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terça-feira, 10 de julho de 2012

O METRÔ E AS MORTES POR POLUIÇÃO


 (Texto de Karina Toledo, distribuído pela Agência FAPESP) – Caso o Metrô de São Paulo deixasse de funcionar durante um ano inteiro, a concentração de poluentes na capital aumentaria 75% e as mortes causadas por problemas cardiorrespiratórios cresceriam entre 9% e 14%. Isso representaria um custo de US$ 18 bilhões ao município.

A estimativa foi feita por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em artigo publicado este mês no Journal of Environmental Management.
Para fazer o cálculo, os cientistas compararam o nível de poluição no ar de São Paulo em dias normais e em dias de greve de metroviários. Depois verificaram as mortes adicionais nos dias de paralisação e calcularam a perda de produtividade que isso representa no contexto estatístico da população.

“Escolhemos dois eventos de greve que duraram 24 horas, um no ano de 2003 e outro em 2006. Avaliamos então a concentração de poluentes nos dias antes, durante e depois da greve”, contou Simone Georges El Khouri Miraglia, coordenadora do estudo e membro do Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental (Inaira) – um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) financiados pela FAPESP e pelo CNPq no Estado de São Paulo.

As duas situações de greve foram analisadas separadamente e comparadas com um “dia controle”. “Escolhemos uma data no mesmo mês, no mesmo ano, no mesmo dia da semana e com características meteorológicas para dispersão de poluentes similares”, explicou Miraglia.

Em 2003, a concentração de poluentes no dia controle foi de 41 microgramas por metro cúbico (µ/m3). No dia da greve o número saltou para 101,49 µ/m3. Foi encontrado o equivalente a oito mortes adicionais associadas à poluição durante a paralisação, o que representa aumento de 14% e um custo de US$ 50 milhões.

“Para avaliar o impacto econômico dessas mortes adicionais, nos baseamos em uma revisão de estudos feita pela Agência Ambiental Americana, que estabeleceu o Valor de Vida Estatística. É um valor médio que leva em conta, entre outros fatores, os rendimentos que essa pessoa teria se estivesse viva”, disse Miraglia.
No ano de 2006, o impacto encontrado foi menor. A concentração de poluição saltou de 43.99 µ/m3 no dia controle para 78.02 µ/m3 durante a greve. As mortes adicionais foram seis, o que corresponde a um aumento de quase 9% e a uma perda de produtividade de US$ 36 milhões.

“Nossa hipótese para explicar o menor impacto em 2006 foi a renovação da frota de veículos na capital. Os carros novos são menos poluentes e, por esse motivo, o nível de poluição na base do cálculo diminuiu”, disse Miraglia.

Com base nesses resultados, os pesquisadores fizeram uma estimativa do custo para a saúde caso o metrô ficasse um ano inteiro sem funcionar. “Pegamos os dados e multiplicamos por 365 dias. O resultado foi de US$ 18 bilhões. Não acho que estamos longe do valor real. Fomos até conservadores”, opinou a pesquisadora.

Economia e mais saúde

Segundo dados do Inaira, 90% da poluição atmosférica em São Paulo é gerada por carros, motos e caminhões. O transporte individual é responsável por 45% dos deslocamentos na cidade, enquanto o transporte público corresponde a 55%.
“Nossa taxa de motorização é muito alta e, diariamente, são licenciados 1.200 novos carros na capital. O cenário é insustentável. Além de imobilidade, está causando muitos outros custos sociais”, apontou Miraglia.

Entre os meios de transporte de massa, os ônibus são responsáveis por levar 71% dos passageiros, o metrô fica com 24% e o trem, com 5%. De acordo com os pesquisadores, enquanto três pistas de carro em uma avenida como a marginal do rio Tietê têm capacidade de transportar 5,45 mil passageiros por hora, uma pista de ônibus leva até 6,7 mil pessoas e um trilho de metrô, 60 mil.

“É urgente que se amplie a malha metroviária. A desculpa pela demora tem sido os altos custos de implantação e operação. Mas, quando se insere a variável socioambiental nas avaliações de custo-benefício, as vantagens para a saúde superam muito os gastos”, disse Miraglia.

Para o coordenador do Inaira e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Paulo Saldiva, todas as medidas para diminuir a poluição dão lucro. “Investimentos em transporte resultam em menos gastos no setor de saúde”, avaliou.

A pesquisa coordenada por Miraglia deu origem à tese de mestrado defendida por Cacilda Bastos Pereira da Silva no Senac/São Paulo.

O artigo Evaluation of the air quality benefits of the subway system in São Paulo, Brazil, de Cacilda Bastos Pereira da Silva e outros, pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0301479712000606.

DIÁRIO DO CLIMA

Uma viagem por catorze países durante seis meses em busca de explicações e soluções para o problema do aquecimento global. No livro Diário do Clima, a repórter Sônia Bridi e o repórter cinematográfico Paulo Zero, seu marido, compartilham o que encontraram: na Austrália, o cultivo de frutas de clima seco substitui o trigo e a pecuária por conta das secas, alterando a cultura, o hábito e a rotina de antigos fazendeiros. Na Groenlândia, um terrível estrondo precede o desprendimento de um bloco de gelo do tamanho de uma casa. Na Itália, um projeto de engenharia visa impedir a inundação de Veneza, que já obriga os moradores a desocupar o primeiro andar de alguns prédios. O livro será lançado em São Paulo nesta segunda-feira (25/06), com sessão de autógrafos a partir das 19h na Livraria da Vila - Unidade Higienópolis.

Pessoalmente envolvidos no tema, para que seus futuros netos “vivam em tempos de paz e prosperidade”, e tendo feito a cobertura de diversas conferências desde a Rio 92, Sônia e Paulo fizeram uma preparação física pesada a fim de realizar a série Terra, que tempo é esse?, exibida em 2010 no Fantástico — que exigiu escaladas em picos altíssimos e o enfrentamento de atmosferas inóspitas nos cinco continentes.

Os bastidores dessa experiência, mostrando o processo de realização da série, informações detalhadas sobre a situação em vários países — entre os quais Peru, Bolívia, Islândia, Tanzânia e Butão — e entrevistas com autoridades mundiais no assunto estão reunidos em Diário do clima. Com linguagem envolvente — a ponto de o leitor sentir-se participante das aventuras —, o assunto se torna uma leitura prazerosa, em uma abordagem realista que alerta para as consequências do processo de aquecimento global sem deixar de trazer uma ponta de esperança em possíveis mudanças. A publicação inclui caderno de fotos com 48 páginas e está disponível em duas versões: brochura (com orelha assinada pela jornalista Miriam Leitão), e luxo (com capa encadernada e DVD com cenas in&ea cute;ditas da série).

A autora

Sônia Bridi nasceu em Caçador (SC). É formada em jornalismo pela UFSC. Desde 1991 é repórter da Rede Globo. Foi correspondente internacional da emissora em Londres, Nova York, Paris e Pequim, quando, juntamente com Paulo Zero, foi responsável pela implantação da emissora no Oriente. Hoje é repórter especial do Fantástico. É também autora do livro Laowai: histórias. (Plural)

OS TERMOS DA DISCUSSÃO ECOLÓGICA ATUAL

(Texto de  Leonardo Boff )- A Rio+20 provocou vasta discussão sobre questões ecológicas. Nem todos entendem os termos técnicos da temática. Publicamos aqui um artigo do mais conhecido ecologista do Estado do Rio, Arthur Soffiati, de Campos de Goytacazes,RJ, fundador do Centro Norte Fluminense para a Conservação da Natureza e publicada no dia 14 de maio de 2012 na Folha da Manhã daquela cidade. Eis a palavras principais: Ecodesenvolvimento, desenvolvimento sustentável, economia verde, pegada ecológica, antropoceno.

Há cerca de 11 mil anos, a temperatura da Terra começou a se elevar naturalmente, produzindo o derretimento progressivo da última grande glaciação. Grande parte da água, passando do estado sólido para o líquido, elevou o nível dos mares, separou terras dos continentes, formou ilhas, incentivou a formação de florestas e de outros ambientes. Os cientistas deram a esta fase nova o nome de Holoceno.

Nesses últimos 11 mil anos, restou dos Hominídeos apenas o “Homo sapiens”, que se tornou soberano em todo o planeta. Com um cérebro bem desenvolvido, ele foi desafiado pelas novas condições climáticas e domesticou plantas e animais, inventando a agropecuária, criou tecnologia para polir a pedra, inventou a roda, a tecelagem e a metalurgia. Logo a seguir, criou cidades, impérios, represas, drenagem e irrigação. Várias civilizações ultrapassaram os limites dos ecossistemas em que se ergueram, gerando crises ambientais que contribuíram para o seu fim.

Entra, então, o conceito de pegada ecológica. Ele se refere ao grau de impacto ecológico por um indivíduo, um empreendimento, uma economia, uma sociedade. A pegada ecológica das civilizações anteriores à civilização ocidental sempre teve um caráter regional, sendo reversíveis ou não. O ocidente foi a civilização que calçou as botas mais pesadas conhecidas até o momento. O peso começou com o capitalismo, que transformou o mundo.

A partir do século XV, a civilização ocidental (leia-se europeia) passou a imprimir marcas profundas com a expansão marítima. Impôs sua cultura a outras áreas do planeta. O mundo foi ocidentalizado e passou também a pisar fundo no ambiente.
Veio, então, outra grande transformação com a revolução industrial, cuja origem localiza-se na Inglaterra do século XVIII. Ela se expandiu pelo mundo, dividindo-o em países industrializados e países exportadores de matéria prima. A partir dela, começa a se criar uma outra realidade planetária, com emissões de gases causadores do aquecimento global, devastação de florestas, empobrecimento da biodiversidade, uso indevido do solo, urbanização maciça, alterações profundas nos ciclos de nitrogênio e fósforo, contaminação da água doce, adelgaçamento da camada de ozônio e extração excessiva de recursos naturais não-renováve is, que, por sua vez, produz quantidades inauditas de lixo.

Os cientistas estão demonstrando que, dentro do Holoceno (holos=inteiro+koinos=novo), a ação humana coletiva no capitalismo e no socialismo provocou uma crise ambiental sem precedentes na história da Terra porque gerada por uma só espécie. Eles estão denominando o período pós-revolução industrial do século XVIII de Antropoceno, ou seja, uma fase geológica construída pela ação coletiva do ser humano (antropos=homem+koinos=novo).

Em função dessa grande crise ou dessa nova época é que a Organização das Nações Unidas vem promovendo grandes conferências internacionais, como as Conferências de Estocolmo (1972), Rio-92 e, proximamente, a Rio+20. O objetivo é resolver os problemas do Antropoceno, seja conciliando desenvolvimento econômico e proteção do ambiente, seja buscando outras formas de desenvolvimento. A Rio-92 adotou a fórmula do desenvolvimento sustentável, que ganhou diversos sentidos, inclusive antagônicos ao original.

A Conferência Rio+20 pretende colocar em pé de igualdade as dimensões ambiental, social e econômica. A palavra mágica, agora, é economia verde, cujo conteúdo não apresenta clareza. Supõe-se que, no mínimo, signifique a substituição progressiva de fontes de energia carbono-intensivas por fontes renováveis de energia, bem como a substituição de recursos não renováveis por renováveis.

A Rio_20 mostrou que os países industrializados não querem abdicar da sua posição; os países emergentes querem alcançar os industrializados; e os países pobres querem ser emergentes. Enquanto não houver entendimento acerca dos limites do planeta, inútil pensar em justiça social e desenvolvimento econômico. Por conseguinte, o ambiente é mais importante que o social e o econômico, já que sem ele não se pode encontrar solução para os outros dois. Por outro lado, o conceito de ecodesenvolvimento parece ser o mais correto enquanto tática e estratégia. (Fonte: Plural)

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

“UM ESTÁDIO É SEMPRE UMA MENSAGEM”


 Responsável por projetar estádios de futebol no mundo inteiro, inclusive no Brasil, o arquiteto alemão Volkwin Marg afirma que eles são espaços de encenação ideológica, erguidos para simbolizar um time ou uma nação.

"Estádios de futebol são espaços altamente políticos", acredita o arquiteto alemão Volkwin Marg, que projetou várias arenas pelo mundo, inclusive para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Seu escritório, localizado em Hamburgo, assina os projetos do Estádio Nacional de Brasília, da Arena da Amazônia, em Manaus, e do Mineirão, em Belo Horizonte.

Nascido em 1936, Marg é também responsável pela modernização do Estádio Olímpico de Berlim e por dois palcos da Eurocopa de 2012: o Estádio Nacional em Varsóvia, na Polônia, e o Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia. Segundo o arquiteto, estádios são espaços de encenação das massas, erguidos com a função de transmitir uma determinada imagem de uma nação.

Deutsche Welle:Estádios de futebol são lugares grandes, barulhentos e cheios: o que atrai as pessoas para lá?

Volkwin Marg: O homem não é apenas um indivíduo que deseja permanentemente se defender e se distanciar dos outros, mas também é um ser social que, sob determinadas circunstâncias, tem vontade de se misturar. Essa ambivalência do ser humano leva sempre a uma pulsão reprimida por se inserir na sociedade e, de preferência, se dissolver nela. O desejo de fazer parte de uma multidão sempre pressupõe o movimentos numa mesma direção. Visto como uma união da massa em forma mais ou menos anelar, o estádio concentra todos os interesses dessa massa num único acontecimento no centro, enquanto isola do que está fora dele. É a expressão física da necessidade de pertencer à massa – amplificada acusticamente pela arquibancada totalmente coberta, que também funciona como um refletor sonoro. De modo que a autoencenação acústica da massa é muito mais intensa do antes: o gemido em conjunto, os protestos e os cantos rituais.

O senhor costuma frequentar estádios esportivos?

Cresci na época do nazismo, com os jograis rítmicos e as marchas. Frequentei a escola na Alemanha Oriental, com as manifestações de rua – também em passo de marcha – e vivência das palmas ritmadas. Tornei-me uma pessoa muito cética, devido a essas lembranças da massa. A impressão que tenho dela é negativa, e por isso fico completamente perplexo quando vejo que também a alegria pode levar a uma comunhão em massa – por exemplo, nas palmas em ritmo. Não sou um frequentador de estádios apaixonado, mas acabo indo sempre, por causa dos meus netos. Quando é o caso, eles me explicam repetidamente o que é uma linha de impedimento. Fico sempre comovido com o entusiasmo ingênuo deles, em meio à massa.

Quais são as funções de um estádio hoje?

Um estádio é o maior local de aglomeração. Ao mesmo tempo, é onde ocorrem os mais fantásticos eventos contemporâneoss. Além disso, é sempre uma mensagem, ou do time, ou, muito mais frequentemente, do lugar onde se encontram. Ele é altamente político, portanto.

E quanto aos espectadores?

Um estádio para 30 mil a 80 mil espectadores sempre significa conduzir multidões: o caminho para o estádio, a entrada nele, a distribuição dos assentos, o intervalo, a saída do estádio. E, ao mesmo tempo, essa condução significa uma coreografia das massas, no que concerne aos espectadores. Além disso, existe a coreografia do evento em si, que não se limita apenas à partida de futebol. Como as multidões não apenas são coreografadas, mas também se encenam a si próprias, e de forma bastante espontânea – basta pensar no canto de torcida ou na ola –, o estádio precisa oferecer a oportunidade de autoencenação, na acústica, na ótica e com as técnicas de iluminação.

Como os estádios foram se adaptando às novas exigências ao longo dos anos e séculos?

No início, estádios como os dos Jogos Olímpicos da Antiguidade eram lugares em torno dos quais o público se aglomerava para observar como as cidades-Estados concorriam entre si em competições paramilitares. Como a disputa sempre era codecidida pelos deuses, tratava-se também de jogos de culto. O estágio seguinte foi o Império Romano, quando o estádio se transformou numa gigantesca estrutura de pedra, que servia não apenas para abrigar competições paramilitares, mas também gigantescos espetáculos. Naquela época havia grandes anfiteatros, onde ocorriam eventos de massa com caças de animais, lutas de gladiadores e até batalhas navais – pois alguns estádios podiam ser inundados. Além disso, construíram-se espaços gigantescos para corridas de cavalos, como o Circo Máximo, para mais de 250 mil pessoas. Esses eventos às vezes duravam mais de uma semana e tinham o objetivo de manter calmos os cidadãos, controlar o povo simples.

Como os jogos e os estádios se transformaram na época moderna?

Quando as potências colonizadoras e os Estados nacionais se encontravam em concorrência internacional pelo globo, no final do século 19, surgiu a ideia dos Jogos Olímpicos como disputas nacionalistas, ou seja: houve um novo renascimento da construção de estádios. No século 20, a ideia olímpica se tornou altamente politizada na Itália fascista, na Alemanha nazista e em outros países. Após a Segunda Guerra Mundial, os jogos olímpicos aconteceram uma segunda vez na Alemanha: em 1972 em Munique. Desta vez, porém, encenados a partir de uma visão da sociedade totalmente diferente.

Como o Estádio Olímpico da Berlim nazista de 1936 e o da Munique democrática de 1972 se diferenciam?

As Olimpíadas de 1936 haviam pleiteadas pela República de Weimar, ainda em 1929, e deveriam transcorrer em Berlim, justamente a cidade onde, em 1916, tiveram que ser canceladas devido à Primeira Guerra Mundial. A intenção era apenas reformar o estádio olímpico já construído. Quando os nazistas assumiram o poder em 1933, viram aí uma chance de autoencenação. Foi criado então o Reichssportfeld (Campo Esportivo do Reich), uma monumental composição urbana: no centro estava o estádio que dava para o assim chamado Maifeld, um espaço de reunião para 250 mil pessoas. Mas para Hitler, até isso era pequeno demais.

As arquibancadas do Maifeld eram chamadas "Westwall", como as fortificações defensivas da Primeira Guerra Mundial. No meio delas havia o edifício Langemarckhalle, supostamente construído sobre a terra ensanguentada transportada de Langemarck, na Bélgica, onde 50 mil soldados alemães supostamente morreram como heróis, Primeira Guerra. No topo da torre olímpica da Langemarckhalle havia um sino com a inscrição: "Conclamo a juventude do mundo". Nesse ambiente necrófilo, na verdade, o sino conclamava a juventude para a morte heróica. Todo esse complexo monumental-patético estava encenado para paradas em formação fechada e para uma sociedade conforme, em passo de marcha.

O total oposto disso foi a encenação de Munique em 1972, um projeto do escritório de arquitetura Behnisch & Partner. Numa paisagem com colinas e um lago, foram erguidos pavilhões de tetos translúcidos, cobrindo estádios e piscinas. Os caminhos que levavam até eles e a coreografia das massas eram desenhados livremente, como num jardim inglês. De modo que se poderia dizer que, neste caso, a coreografia era em tempo de valsa. Era uma outra visão para os jogos da juventude mundial, numa sociedade democrática e livre.

O senhor projetou alguns estádios esportivos, na África do Sul, Brasil, Polônia e Ucrânia. Que influência exerce a conjuntura política no processo? Ou no fim das contas o fator mais importante é o orçamento?

Ambos. Quando, porém, falamos de autoencenação, seja de uma cidade ou de uma nação, as circunstâncias políticas são decisivas, inclusive para o financiamento. No caso de estádios nacionais, o orçamento é calculado, via de regra, segundo os lucros psicológicos. Mas a questão política prevalece, porque, junto com o estádio, deve ser criado um símbolo. Basta pensar nas últimas Olimpíadas da China, na qual foi erguido um ninho de pássaro como símbolo para o futuro do país.

Qual é o simbolismo por trás dos estádios de Varsóvia e Kiev, palco dos jogos da Eurocopa?

O estádio nacional em Varsóvia tem um tremendo significado para os poloneses. O estádio anterior foi erguido a partir dos escombros produzidos pelos bombardeios alemães durante a repressão ao levante de Varsóvia, na Segunda Guerra Mundial. Era, por isso, um monumento para recordar a destruição, um imponente estádio elevado. Além disso, ele se localizava no ponto onde o exército russo fez uma parada em sua marcha para Varsóvia, a fim de esperar a repressão do levante e em seguida marchar sobre o Rio Vístula e ocupar a cidade.

Exatamente no lugar do estádio antigo deveria ser construído o novo, sob a condição de não tocar no primeiro edifício. Nosso escritório de arquitetura ganhou a concorrência ao sobrepor o novo estádio ao antigo, como uma coroa. Nós desenvolvemos o entorno da arena de tal maneira que lembrasse uma cesta trançada nas cores nacionais da Polônia, branco e vermelho. Agora, o estádio fica iluminado à noite, por assim dizer como uma joia do outro lado do Rio Vístula. É uma coroa da cidade, construída sobre a base da história.

Já o estádio em Kiev tem uma história secular, e desde o início se situou no centro histórico da cidade. Desde a era czarista, foi reconstruído e renomeado várias vezes. Em sua forma mais recente, abrigava 100 mil torcedores, só que em bancos, não em assentos individuais. Ele foi construído para as exigências do futebol comercial. Mas a ideia era preservar sua substância, como monumento arquitetônico da história ucraniana. (Klaudia Prevezanos, com revisão de  Augusto Valente, no DW)

FÓSSEIS E VESTÍGIOS PRÉ-HISTÓRICOS

Está em cartaz até o dia 30 de setembro, no Museu da Ciência Mário Tolentino, em São Carlos, a exposição PaleoBrasil: na trilha dos dinossauros. O evento é organizado pela prefeitura local e pelo Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da UFSCar. A curadoria é do professor Marcelo Adorna Fernandes. Reúne fósseis de organismos vegetais e animais que viveram há milhões de anos em solo brasileiRO,  além de meteoritos coletados no Brasil.
Alguns objetos, como pegadas de dinossauros impressas em rocha, foram encontrados na região de São Carlos. A coleção também conta com fósseis de répteis aquáticos da região de Rio Claro.
Entre os destaques estão o esqueleto completo de um dinossauro predador do interior do Mato Grasso, o abelissauro, com oito metros de comprimento e três metros de altura, e também o Anhanguera, um pterossauro do Ceará com 5 metros de envergadura. Detalhes: (16) 3307-6903 ou museudaciencia@saocarlos.sp.gov.br.

3º ENCOINTRO DA CADEIA PRODUTIVA DA OLIVICULTURA

Termina  dia 15 o prazo para inscrição de trabalhos a serem apresentados no 3º Encontro da Cadeia Produtiva da Olivicultura, que ocorrerá entre os dias 11 e 13 de setembro em Campinas.

O evento é organizado pelo projeto de olivicultura Oliva SP, que reúne pesquisadores de instituições da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), como o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA), além de técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati).

O 3º Encontro da Cadeia Produtiva da Olivicultura acontece em paralelo com a 4ª ExpoAzeite, a maior feira de azeites do Brasil. Detalhes: www.apta.sp.gov.br/olivasp ou pelos e-mails ebertoncini@apta.sp.gov.br e angelica@iac.sp.gov.br. 

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domingo, 8 de julho de 2012

DOMINGO É DIA DE AUDITORIA


 AUDITORIA DA COMUNICAÇÃO

A FRASE

“Pobre gosta é de luxo.” Joãozinho Trinta)

ESTE A GENTE SAABE DE  QUEM  CHUPOU

“Pode entrar, a casa é sua” (Dalton Andrade)
“Pode entrar que a casa é sua (Casas Pernambucanas, há muitos anos)

CONFUSÃO EM CANNES

Novamente Meio&Mensagem marcou um golaço. Abandonando o estilo release que infelizmente predomina nas colunas, blogs  e meios especializados, ele, que semana passada denunciou a presenbça de peças fantasmas entre as premiadas, voltou à carga esta semana, agora para contar fatos nada  lisonjeiros ocorridos nos bastidores.
Como resumiu o jurado brasileiro Andre Rabanca, segundo a revista:
“O argentino fala demais, os asiáticos votam sempre todos unidos em suas peças, o alemão reclama que tudo é ruim, o norte-americano pensa que tem razão, o brasileiro sempre dá um jeitinho de defender o país, oi indiano explica dez vezes que a penetração da internet é muito pequena lá, e o presidente do júri Ajuda todos os trabalhos que tenham fim de caridade.”
Nenhuma novidade, exceto que pela primeira vez o fato vem à tona com esta força.
Há alguns anos entrevistei, para a Revista Propaganda, Victor Petersen, que disseminou o Festival de Cannes no Brasil. Durante anos ele incentivou  agências e publicitários brasileiros a participar do certame. Um dia, surpreendentemente, deixou de fazer isso.
Na entrevista que me concedeu revelou porque: “deixou de ser um evento sério, por culpa de um brasileiro. Eu o indiquei para  fazer parte do júri, ele corrompeu os jurados e trouxe um monte de leões para a agência dele.” Se você quer saber o nome desse jurado, pesquisa na Revista Propaganda. Está lá, citado pelo Victor.
Eu mesmo  escrevi algumas, manifestando minha estranheza diante do fato de que davam aos jurados brasileiros a missão de defender as peças do país. E lembrava que jurado não defende, julga.          Quem defende ou ataca são o advogado e o promotor.  

OS PERIGOS DA COMUNICAÇÃO ONLINE

Se o farto que retrato abaixo, que circula na internet, for verdadeiro, mostra como um diretor de marketing perde a cabeça e com isso consegue manchar a imagem da empresa onde trabalho. Dá uma olhada

Reprodução dos emails trocados entre ALUNOS / TCC "TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO" da USP (Aquela dos alunos que queriam  liberar o uso da maconha)  e  CAFÉ PILÃO...

1º EMAIL Pedido dos Alunos da USP ao Café Pilão: Prezados Srs., gostaria de verificar a possibilidade da realização de uma entrevista com o responsável pela Área de Marketing a respeito do mercado de café tipo exportação no Brasil. Eu e meus colegas somos alunos do curso de Administração/Comércio Exterior da Universidade de São Paulo e temos como tema do trabalho de conclusão de curso a influência do selo 'tipo exportação' no consumo de café no Brasil. A idéia é estudarmos os efeitos do produto exportável no mercado doméstico e por isso selecionamos profissionais do mercado de café cuja opin ião nos seria de algum valor. A entrevista seria agendada conforme a disponibilidade da sua empresa e não levaria mais do que 1h. Aguardo um retorno, e desde já agradeço.

2º EMAIL : Resposta do Café Pilão: Agradecemos o seu contato e o seu interesse no nosso Café Pilão. Informamos que nós, do Café Pilão, possuíamos uma política para divulgação das informações sobre os nossos produtos e sobre a nossa empresa. Desta forma, disponibilizamos o site para que o estudante tenha acesso às informações sobre a marca do produto e a empresa possíveis de serem divulgadas. Você poderá acessar nossa página pelo endereço: <http://www.cafepilao.com.br//> Esperamos que você possa apreciar o site do Café Pilão, pois ele foi especialmente desenvolvido com todo carinho para você! Mais uma vez agradecemos o seu contato e colocamos o Serviço de Atendimento ao Consumidor a sua disposição. Um abraço, Gledes de Souza. Serviço de Atendimento ao Consumidor.

3º EMAIL Réplica dos alunos: Prezado Sr. Gledes de Souza, somos alunos do último semestre do curso de Administração/COMEX da Universidade de São Paulo. Embora o nosso curso seja meia-boca, Vsa. seja meia-boca e essa água suja que vocês chamam de café seja meia-boca, nós não o somos e a nossa paciência se esgotou. Como Vsa. não deve saber o que é stress, pois a sua existência medíocre não prevê a transposição de limites, prazos, etc, eu gostaria de, em poucas linhas, escrever que é muito foda ralarmos para pagar a facu, mantermos nossos empregos, tentarmos minimamente concluir os trabalhos que sempre deixamos atrasar e ainda termos que aturar respostas imbecis como a que Vsa. nos mandou. Para tentar fazê- lo perceber o quão estúpida foi a sua atitude, segue um silogismo bem didático, com a seqüência de raciocínio que o seu cérebro de amendoim deveria ter feito: 1. a minha mensagem chegou por meio do site do Café Pilão, portan to eu tenho acesso à Internet 2. a mensagem foi escrita, logo eu sei escrever 3. se eu sei escrever, muito provavelmente eu saiba ler 4. se eu sei ler, tenho acesso à Internet e acessei o site do Café Pilão p/ escrever a mensagem, eu vi o que havia escrito lá 5. se eu me dei ao trabalho de escrever uma merda de mensagem para uma banca de idiotas do serviço de atendimento, é porque eu preciso de algo ALÉM do que está no site. Ficou claro? Portanto, meu amigo, eu penso sinceramente que pessoas como Vsa. deveriam ser esterilizadas ao nascer, pois assim pouparíamos as futuras gerações do convívio desgastante que hoje somos obrigados a manter, em nome dos direitos humanos e da civilidade. Por fim, segue um conselho e um pedido. O conselho é que Vsa. se mate o mais rápido possível, e o pedido é que, antes de se matar, você vá tomar no CÚ.

4º EMAIL : Tréplica do Diretor de Marketing do Café Pilão 

Prezados Formandos: Como vocês já devem ter percebido, cometeram vários erros na sua solicitação, imperdoáveis em alunos que estão saindo dos bancos de uma universidade para o mercado de trabalho.

Erro 1 Vocês tentaram estabelecer contato com uma grande empresa usando o canal de comunicação errado, ou seja, o SAC, Serviço de Atendimento ao Consumidor. Se vocês já tivessem recebido a graça de um estágio numa empresa medianamente organizada, este fato, além de transformá- los em alvo de piada, jamais lhes renderia um emprego na alta administração, nem menos no telemarketing que é onde as empresas atendem idiotas iguais a vocês.

Erro 2 Vocês também revelaram grande amadorismo em fazer este tipo de contato por e-mail, como se em alguma empresa houvesse profissionais prontos para responder pedidos de filhinhos de papai que deixam os seus trabalhos de aula para a última hora, porque ficam fumando maconha, fazendo greve para não poderem estudar, fazendo passeatas para tirarem a polícia de dentro da Universidade para vocês poderem traficar drogas e a usarem também, comendo gatinhas e torrando a grana da família nos botecos da vida. Quem não gosta de polícia é ladrão e pessoas desonestas. Existe um equipamento chamado telefone, que é atendido por uma profissional chamada telefonista. Aqui na Pilão, casualmente, a telefonista é uma diplomada em Administração pela USP, com ênfase em Comércio Exterior , que, por suas raízes, certamente abriria as portas para vocês.

Erro 3 O trabalho proposto por vocês é de uma inutilidade espantosa, uma prova de total incompetência para quem está obtendo um diploma de bacharel em administração. Na verdade, é uma pesquisa estúpida e imbecil, pois utiliza uma metodologia completamente errada - 'entrevistas com profissionais do café ' para'estudar os efeitos do produto exportável no mercado doméstico'. Garotos, este tema já foi pesquisado há 10 anos atrás e não tem mais a mínima importância depois que Collor de Mello abriu as fronteiras do Brasil. 

Naquele tempo, aliás, os jovens, além de estudiosos, também eram politizados. Vocês já ouviram falar dos 'caras pintadas' ou acham que isso é apenas um apelido para palhaços como vocês?

Espero, com esta resposta, estar contribuindo para a formação de
vocês. Mas, se esta resposta não lhes servir como uma pequena lição, fiquem
tranqüilos.

Entrem novamente em nosso site e conheçam os nossos projetos sociais,
destinados a recuperar jovens drogados, a fazer inclusão digital
(ensina inclusive a usar a internet) e a tratar problemas sexuais em
jovens estudantes. Ah, antes que esqueça, abriu uma oportunidade de
estágio para formandos em Comércio Exterior aqui na empresa: na
Namíbia.

Sabemos que é no cú do mundo, mas como vocês bem que merecem tomar
no cú, lá é um bom lugar.

É por isso que os "profissionais" de hoje que saem das Universidades,
não sabem distinguir soro do leite e acabam matando nossas crianças.
Atenciosamente.

Jairo Soares
Diretor de Marketing”

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sábado, 7 de julho de 2012

SOFTWARE NO LUGAR DE PRANCHETAS


(Texto de  Fábio de Castro, distribuído pela Agência FAPESP)  Em diversas regiões do Brasil treinadores de futebol estão abandonando suas velhas pranchetas para adotar uma alternativa mais eficiente em suas preleções: um software que permite trabalhar a preparação tática do time, estudar decisões estratégicas, realizar simulações e analisar jogadas a partir de imagens de vídeo.

A prancheta eletrônica para tablet, denominada Tactical Pad, foi desenvolvida e colocada no mercado pela ClanSoft, empresa spin off formada em 2009 pelos engenheiros da computação Pedro Henrique Borges de Almeida, Danilo Lacerda e Fernando Closs, todos ex-estudantes do Instituto de Computação da  Unicamp.
O projeto "Pesquisa e desenvolvimento de uma aplicação de apoio a esportes coletivos utilizando tablet PC" teve apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

De acordo com Almeida, o software, cuja versão atual é comercializada desde março de 2010, é utilizado por treinadores da maior parte das agremiações do interior de São Paulo – em especial nas categorias de base, mas também em alguns times profissionais, como o da Ponte Preta, de Campinas –, além de clubes como o Internacional (RS), o Bahia (BA) e o Figueirense (SC). O Tactical Pad também é usado pela seleção sub-21 de Portugal e pela seleção principal da Coreia do Sul.

Segundo Almeida, a ferramenta já foi testada por membros da comissão técnica dos times profissionais de Palmeiras e Corinthians e a partir de agora será adotada por todas as seleções de base da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Em 2009, Almeida fazia um mestrado em Ciência da Computação na Unicamp, sobre o uso de tablets para aplicações educacionais, quando Closs – que trabalhava com Lacerda no Instituto Venturus de Inovação Tecnológica – sugeriu que os três se unissem para desenvolver uma prancheta eletrônica. O trio passou a estudar o mercado e avaliar o nível de maturidade dos softwares já existentes para a mesma finalidade.
“Logo percebemos que os treinadores brasileiros não adotavam esse tipo de solução tecnológica. Conversando com alguns deles, percebemos a razão para essa rejeição: os softwares disponíveis eram difíceis de manusear, com interface confusa e funcionalidades incompletas. Notamos também que o uso de mouse e teclado inviabilizavam o uso nas preleções e as soluções gráficas eram, em geral, muito amadoras e pouco atraentes”, disse Almeida à Agência FAPESP.

A concepção do produto contou com a colaboração de profissionais de diferentes comissões técnicas, que mais tarde se tornaram usuários da ferramenta. Durante o desenvolvimento, o principal colaborador foi o ex-coordenador das categorias de base do Palmeiras Marcos Biasotto, que atua hoje no Grêmio (RS).
“Trabalhamos intensamente junto às categorias de base do Palmeiras. Como a usabilidade dos softwares existentes era uma das principais dificuldades que detectamos, vimos que era fundamental consultar os profissionais para quem o produto seria realmente útil. Com isso, pudemos criar as funcionalidades com características alinhadas às expectativas do usuário”, disse Almeida.

Os pesquisadores perceberam que, para ser utilizado, o software precisaria ser de manuseio extremamente simples. Segundo Almeida, mesmo profissionais da área esportiva com intimidade com computadores desistem de usar esse tipo de software se for preciso gastar muito tempo para fazer uma simulação.

“Também percebemos que muitos dos softwares existentes não davam importância à qualidade gráfica. O aspecto visual é muito importante e uma boa representação gráfica da jogada dá um estímulo cognitivo fundamental para que o atleta assimile o que está sendo pedido a ele”, disse.

Jogadores e jornalistas

O Tactical Pad, que roda em dispositivos com Windows, Android ou iOS (iPad), pode ser utilizado de duas formas. Uma delas é a montagem do posicionamento tático da equipe, como se fosse uma prancheta virtual – com personalização de todos os elementos, como cores dos uniformes e nomes dos jogadores, e possibilidade de visualização 3D. A outra é a análise a partir de imagens de vídeo.

“O software possibilita funcionalidades simples de edição. Depois de filmar jogadas de seu próprio time ou do time adversário, o treinador pode escolher cenas de cobranças de falta, por exemplo, para fazer a análise do posicionamento”, disse Almeida.

“O treinador pode fazer anotações sobre o próprio vídeo, a mão livre, destacando os pontos mais importantes de uma jogada. Pode também utilizar um modo especial de projeção no qual somente o conteúdo de interesse é mostrado no projetor”, explicou.
Durante a Copa São Paulo de 2010 – o principal torneio de categorias de bases de clubes do Brasil – os engenheiros da ClanSoft acompanharam o uso do software em preleções com os atletas. O programa ajudou o time facilitando, por exemplo, as correções de falhas de posicionamento defensivo em jogadas de bola parada.

De acordo com Almeida, a base do Palmeiras possuía equipamentos como projetores e notebooks, mas eles nã eram utilizados porque os profissionais não tinham afinidade com as ferramentas. A principal dificuldade era a edição de vídeos. Apesar dos recursos, utilizavam em suas preleções prancheta sobre cavaletes, com anotações a mão. "Além de dificultar a compreensão dos jogadores, a comunicação se tornava enfadonha. O treinador nos dizia que os jovens atletas costumam ficar dispersos se a preleção chegar a 20 minutos. Mas, quando utilizamos o software, a participação deles foi intensa, mesmo após 40 minutos de análise de jogadas”, disse Almeida.

O software vem sendo utilizado não apenas por treinadores, mas também por jornalistas esportivos. Jornalistas como Mauro Beting, comentarista esportivo da Rádio Bandeirantes e colunista do Lance Net!, e André Rocha, responsável pelo blog Olho Tático, do GloboEsporte.com, utilizam o Tactical Pad para fazer análises táticas.

Se a fase 1 do projeto PIPE foi dedicada ao desenvolvimento da prancheta eletrônica, os pesquisadores da ClanSoft agora estão trabalhando na fase 2, já aprovada pela FAPESP, para transformar o software em uma ferramenta de auxílio à gestão técnica das categorias de base dos times.

“Em uma categoria de base de um grande clube, eventualmente há mais de 400 atletas. Estamos desenvolvendo um sistema capaz de acompanhar o treinamento de cada um deles, integrando à parte tática as estatísticas e os dados relacionados a lesões, suspensões e alimentação, por exemplo. Tudo isso será compartilhado com a comissão técnica”, disse Almeida.

Outra funcionalidade da fase 2 do projeto será a integração da prancheta eletrônica a redes sociais na internet. “Muitas vezes o treinador ou alguém da comissão técnica não está presente, mas poderá ter acesso aos dados relacionados à parte técnica do time”, afirmou.

Além do futebol, o Tactical Pad tem versões para basquete, futsal e handebol. “Por enquanto, a aplicação mais forte tem sido mesmo no futebol de campo. Vamos começar a divulgar nos Estados Unidos a versão para basquete”, disse Almeida.

As tecnologias que serviram de base para o TacticalPad incluíram o Windows Presentation Foundation (WPF), Windows Forms e bibliotecas de programação específicas para Tablet PC. Com a exportação para versões de iPad e Android, passaram a ser empregadas também outras tecnologias, como OpenGl e Engines 3D. Detalhes: www.tacticalpad.com
CONGRESSO MUNDIAL DE SIGNIS
(ZENIT.org) - O Congresso Mundial da Associação Mundial para a Comunicação (SIGNIS) será realizado em 2013 em Beirute, Líbano, sobre o tema Mídia para uma Cultura de Paz: criar imagens com o nova geração.
"O Oriente Médio está coberto por um véu de imagens de guerras, conflitos civis e exigências de mudanças sociais e políticas. No entanto, está também repleto de iniciativas criativas para a reconciliação, o diálogo e a construção da paz", é o que destacam os organizadores no convite para o evento mundial, cuja sede foi escolhida "em solidariedade a essas vozes e imagens alternativas de paz do nosso mundo”.

O presidente da Signis, Augustine Loorthusamy disse que o tema do Congresso ", ressalta o contínuo compromisso da instituição em trabalhar com, e inspirar a próxima geração na promoção dos seus direitos através da mídia."

Ele acrescentou: "Como uma associação católica de profissionais da área de comunicação queremos trabalhar e incentivar a próxima geração a criar idéias positivas e fortes que expressem suas esperanças em uma cultura mundial de paz."

O precedente Congresso Mundial Signis foi realizado em 2009em Chiang Mai, Tailândia e reuniu mais de 600 profissionais de mídia e desenvolvimento, comunicadores católicos, crianças e jovens do mundo todo.
O Congresso Mundial 2013 pode ser seguido de agora em diante pelo Facebook ou Twitter: www.facebook.com / signisworld e www.twitter.com/ # SIGNISBrussels

A PIOR PROFISSÃO DO MUNDO

“A pior deve ser exorcista; deve ser difícil retirar maldições que o diabo e o satanás lançaram na vida de pessoas cruéis e malvadas como eu”, ou “Policial militar, arrisca a vida por um salário que nem um mendigo quer, sai de casa sem saber se vai voltar, e quando mata ainda responde a processo”, ou, “Estudante, passamos por espécies de torturas diárias e o pior sem nenhuma remuneração”, ou, “prostitutas e bandidos sem dúvida são as piores”…

Aqui no MADIAMUNDOMARKETING temos conversado muito sobre o assunto e na média, todos tendem a concordar que não existe profissão ou atividade pior e mais arriscada que de dono de restaurante. Acorda cedo, dorme tarde, trabalha sobre permanente pressão, a mão de obra além de escassa gira alucinadamente, sua matéria-prima é perecível, suas ferramentas de trabalho são frágeis, e é julgado a cada minuto por cada um dos muitos clientes que frequentam seu estabelecimento em busca de prazer, felicidade, alegria, ótima experiência e melhores recordações. Os que não passam por esse julgamento duram alguns meses e fecham. De cada 100 restaurantes abertos na cidade de São Paulo apenas 3 sobreviverão 10 anos depois. Já a saúde de seus proprietários…

E se as coisas já não eram fáceis, novas pressões atormentam a vida dos já atormentados restaurateurs. De uns anos para cá os restaurantes tornaram-se vítimas de arrastões. E a cada novo arrastão mais pessoas desistem de frequentá-los. Como se isso não fosse suficiente, em dois dos mais recentes, a 100 metros da delegacia, no Bairro de Higienópolis, na cidade de São Paulo, além de todos os transtornos decorrentes, ainda receberam a pressão do delegado próximo que não os socorreu como deveria, pelos impostos que pagam, recomendando a seus clientes e apenas o seguinte, “Escolha o lugar como um todo. Pela comida, pela qualidade da limpeza, pelo atendimento, pela rua, e pela estrutura que ele oferece. Veja se o restaurante que você frequenta tem câmeras, segurança patrimonial, portas de segurança. Tudo isso deve ser considerado”.

E, para piorar a situação, importadores de vinho metem o bedelho e reclamam que os restaurantes cobram muito caro pela bebida. Em matéria do jornal VALOR, o importador CELSO LA PASTINA adverte, “Isso é cultural. Nos EUA e na EUROPA as margens também são altíssimas. A diferença é que lá os vinhos são muito mais baratos. Pena é que importamos o hábito em termos absolutos”. Na mesma direção é o depoimento da sommelier da EXPAND, ANNA RITA ZANIER, “O vinho não deveria ser visto como um negócio, porque é um produto que tem custos relativamente baixos. 

O que representa em termos de trabalho para o restaurante? A orientação ao cliente, a abertura da garrafa, a manutenção da adega e os copos. Algo simples, que com preços mais atraentes poderia valorizar a refeição e ajudar a manter a tradição de um produto que nasceu como companheiro de mesa de pobres e ricos”. Só que, ANNA RITA, para praticar preços tão baratinhos, tem o ponto comercial, a brigada, a matéria prima, os riscos pessoais, o equipamento, os impostos…

Se não é a pior, ser dono de restaurante disputa com vantagens a primeira colocação… Depois de todos os cálculos, amortizações, riscos envolvidos e tudo o mais, nós, consultores do MMM chegamos a conclusão que os restaurantes do Brasil são caros porque custa muito caro ser dono de restaurante no Brasil. Apenas isso. Com chances de sucesso muito próximas de zero. (MadiaMundoMarketing)

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

QUANDO ÉTICA NÃO SIGNIFICA NADA


 Bem, é isso, virou norma. Mais uma vez trago uma (péssima) experiência de uma agência com um cliente para servir de tema a um texto. Mais uma vez, a inexperiência e a falta de senso e de profissionalismo de um júnior coloca em risco uma relação profissional agência/cliente/fornecedor numa típica ação amadora de quem não sabe o que está fazendo.
Uma agência importante produziu e gerenciou com enorme sucesso e repercussão um grande trabalho, daqueles que dão um tremendo trabalho (redundância mesmo). Foi um job desgastante, cheio de pequenos problemas comuns de quem o faz fora das grandes cidades, contratando mão de obra local, nem sempre qualificada, trabalhando todo dia, quase sem descanso, que termina o dia trabalhando ou viajando.
Enfim, percalços normais, problemas recorrentes, os quais nós, galera do marketing promocional, promocitários, conhecemos, vivemos e… resolvemos. Mas, todos sabem que a presença do cliente pode e deve ajudar quando ele se faz parceiro da empreitada.
No entanto, quando o cliente, ao invés de procurar estar junto, tentando resolver problemas que são de todos, decide ser o crítico detrator ou o causador do problema – por atitudes tempestivas e pouco profissionais –, ou omisso, quando sua decisão, ainda que contrariando o que ele “queria” em prol de uma percepção técnica, coloca em risco o trabalho, aí o amadorismo e a juniorização ficam evidentes.
Mas isso não é nada, comparado a presunção e falta de ética de que se apropria o cliente quando, findo o trabalho, ele, pela necessidade de um vídeo ou algo extra, ao invés de ligar para a agência – afinal, um extra do trabalho é o trabalho –, liga para pedir o telefone do… FORNECEDOR!
Pior, quando explicado que a agência prefere não dar o telefone, afinal o fornecedor é dela e não do cliente, mas que ele pode pedir o serviço que a agência repassará a ele o orçamento do fornecedor, que o cliente conheceu, e adorou, no trabalho feito pela agência, ele responde que encontrará o telefone de outra forma e, pior, encontra “misteriosamente”.
Aí, ele liga direto para o fornecedor, e esse dá o orçamento como se isso fosse o normal. Então, a agência, sabendo do contato, liga pro cliente cobrando uma razão para a atitude, ele diz que o fornecedor é bem mais barato que a agência (como se ele tivesse encontrado o fornecedor na lista telefônica, né), com a cara de pau de quem finge não conhecer o negócio nem o mercado em que trabalha.
Para esse tipo de cliente, não adianta explicar que nós somos mais caros porque AGENCIAMOS e, portanto, devido a uma legislação esdrúxula, bitributa. Não adianta explicar, porque esse tipo de cliente (melhor, de pessoa) não vai entender que nos remuneramos por percentual de gerenciamento que incide sobre o total dos valores, nos fazendo, óbvio, ser mais caros que o fornecedor.
Ela nos chama de “ladrões”, de forma indireta, porque não tem noção de legalidade nem de ética. Então, quem não está sendo honesto na relação?
Pior, ela “está” na… (entraria aqui o nome de uma das mais importantes empresa do País, reconhecida por sua postura ética em todas as marcas e que por certo não concorda ou endossa sua atitude), porque é passageira, enquanto nós “somos” e estaremos ainda em nossas empresas daqui há alguns meses (ou anos), quando, por certo, um dia, faremos novo trabalho nesse mesmo cliente e, é muito possível, que ela não mais esteja no Departamento.
Quem sabe estará no mercado, procurando uma nova colocação, passando currículo e talvez apareça numa Agência, na nossa, na sua e nós deveríamos, se isso acontecer, dizer: aqui não. Aqui não dá para você trabalhar, porque nossa empresa trabalha considerando valores de mercado como a ÉTICA e nós sabemos que essa palavra, pra você, tem outro   (Texto de Tony Coelho, professor universitário, palestrante e um dos criativos m premiados do mercado promo. Dono e fundador da Conceito distribuído pelo Promoview)).
O ABORTO E A CULTURA DA MORTE
 (Texto de Tarcisio Siqueira e edição de Thácio Siqueira, distribuído pela (ZENIT.org) –Entrevista  com Ivanaldo Santos sobre o filme Bella, um filme que promove a vida e que venceu o Festival de Toronto, no Canadá.  Ivanaldo Santos é  filósofo, pesquisador e professor universitário. Publicou mais de 70 artigos em revistas científicas nacionais e internacionais e tem 8 livros publicados.

ZENIT: Qual é a grande mensagem do filme Bella, vencedor do Festival de Filme de Toronto, no Canadá, em 2006?

IVANALDO SANTOS: Numa primeira leitura trata-se de um filme que fala do fracasso. O filme apresenta o encontro de um jovem casal: José e Nina. José é representado pelo ator Eduardo Verástegui e trata-se de um astro internacional de futebol que, por lesões físicas, fica sem poder jogar e perde a fama e o dinheiro. Ele termina sendo o cozinheiro no restaurante de comida mexicana do seu irmão. Por sua vez, Nina, representada pela atriz Tammy Blanchard, é uma jovem pobre que trabalha de garçonete no restaurante em que José é o cozinheiro. Ela descobre que está grávida e que o pai da criança não deseja assumir a ambos, Nina e seu filho. Numa leitura que podemos dizer “contemporânea” poderia se dizer que Nina tem uma “gravidez indesejada”. Aparentemente são duas histórias de fracasso que se encontram. No entanto, numa segunda leitura, uma leitura analítica e crítica, é possível afirmar que o filme trata do valor e da importância da vida e da família. José poderia ter se entregado às drogas e ao álcool, Nina poderia ter feito um aborto, coisa que, no filme, é aconselhado. Vale salientar que drogas e aborto são apresentados, em vários ambientes sociais, como sendo elementos de libertação do ser humano. O casal José e Nina descobrem que acima das drogas, do aborto e de qualquer outra “facilidade” da sociedade atual estão a vida e a família. Trata-se de uma descoberta surpreendente que emociona o telespectador. Com isso, a grande mensagem do filme é que vale a pena investir na vida e na família. Mesmo que os valores sociais digam que a família está morta, que não tem mais valor, ela é o núcleo onde o indivíduo sempre encontrou o refúgio e a felicidade.

ZENIT: é possível fazer uma relação entre o filme Bella e a cultura da morte?

IVANALDO SANTOS: Sim é possível. O filme apresenta os valores da cultura da morte (aborto, negação da família, individualismo e outros) de forma bem natural, da mesma forma que um cidadão comum vê em seu cotidiano. O filme não faz apologia da cultura da morte. Pelo contrário é uma das maiores críticas que essa cultura sofreu nos últimos anos, mas apresenta como os cidadãos, no dia-a-dia, tem acesso aos contra valores da cultura da morte. Por exemplo, o filme apresenta o individualismo, a busca cega por dinheiro, e como as pessoas e especialmente as mulheres são induzidas e enganadas para realizarem o aborto. Na sociedade contemporânea poucos são os espaços onde se falam do valor da vida, da família, de ter filhos. Geralmente as pessoas são educadas para viverem uma vida selvagem, para ganharem muito dinheiro, qualquer gravidez é logo rotulada de “indesejada” e, por conseguinte, recomenda-se, como se fosse natural, a prática do aborto. Tudo isso o telespectador poderá ver no filme Bella. Nesse sentido o filme é realista. É uma espécie de “raio X” da sociedade contemporânea.

ZENIT: O filme Bella tem recebido grandes elogios por parte da crítica especializada. Apesar disso nota-se certo boicote por parte da grande mídia. Por que isso acontece?

IVANALDO SANTOS: É possível apontar quatro motivos para esse boicote. O primeiro é o fato do filme não ser de guerra e/ou de sexo. A grande mídia (TV e cinema) trabalha essencialmente com elementos que dão lucro fácil e audiência quase que automática. Um filme como Bella, que fala do valor da vida e da família, que não tem nudez, que não tem longas séries de tiroteios e mortes sangrentas, não atrai a atenção da grande mídia.

O segundo motivo é que o filme não faz apologia do aborto e de outros contra valores que atualmente são apresentados como libertários e terapêuticos. É preciso ver que a grande mídia, em certo sentido, está dominada e é controlada, se não em sua totalidade, pelo menos em sua maioria, pela cultura da morte. A luta pelo lucro e pela audiência torna a grande mídia susceptível ao dinheiro rápido e fácil que vem da “indústria da morte”, ou seja, a “indústria” que oferece a morte como produto a ser consumido. Entre esses produtos estão a violência, o abandono da família, o aborto, a eutanásia, as drogas e o infanticídio.

O terceiro é a teoria neomalthusiana. No século XIX o malthusianismo pregava que o crescimento populacional se daria em progressão geométrica, enquanto os recursos humanos cresceriam em progressão aritmética. Deste modo, em poucas décadas, haveria uma completa escassez de recursos no planeta. A solução apontada foi a do controle da natalidade. No início do século XXI essa mesma teoria malthusiana volta a estar de moda. É o neomalthusianismo. Desta vez ela vem disfarçada com uma nova roupa, a do “ecologismo”, e com traços apocalípticos – como se o homem fosse o único mal da terra e esta estivesse a ponto de ser destruída. Como esclarece o Padre Helio Luciano, em recente entrevista concedida a agência de informação Zenit, chegamos à geração “Avatar” –que exalta a ecologia ao mesmo tempo em que mata seus próprios filhos. O problema é que neomalthusianismo faz muito sucesso na grande mídia. Criou-se uma espécie de lugar comum que diz que repórter “moderno” e “esclarecido” prega abertamente o discurso apocalítico do neomalthusianismo. Um discurso de controle da natalidade. Só para se ter uma ideia do problema, recentemente uma grande rede de TV no Brasil fez uma série de matérias alarmistas dizendo que o planeta Terra está lotada que não cabe mais ninguém. Essa série de matérias chegou ao ponto de elogiar o rígido controle da natalidade realizado na China. Um controle que pune os indivíduos com pesadas multas, com a prisão, tortura e até mesmo a morte. Num contexto como esse, um filme como Bella não atrai a atenção da grande mídia.

O quarto e último motivo é a falta de mobilização, de cobrança por parte dos movimentos pró-vidas e pró-família. É comum os movimentos pró-vidas e pró-família criticarem a programação alienante e favorável a cultura da morte que é exibida na TV e nos cinemas. Essa é uma cobrança importante que precisa ser aprofundada. No entanto, não se pode apenas ficar criticando a grande mídia. É preciso trabalhar junto com ela. É preciso conquistar a confiança da grande mídia. Uma das formas é lutar, até mesmo com aporte financeiro, para que canais de TVs passem a exibir, em sua programação normal, filmes e programas com conteúdo pró-vida e pró-família. O filme Bella é um ótimo produto midiático para ser oferecido às redes de TVs. É preciso ter coragem, ser audacioso. É preciso aproveitar o grande sucesso do filme Bella para negociar com as redes de cinema e TV uma programação mais voltada para a vida e a família.

ZENIT: Qual a relação entre o filme Bella e a cultura da vida, de valorização da família?

IVANALDO SANTOS: Pode-se dizer que há uma relação de 100% de proximidade. O filme não segue o esquema proposto pela cultura da morte, ou seja, moça pobre, trabalha de garçonete em um restaurante, descobre que está grávida e, por causa desses fatores, faz um aborto. É preciso recordar que atualmente, devido à grande influência do neomalthusianismo, tenta-se criar um lugar comum que diz que toda moça pobre tem que abortar. É como se os pobres não tivessem responsabilidade e condições morais de ter e criarem seus próprios filhos. Esse tipo de discurso é altamente discriminador e concede grandes benefícios aos ricos e à classe média. Em um mundo onde se fala tanto em inclusão social o filme Bella é um exemplo de inclusão, pois promove a inclusão do feto, do nascituro, justamente o grande excluído da propaganda midiática, das políticas do governo e da agenda das Organizações Não Governamentais (ONGs). Além disso, o filme inclui a família, berço de toda a dignidade humana. Logo a família tão desprestigiada em nossos dias. Trata-se de um filme que não pode ser colocado na categoria de “conto de fadas”, mas é um filme que valoriza a família, a vida e a natalidade. São valores eternos e que precisam estar no centro dos debates da mídia, do governo e da Igreja.

ZENIT: O que dizer para alguém que não assistiu ao filme Bella?

IVANALDO SANTOS: Inicialmente é preciso ter convicção que dificilmente o filme vai passar na TV em horário nobre. A não ser que algum milionário, algum mecenas, pague a exibição. Partindo desse pressuposto, afirma-se que o filme Bella precisa ser visto por todas as pessoas. Sejam elas jovens, velhos, solteiros, casados, pessoas que abortaram ou que pensam em abortar. É um filme muito realista. As cenas e diálogos do filme podem ser encontradas, de forma real, na maioria de nossas cidades. Por isso, é preciso que todo mundo se esforce para ver e divulgar o filme. As pessoas devem adquirir o DVD com o filme e assisti-lo em casa ou no trabalho com os parentes e amigos. A Igreja deve fazer todo o esforço possível para difundir o filme Bella. Vamos exibir o filme nas paróquias, capelas, nas escolas e demais lugares que estejam sob administração da Igreja. O filme Bella trata-se de um dos melhores presentes que o cinema deu à cultura da vida e à valorização da dignidade da pessoa humana. Temos que lutar para que ele seja assistido pelo maior número de pessoas possíveis.

CINEMA E VÍDEO

Abertas até dia 13  as inscrições para o RUMOS ITAÚ CULTURAL CINEMA E VÍDEO 2012-2014. O  programa Rumos Itaú Cultural Cinema e Vídeo 2012-2014 tem o objetivo de fomentar e difundir a produção do audiovisual contemporâneo.

Categorias: Filmes e Vídeos Experimentais, Espetáculos Multimídia, Documentários para Web, Filmes e Vídeos Experimentais.

Os projetos podem ter três formatos de duração e valores de orçamento: até 15 minutos: orçamento de até R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais); de 16 minutos a 30 minutos: orçamento de até R$ 55.000,00 (cinquenta e cinco mil reais); e de 31 minutos a 54 minutos: orçamento de até R$ 90.000,00 (noventa mil reais).O orçamento deve contemplar a realização integral do projeto.

Detalhes:
https://www.itaucultural.org.br/cadastros/rumos/Include/pdf/rumos_cinemaevideo_filmesevideosexperimentais_espetaculosmultimidia_2012-1014.pdf

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