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quarta-feira, 6 de julho de 2011

O PERIGO DOS ALIMENTOS CONTAMINADOS

Leia também: Eventos . 300 Milhões para Pesquisa . Bolsa . Etc
PAPA QUER O EVANGELHO NA MALA
(ZENIT.org) – Bento XVI aconselhou quem terá neste meio de ano um período de férias,  a levar o Evangelho na mala. “A fé em sua presença nos oferece a serenidade de quem se sabe sempre amado pelo Pai”, disse. “Deixemos amplo espaço à leitura da Palavra de Deus, em particular do Evangelho, que vocês não deixarão de levar em suas malas nessas férias!”.
INSTRUMENTAÇÃO CIENTÍFICA E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
 O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) abriu inscrições  para a primeira Oficina de Instrumentação Científica e Inovação Tecnológica (O2i), que será realizada entre os dias 3 e 5 de agosto, na sede da instituição, no Rio de Janeiro. Mais informações: www.cbpf.br/o2i
 BIOPROCESS SYSTEMS ENBGINEERING APPLIED PROCESS SYSTEMS TO THE ORODUTION OF BIOETHANOL FROM SUGARCANE BAGASSE
 Entre 6 e 8 de julho, será realizado, em São Carlos, o 2º Workshop do Projeto Temático “Bioprocess Systems Engineering (BSE) Applied to the Production of Bioethanol from Sugarcane Bagasse”, que integra o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN). Detalhes: :www.ladabio.deq.ufscar.br, cristiane@cnpdia.embrapa.br ou (16) 2107-2908.
 R$ 300 MILHÕES PARA PESQUISA
 O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado ao governo do Estado de São Paulo, comemorou 112 anos anunciando a marca histórica de R$ 300 milhões destinados a investimentos em desenvolvimento de tecnologias. Detalhes:  www.ipt.br/noticia/362-historia_de_inovacao.htm
 PD EM OLERICULTURA COM BOLSA
O projeto de pesquisa Utilização de resíduos típicos de siderurgia em culturas de importância agrícola dos estados de Minas Gerais e São Paulo selecionado em chamada FAPESP-Vale-Fapemig-Fapespa, tem uma vaga para pós-doutoramento com Bolsa da FAPESP. Inscrição: leilatb@fcav.unesp.br e hamiltoncharlo@iftm.edu.br), até o dia 14.

Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão publicadas no site FAPESP-Oportunidades, em www.oportunidades.fapesp.br.
ALIMENTOS CONTAMINADOS NO PROCESSAMENTO

(Texto de  Mônica Pileggi distribuído pela Agência FAPESP ) – Os resíduos e contaminantes químicos orgânicos e inorgânicos capazes de apresentar riscos para a saúde humana estiveram em destaque no 10º Simpósio Internacional Abrapa de Inocuidade de Alimentos, realizado nos dias 20 e 21 de junho, em São Paulo, pela Associação Brasileira para a Proteção dos Alimentos (Abrapa).

O evento, realizado no Conselho Regional de Química, teve como objetivo ressaltar os aspectos atuais da segurança química e microbiológica da alimentação humana em todo o mundo, com destaque para o Brasil. Para isso, representantes de órgãos como o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura apresentaram resultados de estudos e de iniciativas na área.

Adriana Pavesi Arisseto, pesquisadora do Ital, ressaltou que, ao mesmo tempo em que certos procedimentos são adotados para melhorar a qualidade e a variedade de alimentos a serem consumidos pelos brasileiros, eles também podem oferecer riscos para a saúde humana, dependendo de como são empregados.

Uma dessas práticas é o processamento de alimentos. “Certamente é um processo sem o qual não conseguimos viver, mas traz também desvantagens”, disse.

Durante sua exposição, Arisseto assinalou aspectos positivos do processamento, entre os quais a segurança alimentar, a eliminação de bactérias patogênicas, toxinas e enzimas, o aumento na quantidade de nutrientes e a oferta de alimentos mais convenientes e diversificados.

“No entanto, certos processos podem gerar para os produtos finais certas desvantagens. Um deles é a perda de nutrientes, como as vitaminas, e de qualidade sensorial, além da eventual formação de substâncias tóxicas”, disse.

A pesquisadora explicou que tais substâncias tóxicas não estão presentes na matéria-prima. Sua formação depende do processo aplicado no alimento ou, então, das reações químicas ocorridas entre os próprios compostos – que podem estar presentes nos alimentos ou são adicionados no processamento.

“Esses compostos são preocupantes por duas razões. A primeira se deve ao fato de que a sua presença é impossível de ser evitada. E a segunda é o potencial tóxico que apresentam. A maioria é carcinogênica, associada a fatores tóxicos como, por exemplo, neurotoxicidade, citoxicidade, entre outros efeitos adversos”, alertou.

A maioria dessas substâncias tóxicas é formada durante o tratamento térmico do alimento. Um exemplo está no churrasco: hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) – formados quando a gordura da carne respinga no carvão por conta do calor – juntam-se à fumaça e aderem à carne. Estudos indicaram que a ingestão elevada de HPAs pode representar riscos à saúde, como o desenvolvimento de câncer.

Entre os produtos críticos citados por Arisseto, a maioria envolve óleos – por conta da fritura –, cloreto de sódio e gordura saturada. Atualmente, Arisseto faz pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) com bolsa da FAPESP, dedicando-se a estudos sobre ocorrência de furano em alimentos. O furano é uma substância contaminante que pode causar câncer e foi identificada pela primeira vez em 1968, no café.

De acordo com ela, a preocupação mundial com o tema ressurgiu a partir de um estudo da Administração Americana de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), que revelou a presença de furano em diversos alimentos processados em embalagens fechadas, como alimentos em conserva e alimentos infantis.

“A formação do furano é um pouco complexa e ainda não está completamente elucidada. Os dados indicam que ele pode se formar a partir da reação de Maillard – uma reação química entre um aminoácido ou proteína e um carboidrato reduzido – e que os potenciais precursores são os açucares, o ácido ascórbico e os ácidos graxos poliinsaturados”, disse a pesquisadora.

Embora sejam realizados estudos sobre os contaminantes, Arisseto ressaltou que o mecanismo exato de formação da maioria das substâncias ainda é incerto e alertou para o surgimento de outras.

“Existe hoje um esforço muito grande de se realizar estudos epidemiológicos e toxicológicos, mas é muito difícil saber quais são os verdadeiros riscos envolvidos na presença dessas substâncias nos alimentos. E já que é impossível evitar que sejam formadas, acredito que seja importante desenvolver estratégias para diminuir sua formação e, dessa forma, diminuirmos também a ingestão dessas substâncias e o risco para a saúde humana”, disse.

ALANA ACUSA CONAR

“O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) não serve mais ao que se propõe: fiscalizar o mercado”. Esta é a opinião do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, que reagiu ao parecer da entidade sobre a denúncia feita contra uma campanha do McDonald’s, que foi veiculada no cinema durante o trailer da animação infantil “Rio”.

Segundo a representação, o comercial falava diretamente com crianças menores de 12 anos, o que feria o próprio Código de Ética do McDonald’s e o acordo de autorregulamentação firmado junto à Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) e à ABA (Associação Brasileira dos Anunciantes), em 2010. De acordo com a advogada e coordenadora do projeto, Isabella Henriques, no último dia 16 o órgão proferiu parecer sobre o assunto, no qual fez piadas com o conteúdo da denúncia, ao mesmo tempo em que fez comentários ofensivos ao Instituto Alana.


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terça-feira, 5 de julho de 2011

ESTÃO ATRÁS DE VOLUNTÁROS

Veja tanbém ua Oportunidade

VOLUNTÁRIOS CARDÍACOS
 Pesquisadores do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) selecionam 90 voluntários com insuficiência cardíaca, entre 45 e 75 anos, para realizar um estudo que envolve a reabilitação cardiovascular em solo e em piscina.
O estudo, cujo pesquisador principal é Mauricio Koprowski Garcia, é orientado por Eduardo Massad e coorientado por Linamara Rizzo Battistella e Paulo Yazbek Junior – todos do HC-FMUSP. A pesquisa, que tem a autorização do Comitê de Ética do HC-FMUSP, inicia agora sua terceira fase.
Os 90 pacientes, de ambos os sexos, deverão ter diagnóstico de insuficiência cardíaca classe funcional I - II e fração de ejeção de 30 a 40. Eles serão submetidos a dois testes de esforço cardiopulmonar, primeiro em solo e depois na piscina.
Os cientistas pretendem, com o estudo, desenvolver um protocolo específico de atividades para a reabilitação na piscina que garanta, de forma segura, resultados eficientes e uma nova possibilidade de recuperação para os pacientes. Tal conhecimento deverá contribuir para a compreensão da fisiologia da imersão e suas possibilidades em programas de reabilitação cardiovascular. Detalhes: (11) 5549-0111 - ramal 266/256, com Mauricio Koprowski Garcia ou Fabíola Jomar da Silva.
 CINCO TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS
(Fontes: Clara Costa, Débora Ferreira, Giovanna Picillo e Luciana Antão | GP Comunicação | Portal da Propaganda)  Com a tecnologia se desenvolvendo em um ritmo nunca visto na história humana, torna-se imperativo que as empresas, para se manterem atuantes e competitivas, imprimam a mesma velocidade de mudanças em seus negócios. Para isso, terão que estar atentas a tecnologias que estão revolucionando a forma de se comunicar com o consumidor, segundo mostra o Razorfish5, estudo realizado pela Razorfish, uma das cinco maiores agências de marketing digital do mundo.
O Razorfish5 aponta e fornece insights sobre cinco tecnologias relacionadas ao futuro digital, que estarão presentes em todos os pontos de contato com os consumidores nos próximos anos.
 “O estudo tem o objetivo de indicar caminhos para o marketing em um cenário de rápidas transformações, oferecendo às empresas um guia completo para atender às expectativas de um mercado em evolução", afirma Jose Martinez, managing director da Razorfish para a América Latina.
Bob Lord, CEO global da Razorfish, acrescenta: “A empresa tem uma equipe incomparável na indústria da publicidade, por sua maneira única e inovadora de pensar os negócios, e esse estudo é um recurso valioso para os chief marketing officers (CMO) que têm sua mente orientada à tecnologia”.
Entre as tendências apresentadas pelo Razorfish5 está a Near Field Communication (NFC), que facilita os pagamentos utilizando tecnologia móvel e que hoje é predominante no Japão e em outros países emergentes. Apesar de disponível há anos, a NFC atingiu o seu ponto de inflexão em 2011, com o Android e a Apple adotando a tecnologia em seus aparelhos. Além de facilitar pagamentos, essa tecnologia, por meio do Bluetooth, permite que as empresas enviem mensagens para o consumidor quando ele estiver próximo de estabelecimentos comerciais que oferecem seus produtos ou serviços.
A NFC tem potencial para adicionar bilhões de dólares à receita publicitária. O aumento deve vir a partir do número crescente de usuários móveis e do tempo que passam com seus telefones celulares. Há mais de cinco bilhões de telefones celulares no mundo, número quatro vezes superior ao de TVs. “O celular está sempre com o consumidor, criando a possibilidade de impactá-lo com conteúdos relevantes no momento em que ele está mais receptivo à mensagem”, acrescenta Martinez.
Outro destaque do estudo é a revolução da interface, que decreta o final da hegemonia do mouse na navegação. Os consumidores já iniciaram uma migração em massa para interfaces que estejam mais próximas da experiência humana natural (Natural Human Interface − NUI), adquirindo dispositivos de condução de experiências NUI como Smartphones, tablets – principalmente o iPAD da Apple – consoles de videogame como o Microsoft Kinect, Nintendo Wii e Playstation Move, entre outros. “As marcas deverão se adaptar e oferecer mais conteúdo interativo, em multiplataformas e multicanais”, observa Martinez. Essas tecnologias deverão ser aplicadas às ações de marketing e de relacionamento com o consumidor, tornando o contato mais amigável e atraente.
Outras tecnologias apontadas como tendência no estudo Razorfish 5 são as APIs abertas (interface de programação de aplicações) e os serviços digitais, que se constituem em uma enorme oportunidade para a verdadeira inovação. Essas tecnologias permitem que o consumidor participe e influencie as definições de produtos das empresas, por meio digital. O nível de colaboração pode variar de acordo com o perfil da empresa e do consumidor, permitindo maior ou menor participação e integração nessas definições.
Facebook, Google e Twitter foram construídos, em grande parte, por suas comunidades de usuários. “Isto comprova que não há maneira melhor de engajar a audiência do que permitir que ela opine e participe no desenvolvimento de um determinado produto ou serviço”, declara Brian Crotty, managing director da Razorfish no Brasil. Outras empresas que adotaram as plataformas abertas foram a Amazon, a Best Buy e a Netflix.
Outra tendência indicada é o marketing na era dos grandes dados, que aponta para o grande volume de dados de consumidores teoricamente “disponíveis” na web. Segundo Crotty, o grande problema consiste em transformar essas informações em conhecimentos práticos e ações efetivas. No entanto, com as novas ferramentas baseadas na computação em nuvem, as empresas podem finalmente traduzir trilhões de linhas de dados em uma conversa mais direcionada aos consumidores, com um ciclo de feedback quase imediato.
Por fim, o Razorfish 5 destaca a computação em nuvem como tendência crucial. As empresas adotaram amplamente ao longo dos últimos anos esta tecnologia, que utiliza uma nova arquitetura que funciona como software, em vez dos frágeis sistemas físicos do passado. Segundo o estudo, empresas que empregam essa tecnologia são capazes de conduzir o foco do negócio em um ritmo mais rápido, em vez de manter o dimensionamento na infraestrutura.
O desenvolvimento e implementação de estratégias de marketing de forma integrada a essas tecnologias, segundo o managing director da Razorfish Brasil, permitirá às empresas atuarem de forma inovadora e eficaz na comunicação com seus clientes. O relatório completo pode ser visto em www.razorfish5.com. Detalhes:  www.razorfish.com. Siga a Razorfish no Twitter em @razorfish.
OPORTUNIDADE 
Estagio para estudante de jornalismo na Guga Kuerten Participações. É preciso ter boa noção de produção textual  e ser ágil, porque o trabalho que envolve a redação de releases e textos para abastecer as mídias sociais. O valor oferecido é de R$ 600,00.Detalhes:  Clarissa Machado Santos, assessora de Imprensa daGuga Kuerten Participações.clarissa@guga.com.br +55 (48) 3331-4620 e
+55 (48) 9167-6130

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domingo, 3 de julho de 2011

PESQUISAS EMPACAM


Leia também: Eventos . Oportunidades
QUARTA É DIA DE CONCERTO 
  
Dia 6 de julho, quarta-feira, às 20 horas na Igreja de São Francisco de Paula, em Canajurê Florianópolis , concerto da Orequestra de Câmara da Unisul. Convide os amigos, leve a família,  participe.

SIMPÓSIO DE NEUROTRAUMATOLOGIA, TRAUMATISMO CRANIENCEFÁLICO, RAQUIMEDULAR E NEUROINTENSIVISMO
 O 2º Simpósio Paulista de Neurotraumatologia, Traumatismo Craniencefálico, Raquimedular e Neurointensivismo será realizado entre os dias 18 e 20 de agosto, em São Paulo. Detalhes: www.fm.usp.br/eventos/ecoaeventos.php?id=12719
APLICAÇÕES DE TÉCNICAS ELETROMAGNÉSTRICAS  
 O 3º Workshop de Aplicações de Técnicas Eletromagnéticas para Monitoramento Ambiental será realizado, nos dias 21 e 22. Detalhes: www.cca.ufscar.br/workshoptdr
PESQUISA CRESCE EM NÚMERO E EMPACA EM QUALIDADE
(Texto Por Fábio de Castro distribuído pela Agência Fapesp) - A FAPESP realizou mesa de discussão sobre os temas do livro Inovações Tecnológicas no Brasil: Desempenho, Políticas e Potencial, organizado por Ricardo Ubiraci Sennes, professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, e Antonio Britto Filho, presidente executivo da Interfarma.
Durante o evento, o pró-reitor de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago, apresentou análise sobre a situação atual da produção científica brasileira e sua relação com a questão da inovação. Em seguida, Fabio Gandour, cientista-chefe da IBM Brasil, falou sobre sua experiência em convencer a matriz da empresa nos Estados Unidos a implantar um laboratório de pesquisas no Brasil.
O livro, editado pela Prospectiva Consultoria em parceria com a Interfarma, é uma coletânea de análises de gestores em ciência e tecnologia sobre a problemática que envolve o desenvolvimento de pesquisa no Brasil.
Zago destacou que a produção científica é um dos diversos componentes da questão da inovação, embora muitos ainda vejam os dois termos, de forma errônea, como contraditórios. De acordo com ele, a produção científica brasileira tem uma característica central: um crescimento acelerado e heterogêneo.
“O crescimento proporcional da produção científica brasileira é o segundo do mundo, ficando atrás apenas da China. Em 1996, o Brasil estava em 25º lugar no mundo em relação à produção científica e em 2008 já havia alcançado o 14º lugar. Mas esse crescimento é puxado por alguns segmentos nos quais o avanço é maior, como a área de saúde”, disse.
Em termos de qualidade, no entanto, a produção científica do Brasil não faz tanto sucesso, segundo Zago. Ele afirmou que no número de citações – critério usado com frequência para auferir a qualidade da produção científica de um país – o Brasil ainda não alcançou países como a Índia e a Coreia e permanece bem distante dos países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos.
“Conclui-se que a ciência brasileira teve um crescimento quantitativo significativo, mas ainda deixa a desejar no aspecto qualitativo. Isso tem impacto na inovação. Por outro lado, mesmo em termos quantitativos, quando comparamos a nossa produção científica à da China – que tem avançado rapidamente em termos de inovação –, vemos que os dois países têm um perfil muito diferente”, afirmou.
De acordo com Zago, no Brasil, as áreas com maior produção científica são a Medicina, em primeiro lugar, as Ciências Biológicas e Agrárias em segundo e a Física e Astrofísica em terceiro. Já na China, a Engenharia predomina, com a Física e Astrofísica em segundo lugar e as Ciências de Materiais em terceiro.
“Não precisamos seguir o modelo chinês, mas queremos que nossa produção científica também resulte em inovação e sabemos que áreas como engenharia são as que tradicionalmente trazem resultados nesse sentido. Outro sintoma da nossa situação é que na China a área de Computação está em quarto lugar, enquanto no Brasil está em décimo”, disse.
Esse padrão tem ligação com as principais áreas em que o Brasil forma doutores. Segundo Zago, entre 1996 e 2008, as áreas de Ciências Humanas e Sociais passaram de 26% para 32% dos doutores formados. No mesmo período, as áreas de Ciências Agrárias foram de 10% para 12% do total. Em Ciências Biológicas, houve uma queda de 33% para 30%. Em Exatas e Engenharia, a queda foi abrupta: de 30% para 22% dos doutores formados.
“Mesmo com a produção científica e a formação de doutores aumentando, o Brasil está caminhando no sentido inverso ao que deveria para ter mais inovação. Além disso, a nossa produção científica tem muito pouco impacto”, afirmou.
Segundo Zago, uma pesquisa em bases de dados de produção científica mostra que, de 94.406 artigos assinados por pesquisadores brasileiros, apenas 149 (0,19%) eram considerados de alto impacto, com mais de 200 citações. “Mas, entre esses 149, apenas 26 eram originários exclusivamente do Brasil. Os outros 123 estavam relacionados a grandes consórcios internacionais, grupos colaborativos e testes clínicos multicêntricos”, disse.
Por outro lado, Gandour contou que a IBM inaugurou semana passada  um núcleo para a efetivação tangível do laboratório de pesquisa. Outro núcleo semelhante, batizado como “ninho de cérebros”, foi implantado no Rio de Janeiro.
Segundo ele, foi preciso encontrar maneiras criativas para “vender” o Brasil aos executivos da empresa nos Estados Unidos, a fim de convencê-los a adotar o país como sede do novo laboratório.
“Um estudo inicial considerou 70 países para a implantação do laboratório. Precisei enfrentar concorrentes como os Emirados Árabes, que baseavam sua candidatura nos petrodólares. Foi preciso chamar a atenção para os atrativos locais – como a estabilidade política e econômica –, mostrar o vigor acadêmico do Brasil e destacar as incríveis condições relacionadas a recursos naturais e sociais, como o fato de o Brasil ter 15% da água potável e 22% da terra arável do mundo e 33 milhões de famílias de classe média”, destacou.
Um dos pontos que mais impressionaram os norte-americanos foi o custo anual de um pós-graduando brasileiro, que, segundo Gandour, gira em torno de US$ 110 mil. Enquanto isso, o pós-graduando norte-americano custa aproximadamente US$ 350 mil por ano.
“O pós-graduando norte-americano tem acesso enorme à infraestrutura tecnológica. Isso poderia ser considerado bom, a princípio. Mas sabemos que esse ambiente com muita instrumentação inibe a capacidade de pensamento abstrato. Achamos que o pós-graduando brasileiro, usando papel e lápis, é capaz de fazer muito mais que um norte-americano”, ponderou.
“O laboratório no Brasil trabalhará com recursos naturais, com ênfase em petróleo e gás, por causa do pré-sal; em sistemas humanos, com ênfase em megaeventos, por conta da Copa do Mundo e Olimpíadas; e em microeletrônica de baixa complexidade com ênfase em semicondutores e empacotamento”, contou.
“O principal insumo de produção são neurônios de boa qualidade – isso é muito mais importante do que a instrumentação. Temos dois ninhos de cérebros até agora, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Não sabemos ainda onde serão as instalações físicas do laboratório. Quando tivermos ideia das necessidades de instrumentação, definiremos o local”, disse.
OPORTUNIDADES
1.  O Centro Universitário de Brusque  abriu processo seletivo técnico-administrativo para auxiliar de técnico em informática. Detalhes: www.unifebe.edu.br, link http://www.unifebe.edu.br/07_noticias/arquivos/documentos_oficiais/unifebe/editais/2011/uniedit2011.pdfou pelo telefone 3211 7224.
2.  A Gouvêa dos Reis Advogados está recrutando estudante dos cursos de publicidade/designer gráfico/jornalismo/relações públicas, para trabalho freelancer na área de mídia digital (criação de projetos gráficos para veiculação na internet, anúncios, flyer). Detalhes  com Anelise: 32229696 / comunicacao@gdr.adv.br

ForCoM TERÁ CONGRESSO EM 2012
O V Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação em 2012, antigo Congresso Brasileiro de Publicidade. Organizado pela Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade), com coordenação de conteúdo da ForCom devce acontecer em maio, em  São Paulo.

O evnto foi aprovado pelos dirigentes das 35 entidades representativas de vários setores ligados a comunicação brasileira e que compõem o ForCom, como a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa) e Anatec (Associação Nacional dos Editores de Publicações). Por aclamação unânime, eles escolheram para presidir o congresso o presidente da Abap, Luiz Lara.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

ENTRE O ANALGÉSICO E A MORFINA


 TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO DE CANA-DE-AÇÚCAR
 A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) realizará, de 6 a 8, a quinta edição do Simpósio de Tecnologia de Produção de Cana-de-Açúcar. Detalhes: www.simposiocana.com.br e simposiocana2011@yahoo.com.br
ANALGÉSICO OU MORFINA¿
(Texto de Fábio de Castro, distribuído pela Agência FAPESP) - Desenvolver um analgésico que seja efetivo como a morfina, mas que não provoque sedação nem efeitos colaterais, podendo ser aplicável até mesmo para dores crônicas por longos períodos de tempo. Esse é o objetivo central das pesquisas de Terrance Snutch, professor do Centro de Pesquisas do Cérebro da Universidade de British Columbia (Canadá).
Os alvos terapêuticos escolhidos por Snutch para essa tarefa são os canais de cálcio – “túneis” formados por proteínas nas membranas das células, que permitem o trânsito de íons de cálcio.
Há alguns anos, os cientistas descobriram que esses canais estão ligados às vias de sinalização da dor. A estratégia consiste em bloqueá-los, impedindo que o sinal da dor chegue ao cérebro. A nova droga bloqueadora de canais de cálcio deverá ser efetiva até em dores neuropáticas crônicas – as “dores fantasma” que podem ser sentidas mesmo em membros amputados.
Especialista em neurobiologia molecular, Snutch estuda o tema há anos e foi o primeiro a descrever a base molecular para os canais de cálcio nos sistemas nervoso, endócrino e cardiovascular. Possui diversas patentes relacionadas a intervenções nos canais de cálcio.
Até agora, nenhuma droga tem os canais de cálcio como alvos diretos. Mas o laboratório de Snutch pretende mudar isso em breve. Depois de clonar pela primeira vez os genes que codificam os canais de cálcio de tipo N, em 1992, o cientista montou uma empresa spin off, em 1998, e conseguiu levantar recursos para os primeiros testes clínicos, a partir de 2004, com uma droga bloqueadora de canais de cálcio.
O pesquisador participou, na semana passada, em São Paulo, da 2nd São Paulo School of Translational Science – Molecular Medicine (2ª Escola São Paulo de Ciência Translacional – Medicina molecular), realizada pelo Hospital A.C. Camargo. O curso integra a modalidade Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) da FAPESP. Leia a seguir trechos da entrevista concedida por Snutch à Agência FAPESP.
Agência FAPESP – Quais são os principais problemas com as drogas para dor atualmente disponíveis no mercado?
Terrance Snutch – Elas não funcionam bem o bastante para as dores crônicas neuropáticas. Esse tipo de dor é o principal problema. Drogas como a pregabalina e a gabapentina são amplamente usadas, mas só funcionam para cerca de 40% dos pacientes. Para os outros, não fazem o efeito desejado.
Agência FAPESP – O que caracteriza a dor neuropática crônica?
Snutch – A dor neuropática crônica é definida como uma dor para a qual não há ferimento definido. É proveniente de algum problema no próprio sistema nervoso.
Agência FAPESP – Esse tipo de dor tem origem no próprio cérebro?
Snutch – No cérebro ou nos nervos que não são acionados corretamente e disparam quando não deveriam. O fato é que não é causada por um ferimento. Ela existe porque algo está errado no sistema nervoso e desencadeia a sinalização de dor. Por definição, é uma dor para a qual não há ferimento definido e que, mesmo assim, dura seis meses ou mais. Isso a torna bem diferente da dor aguda, que tem origem determinada e dura menos.
Agência FAPESP – Não existem drogas eficientes para esse tipo de dor?
Snutch – Temos drogas muito pouco efetivas. Para dores agudas muito fortes – quando se tem um osso quebrado, ou uma situação após uma cirurgia, por exemplo – temos drogas como a morfina ou a hidromorfona, que são opioides muito fortes. Mas não se pode tomar esses opioides para dores de longo prazo.
Agência FAPESP – Por quê? Eles podem viciar?
Snutch – Eles causam diferentes problemas, além de viciar propriamente. Especialmente pelo fato de que a dose precisa ser cada vez maior, pois a mesma dose se torna cada vez menos efetiva. Ao aumentar a dose, aumentam também os efeitos colaterais. Os opioides causam depressão respiratória. Isto é, eles afetam a parte do cérebro que controla a respiração e, se a dose for muito alta, você pode parar de respirar. Causam também constipação muito severa. A combinação do efeito das altas doses – causadas pela resposta tolerante – e dos efeitos colaterais impede que as pessoas tolerem por muito tempo.
Agência FAPESP – E quanto às outras drogas que o senhor mencionou?
Snutch – As outras disponíveis, como pregabalina e gabapentina, só funcionam parcialmente. Ambas têm eficiência estimada em cerca de 40% dos casos de pacientes de dor neuropática crônica. Os outros não têm um alívio da dor. Por isso, há necessidade de novas drogas trabalhando com novos mecanismos.
Agência FAPESP – Então vocês começaram a trabalhar com as alternativas baseadas nos canais de cálcio. Quando foi descoberto que eles estão envolvidos em vias de sinalização da dor?
Snutch – Sim. A sinalização da dor é altamente dependente dos processos relacionados aos canais de cálcio. Primeiro começamos a trabalhar com um canal específico: o canal de cálcio tipo N.
Agência FAPESP – Como é o mecanismo?
Snutch – Para que você sinta dor, é preciso que alguém estimule os receptores que estão na pele e nos músculos, sensíveis ao toque. Esse estímulo gera um sinal elétrico que é enviado da pele para a medula espinhal, até o cérebro e volta até o local tocado. O que ocorre quando se tem dor é que a estimulação atinge uma frequência muito alta nos mesmos neurônios, com o sinal indo para o cérebro. Os canais de cálcio tipo N controlam se o sinal chega ao cérebro ou não.
Agência FAPESP – O conceito então consiste em bloquear a dor antes que o estímulo chegue ao cérebro?
Snutch – Teoricamente, se o sinal na medula espinhal – onde estão os canais de cálcio tipo N – não chega ao cérebro, a pessoa não sente a dor. A ideia é que bloqueando esses canais, impedindo que o sinal atinja o cérebro, o paciente não sinta mais dor alguma.
Agência FAPESP – E quanto aos canais de cálcio do tipo T?
Snutch – Os canais de cálcio do tipo T não bloqueiam o sinal. Eles ajustam os limites da dor. Ao bloquear canal de tipo T, conseguimos aumentar o limite para dor, diminuindo a sua intensidade. No caso dos canais de tipo N, tentamos bloquear os sinais que vêm para o cérebro. Nesse caso dos canais de tipo T, tentamos modular a intensidade da dor.
Agência FAPESP – Esses analgésicos com base em canais de cálcio estão em testes clínicos?
Snutch – Sim, no caso da droga com alvo no canal de cálcio de tipo N estamos entrando na fase 3 dos testes clínicos. No caso do bloqueador de canais de cálcio de tipo T, estamos investigando compostos que modulam a sinalização da dor e já chegamos a uma droga que mostrou eficácia em modelos animais, tanto para dor aguda como crônica.
Agência FAPESP – Como foi o desenvolvimento da droga baseada em canais do tipo N?
Snutch – O canal de cálcio de tipo N foi clonado pela primeira vez em 1992. Depois disso, em 1998, montei a empresa para levantar recursos e desenvolver a droga. Em 2004, começaram os primeiros testes clínicos. Em 2011, estamos entrando na fase de testes em pacientes. Nos primeiros testes clínicos, utilizamos voluntários saudáveis e não portadores da dor crônica neuropática. Não houve nenhum tipo de efeito colateral sério e vamos agora para a última fase.
DE NOVO, OS CADERNOS CEDEM
 Os Cadernos Cedem, publicação eletrônica semestral do Centro de Documentação e Memória da Unesp (Cedem), voltam a ser editados após três anos de interrupção. Outros conteúdos também passam a integrar a página do Cedem . Detalhes: www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/cedem/issue/view/69/showToc

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

FESTIVAL INTERNACIONAL DE VÍDEO UNIVERSITÁRIO

Leia também: Bolsa. Olimpíada Nacional de História . Etc
BOLSA PARA PD EM GESTÃO  DA INFORMAÇÃO
 O Projeto Temático Comunicação e Censura: análise teórica e documental de processos censórios a partir do Arquivo Miroel Silveira da ECA/USP,  oferece  oportunidade para pós-doutoramento. Detalhes: arquivoms@usp.br ou (11) 3091-1607, com Jacqueline e www.fapesp.br/bolsas/pd.
Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão publicadas no site FAPESP-Oportunidades, em www.oportunidades.fapesp.br.
OLIMPIADA NACIONAL EM HISTÓRIA
 O Museu Exploratório de Ciências da Universidade Estadual de Campinas (MC-Unicamp) está com inscrições abertas até 9 de agosto para a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. Detalhes: olimpiada.museudeciencias.com.br/3-olimpiada
 ESCOLA AVANÇADA EM ASTROFÍSICA DO INPE
 Entre 12 e 16 de setembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) realizará a 4ª Escola Avançada em Astrofísica: Radioastronomia para o século 21.
A escola é direcionada principalmente a pós-doutorandos, estudantes de doutorado e pesquisadores atuantes nas áreas de radioastronomia, astronomia ou ciências exatas. Mestrandos também podem participar, dependendo da área de atuação.
Inscrições  até o dia 10 de agosto pelo  www.das.inpe.br/school
ESTUDANTES E O  INTERCOM JUNIOR
Estudantes de graduação em Comunicação Social podem enviar  trabalhos de pesquisa para o Intercom Júnior – VI Jornada de Iniciação Científica em Comunicação até dia 15 de julho. O evento integra a programação do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2011, que acontece de 2 a 6 de setembro  na Unicap, em Recife.
AGORA A SANTA SÉ TEM SITE INFORMATIVO
 (ZENIT.org) – A Santa Sé acaba de inaugurar o  News.va, onde você pode encontrar as informações dos diversos meios de comunicação do Vaticano.
News.va  é uma plataforma digital que permitirá encontrar as notícias publicadas por meios como o L'Osservatore Romano, o Vatican Information Service (VIS), a agência missionária da Santa Sé, Fides, a Rádio Vaticano, o Centro Televisivo Vaticano, com conexões multimídia de áudio e vídeo, ao vivo (streaming) ou a pedido (on demand). Nos primeiros meses estará somente em dois idiomas: inglês e italiano.
21ST INTERNATIONAL CONGRESS X-REAY OPTICAS AND MICROANALYSIS
De 5 a 8 de setembro, Campinas (SP) receberá a 21ª edição do International Congresso on X-ray Optics and Microanalysis, evento que ocorrerá pela primeira vez em um país da América Latina.  Detalhes: icxom21.lnls.br
FESTIVAL INTERNACIONAL DE VÍDEO UNIVERSITÁRIO
A Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto aceita inscrições, até o dia 15 de julho, para a quarta edição do U.FRAME, Festival Internacional de Vídeo Universitário. O evento é realizado em parceria com a Universidade da Coruña (Espanha), a University of Texas at Austin (Estados Unidos), a Nanyang Technological University (Singapura) e a Universidade Metodista de São Paulo (Brasil).
Detalhes:  uframe.festival@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript.
NOVA REVISTA  ELETRÔNICA
A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com o apoio técnico-científico do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), lançou o primeiro volume da revista científica eletrônica Perspectivas em Gestão & Conhecimento – PG&C periodicos. Detalhes: ufpb.br/ojs2/index.php/pgc/issue/view/854
LIVROS
1.    Comunicação Pública, Sociedade e Cidadania é o título do livro de Margarida Kunsch,
  pela Difusão Editora, em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Abrapcorp). É o quarto da Série Pensamento e Prática, composta pelos títulos: Relações públicas e comunicação organizacional: campos acadêmicos e aplicados de múltiplas perspectivas;  A comunicação na gestão da sustentabilidade das organizações; e A comunicação como fator de humanização nas organizações. O livro está disponível para aquisição no site www.difusaoeditora.com.br e pelo telefone (11) 4227-9400 - ramal 444.
2.     A segunda edição de Gestão de Marketing e Comunicação – Avanços e Aplicações acaba de ser lançada. O livro, de Mitsuru Higuchi Yanaze, analisa casos práticas de diversas companhias, como Lojas Marisa, Petrobrás, Havaianas, Churrascaria Fogo de
3.    Publicado  em Portugal, o livro Communication and Citizenship. Rethinking crisis and change. Editada por Manuel Pinto e Helena Sousa, leva o mesmo título que serviu de tema para a conferência de 2010 da IAMCR, realizada em Braga.  Detalhes: www.sicurezzaeditora.com.br.
4.    Lançado o livro Análisis de recepción em América Latina: Un recuento histórico con perspectivas al futuro, coordenado por Nilda Jacks. A obra traz relatos de trabalhos realizados em 12 países latino-americanos sobre análise de recepção, assim como reflexões sobre esse tema.  Detalhes: www.ciespal.net.                                                                    
 COLÓQUIO INTERNACIONAL DISCURSO & MÍDIA
De 17 a 19 de agosto, II Colóquio Internacional Discurso & Mídia, na Facom/UFBA. Detalhes:  http://discursomidia.wordpress.com.
9º ENCONTRO DE PESQUISADORES EM JORNALISMO
De 3 a 5 de novembro,  9º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, na Escola de Comunicação da UFRJ. Tema: Jornalismo e Mídias Digitais.  Detalhes: www.sbpjor.org.br/artigos2011.
150 MILHÕES PARA AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE
Aberta a  Concorrência para seleção de agências de publicidade pela Secretaria de Comunicação Social, da Presidência da República. Verba anual:  R$ 150 milhões.

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

CONFLITOS ENTRE A MÍDIA E O PAÍS


3.Cabeçalho S A MÍDIA E OS INTERESSES DO BRASIL
 Em entrevista à Deutsche Welle, o francês Benoit Hervieu, chefe da seção das Américas da ONG Repórteresd sem Fronteiras, apontou  desafios  á liberdade de imprensa e á defesa dos direitos humanos em países latino-americanos comandados por governos de esquerda.
 "Existe uma militância que é prova da saúde democrática, mas também pode ser um perigo", acredita Hervieu, citando recentes exemplos na Venezuela, na Colômbia, em Honduras.

Já no Brasil, o grande problema são os fortes interesses políticos e econômicos sobre o trabalho da mídia. "Não é normal que os ex-presidentes Sarney e Collor, que têm parentes donos de veículos de imprensa, sejam membros da Comissão de Tecnologia do Senado Federal. Isso é inconcebível", avalia o ativista.
  
Deutsche Welle: Existe uma percepção de mudanças das rotas do tráfico de drogas no continente americano?

Benoît Hervieu: Sim. Havia rotas clássicas no norte e, agora, também temos rotas no sul. Vemos o desenvolvimento do tráfico em um país como o Paraguai. E também nas fronteiras do Brasil, em regiões como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que são pontos importantes do tráfico.  Assistimos à globalização do crime organizado – que é um aspecto da globalização.

Várias regiões têm dupla economia, como parte do território brasileiro, estados como Acre, Amazonas, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, parte do território paranaense na fronteira com Paraguai. E cidades da América do Sul como Ciudad Del Este, Foz do Iguaçu.  São pontos estratégicos do tráfico, com infiltração na economia e na política local. Isso faz com que seja muito difícil promover proteção para os jornalistas que ousam falar desses assuntos. Os interesses são enormes.

Hoje se vive um momento positivo de desenvolvimento socioeconômico na América Latina. Quais as expectativas em relação à defesa de direitos humanos e da liberdade de imprensa no continente?

Uma coisa é o desenvolvimento, outra coisa é compartilhar a riqueza produzida por ele. Ainda há um problema de desigualdade social na América Latina para se resolver, de contraste entre vários setores das populações. O crime organizado, por exemplo, se aproveita do desenvolvimento para estar presente nos assuntos legais dos países. Nas Américas, as fontes de perigo para a liberdade de imprensa e de expressão são várias. Existe, com certeza, o risco físico para jornalistas, sobretudo em países onde a violência do narcotráfico e do crime organizado é forte. Como no México e na América Central e alguns países da América do Sul.

Como os governos vêm se comportando em relação a estas questões?

O fato novo e interessante, sobretudo na América do Sul, foi a chegada, a partir desta última década, de governos progressistas vindos da esquerda que tiveram um confronto quase imediato com uma imprensa grande, importante, em mãos de oligarquias que tradicionalmente governavam o país. Isso revelou situações de guerras midiáticas em diferentes graus.

Essa ainda é uma dificuldade típica na América Latina?

A problemática existe em outros países europeus, onde há concentração midiática também. Mas o assunto é muito mais político e ideológico na América Latina – o continente do confronto ideológico forte. O problema é desconcentrar, favorecer o pluralismo. Houve várias iniciativas para melhorar, como na Argentina, com a Lei de Serviço de Comunicação Audiovisual. Nós da RSF a apoiamos, apesar da reação de grupos como o Clarín. No Brasil, uma máquina midiática como a Globo pode fazer ou destruir um candidato. Foi o caso do Collor, no fim dos anos 80.

Como avalia as mudanças surgidas a partir destes governos?

No Equador e na Bolívia, além do confronto e da tensão direta entre os governos e a mídia tradicional, houve um desenvolvimento de um certo público, que não tinha voz. Houve a promoção de espaços mais abertos para outras formas de comunicação. Também na Bolívia existiu um debate e, finalmente, houve a lei contra o racismo, que era uma lei importante.

O problema é que, declarações racistas de uma pessoa entrevistada na rua poderiam fazer com que o veículo de imprensa fosse condenado, embora esta não fosse sua linha editorial.

Estas confusões podem produzir limitações perigosas da liberdade de expressão. Existem países onde a evolução foi quase ausente, como no Chile, que é mais conservador. Esperava-se muito mais do governo de Bachelet. Já no Brasil, o problema é o contraste. Por isso é muito mais difícil uma evolução global sobre um único assunto que favoreça a maior liberdade de expressão e de imprensa no Brasil.

Existe compromisso dos veículos de comunicação privados com a defesa dos direitos humanos no continente?

De maneira insuficiente. O direito à comunicação também faz parte dos direitos humanos, segundo uma convenção norte-americana, que prevê espaço de comunicação para as minorias. Mas nem todos os países oferecem legislação adequada a esta convenção. O pior exemplo agora é Honduras, depois do golpe de Estado.

É uma situação dramática, porque foi um golpe midiático também. Há uma imprensa de oposição ou comunitária vítima de perseguições permanentes por parte do governo promovido pelo golpe. A Venezuela também vive uma situação extrema. Em 2002, quando houve o golpe contra Chávez, as televisões privadas apoiaram, ou esperavam, o sucesso do golpe.

Com a pretensão de lutar contra o oligopólio da mídia, a reação de Chávez foi criar um oligopólio de Estado, com a concentração pública ou estatal dos veículos audiovisuais. O presidente pode, quando ele quiser, e com a duração que quiser, recolher todas as frequências para falar durante seis, nove horas. Isso é um atentado claro contra a liberdade de expressão. Daí ele passa a fechar também canais de televisão, impedir a regularização de veículos que pediram concessões.

Estas particulares são o que coloca a América Latina bem abaixo de países europeus no ranking de promoção da liberdade de imprensa?

É algo paradoxal. Quando Chávez diz que existe liberdade de expressão no país dele, de certa maneira é verdade. Mas a liberdade de expressão pode ter uma polarização extrema. Na França, por exemplo, existe uma relação tensa entre uma parte da imprensa e o presidente Sarkozy. Mas em um jornal do Partido Comunista Francês você não vai ler "Sarcozy é um ditador". Nunca. Pode ter palavras muito críticas sobre a política do presidente, mas não assim.

Já na Venezuela, você lê "Chávez é ditador", "Chávez é Hitler". Em 2008, quando houve uma crise política extrema na Bolívia, com ameaça de queda de Evo Morales, rádios da província de Santa Cruz instaram a matar "o índio". Essa é uma coisa que não se vê em outros continentes. Existe uma militância que é prova de saúde democrática, mas também pode ser um perigo. Apesar do fim da Guerra Fria, na América Latina permaneceu uma posição ideológica forte, que voltou depois dos anos de liberalismo extremo.

Houve o trauma das ditaduras, depois o trauma da entrada na globalização de maneira radical, e, depois, a chegada ao poder de uma esquerda que normalmente não governava, que sempre foi oposição. Também deve ser considerada a perda de influência dos EUA na região, sobretudo na América do Sul. Existe uma militância por meio de veículos de comunicação.

Quais as perspectivas no Brasil em relação a estes temas no governo Dilma?

Houve coisas bastante positivas nos dois mandatos de Lula, como a revogação da Lei de Imprensa, de 1967, herdada da ditadura militar. Mas depois se multiplicaram medidas de censura prévia por parte de juízes, com interesses políticos evidentes em alguns estados no Brasil.

Mas no Brasil o problema é que o juiz é o filho do delegado, que é o neto do governador, que é o sobrinho do senador. São os permanentes conflitos de interesses – isso é um problema bem especificamente brasileiro. É preciso limitar que governadores, ou seus laranjas, sejam donos de seis, sete veículos de comunicação.

O sistema político brasileiro, com coligações diferentes nos estados, faz com que o interesse político seja tão forte, tão tenso, que não se pode mudar a situação porque uma parte da coligação pode ser dona de veículos de imprensa. Não é normal que os ex-presidentes Sarney e Collor, que têm parentes donos de veículos de imprensa, sejam membros da Comissão de Tecnologia do Senado Federal. Isso é inconcebível.

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terça-feira, 28 de junho de 2011

O QUE AINDA PODE ACONTECER ESTE ANO

Leia também: 280 Bolsas! . Oportunidade . Etc
AS VINTE MAIORES TENDÊNCIAS
Talvez você, melhor informado que eu, já tenha lido essa matéria assinada poer Rodrigo Franco, e postada em janeiro no blog Brainstorm9. Mas como o assunto é importante, tomo as liberdade de reproduzi-lo aqui.


O TrendHunter listou, no final do ano passado, as principais tendências em marketing, propaganda, design, comportamento e tecnologia para 2011. São elas:
20. Publicidade projetada
Tratamos recentemente disso aqui no Brainstorm#9. As projeções tem baixo custo relativo e são altamente virais, ideais para seu evento de final de ano.
19. Varejo interativo
Sacolas com mensagens interativas, cardápios em iPad e presença proativa (proativa, viu?) nas redes sociais são exemplos de como o varejo tenta se adaptar ao consumidor que interage com a comunicação.
18. Caridade transviada
ONGs e instituições envolvidas com ações de caridade estão usando cada vez mais um estilo de “shockvertising” para apelar às almas caridosas. Anúncios sexualizados e mensagens cada vez mais impactantes tendem a ser mais frequentes no ano que vem.
17. Moda Tecnológica
Celulares-brincos, celulares-relógios, pulseiras-relógio-holográficas, casacos-players e tudo mais acessório-tecnológico possível.
16. Marcas revertidas
A pessoas de hoje, as marcas de hoje, mas como se fossem de antigamente. Como ícones culturais, muitas marcas e até mesmo consumidores estão buscando suas raízes “retrô” para satisfazer aquela criança que existe dentro de cada um.
15. Estilo local
Blogs como o The Sartorialist, que prioriza a moda “real” fotografando gente estilosa nas ruas, além de algumas marcas, estão atrás de gente como a gente. Tudo isso, é claro, bombado por fashion bloggers e redes sociais.
14. Tempo real
As redes sociais, com promoções, aplicativos e internet mandando ver e dando a gratificação que você, cliente leal (mais que fiel) tanto quer, baseado em localização, forma de pagamento etc. Só que você não quer esperar até amanhã para ganhar seu bônus ou desconto.
13. Cubismo moderno
A forma do cubo está cada vez mais presente em aparelhos, casas, decoração e utensílios. Segundo o TrendHunter, a moda vai pegar também em Branding e no varejão.
12. O melhor possível
Em um período de incertezas ambientais, o consumidor, cada vez mais consciente do que precisa e por que, não quer, necessariamente, o melhor de todos o produtos. Quer o melhor produto para ele.
11. Impressão tridimensional
Protótipos e até mesmo produtos finais impressos já estão se tornando realidade através da impressora 3D.
10. Hiperrealismo
E você achando que a tendência é Photoshop? Na realidade é o contrário: artistas rebeldes criam pinturas usando técnicas clássicas para retratar a realidade com precisão.
9. Telas para crianças
Alavancados pela revolução touch do iPad, novos aparelhos, aplicativos e conteúdos estão saindo do forno para saciar a nova geração interativa.
8. Venda democrática
O voto popular não está mais restrito à política. Consumidores votam agora em quais promoções querem ter ou quais produtos devem voltar às prateleiras.
7. Auto-expressão Rock Star
A cultura rock’n'roll ainda tem fôlego. Desde hotéis a moda e produtos rebeldes, vários setores ainda usam o rock para criar identidade.
6. Kidverting
As empresas vão aonde o dinheiro está: nos pais. Para isso, cada vez mais usam os interesses dos próprios adultos para cativar os cliente babão. Mais anúncios de moda criança parecidos com os de adultos e menos estampas coloridas nas roupas.
5. O luxo, firme e forte
Aviões com salas privativas, com tudo do bom e do melhor. Na certeza de que os muito ricos sempre existirão, as empresas de alto luxo investem mais.
4. Cultura geriátrica
Bordados, crochês e tecidos vintage estão sendo ressuscitados. A moda da geração dos nossos avós vem remodelada num tom irônico, sem perder a cara de “velho”.
3. Adaptação perpétua
Os produtos estão sempre evoluindo esteticamente, muitas vezes chegando a mudar de função. Barbie retrô, aviões de luxo e antigos gadgets de escritório são remodelados ao sabor da mudança cultural.
2. Tweetonomics
De hashtags a acessórios de moda, enquanto o Twitter continuar a crescer, tudo que se utiliza de sua rede de oportunidades de negócio também crescerá.
1. Consumismo discreto
Seja o Starbucks disfarçando sua identidade visual nas lojas (você também viu isso aqui), ou a Absolut fazendo uma garrafa sem rótulo, é evidente que o consumidor está se afastando das grandes marcas. As pequenas e as locais têm uma oportunidade nesse sentimento “anti-corporação”.
ESPECIAL SOBRE BIOCOMBUSTÍVEIS NA NATURE
 A revista Nature lançou, em sua edição atual, um suplemento especial sobre biocombustíveis. Intitulado Semeando substitutos para combustíveis fósseis, o suplemento reúne artigos e reportagens que abordam os biocombustíveis sob diferentes perspectivas. Acesse-o no www.nature.com/nature/outlook/biofuels.
BIOPROCESS FOR MINING INDUSTRY AND ENVIRONMENT
 O Workshop in Bioprocess for Mining Industry and Environment (Jornada Workshop em Bioprocessos para a Mineração e o Meio Ambiente) será realizado entre os dias 13 e 15 de novembro, no Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP). Detalhes: http://biomenvi.palmierinet.com
MAIS DE 280 BOLSAS!
 A Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS) abriu inscrições para bolsas de estudo referentes ao ano acadêmico de 2012. O prazo para as inscrições varia de acordo com o programa. Enquanto alguns se encerram no dia 29 de julho, outros seguem com inscrições abertas até o dia 1º de outubro.
São mais de 280 vagas para pesquisadores interessados em cursar doutorado ou fazer pós-doutorado, além de realizar pesquisa avançada em países em desenvolvimento. Também há oportunidades para visitas de curta duração. Detalhes: http://twas.ictp.it
OPORTUNIDADE
Ilha Service rtemn vaga para estagiário em marketing. Requisitos:  administração em marketing; publicidade e propaganda, design
(industrial ou gráfico) ou áreas afins. Conhecimento: illustrator, photoshop, PowerPoint. Currículo para  <mailto:rh@ilhaservice.com.br>
rh@ilhaservice.com.br (48) 3203-7149.

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