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domingo, 15 de julho de 2012

A DANÇA DOS CONTINENTES


(Texto de Fábio Castro, distribuído pela Agência Fapesp) Ao longo de cinco anos, um grupo interdisciplinar de 16 pesquisadores – a maior parte deles do Instituto de Geociências (IGc) da Universidade de São Paulo (USP) – dedicou-se a aprofundar o conhecimento sobre a formação geológica da América do Sul.
Mas não é possível compreender a formação de um continente sem investigar os complexos processos geológicos que a precedem. Por isso, a equipe, que contou também com diversos bolsistas e 12 pesquisadores internacionais de vários países, precisou realizar uma extensa investigação sobre a dinâmica dos supercontinentes.
A separação das massas de terra e a sua reunião em grandes blocos continentais é um processo cíclico que se repetiu diversas vezes durante a formação do planeta. Para compreender a configuração atual do continente sul-americano, os pesquisadores se debruçaram sobre o período que se iniciou há 1 bilhão de anos e terminou há 500 milhões de anos.
O Projeto Temático “A América do Sul no contexto dos supercontinentes - fusão e fissão”, apoiado pela FAPESP, foi coordenado por Miguel Basei, professor do IGc-USP.
Segundo Basei, o projeto permitiu montar dois laboratórios de análises de minerais com tecnologias avançadas que não existiam na América do Sul. Com isso, foi possível reunir uma imensa quantidade de dados que permitiu uma interpretação mais precisa dos fenômenos observados, fornecendo solidez inédita às teorias existentes sobre a dinâmica de formação do continente.
Leia a seguir a entrevista concedida por Basei à Agência FAPESP.

Agência FAPESP – Qual foi a finalidade principal do Projeto Temático sobre os supercontinentes que o senhor coordenou? 

Miguel Basei – O projeto teve como finalidade maior compreender a história geológica da América do Sul em relação à sua formação, à sua fragmentação posterior e sua relação com o supercontinente que existia antes. Os estudos tiveram um foco especial na evolução geológica da América do Sul e sua relação com a África. Os dois continentes estão se separando a uma taxa de alguns centímetros por ano. Entender essa dinâmica é essencial para traçar o caminho que o continente fez até encontrar a configuração atual.
Agência FAPESP – Qual foi o período estudado?

Miguel Basei – Um período que começa há cerca de 1 bilhão e vai até 500 milhões de anos atrás. Portanto, estudamos 500 milhões de anos da história do nosso continente. É um passado bastante remoto, que exclui, por exemplo, a formação da cadeia andina, que faz parte de um processo bem mais recente.
Agência FAPESP – Por que esse período especificamente?

Miguel Basei – Temos uma ideia razoável de como se configurava a América do Sul no período que começou há 500 milhões de anos. A partir desse momento, o continente se comportou de maneira muito estável, servindo de anteparo para a evolução dos Andes. Mas, no período de 500 milhões de anos que o antecedeu, as mudanças foram muito grandes, com a formação do supercontinente da Rodínia.
Agência FAPESP – Sempre ouvimos falar de Pangeia, mas aquele não foi o primeiro supercontinente que existiu?

Miguel Basei – Pangeia foi apenas o último supercontinente a se fragmentar antes de chegarmos à constituição atual dos continentes. Antes, tivemos muitas junções e separações, com formação de vários supercontinentes, que foram quebrados, desfigurados, fragmentados, reunidos, reconstituídos, fragmentados novamente e assim por diante. Essa é a dinâmica da crosta terrestre, comprovadamente, nos últimos 600 ou 700 milhões de anos, mas provavelmente muito mais antiga que isso. Estimamos que o supercontinente de Rodínia se formou há 1 bilhão de anos.
Agência FAPESP – Essa dinâmica está em curso neste momento?

Miguel Basei – Temos duas certezas: esse processo continua atualmente e irá perdurar ainda por milhões de anos. A questão que ainda não está resolvida é quando começou. Alguns colegas acham que isso ocorreu desde o início da formação da Terra, há mais de 3 bilhões de anos. Outros acham que, pelas condições térmicas e de volume das massas continentais e oceânicas envolvidas, não poderíamos ter um processo desse tipo em épocas tão distantes no passado.
Agência FAPESP – É possível prever com alguma exatidão como serão os continentes no futuro?

Miguel Basei – Fazemos trabalhos em simulações de computador e conseguimos prever qual será o supercontinente que teremos dentro de 50 ou 100 milhões de anos. Podemos fazer isso porque sabemos a direção e a velocidade atual do movimento das placas. Sabemos quais serão as colisões entre essas placas, que formarão cadeias de montanhas. A configuração da superfície terrestre, em termos de áreas continentais e oceânicas, e a dinâmica dessas placas em movimento já são bastante conhecidas. Conseguimos fazer previsões para o futuro e, com base nos dados coletados, fazer simulações ou tentar reconstituir supercontinentes que já existiram.
Agência FAPESP – Como era a América do Sul no período estudado pelo projeto?

Miguel Basei – Temos uma ideia muito clara da conformação que existia há 500 milhões de anos. O território atual do Brasil engloba a maior parte dos terrenos antigos da América do Sul. Grande parte do resto do continente é composta por terrenos jovens associados à formação da cadeia andina, ou de restos antigos em meio a essa cadeia. Mas a quase totalidade dos terrenos antigos está no Brasil, em parte da Venezuela e da Colômbia e em uma pequena porção no Uruguai.
Agência FAPESP – E qual era a conformação há 1 bilhão de anos?

Miguel Basei – Era muito diferente. Há 1 bilhão de anos, em Rodínia havia uma configuração que em grande parte era formada por vários blocos, que, depois, seriam quebrados formando os fragmentos antigos que temos hoje em meio às faixas formadas pelas cadeias de montanhas que surgiram nos últimos 500 milhões de anos.
Agência FAPESP – Então isso resultou em um mosaico de fragmentos de várias idades?

Miguel Basei – Sim, porque havia uma grande atividade geológica. Há 500 milhões de anos, todo o conjunto formado pela América do Sul sofria uma compressão bastante grande. As porções antigas, que estavam colocadas lado a lado, eram separadas por essas faixas mais novas de cadeias que surgiam. Nesse cenário, tivemos o fechamento de grande parte dos oceanos existentes na época, com geração de cadeias de montanhas e justaposição dos blocos antigos que tinham sido quebrados na destruição de Rodínia.
Agência FAPESP – Por quanto tempo existiram esses oceanos? 

Miguel Basei – O supercontinente de Rodínia, que existia há 1 bilhão de anos, tinha sido fragmentado e, com isso, se formaram inúmeros oceanos que existiram por mais de uma centena de milhões de anos. Eles começaram a se fechar em um período por volta de 650 a 600 milhões de anos atrás. O período de existência de um oceano é de aproximadamente 150 a 200 milhões de anos. Eles vão esfriando e a mudança na densidade faz com que a crosta oceânica tenda a afundar. Se olharmos os mapas de idade dos fundos oceânicos atuais, veremos que a maior parte tem pouco mais de 100 milhões de anos, nunca ultrapassando os 200 milhões.
Agência FAPESP – E o que aconteceu depois desse período?

Miguel Basei – Por volta de 500 milhões de anos atrás houve um fechamento maior, com a formação de Gondwana, o supercontinente que substituiu Rodínia. O conjunto de blocos antigos que haviam sido separados foi “soldado” por uma série de faixas de rochas que representavam as raízes de verdadeiras cadeias de montanhas naquele momento. Hoje, se olharmos o mapa do Brasil, veremos essas porções antigas separadas por faixas de rochas que eram as raízes das montanhas que existiam há 500 ou 600 milhões de anos. Cada porção dessas representaria o consumo de uma crosta oceânica, a geração de uma cadeia de montanhas, com todo o magmatismo, vulcanismo e terremotos associados a esse processo.
Agência FAPESP – Os Andes também vão passar por um processo desse tipo. Sobrarão só as raízes?

Miguel Basei – O futuro dos Andes tem tudo a ver com um processo desse tipo: uma vez consumida a placa oceânica que está em seu entorno, haverá uma aproximação de duas massas continentais. O oceano Pacífico vai desaparecer e, quando essas massas continentais se chocarem, teremos algo parecido com uma cadeia semelhante à do Himalaia – que foi formada com o desaparecimento de um oceano que existia entre a atual Ásia e a Índia, que era outro continente.
Agência FAPESP – Como se consomem as placas oceânicas do Pacífico?

Miguel Basei – Hoje, parte da crosta oceânica que compõe o Pacífico está em subducção, isto é, está mergulhando sob o continente sul-americano. Nesse processo, a rocha em subducção, ao atingir profundidades maiores, é consumida, gerando um intenso magmatismo. Os vulcões representam o consumo, em profundidades de 100 a 200 quilômetros, dessa placa que mergulhou sob o continente. Foi isso que gerou tantos vulcões nas porções mais altas dos Andes, no passado. O que ocorrerá com os Andes é um processo semelhante ao que ocorreu no Brasil há 500 ou 600 milhões de anos.
Agência FAPESP – O que ocorreu no período posterior, nos últimos 500 milhões?

Miguel Basei – Há 500 milhões de anos, a atividade geológica era incrível, com colisões tremendas, muitos terremotos e intenso vulcanismo. A partir daí, a América do Sul ficou muito mais tranquila e se formaram as grandes bacias sedimentares, como a do Paraná e do Amazonas. Essa tranquilidade durou até 130 milhões de anos atrás, quando esse conjunto começou a se fragmentar. Com essa fragmentação, abriu-se o oceano Atlântico e formou-se a cordilheira dos Andes. Esse processo continua até hoje. Estamos nos afastando da África e o oceano Atlântico se abrirá cada vez mais, enquanto o Pacífico se fecha.
Agência FAPESP – Como o Projeto Temático contribuiu para todas essas interpretações?

Miguel Basei – Confirmar teorias e hipóteses requer uma geração de dados muito grande e um trabalho sistemático de análise e interpretação. Tivemos grande sucesso nessa parte, gerando enorme quantidade de dados. Passamos uma fase de grande coleta de informações e, com isso, o projeto permitiu um avanço muito grande na quantidade e qualidade das informações disponíveis. Agora, temos mais condição de fazer um projeto voltado para uma interpretação fundamentada em alicerces muito mais sólidos. Mas o projeto teve também uma importante vertente metodológica: implantamos dois laboratórios que permitem fazer análises pontuais importantes, que não existiam na América do Sul.
Agência FAPESP – O que é feito nesses laboratórios?

Miguel Basei – São dois laboratórios de análises de minerais. Um deles é o Shrimp, sigla em inglês para “microssonda iônica de alta resolução”, e o outro é o Laser, que utiliza um espectrômetro de massa por ionização acoplada por plasma com ablação a laser. Os dois fazem um trabalho muito semelhante, mas o Shrimp tem uma precisão maior e o Laser faz as análises com velocidade muito maior. O Laser é capaz de analisar porções de grãos da ordem de 5 mícrons e indicar as diferentes épocas em que essas regiões dos cristais se formaram. Quando queremos saber a idade de uma rocha com o menor erro possível, usamos o Shrimp. Quando queremos ter uma visão geral da proveniência de todos os minerais que formam um zircão, usamos o Laser. 

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sábado, 14 de julho de 2012

DOMINGO É DIA DE AUDITORIA



AUDITORIA DA COMUNICAÇÃO

A FRASE

“Vão me desculpar, mas o racismo ainda existe.” (Jamelão)

DESFILE DE MEDIOCRIADADES

. KIMBERLY-CLARK

Título:

Chegou o melhor
Da Cobertura Seca e da Suave
Em um só produto.
Apresentamos Intimus Evolution

Das duas uma: ou o layout foi feito por um homem, ou pors uma mulher que queria se vingar das outras. Ô coisa comlicada.

. CRITÓVAM JOALHERIA

Título:

Por que colocar um título neste anúncio¿
Você sói irá prestar atenção em nossas jóias.

O problema é que o layout é tão ruim que nem dá pra olhar pra elas. Se essas jóias forem  como esse anúncio,fuja delas.

. NOVO UNO

Comercial tão ruim que chega a ser irritante.

. ELETROSUL

No comercial dessa empresa aproveitaram tudo: as imagens, que dormiam em algum arquivo,  e a ideia, que alem de comum, é manjadíssima.

AH, BOM!

O Santander publicou um anúncio página dupla rouba-página informando que foi eleito

O melhor banco domundo em 2011.

Agora eu sei porque a Europa está em crise.

APLAUSOS, POR FAVOR

Para os comerciais dos postos Ipiranga, que vem rompedo com essa mediocridade que anda por aí.

BOM DE PAPO MAS...

Ruim de concordância. O senador Randolpho Rodrigues está precisando contratar alguém que conheça um pouco mais de linguagem.

O CASTIGO CHEGOU A CAVALO

Recentemente usei o Cialis. O resultado foi catastrófico. Preocupado, comuniquei ao Labioratório  Elli Killy. Ao invés de me agradecer pelo aviso, ele simplesmente me respondeu, com a devida grossura,  que estavas tudo bem com o Cialis e que não iria repor o produto. Como se eu estivesse pedindo alguma coisa.

Semana passada, o Estado de S. Paulo publicou notícia que tinha como título:

Anvisa recolhe lotes
Falsos de Remédio para Disfunção Erétil.
É a quarta vez neste ano que a agência apreende Cialis falsificado: remédio bnra no País pelas Bolivia e pelo Paraguai

Às vezes o castigo demora um pouco, mas sempre chega.

A BRONCA

Do meu amigo-irmão Anderson Gross:

“Esta é a moral dos veículos da RBS junto ao público jovem? : 


 Sinceramente ainda não sei como alguns colégios conceituados permitem a distribuição deste jornaleco nas escolas!!!

 Você deixa entrar na sua escola uma publicação com esta matéria???:

30 coisas para se fazer antes de se formar no ensino médio:

Dicas da RBS:

- Fazer sexo sem compromisso.

- Beber muuuuito!!!

- Pegar alguém da escola, de preferência uma professora ou uma funcionária.

- Ser expulso da sala de aula, como diz o editor do Kzuka, não faz mal ninguém.

Mas calma amigos catarinenses, a matéria foi publicada apenas na edição do RS, justamente onde(agora me permitam dar uma de editor jovem da RBS) o núcleo jovem da RBS "caga" para o mercado e para os seus próprios leitores.

Aqui eles sabem que não dá para fazer isso, pois como já aconteceu em várias escolas...eles serão corridos dos portões.

Empresas ligadas à educação não podem veicular sua imagem em uma publicação que só mostra baladas e textos que sugerem a imoralidade juvenil. Nem tudo que se vende, deve-se ser institucionalizado.”
 

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LIVROS SOBRE A PENITENCIÁRIA APOSTÓLICA


(ZENIT.org) –  As edições CNBB lançam mais dois volumes em português. Dessa vez é para dar a conhecer um tribunal ainda pouco conhecido pela maioria dos católicos, A Penitenciaria Apostólica.
O primeiro volume tem como título: “Quando e como recorrer a Penitenciaria Apostólica” e visa dar uma visão, para sacerdotes e fiéis, sobre a competência, como recorrer e como fazê-lo de modo correto. Em linguagem simples, compreensível e acessível a todos esta obra apresenta o modo correto de se dirigir à Penitenciaria Apostólica, organismo da Cúria Romana a serviço dos confessores e dos penitentes.

A segunda obra se intitula: “A Penitenciaria Apostólica, história de um Tribunal de misericórdia e piedade”. São muitas as perspectivas sob as quais é possível colocar a Penitenciaria Apostólica, para se entender a índole jurídica e se indicar as funções pastoral-eclesiológicas, jurídicas e antropológicas. Esta nova publicação, baseando-se em estudos mais representativos, tem a pretensão de fazer conhecer, também àqueles que não são verdadeiros "pesquisadores" ou apaixonados de História da Igreja, a vida e a atividade de um Dicastério que, no decurso dos séculos, por seu amplo raio de ação e por suas competências, adquiriu crescente prestígio na Cúria Romana na sua função de um Tribunal de Misericórdia e Piedade.
Contatos de venda: (61) 2193 3019 ou www.edicoescnbb.com.br

LIVRO SOBRE A CADEIA LACTEA NO URUGUAI

 O livro La Cadena Lactea en Uruguay: Planeamiento Estrategico para el Litoral Oeste é resultado de um estudo colaborativo feito por pesquisadores de países do Mercosul, entre os quais os professores Marcos Fava Neves e Roberto Fava Scare, da Universidade de São Paulo.

O estudo teve como principal objetivo a construção do plano estratégico do Consórcio Regional de Inovação (CRI) da Cadeia Láctea do Litoral, no Uruguai. A estratégia metodológica envolveu a implementação do Método de Planejamento Estratégico e Sistemas de Gestão do Agronegócio (Gesis).
Para a construção do plano foram realizadas diversas oficinas com vários ramos da cadeia produtiva de leite, pesquisadores e formuladores de políticas.
De acordo com os autores, o trabalho para a construção do consórcio e sua especificação no desenho do Planejamento Estratégico da Cadeia Caminho da Costa Oeste foi uma “contribuição instrumental e metodológica, levantando um conceito político de descentralização da concentração do desenvolvimento regional”, que se reflete no livro.
“O Consórcio Regional de Inovação da Cadeia Láctea do Litoral propõe uma estrutura de aliança com alta flexibilidade organizacional, autonomia de gestão, aplicabilidade das decisões e amplitude do campo de atuação: Investigação, extensão, capacitação, comunicação e apoio tecnológico para governos locais”, destacam.
O estudo foi realizado a partir de um intercâmbio entre o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária, a Compañía Láctea Agropecuaria Lecheros de Young (Claldy), a Universidade da Republica, o Laboratório Tecnológico do Uruguai e a empresa Pili, juntamente com a Agencia Nacional de Investigación e Innovación, a Uruguay Innova, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP em Ribeirão Preto, a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) e o Centro de Pesquisas e Projetos em Marketing e Estratégia (Markestrat).
O livro pode ser baixado gratuitamente no www.markestrat.org/pt-br/publicacao.php?id_item=313. 

FESTIVAL DE MÚSICA COLONIAL

A Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) realizará, entre os dias 15 e 29, o 23º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

Um dos maiores e principais eventos do gênero no país, a programação do festival é composta por concertos, master classes, cursos de música, gravação de CDs, audições, palestras, exposições, oficinas e instrumentos de época e o 9º Encontro de Musicologia Histórica.
Com o tema “Intertextualidades: fronteiras entre o sacro e o profano na música do Brasil colonial e imperial”, o evento reunirá pesquisadores do Brasil e do exterior.
A importação de instrumentos musicais no Brasil colonial, A música do catolicismo popular no Brasil colonial e O estilo italiano na música portuguesa e brasileira no século 18 são alguns assuntos que serão debatidos durante o encontro. Detalhes: www.promusica.org.br.

7º COLÓQUIO KANT DE MARÍLIA

 A Faculdade de Filosofia e Ciências  da  Unesp, campus de Marília, realizará, nos dias 21 a 23 de agosto, o 7º Colóquio Kant de Marília.Com o tema “Kant e Rousseau”, o objetivo do evento é discutir sobre as ideias dos filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) e do suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778).

Da piedade à lei moral racional: pensando um paralelo entre as filosofias morais de Rousseau e Kant, História, direito e ficção: a relação entre teoria e práxis em Kant e Rousseau e Rousseau e Kant, teóricos do contato social, são alguns temas que serão discutidos durante o encontro. Detalhes: www.marilia.unesp.br/viicoloquiokant. 

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

SEM INGLÊS, SUA CARREIRA FICA EM PERIGO



(Texto do Prof. Henrique Maia,  Especialista em cultura americana e consultor e professor de idiomas do Centro Yankee (www.centroyankee.com.br) , distribuído pelo Portal da Propaganda) - Dados recentes do IBGE mostram que em apenas 10 anos subiu para 87% o número de estrangeiros vivendo no País, totalizando 286,5 mil pessoas. A comparação é feita com o estudo realizado em 2000, que registrava aproximadamente 143,6 mil imigrantes vivendo em terras brasileiras. Dentre os destinos mais procurados – por causa da boa infraestrutura que oferecem – estão São Paulo, Paraná e Minas Gerais que, juntos, receberam mais da metade dos estrangeiros neste período. Boa parte pouco conhece a língua portuguesa... E como anda a comunicação dos brasileiros em inglês?



Mesmo com este crescimento de visitantes internacionais, ainda somos um dos países do mundo em que uma parcela pequena da população sabe se comunicar em inglês. Um estudo online, realizado em 2011 pela Catho, mostra que dos 46 mil internautas profissionais brasileiros que responderam à pesquisa, apenas 11% afirmam conseguir falar efetivamente em inglês, sem dificuldades.




Esse cenário retrata a realidade atual dos profissionais brasileiros, em todos os setores e segmentos. Nestes 30 anos que ensino idiomas e a cultura americana, passei, e ainda passo, por situações em que me surpreendo com o nível de fluência da língua inglesa de executivos que me procuram para avaliações. Em muitos casos a bagagem técnica e acadêmica é repleta de certificados de MBAs e cursos extracurriculares. No entanto, quando chega a “hora do inglês” observo que o domínio do idioma nem sempre reflete a imagem deles, executivos que muitas vezes ocupam altos cargos em empresas nacionais e transacionais, tendo a carreira ameaçada pela falta do outro idioma.


 Em qual momento os profissionais deixaram de dar atenção a um requisito tão básico em dias globais, como é o conhecimento fluente da língua inglesa?



Muitos são os fatores, dentre eles, está o adiamento do aprendizado do idioma por questões financeiras, enxergando a comunicação da língua universal como última prioridade da formação profissional. Realmente, boas instituições e bons profissionais custam caro. Um professor de alto gabarito cobra, em média, R$200,00/hora. E o mínimo recomendado para se manter a fluência da língua está na média de 2 horas semanais de estudos.




As consequências geradas por escolhas, no passado, de metodologias pouco apropriadas ao perfil psicopedagógico do aluno geram bloqueio psicológico permanente, e que deve ser trabalhado. Caso isso não seja feito, ele é desestimulado a procurar por um curso que atenda suas reais necessidades. São tantos os fatores que influenciam neszas decisões que passaríamos o dia dissertando sobre eles...




O importante é saber que o estudo de idiomas pode ser comparado a um tratamento médico. Tomar remédio de uma vez não sanará o problema. É preciso seguir horários e doses certas para o remédio. Uma boa escola pode e deve determinar a frequência e a dose para cada aluno. O estudo para a prática também é permanente. Uma pessoa com fluência jamais deixa de estudar. Imagine-se em uma academia. O que acontece se você abandoná-la? Em pouco tempo você estará enferrujado, fora de forma. É da mesma maneira que mantemos o nosso idioma em dia!




Também há casos em que esses alunos, mesmo orientados por bons profissionais, não levam o curso com tanto afinco como fariam com uma especialização em suas áreas. É outro grande erro cometido por quem “quer” aprender inglês – porque nem sempre o “querer” significa “precisar”.



Por fim, meu conselho é para que procurem escolas ou profissionais que possam diagnosticar e tratar da forma mais adequada o seu conhecimento do idioma. Quem domina o inglês tem mais oportunidades.
LIVROS SOBRE A PENITENCIÁRIA APOSTÓLICA
(ZENIT.org) –  As edições CNBB lançam mais dois volumes em português. Dessa vez é para dar a conhecer um tribunal ainda pouco conhecido pela maioria dos católicos, A Penitenciaria Apostólica.
O primeiro volume tem como título: “Quando e como recorrer a Penitenciaria Apostólica” e visa dar uma visão, para sacerdotes e fiéis, sobre a competência, como recorrer e como fazê-lo de modo correto. Em linguagem simples, compreensível e acessível a todos esta obra apresenta o modo correto de se dirigir à Penitenciaria Apostólica, organismo da Cúria Romana a serviço dos confessores e dos penitentes.
A segunda obra se intitula: “A Penitenciaria Apostólica, história de um Tribunal de misericórdia e piedade”. São muitas as perspectivas sob as quais é possível colocar a Penitenciaria Apostólica, para se entender a índole jurídica e se indicar as funções pastoral-eclesiológicas, jurídicas e antropológicas. Esta nova publicação, baseando-se em estudos mais representativos, tem a pretensão de fazer conhecer, também àqueles que não são verdadeiros "pesquisadores" ou apaixonados de História da Igreja, a vida e a atividade de um Dicastério que, no decurso dos séculos, por seu amplo raio de ação e por suas competências, adquiriu crescente prestígio na Cúria Romana na sua função de um Tribunal de Misericórdia e Piedade.
Contatos de venda: (61) 2193 3019 ou www.edicoescnbb.com.br

TORPEDOS PARA CAMPANHAS ELEITORAIS
Para atender a demanda durante as campanhas eleitorais, a Velip, empresa líder no mercado de tecnologia de voz, aumentou a sua capacidade de envio de mensagens por transmissão automática de áudio para até 2 milhões de mensagens em tempo real. “Dobramos nossa capacidade por acreditar que os torpedos de voz são uma das opções mais eficiente para avisar o eleitorado sobre a candidatura, comícios, reforçar a lembrança do número, além de comunicar propostas de forma individual ao eleitor” explica José Rubens Kagan, diretor comercial da Velip.
Ao usar plataformas que geram áudio por texto (TTS), reconhecimento de voz (ASR), interatividade por teclado (DTMF) e programação e acompanhamento de campanhas on line, a Velip oferece soluções sob medida para cada candidato. “Nós procuramos a solução exata para cada tipo de comunicação, é possível interagir com público através da tecnologia de reconhecimento de voz ou transferir ligações para um atendimento pessoal se necessário.”
Com sistemas totalmente fornecidos em nuvem, há possibilidade dos candidatos gravarem suas mensagens de áudio no seu próprio escritório, sem a necessidade de uso de estúdio ou optarem pelo uso de um sistema on line que realiza leitura de um texto e gera uma gravação com voz feminina ou masculina, em alta qualidade. Para programar uma campanha bastam 5 minutos, mas se o cliente tiver dificuldade, a equipe da Velip dá suporte e integra os dados para envio dos torpedos. Além disso, cada cliente pode acompanhar em tempo real os resultados da ação via relatórios on line, e pagar somente as ligações atendidas pelo seu público e não por todas que foram enviadas. Detalhes: www.velip.com.br      

LICENCIAMENTO DE PRODUTOS PARA A COPA DO MUNDO
A Globo Marcas apresentou ao mercado o Programa de Licenciamento da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Cerca de 180 executivos e empresários participaram do evento e assistiram à apresentação que detalhou os principais objetivos e questões chaves do Licenciamento de Produtos Oficiais assim como da operação das lojas nos estádios, lojas oficiais e e-commerce oficial.

Estarão em negociação, a partir de agora, os contratos que incluem também o licenciamento para a Copa das Confederações, em julho de 2013, e para a Copa do Mundo, em julho de 2014. Confecção, bolas, acessórios de vestuário, brinquedos, material escolar e souvenirs são algumas das categorias de produto que poderão ser comercializados.
Na ocasião, José Luiz Bartolo, diretor de licenciamento da Globo Marcas, declarou: “É uma oportunidade única participar desse momento que será inesquecível, oferecendo a turistas e brasileiros produtos oficiais que levarão muito da emoção desse grande evento”. A Globo Marcas tem os direitos exclusivos em território brasileiro e os acordos de licenciamento de produtos oficiais terão validade até 2014.
(Fontes: Central Globo de Comunicação | Portal de Propaganda)


Nike, a marca mais associada à copa 

Apesar de patrocinadora exclusiva da Copa do Mundo Fifa, a Adidas não é a marca mais associada ao campeonato no Brasil. Segundo a 11ª edição da pesquisa F/Radar, realizada pela F/Nazca S&S em parceria com o Datafolha, a empresa mais lembrada no país quando se remete ao mundial é a Nike, maior concorrente da fabricante alemã no segmento de material esportivo.
De acordo com o estudo, 28% dos entrevistados associaram a Copa do Mundo de 2014 à Nike, que patrocina seleções de países como Brasil, França e Holanda e está promovendo uma concorrência por sua conta publicitária no país, hoje na carteira da própria F/Nazca. A Adidas foi lembrada por 19% do público, ficando à frente da Coca-Cola (16%), que também é patrocinadora oficial do evento. Olympikus (6%), Brahma (6%), Skol (5%), Penalty (4%), Topper (3%), Itaú (3%), Guaraná  Antarctica (2%), Antarctica (2%), Vivo (2%) e Puma (2%) também foram lembrados. 32% dos entrevistados não sabem ou não citaram nenhuma marca relacionada à Copa 2014.
Entre as personalidades, o mais associado à Copa do Mundo é o maior astro da seleção brasileira atualmente: Neymar (39%). Fora da seleção e na mídia mais por causa da sua vida extracampo, Ronaldinho Gaúcho ainda tem a imagem atrelada ao mundial, com 23% de associação. Pelé (21%), Ronaldo Fenômeno (16%) e Kaká (10%) também foram lembrados.
Expectativa
A pesquisa F/Radar também mede o que os brasileiros esperam da Copa do Mundo. Entre os dados levantados, alguns mostram o otimismo da população, mas também a desconfiança. 62% dos entrevistados acha que a Copa vai melhorar a infraestrutura do país, mas 58% crê que a corrupção vai aumentar com o evento. 23% ainda acreditam que a Copa será prejudicial à imagem brasileira.
Entre fanáticos por futebol, 53% dos entrevistados disseram que vão acompanhar as outras seleções no campeonato e 19% sonham em ver um jogo ao vivo não importa a equipe. Por outro lado, destacando aqueles que não simpatizam com o esporte ou com a mudança cotidiana que a Copa provoca, 34% querem estar longe das cidades-sede. (Propmark)
V CONGRESSO BRASILEIRO DE COMUNICAÇÃO AMBIENTAL

Ricardo Zapata, assessor para desastres da Cepal – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial; Armin Braun, do Cenad - Centro Nacional de Geranciamento de Riscos e Desastres do Ministério da Integração; Adriano Tostes de Macedo, da Feam; Antonio Lago, do  Ibama; Fátima Ribas, Gerente de Comunicação da Regap da Petrobras; Marcelo Kós, Gestor Ambiental e considerado o maior especialista mundial na ISO 14.063; Sarah Cartagena, do Ceped (Centro  Universitário de Estudos e Pesquisa em Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina, Cilene Victor e Hiram Firmino, diretores das revistas, respectivamente, Com Ciência Ambiental e da revista Estado Ecológico; Roberto Gonzalez, Diretor de Comunicação do MediaGroup; Fernando Tabet, advogado do escritório Tabet Advogados;  Beth Fernandes, principal especialista brasileira em Comunicação Ambiental com Comunidade,  Jaqueline Ramos, diretora da Ambiente-se, Cristiane Ostermann, da Signi.  Todos já têm participação confirmada no V Congresso Brasileiro de Comunicação Ambiental.

O V Congresso Brasileiro de Comunicação Ambiental começa no dia 1 de agosto e vai até o dia 3 . O evento, que é o mais tradicional em Comunicação Ambiental do País, este ano acontece no Minascentro, em Belo Horizonte, e traz como grande novidade a realização simultânea durante dois dias com o  RHoK - Random Hacks of  Kindness (www.rhok.org). O RHoK é uma iniciativa que visa tornar o mundo melhor por meio de uma comunidade global de desenvolvedores de Software, e  acontece pela primeira vez na cidade de Belo Horizonte.  Inscriçõpes: www.comunicacaoambiental.com.br

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

JOVENS INFRATORES AVALIAM ESCOLA


 (Texto de Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP) – Apesar de o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegurar o direito ao acesso amplo e irrestrito à educação por todos os jovens, incluindo os em conflito com a lei, as escolas públicas brasileiras têm dificuldade em incluir e integrar os adolescentes que cometeram atos infracionais, possibilitando que eles permaneçam na instituição.
Um estudo realizado por Aline Fávaro Dias no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com Bolsa da FAPESP, identificou alguns dos fatores que facilitam ou dificultam a permanência na escola de jovens infratores.
O trabalho ganhou o Prêmio Crefal de Melhores Teses sobre Educação de Pessoas Jovens e Adultas, edição 2011, concedido pelo Centro de Cooperação Regional para a Educação de Adultos na América Latina e no Caribe (Crefal) – um organismo internacional de cooperação na área de educação, apoiado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O estudo também resultou em um capítulo de um livro organizado por Dias e publicado no fim de maio. No estudo, Dias, que é graduada em psicologia, realizou entrevistas e acompanhou seis adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em regime de liberdade assistida pelo Programa de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto de São Carlos, com o intuito de compreender o significado que eles atribuem às suas vivências escolares.
Dias constatou que, em geral, os adolescentes – que apresentam baixa escolaridade e histórico de repetência, expulsão e evasão escolar – veem a escola de uma forma ambígua.
De um lado, apesar de a escola ser avaliada por eles como um espaço onde são estigmatizados, excluídos e rotulados, por outro lado, a instituição também é vista por esses jovens como um ambiente de socialização, onde podem fazer amizades, paquerar e namorar. Já o conteúdo escolar é considerado como desinteressante e algo secundário.
“Eles invertem a função da escola. O aprendizado, que é considerado primordial para a escola, carece de sentido para eles por não conseguirem ver uma aplicação prática no dia a dia do conteúdo que aprendem, e a sociabilidade passa a ser o aspecto mais importante”, disse Dias àAgência FAPESP.
Segundo a psicóloga, além da falta de vínculo do conteúdo escolar com a realidade, outros fatores que contribuem para essa percepção invertida dos jovens infratores sobre a escola são o próprio envolvimento desses adolescentes em atos infracionais, que faz com que se distanciem da instituição, além da baixa escolaridade dos pais e a dificuldade da instituição escolar em lidar com eles.
“De modo geral, as instituições de ensino possuem pouca informação sobre o ECA e sobre quais são as medidas socioeducativas previstas para um jovem que cometeu um ato infracional”, disse.
Em função dessa carência de informação, as escolas tendem a excluir e a rotular esses jovens – que podem possuir maior dificuldade de aprendizagem e de relacionamento com os colegas – como perigosos ou a responsabilizá-los por tudo o que acontece de ruim na instituição, como atos de vandalismo.
“A escola acaba vendo esses jovens como problemáticos e que talvez se não estivessem ali seria melhor. É muito comum a prática de expulsão e transferência compulsória desses adolescentes, passando o problema de uma escola para a outra e não resolvendo, de fato, a situação deles”, disse Dias.
Segundo ela, a maioria dos jovens em conflito com a lei tem dificuldade de encontrar vagas nas escolas, fazendo com que desistam de estudar ainda no ensino fundamental. “Eles reconhecem que a escola e o estudo são importantes, mas mesmo reconhecendo isso não conseguem permanecer na instituição”, afirmou.
Contribuições da pesquisa
Na opinião da professora Elenice Maria Cammarosano Onofre, da UFSCar, que orientou o estudo, uma das principais contribuições do trabalho realizado por Dias é ajudar a diminuir a escassez de estudos sobre a relação com a escola de jovens em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto – um benefício concedido apenas a autores de atos infracionais contra o patrimônio, como roubo, furto e envolvimento com o tráfico de drogas.
Apesar de já existir no Brasil uma série de estudos sobre jovens infratores cumprindo medida socioeducativa em regime fechado por atos infracionais contra pessoas, como homicídio, ainda há poucos trabalhos sobre adolescentes que cometeram atos infracionais cumprindo pena em regime aberto.
“O estudo de Dias permite avaliar como o jovem infrator é – ou não – acolhido pela instituição escolar e o quanto os professores estão preparados para receber esses adolescentes em conflito com a lei”, disse Onofre.
Alguns dos resultados do estudo foram publicados em um livro, lançado no fim de maio, pelo Programa de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto de São Carlos, onde Dias realizou o estudo. Detalhes: http://www.rianicosta.com.br/Editora/Apresentacao.html. 
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UM EM CADA CINCO BRASILEIROS FOI PUNIDO NA INFÂNCIA
(Texto de Karina Toledo, distribuíddo pela Agência FAPESP) – Uma pesquisa realizada em 11 capitais brasileiras revelou que mais de 70% dos 4.025 entrevistados apanharam quando crianças. Para 20% deles, a punição física ocorreu de forma regular – uma vez por semana ou mais.
Castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves foram mais frequentes do que a palmada, principalmente entre aqueles que disseram apanhar quase todos os dias.
O levantamento foi feito em 2010 e divulgado este mês pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.
O objetivo da pesquisa, segundo Nancy Cardia, vice-coordenadora do NEV, foi examinar como a exposição à violência afeta as atitudes, normas e valores dos cidadãos em relação à violência, aos direitos humanos e às instituições encarregadas de garantir a segurança.
“A pergunta sobre a punição corporal na infância se mostrou absolutamente vital para a pesquisa. Ao cruzar esses resultados com diversas outras questões, podemos notar que as vítimas de violência grave na infância estão mais sujeitas a serem vítimas de violência ao longo de toda a vida”.
A explicação mais provável para o fenômeno é que as vítimas de punição corporal abusiva na infância têm maior probabilidade de adotar a violência como linguagem ao lidar com situações do cotidiano.
“A criança entende que a violência é uma opção legítima e vai usá-la quando tiver um conflito com colegas da escola, por exemplo. Mas, ao agredir, ele também pode sofrer agressão e se tornar vítima. E isso cresce de forma exponencial ao longo da vida”, disse Cardia.
Os entrevistados que relataram ter apanhado muito quando criança foram os que mais escolheram a opção “bater muito” em seus filhos caso esses apresentassem mau comportamento. Também foram os que mais esperariam que os filhos respondessem com violência caso fossem vítimas de agressão física na escola. Segundo os pesquisadores, os dados sugerem um ciclo perverso de uso de força física que precisa ser combatido.
Os resultados foram comparados com levantamento semelhante de 1999, realizado pelo NEV nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belém, Manaus, Porto Velho e Goiânia. No levantamento de 2010, a capital Fortaleza também foi incluída.
Embora o percentual dos que afirmam ter sofrido punição física regular tenha diminuído na última década – passando de um em cada quatro entrevistados para um em cada cinco –, ainda é considerado alto.
A pesquisa mostrou também que a percepção da população sobre crescimento da violência diminuiu, passando de 93,4% em 1999 para 72,8% em 2010. No último levantamento, porém, foi maior a quantidade de entrevistados que disse ter presenciado em seus bairros uso de drogas, prisão, assalto e agressão.
De modo geral, houve uma melhora na avaliação das instituições de segurança. O Exército apresentou um aumento expressivo de 55,2% em 1999 para 66,6% em 2010. A aprovação da Polícia Federal saltou de 42% para 60%. O índice de aceitação da Polícia Militar, a mais mal avaliada, passou de 21,2% para 38%.
Penas e prisões
Um achado considerado preocupante pelos pesquisadores foi o crescimento da tolerância ao uso de violência policial contra suspeitos em determinados casos. O número de pessoas que discorda claramente da tortura para obtenção de provas caiu de 71,2% para 52,5%, o que significa que quase a metade dos entrevistados (47%) toleraria a violência nessa situação.
Também caiu o percentual dos que discordam totalmente que a polícia possa “invadir uma casa” (de 78,4% para 63,8%), “atirar em um suspeito” (de 87,9% para 68,6%), “agredir um suspeito” (de 88,7%, para 67,9%) e “atirar em suspeito armado” (de 45,4% para 38%).
Quando questionados sobre qual seria a punição mais adequada para delitos considerados graves – entre eles sequestro, estupro, homicídio praticado por jovem, terrorismo, tráfico de drogas, marido que mata mulher e corrupção por político –, muitos entrevistados defenderam penas que não fazem parte do Código Penal brasileiro, como prisão perpétua, pena de morte e prisão com trabalhos forçados.
A pena de morte foi mais aceita em casos de estupro (39,5%) e a prisão com trabalhos forçados foi defendida para políticos corruptos (28,3%).
“Já esperávamos que a população apoiasse penas mais duras por causa da frustração que existe em relação à impunidade. O conjunto das respostas indica que as pessoas consideram as prisões como um depósito”, avaliou.
Para a maioria dos entrevistados, a prisão é percebida como pouco ou nada eficiente tanto para punir (60,7%) e reabilitar (65,7%) criminosos como para dissuadir (60,9%) e controlar (63%) possíveis infratores. Essa questão foi avaliada apenas na pesquisa de 2010.
Outro aspecto da pesquisa considerado negativo foi a baixa valorização de direitos democráticos como liberdade de expressão e de oposição política.
Mais de 42% dos entrevistados concordam totalmente ou em parte que é justificável que o governo censure a imprensa e 40% aceitam que pessoas sejam presas por posições políticas, com a finalidade de manter a ordem social. Para 40,4%, o país tem o direito de retirar a nacionalidade de alguém por questões de segurança nacional.
“Esperávamos que, 30 anos após o fim da ditadura, os valores da democracia tivessem 70% ou 80% de aprovação, mas isso não ocorreu. Além disso há focos muito pouco democráticos que sobrevivem, como o apoio à tortura. Há resquícios do pensamento de que degredo é legítimo e pode ser aplicado no século 21. É chocante.”

FORTALEZA TERÁ HOTEL DE PLÁSTICO

 

Não são só os investidores estrangeiros que estão empreendendo no setor hoteleiro cearense. Recorrendo ao plástico – que já virou sua marca depois do projeto de uma casa e da pousada já em funcionamento em Guaramiranga -, o engenheiro cearense Joaquim Caracas planeja construir um hotel de 140 leitos com o material reciclado nas proximidades do Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Ao todo, o investimento é estimado em cerca de R$ 9 milhões.


Com o projeto ainda na prancheta, Caracas contou que o conceito de sustentabilidade se fará presente também com a instalação de torres eólicas e placas de captação de energia solar, além do aproveitamento de água da chuva e utilizada em espaços comuns do edifício. (Promoview)

LIBERADA EXIBIÇÃO DE JOGOS DA COPA EM BARES

Publicado o regulamento de exibição dos jogos daCopa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo de 14, ambas realizadas no Brasil. As exibições em bares, pubs e boates – que já foramalvo de controvérsia em edições anteriores dos eventos esportivos – estarão liberadas de qualquer tipo de autorização ou cobrança.
No entanto, para que isso ocorra, é necessário que os locais de exibição não tenham público maior que cinco mil pessoas e que não cobrem nem ingresso de entrada e nem tenham comercializado cotas de patrocínio.
De acordo com o documento, as exibições podem ser classificadas em “Eventos de Exibição Pública Comerciais”, “Eventos de Exibição Pública Não Comerciais” e “Eventos de Exibição Pública Não Comerciais Especiais”.
A venda de bebidas ou alimentos, segundo o regulamento, não torna o eventonecessariamente comercial, na definição dos policies da Fifa.
“O Exibidor poderá vender ou autorizar a venda de alimentos, bebidas ou outros produtos ou serviços por qualquer entidade terceira durante um Evento de Exibição Pública. Para garantir que tais  atividades de venda não constituam qualquer forma de patrocínio explícito ou implícito à Fifa, à Competição ou ao Evento de Exibição Pública, a venda de produtos ou serviços durante os Eventos de Exibição Pública não deve ser realizada de forma que possa sugerir que a entidade terceira esteja oficialmente associada à Fifa, à Competição ou a um Evento de Exibição Pública”, explicita o documento oficial.
As exibições públicas, sejam comerciais ou não, devem, no entanto, obedecer algumas regras da Fifa. Entre elas: não podem ser reprisados jogos, ou seja, as exibições devem ser sempre ao vivo, o conteúdo não pode ser modificado, sem cortes ou mensagens sobrepostas, os comerciais não podem ser substituídos por outros conteúdos, as exibições precisam começar sempre dez minutos antes do início dos jogos e dez minutos depois do fim e não podem ter vinculação política alguma.
Segundo a Fifa, todos os eventos que não se enquadrarem nas normas apresentadas ou forem comerciais devem submeter suas propostas à TV Globo. Estas regras valem exclusivamente para o Brasil. (Promoview)

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