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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

COMUNICAR PARA CONHECER

 
 A FAPESP e a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação (Intercom) promoverão o seminário Caminhos Cruzados: Comunicar para Conhecer. O evento faz parte das comemorações dos aniversários de 50 anos da FAPESP e de 35 anos da Intercom, que ocorrem neste ano.

O seminário, gratuito, ocorrerá no dia 12, das 9h30 às 16h30, na sede da Intercom, na Rua Joaquim Antunes, 711, São Paulo-SP. As vagas são limitadas.

A sessão da manhã, moderada por Mariluce Moura (diretora executiva da revista Pesquisa FAPESP), terá as palestras “Estudos sobre Telenovela”, por Maria Immacolata Vassallo de Lopes (Professora Titular da Escola de Comunicações e Artes da USP e Coordenadora do Centro de Estudos de Telenovela da ECA-USP), e “Estudos sobre TV”, por Esther Império Hamburger (Diretora do Cinusp e Coordenadora do Laboratório de Investigação e Crítica Audiovisual – Laica/ECA).

A sessão da tarde, moderada por Maria da Graça Mascarenhas (Gerente de Comunicação da FAPESP), terá as palestras “Estudo sobre novas mídias”, por Lúcia Santaella (Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP), e “Estudos sobre Comunicação Científica”, por Carlos Vogt (Coordenador do Labjor e da Universidade Virtual do Estado de São Paulo – Univesp). Detalhes: cursos@intercom.org.br e (11) 3838-4394. 
 

EVENTO GASTRONÔMICO NOS MORROS PACIFICADOS

DELÍCIAS NÃO VÃO FALTAR, E OS NOMES AGUÇAM A FOME. ACARAJÉ “LOVE-PEQUENA PORÇÃO DE AMOR”, ENSOPADÃO “REGIS DA PIMPOLHOS”, CAMARÃO “A LA JURA”, GALINHA “PREGUIÇOSA COM COUVE CHULÉ”, COCADA “SANTIFICADA”, PICADINHO “PIRATA” SÃO ALGUNS DOS PRATOS QUE VÃO ESQUENTAR AS CHAPAS DOS MORROS PACIFICADOS DA PROVIDÊNCIA E DO PINTO NO MÊS DE NOVEMBRO, NO RIO DE JANEIRO.

NA SUA VERSÃO DO CLÁSSICO COMIDA DI BUTECO, AS FAVELAS CONVIDAM OS CARIOCAS A LARGAR O PRECONCEITO NO ASFALTO PARA ESCALAR O SABOR DO“1º FESTIVAL GASTRONÔMICO E CULTURAL SABORES DO PORTO”.

 SÃO 19 PARTICIPANTES NA DISPUTA PELO TÍTULO DE QUITUTE MAIS SABOROSO, ESCOLHIDO POR JÚRI DE ESPECIALISTAS CAMUFLADOS NA MULTIDÃO DE VISITANTES. OS NOMES DOS PRATOS FORAM INVENTADOS PELOS PRÓPRIOS COMERCIANTES E TÊM A VER COM OS CHEFS RESPONSÁVEIS PELAS DELÍCIAS.

 Segundo Carla Teixeira, coordenadora de empreendedorismo em comunidades pacificadas do Sebrae, o evento deve se repetir no Morro dos Macacos, Andaraí, e na Rocinha: “A intenção é promover maior integração econômica com o restante da cidade, dar profissionalismo aos empreendedores”.

Vai ter sinalização na favela, e mapas serão distribuídos pela cidade. Van gratuita partirá do espaço Meu Porto Maravilha (esquina das avenidas Barão de Tefé e Venezuela) levando os convidados até a Rua América.(FontesCristine Gerk/O Dia\Promoview).

FÓRUM PARA PROFISSIONAIS DE MARKETING

A Associação Brasileira de Anunciantes promove hoje,  no Centro de Convenções do BarraShopping, o VI Fórum de Comunicação Integrada de Marketing.

 Com o objetivo de analisar a crescente necessidade e os muitos desafios de se estabelecer um processo de comunicação integrada de marketing, oevento vai abordar a gestão desse processo pelo cliente e os aspectos envolvidos no planejamento, criação, produção e execução.

 O encontro é destinado a gestores de marketing, comunicação e propaganda, e a profissionais que desejam conhecer as necessidades e os desafios da área.

O evento será aberto com a palestra “Integração ou Morte!”, por Rafael Sampaio, vice-presidente executivo da ABA, e terá moderação de Luiz Fernando Novaes, diretor geral da Novaes Soluções de Mídia, além de outras atrações. Detalhes: http://www.aba.com.br/site/Home.aspx (Promoview)

 PARA ENFRENTAR O CÂNCER DE MAMA


(Textro de Washington Castilhos, distribuído pela Agência FAPESP) – O câncer de mama é um dos tumores mais heterogêneos em relação às suas características fisiológica, celular e molecular. O tumor é constituído pelo componente epitelial maligno e pelo estroma, que compreende a matriz extracelular e células mesenquimais adjacentes, incluindo principalmente os fibroblastos, que compõem de 20% a 80% da massa tumoral.

Evidências na literatura científica mostram que células estromais associadas ao tumor podem influenciar o comportamento do câncer, daí a estratégia do grupo de pesquisadores de colocar o estroma como alvo.

A pesquisa sobre a anatomia molecular do estroma – associada ao câncer de mama e seus aspectos funcionais e resposta à droga – é o objetivo de um Projeto Temático financiado pela FAPESP.

De acordo com a professora Mitzi Brentani, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que coordena a pesquisa, a importância de colocar o estroma como alvo se deve ao fato de esse ser um elemento importante não somente no processo de invasão tumoral, como também para a metástase (formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra).

O Temático, iniciado há três anos, envolve pesquisadores do Departamento de Radiologia da FMUSP, do Hospital A.C. Camargo, do Hospital do Câncer de Barretos, do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer e do Hospital Pérola Byington e poderá vir a ter impacto clínico no tratamento do câncer de mama pela identificação da contribuição dos genes estromais com sensibilidade a drogas.

Os pesquisadores verificaram inicialmente que os fibroblastos apresentam perfil gênico diferente dos fibroblastos encontrados em mama normal, obtidos de pacientes que realizaram a mamoplastia por motivos estéticos. Também confirmaram que uma das suas características é a expressão da proteína S100A4 relacionada à metástase.

Em função disso, o grupo estudou primeiramente a diferença da expressão gênica por sequenciamento entre fibroblastos – obtidos de diferentes subtipos dos tumores de mama.

Os pesquisadores tentam responder a uma pergunta fundamental: quais são as mudanças que ocorrem paralelamente nesses fibroblastos com a perda da sensibilidade hormonal nas células epiteliais tumorais correspondentes. A pesquisa continua com a determinação dos microRNAs desses fibroblastos.

“Existem vários trabalhos publicados sobre a ação antiproliferativa e anti-inflamatória da vitamina D na célula epitelial do câncer de mama. Por isso, nos interessamos pelo tratamento de fibroblastos com vitamina D, já que observamos que esses são peças-chave no desenvolvimento do tumor”, disse Mitzi Brentani à Agência FAPESP. “Verificamos que nos fibroblastos a vitamina D tem uma ação anti-inflamatória.”

O grupo também averiguou a ação da rapamicina como inibidor da via pAKT/TOR, via de proliferação muito comum nesse tipo de tumor.

“Devido à heterogeneidade do tumor, composto por células epiteliais transformadas e estroma, um dos nossos objetivos foi verificar se agentes quimioterápicos, cuja finalidade é diminuir o número de células epiteliais, também poderiam agir sobre o estroma”, disse Mitzi Brentani.

Terapia neoadjuvante

Em um projeto anterior, também financiado pela FAPESP, o grupo de pesquisadores identificou padrões de expressão gênica em células epiteliais tumorais que permitiram classificar tumores de acordo com a resposta à quimioterapia.

A partir daí, com o objetivo de testar a hipótese de que quimioterápicos podem agir sobre o estroma, os pesquisadores realizaram uma terapia neoadjuvante – feita antes da cirurgia com a função de reduzir a dimensão tumoral e permitir a ressecção dos tumores –, utilizando quimioterápicos.

Os quimioterápicos empregados foram doxorubicina, ciclofosfamida e paclitaxel, que são agentes inibidores tumorais comprovados. O objetivo foi buscar correlacionar a resposta ao tratamento com as análises do perfil gênico dos fibroblastos.

Mitzi Brentani aponta que esse subprojeto, que inclui aproximadamente 70 pacientes advindos do Hospital de Câncer de Barretos, poderá levar à identificação de novos alvos teraupêuticos e contribuir para o estabelecimento de uma quimioterapia personalizada baseada em fatores preditivos de resposta.

A pesquisadora apresentou o trabalho no 6º Simpósio de Oncobiologia, realizado pelo Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro no fim de setembro. 
 

LIVRO SOBRE ENGENHARIA AMBIENTAL

(Texto de Elton Alisson, distribuído pela  Agência FAPESP) Os cursos de graduação em engenharia ambiental são relativamente novos no Brasil – o mais antigo, criado pela Universidade Federal do Tocantins, completa 21 anos em 2012. Em função disso, há uma carência de publicações na área, principalmente em português, voltadas para estudantes universitários.

Um livro lançado por pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP) – que formou sua primeira turma do curso de graduação em engenharia ambiental em 2007 – pretende preencher parte dessa lacuna.

Intitulada Engenharia ambiental – conceitos, tecnologia e gestão, a publicação foi organizada por Maria do Carmo Calijuri e Davi Gasparini Fernandes, ambos da EESC.

Calijuri coordena atualmente um Projeto Temático apoiado pela FAPESP. Fernandes realizadoutorado direto, com Bolsa da FAPESP, no âmbito do projeto coordenado por Calijuri.

O livro é composto por 30 capítulos, escritos por 52 especialistas das áreas de Engenharia (ambiental, civil, mecânica, agronômica, de produção, química, de recursos hídricos, sanitária e florestal), Ciências Biológicas, Oceanografia, Ecologia, Administração, Matemática, Arquitetura e Urbanismo, Física, Geologia, Meteorologia, Geografia e Medicina.

Os capítulos são distribuídos em cinco eixos temáticos, correspondentes aos cinco anos de duração do curso de graduação em engenharia ambiental oferecido pela EESC da USP.

O primeiro eixo, chamado “Fundamentos”, apresenta os conceitos básicos de Engenharia, Biologia, Ecologia, Química e Física, entre outras áreas, que embasam a engenharia ambiental.

O segundo eixo, denominado “Ecossistemas aquáticos e terrestres”, descreve os ecossistemas onde o engenheiro ambiental irá atuar, como rios, mares, oceanos, florestas e aquíferos, entre outros.

O terceiro eixo, intitulado “Impactos ambientais”, trata dos problemas com os quais o engenheiro ambiental irá deparar. Já o quarto eixo, sobre “Ações mitigadoras de impactos ambientais”, destaca as ferramentas de que o profissional pode dispor para solucionar os impactos ambientais, como o tratamento de efluentes e recuperação de áreas degradadas.

Por fim, o quinto e último eixo, nomeado “Gestão ambiental”, aborda os aspectos legais sobre o meio ambiente, como o novo Código Florestal brasileiro.

“Os cinco eixos do livro seguem uma linha lógica de aprendizado do estudante de graduação em engenharia ambiental”, disse Fernandes à Agência FAPESP.

“O aluno pode começar a utilizar o livro logo a partir do primeiro ano do curso de graduação, e ao longo dos cinco anos de duração do curso adquire conhecimento para que, no final, tenha uma visão completa e integrada sobre o meio ambiente e seja capaz de identificar, prevenir e mitigar os impactos a que os sistemas ambientais são submetidos, que é o objetivo do livro”, disse.

De acordo com Fernandes, os autores de cada capítulo estabeleceram uma ampla conexão de seus assuntos com os demais tratados no livro, e cada capítulo se encerra com uma breve revisão dos conceitos nele tratados, que são ilustrados com exemplos.

Um dos capítulos do livro, por exemplo, aborda a gestão ambiental em empresas, que se configuraram em um novo campo de atuação dos engenheiros ambientais.

“Com esse capítulo, nós pretendemos mostrar como as empresas podem tornar seus processos produtivos menos impactantes e buscar o equilíbrio entre os aspectos sociais, econômicos e ambientais, que compõem a tríade da sustentabilidade ambiental”, explicou Fernandes.

O livro pode ser encontrado nas principais livrarias do país, ou pode ser comprado pelo site da editora Elsevier nas versões impressa e e-book (livro eletrônico). A publicação também será distribuída para outros países de língua portuguesa. Detalhes: www.elsevier.com.br/site/produtos/Detalhe-Produto.aspx?tid=90716&seg=3&isbn=9788535259544&origem=Destaque%20-%20Lancamento%20Universit%C3%A1rios&evp=&tit=ENGENHARIA%20AMBIENTAL.
 
O TRIUNFO DO FRACASSO

 A Editora da Unesp publica biografia e promove mesa-redonda sobre a trajetória intelectual de Rüdiger Bilden. Amigo de Gilberto Freyre, a quem influenciou de modo expressivo, o pensador alemão foi relegado ao ostracismo e seu nome caiu no esquecimento.


A biografia foi escrita por Maria Lucia Garcia Pallares-Burke, autora de Gilberto Freyre – um vitoriano nos trópicos, também publicado pela Editora da Unesp.

Participarão da mesa-redonda João Adolfo Hansen, José de Souza Martins e Thiago Lima Nicodemo. O mediador será Jézio Gutierre.

O evento ocorrerá dia 7, às 19h30, na Alameda Lorena, 1731, São Paulo. Haverá serviço de manobrista no local. Detalhes: atendimento@editora.unesp.br  

SANTOS DUMONT: CIENTISTA E INVENTOR

O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), Polo Ribeirão Preto (IEA-RP), receberá, no dia 12, às 14h30, Henrique Lins de Barros, que apresentará a palestra “Santos Dumont: Cientista e Inventor”.


Biofísico, pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Barros foi secretário-geral da Sociedade Brasileira de Física (1987-89) e diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (1992-2000).

Barros é autor de Santos Dumont: o homem voa! (Contraponto, 2000) e roteirizou o documentário longa-metragem Santos Dumont, o homem pode voar, de Nelson Hoineff.
Inscrições: www.iearp.blogspot.com.br/2012/11/santos-dumont-cientista-e-inventor.html 
 

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

O MUNDO DAS ARTES TEM ENCONTRO NO PIXEL SHOW

 
Durante os dias 10 e 11 os amantes de artes como ilustração, fotografiagrafite terão a chance de ficar frente a frente como os maiores nomes do cenário mundial.

Na edição deste ano do Pixel Show, maior evento de criatividade focado em arte e design do País, acontecerão palestras de vários artistas de vanguarda, originários de países como Austrália, Canadá, EUA, Holanda, Israel e Polônia e, claro, Brasil.

Ao todo, serão realizadas 12 palestras, sendo seis delas comandadas por atrações internacionais e as outras seis por brasileiros.

Organizado pela Zupi desde 2005, o Pixel Show foca no dinâmico cenário contemporâneo das artes e design e promove a interação do público com pessoas das áreas degamesconcept art, animação, cinema, intervenção urbana, ilustração,fotografia, novas mídias, charges, cartoons, artes plásticas, arquitetura, design, publicidade e tecnologia.

A arte contemporânea nacional será representada por personalidades como Alex Hornest. Mais conhecido como Onesto, o pintor, escultor e grafiteiro paulistano acumula quase 30 anos de experiência no desenvolvimento da chamada arte de rua e abordará em sua apresentação a forma como a relação entre a cidade e os seus habitantes se reflete na composição de suas obras. (Promoview)

 

30 COISAS PARA SE FAZER ANTES DOS 30 

O Muu, serviço de video on demand da Globosat, disponibilizou os primeiros episódios da série 30 Coisas Para Se Fazer Antes dos 30, do Multishow, uma espécie de autodesafio lançado pelo apresentador Bruno De Luca.

Depois de rodar o mundo inteiro com o programa Vai pra Onde?, Bruno encara uma viagem pessoal em seu novo programa. Sentindo o peso da idade ou a crise dos 30 anos, ele fez uma lista de 30 atividades que gostaria de realizar antes de completar três décadas de vida.

Os episódios incluem desafios como organizar uma despedida de solteiro ou dirigir uma Ferrari, voar de asa-delta, aprender mágica e tocar guitarra com uma banda de rock. A cada episódio, o apresentador realiza três desafios da sua lista.

A série já está disponível no Muu e o link para assisti-la é
www.muu.tv/Trinta-coisas-para-se-fazer-antes-dos-30.



OPORTUNIDADES

 A Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) recebe até o dia 3 de dezembro inscrições para os concursos de títulos e provas visando ao provimento de cargos de professores doutores, junto aos Departamentos da Faculdade de Saúde Pública da USP, descritos a seguir: 

·         Departamento de Epidemiologia - um cargo de Professor Doutor, na área de conhecimento “Estatísticas de Saúde”. 

·         Departamento de Epidemiologia - um cargo de Professor Doutor, na área de conhecimento “Epidemiologia das Doenças Infecciosas”. 

·         Departamento de Epidemiologia - um cargo de Professor Doutor, na área de conhecimento “Entomologia”. 

·         Departamento de Saúde Ambiental - um cargo de Professor Doutor, na área de conhecimento “Ambiente Urbano e Saúde”. 

·         Departamento de Saúde Prática de Saúde Pública – cargo de Professor Doutor, na área de conhecimento “Proteção Social e Saúde, com ênfase em Vigilância Sanitária. 

·         Departamento de Saúde Prática de Saúde Pública – um cargo de Professor Doutor, na área de conhecimento “Política e Gestão em Saúde, com ênfase em Estado, Regulação e Sistemas de Saúde”. 

·         Departamento de Saúde Prática de Saúde Pública – um cargo de Professor Doutor, na área de conhecimento “Proteção Social e Saúde, com ênfase em Educação e Promoção da Saúde”.  

As vagas são para professor doutor, referência MS-3, com salário de R$ 8.715,12 mensais no Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP).  Detalhes no  edital ou pelos telefones (11) 3061-7742 e (11) 3061-7779.
 
O QUE MOTIVA VOCÊ¿

Dando continuidade ao seu chamado para que os jovens se levantem e se vistam com o propósito de cumprir sua missão de deixar sua marca no mundo, a Levi’s criou o movimento #GoForth, com o objetivo de mobilizar um grupo de pioneiros a dividir seu momento Go Forth via Twitter, Instagram, Tumblr e inspirar outras pessoas a acharem seu caminho e viverem com propósito.

O movimento está sendo divulgado globalmente pela Levi’s de diferentes maneiras. No Brasil, a marca está apostando no aplicativo Instagram para chamar seus consumidores para esse espírito.

 
Em parceria com o projeto de fotografia Instamission, criado por Luiza Voll e Daniela Arrais, o projeto Levi’s Go Forth fará parte da missão de número 90 com a hashtag#instamission90. O que a marca quer é que os interessados compartilhem a imagem que traduza o que inspira o participante a seguir em frente.

Além da #GoForth, os participantes deverão taguear as fotos com a #instamission90 para participar da promoção no Brasil. No final da ação promocional, uma equipe da Levi’s irá escolher a foto mais inspiradora. O autor da foto receberá uma ajuda de R$ 5.000,00 para dar o próximo passo rumo à concretização de seu sonho.

O concurso #GoForth se encontra Instagram e o regulamento completo está no site da Levi’s.(Promoview)

 39º CONGRESSO BRASILEIRO DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA
 A Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia realizará, de 10 a 13 de novembro, o 39º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, no Guarujá, litoral paulista.

Os temas principais são: “Asma e alergias respiratórias: impacto do meio ambiente”; “Avanços no tratamento e perspectivas de tratamento com imunoterapia”; “Imunodeficiências: 50 anos de uso de imunoglobulina humana”; “Alergias a medicamentos”; “Riscos da automedicação: como diagnosticar e tratar”; “Alergia alimentar: fatores de risco, diagnóstico e dessensibilização”.

Estão confirmadas as presenças de palestrantes da Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Itália, México, Porto Rico, Portugal, Reino Unido e Venezuela.
Além das conferências e mesas-redondas, serão mantidas as sessões de discussão de “casos difíceis” e serão incorporadas sessões de “prós e contra”, abordando temas controversos da especialidade.

As inscrições on-line podem ser feitas até o dia 1º de novembro. Após essa data, somente no local do evento.

Mais informações e inscrições: www.asbai.org.br
 
MECANISMO DE DEFESA ANTIOXIDANTE

(Texto Karina Toledo, disrtribuído pela Agência FAPESP – Quando bactérias patogênicas invadem o corpo humano ou de outros mamíferos, as células hospedeiras liberam substâncias tóxicas para tentar se livrar da presença indesejada. Uma nova pesquisa, feita na Universidade de São Paulo (USP), desvendou um dos mecanismos pelos quais certos tipos de bactérias se defendem desse ataque.

Os resultados, publicados este mês na PLoS One, abrem caminho para a descoberta de moléculas capazes de inibir o sistema de defesa bacteriano e dificultar o avanço da infecção.

A pesquisa, apoiada pela FAPESP, foi feita com a Chromobacterium violaceum, microrganismo que afeta principalmente o fígado e a pele de indivíduos com o sistema imunológico comprometido.

“A C. violaceum é uma bactéria oportunista. Pretendemos explorá-la como modelo para estudar patogenicidade porque ela já teve seu genoma sequenciado e é relativamente fácil manipulá-la geneticamente”, explicou Luis Eduardo Soares Netto, supervisor do estudo de pós-doutoradode José Freire da Silva Neto, que deu origem ao artigo.

Os cientistas investigaram o mecanismo de produção de uma enzima usada pela bactéria para decompor o peróxido orgânico, substância oxidante liberada pelas células hospedeiras após a invasão.

“O peróxido orgânico causa estresse oxidativo na bactéria, o que dificulta sua reprodução e pode levá-la à morte. Para se defender, o patógeno produz uma enzima antioxidante chamada Ohr. A produção dessa enzima, por sua vez, é regulada por outra proteína – que atua como fator de transcrição – chamada OhrR”, contou Netto.

Quando a bactéria está em condição basal, a proteína OhrR fica ligada ao gene responsável pela produção da enzima Ohr. “Dessa forma, impede que o DNA seja transcrito em RNA e que a enzima seja produzida”, disse.

Mas, ao entrar em contato com o peróxido orgânico, a OhrR se oxida e se desliga do DNA, permitindo a produção da enzima antioxidante. “Depois que a Ohr cumpre seu papel de decompor o peróxido orgânico, outra enzima chamada tiorredoxina entra em ação para fazer com que o fator de transcrição OhrR se ligue novamente ao gene e iniba a produção de Ohr”, explicou Netto.

Esse mecanismo de defesa também está presente em outros gêneros de bactérias, comoStreptococcus e Pseudomonas – ambos causadores de doenças respiratórias, infecções cutâneas e sepse em humanos.

Também está presente em fitopatógenos como a Xylella fastidiosa, que causa nas laranjeiras a doença clorose variegada de citros, popularmente conhecida como praga do amarelinho.

Driblando a defesa

“Agora que sabemos como a bactéria se defende, podemos pensar em meios para driblar esse mecanismo. Uma possibilidade seria inibir a produção da enzima Ohr. Outra seria ativar a produção de OhrR, para anular o sistema antioxidante”, disse Netto.

O primeiro passo, segundo o pesquisador, seria demonstrar experimentalmente em camundongos que essas manobras genéticas realmente tornariam mais fácil para o organismo hospedeiro combater a bactéria.

Os testes ainda estão sendo padronizados, mas a ideia é silenciar os genes da Ohr e da OhrR na C. violaceum e avaliar se isso altera sua capacidade de infectar os animais.

“Como não existem homólogos da Ohr e da OhrR em mamíferos ou plantas, se conseguirmos desenhar uma molécula que atue sobre essas proteínas, ela teoricamente teria ação específica sobre a bactéria, sem efeito colateral para o hospedeiro”, afirmou Netto.

Embora ainda em fase preliminar, os estudos abrem caminho para o desenvolvimento de novos medicamentos. “Hoje já se sabe que muitos antibióticos têm como mecanismo de ação a geração de estresse oxidativo nas bactérias. Essa questão está ganhando força”, disse.

O estudo de pós-doutorado está vinculado ao Projeto Temático “Aspectos biológicos de tióis: estrutura proteica, defesa antioxidante, sinalização e estados redox” , coordenado por Netto. Também está ligado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma).
 
COMO OS ESTRANGEIROS OLHAM S. PAULO

(Texto de José Tadeu Arantes, sdistribuído pela Agência FAPESP)  As cidades americanas – tais como se constituíram a partir do período colonial – foram fortemente influenciadas pelas presenças de estrangeiros. É impossível entender sua formação e transformação sem considerar os aportes de adventícios de variadas etnias e culturas que, coletiva ou individualmente, aqui imprimiram sua marca.

Se este é o traço geral, decorrente do próprio processo de colonização – por si mesmo um empreendimento estrangeiro –, ele se torna ainda mais notável em aglomerados urbanos que, por circunstâncias históricas específicas, configuraram desde cedo polos de atração multiétnica e multicultural. Tal é o caso de Nova York, Buenos Aires e São Paulo, para citarmos os exemplos mais característicos.

A análise é do livro São Paulo, os estrangeiros e a construção das cidades, que enfoca vários recortes desse processo de múltiplas dimensões.

Organizada por Ana Lúcia Duarte Lanna, Fernanda Arêas Peixoto, José Tavares Correia de Lira e Maria Ruth Amaral de Sampaio, a obra é uma construção coletiva de 26 autores, tendo como núcleo original as pesquisas do Projeto Temático  São Paulo: os estrangeiros e a construção da cidade, coordenado por Lanna.

“O livro procura entender a relação dos estrangeiros com a cidade para além da imigração. A figura do estrangeiro que emerge de suas páginas é mais complexa, mais plural”, disse Lanna, professora na Faculdade de Arquitetura da USP.

O livro lembra que São Paulo experimentou crescimento vertiginoso a partir da década 1870, quando a cidade provinciana remanescente do período colonial foi definitivamente deixada para trás, e uma jovem metrópole, inspirada em padrões europeus, tomou seu lugar, no contexto do enriquecimento acelerado dos fazendeiros do café e da burguesia industrial incipiente.

Quer como contingente coletivo de trabalhadores, quer nas figuras de empreendedores ou profissionais especializados, os estrangeiros foram personagens fundamentais dessa transição.

Desde então, fazendo jus à máxima ufanista de que “São Paulo não pode parar”, a cidade não parou de se redefinir, em uma autofagia insaciável, até perfilar-se, hoje, entre as 10 maiores megalópoles do planeta.

Fruto dessa multiplicidade de olhares, o livro se estrutura a partir de quatro linhas. O primeiro conjunto de textos, Redes e territórios étnicos, trata da constituição de bolsões urbanos específicos decorrentes das presenças estrangeiras.

O segundo segmento, Construtores da cidade, reúne artigos sobre os vários profissionais e empreendedores estrangeiros (urbanistas, arquitetos, planificadores, loteadores, construtores e artesãos, entre outros) que atuaram, com suas ideias e práticas, na construção das cidades em toda a América Latina.

A terceira linha, Trajetórias e olhares, procura captar como os trânsitos redefinem permanentemente os pontos de vista dos estrangeiros – notadamente os arquitetos europeus ou norte-americanos, embarcados em projetos profissionais, existenciais ou turísticos fora de seus universos iniciais de referência.

O quarto bloco, Intelectuais, artistas e cidade, tem por foco a cidade de São Paulo, por meio de suas instituições científicas, artísticas e culturais (Museu de Arte de São Paulo, por exemplo), de suas revistas e publicações (como Mirante das Artes), ou da maneira como a cidade em seus diferentes aspectos foi pensada por intelectuais (Lina Bo Bardi, Roger Bastide e Lévi-Strauss, entre outros).

Há um segundo volume no prelo que deve ser publicado em 2012. Parte da documentação usada ao longo da realização do Projeto Temático bem como textos e resultados de pesquisas estão disponíveis no site http://estrangeiros.fau.usp.br.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

EM SC A 5ª. EDIÇÃO DA BIENAL BRASILEIRA DE DESIGN

 
Florianópolis sediará em 2015 a 5ª Bienal Brasileira de Design (BBD), considerado o maior evento nacional na área. A candidatura catarinense foi aprovada  pelo comitê gestor da Bienal, que acatou os argumentos apresentados pelo Sistema FIESC, Governo do Estado e pela Associação Catarinense de Design (SC Design). A Bienal Brasileira de Design (BBD) é uma ação de políticas públicas e faz parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) e do Ministério da Cultura (MinC).

"É um evento de cerca de 45 dias e que deve receber um público na ordem de 100 mil pessoas", explica o diretor de educação e tecnologia do SENAI/SC, Antonio José Carradore, que defendeu a candidatura de Santa Catarina na capital mineira. "Queremos mobilizar as empresas para o design, que é um fator crítico para a competitividade", afirma. A partir da aprovação da sede, as organizações parceiras na realização e outras apoiadoras definirão locais, data, programação, tema e orçamento da edição. Como estratégia para a divulgação, definição do conceito e antecipação dos debates da Bienal estão previstos para os próximos meses seminários regionais nas cidades de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Chapecó e Lages.

As organizações promotoras da BBD em Santa Catarina argumentaram que o Estado possui o quarto maior parque industrial de transformação do país em quantidade de empresas e o quinto maior contingente de trabalhadores na indústria. Além disso, possui o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (o segundo com maior participação da indústria no PIB), possui o segundo maior índice de educação básica e a segunda menor taxa de analfabetismo. Santa Catarina possui 119 instituições que oferecem cursos técnicos (e totalizam 39 mil matrículas) e 95 instituições de ensino superior (205 mil matrículas). Além disso, são 7,5 mil alunos em cursos de moda.

Também serviram como argumento de defesa da candidatura catarinense o programa de implantação de oito Institutos SENAI de Tecnologia e dois Institutos SENAI de Inovação e o Movimento a Indústria pela Educação, pelo qual o Sistema FIESC pretende ampliar o número de matrículas nos programas educacionais que oferece, além de engajar as indústrias para a causa. A meta é oferecer 800 mil matrículas no triênio 2012-2014.

A Bienal

O BBD concentra as principais realizações da área cultural e do setor produtivo de empresas, aponta tendências, provoca discussões, propicia a capacitação e promove a Marca Brasil com o melhor da produção de design nacional no período.
Desde a primeira edição na capital paulista em 2006, o evento vem ganhando expressividade. Em 8 mil metros quadrados no Parque Ibirapuera, a primeira edição reuniu 35 mil visitantes, que puderam conhecer 600 produtos. O número de produtos expostos dobrou em 2008, em Brasília, onde a mostra atraiu 40 mil visitantes.
Em 2010, na cidade de Curitiba, a Bienal contou com nove mostras espalhadas por seis espaços, que incluíram pavilhões de exposição e parques e teve como temática central "Design, Inovação e Sustentabilidade". Em andamento na cidade de Belo Horizonte, de 19 de setembro a 31 de outubro, a atual edição também conta com nove mostras paralelas, focadas no tema "Diversidade Brasileira".
A mostra "Da mão à máquina", realizada no Palácio das Artes, reúne a produção brasileira dos últimos dois anos a partir do artesanato, chegando à indústria, e apresenta segmentos ligados ao mobiliário, utensílios para a casa, moda e meios de transporte. (fonte: Fiesc)

ESTÁ CHEGANDO O ÓCULOS DO FUTURO

O homem mais poderoso do Google, Larry Page, atual CEO da companhia e também um dos fundadores, surgiu em um evento usando o comentado “óculos do futuro”, ou melhor, o Google Glass, como vem sendo chamado pela companhia.

No evento que aconteceu em Londres, o Google Zeitgeist, Page já subiu ao palco usando o óculos. Não é a primeira vez que uma figura ilustre do Google aparece em público fazendo uso do objeto, em outra ocasião, o também fundador da companhia, Sergey Brin, usou o óculos.

Apesar dos grandes comentários gerados em virtude do óculos, ele não deverá entrar no mercado antes do final do próximo ano.

O óculos do futuro é capaz de tirar fotos, acessar as redes sociais, fazer publicações instantâneas, entre outras funções.
 
O IMPACTO  DE ENCONTROS ENTRE ASTEROIDES

(Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP) Entre os mais de 500 mil asteroides do Sistema Solar já catalogados, há um seleto grupo – formado por aproximadamente 20 corpos – dos chamados asteroides massivos, que possuem massa (tamanho) muito superior à dos demais.

Quando um asteroide massivo se aproxima de outro asteroide pequeno – evento raro –, ocorre uma perturbação na órbita do segundo, denominada “difusão de órbitas”. Isso provoca uma mudança de seus elementos orbitais, como semieixo maior, excentricidade e inclinação.

Um trabalho feito por pesquisadores do Departamento de Matemática da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Guaratinguetá, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, avaliou a mobilidade orbital causada por encontros próximos com os asteroides 2 Pallas, 10 Hygiea e 31 Euphrosyne – respectivamente, o terceiro, o quarto e o vigésimo segundo asteroides mais massivos.

Os resultados da pesquisa, realizada no âmbito de um projeto apoiado pela FAPESP, foram apresentados em setembro em conferência internacional sobre exploração do Sistema Solar.

O evento foi realizado em Roma, Itália, na Academia dei Lincei – uma das mais antigas instituições científicas do mundo, da qual Galileu Galilei (1564-1642) foi membro. O trabalho também deverá ser publicado na revista Astronomy & Astrophysics.

De acordo com as simulações numéricas realizadas, o efeito da perturbação causada pelo asteroide 2 Pallas – de alta inclinação orbital e cujos números de encontros com outros asteroides pequenos na sua região orbital ocorrem em velocidade e distância relativas muito altas – é bastante limitado.

Por sua vez, o 31 Euphrosyne também é um corpo de alta inclinação, mas de família bem maior do que a de Pallas. Por isso, foi usado pelos pesquisadores como modelo para verificar se asteroides massivos de alta inclinação são eficazes para causar mudanças de mobilidade de elementos de asteroides pequenos ou não.

Já a difusão do semieixo maior de um asteroide pequeno provocada por um encontro com o asteroide 10 Hygiea é quase próxima à causada pelo 1 Ceres – o maior asteroide conhecido, que em 2006 passou a ser considerado planeta-anão.

“Os níveis de difusão no semieixo maior de um asteroide pequeno causados por um encontro com o 10 Hygiea são quase da mesma ordem da do Ceres, o que foi um pouco inesperado”, disse Valério Carruba, professor da Unesp e um dos autores do estudo, à Agência FAPESP.

Segundo Carruba, já tinham sido realizados alguns estudos sobre encontros próximos com dois dos maiores asteroides massivos: o 1 Ceres e o 4 Vesta, que é o segundo maior asteroide do Sistema Solar e que foi promovido em maio à categoria de “protoplaneta”.

Um estudo publicado em 2011 também na revista Astronomy & Astrophysics por cientistas do Observatório de Paris, na França, demonstrou que, quando os cinco maiores asteroides massivos foram incluídos em simulações com todos os outros planetas, não somente as órbitas dos asteroides massivos se tornaram mais caóticas, mas até a precisão dos elementos orbitais da Terra ficou limitada em até 50 milhões de anos (Myr).

Os efeitos sobre a mobilidade asteroidal causada por encontros próximos nas regiões de 2 Pallas, 10 Hygiea e 31 Euphrosyne, que foram objeto do estudo dos pesquisadores brasileiros, ainda não tinham sido esmiuçados.

“Sabemos que os efeitos de difusão caótica causados por encontros com asteroides massivos valem somente para asteroides cujas órbitas cruzam com as dos asteroides maiores”, explicou Carruba.

“Eles podem ser particularmente importantes para objetos que são membros da família de asteroides massivos, como o 10 Hygiea e o 31 Euphrosyne, que é o que pretendemos estudar agora”, disse.

Encontros raros

Em estudo realizado em colaboração com outros pesquisadores, publicado em julho naAstronomy & Astrophysics, Carruba demonstrou que mudanças no semieixo maior, excentricidade e inclinação, causadas por efeitos a longo prazo de encontros próximos do asteroide Vesta com outros corpos menores, podem ter contribuído para difusão de alguns membros de sua família para fora de sua órbita.

Além disso, a órbita atual de alguns desses asteroides não poderia ser facilmente justificada pela migração dos elementos por outros mecanismos, como por exemplo o efeito Yarkovsky (um pequeno “empurrão” que um asteroide sofre quando absorve a luz solar e emite calor) ou ressonâncias orbitais.

“Por causa dos encontros próximos com asteroides massivos, há uma mudança na energia da órbita dos asteroides pequenos que se reflete em uma mudança no semieixo maior, na excentricidade e na inclinação da órbita dele”, explicou Carruba.

De acordo com o pesquisador, o mecanismo dos encontros com asteroides massivos é similar ao utilizado para enviar sondas para estudar planetas, como Júpiter e Saturno, e suas respectivas luas.

Quando as sondas Voyager começaram a ser enviadas ao espaço pela Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos – inicialmente para estudar Júpiter e Saturno e, posteriormente, Netuno –, elas tiveram um encontro próximo com Júpiter que mudou relativamente suas órbitas. “Elas ganharam energia e agora podem explorar o Sistema Solar externo”, disse Carruba.

“É claro que os asteroides massivos são bem menores em comparação aos planetas. Mas, com o passar de centenas de milhares de anos, os efeitos da difusão caótica causados por encontros próximos com eles não são desprezíveis”, afirmou. Entretanto, segundo ele, os encontros próximos com asteroides massivos são raros.

Das aproximadamente 3 mil partículas que estudaram na região de 10 Hygiea, que abrangem um período de 30 milhões de anos, os pesquisadores brasileiros identificaram cerca de 4 mil encontros próximos delas com o asteroide massivo nesse período.

“Os encontros próximos com asteroides massivos dependem muito de como as órbitas estão orientadas. Quando elas se intersectam, nós conseguimos verificar a ocorrência de encontros próximos e calcular a variação do semieixo maior dos asteroides menores”, disse Carruba.

O artigo Chaotic diffusion caused by close encounters with several massive asteroids The (4) Vesta case (doi: 10.1051/0004-6361/201218908), de Carruba e outros, pode ser lido por assinantes da revista Astronomy & Astrophysics em www.aanda.org/index.php?option=com_article&access=doi&doi=10.1051/0004-6361/201218908&Itemid=129. 
 
GASES POLUENTES NA ATMOSFERA

(Texto de Fernando Cunha, distribuído pela Agência FAPESP Pesquisadores brasileiros e americanos estudam o uso de dois materiais semicondutores – o óxido de cobre e o óxido de estanho –, com alta sensibilidade e seletividade para detecção de gases poluentes, no desenvolvimento de sensores nanométricos para monitoramento ambiental.

A divulgação ocorreu no dia 22 de outubro durante o segundo simpósio da FAPESP Week 2012, realizado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, nos Estados Unidos.

Os resultados apresentados são fruto do projeto "Avanços em óxidos semicondutores nanoestruturados para sensores de gás", apoiado pela FAPESP.

A pesquisa é coordenada pelo americano Harry Tuller, do Departamento de Ciências de Materiais e Engenharia do MIT, e pelo brasileiro José Arana Varela, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP.

“Além da escala nanométrica (bilionésima parte do metro), que confere mais sensibilidade ao semicondutor, outros fatores também são importantes para a definição desses materiais”, contou Varela.

Segundo o pesquisador, testes feitos no MIT mostraram que diferentes formas de estruturação de partículas dos semicondutores podem levar a grandes mudanças na condutividade elétrica e, portanto, alterar a resposta dos materiais em contato com os gases. “Nosso próximo passo é explicar por que a morfologia é tão relevante nesse processo”, disse.

A equipe estabelecida na Unesp com a criação do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP – tem grande capacidade para sintetizar materiais e preparar amostras, contou Varela.

No MIT, a equipe de Tuller tem grande experiência com nanossensores, habilidade para caracterizar os materiais e conta com um sistema muito bem controlado para analisar até oito amostras ao mesmo tempo.

“Sinergia é a palavra-chave para descrever nossa colaboração”, afirmou Tuller. “As interações pessoais e a capacidade de transferência mútua de competências específicas entre os dois grupos permitiu, em curto espaço de tempo, avanços reais em relação ao tipo de materiais desenvolvidos e interpretação de fenômenos, o que abriu novos caminhos para a pesquisa”, completou.

Desde o início de 2011, a integração entre as equipes dos dois países tem sido produtiva. Um artigo foi publicado no Advanced Funcional Materials, periódico de alto impacto, e outros estão em fase final de revisão e de preparação.

FAPESP Week 2012

Inaugurada em Toronto, Canadá, no dia 17 de outubro, a FAPESP Week 2012 continua nesta semana com outros dois simpósios nos Estados Unidos. No dia 22, o evento se deu no MIT, em Cambridge. No dia 23 foi realizado o encontro no Brazil Institute, ligado ao Woodrow Wilson International Center for Scholars, em Washington DC. No dia 24, o evento foi na West Virginia University, em Morgantown.

A programação inclui a exposição Brazilian Nature – Mistery and Destiny, sobre a biodiversidade brasileira, inaugurada no Museu do MIT em 22 de outubro. A mostra também será exibida na Universidade de West Virginia.

No contexto das comemorações do 50º aniversário, a FAPESP Week 2012 é a segunda rodada internacional de encontros para promover a aproximação entre pesquisadores com produção destacada em suas áreas de atuação, discutir pesquisas em andamento e a elaboração de novos projetos cooperativos. A primeira edição do evento ocorreu em Washington, de 24 a 26 de outubro de 2011.
As programações e mais informações sobre os eventos estão disponíveis emwww.fapesp.br/week2012/northamerica.

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