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sábado, 4 de maio de 2013

UNIVERSIDADE PRA QUE¿ ?


 

“Você precisa de um diploma universitário para ser bem sucedido profissionalmente?” Essa foi a pergunta que instigou o norte-americano Blake Boles a fundar um blog, o Zero Tuition College (ZTC), que logo depois virou uma comunidade (uma espécie de rede social) para finalmente em 2012 se transformar em livro, Better Than College: How to Build a Successful Life Without a Four-Year Degree (algo como “Melhor do que universidade: como construir uma vida bem sucedida sem quatro anos de curso”).

A pergunta certamente é atual e suspeito que muitos jovens hoje se questionem sobre a real necessidade de fazer uma faculdade diante de um mercado de trabalho onde o diploma universitário não é mais, como algumas décadas atrás, uma garantia de emprego. Se valendo de lustrosos exemplos de empresários bem sucedidos que “chegaram lá” sem terem um canudo embaixo do braço – Gates, Jobs, Zukenberg… – discursos como os do livro mencionado e também de uma série de reportagens na mídia sustentam a opinião de que (quase todos) podemos desenvolver nossos talentos de maneira autodidata. Ao invés de se entregar ao currículo pré-estabelecido das faculdades, o profissional bem sucedido buscaria o conhecimento por conta própria, procurando aprender aquilo que “realmente importa para sua carreira e sua vida”. Enquanto a universidade “nos faz perder tempo com muita teoria e pouca prática”, a busca autônoma de conhecimento encurtaria o tempo de aprendizado prático, “real”, “aquele que realmente importa na vida e no trabalho”.

 nessa última formulação que encontro um grande problema desse tipo de argumentação. Veja, não discordo de que é possível ser bem sucedido sem ter ido à universidade. Muito menos do fato de que um diploma não é hoje mais via de acesso ao emprego e à estabilidade. Esses são fatos mais do que comprovados. E também concordo que mais do que apenas absorver o conteúdo dado, o bom aluno é aquele que busca mais, se interessa por algo e corre atrás do seu aprendizado. O currículo universitário não deve ser visto como absoluto, mas sim uma base a partir da qual é possível e desejável ir sempre além.

Minha inquietação reside na corriqueira desconsideração do ganho que a teoria e o (adequado) tempo de reflexão trazem a qualquer indivíduo, especialmente os profissionais. Aulas teóricas (e recorrentemente não aplicáveis na nossa prática cotidiana) como Filosofia, Sociologia, Ética, História da Cultura, e por aí vai são responsáveis por nos fazer parar e pensar no mundo em que vivemos, qual o sentido da nossa existência, o porquê das coisas. E isso eu não digo apenas por experiência própria, mas é algo que (ainda bem!) ouço bastante dos meus alunos.

Ao contrário dos lemas empreendedores que recheiam os discursos avessos à universidade (como: “praticar, não teorizar”; “fazer, não pensar muito”), acredito que a universidade deveria se repensar sim. Precisa se atualizar às novas formas de relacionamento, de trabalho, de aprendizado, enfim, de subjetividades contemporâneas. Ser um pouco mais prática e dinâmica, um pouco menos fechada e hierárquica não lhe faria nada mal. Mas, por favor, sem perder toda a riqueza e o mundo de possibilidades que a teoria proporciona! (Texto de Julia Salgado, comunicóloga e mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Especialista em moda com pós-graduação em Cultura e Técnica do Costume e da Moda pela Università di Bologna e em Fashion Styling pela Central Saint-Martins. Tem MBA em Gestão de Moda pela AZOV. Atualmente é doutoranda em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Possui experiência como jornalista, produtora de moda, pesquisadora e consultora de tendências. Suas áreas de interesse são cultura juvenil, novas mídias e consumo. Na academia, o foco de suas pesquisas é a relação entre a cultura juvenil e a mídia, o trabalho e o consumo. Pulicado no Consumoteca)

“CRIE SEM BARREIRAS”


 


CCO da Leo Burnett Worldwide, Mark Tutssel foi a Miami, onde participou do Fiap 2013 como palestrante, para apresentar um novo conceito de comunicação, que pode ser considerado um novo passo para o principal adotado pela rede, “Humankind” – o qual destaque que a criatividade tem o poder de transformar o comportamento humano.


 


Baseado na evolução do mercado e na forma de agir do público, Tutssel apresentou quatro tópicos que forma o que a Leo chama de Criatividade sem fronteiras.

 

“Estamos em um momento ‘zeitgeist’. As marcas não estão mais competindo entre elas, mas sim com a cultura pop como um todo”, enfatizou, citando sucessos como os de “Gangnam Style”, do sul-coreano Psy, e o fenômeno Harlem Shake.

 

“O mundo está nos forçando a nos reinventar. Acho que a ‘Criatividade sem fronteiras’ pode ser definida pela ideia navegando sem barreiras de plataformas, alimentando as necessidades da sociedade. Essa combinação de velocidade, tecnologia e globalização está nos levando a uma nova era”, acrescentou.

 

O primeiro tópico da nova teoria de Tutssel é o da Fluidez cultural. “Hoje, qualquer conteúdo que criamos pode acabar sendo disseminado globalmente. É importante que ele transcenda línguas e outras barreiras”, destacou, citando cases como o comercial “Emma”, da Leo Burnett Paris para a marca de papel higiênico Le Trèfle; “Retratos da real beleza”, da Ogilvy Brasil para Dove; e “GPS para perder-se”, da Leo Buenos Aires para Jeep.

 

Outro ponto levantado é o da Democratização da criatividade. “Os canais e formas de produção estão ao alcance das massas. Isso significa que nossa competição não é só com outras agências, mas com toda a humanidade”, alerta.

 

O terceiro ponto é o e estar Sempre on. “As mídias sociais geraram a possibilidade e muitas vezes a necessidade de gerar engajamento e respostas em realtime”, contextualizou Tutssel, lembrando os tweets de oportunidade publicados durante a última edição do Super Bowl, durante o blecaute temporário que interrompeu o jogo.

 

 “A criatividade é um trabalho em progresso permanente”, complementou. Para complementar, o quarto tópico da teoria da Criatividade sem fronteiras foi o da Colaboração global. “Temos que aproveitar as ferramentas de contato com o mundo todo – ou, no nosso caso, por exemplo, a força de uma rede global. Lembrem-se: o mundo que criamos hoje é uma tela branca sem fim, sem barreiras”, concluiu. (Propmark)

 

PRÊMIO MARKETING BEST DE SUSTENTABILIDADE

O Marketing é a mais importante das ferramentas no processo de construção e preservação de empresas de forma sustentável. Uma busca permanente das organizações na conquista de um equilíbrio sustentável e consistente, mediante a adoção das melhores práticas de sustentabilidade. E que se traduzem em todas as suas iniciativas e ações de inclusão social, de incentivo à cultura, de respeito ao meio ambiente e na direção de uma economia verde.

A 12ª Edição do Prêmio Marketing Best Sustentabilidade, tem como objetivo estimular, reconhecer, premiar e difundir os exemplos de ações empresariais sustentáveis.

O Prêmio que foi criado em 2002 como Marketing Best Responsabilidade Social, passa a denominar-se Prêmio Marketing Best Sustentabilidade. A mudança teve como objetivo dar maior abrangência aos projetos inscritos, tendo em vista a questão da sustentabilidade que se tornou essencial em todas as decisões estratégicas de aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais na sociedade.

Empresas, fundações, institutos e associações que tenham desenvolvido, ações e projetos de sustentabilidade tanto para o  público interno das organizações como para as comunidades com as quais se relacionam, podem se inscrever para o Prêmio.

Cronograma

# Inscrições até 07de junho.
# Entrega das Marketing Performances de Sustentabilidade – até dia 21 de junho
# Julgamento –  junho.
# Divulgação dos resultados –  junho.
# Reunião com os vencedores – de junho.
# Solenidade de entrega dos prêmios – 1ª quinzena de agosto.

“EU NÃO QUERO FICAR VELHO”


 


Ele largou a agência da qual era sócio, cofundador e copresidente e, aos 47 anos, baseia seu futuro na decisão de fazer algo que não o faça se sentir ultrapassado.

“Eu não quero ficar velho!”, brinca, mosttrando uma imagem que ele colocou no Instagram, fiel à suas feições atuais, porém talentosamente envelhecida com as ferramentas que o fizeram um dos mais respeitados diretores de arte do mercado brasileiro. “No nosso negócio, a gente tem que se renovar o tempo todo, e eu estava me sentindo velho”, destacou durante sua apresentação no Fiap 2013, realizado de 29 de abril a 1º de maio em Miami.

“Quando você tem prêmios e reconhecimento da indústria, você se sente orgulhoso. Mas às vezes você precisa descer do salto. No Brasil, muitos publicitários são tratados –e até acreditam ser – como rockstars. Mas não podemos nos acomodar nunca. Temos que continuar sempre aprendendo”, aconselhou.

 

Baseada em conselhos à audiência – formada por representantes de agências e anunciantes do mercado ibero-americano –, a apresentação de Ray mostrou alguns dos pontos que o profissional pretende buscar em sua futura experiência profissional – ainda não definida.

 

“Uma das coisas que eu aprendi é que quem cria, não deve negociar. O criativo sempre quer que seu trabalho apareça, seja aproveitado, o que torna o processo complicado. Por isso, uma dica: protejam seus criativos. É muito fácil matar uma boa ideia, e não devemos deixar acontecer. Além disso, não os deixe pensar pequeno. Lembrem-se que pensar pequeno dá o mesmo trabalho que pensar grande”.

 

Outra intenção de Ray é se manter próximo dos jovens – ainda ligada à ideia de não “envelhecer”, independentemente da idade. “Se manter jovem é se manter junto de pessoas jovens”, ressalta. Também chamou a atenção dos criativos presentes para terem mais foco – principalmente no caminho à frente. “Você não pode dirigir um carro olhando no retrovisor. Nós somos criativos. Faremos a indústria andar para frente”.

 

Após sua saída da BorghiErh/Lowe – hoje Borghi/Lowe, comandada por seu ex-sócio José Borghi –, Erh estudou desde novos modelos para abrir um novo negócio até propostas como a da DPZ de assumir como co-CEO de uma das mais emblemáticas agências brasileiras – agora sob controle do francês Publicis Groupe.

 

Ainda sem tomar nenhuma decisão sobre o futuro, ele garante que ela será baseada em algo que lhe gere felicidade e, principalmente, desafio. “Vendi minha agência porque comecei a não sentir medo de nada. Tudo andava muito bem, quase programado. Depois disso, comecei a ter que pensar no próximo passo. Isso é o que vou procurar daqui pra frente”, finalizou. (Propmark)

 

SORVETE PARA CACHORRO


 

O mercado para animais de estimação está em alta. Há diferentes formas de agradar ao seu bichinho, seja com roupas, brinquedos, diferentes acessórios e até com cerveja (vejaaqui).

Para ajudar aos cachorros a experimentarem o sabor do sorvete,Arrfscarf, loja de comida para os cães em Chicago, inventou a delícia gelada apenas para os PETs.

Usando ingredientes como iogurte, baunilha e mel, o sorvete está disponível em cinco diferentes sabores de carne: Manteiga de amendoim com bacon, bife, frango com cheddar, carne de porco desfiada e hambúrguer. acordo com a loja, são usados ingredientes orgânicos. A guloseima gelada não contém conservantes, justamente para não fazer mal aos bichinhos. (Promoview)

 

 18º ENCONTRO DE MARKETING CATÓLICO

(Zenit.org) - O IBMC - Instituto Brasileiro de Marketing Católico que nasceu com objetivo de promover, difundir e incentivar a utilização das modernas técnicas de Marketing e Comunicação entre as instituições católicas promove o 18º Encontro de Marketing Católico com o tema Seja-vos feito segundo a vossa fé (Mt 9, 29).

Entre os palestrantes confirmados para o 18º Encontro de Marketing Católico destaca-se: Dom Orani João Tempesta,Arcebispo do Rio de Janeiro/RJ e presidente do IBMC;Cardeal Dom Cláudio Hummes,Arcebispo emérito de São Paulo/SP e prefeito emérito da Congregação para o Clero na Santa Sé; Jorge Nasser,Diretor de marketing do Bradesco;Prof. Carlos Alberto DiFranco,Jornalista, colunista do Jornal Estado de São Paulo e diretor do Instituto Internacional de Ciências Sociais; Pe. Marcial Maçaneiro, SCJ,Teólogo e membro docente das Faculdades Dehoniana e da PUC-SP; Moisés Azevedo,Fundador da Comunidade Shalom.

O objetivo do evento,conforme informações divulgadas pelo site da instituição, é promover um encontro que propicia uma troca de experiências bem sucedidas de dioceses, paróquias, instituições e empresas católicas que se utilizam de técnicas e ferramentas e marketing com bom senso e sob a ética cristã, para atingir objetivos predeterminados e, principalmente, atender a necessidade de seus clientes: satisfazendo-os e encantando-os para que se fidelizem: sejam eles fiéis ou consumidores de produtos e serviços católicos.

O encontro será realizado entre os dias 6 e 9 no Marina Park Hotel na Av. Pres. Castelo Branco, 400 - Praia de Iracema - Fortaleza/CE. O evento tem início às 13 horas do dia 6 (segunda-feira)  e encerramento às 13 horas do dia 9 (quinta-feira).

VOVÓ ATERRORIZA AOVOLANTE


 


As “pegadinhas” estão realmente no auge. Para impactar o público, as marcas têm utilizado o recurso de maneira recorrente e cada vez mais criativa.


A Publicis, da França, criou uma ação promocional para a seguradora AXA. O objetivo é fazer as pessoas perceberem que ninguém quer pagar por maus condutores e que a companhia premia quem dirige sem cometer nenhum deslize.

 

Sem as pessoas saberem que se tratava de uma ação de marketing promocional, uma senhora sai dirigindo como louca pelas ruas da cidade e faz verdadeiras barbaridades no trânsito, como dirigir na contramão, derrubar motocicletas estacionadas e até mesmo atropelar uma barraca de comércio.

 

O público assiste, incrédulo, as loucuras da vovó ao volante. Quando finalmente não há mais nada para destruir na rua e a simpática senhora finalmente põe fim a sua saga devastadora, uma grande faixa surge no “cenário” da ação promo, com os dizeres: “Ninguém quer pagar por maus condutores. AXA premia bons motoristas”.

 

PRÊMIO ACAERT DE RÁDIO E TELEVISÃO

Abertas as inscrições para o Prêmio ACAERT de Rádio e Televisão, que destaca trabalhos de profissionais das emissoras, publicitários e acadêmicos em comunicação. Todas as informações estão no 
www.acaert.com.br
Inscrições até 28 de junho.

MINISTRO QUER MAIS VOLUNTÁRIOS EM EVENTOS ESPORTIVOS



O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, aproveitou o 12º Fórum de Comandatuba, um dos principais eventos empresariais do País, realizado no litoral Sul da Bahia, para pedir aos 320 empresários e executivos participantes para disponibilizar voluntários para aCopa do Mundo de 14 e os Jogos Olímpicos de 16.

“Nós queremos ter um milhão de voluntários apenas na Copa”, disse o ministro. “Se cada empresa puder mobilizar seus funcionários e colaboradores para pelo menos uma hora de voluntariado, no sábado, no domingo ou em dia de jogo, já será uma contribuição importante”.

O Governo Federal já fez uma seleção prévia de cerca de sete mil voluntários para aCopa das Confederações, competição que acontecerá de 15 a 30/06. E abrirá no segundo semestre a inscrição para quem quiser atuar na Copa do Mundo de 14. Enquanto isso, a Fifa também tem um programa próprio de voluntariado para os dois eventos.

Para Aldo Rebelo, a intenção, ao ter muitos colaboradores nas 12 cidades do Brasil que serão sede de jogos do Mundial de 14, é melhorar a imagem do País.

“Serão 600 mil visitantes estrangeiros e três milhões de brasileiros circulando na Copa”, argumentou o ministro. “Não queremos que essas pessoas sejam apenas respeitadas e toleradas, mas acolhidas com carinho, com sorriso, porque isso será muito importante para elas. Talvez seja a lembrança mais grata que o visitante guardará dos eventos”.

No evento, Aldo Rebelo também voltou a defender mudanças no calendário de competições do futebol brasileiro – tema que tem causado atritos entre ele e o presidente da CBF, José Maria Marin – e criticou a falta de profissionalização de clubes e federações do País.

“Nós somos um País que participou de todas as Copas do Mundo, que ganhou cinco vezes a Copa, que tem os jogadores mais consagrados da história, mas temos apenas 2% do PIB do futebol mundial, enquanto os ingleses tem mais de 30% e os alemães, 23%”, disse o ministro. “Nossos clubes perderam a exposição internacional e nós precisamos aproveitar a Copa do Mundo para mudar esse panorama”.

Aldo Rebelo, no entanto, negou que o ministério queira intervir na administração da CBF, como acusa Marin, mas avisou que o futebol é um tema de “interesse nacional”. “A CBF é uma entidade privada e o governo não tem a intenção de intervir, mas o futebol também precisa ser tratado como tema de interesse público”, explicou. (Promoview)

 

ABAP TEM NOVO PRESIDENTE

A Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) escolheu o CEO do Grupo Publicis Brasil, Orlando Marques, como seu novo presidente. A seleção ocorreu na última terça-feira (30), mas Marques toma posse somente em 16 de maio, durante cerimônia em São Paulo.

Na diretoria nacional, Marques terá o apoio de Armando Strozenberg (Havas Worldwide Brasil) como vp de Relações Institucionais, João Roberto Vieira da Costa (Nova S/B) como vp de Relações Governamentais, Antônio Lino Pinto (Talent) como vp de Gestão de Agências e Relações com o Mercado e Severino Cavalcanti Queiroz filho (Ampla) como vp de Assuntos Regionais.

 

As regionais também ganharam novas lideranças. Em São Paulo, o novo presidente é Marcos Quintella (Y & R), enquanto no Rio de Janeiro, é Gláucio Binder (Binder). Luiz Fernando Manhães da Silva (Prisma) está à frente da regional do Espírito Santo e a de Minas Gerais tem como presidente Alexandre Mendes Ribeiro Moreira (Dezoito)

 

No Nordeste, Hermann Gomes Fernandes (Chama) preside a regional de Alagoas, Renato Tourinho (Bahia Útil), da Bahia, Eduardo Odecio C. de Almeida (Síntese), do Ceará, Vanda Maria da Silva Torres (VCR), do Maranhão, Alfrizio Martins de Melo (Italo Bianchi), de Pernambuco, e Expedito de Carvalho Júnior (Antares), da Paraíba.

 

Na região Sul, os presidentes são Ciro Cesar Zadra (CCZ) no Paraná, Miguel de Luca (Escala) no Rio Grande do Sul e Daniel Carlos Andrade Araújo (D/Araújo) em Santa Catarina.

 

Edson Gil Costa (Oana) fica à frente da regional do Amazonas, enquanto Zander Campos da Silva Júnior (Cannes) lidera o órgão de Goiás e Celio Pessoa Sales Filho (DC3), o do Pará. (Propmark)

 

CRIME TEM NOVO PERFIL

 Estatísticas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF, uma espécie de órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda) apontam que, a cada ano, mais de 15 bilhões de dólares das transações financeiras no país constituem-se de dinheiro sem origem, possivelmente do crime organizado e da corrupção.

A engrenagem da lavagem de dinheiro demonstra com isso, que tem feições mafiosas e se define como uma prática criminosa moderna, o que demanda ao Estado expertise para o seu extermínio.

Como forma de coibir cada vez mais essa ação, a Lei 9.613/98 ganhou um novo perfil em 10 de julho de 2012, modificada pela Lei 12.683, objetivando atender aos compromissos internacionais firmados com o Grupo de Ação Financeira Internacional – GAFI. A partir dessa novel legislação, pode-se afirmar que um sistema legal mais eficiente ao combate desse crime está em vigor.

É fato que o tráfico de drogas, de armas e de pessoas, bem como a corrupção, mobilizam a lavagem de dinheiro para dar procedência (legalidade) às enormes somas em dinheiro que essas atividades ilegais rendem às organizações criminosas que as empreendem.

No particular tráfico de drogas, anote-se que o Brasil está em 1º. lugar no ranking internacional de consumo de crack e em 2º lugar no consumo de cocaína, o que faz das facções criminosas ligadas ao narcotráfico, as maiores utilitárias da lavagem de dinheiro para dar legalidade aos resultados econômicos que angariam.

De acordo com a advogada Elaine Rodrigues, diretora do Gabinete Jurídico, empresa que atua dentro das áreas fiscal e tributária, na nova sistemática legal o crime é reprimido bastando que se verifique vantagem econômica obtida de forma ilícita, dispensando para a caracterização respectiva, descrições de condutas ilícitas.

“Juristas da área criminal comentam que essa é a proposta mais avançada da Lei 12.683. O crime tipifica-se como delito autônomo (desvinculado de crimes antecedentes). Nesse contexto, o crime de lavagem de dinheiro passa a abranger, inclusive, contravenções penais, como o jogo do bicho e máquinas caça níqueis”, explica a especialista.

A lei inclui pessoas físicas, por exemplo, prestadores de serviços de assessoria, consultores empresariais, contadores e auditores e assim também, as operações de compra e venda de imóveis ou de estabelecimentos industriais e comerciais e até mesmo de participações societárias, na lista de atividades sensíveis à prática do crime de lavagem de dinheiro.

“Gestão de fundos e de ativos financeiros; gestão de sociedades, fundações e financeiras; alienações ou aquisições de direitos sobre contratos relacionados a atividades esportivas ou artísticas; empresas de transportes e guarda de valores, são atividades arroladas como passíveis de lavagem de dinheiro”, aponta Elaine.

Portanto, as pessoas físicas e jurídicas sujeitas ao mecanismo de controle da lei, devem estar atentas para as operações de seus clientes, a fim de não incidirem no tipo penal.

De acordo com a advogada, o Judiciário na nova sistemática legislativa ganha mais poder. “O juiz poderá determinar o bloqueio ou alienação antecipada de bens do acusado, impedindo a transferência respectiva e transformação em capital financeiro legítimo”, destaca.

A lei também confere ao juiz poderes para realizar acordos com o acusado a fim de prestar-lhe esclarecimentos sobre a identificação de partícipes da lavagem de dinheiro, ou da localização dos bens objeto do crime (delação premiada).

Como se percebe, o combate a lavagem de dinheiro no novo texto legal visa o estrangulamento financeiro das organizações criminosas, com o objetivo de propiciar sua extinção uma vez que a mera prisão dos agentes não é suficiente ao combate dessa modalidade criminosa.

“Não raro os agentes criminosos das organizações que se envolvem com a lavagem de dinheiro são rapidamente substituídos para que o crime perpetre”, ressalta a especialista.

Da leitura atenta da lei em foco, que abaixo se tem por um click no link indicado, conclui-se por derradeiro, que o tipo penal da lavagem de dinheiro foi transformado, encontrando-se definido também na forma de dolo eventual, verificando-se quando se assume o risco de receber o dinheiro diante da desconfiança de que tenha origem ilícita. 

“ Daí porque reforça-se, mais uma vez, a atenção de consultores e agentes de assessoria em geral, para melhor monitorarem seus clientes, haja vista a ampliação do tipo penal engendrado na Lei 12.683/12, que pode enquadrá-los no tipo penal de lavagem de dinheiro por dolo eventual”,  conclui.

A empresa Gabinete Jurídico – Consultoria Empresarial e Treinamento é especializada em consultoria empresarial para micro e pequenos empreendedores dos mais variados segmentos da economia e assessoria educacional.

 Além de todo atendimento a clientes dentro das áreas fiscal e tributária, trabalhista e meio ambiente, e mais recentemente, na área educacional, a empresa Gabinete Jurídico disponibiliza em seu portal na internet, boletins informativos e um grupo de discussão que acontece a cada duas semanas. A empresa também realiza a edição e distribuição de publicações, de periódicos, congressos e eventos culturais, comércio de livros e material técnico de treinamento e de qualificação profissional.

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

O “PIN MONEY” DAS MULHERES DAS CLASSES POPULARES s


A socióloga americana Viviana Zelizer1 (2011) estudou os diferentes significados do dinheiro que circula no âmbito doméstico, concluindo que ele pode ter um valor simbólico diferente daquele que circula na esfera do mercado. A partir de relatórios de julgamentos das cortes norte-americanas, reportagens de jornais e revistas do século XIX e do início do século XX, a autora reconstituiu o papel desempenhado pela mulher na economia do lar e as formas de se obter algum dinheiro do marido para satisfazer seus próprios desejos, ainda que esses fossem nada ambiciosos.

Tanto na classe-média como na classe trabalhadora, a dona de casa americana dependia do dinheiro ganho pelo marido para as despesas da casa. As mulheres da classe trabalhadora recebiam uma espécie de mesada denominada “pin money”, termo utilizado no século XVII na Inglaterra para designar o dinheiro que deveria ser dado à esposa nos contratos de casamento das classes altas, destinado ao seu uso pessoal. O termo foi perdendo as suas origens elitistas e nos Estados Unidos passou a significar o complemento da renda familiar ganho pelas mulheres, ou ainda o dinheiro gasto com “besteiras”.

Zelizer descreveu, em seu estudo, casos nos quais as mulheres eram levadas aos tribunais por se apropriarem dos trocados encontrados nos bolsos do marido, ou por juntarem uma determinada soma referente à economia que faziam sobre o dinheiro das despesas da casa. Na maioria das vezes, a esposa era condenada a devolver o dinheiro ao marido, porque a justiça considerava que essas economias eram realizadas em cima do dinheiro ganho por ele, então lhe pertenciam por direito.

Vale citar aqui um caso peculiar levado à corte americana. Um homem foi denunciado pela esposa por ter colocado uma pequena ratoeira no bolso da calça em que ele guardava seus trocados, para que a esposa não o furtasse à noite, enquanto ele dormia.

A mulher, ferida pela armadilha do marido, reclamou, então, da agressão sofrida à justiça. Entretanto, o juiz considerou válida a estratégia utilizada pelo homem para proteger o seu dinheiro dos furtos da mulher e, além de absolvê-lo, permitiu que ele continuasse com a armadilha no bolso da calça todas as noites.

Ainda segundo Zelizer, a situação era mais dramática para as mulheres da classe trabalhadora e das mulheres que viviam no campo, pois o dinheiro ganho por elas executando tarefas como babá, lavadeira, costureira, ou vendendo produtos agrícolas, não tinha o mesmo peso que o dinheiro recebido pelo marido na estrutura familiar.

O dinheiro delas era coletivizado, destinando-se geralmente à compra de roupas para ela e para os filhos, para as atividades de lazer, ou para equipar a casa com novos eletrodomésticos e outras coisas de uso coletivo. No dinheiro dos maridos era retirada a parte para as despesas da casa e o restante permanecia individualizado para que ele fizesse o que bem entendesse. O dinheiro ganho pelo marido era considerado um dinheiro “real”, enquanto o dinheiro ganho pela mulher, era considerado “pin money”, ou seja, tinha um valor identitário menor que o dinheiro “real” ganho pelo homem.

Segundo Miller (2002)2, o dinheiro tem uma conexão com todo o trabalho prévio empreendido para a sua obtenção. As experiências do trabalho pelo qual se obteve o dinheiro, positivas e/ou negativas, tais como realização pessoal, desgaste físico, ou confrontos emocionais, foram abstraídas pelo dinheiro, agregando mais valor a este do que o valor real. Esse dinheiro é transformado em cédulas, moedas ou em cartão de crédito, ao mesmo tempo, que guarda tudo quanto foi alocado na sua produção, ou seja, o dinheiro se torna frágil em relação ao consumo.

Em algumas sociedades ocorreu uma separação simbólica radical entre a produção e o consumo, a primeira pertencendo ao gênero masculino e a segunda ao gênero feminino. O consumo é visto como uma atividade da “natureza” da mulher, ficando assim subentendido que as mulheres são agentes que despendem aquilo que os homens produzem, ou seja, enquanto o trabalho do homem é visto como dignificante, o consumo da mulher é visto como transgressor.

Em contraste, em relação à crescente individualização dos padrões de consumo, ao aumento da renda doméstica e da inserção, cada vez maior, da mulher no mercado de trabalho, estudos recentes demonstram que, ainda nos dias atuais, o uso do dinheiro das mulheres casadas continua a se dar por subterfúgios, ou como um gasto carregado de culpa. O papel do homem, valorizado pelo seu esforço em forma de salário, não encontra a sua contrapartida no trabalho da mulher na manutenção da casa, que, por não ser uma atividade remunerada, não recebe a mesma valorização, gerando uma assimetria de poder reforçada pela visão do consumo em relação ao dinheiro que é fruto do trabalho.

No Brasil, o aumento de crédito para a aquisição de eletrodomésticos, que facilita a vida das mulheres, e a situação atual de oferta de emprego, têm proporcionado às mulheres da nova classe C mais independência em relação às tarefas domésticas, fato que pode ser constatado pelo aumento significativo de comida delivery, ou ainda pela troca do tradicional tanquinho de lavar roupas por uma máquina de lavar automática. Segundo dados da PNAD3 2011, as mulheres são as principais provedoras em 36,6% dos lares no país e o aumento da contribuição da renda das mulheres na renda das famílias brasileiras passou de 30,1% para 41,5%.

A nova classe C, que nada mais é do que a uma nova classe trabalhadora com maior poder de consumo, a despeito dos dados estatísticos, o sentimento de que o homem deve ser o principal provedor é ainda bastante forte. O dinheiro ganho pela mulher em muitas situações ainda é considerado “pin money”, é “o dinheirinho para ela comprar as besteirinhas dela e das crianças”, conforme relata um dos meus interlocutores – na etnografia que realizei em um conjunto habitacional popular – sobre os ganhos de sua esposa, mesmo a renda dos dois sendo equivalentes.

Mais um dia internacional da mulher passou e já é possível concluir que os hábitos em relação ao mercado de trabalho e ao consumo estão mudando de forma positiva para as mulheres. Infelizmente ainda convivemos com valores tradicionais que atribuem aos ganhos de produção da mulher um valor simbólico menor em relação ao do homem e uma carga negativa ao consumo feminino tido, muitas vezes, como irracional, ou supérfluo. Fiquemos atentas a isso! (Eliana Vicente, Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Candido Mendes (UCAM), Mestre em Antropologia com foco em estudos do consumo pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Há 12anos trabalha com pesquisa de mercado nas áreas quantitativa e qualitativa, com foco nos últimos 5 anos em estudos qualitativos: coordenação de campo, pesquisa etnográfica, entrevista em profundidade, moderação de grupo focal e análise. Desenvolve estudo sobre a chamada “nova classe média”, tema aprofundado em suas últimas pesquisas quando realizou trabalho de campo (etnografia eobservação participante) em uma COHAB na Zona Oeste do Rio de Janeiro no Consumoteca)

Referências: 1 – ZELIZER, Viviana A. Economic Lives: how culture shapes the economy. New Jersey: Princeton University Press, 2011. 2 – MILLER, Daniel. Teoria das compras: o que orienta as escolhas dos consumidores. São Paulo: Nobel, 2002. 3 – Pesquisa Nacional por amostragem de domicílios.

A PUBLICIDADE E A QUESTÃO CULTURAL


 


Um dos palestrantes mais aplaudidos no Fiap 2013 (Festival Ibero-americano de Publicidade), realizado  em Miami, Laurence Boschetto, CEO e presidente da Draftfcb, apresentou o tema “Um novo modelo de indústria para uma Nova América”.


 


 Destacando o crescimento dos latinos, afro-americanos e asiáticos nos Estados Unidos, ele ressaltou que a indústria da comunicação deve abrir os olhos para as novas possibilidades que estão surgindo no mercado.


 

Ele falou, sobretudo, de inclusão e de como conectar as diferentes culturas. “Não podemos mais estereotipar, categorizar”, disse ele. O executivo afirmou que a voz é o instrumento mais poderoso nesta indústria e fez um paralelo com programas de grande audiência nos EUA, como o The Voice, que tem no seu júri representantes da música latina, black e country. “Essa é a nova realidade. Isso é multicultural. Isso é mainstream”, reforçou.

Para dar uma ideia do rápido crescimento dos latinos nos EUA, ele mostrou estatísticas que indicavam que, em 2011, 52 milhões de pessoas de origem hispânica viviam no país, já representando a maior minoria étnica e movimentando US$ 1,5 trilhão na economia. Já para 2050, a previsão é que a população hispânica nos EUA atinja 132 milhões de pessoas.  “Se as empresas não mudarem a visão, vão perder mercado”, enfatizou Boschetto.

O executivo também ressaltou a importância de associações representativas dos latinos, como a Ahaa – voltada para esse mercado e parceira do Fiap este ano –, se mobilizarem e fazer com que os anunciantes entendam que o mercado hispânico é o maior em crescimento no país. 

E reforçou que as agências de publicidade precisam representar esse multiculturalismo por meio das campanhas, integrando todas as diferentes comunidades. “As pessoas querem respeito e inclusão”, destacou ele, acrescentando que hoje 51% dos bebês que nascem nos EUA não são brancos.

Ao final da apresentação, Boschetto contou que o lugar que mais gosta de viajar é para a América Latina, “porque eles (os latinos) são apaixonantes, mente aberta, muito próximos dos italianos”. Boschetto, como o próprio nome indica, é de origem italiana e se diz um entusiasta pelos latinos. (Propmark)

QUALIDADE DE VIDA, TEMA DA JORNADA DA INDÚSTRIA
Como adotar um nível superior de comprometimento com o trabalho, por que as empresas devem se preocupar em melhorar continuamente o ambiente laboral, a saúde e a qualidade de vida como valor para o indivíduo. Esses são alguns dos assuntos que serão tratados no primeiro dia do evento Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, que será realizado de 20 a 24 de maio, no Centro de Eventos Sistema FIESC, em Florianópolis.

O tema qualidade de vida será discutido por meio de palestras com Nuno Cobra Rogério, autor do livro "A semente da vitória" e instrutor de Ayrton Senna, e com Ruy Shiozawa, CEO do o Great Place to Work Brasil, que irá falar sobre ambientes saudáveis. Os médicos Mário Bonciani, Paulo Reis e Eduardo Ferreira Arantes discutirão sobre segurança e saúde no trabalho e retorno financeiro de programas que promovem a qualidade de vida. Rogério Cher, da empresa Empreender Vida e Carreira, falará sobre o significado do trabalho. 

Esta é a segunda edição da Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense. Além de palestras, painéis e mesas redondas, o evento também contará com a Feira da Indústria para reunir grandes marcas do setor industrial e promover novos negócios entre os participantes. Na última edição, a Feira da Indústria somou cinco mil visitantes e reuniu grandes expositores de produtos, serviços e novidades do setor industrial.

Os outros dias da Jornada serão para discutir os assuntos educação, tecnologia e inovação, e ambiente para negócios. Para encerrar o evento, na sexta-feira, 24, ocorre a entrega da Ordem do Mérito Industrial, a mais importante condecoração da indústria, e o Mérito Sindical. 

Interessados em participar podem se inscrever pelo portal do Sistema FIESC (
www.fiescnet.com.br/jornada) e preencher o formulário. A rodada de palestras não tem custo e pode ser feita separadamente para cada dia, de acordo com o interesse de cada participante. Mais informações pelo telefone 0800 48 1212. (Fonte: Fiesc)

 

COMPARAÇÕES COM O BRASIL


 


Acabo de acabar minha primeira experiência como jurado de um prêmio internacional, o Fiap. Todas as categorias já estão julgadas e com os principais prêmios decididos.

 

Já que o trabalho está feito, vou me dedicar a contrariar uma velha máxima de todo brasileiro quando sai do Brasil (incluindo a mim) e vou falar bem do nosso velho e bom país.

 

Razões para isso não me faltaram nessa viagem. A começar pelas duas horas e meia de fila na imigração para entrar na América. Sim, duas horas e meia de pé, no calor e sem nenhum preparo especial. Fila que até os americanos estavam enfrentando.

A razão para isso, informada por um cartaz no aeroporto: a diminuição dos policiais de fronteira por conta dos cortes de custo do Governo Federal.

 

Agora me diz, você imagina o que a gente estaria falando do Brasil se isso tivesse acontecido em Guarulhos? Então, lá vai o elogio número um: nunca, nunca demorei mais que uma hora na fila para entrar no Brasil.

 

Agora pula e vamos para o Festival. E aí vem o elogio número dois: tenho visto a enorme maioria dos brasileiros convidados a julgar prêmios internacionais focados no mérito das peças, independentemente de que país ou de que agência sejam.

Ou seja: as peças brasileiras vencedoras ganham porque são boas e não porque são brasileiras. E acho isso um sinal da maturidade da nossa cultura publicitária. Maturidade que ainda deve demorar um pouco pra dar as caras nos países “emergentes” da publicidade mundial. O Fiap, pelo que vi dos resultados e conversei com os outros jurados brasileiros, é uma prova disso.

Pra ser justo, em Inovação, todos os jurados que estiveram comigo (dois argentinos, um mexicano, um colombiano e um chileno) eram de altíssimo nível e focados também no mérito das peças. Pode ter sido sorte de principiante ou o fato de estarmos em um júri pequeno (éramos sete) e sobre um assunto cujo critério é mais ou menos objetivo. De qualquer maneira, as discussões foram a melhor parte da experiência.

 

Elogio número três: pelo menos em Inovação, foi impressionante a diferença de nível entre as peças brasileiras e o resto do mundo, com exceção do case de Axe Young and Matures, da Argentina. De cinco ouros, três são brasileiros, e nas pratas, são cinco as brasileiras de um total de nove. Ou seja, se a gente ainda não está batendo Inglaterra e Estados Unidos, na Iberoamérica não tem pra ninguém.

 

Fora o júri, as palestras e conferências do Festival (em conjunto com a AHAA - Associação Hispana das Agências de Publicidade), ainda que bem interessantes, tem girado em torno do mercado hispano. E me lembrou muito das discussões que a gente teve sobre a Nova Classe Média. E aí, elogio número quatro, acho que a gente já atravessou algumas pontes que os caras ainda estão construindo.

 

Na minha opinião, o Brasil da Classe Média já está mais aceito e “entendido” do que a America Hispana. Sei que o assunto por aqui é um tanto mais complexo, mas afinal de contas, esse texto é sobre elogiar o Brasil. Então bingo!

 

Dito isso, parto para o meu quinto e final elogio, ainda que a raiz dele não seja lá muito elogiosa. O custo de vida em São Paulo anda tão absurdo que aqui em Miami eu, como 100% dos meus compatriotas, aproveito os intervalos para me jogar na compra de cacarecos sem fim que fazem me sentir um poderoso consumidor na América, terra do consumo, dos sonhos e da prosperidade. Alguém aí quer um par de tênis? (Mirilo Lico, Vice-presidente de planejamento da Fischer & Friends e jurado brasileiro no FISP, no Propmark)

 

POWERADE NA COPA DAS CONFEDERAÇÕES

Powerade ION4, bebida esportiva da Coca-Cola Brasil, lança essa semana sua campanha, 'Todo jogo tem power', para a Copa das Confederações da FIFA 2013. A ação do isotônico, escolhido pela FIFA para hidratar os jogadores durante a competição, começa com a chegada ao mercado de embalagem comemorativa no sabor Mountain Blast (mix de frutas) e promoção de ponto de venda que dará ao consumidor squeezes iguais aos que serão utilizados pelos jogadores durante o campeonato. 

"A campanha mostra que 'Sempre é preciso ser Power', seja no treino ou na final da Copa das Confederações da FIFA 2013. Não importa o jogo, Powerade está lá ajudando o atleta a se superar, a mostrar seu poder", explica Aliucha Ramos, diretora de Hidratação da Coca-Cola Brasil.

O novo filme publicitário (http://www.youtube.com/watch?v=hQf8_1Ki_A8) tem 15 segundos e será exibido em emissoras de TV aberta - Globo, Bandeirantes e Record, nas praças de São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte , Ribeirão Preto e São Carlos, no interior de São Paulo. O plano de mídia engloba também os canais de esporte por assinatura SporTV, ESPN e FoxSports.  A marca patrocinará também programas de televisão, adquirindo cotas do Troca de Passe, do Sportv, e do Sportscenter, da ESPN.  A agência DAVID Brasil foi responsável pela adaptação da campanha ao mercado nacional. 

Para participar da promoção e levar para casa um squeeze exclusivo, o consumidor deverá comprar três unidades de Powerade, bebida voltada para praticantes de atividades físicas de longa duração que proporciona melhor desempenho esportivo. Participam da primeira fase da promoção, que tem abrangência nacional, lojas do Carrefour, Walmart e Extra. A expectativa é distribuir 150 mil brindes.

ANÁLISE DO  MERCADO HISPÂNICO

Os debates em torno das oportunidades que o mercado hispânico oferece nos Estados Unidos continuaram nesta terça-feira (30) no Fiap 2013 (Festival Ibero-americano de Publicidade), que está sendo realizado em Miami.

A Scarborough Research apresentou uma pesquisa que mostra as vantagens de os anunciantes organizarem suas estratégias para atingir os consumidores hispânicos de acordo com a geração que pertencem.

 

Todo estudo foi baseado no comportamento da geração Millennials (nascidos entre 1980 e 2000), também conhecida como geração Y; Geração X (nascidos entre 1960 e 1979) e os Boomers (nascidos entre 1940 e 1960).

 

De acordo com Scott Willoth, vice-presidente de métodos e análises da Scarborough Research, não surpreendentemente os jovens da geração Y mostram grande orientação para a cultura americana, influenciando os hispanos mais velhos. “Nós estamos vivendo uma enorme mudança demográfica. Grandes companhias enxergam os hispanos como um mercado em rápido crescimento e de grandes oportunidades”.

 

O pesquisador acrescentou que os hispanos de todas as gerações vivem numa cultura bilateral, misturando costumes de seus países com hábitos dos americanos. A conclusão é que o entendimento das diferentes gerações podem ajudar os anunciantes a definir melhor suas estratégias voltadas para o mercado hispânico. “As empresas devem explorar diferentes estratégias”. (Propmark)

dias movimentados em santra catarina


Santa Catarina viverá, nestes dias intensa movimentação nas áreas promocionais e de eventos. Veja:


 


. FEIRA INTERNACIONAL DE E-COMMERCE



Acontece a poartir de hoje, até amanhã,  no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis, o “OlhóSEO Show & Conference“, feira que aborda a temática e-commerce, entre outras formas de negócios na internet.


O título do evento composto com a expressão “Olhó” faz alusão ao termo regional dos “manezinhos de Floripa” que usam a interjeição “olholhó” para designar surpresa.

Reconhecido pela sua organização e por reunir a elite do marketing digital nacional e internacional, o “OlhóSEO” introduz agora uma feira de conversão de negócios digitais, oque, aliado ao amplo e qualificado conteúdo e networking segmentado oferecidos, tornam o evento imprescindível para a atualização dos melhores profissionais do mercado de tecnologia.

 

Entre os palestrantes de marketing digital estão Fábio Ricotta (Cofundador da “MestreSEO”), Ariel Lambrecht (Ex Googler), Bernard de Luna (Coordenador de Produto na Estante Virtual), Diego Eis (Programador da LocaWeb), Almir Filho e Caio Gondin (Desenvolvedores do globo.com).

 

Realizado pelas empresas de tecnologia Jimmy Technology Solutions, Pixel Art e Octa Social Presso “OlhóSEO Show & Conference 2013″ está dimensionado para um público seleto de 2.500 participantes, constituído de empresários de todos os segmentos integrados ao mercado digital ou que querem a presença dos seus negócios neste universo.

 

O meeting é destinado a Bancos, supermercados, construção civil, gastronomia, hotelaria e serviços, além dos profissionais que constroem o mundo digital, tais como,webdesigners, desenvolvedores, profissionais de marketing e de tecnologia da informação, investidores anjo, estudantes, startups, universidades, consultores e inovadores.

As inscrições no site do evento.

 


. PARK EUROPEU nO LACRE SOLIDÁRIO



A ação Lacre Solidário, realizada pela Fundação Fritz Müller, arrecada lacres de latinhas para serem revertidos em cadeiras de rodas, cada 65 quilos  podem ser trocados por uma cadeira.

 

Para colaborar com a ação, o Shopping Park Europeu, pelo segundo ano consecutivo, apoia a causa. Com garrafas PET espalhadas pela praça de alimentação, os clientes podem depositar seus lacres.

Na última campanha, realizada apenas durante quatro meses, foram coletadas mais de 900 garrafas PET, de dois litros, cheias de lacres. O que resultou em nove cadeiras de rodas que foram doadas para instituições e pessoas com necessidades especiais.

Com a arrecadação de 2013, pretende-se beneficiar, no mínimo, o dobro de pessoas e entidades. O trabalho conta com a parceria do Shopping Park Europeu, Rotary Garciae Rede Top.

 

. BLUMENAU RECEBE EXPOSIÇÃO DO ARTISTA GALLASCH


 

Teve início no dia 30/04, no Shopping Neumarkt Blumenau a exposição “Externo”, do artista plástico Julian Gallasch, que já teve seu trabalho reconhecido por revistas como Época, Rolling Stones, Computer Arts e inúmeras publicações na web.

A mostra, que tem entrada gratuita e poderá ser conferida até o dia 30/05, na Praça Central, conta com 16 obras, que propõem a discussão do exagero, por intermédio de imagens superssaturadas da beleza vista e não apreciada.

 Em uma série de pinturas mais teatrais, usando uma técnica mais fluida e com composições e sobreposições mais elaboradas em relação aos trabalhos anteriores, Julian expõe suas obras produzidas em tinta acrílica sobre tela. Todas as obras do artista podem ser encontradas na Galeria Ester Renaux, de Blumenau.

 

. FLORIANÓPOLIS É PALCO DA FEIRA CATARINENSE DO LIVRO



A Câmara Catarinense do Livro realiza até dia 11, a sexta Feira Catarinense do Livro, no Largo da Alfândega, em Florianópolis.

Com o tema “Saúde nas Entrelinhas”, o evento aborda a efetiva relação entre literatura e saúde, propondo uma reflexão sobre os benefícios da leitura e da contação de histórias na recuperação de pacientes e no bem-estar da sociedade.

Na mesma linha, o evento realizará uma coleta de livros, a serem selecionados e distribuídos em instituições de Saúde.

Além das sessões de autógrafos, a Feira do Livro, aberta diariamente das 09 às 20h com entrada gratuita, terá inúmeras performances culturais, incluindo contação de histórias com Rodrigo Calistro, intervenções poéticas e teatro em trâmite com atores do Sesc, palestras, talk-show e apresentações de dança.

 

“Queremos aproximar a população das obras literárias. Durante os dez dias de Feira os visitantes terão a oportunidade de apreciar obras de diversas áreas do conhecimento, dirigidas a todas as idades. Poderão inclusive encontrar livros que não estão mais disponíveis em livrarias e com ótimos preços”, destaca a presidente da Câmara Catarinense do Livro, Irene Rios.

 

. HOTÉIS E RESTAURANTES PARTICIPAM DA MASSA SOLIDÁRIA


 

A sexta edição da Massa Solidária, que acontecerá domingo em Florianópolis, visa arrecadar fundos para 200 jovens atendidos pela Acam – Associação dos Amigos da Casa da Criança e do Adolescente do Morro do Mocotó, entidade da Rede IVG, por meio de um almoço com variados tipos de massa.

 

As camisetas do evento são vendidas à R$ 60,00 na loja da Blueticket (piso L3 do Beiramar), e também pelo site.

O almoço será realizado no Centro de Eventos da ACM, na SC 401, a partir das 11h e terá a participação da cozinha dos restaurantes filiados à Abrasel e hotéis filiados a Abih. Para participar da edição 2013, basta comprar a camiseta.

 

. PRÊMIO MANCHESTER DE PROPAGANDA CHEGA A JOINVILLE


 

O 2º Prêmio Manchester Catarinense de Propaganda, chega em Joinville para fazer o reconhecimento a quem não tem medo de boas ideias. “É por isso, que boas ideias e resultado andam juntos”, afirma Darthanhan de Oliveira, presidente do Núcleo de Agências de Propaganda e Marketing da Acij.

A segunda edição do Prêmio Manchester Catarinense de Propaganda terá como ponto de partida de avaliação, a criatividade, a originalidade, a pertinência e a execução de cada peça. É o reconhecimento de profissionais, de agências e de clientes que acreditam que é possível fazer diferente e melhor.

Por isso, o objetivo é fortalecer o mercado publicitário Norte catarinense, premiando os trabalhos e profissionais mais criativos das agências da região que sejam, necessariamente, filiadas ao Cenp  Conselho Executivo de Normas Padrão, ou que já estejam em processo de filiação ao órgão.

Um estímulo às conquistas, às grandes ideias, às boas práticas e às estratégias marcantes, bem como aos profissionais que as criam.

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