro de grupo, avolumavam sua presença ao encontro com megafones e gritos de guerra. Estavam ali, legitimamente, para lutar por algo que a sociedade brasileira deu por perdido: a retomada da responsabilidade do Estado para com as suas responsabilidades constitucionais em relação à cultura.
Do lado de dentro, ninguém considerava a possibilidade de, da noite para o dia, o Estado acordar e se deparar com a relevância estratégica da cultura para a formação do cidadão brasileiro do futuro, da construção de uma sociedade mais justa, crítica, inteligente, livre, democrática, participativa. E de um Brasil contemporâneo, preparado para os desafios impostos pela pós-modernidade e pela globalização. Acreditam no Procultura, uma espécie de meio-termo, uma ponte entre o desmanche neoliberal provocado por Collor e o compromisso assumido pela esquerda, de preservar e promover a nossa rica diversidade criativa.
O discurso político esvazia-se sem gestão e orçamento. Diante da impossibilidade de engordar a participação da cultura na briga por distribuição do Erário, o relator Pedro Eugênio criou uma traquinagem contábil digna de nota. Aumentou a renúncia fiscal para sugerir às empresas patrocinadoras a colocar dinheiro no famigerado Fundo Nacional de Cultura, a verba que o Estado disponibiliza para tudo aquilo que o não interessa ao mercado. Como em cultura isso é muita coisa, busca-se ao menos equiparar a renúncia com o fundo. Além disso, o relator quer estimular o uso do Ficart (Fundo de Investimento Cultural e Artístico) pela indústria cultural e o mercado de entretenimento, dedicando o mecenato aos pequenos e independentes.
Com estímulo ao empreendedorismo criativo, o Procultura busca dar mais acesso e gerar condições de sustentabilidade para toda uma gama de novos agentes provenientes da nova classe média, adequando-se às demandas e necessidades culturais da sociedade contemporânea, em pleno processo de transformação, sobretudo pela convergência digital e as mudanças de comportamento em relação aos usos e consumos de cultura.
Um novo mecenato vem ganhando força no Brasil, por meio de sistemas de financiamento e construção de conhecimentos coletivos, que permitem o fortalecimento e a ascensão da classe criativa. No lado da indústria, o entretenimento no Brasil é o que mais cresce no mundo. O novo projeto está mais adequado à essa nova realidade do mercado cultural brasileiro. (Leonardo Brant,consultor e pesquisador cultural, autor do livro O poder da cultura e diretor do documentário Ctrl-V, no Portal da Propaganda).
FACEBOOK QUER ANÚNCIOS
Para tentar monetizar o alto tráfego que recebe por meio de celulares, o Facebook anunciou a comercialização de espaços publicitários exclusivos para sua versão mobile, desvinculando-a da publicidade em browsers acessados por computadores fixos.
A publicidade móvel na rede social começou a ser disponibilizada em março, mas inicialmente apenas para anunciantes com o mínimo de 500 mil likes em pacotes premium, com preço mínimo de US$ 125 mil por peça.
Agora, o Facebook abre-se para a ampla gama de anunciantes de menor porte, o que pode trazer cerca de US$ 3,7 bilhões de receita adicional à empresa. De acordo com o site EMarketer, o Facebook deve ter, em curto prazo, 60% de sua receita proveniente de mobile.
A ação também é uma resposta à violenta desvalorização das ações FB no mercado financeiro, que configuraram o pior IPO (Initial Public Offering, a abertura de capital na bolsa de valores) da década. “Acreditamos que o uso crescente do Facebook em dispositivos mobile contribuiu para o aumento dos usuários ativos diariamente, com essa evolução sendo superior à da propaganda entregue. Se os usuários passam a acessar o Facebook por meio do celular em vez de um computador e estamos ainda incapazes de monetizar as estratégias para esse usuário, a nossa performance e crescimento acabam sendo negativamente afetados”, informou a companhia em nota no início de maio. A rede social tem uma base de 500 milhões de usuários mobile. (propmark)
SEGURANÇA CORPORATIVA E O MENOR PRIVILÉGIO
Quantas vezes não vivemos situações em que um elemento da organização chega para você e diz: “Preciso de acesso de administrador! Urgente! Vamos, vamos!”. Ele não se dá nem ao trabalho de explicar o motivo pelo qual necessita disso, ele simplesmente quer o acesso. E é urgente. Outro caso clássico é quando um erro está insistentemente ocorrendo e você, como está sobrecarregado de trabalho ou sem tempo hábil para investigar a causa, simplesmente concede todas as permissões a um usuário para “solucionar” o problema. Além de ferir gravemente os princípios da empresa, pode não ter solucionado o problema e sim acabado de criar um.
O princípio do menor privilégio é aquele que preza por delegar somente os privilégios necessários para que um determinado elemento possa realizar sua função na organização. Nesta definição o alvo do princípio é generalizado, por isso pode ser facilmente aplicado a diferentes aspectos da organização. Sua segurança envolve pessoas, processos e tecnologias e deve ser aplicado em todas estas áreas. Acredita-se que esse princípio foi aplicado originalmente pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 1970, sendo projetado para limitar o dano potencial de qualquer violação de segurança, seja acidental ou mal intencionado.
Quando decidimos desenvolver um projeto de sistemas – de banco de dados, de redes etc. –, a questão da segurança não pode e nunca poderá ser deixada de lado. A fim de manter um ambiente seguro, é importante aplicar a abordagem de conceder o mínimo de permissões possíveis a qualquer elemento solicitando um recurso.
Se um usuário não necessita de tarefas administrativas, este não deverá ser adicionado a um eventual grupo de administradores. Mas por que isso não acontece? Preguiça, pressa, medo de conflitos com os demais colaboradores da organização, ou falta de conhecimento: qualquer uma dessas opções pode fazer com que um profissional de TI não aplique esse valioso princípio.
Ao impor um ambiente mais restrito, os profissionais de TI têm maior controle e conseguem ser mais pró-ativos e menos reativos. Contudo, existem barreiras e é necessário que a organização viva a cultura da segurança de cima para baixo. Por que de cima para baixo? Porque o alto patrocínio é fundamental. Se um executivo do alto escalão dá seu exemplo de concordância com tal princípio, os demais colaboradores serão influenciados de maneira positiva. E, sejamos sinceros, ficam até constrangidos de questionar suas permissões.
Às vezes quem está em determinados cargos insiste em ter direitos administrativos. Os demais usuários também confundem os seus privilégios com seu status dentro da organização e querem os mesmos direitos de outros usuários que executam funções completamente diferentes. O profissional de TI, que é responsável por garantir o princípio do menor privilégio, deve sempre ter o conhecimento de todas as funções que estão sob sua administração para que não conceda acessos indevidos e não comprometa a segurança da organização.
Se você não está familiarizado com qual acesso está permitindo, pode inadvertidamente elevar o acesso do usuário, o que pode significar um risco de segurança. Certifique-se de que você esteja inteirado com o acesso que foi concedido, ou o que esse acesso permite um usuário fazer. Não aplique a tática do “vamosimbora”: dar todos os acessos e depois ir removendo o que o usuário não estiver utilizando. Nós sabemos que isso não será feito. Os acessos devem ser concedidos de maneira criteriosa de acordo com a função de cada um.
Aplicar o princípio do menor privilégio é uma tarefa árdua a ser cumprida pelos profissionais de TI e deve ser abraçada por todos. Não deve ser vista como peso e sim como um benefício global. Afinal, quem não gosta de trabalhar em um ambiente seguro? (Max dos Santos , coordenador de sistemas da Arcon, empresa especializada em serviços gerenciados de segurança, no Portal da Propaganda).
A INTERNET MULTIPLICADA POR TRILHÕES
Quando a internet foi criada em 1973, era apenas um experimento. Para finalmente lançar a world wide web dez anos depois, seus criadores estabeleceram o protocolo IPv4 com limite de 4 bilhões de IPs, espaços a serem ocupados por dispositivos conectados, um número que parecia infinito à época. Atualmente, por causa da proliferação de smartphones, tablets e outros gadgets, quase todos estes espaços estão sendo utilizados.
Em fevereiro de 2011, a Iana (Internet Assigned Numbers Authority, órgão responsável por comercializar IPs globalmente) ficou sem endereços para oferecer e entrou no lote reserva, motivando a adoção global do IPv6, que teve sua primeira versão criada em 1996. Para manter a internet crescendo e evitar que a web entre em colapso, a Internet Society lançou globalmente este mês, o IPv6, novo protocolo para a rede mundial. A modificação está sendo considerada o “Big Bang” online, pois expande a capacidade atual em milhões de vezes: de 4 bilhões no IPv4 (4 vezes 10 à nona potência) , o limite de IPs do IPv6 é de mais de 340 trilhões de trilhões de trilhões. Sim, trilhões de trilhões de trilhões, algo como 3,4 multiplicado por 10 à trigésima oitava potência, ou 340 seguido de 36 zeros.
Alguns portais já experimentam o IPv6 desde 2008, mas agora a transição é completa. Os dois protocolos coexistirão por alguns anos até que todos os IPs se mudem totalmente. O Google conta a história detalhadamente em um vídeo (em inglês). Cerca de 8 bilhões de dispositivos mobile e fixos estarão conectados em 2016, número oito vezes maior que o montante de 2011. (Propmark)
DOMINGO É DIA DE AUDITORIA
Auditoria da Comunicação
A FRASE:
“O PT malufou”
YOUTUBE: O QUE AGÊNCIAS E MARCAS NÃO PERCEBERAM
Lucas Watson, vice-presidente de vendas globais e marketing do YouTube, disse que vivemos tempos fantásticos . “Há redes de influenciadores usando vídeo. As marcas vão querer rodear-se de produtores de vídeo para criar conteúdo que queira ser visto e partilhado. As pessoas captam imagens via smartphones ou tablets, e muita gente está constantemente gravando.” O mundo está sendo registrado em vídeo.
Segundo Damian Kulash , cantor da banda Ok Go , o modelo tradicional está gasto e não vale a pena querer fazer vídeo on-line como se fazia antes anúncio de TV. Por outro lado, o viral não se inventa, ele apenas é. Mas que o planejamento não deixa de ser importante.
“Viral é o que tem qualidade”, diz ele. Nem sempre é certo, mas no caso dos Ok Go é verdade. Vídeos extremamente inventivos ligados a marcas geram milhões de visualizações. Veja o exemplo do vídeo criado em parceria com a Chevrolet aqui.
Segundo Matt Elek, diretor da Revista Vice, o entretenimento para as marcas cria engajamento e que as marcas querem isso, acima de tudo. Não há anúncio tradicional que dê esse retorno, tem de haver criação de conteúdos que entretenham. A adição do entretenimento tem sido uma tendência nos últimos tempos e que encontra a sua expressão máxima no conceito de gamificação.
Marc Speichert, da L’Oreal, diz que as estrelas do YouTube comunicam produtos – mesmo que não os tenham logo lá – e que as marcas ainda não entenderam isso.
Já o diretor da Revista Vice diz que quem percebe como as coisas funcionam é quem cria cultura em vez de criar uma campanha tradicional. No caso dele, a aventura conjunta com a Intel, retornou uma visibilidade mundial em um projeto que agrega valor imaterial a ambas as marcas.
Ele disse que deixou um legado para a sociedade americana. Que preocupar-se demasiado com o retorno monetário de um projeto leva a mau trabalho. É preciso ignorar as fronteiras entre cultura e tecnologia. “Não fiquem achando que filme e música são coisas diferentes e que propaganda e conteúdo são duas coisas diferentes. Os limites entre as coisas têm de ser borrados porque agora é tudo 0′s e 1′s.”
O diretor da L’Oreal disse que a melhor abordagem a conteúdo on-line será sempre a agregação de diferentes meios, que pensar em on-line é pensar para computador, para smartphone e para tablet.
Mas o diretor da Vice vai mais longe. Ele sugere que todo o mundo se abra à ideia de fazer algo realmente terrível, em uma defesa apaixonada da coragem que é preciso ter para correr riscos. “Se apontarem para resultados medíocres tudo o que vão conseguir é resultados medíocres.” (Promoview)
O QUE O FACEBOOK FOI FAZER EM CANNES
No Festival de Cannes, o Facebook anunciou aos duas novas ações que a empresa colocará em prática em breve. A primeira o Conselho Criativo - que surge junto à formação do Conselho Cliente - para juntar mentes criativas na procura de ideias, tanto de produtos para o Facebook, quanto de formas de responder às necessidades das agências.
O segundo anúncio foi o do lançamento do Facebook Studio Edge, um interface que permitirá às agências saberem em primeira mão sobre lançamentos de produtos do Facebook, e fazer cursos interativos.
Paul Adams, cabeça de design do Facebook, disse que “desde o princípio dos tempos nós fazemos uma coisa quando queremos informação. É procurá-la junto dos nossos amigos.” Com esta frase, Paul Adams dá o Facebook como o paradigma da nova propaganda ao permitir que as pessoas sugiram e aceitem sugestões de produtos, marcas e serviços vindas de pessoas em quem confiam. (Promoview)
BRASIL DÁ SHOW EM CANES
(Rafael Sampaio NO Portal da Propaganda) - O Brasil arrasou em Press e passou a ser a estrela absoluta dessa área, tradicionalmente dominada pelos ingleses.O GP de Press foi para a campanha Unhate, da Benetton. O polêmico anúncio do Papa beijando um líder muçulmano não concorreu, mas os demais estavam lá: Obama beijando Chavez, Merkel beijando Sarkozy e líderes Israelense e Palestino fazendo a mesma coisa.
O ranking dos países que conquistaram Leões em Press em 2012 é:
01 – Brasil: 1 Ouro, 6 Pratas, 11 Bronzes e 62 Finalistas (132 pontos)
02 – França: 3 Ouros, 2 Pratas e 26 Finalistas (76 pontos)
03 – Alemanha: 1 Ouro, 3 Pratas, 1 Bronze e 31 Finalistas (54 pontos)
04 – Cingapura: 3 Pratas, 3 Bronzes e 36 Finalistas (54 pontos)
05 – África do Sul: 2 Ouros, 1 Prata, 3 Bronzes e 25 Finalistas (53 pontos)
06 – Índia: 1 Prata, 3 Bronzes e 27 Finalistas (41 pontos)
07 – Reino Unido: 1 Ouro, 2 Pratas, 2 Bronzes e 6 Finalistas (37 pontos)
08 – Argentina: 1 Ouro, 2 Pratas, 1 Bronze e 12 Finalistas (32 pontos)
09 – China:1 Ouro, 1 Prata, 2 Bronzes e 13 Finalistas (31 pontos)
10 – Austrália: 2 Ouros, 1 Prata, 1 Bronze e 8 Finalistas (30 pontos)
11 – Estados Unidos: 2 Pratas, 1 Bronze e 16 Finalistas (29 pontos)
12 – Suíça: 3 Pratas e 13 Finalistas (28 pontos)
13 – Hong Kong: 2 Pratas, 2 Bronzes e 11 Finalistas (27 pontos)
14 – México: 1 Prata, 1 Bronze e 18 Finalistas (26 pontos)
15 – Chile: 2 Pratas e 10 Finalistas (21 pontos)
16 – Emirados Árabes: 1 Prata, 1 Bronze e 11 Finalistas (19 pontos)
16 – Espanha: 3 Bronzes e 10 Finalistas (19 pontos)
16 – Tailândia: 1 Prata, 2 Bronzes e 8 Finalistas (19 pontos)
17 – Colômbia: 1 Bronze e 12 Finalistas (15 pontos)
17 – Turquia: 1 Bronze e 10 Finalistas (13 pontos)
18 – Portugal: 2 Bronzes e 6 Finalistas (12 pontos)
19 – Itália: 1 Grand Prix (10 pontos)
19 – Uruguai: 1 Ouro e 3 Finalistas (10 pontos)
20 – Áustria: 1 Bronze e 6 Finalistas (9 pontos)
21 – República Tcheca: 1 Bronze e 4 Finalistas (7 pontos)
22 – Nova Zelândia: 1 Prata e 1 Finalista (6 pontos)
23 – Rússia: 1 Bronze (3 pontos)
Além deles, apenas com Finalistas, ficaram: Malásia, com 6; Filipinas, com 5; Canadá, Peru e Vietnam, com 3 cada; Israel e Holanda, com 2 cada; e Indonésia, Japão, República Eslovaca e Suécia, com 1 trabalho cada.
Os trabalhos brasileiros vencedores são:
Leão de Ouro
Série de 4 anúncios para Claro, da Ogilvy
Leões de Prata
Série de 2 anúncios para Quattro, da AlmapBBDO para Audi
Série de 5 anúncios da Ogilvy para a revista Forbes Brasil
Série de 2 anúncios da Dim&Canzian para a FF English School
“Jacques”, da Lew’Lara\TBWA para a ONG Doe seu Lixo
Série de 2 anúncios da Ogilvy para a revista Forbes Brasil
“Ozzy Osborne”, da Lua para a Kiss FM
Leões de Bronze
Série de 3 anúncios para peru sem osso da Perdigão, da Y&R para BRFoods
“Car accident”, da Dentsu para L´Univers de Chocolat
Série de 3 anúncios para café Bonogrão, da Y&R
Série de 3 anúncios para pneus Goodyear, da Y&R
“Supermarket”, da AlmapBBDO para Caminhões Volkswagen, da Man
Série de 3 anúncios para o home theater 3D LG, da Y&R
Série de 2 anúncios para a câmera JVC GCPX10, da Giovanni DraftFCB para JVC
Série de 2 anúncios da DM9DDB para Tok&Stok
Série de 2 anúncios para Alcoólicos Anônimos, da JWT
Série de 3 anúncios da Lew’Lara\TBWA para a ONG Doe seu Lixo
Série de 4 anúncios para Claro, da Ogilvy (em outra categoria)
Os finalistas brasileiros são:
Série de 3 anúncios para Protex, da Y&R para Colgate-Palmolive
Série de 2 anúncios para Cafiaspirina, da AlmapBBDO para Bayer
“No ex-addicts”, da F/Nazca S&S para Nike
“Nurse”, da Leo Burnett Tailor Made para peças originais Fiat
Série de 3 anúncios da Publicis para Miguel Gianinni Óculos
Série de 2 anúncios da Lua para Universidade Falada Audiobooks
Série de 3 anúncios da Ogilvy para a revista Forbes Brasil
Série de 4 anúncios para a Guitar Player, da Leo Burnett Tailor Made
Série de 2 anúncios para a Fundação Abrinq, da Lew´Lara\TBWA
Série de 3 anúncios da Age Isobar para a Cruz Vermelha Brasileira
Série de 2 anúncios para Nike, da F/Nazca S&S
Série de 3 anúncios para Havaianas, da AlmapBBDO para Alpargatas
Série de 2 anúncios da AlmapBBDO para caminhões Volkswagen, da Man
Pela ordem, as agências brasileiras ficaram assim classificadas:
01 – Ogilvy: 1 Ouro, 2 Pratas, 1 Bronze e 14 Finalistas (34 pontos)
02 – Y&R: 4 Bronzes e 11 Finalistas (23 pontos)
03 – AlmapBBDO: 1 Prata, 1 Bronze e 9 Finalistas (17 pontos)
04 – Lew´Lara\TBWA: 1 Prata, 1 Bronze e 4 Finalistas (12 pontos)
05 – Lua: 1 Prata e 2 Finalistas (7 pontos)
06 – Dim&Canzian: 1 Prata e 1 Finalista (6 pontos)
07 – Leo Burnett Tailor Made: 5 Finalistas (5 pontos)
08 – Dentsu: 1 Bronze e 1 Finalista (4 pontos)
08 – Giovanni DraftFCB: 1 Bronze e 1 Finalista (4 pontos)
08 – DM9DDB: 1 Bronze e 1 Finalista (4 pontos)
08 – JWT: 1 Bronze e 1 Finalista (4 pontos)
09 – F/Nazca S&S: 3 Finalistas (3 pontos)
09 – Publicis: 3 Finalistas (3 pontos)
09 – Age Isobar: 3 Finalistas (3 pontos)
A FRASE:
“O PT malufou”
YOUTUBE: O QUE AGÊNCIAS E MARCAS NÃO PERCEBERAM
Lucas Watson, vice-presidente de vendas globais e marketing do YouTube, disse que vivemos tempos fantásticos . “Há redes de influenciadores usando vídeo. As marcas vão querer rodear-se de produtores de vídeo para criar conteúdo que queira ser visto e partilhado. As pessoas captam imagens via smartphones ou tablets, e muita gente está constantemente gravando.” O mundo está sendo registrado em vídeo.
Segundo Damian Kulash , cantor da banda Ok Go , o modelo tradicional está gasto e não vale a pena querer fazer vídeo on-line como se fazia antes anúncio de TV. Por outro lado, o viral não se inventa, ele apenas é. Mas que o planejamento não deixa de ser importante.
“Viral é o que tem qualidade”, diz ele. Nem sempre é certo, mas no caso dos Ok Go é verdade. Vídeos extremamente inventivos ligados a marcas geram milhões de visualizações. Veja o exemplo do vídeo criado em parceria com a Chevrolet aqui.
Segundo Matt Elek, diretor da Revista Vice, o entretenimento para as marcas cria engajamento e que as marcas querem isso, acima de tudo. Não há anúncio tradicional que dê esse retorno, tem de haver criação de conteúdos que entretenham. A adição do entretenimento tem sido uma tendência nos últimos tempos e que encontra a sua expressão máxima no conceito de gamificação.
Marc Speichert, da L’Oreal, diz que as estrelas do YouTube comunicam produtos – mesmo que não os tenham logo lá – e que as marcas ainda não entenderam isso.
Já o diretor da Revista Vice diz que quem percebe como as coisas funcionam é quem cria cultura em vez de criar uma campanha tradicional. No caso dele, a aventura conjunta com a Intel, retornou uma visibilidade mundial em um projeto que agrega valor imaterial a ambas as marcas.
Ele disse que deixou um legado para a sociedade americana. Que preocupar-se demasiado com o retorno monetário de um projeto leva a mau trabalho. É preciso ignorar as fronteiras entre cultura e tecnologia. “Não fiquem achando que filme e música são coisas diferentes e que propaganda e conteúdo são duas coisas diferentes. Os limites entre as coisas têm de ser borrados porque agora é tudo 0′s e 1′s.”
O diretor da L’Oreal disse que a melhor abordagem a conteúdo on-line será sempre a agregação de diferentes meios, que pensar em on-line é pensar para computador, para smartphone e para tablet.
Mas o diretor da Vice vai mais longe. Ele sugere que todo o mundo se abra à ideia de fazer algo realmente terrível, em uma defesa apaixonada da coragem que é preciso ter para correr riscos. “Se apontarem para resultados medíocres tudo o que vão conseguir é resultados medíocres.” (Promoview)
O QUE O FACEBOOK FOI FAZER EM CANNES
No Festival de Cannes, o Facebook anunciou aos duas novas ações que a empresa colocará em prática em breve. A primeira o Conselho Criativo - que surge junto à formação do Conselho Cliente - para juntar mentes criativas na procura de ideias, tanto de produtos para o Facebook, quanto de formas de responder às necessidades das agências.
O segundo anúncio foi o do lançamento do Facebook Studio Edge, um interface que permitirá às agências saberem em primeira mão sobre lançamentos de produtos do Facebook, e fazer cursos interativos.
Paul Adams, cabeça de design do Facebook, disse que “desde o princípio dos tempos nós fazemos uma coisa quando queremos informação. É procurá-la junto dos nossos amigos.” Com esta frase, Paul Adams dá o Facebook como o paradigma da nova propaganda ao permitir que as pessoas sugiram e aceitem sugestões de produtos, marcas e serviços vindas de pessoas em quem confiam. (Promoview)
BRASIL DÁ SHOW EM CANES
(Rafael Sampaio NO Portal da Propaganda) - O Brasil arrasou em Press e passou a ser a estrela absoluta dessa área, tradicionalmente dominada pelos ingleses.O GP de Press foi para a campanha Unhate, da Benetton. O polêmico anúncio do Papa beijando um líder muçulmano não concorreu, mas os demais estavam lá: Obama beijando Chavez, Merkel beijando Sarkozy e líderes Israelense e Palestino fazendo a mesma coisa.
O ranking dos países que conquistaram Leões em Press em 2012 é:
01 – Brasil: 1 Ouro, 6 Pratas, 11 Bronzes e 62 Finalistas (132 pontos)
02 – França: 3 Ouros, 2 Pratas e 26 Finalistas (76 pontos)
03 – Alemanha: 1 Ouro, 3 Pratas, 1 Bronze e 31 Finalistas (54 pontos)
04 – Cingapura: 3 Pratas, 3 Bronzes e 36 Finalistas (54 pontos)
05 – África do Sul: 2 Ouros, 1 Prata, 3 Bronzes e 25 Finalistas (53 pontos)
06 – Índia: 1 Prata, 3 Bronzes e 27 Finalistas (41 pontos)
07 – Reino Unido: 1 Ouro, 2 Pratas, 2 Bronzes e 6 Finalistas (37 pontos)
08 – Argentina: 1 Ouro, 2 Pratas, 1 Bronze e 12 Finalistas (32 pontos)
09 – China:1 Ouro, 1 Prata, 2 Bronzes e 13 Finalistas (31 pontos)
10 – Austrália: 2 Ouros, 1 Prata, 1 Bronze e 8 Finalistas (30 pontos)
11 – Estados Unidos: 2 Pratas, 1 Bronze e 16 Finalistas (29 pontos)
12 – Suíça: 3 Pratas e 13 Finalistas (28 pontos)
13 – Hong Kong: 2 Pratas, 2 Bronzes e 11 Finalistas (27 pontos)
14 – México: 1 Prata, 1 Bronze e 18 Finalistas (26 pontos)
15 – Chile: 2 Pratas e 10 Finalistas (21 pontos)
16 – Emirados Árabes: 1 Prata, 1 Bronze e 11 Finalistas (19 pontos)
16 – Espanha: 3 Bronzes e 10 Finalistas (19 pontos)
16 – Tailândia: 1 Prata, 2 Bronzes e 8 Finalistas (19 pontos)
17 – Colômbia: 1 Bronze e 12 Finalistas (15 pontos)
17 – Turquia: 1 Bronze e 10 Finalistas (13 pontos)
18 – Portugal: 2 Bronzes e 6 Finalistas (12 pontos)
19 – Itália: 1 Grand Prix (10 pontos)
19 – Uruguai: 1 Ouro e 3 Finalistas (10 pontos)
20 – Áustria: 1 Bronze e 6 Finalistas (9 pontos)
21 – República Tcheca: 1 Bronze e 4 Finalistas (7 pontos)
22 – Nova Zelândia: 1 Prata e 1 Finalista (6 pontos)
23 – Rússia: 1 Bronze (3 pontos)
Além deles, apenas com Finalistas, ficaram: Malásia, com 6; Filipinas, com 5; Canadá, Peru e Vietnam, com 3 cada; Israel e Holanda, com 2 cada; e Indonésia, Japão, República Eslovaca e Suécia, com 1 trabalho cada.
Os trabalhos brasileiros vencedores são:
Leão de Ouro
Série de 4 anúncios para Claro, da Ogilvy
Leões de Prata
Série de 2 anúncios para Quattro, da AlmapBBDO para Audi
Série de 5 anúncios da Ogilvy para a revista Forbes Brasil
Série de 2 anúncios da Dim&Canzian para a FF English School
“Jacques”, da Lew’Lara\TBWA para a ONG Doe seu Lixo
Série de 2 anúncios da Ogilvy para a revista Forbes Brasil
“Ozzy Osborne”, da Lua para a Kiss FM
Leões de Bronze
Série de 3 anúncios para peru sem osso da Perdigão, da Y&R para BRFoods
“Car accident”, da Dentsu para L´Univers de Chocolat
Série de 3 anúncios para café Bonogrão, da Y&R
Série de 3 anúncios para pneus Goodyear, da Y&R
“Supermarket”, da AlmapBBDO para Caminhões Volkswagen, da Man
Série de 3 anúncios para o home theater 3D LG, da Y&R
Série de 2 anúncios para a câmera JVC GCPX10, da Giovanni DraftFCB para JVC
Série de 2 anúncios da DM9DDB para Tok&Stok
Série de 2 anúncios para Alcoólicos Anônimos, da JWT
Série de 3 anúncios da Lew’Lara\TBWA para a ONG Doe seu Lixo
Série de 4 anúncios para Claro, da Ogilvy (em outra categoria)
Os finalistas brasileiros são:
Série de 3 anúncios para Protex, da Y&R para Colgate-Palmolive
Série de 2 anúncios para Cafiaspirina, da AlmapBBDO para Bayer
“No ex-addicts”, da F/Nazca S&S para Nike
“Nurse”, da Leo Burnett Tailor Made para peças originais Fiat
Série de 3 anúncios da Publicis para Miguel Gianinni Óculos
Série de 2 anúncios da Lua para Universidade Falada Audiobooks
Série de 3 anúncios da Ogilvy para a revista Forbes Brasil
Série de 4 anúncios para a Guitar Player, da Leo Burnett Tailor Made
Série de 2 anúncios para a Fundação Abrinq, da Lew´Lara\TBWA
Série de 3 anúncios da Age Isobar para a Cruz Vermelha Brasileira
Série de 2 anúncios para Nike, da F/Nazca S&S
Série de 3 anúncios para Havaianas, da AlmapBBDO para Alpargatas
Série de 2 anúncios da AlmapBBDO para caminhões Volkswagen, da Man
Pela ordem, as agências brasileiras ficaram assim classificadas:
01 – Ogilvy: 1 Ouro, 2 Pratas, 1 Bronze e 14 Finalistas (34 pontos)
02 – Y&R: 4 Bronzes e 11 Finalistas (23 pontos)
03 – AlmapBBDO: 1 Prata, 1 Bronze e 9 Finalistas (17 pontos)
04 – Lew´Lara\TBWA: 1 Prata, 1 Bronze e 4 Finalistas (12 pontos)
05 – Lua: 1 Prata e 2 Finalistas (7 pontos)
06 – Dim&Canzian: 1 Prata e 1 Finalista (6 pontos)
07 – Leo Burnett Tailor Made: 5 Finalistas (5 pontos)
08 – Dentsu: 1 Bronze e 1 Finalista (4 pontos)
08 – Giovanni DraftFCB: 1 Bronze e 1 Finalista (4 pontos)
08 – DM9DDB: 1 Bronze e 1 Finalista (4 pontos)
08 – JWT: 1 Bronze e 1 Finalista (4 pontos)
09 – F/Nazca S&S: 3 Finalistas (3 pontos)
09 – Publicis: 3 Finalistas (3 pontos)
09 – Age Isobar: 3 Finalistas (3 pontos)
sábado, 23 de junho de 2012
A QUESTÃO DO FOCO NA RIO+20
(Texto de Fábio de Castro, distribuído pela Agência FAPESP) – O resultado final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que se encerra no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (22/06), será um documento sem foco, que não atende à urgência dos problemas enfrentados pelo mundo, segundo análise de Celso Lafer, presidente da FAPESP.
Ainda assim, segundo Lafer, a conferência poderá contribuir com uma atmosfera que estimule no futuro, em um contexto político mais favorável, a tomada de medidas concretas para a sustentabilidade global.
“O documento final é difuso, não tem foco e se baseia em um mínimo denominador comum. Na melhor das hipóteses, coloca em andamento processos que serão mais ou menos bem-sucedidos no futuro”, disse Lafer à Agência FAPESP.
A falta de foco do documento, segundo Lafer, é o preço que se pagou para que fosse possível chegar a um consenso durante a conferência. De acordo com Lafer, o documento não deverá mais ser modificado pelos chefes de Estado que participam da cúpula.
“Compreendo o que levou a esse documento. O país sede não desejava que a conferência se encerrasse sem um consenso, por isso os negociadores brasileiros chegaram a esse mínimo denominador comum”, afirmou.
Na prática, o documento não é capaz de lidar com as urgências do presente e ficou muito aquém das expectativas. “O governo vai dizer que conseguiu um consenso que abre processos e preserva as conquistas feitas até agora. É possível de fato que o documento tenha o mérito de manter em evidência as questões que serão retomadas em um contexto político mais favorável no futuro. Mas, se olharmos as urgências que estão em jogo, vamos ver que o documento está aquém das expectativas e das necessidades da humanidade”, disse Lafer.
Na avaliação do presidente da FAPESP, as principais explicações para as limitações da RIO+20 são o contexto internacional negativo e a demora do governo brasileiro em priorizar a temática da conferência.
“Além da crise econômica e política mundial, temos essa nova multipolaridade no cenário da política internacional que até agora não foi capaz de levar a uma ordem global mais estável. A reformulação do sistema financeiro não está resolvida, as negociações comerciais de Doha estão estagnadas, há tensões consideráveis no Oriente Médio. Por outro lado, temos um país que dedicou à RIO+20 uma prioridade muito menor do que a que foi dada à RIO-92. O governo só passou a se dedicar recentemente à conferência”, afirmou.
Diretamente envolvido com a organização da RIO-92, como então ministro das Relações Exteriores , Lafer afirma que a conferência se beneficiou de um contexto internacional e um contexto interno favoráveis à sua realização.
“No plano internacional, o contexto era o do fim da Guerra Fria. Foi a primeira conferência que não se organizou em termos dos temas Norte-Sul e Ocidente-Oriente, mas sim em termos do desafio da cooperação de uma razão abrangente da humanidade. O clima era favorável”, disse.
No plano interno, o sentimento público de valorização do tema ambiental, que havia sido incluído na Constituição Federal de 1988, uniu-se à prioridade absoluta dada à RIO-92 pelo governo de Fernando Collor de Mello, que buscava elevar o patamar da presença internacional do Brasil.
“O governo organizou muito bem a preparação da conferência, mostrou interesse no meio ambiente, indicando José Lutzenberger para a secretaria do Meio Ambiente, instruiu o Itamaraty e organizou um comitê interministerial para tratar do assunto. Quando assumi o ministério, ficou claro que o tema teria prioridade total. Na RIO-92, cabia ao Brasil catalisar os consensos e ter uma visão proativa. Criamos oito grupos negociadores, com grandes quadros da diplomacia”, disse Lafer.
A organização, segundo Lafer, permitiu resultados concretos para a RIO-92, como a criação da Convenção do Clima e da Convenção da Biodiversidade. “Além do pilar ambiental, chegamos a bom termo também quanto à abrangência do conceito de desenvolvimento sustentável, com a Agenda 21. A Declaração do Rio, documento final da conferência, tem muitos méritos, entre eles explicitar que o meio ambiente tem que ser internalizado no processo decisório”, afirmou Lafer.
A conferência conseguiu, segundo ele, imensa mobilização da opinião publica, envolvendo ativistas, organizações não governamentais e cientistas, colocando os temas do meio ambiente de forma duradoura na pauta internacional.
“Talvez o ponto em que a RIO+20 mais se aproximou da RIO-92 seja essa participação da sociedade nos eventos paralelos, incluindo a dimensão da ciência, que teve participação da FAPESP”, disse Lafer, referindo-se ao “Forum on Science, Technology and Innovation for Sustainable Development”, realizado entre os dias 11 e 15 de junho no Rio de Janeiro.
As negociações que envolvem o problema socioambiental, segundo Lafer, são intrinsecamente complexas, tanto do ponto de vista técnico e científico como na perspectiva diplomática. “Alguns dos maiores avanços nesse tipo de negociação ao longo da história tiveram contribuição decisiva da ciência”, disse.
O tema do meio ambiente, segundo ele, passa por um conhecimento especializado. A Convenção do Clima, por exemplo, assinada na RIO-92, não seria possível sem o lastro do trabalho realizado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que detectou fenômenos como o efeito estufa.
“Talvez o ponto de partida dessa relação entre conhecimento e negociações diplomáticas tenha sido a percepção científica sobre o que estava acontecendo com a camada de ozônio, no fim da década de 1980. Essa percepção levou à Convenção de Basileia, que entrou em vigor em 1992”, disse Lafer.
A Conferência de Estocolmo, em 1972 – a primeira cúpula a tratar de temas ambientais –, também foi influenciada no plano das ideias por um relatório sobre os limites do crescimento econômico patrocinado pelo Clube de Roma. “O mérito daquela conferência foi realçar a fragilidade dos ecossistemas dentro dos quais estamos todos inseridos”, disse.
Já a RIO-92, segundo Lafer, beneficiou-se do Relatório Brundtland. O documento publicado em 1987 estabeleceu o conceito abrangente de desenvolvimento sustentável. Seu desdobramento levou à percepção global de que a questão se apoia não só sobre um pilar ambiental, mas também sobre os pilares econômico e social.
No entanto, devido à complexidade das negociações diplomáticas na área ambiental, não é nada trivial fazer com que o conhecimento científico se consolide como fundamento dos acordos internacionais.
“Em épocas de crise, os países se confrontam com contingências e urgências políticas de curto prazo. O desenvolvimento sustentável, por outro lado, incorpora uma noção de sustentabilidade para as gerações futuras, por isso é sempre um problema em longo prazo. O tempo da pesquisa também é um tempo mais longo, assim como o tempo diplomático, que requer consensos. Por isso é compreensível que as negociações tenham essas grandes dificuldades”, disse Lafer.
Antropoceno entra em cena
O presidente do Conselho Internacional de Ciência (ICSU, na sigla em inglês), Yuan-Tseh Lee, defendeu que é preciso estabelecer um novo contrato entre a ciência e a sociedade para que seja possível avançar rumo à sustentabilidade global.
O discurso realizado por Lee na quarta-feira (20/06), primeiro dia da cúpula de alto nível da RIO+20 – que se encerra nesta sexta-feira (22/06) –, sintetizou o resultado dos debates realizados pela comunidade científica internacional no “Forum on Science, Technology and Innovation for Sustainable Development”, organizado pelo ICSU – que é considerado o representante oficial da comunidade científica pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo Lee, a entrada no Antropoceno – era na qual as atividades da sociedade humana dominam o planeta – representa um desafio sem precedentes, envolvendo mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição generalizada.
“Em nome das sociedades de ciência e tecnologia, conclamamos os líderes mundiais a agir imediatamente. Do contrário, haverá um aumento do risco de mudanças irreversíveis na biosfera, que solapará a sustentabilidade da vida sobre a Terra”, disse.
As pesquisas, segundo Lee, mostram que a resposta aos desafios do Antropoceno exige uma transformação sistêmica que deve ter apoio no conhecimento e da inovação.
“Uma pesquisa mais integrada irá gerar o conhecimento que a sociedade precisa para aperfeiçoar a interface entre ciência e política nos processos decisórios. Faço um apelo por um novo contrato entre ciência e sociedade . Não há tempo a perder, temos que agir conjuntamente”, disse.
Ciência + sociedade
Em visita à FAPESP, também no dia 20, o conselheiro-chefe para Assuntos Científicos do Gabinete de Ciência e Tecnologia do Reino Unido, Sir John Beddington, afirmou que a comunidade científica chegou à RIO+20 com uma mensagem clara e bem consolidada.
“Com exceção das incertezas pontuais que sempre caracterizam os temas científicos, quase não há dissensos na comunidade internacional de cientistas sobre questões-chave como segurança alimentar, segurança hídrica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos ou a própria mudança climática. Esse consenso universal foi bem apresentado na RIO+20”, disse.
No entanto, segundo Beddington, para que possa influenciar a agenda mundial após a conferência, a comunidade científica precisará trabalhar em conjunto com outros setores da sociedade e contar com a vontade política dos tomadores de decisão.
“Acho que o consenso científico influenciará muito na agenda mundial, mas não agirá sozinha e sim em conjunto com a sociedade civil e os governos. Essa é a verdadeira importância do evento. Uma conferência internacional com tantos países e delegados de diversos segmentos participando é uma razão para ter esperanças”, disse.
A tarefa, entretanto, é extremamente difícil, envolvendo questões profundamente complicadas e ao mesmo tempo urgentes, como grande crescimento da população e da urbanização, escassez de recursos e crise energética e ambiental.
“Será preciso contar com muita vontade política. Não podemos garantir que a conferência tenha um sucesso concreto, mas nosso papel é aconselhar. O governo britânico certamente vê nessas questões-chave uma enorme importância para o futuro do mundo”, afirmou Beddington.
14,3 MILHÕES DE DOMICÍLIOS
O serviço de TV por assinatura fechou o mês de maio atendendo a 14,3 milhões de domicílios, de acordo com dados divulgados nesta quarta, 20, pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). No acumulado do ano, o segmento registrou a entrada de 1,5 milhão de assinaturas. Pela comparação com maio do ano passado, a alta é de 31,47%; e, ante abril de 2012, 2,41%.
Se continuar neste patamar nos próximos dois meses, o serviço deve bater a casa dos 15 milhões de domicílios. A partir do resultado de maio, e considerando o número médio de 3,3 pessoas por residências, pelos dados do IBGE, a TV fechada é distribuída atualmente para cerca de 47,1 milhões de pessoas. No intervalo de um ano, as regiões que mais atraíram consumidores para a TV por assinatura, em números absolutos, foram o Sudeste, com mais de 2 milhões, e o Nordeste, acima dos 500 mil.
Os dados apresentam também o contínuo avanço das operações prestadas por satélite (DTH), frente à retração dos serviços a cabo. Em maio deste ano, o primeiro fechou com 57,7% contra 49,8%, em relação ao período semelhante de 2011. E o cabo caiu de 47,6% para 40,9%, em igual comparação. (Propmark)
REVISTA BRASILEIRA DE HISTORIA DA MIDIA
A segunda edição da Revista Brasileira de História da Mídia (jul/2012 - dez/2012) já está disponível. Detalhes: www.unicentro.br/rbhm
SÃO PAULO FASHION WEEK E FASHION RIO 2012 EM VÍDEOS
Os usuários do Muu, serviço de video on demand da Globosat, já podem conferir o melhor da moda primavera/verão 2013 que foi apresentada no Fashion Rio e no São Paulo Fashion Week. Acabam de entrar no catálogo do Muu os programas especiais do GNT com a cobertura das edições mais recentes dos dois eventos, que aconteceram nas últimas semanas.
Os desfiles das grandes marcas - como Alexandre Herchcovitch, Amapô, Colcci e Samuel Cirnasnck - receberam os comentários e análises de experts de peso sobre o assunto: Mariana Weickert, Fernando Torquatto, Julia Petit e Lilian Pacce.
Ainda assim, segundo Lafer, a conferência poderá contribuir com uma atmosfera que estimule no futuro, em um contexto político mais favorável, a tomada de medidas concretas para a sustentabilidade global.
“O documento final é difuso, não tem foco e se baseia em um mínimo denominador comum. Na melhor das hipóteses, coloca em andamento processos que serão mais ou menos bem-sucedidos no futuro”, disse Lafer à Agência FAPESP.
A falta de foco do documento, segundo Lafer, é o preço que se pagou para que fosse possível chegar a um consenso durante a conferência. De acordo com Lafer, o documento não deverá mais ser modificado pelos chefes de Estado que participam da cúpula.
“Compreendo o que levou a esse documento. O país sede não desejava que a conferência se encerrasse sem um consenso, por isso os negociadores brasileiros chegaram a esse mínimo denominador comum”, afirmou.
Na prática, o documento não é capaz de lidar com as urgências do presente e ficou muito aquém das expectativas. “O governo vai dizer que conseguiu um consenso que abre processos e preserva as conquistas feitas até agora. É possível de fato que o documento tenha o mérito de manter em evidência as questões que serão retomadas em um contexto político mais favorável no futuro. Mas, se olharmos as urgências que estão em jogo, vamos ver que o documento está aquém das expectativas e das necessidades da humanidade”, disse Lafer.
Na avaliação do presidente da FAPESP, as principais explicações para as limitações da RIO+20 são o contexto internacional negativo e a demora do governo brasileiro em priorizar a temática da conferência.
“Além da crise econômica e política mundial, temos essa nova multipolaridade no cenário da política internacional que até agora não foi capaz de levar a uma ordem global mais estável. A reformulação do sistema financeiro não está resolvida, as negociações comerciais de Doha estão estagnadas, há tensões consideráveis no Oriente Médio. Por outro lado, temos um país que dedicou à RIO+20 uma prioridade muito menor do que a que foi dada à RIO-92. O governo só passou a se dedicar recentemente à conferência”, afirmou.
Diretamente envolvido com a organização da RIO-92, como então ministro das Relações Exteriores , Lafer afirma que a conferência se beneficiou de um contexto internacional e um contexto interno favoráveis à sua realização.
“No plano internacional, o contexto era o do fim da Guerra Fria. Foi a primeira conferência que não se organizou em termos dos temas Norte-Sul e Ocidente-Oriente, mas sim em termos do desafio da cooperação de uma razão abrangente da humanidade. O clima era favorável”, disse.
No plano interno, o sentimento público de valorização do tema ambiental, que havia sido incluído na Constituição Federal de 1988, uniu-se à prioridade absoluta dada à RIO-92 pelo governo de Fernando Collor de Mello, que buscava elevar o patamar da presença internacional do Brasil.
“O governo organizou muito bem a preparação da conferência, mostrou interesse no meio ambiente, indicando José Lutzenberger para a secretaria do Meio Ambiente, instruiu o Itamaraty e organizou um comitê interministerial para tratar do assunto. Quando assumi o ministério, ficou claro que o tema teria prioridade total. Na RIO-92, cabia ao Brasil catalisar os consensos e ter uma visão proativa. Criamos oito grupos negociadores, com grandes quadros da diplomacia”, disse Lafer.
A organização, segundo Lafer, permitiu resultados concretos para a RIO-92, como a criação da Convenção do Clima e da Convenção da Biodiversidade. “Além do pilar ambiental, chegamos a bom termo também quanto à abrangência do conceito de desenvolvimento sustentável, com a Agenda 21. A Declaração do Rio, documento final da conferência, tem muitos méritos, entre eles explicitar que o meio ambiente tem que ser internalizado no processo decisório”, afirmou Lafer.
A conferência conseguiu, segundo ele, imensa mobilização da opinião publica, envolvendo ativistas, organizações não governamentais e cientistas, colocando os temas do meio ambiente de forma duradoura na pauta internacional.
“Talvez o ponto em que a RIO+20 mais se aproximou da RIO-92 seja essa participação da sociedade nos eventos paralelos, incluindo a dimensão da ciência, que teve participação da FAPESP”, disse Lafer, referindo-se ao “Forum on Science, Technology and Innovation for Sustainable Development”, realizado entre os dias 11 e 15 de junho no Rio de Janeiro.
As negociações que envolvem o problema socioambiental, segundo Lafer, são intrinsecamente complexas, tanto do ponto de vista técnico e científico como na perspectiva diplomática. “Alguns dos maiores avanços nesse tipo de negociação ao longo da história tiveram contribuição decisiva da ciência”, disse.
O tema do meio ambiente, segundo ele, passa por um conhecimento especializado. A Convenção do Clima, por exemplo, assinada na RIO-92, não seria possível sem o lastro do trabalho realizado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que detectou fenômenos como o efeito estufa.
“Talvez o ponto de partida dessa relação entre conhecimento e negociações diplomáticas tenha sido a percepção científica sobre o que estava acontecendo com a camada de ozônio, no fim da década de 1980. Essa percepção levou à Convenção de Basileia, que entrou em vigor em 1992”, disse Lafer.
A Conferência de Estocolmo, em 1972 – a primeira cúpula a tratar de temas ambientais –, também foi influenciada no plano das ideias por um relatório sobre os limites do crescimento econômico patrocinado pelo Clube de Roma. “O mérito daquela conferência foi realçar a fragilidade dos ecossistemas dentro dos quais estamos todos inseridos”, disse.
Já a RIO-92, segundo Lafer, beneficiou-se do Relatório Brundtland. O documento publicado em 1987 estabeleceu o conceito abrangente de desenvolvimento sustentável. Seu desdobramento levou à percepção global de que a questão se apoia não só sobre um pilar ambiental, mas também sobre os pilares econômico e social.
No entanto, devido à complexidade das negociações diplomáticas na área ambiental, não é nada trivial fazer com que o conhecimento científico se consolide como fundamento dos acordos internacionais.
“Em épocas de crise, os países se confrontam com contingências e urgências políticas de curto prazo. O desenvolvimento sustentável, por outro lado, incorpora uma noção de sustentabilidade para as gerações futuras, por isso é sempre um problema em longo prazo. O tempo da pesquisa também é um tempo mais longo, assim como o tempo diplomático, que requer consensos. Por isso é compreensível que as negociações tenham essas grandes dificuldades”, disse Lafer.
Antropoceno entra em cena
O presidente do Conselho Internacional de Ciência (ICSU, na sigla em inglês), Yuan-Tseh Lee, defendeu que é preciso estabelecer um novo contrato entre a ciência e a sociedade para que seja possível avançar rumo à sustentabilidade global.
O discurso realizado por Lee na quarta-feira (20/06), primeiro dia da cúpula de alto nível da RIO+20 – que se encerra nesta sexta-feira (22/06) –, sintetizou o resultado dos debates realizados pela comunidade científica internacional no “Forum on Science, Technology and Innovation for Sustainable Development”, organizado pelo ICSU – que é considerado o representante oficial da comunidade científica pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo Lee, a entrada no Antropoceno – era na qual as atividades da sociedade humana dominam o planeta – representa um desafio sem precedentes, envolvendo mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição generalizada.
“Em nome das sociedades de ciência e tecnologia, conclamamos os líderes mundiais a agir imediatamente. Do contrário, haverá um aumento do risco de mudanças irreversíveis na biosfera, que solapará a sustentabilidade da vida sobre a Terra”, disse.
As pesquisas, segundo Lee, mostram que a resposta aos desafios do Antropoceno exige uma transformação sistêmica que deve ter apoio no conhecimento e da inovação.
“Uma pesquisa mais integrada irá gerar o conhecimento que a sociedade precisa para aperfeiçoar a interface entre ciência e política nos processos decisórios. Faço um apelo por um novo contrato entre ciência e sociedade . Não há tempo a perder, temos que agir conjuntamente”, disse.
Ciência + sociedade
Em visita à FAPESP, também no dia 20, o conselheiro-chefe para Assuntos Científicos do Gabinete de Ciência e Tecnologia do Reino Unido, Sir John Beddington, afirmou que a comunidade científica chegou à RIO+20 com uma mensagem clara e bem consolidada.
“Com exceção das incertezas pontuais que sempre caracterizam os temas científicos, quase não há dissensos na comunidade internacional de cientistas sobre questões-chave como segurança alimentar, segurança hídrica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos ou a própria mudança climática. Esse consenso universal foi bem apresentado na RIO+20”, disse.
No entanto, segundo Beddington, para que possa influenciar a agenda mundial após a conferência, a comunidade científica precisará trabalhar em conjunto com outros setores da sociedade e contar com a vontade política dos tomadores de decisão.
“Acho que o consenso científico influenciará muito na agenda mundial, mas não agirá sozinha e sim em conjunto com a sociedade civil e os governos. Essa é a verdadeira importância do evento. Uma conferência internacional com tantos países e delegados de diversos segmentos participando é uma razão para ter esperanças”, disse.
A tarefa, entretanto, é extremamente difícil, envolvendo questões profundamente complicadas e ao mesmo tempo urgentes, como grande crescimento da população e da urbanização, escassez de recursos e crise energética e ambiental.
“Será preciso contar com muita vontade política. Não podemos garantir que a conferência tenha um sucesso concreto, mas nosso papel é aconselhar. O governo britânico certamente vê nessas questões-chave uma enorme importância para o futuro do mundo”, afirmou Beddington.
14,3 MILHÕES DE DOMICÍLIOS
O serviço de TV por assinatura fechou o mês de maio atendendo a 14,3 milhões de domicílios, de acordo com dados divulgados nesta quarta, 20, pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). No acumulado do ano, o segmento registrou a entrada de 1,5 milhão de assinaturas. Pela comparação com maio do ano passado, a alta é de 31,47%; e, ante abril de 2012, 2,41%.
Se continuar neste patamar nos próximos dois meses, o serviço deve bater a casa dos 15 milhões de domicílios. A partir do resultado de maio, e considerando o número médio de 3,3 pessoas por residências, pelos dados do IBGE, a TV fechada é distribuída atualmente para cerca de 47,1 milhões de pessoas. No intervalo de um ano, as regiões que mais atraíram consumidores para a TV por assinatura, em números absolutos, foram o Sudeste, com mais de 2 milhões, e o Nordeste, acima dos 500 mil.
Os dados apresentam também o contínuo avanço das operações prestadas por satélite (DTH), frente à retração dos serviços a cabo. Em maio deste ano, o primeiro fechou com 57,7% contra 49,8%, em relação ao período semelhante de 2011. E o cabo caiu de 47,6% para 40,9%, em igual comparação. (Propmark)
REVISTA BRASILEIRA DE HISTORIA DA MIDIA
A segunda edição da Revista Brasileira de História da Mídia (jul/2012 - dez/2012) já está disponível. Detalhes: www.unicentro.br/rbhm
SÃO PAULO FASHION WEEK E FASHION RIO 2012 EM VÍDEOS
Os usuários do Muu, serviço de video on demand da Globosat, já podem conferir o melhor da moda primavera/verão 2013 que foi apresentada no Fashion Rio e no São Paulo Fashion Week. Acabam de entrar no catálogo do Muu os programas especiais do GNT com a cobertura das edições mais recentes dos dois eventos, que aconteceram nas últimas semanas.
Os desfiles das grandes marcas - como Alexandre Herchcovitch, Amapô, Colcci e Samuel Cirnasnck - receberam os comentários e análises de experts de peso sobre o assunto: Mariana Weickert, Fernando Torquatto, Julia Petit e Lilian Pacce.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
ECONOMIA VERDE EM XEQUE
(Texto de Washington Castilhos, distribuído pela Agência FAPESP) – Economia verde costuma ser usada para descrever a compatibilização do crescimento econômico com o meio ambiente, um dos blocos do crescimento sustentável. Segundo a Green Economy Initiative, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançada em 2008, a economia verde resulta em melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, enquanto reduz os riscos ambientais e a escassez ecológica.
Apesar de ser usada há mais de 20 anos, a expressão “economia verde” ainda é controversa, assim como seu próprio conceito. Enquanto para alguns é perfeitamente possível, para os mais críticos ela seria uma tentativa de viabilizar a sociedade de consumo e adiar mudanças estruturais.
Essa foi a tônica de um painel que reuniu cientistas de diversos países no Rio de Janeiro durante as discussões para a RIO+20. No encontro, os pesquisadores debateram as possibilidades de uma economia verde, se esse modelo requer uma mudança de paradigma nos padrões econômicos ou se é compatível com os mercados competitivos, com a mercantilização de recursos e com a expansão do consumo.
A economista Elizabeth Stanton, do Instituto do Meio Ambiente de Estocolmo, Suécia, pontuou que é preciso analisar para quem os benefícios desse novo paradigma econômico seriam distribuídos. “A tendência é fazer os pobres ficarem mais ricos ou os ricos ainda mais ricos?”, questionou.
Tim Jackson, professor de desenvolvimento sustentável da Universidade de Surrey, na Inglaterra, e autor do livro Prosperity without growth (“Prosperidade sem crescimento”), defendeu uma mudança de valores, com menos consumismo e individualismos.
“O crescimento econômico tem distribuído seus benefícios de maneira desigual. Longe de elevar o padrão de vida dos pobres, o crescimento piorou a situação de boa parte da população mundial. A riqueza favoreceu uma minoria”, disse.
“À medida que a economia se expande, crescem as implicações nos recursos naturais envolvidos, com impactos globais que já são insustentáveis. No último meio século, enquanto a economia global crescia, 60% dos ecossistemas mundiais foram degradados. Uma escassez de recursos naturais básicos – como o petróleo – pode estar a menos de uma década de nós”, afirmou Jackson.
“A economia verde é uma forma de negar evidências como a de que a concentração de dióxido de carbono está crescendo a 2 partes por milhão (ppm) ao ano”, disse o espanhol Joan Martinez Alier, da Universidade de Barcelona, à Agência FAPESP.
Segundo o economista catalão, a base do acordo deveria ser o hemisfério Norte global renunciar ao crescimento econômico em favor do crescimento do Sul.
“Creio que o Norte deveria ter economias sem crescimento e o Sul deveria reduzir suas extrações naturais para a metade e passar a exportar menos seus produtos. O que o Sul também poderia fazer era aumentar os impostos sobre a exportação. No caso brasileiro, por exemplo, quem pagaria por um possível acidente ecológico na extração do petróleo do fundo do mar, com o pré-sal?”, disse.
Para Alier, a proposta de sustentabilidade mundial baseada em ajudas financeiras multilaterais não é o caminho. “Emprestar dinheiro, como historicamente se tem feito, não é a saída, pois preservar o meio ambiente não é uma questão de milhões, mas sim de controlar a mudança climática e manter a biodiversidade”, disse.
“Em relação aos países do hemisfério Sul, há um pensamento de que eles são demasiados pobres para serem ecológicos. Mas do que morreram pessoas como Chico Mendes se não para defender a ecologia? Ecologia não é um luxo, é uma necessidade para todos”, afirmou Alier.
Lidia Brito, diretora da divisão de Políticas Científicas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), rejeita a expressão “economia verde”.
“Para ser honesta, na Unesco não falamos em economia verde. Falamos de sociedade verde. Penso que o ceticismo dos investigadores vem daí: a discussão não é sobre economia. O que temos certeza é que não é possível falar apenas de um dos blocos do desenvolvimento sustentável”, disse.
“A economia não pode ser discutida sem as questões sociais, culturais e ambientais. Elas estão interligadas e não podem ser tratadas de forma independente. Fico satisfeita com os cientistas brasileiros, que não querem falar apenas em economia. Temos que falar em sociedade verde, para destacar essa força de mudança”, disse Brito.
Na opinião de Ronaldo Seroa da Motta, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor de Economia Ambiental do Ibmec no Rio de Janeiro, não há outra saída a não ser tentar uma economia que seja restritiva no uso de recursos naturais.
“Sou a favor da precificação dos recursos naturais. Enquanto tivermos água barata, por exemplo, vamos consumir mais. Devemos nos preocupar com o produto líquido, quer dizer, o quanto que de capital natural perdemos para gerar uma determinada produção. Era isso que deveríamos estar medindo”, disse.
“Se aumentarmos o preço dos serviços ambientais, teremos uma perda de crescimento econômico em curto prazo, mas depois isso será revertido. Um exemplo: devido ao alto índice de desmatamento das florestas, o cerceamento à extração de madeiras fez com que passássemos a usar derivados de petróleo, e hoje vemos muitos produtos de plástico e quase nada de madeira. Mas se tivermos uma política agressiva na área ambiental, a primeira coisa a ser feita é reflorestar, opção mais barata e urgente”, afirmou.
Segundo Motta, ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é preciso reflorestar 10% da superfície do planeta para capturar carbono. “Isso impulsionaria enormemente o setor produtivo da madeira, uma vez que vamos extrair madeira e mobilizá-la em artigos como móveis, para poder fazer a madeira crescer novamente e continuar capturando carbono”, disse.
“Então, daqui a 30 anos, por exemplo, o fato de colocarmos o preço do carbono alto e todo mundo ter que plantar para poder continuar a produzi-lo, implicará em crescimento econômico impulsionado pelo setor produtivo da madeira, mais competitivo, sem degradação do meio ambiente”, disse.
De acordo com Motta, a saída não é aumentar o preço do que não é sustentável por meio de impostos, mas sim incentivar iniciativas sustentáveis cujos produtos sejam mais baratos.
OCEANOS PODEM SOFRER MAIS COM AQUECIMENTO
(Texto de Washington Castilhos, distribuído pela Agência FAPESP) – Embora a comunidade científica internacional tenha chegado ao consenso de que o aumento de até 2º C na temperatura média do planeta é aceitável para os ecossistemas terrestres, esse aquecimento pode ser mais nocivo do que se imagina para os oceanos e para a vida marinha.
“Nesse cenário, o número de dias com picos de temperatura acima dos 28ºC a 30ºC aumentaria significativamente nas águas costeiras e em mares fechados, como o Mediterrâneo. Deveríamos avaliar melhor os efeitos da temperatura mais alta sobre a vida marinha, especialmente sobre a estabilidade de algumas proteínas”, disse Luis Valdés, chefe do setor de Ciência Oceânica da Comissão Intergovernamental de Oceanografia da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), à Agência FAPESP.
Segundo Valdés, que está no Rio de Janeiro para a RIO+20, há uma escassez de peixes no mundo todo e é cada vez mais difícil se achar peixes grandes, o que afeta de forma grave economias que dependem da pesca.
“A elevação dos níveis do mar causada pelo degelo é um dos grandes problemas. Ainda não sabemos a velocidade em que o degelo está ocorrendo na Groenlândia. Como isso vai afetar as mudanças de temperatura nas correntes marinhas é uma informação-chave. Se as correntes mudam, tudo muda”, disse.
“Em termos de biologia, se a produção primária dos oceanos diminuir, a pesca também vai cair. A mudança nas rotas migratórias dos peixes-espadas repercutirá diretamente nas economias dos países e em muitos postos de trabalho em terra. A pesca é um exemplo claro de como um setor produtivo repercute em uma grande economia”, disse Valdés.
Segundo Valdés, a dimensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre os oceanos é frequentemente negligenciada e a informação recebida pela comunidade científica e pelo público geral é parcial.
“Temos dados do hemisfério Norte sobre o impacto das mudanças globais nos oceanos, mas não do hemisfério Sul. Desse modo, não temos como saber quais são os efeitos e os danos, como os ecossistemas estão respondendo ou como as espécies estão se adaptando”, ponderou.
Valdés afirma que as medidas que podem ser tomadas no sentido de mitigar os efeitos do aquecimento global sobre os oceanos estão diretamente relacionadas ao poder econômico dos países.
“As medidas tomadas em termos de adaptação em países como Holanda e Inglaterra são no sentido de se proteger contra o aumento no nível do mar. Isso significa uma importante transformação na engenharia costeira, o que é mais difícil de se fazer em economias menos desenvolvidas, como, por exemplo, em pequenas ilhas do Pacífico”, disse.
O FUTURO DA DEMANDA DE ALIMENTOS
A Embaixada Britânica em Brasília realizará, hoje, no Rio de Janeiro, durante a RIO+20, o Debate sobre o Foresight – Futuro da Demanda de Alimentos no mundo.
Para debater questões como o futuro da agricultura e dos alimentos no mundo e se a população do futuro conseguirá sobreviver ao desafio da escassez de comida, o evento contará com a presença do conselheiro científico chefe do governo britânico, Sir John Beddington.
De acordo com Beddington, o cenário atual demanda uma imediata ação das autoridades internacionais para ultrapassar os desafios do abastecimento mundial de comuda nos próximos 40 anos. Detalhes: diego.arruda@fco.gov.uk.
FIQUE DE OLHO
Biodiversidade: fique de olho! é a nova exposição da Estação Ciência da USP, criada pelo Museu de Zoologia e que foi aberta ontem.
Em comemoração à RIO+20 e ao aniversário de 25 anos da Estação Ciência, a exposição apresenta acervo exclusivo em ambientação especialmente criada para fazer referência ao crescimento urbano.
Em uma área de 600 metros quadrados, a exposição apresenta uma abordagem atual e ampla sobre a biodiversidade brasileira, incluindo elementos como animais, esqueletos, paineis, dioramas e maquetes. Detalhes: www.eciencia.usp.br e (11) 3871-6750.
MAIS DE UM MILHÃO DE ARTIGOS!
O número de artigos científicos e tecnológicos e outros registros em bases de acesso livre no Japão ultrapassou a marca de 1 milhão. Detalhes: http://jairo.nii.ac.jp/en
Apesar de ser usada há mais de 20 anos, a expressão “economia verde” ainda é controversa, assim como seu próprio conceito. Enquanto para alguns é perfeitamente possível, para os mais críticos ela seria uma tentativa de viabilizar a sociedade de consumo e adiar mudanças estruturais.
Essa foi a tônica de um painel que reuniu cientistas de diversos países no Rio de Janeiro durante as discussões para a RIO+20. No encontro, os pesquisadores debateram as possibilidades de uma economia verde, se esse modelo requer uma mudança de paradigma nos padrões econômicos ou se é compatível com os mercados competitivos, com a mercantilização de recursos e com a expansão do consumo.
A economista Elizabeth Stanton, do Instituto do Meio Ambiente de Estocolmo, Suécia, pontuou que é preciso analisar para quem os benefícios desse novo paradigma econômico seriam distribuídos. “A tendência é fazer os pobres ficarem mais ricos ou os ricos ainda mais ricos?”, questionou.
Tim Jackson, professor de desenvolvimento sustentável da Universidade de Surrey, na Inglaterra, e autor do livro Prosperity without growth (“Prosperidade sem crescimento”), defendeu uma mudança de valores, com menos consumismo e individualismos.
“O crescimento econômico tem distribuído seus benefícios de maneira desigual. Longe de elevar o padrão de vida dos pobres, o crescimento piorou a situação de boa parte da população mundial. A riqueza favoreceu uma minoria”, disse.
“À medida que a economia se expande, crescem as implicações nos recursos naturais envolvidos, com impactos globais que já são insustentáveis. No último meio século, enquanto a economia global crescia, 60% dos ecossistemas mundiais foram degradados. Uma escassez de recursos naturais básicos – como o petróleo – pode estar a menos de uma década de nós”, afirmou Jackson.
“A economia verde é uma forma de negar evidências como a de que a concentração de dióxido de carbono está crescendo a 2 partes por milhão (ppm) ao ano”, disse o espanhol Joan Martinez Alier, da Universidade de Barcelona, à Agência FAPESP.
Segundo o economista catalão, a base do acordo deveria ser o hemisfério Norte global renunciar ao crescimento econômico em favor do crescimento do Sul.
“Creio que o Norte deveria ter economias sem crescimento e o Sul deveria reduzir suas extrações naturais para a metade e passar a exportar menos seus produtos. O que o Sul também poderia fazer era aumentar os impostos sobre a exportação. No caso brasileiro, por exemplo, quem pagaria por um possível acidente ecológico na extração do petróleo do fundo do mar, com o pré-sal?”, disse.
Para Alier, a proposta de sustentabilidade mundial baseada em ajudas financeiras multilaterais não é o caminho. “Emprestar dinheiro, como historicamente se tem feito, não é a saída, pois preservar o meio ambiente não é uma questão de milhões, mas sim de controlar a mudança climática e manter a biodiversidade”, disse.
“Em relação aos países do hemisfério Sul, há um pensamento de que eles são demasiados pobres para serem ecológicos. Mas do que morreram pessoas como Chico Mendes se não para defender a ecologia? Ecologia não é um luxo, é uma necessidade para todos”, afirmou Alier.
Lidia Brito, diretora da divisão de Políticas Científicas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), rejeita a expressão “economia verde”.
“Para ser honesta, na Unesco não falamos em economia verde. Falamos de sociedade verde. Penso que o ceticismo dos investigadores vem daí: a discussão não é sobre economia. O que temos certeza é que não é possível falar apenas de um dos blocos do desenvolvimento sustentável”, disse.
“A economia não pode ser discutida sem as questões sociais, culturais e ambientais. Elas estão interligadas e não podem ser tratadas de forma independente. Fico satisfeita com os cientistas brasileiros, que não querem falar apenas em economia. Temos que falar em sociedade verde, para destacar essa força de mudança”, disse Brito.
Na opinião de Ronaldo Seroa da Motta, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor de Economia Ambiental do Ibmec no Rio de Janeiro, não há outra saída a não ser tentar uma economia que seja restritiva no uso de recursos naturais.
“Sou a favor da precificação dos recursos naturais. Enquanto tivermos água barata, por exemplo, vamos consumir mais. Devemos nos preocupar com o produto líquido, quer dizer, o quanto que de capital natural perdemos para gerar uma determinada produção. Era isso que deveríamos estar medindo”, disse.
“Se aumentarmos o preço dos serviços ambientais, teremos uma perda de crescimento econômico em curto prazo, mas depois isso será revertido. Um exemplo: devido ao alto índice de desmatamento das florestas, o cerceamento à extração de madeiras fez com que passássemos a usar derivados de petróleo, e hoje vemos muitos produtos de plástico e quase nada de madeira. Mas se tivermos uma política agressiva na área ambiental, a primeira coisa a ser feita é reflorestar, opção mais barata e urgente”, afirmou.
Segundo Motta, ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é preciso reflorestar 10% da superfície do planeta para capturar carbono. “Isso impulsionaria enormemente o setor produtivo da madeira, uma vez que vamos extrair madeira e mobilizá-la em artigos como móveis, para poder fazer a madeira crescer novamente e continuar capturando carbono”, disse.
“Então, daqui a 30 anos, por exemplo, o fato de colocarmos o preço do carbono alto e todo mundo ter que plantar para poder continuar a produzi-lo, implicará em crescimento econômico impulsionado pelo setor produtivo da madeira, mais competitivo, sem degradação do meio ambiente”, disse.
De acordo com Motta, a saída não é aumentar o preço do que não é sustentável por meio de impostos, mas sim incentivar iniciativas sustentáveis cujos produtos sejam mais baratos.
OCEANOS PODEM SOFRER MAIS COM AQUECIMENTO
(Texto de Washington Castilhos, distribuído pela Agência FAPESP) – Embora a comunidade científica internacional tenha chegado ao consenso de que o aumento de até 2º C na temperatura média do planeta é aceitável para os ecossistemas terrestres, esse aquecimento pode ser mais nocivo do que se imagina para os oceanos e para a vida marinha.
“Nesse cenário, o número de dias com picos de temperatura acima dos 28ºC a 30ºC aumentaria significativamente nas águas costeiras e em mares fechados, como o Mediterrâneo. Deveríamos avaliar melhor os efeitos da temperatura mais alta sobre a vida marinha, especialmente sobre a estabilidade de algumas proteínas”, disse Luis Valdés, chefe do setor de Ciência Oceânica da Comissão Intergovernamental de Oceanografia da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), à Agência FAPESP.
Segundo Valdés, que está no Rio de Janeiro para a RIO+20, há uma escassez de peixes no mundo todo e é cada vez mais difícil se achar peixes grandes, o que afeta de forma grave economias que dependem da pesca.
“A elevação dos níveis do mar causada pelo degelo é um dos grandes problemas. Ainda não sabemos a velocidade em que o degelo está ocorrendo na Groenlândia. Como isso vai afetar as mudanças de temperatura nas correntes marinhas é uma informação-chave. Se as correntes mudam, tudo muda”, disse.
“Em termos de biologia, se a produção primária dos oceanos diminuir, a pesca também vai cair. A mudança nas rotas migratórias dos peixes-espadas repercutirá diretamente nas economias dos países e em muitos postos de trabalho em terra. A pesca é um exemplo claro de como um setor produtivo repercute em uma grande economia”, disse Valdés.
Segundo Valdés, a dimensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre os oceanos é frequentemente negligenciada e a informação recebida pela comunidade científica e pelo público geral é parcial.
“Temos dados do hemisfério Norte sobre o impacto das mudanças globais nos oceanos, mas não do hemisfério Sul. Desse modo, não temos como saber quais são os efeitos e os danos, como os ecossistemas estão respondendo ou como as espécies estão se adaptando”, ponderou.
Valdés afirma que as medidas que podem ser tomadas no sentido de mitigar os efeitos do aquecimento global sobre os oceanos estão diretamente relacionadas ao poder econômico dos países.
“As medidas tomadas em termos de adaptação em países como Holanda e Inglaterra são no sentido de se proteger contra o aumento no nível do mar. Isso significa uma importante transformação na engenharia costeira, o que é mais difícil de se fazer em economias menos desenvolvidas, como, por exemplo, em pequenas ilhas do Pacífico”, disse.
O FUTURO DA DEMANDA DE ALIMENTOS
A Embaixada Britânica em Brasília realizará, hoje, no Rio de Janeiro, durante a RIO+20, o Debate sobre o Foresight – Futuro da Demanda de Alimentos no mundo.
Para debater questões como o futuro da agricultura e dos alimentos no mundo e se a população do futuro conseguirá sobreviver ao desafio da escassez de comida, o evento contará com a presença do conselheiro científico chefe do governo britânico, Sir John Beddington.
De acordo com Beddington, o cenário atual demanda uma imediata ação das autoridades internacionais para ultrapassar os desafios do abastecimento mundial de comuda nos próximos 40 anos. Detalhes: diego.arruda@fco.gov.uk.
FIQUE DE OLHO
Biodiversidade: fique de olho! é a nova exposição da Estação Ciência da USP, criada pelo Museu de Zoologia e que foi aberta ontem.
Em comemoração à RIO+20 e ao aniversário de 25 anos da Estação Ciência, a exposição apresenta acervo exclusivo em ambientação especialmente criada para fazer referência ao crescimento urbano.
Em uma área de 600 metros quadrados, a exposição apresenta uma abordagem atual e ampla sobre a biodiversidade brasileira, incluindo elementos como animais, esqueletos, paineis, dioramas e maquetes. Detalhes: www.eciencia.usp.br e (11) 3871-6750.
MAIS DE UM MILHÃO DE ARTIGOS!
O número de artigos científicos e tecnológicos e outros registros em bases de acesso livre no Japão ultrapassou a marca de 1 milhão. Detalhes: http://jairo.nii.ac.jp/en
quinta-feira, 21 de junho de 2012
RIO + 20 ERR0S DA GENTE
Chegou a Rio+20, e o nosso mercado deveria ter muito a comemorar com a oportunidade de mostrar para o mundo, na sua primeira experiência pra valer, o quanto nossas agências, clientes e a cidade merecem ser o espaço escolhido para grandes eventos, pelo menos até 2016.
Mas, infelizmente – consequência inevitável de tudo que falamos em textos anteriores sobre desqualificação, juniorização, presunção e despreparo de clientes e Agências –, as piores previsões se consolidaram e superaram o que supúnhamos.
Minha empresa esteve presente nas ações, eventos e estandes que tomaram conta do Rio (Barra, Centro, Flamengo, Copacabana…) em oportunidades que, por certo, voltarão a acontecer ano que vem em novo grande evento, com Agências do Rio, São Paulo, Paraná, Brasília, Rio Grande do Sul, Bahia… – enfim, e até que enfim, a força do Marketing Promocional mostra que não tem fronteiras. Algumas, as mais profissionais, se saíram muito bem nas suas empreitadas. No entanto, e pior, a maioria deixou muito, mas muito mesmo, a desejar.
Enumero 20 erros GRAVES, na nossa opinião, que mostram a necessidade urgente de que se faça alguma coisa para preservar as Agências de verdade, profissionais e comprometidas com o resultado do trabalho e a eficiência das respostas aos briefings (sim, ainda temos que receber briefings e planejar trabalhos. Ou estou errado?).
1 – Concorrências e licitações concluídas há menos de duas semanas (menos mesmo) do evento – mega, por conta de redações amadoras, tendenciosas ou sabe-se lá que nome dar a ele (Dá para chamar a AMPRO, por exemplo, para ela formatar um texto técnico básico e critérios mais transparentes, por exemplo?);
2 – Contratação, pelo cliente e por Agências (pasmem!) de amadores e pessoas que nada conhecem de produção para gerir e executar trabalhos;
3 – Transformação de juniores em seniores, sem que esses tenham, pelo menos, sensatez de entender essa transformação;
4 – Desrespeito total a normas de segurança nas montagens;
5 – Desrespeito total (essa é boa!) aos princípios da sustentabilidade e desrespeito ao meio ambiente num evento sobre…;
6 – Descumprimento de prazos por parte do cliente e dos organizadores;
7 – Entrega de estandes e espaços nitidamente mal acabados, colocando em risco os visitantes, como se estivessem prontos;
8 – Desqualificação técnica de profissionais tanto dos clientes (não têm a menor ideia do que estão cobrando, a não ser por força de sua formação de “achismo” e “puxa-saquismo”), Agências (nunca vi num só evento tanta gente RUIM trabalhando. Quanta besteira – estande colocou o paisagismo na frente dos banners do cliente, que tinham textos a serem lidos, e o “produtor” me explicou que eles acharam que ali ficava “mais bonito”. A informação e a logo que se danem, né?) e fornecedores piores ainda (quanta gente desqualificada, mal-educada e que não entendia a sua posição de “fornecedor”);
9 – Desrespeito às marcas;
10 – Desrespeito ao público;
11 – Organizadores absolutamente despreparados para lidar com o porte do evento;
12 – Infraestrutura precária para atender às necessidades de montadoras e Agências. Era difícil comer, fazer xixi, beber água, fazer testes – não tinham geradores disponíveis, por exemplo;
13 – Descumprimento de prazos pactuados previamente;
14 – Segurança “meia-boca”. Em um dia, entrava quem queria do jeito que queria. No outro, nem quem estava trabalhando podia entrar;
15 – Credenciamento de participantes e trabalhadores absolutamente confuso;
16 – Desinformação total de todos os envolvidos. Dos seguranças aos profissionais de montagem, que não tinham a menor ideia de como, onde ou o quê era permitido ou não fazer. Porque o que num dia era, no outro não;
17 – Presença de Agências executando serviços para os quais nitidamente não estavam preparadas, não tinham expertise e, portanto, comprometiam o trabalho de Agências que sabiam o que tinham que fazer (vi “Agências” cooptando profissionais que trabalhavam em outro espaço para “dar um dica” para uma Agência de Turismo que montava um estande – e todo mundo faz Marketing Promocional, lembram?);
18 – Falta TOTAL de mão-de-obra qualificada para PRODUÇÃO, montagem, fornecedores e… CRIATIVOS. Quanta coisa FEIA de doer, e com cliente pagando;
19 – Remendos de última hora. Duas coligadas de nosso grupo, que encerrariam seus trabalhos no dia do início das atividades estão ATÉ HOJE – momento em que escrevo esse texto (19/06) – ininterruptamente, mobiliando, fazendo paisagismo, levando pessoal de RH, fazendo acertos de luz etc. em estandes que deveriam estar PRONTOS há quatro ou cinco dias. Não estou reclamando do nosso trabalho. Pergunto onde estava o Planejamento das empresas que eram responsáveis por esses espaços quando ocorria a contratação dos fornecedores que deveriam suprir essas necessidades (poderíamos ser nós mesmos, pois estamos qualificados para isso) com tempo necessário e sem correria?;
20 – Deixei por último a pior. No estande dos Emirados Árabes, no dia da abertura do espaço, no Parque do Atletas, as recepcionistas e todo o conteúdo que existia só podia ser lido ou conhecido se o visitante falasse… INGLÊS. Isso mesmo. No espaço, só se falava inglês. Me pergunto, e não quero resposta, se foi uma Agência do Brasil que construiu e contratou o RH do espaço, respondendo ao briefing do cliente: “Quero tudo em inglês hein!” Se foi, ruim, mostra incompetência e despreparo total de uma Agência que não merece fazer parte do nosso grupo. Se não foi, pior, porque como uma Agência estrangeira vem e comete uma afronta e um desrespeito ao público brasileiro que, em maioria, visitará o evento. Onde eles pensam que estão? Na casa da mãe Joana?
O triste é que um amigo meu, que fazia a visita aos espaços comigo e que não é do nosso ramo, indignado como eu, depois de ter visto quase tudo o que vi e narrei nesse texto, proferiu a frase que me levou a escrevê-la: “Deve ser coisa dessas empresas que fazem evento. Só fazem merda!”.
Quis me defender e defender um sem número de Agências, profissionais, fornecedores e parceiros do Rio, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas, Brasília, Bahia, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso, e por aí vai, competentes, criativos, brilhantes e, fundamentalmente, que trabalham conscientes e preparados para fazer seu ofício, mas diante do que vi, das Agências e profissionais que fingiram trabalhar na Rio+20, resolvi me calar, baixar a cabeça, escrever e convocar vocês a uma reflexão.
Ainda este ano, nós do Promoview lançaremos palestras e cursos, em sintonia com profissionais de vários estados, como os Produtores Promoview, para informar, preparar e qualificar profissionais para melhor atenderem ao mercado. Mas me pergunto se só isso basta. Me pergunto se não temos de ir além e encontrar uma maneira de separar o joio do trigo, para não contaminar tanta gente boa que ainda temos.
E parar, de vez, com esse maldito “Jogo dos 20 Erros do Marketing Promocional”.
(Artigo deTony Coelho, professor universitário, palestrante e um dos criativos mais premiados do mercado promo. Dono e fundador da Conceito, criou para agências como Matriz Brasil, Biruta, Fagga, Doctor Propaganda, N2, Cobram, dentre outras, atendendo a clientes como Coca-Cola, TIM, Vale, Petrobras, Air France, etc. Distribuído pelo Promoview )
O MANIFESTO DA UNILEVER
“A conferência internacional Rio+20 representa uma importante oportunidade para empresas e governos trabalharem em conjunto para promover o desenvolvimento sustentável, e várias prioridades estão sendo discutidas durante o evento.
A primeira delas é assegurar o comprometimento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). A Unilever acredita que um conjunto de ODSs que atenda áreas sociais e ambientais dará uma visão mais concreta de desenvolvimento sustentável para a comunidade internacional, com metas que demandem ações. Para que os ODSs sejam efetivos, os governos devem trabalhar para criá-las e endereçá-las em parceria com as empresas.
Outra medida a ser tomada é renovar os compromissos políticos e empresariais com o desenvolvimento sustentável. A empresa considera muito bem-vindo o reconhecimento do papel do setor privado que o rascunho zero da Rio +20 trouxe, e gostaria de ver mais empresas adotando uma visão sustentável para seus negócios – e o governo reconhecendo a necessidade de se trabalhar em conjunto com as empresas para acelerar o progresso neste sentido.
A Univiler acredita que só com um alto nível de colaboração entre empresas, governos e sociedade será possível avançar nos objetivos de uma economia sustentável. Parcerias, investimentos e trabalho em conjunto são necessários para alcançar a estrutura política correta que irá possibilitar o desenvolvimento de temas críticos, como endereçar as causas do desmatamento e encontrar formas de eliminá-lo até 2020.
Para enfrentar o problema da fome e o aumento da demanda por alimentos, governos e empresas deveriam tomar as seguintes medidas:
- Aumentar seus investimentos globais em agricultura em 50% em relação aos níveis atuais, para que a produtividade e a produção agrícola aumentem em 50% até o ano de 2030;
- Aumentar os investimentos para melhorar o acesso à água segura e saneamento básico e combater a falta de água e doenças como diarreia nos países em desenvolvimento;
- Promover o desenvolvimento de bens e serviços de fontes sustentáveis e estilos de vida sustentáveis.”
Paul Polman, CEO da Unilever, e Fernando Fernandez, Presiente Unilever Brasil, participarão de diversos eventos para discutir estas prioridades.
Mas, infelizmente – consequência inevitável de tudo que falamos em textos anteriores sobre desqualificação, juniorização, presunção e despreparo de clientes e Agências –, as piores previsões se consolidaram e superaram o que supúnhamos.
Minha empresa esteve presente nas ações, eventos e estandes que tomaram conta do Rio (Barra, Centro, Flamengo, Copacabana…) em oportunidades que, por certo, voltarão a acontecer ano que vem em novo grande evento, com Agências do Rio, São Paulo, Paraná, Brasília, Rio Grande do Sul, Bahia… – enfim, e até que enfim, a força do Marketing Promocional mostra que não tem fronteiras. Algumas, as mais profissionais, se saíram muito bem nas suas empreitadas. No entanto, e pior, a maioria deixou muito, mas muito mesmo, a desejar.
Enumero 20 erros GRAVES, na nossa opinião, que mostram a necessidade urgente de que se faça alguma coisa para preservar as Agências de verdade, profissionais e comprometidas com o resultado do trabalho e a eficiência das respostas aos briefings (sim, ainda temos que receber briefings e planejar trabalhos. Ou estou errado?).
1 – Concorrências e licitações concluídas há menos de duas semanas (menos mesmo) do evento – mega, por conta de redações amadoras, tendenciosas ou sabe-se lá que nome dar a ele (Dá para chamar a AMPRO, por exemplo, para ela formatar um texto técnico básico e critérios mais transparentes, por exemplo?);
2 – Contratação, pelo cliente e por Agências (pasmem!) de amadores e pessoas que nada conhecem de produção para gerir e executar trabalhos;
3 – Transformação de juniores em seniores, sem que esses tenham, pelo menos, sensatez de entender essa transformação;
4 – Desrespeito total a normas de segurança nas montagens;
5 – Desrespeito total (essa é boa!) aos princípios da sustentabilidade e desrespeito ao meio ambiente num evento sobre…;
6 – Descumprimento de prazos por parte do cliente e dos organizadores;
7 – Entrega de estandes e espaços nitidamente mal acabados, colocando em risco os visitantes, como se estivessem prontos;
8 – Desqualificação técnica de profissionais tanto dos clientes (não têm a menor ideia do que estão cobrando, a não ser por força de sua formação de “achismo” e “puxa-saquismo”), Agências (nunca vi num só evento tanta gente RUIM trabalhando. Quanta besteira – estande colocou o paisagismo na frente dos banners do cliente, que tinham textos a serem lidos, e o “produtor” me explicou que eles acharam que ali ficava “mais bonito”. A informação e a logo que se danem, né?) e fornecedores piores ainda (quanta gente desqualificada, mal-educada e que não entendia a sua posição de “fornecedor”);
9 – Desrespeito às marcas;
10 – Desrespeito ao público;
11 – Organizadores absolutamente despreparados para lidar com o porte do evento;
12 – Infraestrutura precária para atender às necessidades de montadoras e Agências. Era difícil comer, fazer xixi, beber água, fazer testes – não tinham geradores disponíveis, por exemplo;
13 – Descumprimento de prazos pactuados previamente;
14 – Segurança “meia-boca”. Em um dia, entrava quem queria do jeito que queria. No outro, nem quem estava trabalhando podia entrar;
15 – Credenciamento de participantes e trabalhadores absolutamente confuso;
16 – Desinformação total de todos os envolvidos. Dos seguranças aos profissionais de montagem, que não tinham a menor ideia de como, onde ou o quê era permitido ou não fazer. Porque o que num dia era, no outro não;
17 – Presença de Agências executando serviços para os quais nitidamente não estavam preparadas, não tinham expertise e, portanto, comprometiam o trabalho de Agências que sabiam o que tinham que fazer (vi “Agências” cooptando profissionais que trabalhavam em outro espaço para “dar um dica” para uma Agência de Turismo que montava um estande – e todo mundo faz Marketing Promocional, lembram?);
18 – Falta TOTAL de mão-de-obra qualificada para PRODUÇÃO, montagem, fornecedores e… CRIATIVOS. Quanta coisa FEIA de doer, e com cliente pagando;
19 – Remendos de última hora. Duas coligadas de nosso grupo, que encerrariam seus trabalhos no dia do início das atividades estão ATÉ HOJE – momento em que escrevo esse texto (19/06) – ininterruptamente, mobiliando, fazendo paisagismo, levando pessoal de RH, fazendo acertos de luz etc. em estandes que deveriam estar PRONTOS há quatro ou cinco dias. Não estou reclamando do nosso trabalho. Pergunto onde estava o Planejamento das empresas que eram responsáveis por esses espaços quando ocorria a contratação dos fornecedores que deveriam suprir essas necessidades (poderíamos ser nós mesmos, pois estamos qualificados para isso) com tempo necessário e sem correria?;
20 – Deixei por último a pior. No estande dos Emirados Árabes, no dia da abertura do espaço, no Parque do Atletas, as recepcionistas e todo o conteúdo que existia só podia ser lido ou conhecido se o visitante falasse… INGLÊS. Isso mesmo. No espaço, só se falava inglês. Me pergunto, e não quero resposta, se foi uma Agência do Brasil que construiu e contratou o RH do espaço, respondendo ao briefing do cliente: “Quero tudo em inglês hein!” Se foi, ruim, mostra incompetência e despreparo total de uma Agência que não merece fazer parte do nosso grupo. Se não foi, pior, porque como uma Agência estrangeira vem e comete uma afronta e um desrespeito ao público brasileiro que, em maioria, visitará o evento. Onde eles pensam que estão? Na casa da mãe Joana?
O triste é que um amigo meu, que fazia a visita aos espaços comigo e que não é do nosso ramo, indignado como eu, depois de ter visto quase tudo o que vi e narrei nesse texto, proferiu a frase que me levou a escrevê-la: “Deve ser coisa dessas empresas que fazem evento. Só fazem merda!”.
Quis me defender e defender um sem número de Agências, profissionais, fornecedores e parceiros do Rio, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas, Brasília, Bahia, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso, e por aí vai, competentes, criativos, brilhantes e, fundamentalmente, que trabalham conscientes e preparados para fazer seu ofício, mas diante do que vi, das Agências e profissionais que fingiram trabalhar na Rio+20, resolvi me calar, baixar a cabeça, escrever e convocar vocês a uma reflexão.
Ainda este ano, nós do Promoview lançaremos palestras e cursos, em sintonia com profissionais de vários estados, como os Produtores Promoview, para informar, preparar e qualificar profissionais para melhor atenderem ao mercado. Mas me pergunto se só isso basta. Me pergunto se não temos de ir além e encontrar uma maneira de separar o joio do trigo, para não contaminar tanta gente boa que ainda temos.
E parar, de vez, com esse maldito “Jogo dos 20 Erros do Marketing Promocional”.
(Artigo deTony Coelho, professor universitário, palestrante e um dos criativos mais premiados do mercado promo. Dono e fundador da Conceito, criou para agências como Matriz Brasil, Biruta, Fagga, Doctor Propaganda, N2, Cobram, dentre outras, atendendo a clientes como Coca-Cola, TIM, Vale, Petrobras, Air France, etc. Distribuído pelo Promoview )
O MANIFESTO DA UNILEVER
“A conferência internacional Rio+20 representa uma importante oportunidade para empresas e governos trabalharem em conjunto para promover o desenvolvimento sustentável, e várias prioridades estão sendo discutidas durante o evento.
A primeira delas é assegurar o comprometimento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). A Unilever acredita que um conjunto de ODSs que atenda áreas sociais e ambientais dará uma visão mais concreta de desenvolvimento sustentável para a comunidade internacional, com metas que demandem ações. Para que os ODSs sejam efetivos, os governos devem trabalhar para criá-las e endereçá-las em parceria com as empresas.
Outra medida a ser tomada é renovar os compromissos políticos e empresariais com o desenvolvimento sustentável. A empresa considera muito bem-vindo o reconhecimento do papel do setor privado que o rascunho zero da Rio +20 trouxe, e gostaria de ver mais empresas adotando uma visão sustentável para seus negócios – e o governo reconhecendo a necessidade de se trabalhar em conjunto com as empresas para acelerar o progresso neste sentido.
A Univiler acredita que só com um alto nível de colaboração entre empresas, governos e sociedade será possível avançar nos objetivos de uma economia sustentável. Parcerias, investimentos e trabalho em conjunto são necessários para alcançar a estrutura política correta que irá possibilitar o desenvolvimento de temas críticos, como endereçar as causas do desmatamento e encontrar formas de eliminá-lo até 2020.
Para enfrentar o problema da fome e o aumento da demanda por alimentos, governos e empresas deveriam tomar as seguintes medidas:
- Aumentar seus investimentos globais em agricultura em 50% em relação aos níveis atuais, para que a produtividade e a produção agrícola aumentem em 50% até o ano de 2030;
- Aumentar os investimentos para melhorar o acesso à água segura e saneamento básico e combater a falta de água e doenças como diarreia nos países em desenvolvimento;
- Promover o desenvolvimento de bens e serviços de fontes sustentáveis e estilos de vida sustentáveis.”
Paul Polman, CEO da Unilever, e Fernando Fernandez, Presiente Unilever Brasil, participarão de diversos eventos para discutir estas prioridades.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
POR TRÁS DO BIC MAC
No momento em que escrevemos este comentário milhares de crianças estarão nascendo em todo o mundo. Entre pessoas que nascem e pessoas que partem são mais de 250 mil pessoas a mais por dia no mundo. E nenhuma delas fica se perguntando por que quando gira a torneira sai água, por que quando aciona o interruptor a luz acende, por que quando seus pais viram a chave no automóvel o motor começa a funcionar. Ninguém se pergunta sobre o mundo que nos foi dado.
Pura e simplesmente incorpora ao comportamento e toca a bola para frente. Ninguém pensa sobre a LOGÍSTICA que faz com que a energia elétrica chegue numa única casa, num prédio inteiro de apartamentos, em mais de 1 bilhão de residências em todo o mundo. Assim como não se pergunta sobre a LOGÍSTICA que faz com que a água brote das nascentes e corra, limpa e refrescante, em mais de 50 bilhões de torneiras pelo mundo. Assim como os clientes fiéis do Mc DONALD´S desconhecem o que garante, num país continente como o Brasil, que todas as vezes que entrem numa das mais de 600 lojas, sempre tenha, se quiserem, um BIG MAC esperando por eles.
Trabalhar com alimentos não é fácil. É quase como caminhar sobre um fio de arame. Qualquer escorregadela é risco de vida para muitas pessoas. Assim, o desafio de LOGÍSTICA que existe nesse tipo de empresas é descomunal, e por essa razão e sempre, a condição de sucesso, crescimento e perenização passa pela excelência nessa especialização que a cada novo dia cresce de importância, e hoje é curso ou cadeira nas principais instituições de ensino do mundo.
No caso do McDONALD’S existe uma cidade – isso mesmo, uma cidade – construída para garantir a excelência no abastecimento, a tempo, a hora, na quantidade certa, e com qualidade a toda a prova e risco zero. Trata-se da FOOD TOWN, inaugurada em 1999, na Rodovia Anhanguera e próxima de Osasco, SP, num terreno de 160 mil m2, e com mais de 30 mil m2 de construção. Um investimento de quase US$ 100 milhões, e que emprega mais de 800 funcionários.
Sem a FOOD TOWN o Mc jamais conseguiria suportar seu plano de expansão e crescimento. Só no ano de 2011, pela cidade do Mc, e, depois, aterrissando nas mais de 600 lojas, passaram 25 mil toneladas de carne bovina, 35 mil toneladas de batata, 3.620 toneladas de alface e 29.376 milhões de dúzias de pães.
Falando sobre os desafios do Mc à revista SUPERVAREJO, EURIDES CESAR CORREIA, supervisor de operações, deu um exemplo dos infinitos desafios: “Em Manaus, apesar de estar a quatro mil quilômetros de distância da FOOD TOWN, os alimentos chegam em dois dias. A companhia aérea coleta o produto, que também é transportado por caminhão e balsa, fazendo com que chegue dentro da validade e com qualidade para consumo”.
Nessa mesma matéria, a revista lembra que “antes de serem despachadas para a entrega, todas as caixas das mercadorias apresentam a informação da rota, com dados sobre a entrega e para qual restaurante são destinadas. Considerando que cada restaurante tem um movimento específico, há lojas que necessitam receber alimentos seis dias por semana”.
Apenas isso. Tudo o que o consumidor vê quando ingressa num Mc são cores modernas e instigantes, funcionários treinados e atenciosos, sanduíches, batatas, refrigerantes saindo às centenas e rapidamente. Não vê o que possibilitou que tudo isso acontecesse. Não tem a mais pálida ideia das extraordinárias conquistas em LOGÍSTICA que sustentam um sucesso dessa dimensão. (MadiaMundoMarketing)
IMPRENSA BRASILEIRA COMO PRODUTO SOCIAL
Organizado por Célio José Losnak e Maximiliano Martin Vicente, o livro Imprensa e Sociedade Brasileira aborda a problematização e atuação da imprensa brasileira na perspectiva temporal. A obra é da Editora UNESP – Selo Cultura Acadêmica (http://www.culturaacademica.com.br/).
O livro visa contribuir para apresentar a imprensa como um produto social. Além disso, aborda aspectos econômicos, políticos, culturais, tecnológicos e profissionais, em diferentes momentos do passado e também do presente. Também foca no jornalismo.
O Imprensa e Sociedade Brasileira nasceu de um evento ocorrido em 2010, na Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP, a XII Jornada Multidisciplinar: Imprensa e Sociedade Brasileira e reproduz os textos de alguns conferencistas participantes.
TITANIUM: A COMUNICAÇÃO ASTRÁS DE UMA GRANDE IDEIA
( Daniel Milani Dotoli no Propmark) Jurado brasileiro no Radio Lions em 2006, Mario D’Andrea, sócio e cco da Fischer & Friends, entra para o rol dos poucos brasileiros que tiveram o privilégio de participar, pela segunda vez, como indicado ao júri do principal festival de comunicação do mundo. E dessa vez na área que, se não é a principal do Cannes Lions – afinal, é a competição de Film que deu origem ao festival e que perdurou, durante quase quatro décadas, como sendo a única existente –, pelo menos é a que consegue atrair a maior atenção por parte dos profissionais em busca de inovação: Titanium & Integrated. Também é a área em que o júri é formado por profissionais seniores, todos líderes de importantes mercados publicitários mundiais. E que, pela exigência da mesma, distribui uma pequena quantidade de Leões. “Não existe uma regra comum para julgar os trabalhos em Titanium”, explica D’Andrea, comparando a competição ao setor de R&D de uma grande companhia. “Onde são feitos altos investimentos mesmo não sabendo se o retorno virá ou não”.
“Rádio é mais fácil de julgar. Creio que é a competição mais divertida, e isso já torna o trabalho tranquilo. E a responsabilidade do Titanium é muito grande. Porque todas as áreas sinalizam para nós o que vem acontecendo de melhor. Titanium mostra o que vai acontecer. Ela é uma tentativa de antecipar o que vai acontecer na comunicação, tanto em tecnologia como no modo de pensar. Então quando me chamaram para ser jurado em Titanium & Integrated eu fiquei bem feliz porque, não sei se para o júri, mas para quem assiste, é o resultado mais interessante, que aguardamos para ver quais as surpresas e inovações que virão.”
“Não que o critério seja diferente, mas existem regras bem mais claras em Integrated. Os trabalhos que concorrem lá utilizaram pelo menos quatro mídias diferentes. Você julga a qualidade da ideia, a relação com o produto anunciado e se essa ideia se comportou com o mesmo nível de qualidade nas diversas disciplinas por onde ela transitou. Então são regras bem claras. O Titanium é ausência total de regras. É como se fosse a área de R&D (pesquisa e desenvolvimento) de uma empresa. As grandes companhias investem pesado nessa área, com profissionais dedicados a desenvolver novos produtos. E é algo que pode dar certo ou não. Titanium é ‘a área de R&D’ da comunicação. Que é onde os criativos tentam encontrar novas soluções de comunicação, caminhos fora do padrão e diferentes daqueles que usamos nosso dia a dia. E por isso é onde tomamos os ‘maiores sustos’ e temos mais dificuldades de julgar.”
“Foram poucos Leões e GPs em Titanium desde que ela estreou no festival (apenas 25 Leões em oito anos, o que dá uma média de três por ano; e só quatro GPs). É que fica difícil se ter uma unanimidade, ou pelo menos metade dos votos mais um, para se conceder o GP (o critério varia de acordo com o presidente do júri) na era. Pois não temos uma régua comum para julgar os trabalhos. Não existem parâmetros claros. E GP é um sinal para o mercado, algo que nunca foi visto. Em se tratando de uma competição que dá três, quatro Leões a cada edição, fica ainda mais difícil escolher um melhor entre eles. Aqueles que foram premiados já são meio que exclusivos. Até porque em Titanium não existe distinção entre ouro, prata e bronze, é tudo Leão, e com peso de ouro.
“Com exceção à campanha da Romênia, que no ano passado levou os GPs de Direct e Promo e foi ouro tanto em Integrated quanto Titanium(da McCann Erickson para o chocolate American Rom, da Kandia Dulce), quase todos os vencedores de Integrated são trabalhos milionários. Mesmo esse romeno deve ter sido, se formos analisar a média de investimento dos anunciantes locais. O GP da área foi um trabalho onde se investiu uma verba altíssima (“Decode Jay-Z with Bing”, da Droga5 para o buscador da Microsoft; também GP em Outdoor e ouro em Titanium). Pois é preciso muito investimento para fazer uma campanha desse nível, com várias mídias. E também pelos profissionais envolvidos. Um job desse, muitas vezes, dura meses para ser realizado. E os publicitários e produtores que estão nele não saem de lá, não pegam outro trabalho enquanto não terminarem. Uma vez conversava com um criativo inglês, em Cannes, que me contou que ficou 40 dias em cima de um grande filme. E depois de aprovado o roteiro, mais 40 para produzir. Não tem essa de no meio desse grande case o chefe dele chegar e dizer: ‘aproveita e faz também esse comercial de varejo’. A realidade é outra. Aqui na Fischer, por exemplo, tem dupla minha que está com quatro, cinco jobs ao mesmo tempo, e tudo ‘pra ontem’. É impensável meu criativo chegar e falar “ei, não quero mais job, preciso de 30 dias para cuidar de um filme’. É um outro sistema, os anunciantes cobram imediatismo. Pode até mudar no futuro, na medida em que o Brasil dá sinais de uma economia estável por muito tempo, ainda. Porém, em um primeiro momento, ocorre o efeito ao contrário. Os anunciantes passam a investir mais, porém todos querem pegar essa onda ao mesmo tempo. É uma questão de amadurecimento do mercado. E nem culpo o anunciante. O dia a dia do diretor de marketing no Brasil, que é quem está ao lado das agências, é uma loucura. Eles são cobrados a todo momento por resultados.”
“As campanhas de Titanium também costumam ser milionárias. Mas há chances de uma big Idea, com custo barato, vencer. Muito difícil, tem que ser revolucionária, mas já ocorreu (caso de ‘Barcode Design’, que não levou GP, mas foi o único trabalho premiado em 2006; uma dupla de designers japonesa investiu apenas U$ 500 para colocar em prática um projeto onde transformavam códigos de barras de produtos em mídia). É que a boa ideia é muito mais fácil de ser produzida se você tiver uma verba alta. É questão de matemática.”
“Em Titanium as chances do Brasil é se vencer com alguma ideia que não dependa de dinheiro. Pois não consigo ver no Brasil um anunciante que tenha uma verba separada para a criação de campanhas diferentes, ousadas, fora do comum, sem pensar em mensuração ou retorno. Hoje no país não se faz nada sem mensurar, sem ter um target definido e o retorno que é esperado. Nunca ganhamos em Titanium e não deve ser dessa vez. Fora isso, estamos enviando poucos trabalhos. Devem ser pouco mais de 20, somada todas as agências, e em Titanium e Integrated, pois quando você inscreve não tem separação, isso é trabalho do júri. Tem agência que em Press, por exemplo, só ela manda 40 campanhas. Integrated as chances também são poucas (nessa área, o país teve um Leão de prata em 2010, com ‘Xixi no banho’, para a SOS Mata Atlântica). Os grandes vencedores devem continuar a ser Estados Unidos e Inglaterra. Tem países que começam a enviar trabalhos interessantes e devem ser observados, caso da Índia.”
“Tenho conversado bastante com ex-jurados brasileiros e também com os desse ano. Já falei com quase todos dos 14 que representarão o país no festival. Até porque muitos me procuraram, por ter sido jurado. E mesmo sendo áreas diferentes, a dinâmica é parecida. O sistema de votação, de definição do shortlist, é igual.
“Já vi shorlist e premiados do ano passado. Vou buscar de anos anteriores também. Pelo menos do Halo 3 para cá (campanha “Believe”, da McCann São Francisco para o jogo da Microsoft, GP de Integrated em 2008), que já dá um bom volume. Tem muita coisa de Integrated. E durante o júri, trabalhar e dormir. Isso de sair para jantar com amigos, sendo jurado em Cannes não tem como. É pauleira. No máximo um jantar rápido ou um café com os próprios companheiros de júri, para manter o bom entrosamento, trocar informações, perceber quais são os critério do cara.” (Promoview)
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