Pesquisar este blog

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A COBRANÇA VIA SMS



 As  empresas de cobrança têm encontrado novos formas de entrar em contato com os inadimplentes e negociar o pagamento das dívidas. Uma maneira rápida, discreta e eficiente de realizar um primeiro contato são as mensagens de texto ou SMS ou ainda torpedos. Esta forma de avisar ao cliente que algo está incorreto com o pagamento da fatura, por exemplo, ainda é pouco adotado no mercado, mas tem crescido muito nos últimos tempos.

Com o aumento do uso dos dispositivos móveis, estes passaram a ser os principais meios de contato com as pessoas. Hoje em dia, muitas casas não possuem telefone fixo. Segundo dados da Anatel, de março de 2008 até março deste ano diminuiu 13% o número de linha fixas em uso no Brasil. No mesmo período, o número de linha de telefone celular dobrou, passando de 126 milhões para 251 milhões.

Outra forma de contato que já foi o principal meio utilizado pelos departamentos de recuperação de crédito e que vem perdendo espaço são as correspondências. Em 2011, as principais empresas de cobrança do Brasil enviaram 6 milhões mensagens de texto e 1,5 milhão de cartas, segundo dados do Instituto Geoc (Gestão de Excelência Operacional em Cobranças). Em 2010, a situação era inversa, com 4 milhões de cartas contra 3 milhões de torpedos, por mês. O que mostra que estas empresas têm percebido que os SMSs podem trazer bons resultados.

O uso das mensagens de texto na cobrança do inadimplente é possível porque as soluções para contact centers vêm evoluindo tecnologicamente. E não há como ser de outra forma. O departamento de cobrança deve não só avisar que a pessoa possui uma dívida, mas também ajudá-la a sanar os débitos e garantir o bom relacionamento deste consumidor com a empresa.

O SMS possibilita não só a cobrança, mas também o contato antes que a dívida se concretize. Por exemplo, o departamento de cobrança pode enviar um torpedo para informar que uma conta está para vencer, ou venceu e não foi paga e avisar que o crédito será bloqueado. Esta é uma maneira menos invasiva de manter o relacionamento com o usuário.

O telefonema ainda é muito usual e ajuda a resolver as pendências, mas requer tempo do inadimplente. A sugestão é os departamentos de cobranças enviarem um SMS avisando que há uma pendência e sugerindo um telefone para contato. Desta forma, o cliente não é interrompido no meio de uma reunião, por exemplo, e ele pode retornar o contato no horário que for mais conveniente.

As mensagens de texto também se tornaram uma boa opção pelo crescimento da inadimplência entre os jovens. O setor de cobrança deve entrar em contato com o devedor no ambiente em que o usuário se sente mais a vontade. Por isso, o contato via mensagens por celular, e também por chats e emails, vem crescendo nos últimos anos.

Uma pesquisa da Serasa Experian mostra que entre janeiro e fevereiro de 2012 o percentual de jovens entre 18 e 24 anos entre os inadimplentes saltou de 11,76% para 16,15%, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). O jovem tem cada vez mais importância na economia do País e por isso tem obtido crédito, mas muitas vezes pela falta de experiência acaba se descontrolando e contraindo dívidas.

Cabe aos departamentos de cobrança localizarem e negociarem as pendências de maneira satisfatória tanto para a empresa quanto para o consumidor. E nada melhor do que adotar sistemas que ajudem nas diversas formas de contato: mensagens por celular, chats, email, telefonemas e cartas. ( Carlos Carlucci, country manager da Vocalcom Brasil, no AdNews)

MAPEAMENTO MICROBIOLÓGICO DE SOLOS

(Texto de  Elton Alisson, distribuído pela Agência FAPESP) O Estado de São Paulo já possui mapeamentos físicos e climáticos que apontam as regiões com melhores aptidões ambientais para o cultivo da cana-de-açúcar. No entanto, ainda não dispõe de um mapa microbiológico que indique, por exemplo, áreas com composição microbiana do solo mais propícia para o desenvolvimento da cultura de maior importância agrícola do Estado.

Um projeto de pesquisa, realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da FAPESP no âmbito do Programa de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), pretende mapear a diversidade microbiana existente nos solos onde já é cultivada cana-de-açúcar em São Paulo.

O projeto foi apresentado durante o “NWO-FAPESP-CNPq Joint Workshop for developing researchs collaborations”, realizado nos dias 19 e 20 de junho na sede da FAPESP, em São Paulo.

Promovido pela FAPESP juntamente com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a The Netherlands Organization for Scientific Research (NWO), o objetivo do evento foi fortalecer a colaboração em pesquisa entre cientistas do Brasil e da Holanda para realizarem projetos conjuntos relacionados à bioeconomia em áreas como a resiliência de sistemas de produção agrícola, na qual se enquadra o projeto que está sendo realizado por pesquisadores da Esalq.

Iniciado em 2011, o objetivo do estudo é mapear os grupos de microrganismos existentes nos solos onde há cultivo de cana-de-açúcar em São Paulo, correlacionando-os com fatores como o tipo de manejo da cultura, aspectos climáticos, como umidade e temperatura, e tipo de solo.

Com base nos dados microbiológicos obtidos pelos pesquisadores será possível estimar se uma determinada região apresenta maior incidência de determinados grupos de microrganismos e, em função disso, demanda menos fertilizantes.

Ou se manter a palha da cana-de-açúcar na superfície da plantação da cultura após a colheita induz o crescimento de certos grupos de microrganismos no solo que auxiliam no desenvolvimento da planta, suprindo-a com nutrientes, ou que a tornam mais resistente a pragas e doenças agrícolas.

“A ideia central da pesquisa é, com base no conhecimento da microbiologia do solo, poder indicar tipos de manejo que induzem o crescimento de determinados microrganismos que ajudam a planta a se nutrir e crescer, estimulando o recurso natural da área”, disse Fernando Dini Andreote, professor da Esalq e coordenador da pesquisa, à Agência FAPESP.

De acordo com Andreote, calcula-se que existam entre 15 mil e 30 mil espécies diferentes de microrganismos no solo, que variam de acordo com fatores como o tipo de clima, do solo, da existência ou não de floresta e plantações e do manejo da terra.

Para estimar quais grupos de microrganismos estão presentes nas áreas de cultivo de cana-de-açúcar em São Paulo, entre fungos, bactérias e outros, os pesquisadores coletaram 440 amostras de 10 talhões (uma espécie de quarteirão) de cana de 11 diferentes regiões no Estado (do extremo norte ao município de São Manoel, próximo a Piracicaba), que possuem diferentes temperaturas, tipos de solo, incidência de chuva e são manejadas de diversas formas, como por colheita mecânica ou queima da cana.

As amostras foram analisadas pelo método sem cultivo, em que é extraído e sequenciado o DNA de todos os microrganismos presentes na porção de solo coletado em trabalho de campo para quantificar as células de cada grupo de microrganismo na região, que podem chegar a 1 bilhão de células por grama de solo.

A análise físico-química das amostras ainda não foi concluída, mas os primeiros resultados das avaliações dos grupos de bactérias e fungos, que estão mais adiantadas, indicam que há variações dos grupos de acordo com a área investigada.

“Ainda não fizemos a análise estatística para podermos afirmar que um determinado tipo de cultivo induz o crescimento de um grupo de bactéria ou fungo. Mas já sabemos que há variabilidade dos grupos de microrganismos nas regiões analisadas, que iremos verificar se corresponde ou não a uma variação biológica”, disse Andreote.
Microbioma humano

Segundo Andreote, que realizou doutorado-sanduíche e parte de sua graduação e do pós-doutorado na Holanda, as pesquisas sobre a estruturação da comunidade microbiana espacialmente, correlacionando-a com aspectos como o clima, estão mais consolidadas em países como Estados Unidos, França, Inglaterra e Alemanha, mas ainda são incipientes no Brasil.

Entre os fatores que Andreote atribui para a escassez de estudos nessa área no país está o custo do método sem cultivo de análise de DNA de microrganismos, que era muito alto e em função disso possibilitava analisar poucas amostras.

O novo método é muito mais confiável para quantificar microrganismos do que a metodologia por cultivo de bactéria, fungo ou arqueia em laboratório, que só consegue representar menos de 1% de um microbioma.

Com o barateamento da metodologia e a ampliação da possibilidade de sequenciamento do DNA nos últimos anos, tornou-se possível sequenciar uma quantidade muito maior do gene do ribossoma de microrganismos e realizar mapeamentos microbiológicos como o do corpo humano, que acabou de ser concluído e publicado nas revistas Nature e PLoS por pesquisadores dos National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos.

“Uma das descobertas interessantes desse mapeamento do microbioma humano é que os grupos taxonômicos de microrganismos variam bastante, mas as funções deles são muito estáveis, ou seja, são as mesmas. E pretendemos verificar se isso também ocorre com os microrganismos que existem no solo”, contou Andreote.
Os pesquisadores estão complementando os dados e realizando as análises estatísticas das amostras para começar a gerar os primeiros mapas microbiológicos e tentar verificar se há uma distribuição espacial dos grupos de microrganismos em macro ou microescala.

Se forem identificadas as mesmas comunidades microbianas no solo de duas regiões do Estado de São Paulo, como São José do Rio Preto e São Manuel, em que a cana-de-açúcar é manejada da mesma forma, será possível determinar que o manejo é o fator mais importante para a ocorrência de um determinado grupo de microrganismos do que a distância.

Por outro lado, se for observado que as comunidades microbianas são estruturadas pela distância, será possível afirmar que elas apresentam uma biogeografia (distribuição espacial) em ampla escala, como ocorre com as espécies de animais e de plantas.

“O mapeamento irá possibilitar a realização de análises integradas para determinar com maior assertividade as regiões em que pode se plantar cana-de-açúcar em São Paulo”, estimou Andreote.

De acordo com o pesquisador, quando for concluído, o mapeamento microbiológico de solos, que deverá ser disponibilizado na internet, poderá ter sua utilização expandida para outras culturas, que não apenas a cana-de-açúcar, além de para outras áreas para as quais a própria cana está caminhando em direção, como Mato Grosso e Goiás.
“Os zoneamentos agroclimáticos do Estado de São Paulo apontam a existência de duas regiões onde a cana-de-açúcar é manejada de formas diferentes. Na análise microbiológica, não sabemos quantas áreas aptas para o cultivo da planta vamos identificar”, disse Andreote.

PÓS-DOUTORADO EM PESQUISA EM EPILEPSIA

O Laboratório de Genética Molecular da Faculdade de Ciências Médidicas da Unicamp disponibiliza uma Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP, pelo período de dois anos, na área de Neurociência Molecular com foco no estudo da epilepsia de lobo temporal mesial. Detalhes: www.fapesp.br/bolsas/pd. Outras vagas: www.fapesp.br/oportunidades.

LUMP: UMA NOVA OPÇAO

A Lump é um estúdio de criação que oferece aos seus clientes projetos gráficos e digitais. Surgiu da ideia dos sócios de juntar as áreas da publicidade/propagandae do design, buscando ampliar o repertório criativo e visual oferecido em seus projetos.
Idealizado em outubro de 2011, o estúdio passou a funcionar a partir de março de 2012. Durante esse período, desenvolveu projetos nas áreas da moda, saúde, tecnologia, construção civil, transporte, fabricação de móveis e seguros.Confira mais sobre a Lump em www.lump.com.br

ESTUDANTES BRASILEIROS PODEM TRABALHAR NA ALEMANHA

Em São Paulo, alunos que participam de um sistema de ensino europeu podem ser selecionados para trabalhar em empresas na Alemanha. Isso pode acontecer graças ao sistema dual de ensino, um projeto da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

COMO CONVENCER ALGUÉM EM 90 SEGUNDOS 

Como tirar total vantagem do seu corpo, da sua mente, da sua voz e, acima de tudo, da sua imaginação, para maximizar o potencial dos seus relacionamentos, seja na arte dos negócios ou na sua vida social? A receita para atingir esses objetivo está em Como convencer alguém em 90 segundos, lançamento da Universo dos Livros. O autor Nicholas Boothman usa da sua própria experiência de fotógrafo internacional de modelos, empresários, músicos, pilotos e fazendeiros para fazer as pessoas se sentirem atraentes, dominarem o nervosismo e a ansiedade e “quebrar o gelo” da timidez para se relacionarem com outras pessoas.

Continue lendo...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

SOBRAM VAGAS NO ENSINO SUPERIOR



 Quase metade (49%) das vagas abertas em processos seletivos de universidades, centros universitários e faculdades não é ocupada no Brasil. O número de cadeiras ociosas ainda cresce no decorrer da graduação, já que dos alunos que ingressam nos cursos apenas 53% obtêm o diploma. No Paraná, os números são semelhantes: a cada 100 oportunidades oferecidas a novos estudantes no ensino superior, 53 são aproveitadas. E, dos universitários que ingressam nos cursos, somente 29 concluem a formação.

Os dados estão no Censo da Educação Superior de 2010, que traz os números mais recentes sobre o tema. A rede particular é onde a ociosidade aparece com mais intensidade, embora as públicas também registrem o problema.

Procura

Prestígio social dos cursos influencia na formação das turmas
Segundo a coordenadora do curso de Pedagogia das Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil), Paulla Helena Silva de Carvalho, o não preenchimento de todas as vagas em cursos de licenciaturas, seja em instituições públicas ou privadas, tem muito a ver com a imagem feita do profissional de educação básica. “É difícil encontrar hoje um professor de Química ou Física, porque quem se forma nessas áreas quer ser é químico ou físico, e não dar aulas”, diz.

Critérios subjetivos de valorização de alguns cursos e algumas instituições seriam, inclusive, mais relevantes na escolha feita pelos estudantes do que rankings ou índices de medição de qualidade. É o que diz Luana Kava, responsável por programas de orientação profissional no Colégio Decisivo. “Os alunos raramente falam sobre os índices do MEC”, afirma. Essa seria a razão pela qual as universidades federais nunca perdem seu prestígio, ainda que alguns dos cursos mais bem avaliados nem sempre sejam ofertados por elas. O professor de Psicologia Décio Zanoni Júnior, da Faculdade Dom Bosco, confirma a importância relativa desses índices, mas diz que há uma tendência de que eles ganhem relevância no processo de escolha.

Evasão

Nas públicas, desistência é principal fator de preocupação
Com índices de concorrência muito maiores, as instituições públicas naturalmente ficam mais próximas de preencher a totalidade de vagas oferecidas nos processos seletivos e nas chamadas complementares. Os números da evasão, por outro lado, preocupam. Para cada 100 vagas oferecidas no Brasil, são feitas 92 matrículas, mas apenas 40 alunos chegam à formatura.

Segundo Cláudio Puríssimo, coordenador do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), que está entre os mais bem avaliados do país, o total de vagas só não é preenchido na primeira chamada em função da cultura de se prestar vestibular em várias instituições. “Estudantes de outros estados ou cidades fazem a prova e depois optam por não vir”, diz. Já as causas da desistência no decorrer desse e de outros cursos são múltiplas.

As vagas oferecidas pelo Programa de Ocupação de Vagas Remanescentes (Provar) da UFPR dão algumas pistas sobre os motivos do abandono. Cursos que exigem permanência em tempo integral do estudante na universidade, reduzindo as possibilidades de trabalho remunerado, estão entre os que mais abrem vagas remanescentes.

O curso integral de Química, por exemplo, ofereceu 11 vagas para serem repostas no início de 2012, e o de Agronomia, 18. Em toda a universidade foram oferecidas 299 vagas para transferências de outras instituições. A média gira em torno de 4 vagas por curso.

Sisu

Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde é usado o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do MEC, algumas vagas permaneceram abertas devido ao não comparecimento de alunos chamados. O Sisu é um sistema on-line que seleciona alunos de todo o país com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os candidatos não precisam se deslocar até a cidade onde a instituição está localizada para prestar o vestibular.

As instituições de ensino superior privadas abriram no Paraná cerca de 160 mil vagas e, ainda que 170 mil candidatos tenham participado de vestibulares, pouco mais de 68 mil alunos se matricularam. Segundo o consultor educacional Renato Casagrande, essa discrepância é explicada, em parte, pela falta de critério técnico na abertura de vagas.

“Raramente se faz uma pesquisa de mercado rigorosa. As universidades lançam um curso e se ele não vinga elas fecham e lançam outro. É uma decisão muito intuitiva”, avalia.

O consultor conta que um cálculo simples costuma ser usado pelo setor na tentativa de prever a demanda e definir o número de vagas a serem abertas.

A concorrência no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) seria a principal referência. Do número de candidatos é subtraída a quantidade de vagas oferecidas pela instituição e o resultado é dividido pela quantidade de instituições privadas que oferecem o mesmo curso na cidade.

Esse procedimento só pode ser executado pelas universidades, já que faculdades e centros universitários têm menos autonomia e dependem de autorização do MEC para abrir cursos ou ampliar vagas. Mesmo assim, segundo Casagrande, é comum esses estabelecimentos pedirem ao MEC mais vagas do que realmente pretendem abrir, pois assim não precisam fazer uma nova solicitação no caso de a procura pelo curso ser grande.

Mensalidade cara

Essas questões administrativas ajudam a inflar as diferenças apontadas pelo censo, mas a evasão motivada pela dificuldade de pagar as mensalidades resulta em números ainda maiores.

O curso de Engenharia Mecânica, por exemplo, um dos mais caros nas universidades particulares de Curitiba (com mensalidades que variam entre R$ 1.279 e R$ 1.876), forma no país, em média, apenas 7% dos alunos que se matriculam no primeiro período das particulares.

Para Casagrande, o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos (Prouni), que concede bolsas em instituições de ensino superior particulares, são boas iniciativas, mas oferecem vagas numa proporção muito abaixo das necessidades do Brasil. “Se você compara com as linhas de crédito para habitação e automóveis, pode-se notar como esses programas são tímidos”, diz.
Graduação não tem desistência há quase 4 anos

De acordo com o coordenador do curso de Agronomia na UEPG, Cláudio Puríssimo, há quase quatro anos o curso não tem desistências, e a fila de candidatos só cresce. O resultado positivo teria origem na reputação construída desde o início da adoção de sistemas de avaliação pelo MEC.
O curso passou quatro vezes pelo antigo Provão e obteve conceito A em todas as edições, feito alcançado por apenas outras três graduações no país. Desde que o Enade foi implantado, somente em 2004 o curso não obteve a nota máxima, conquistada em todas as edições posteriores. Hoje, é a única graduação de Agronomia do país com duas notas 5 seguidas. A demanda levou a universidade a aumentar recentemente o número de vagas anuais de Agronomia, de 45 para 60.
 (Gazeta do Povo)

ALERGIA AFETA TRABALHADORES DE LABORATÓRIOS

(Texto de Karina Toledo, distribuído pela Agência FAPESP) – Mais de 16% dos pesquisadores e funcionários que atuam em biotérios e laboratórios desenvolvem alergias às proteínas eliminadas na urina, na saliva ou nos pelos dos animais. Embora a exposição constante a esses alérgenos coloque os trabalhadores em risco de desenvolver doenças como asma, apenas 19,4% usam máscara de proteção de forma rotineira.

Os dados são de uma pesquisa feita na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FMRP/USP), coordenada pelo professor Elcio dos Santos Oliveira Vianna e financiada pela FAPESP.

A equipe investigou 455 trabalhadores, entre funcionários, estagiários e estudantes de graduação e pós-graduação, que lidam diretamente com cinco espécies de animais: ratos, camundongos, cobaias, coelhos e hamsters.

“Para aumentar a abrangência do estudo foram incluídos voluntários que atuam nos laboratórios e biotérios da USP de Ribeirão Preto e também da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)”, disse Vianna.

Outros 387 trabalhadores dessas duas instituições foram recrutados para compor o grupo controle. “Nesse caso, escolhemos funções com baixa exposição a substâncias alergênicas, como as da área administrativa, motoristas e técnicos de informática”, explicou Vianna.

Os cientistas submeteram voluntários dos dois grupos a testes cutâneos para ver quantos reagiam aos alérgenos mais comuns, como proteínas de ácaros, fungos, grama, cachorro, gato e barata. Em seguida, outro teste cutâneo foi feito com alérgenos dos cinco animais de laboratório.

No teste de alergia geral, o índice de sensibilização foi semelhante nos dois grupos. Já no teste específico para animais de laboratório, o grupo exposto apresentou índice de 16,4% de sensibilização, enquanto o grupo controle apresentou índice de 3%.

“Esses 16,4% já se tornaram alérgicos a animais de laboratório e, quanto mais tempo continuarem se expondo a esse ambiente sem proteção adequada, mais forte essa reação vai se tornar. O primeiro passo é a rinite, mas o quadro pode eventualmente piorar para asma”, disse Vianna.

As alergias respiratórias são as mais comuns nessas situações, pois as proteínas eliminadas pelos animais ficam suspensas no ar e são aspiradas pelos trabalhadores.
“Por isso o uso de máscaras é tão importante nesses casos, mas apenas 19,4% dos voluntários declararam fazer uso desse equipamento de proteção individual todas as vezes que manuseavam animais”, disse Vianna.

Já o uso de luvas foi bem mais frequente: 78% disseram usar rotineiramente. Embora os equipamentos de proteção individual estivessem disponíveis em quase todos os laboratórios avaliados no estudo, apenas 20% dos voluntários disseram ter recebido orientação sobre a importância de usá-los.

Prevenção

“Um dos objetivos do nosso estudo é avaliar a necessidade de programas de prevenção nas universidades. No futuro, pretendemos propor algumas metodologias e testar se são eficazes”, disse Vianna.

Na Alemanha, segundo o pesquisador, foi possível reduzir o índice de sensibilização a menos de 1% graças a programas de proteção individual e também ambiental.
Dados de uma pesquisa anterior coordenada por Vianna, publicada no periódico Occupational & Enviromental Medicine, apontaram que 4% dos jovens entre 23 e 25 anos de idade no Brasil têm quadro de asma relacionada ao trabalho.

“A prevalência de asma na população como um todo é de 10%. Vimos que 4% dos jovens adultos têm um quadro de asma que ou começou ou foi agravado no ambiente de trabalho. E 2,7% desenvolveram asma apenas por causa do trabalho”, disse Vianna. 

Continue lendo...

terça-feira, 3 de julho de 2012

GOOGLE STREET VIEW VAI A PÉ


 O Google Street Viewer parece estar respondendo à provocação da Toyota com essa aí. É que para acessar aos lugares menos acessíveis do planeta eles se lembraram de usar não um veículo mas… uma mochila.
Já não há Google Car que sirva nessa missão da Google de mapear o nosso planeta inteiro. Para suprir essa falha de não ter como chegar de carro a alguns lugares, eles lançaram a Street View Trekker, uma mochila de 18 kg com sistema operacional Android e 15 câmaras incorporadas.
Talvez corramos o risco de esses caminhos que o Google vai acrescentando à sua missão de registo só serem percorridos uma vez. É que depois de termos paisagens do mundo todo acessíveis por intermédio de um computador, quem vai querer se levantar da cadeira e partir à aventura de um mundo que não tem mais recanto nenhum por explorar? (Promoview)
Agências do DF questionam concorrência
Foi o Fernando Vasconcelos que levantou o assunto em seu blog, com grande audiência em Brasília, na última semana.
No último mês de Maio o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas publicou edital de concorrência, no modelo pregão presencial contratação de “empresas de prestação de serviços em produção de eventos”, no valor de R$ 25.874.038,50.
Desse total, R$ 17.412.677,65 eram destinados a eventos no Distrito Federal e os outros R$ 8.461.370,85 restantes deveriam ser voltados para a realização de eventos nos demais estados da federação. As empresas participantes poderiam disputar os dois itens com lances separados ou apenas um deles.
Os empresários do mercado de marketing promocional ficaram surpresos com alguns termos do edital e resolveram questionar nas redes sociais.
Primeiramente questionam : se a maior parte dos eventos serão realizados no Distrito Federal, de acordo com a reserva da maior parte da previsão dos recursos, porque o Sebrae optou por dar publicidade ao pregão apenas nos jornais Zero Hora (RS) e O Liberal (PA) deixando de fora Correio Braziliense, Jornal de Brasília ou Jornal da Comunidade, já que em Brasília estão sediadas grandes empresas de marketing promocional e eventos, que tem também sedes em São Paulo e Rio de Janeiro – praças que igualmente ficaram de fora da publicação da concorrência, já que o edital previa realização de eventos em outras capitais.
A segunda razão que levou as empresas a levantarem dúvidas acerca do edital foi em relação a data. O edital foi publicado no dia 30/05 e marcada a entrega das propostas para o dia 11/06, tendo apenas seis dias úteis para a apresentação, levando-se em conta a importância do objeto da licitação.
Outro questionamento foi a exigência de patrimônio líquido ou capital social integralizado de mais de um milhão de reais, muito acima do praticado quando a Lei 8.666 visa economicidade, e para alcançar mais propostas deve possibilitar maior quantidade de concorrentes, contrário às especificações do edital em questão.
Para completar, o grupo coloca lupa no item que exige atestado de capacidade técnica, comprovando a realização de pelo menos 130 eventos no período de um ano. Empresários ouvidos pelo Promoview entendem que, desta forma o próprio Sebrae, que tem a função de apoiar pequenas e médias empresas, se perde na finalidade de sua exigências. Ao invés de exigir quantidade de eventos poderia dividir a conta para atendimento de duas agências, atingindo maior eficiência e eficácia dos investimentos públicos e garantindo que os serviços seriam realizados com mais foco e qualidade.
Os empresários do setor entendem, também, que o Sebrae não optou por uma modalidade de licitação adequada para escolha de agência de promoção e eventos. Segundo eles, o pregão presencial tipo menor preço – conhecido pelos profissionais como “comprar planejamento, criação e produção como se fossem pregos” –  é adequado para aquisição de material (escritório, máquinas, insumos, etc), mas vai na contramão da qualidade, da competência técnica, da criatividade entre outras características desejáveis para a realização de eventos e ações de marketing promocional,  ferramenta de caráter essencialmente intelectual, baseada em conceito e estratégia.
Segundo Fernando Vasconcelos revelou em seu post, os empresários brasilienses estudam agora a possibilidade de acionar o TCU e o Ministério Público e encaminhar a esses órgãos uma carta com relação ao episódio. A intenção é abrir uma discussão madura, responsável e franca a respeito do processo de contratação de empresas de marketing promocional e eventos por parte dos entes públicos e organismos de interesse social como o próprio Sebrae  (Promoview).
ABERTAS INSCRIÇÕES PARA OS PREMIOS ABRANGE  

Estão abertas as inscrições para a 18ª edição dos Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo Domingos de Lucca Junior. Nesse ano, o tema será Obesidade Mórbida – Causas, Efeitos e Tratamentos. Detalhes: www.abramge.com.br.

No TweetBacks yet. (Be the first to Tweet this post)

DA RETÓRICA À MÉTRICA

(Texto de  Washington Castilhos distribuído pela Agência FAPESP) – Cerca de 50% da energia elétrica no Brasil é consumida pelas indústrias, sendo que 30% dela se restringe a seis setores: cimento, aço, alumínio, ferro, petroquímica e papel e celulose. Apenas as empresas do setor de alumínio utilizam 8% de toda a energia elétrica do país.

A fim de rever processos e insumos, pesquisadores e representantes do governo brasileiro e do setor produtivo nacional – siderúrgico e de mineração – se reuniram no Rio de Janeiro para debater as principais ações das indústrias para a redução dos gases de efeito estufa (GEE) e avaliar a negociação multilateral em cena na RIO+20.
Um dos participantes no painel Diálogo sobre a mudança do clima – cenários nacional e internacional, organizado pelo sistema Fiesp/Firjan, foi o economista Jacques Marcovitch, professor da FEA-USP.

“Quando anunciamos objetivos de desenvolvimento sustentável, dizemos, em outras palavras, que sabemos onde queremos chegar. Mas, para atingir a convergência, temos que passar da retórica para as métricas. Um discurso ambiental mais estruturado em métricas do que na retórica evitaria desgastes entre os participantes da RIO+20”, afirmou Marcovitch, que foi reitor da USP, presidente de empresas de energia (Cesp, CPFL, Eletropaulo e Comgás) e secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo.

Marcovitch defende a criação de um índice para padrões de sustentabilidade dos países, a exemplo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede indicadores como educação e saúde.

Coordenador do estudo Economia das Mudanças Climáticas no Brasil e autor dos livros “Para Mudar o Futuro: Mudanças Climáticas, Políticas Públicas e Estratégias Empresariais (2006) e A Gestão da Amazônia - Ações Empresariais, Políticas Públicas, Estudos e Propostas (2011), Marcovitch destaca o que o Brasil fez e ainda precisa fazer para estruturar uma economia verdadeiramente verde e o papel que a indústria deve desempenhar.

Agência FAPESP – O senhor defende a criação de um indicador para medir o desenvolvimento sustentável de um país. Como seria esse indicador?

Jacques Marcovitch – A proposta seria somar ao Indicador de Desenvolvimento Humano (IDH), já consolidado, um Indicador de Sustentabilidade Ambiental (ISA), a ser acordado. Dessa soma poderá resultar um Indicador de Desenvolvimento Sustentável (IDS). Apesar de suas inter-relações, a distinção entre a mensuração do desenvolvimento humano e da sustentabilidade ambiental permite focar melhor as políticas públicas e as responsabilidades dos dirigentes responsáveis pela sua implantação.

Agência FAPESP – O que o senhor apontaria como êxito na política ambiental do Brasil?

Marcovitch – Destaco o que fizemos até agora na área de energia, primeiramente. Na área de alimentos, fomos capazes de construir uma infraestrutura que permite ao Brasil não somente oferecer segurança alimentar à sua população como também ser um exportador líquido. Em saúde pública, o Brasil é visto como um grande gerador de conhecimento. A tecnologia utilizada no monitoramento da Amazônia é outro exemplo. Nessas áreas conseguimos avançar muito, o que não quer dizer que devemos parar por aí.

Agência FAPESP – De que maneira o Brasil pode transformar seu potencial ambiental em vantagem?

Marcovitch – Desatrelando o crescimento econômico com uso de recursos naturais da evolução das emissões de gases de efeito estufa e de dejetos, promovendo a inovação tecnológica como instrumento de crescimento com sustentabilidade ambiental e ampliando a sua cobertura florestal e preservando a biodiversidade.

Agência FAPESP – Há uma tendência de se dizer que o Brasil ocupa uma posição confortável por ter uma matriz energética limpa, baseada em fontes renováveis. Também tem se destacado a eventual redução no desmatamento. Como o senhor vê todo esse otimismo?

Marcovitch – Para podermos oferecer propostas é preciso enxergar o que ainda falta fazer. A tendência de se conformar com o que foi feito beira a passividade. Lógico que precisamos ver os êxitos, mas o êxito não pode ser apresentado como um sinal de que continuaremos acertando. O fato de o desmatamento declinar no Brasil nos dá uma segurança. Mas esse declínio quer dizer apenas que estamos menos pior do que no passado e não é uma garantia de que a curva vai se manter. Não devemos esquecer que já degradamos 18% da Amazônia, o que é muito. O volume que degradamos por ano ainda é absolutamente elevado. Tivemos, de 2001 para cá, uma robotização do monitoramento, na luta contra o terrorismo. Não era uma ação ambiental. Mas por que não utilizamos essa evolução tecnológica na área de óptica, de nanotecnologia e de monitoramento de alta definição a distância para lutar contra o desmatamento ilegal? Isso sem falar nas tecnologias que reduzem a emissão de gases do efeito estufa, que geram emprego e que ao mesmo tempo diminuem a degradação do planeta.

Agência FAPESP – Como é possível estruturar concretamente a chamada economia verde, conciliando suas três dimensões: econômica, ambiental e social?

Marcovitch – A economia verde é aquela que vai responder ao desafio trazido pela ciência – que alertou que o acúmulo de gases de efeito estufa pode ter uma influência sobre as mudanças do clima – e, portanto, temos uma métrica clara de concentração de gases. Resolver essa questão significa levar em conta as dimensões social e econômica, é preciso ter uma equação que leve em conta esses dois pilares.

Agência FAPESP – E qual é o papel da indústria nesse processo, levando em conta que ela é também responsável pela emissão de gases e é a maior consumidora de energia?

Marcovitch – Sempre haverá 10% da indústria que é pioneira e inovadora. A questão é como convencer os outros 90% a fazer o mesmo. Os que fazem deveriam ser valorizados – por meio de um leque de incentivos oferecidos pelas legislações municipal, estadual e federal – e os que não fazem devem ser induzidos a fazer.

Agência FAPESP – Quais setores da indústria o senhor citaria como exemplos dos que mais têm se adaptado ao cenário de sustentabilidade ambiental?

Marcovitch – Setores globalizados como o de cimento tiveram um crescimento anual de 6% de 1992 a 2009. Isso mostra que se trata de um setor dinâmico que deveria ser uma fonte de importantes inovações. Durante esse período, houve duas tendências: o crescimento da demanda em função da expansão de moradias e uma pressão crescente dos consumidores, da sociedade civil e de alguns acionistas para que fossem adotadas tecnologias mais limpas. Algumas iniciativas ambientais do setor podem ser encontradas no uso mais racional da água, na redução de emissão de quilo de CO2 por tonelada produzida, no monitoramento de outros gases de efeito estufa, na adoção do coprocessamento, na recuperação de áreas degradadas, na profissionalização da gestão ambiental. Apesar desses esforços, a tonelada de cimento produzida no Brasil em 2011 ainda emitiu 567 quilos de CO2. Isso evidencia o quanto ainda está por se fazer nessa área.

Agência FAPESP – No momento em que o Brasil sedia a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20) o governo anuncia a redução do IPI para estimular a compra de carros novos. Como conciliar a sustentabilidade com o incentivo à produção e ao consumo dos automóveis, grandes poluidores?

Marcovitch – No caso do setor automotivo, a etiquetagem obrigatória deve informar o consumidor da eficiência energética e da emissão de poluentes de cada veículo. Além disso, é preciso haver uma simetria entre os incentivos para a produção e comercialização de carros de baixa emissão de poluentes e os desincentivos para os carros de alta emissão. Somente dessa forma o setor produtivo e o consumidor receberão a sinalização pertinente para o alinhamento urgente às prioridades ambientais. Nesse sentido, a redução do IPI deve priorizar os carros de elevada eficiência energética e de baixa emissão de poluentes. 

Continue lendo...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

BRASILEIROS REPRESENTARÃO A RÚSSIA


 Cloves Menezes e Lucas Zaiden, publicitários de Brasília, foram escolhidos pela Lürzers Archive e pelo Festival de Cannes na Rússia para ser a dupla representante do País em Cyber no Young Lions.

"Escolhemos o Lucas e o Cloves para representar a Rússia e a revista em Cyber porquê acreditamos na ousadia e qualidade do trabalho deles; esperamos e torcemos sinceramente para que eles tragam a medalha", diz Sandra Lehnst - CEO, Lürzers Archive.

Cloves, 23 anos, trabalhou na Monumenta, AgenciaClikIsobar e atualmente trabalha na BBDO em Moscou, Rússia.

Lucas, 22 anos, passou pela MR. Brain, DDB&CO (Istambul), Ollgilvy & Mather (SP), LeoBurnett (Madrid) e atualmente na BBDO de Moscou. (DO BLOG DO Fernando Vasconcelos)

Sofware de gestão com componente gaming
Os sistemas de gestão de relação com os consumidores (CRM) são ferramentas muito úteis na hora de mensurar vendas e interações com os clientes, disso ninguém duvida, mas não são lá muito divertidas de usar.
A empresa americana Zurmo tem um aplicação de CRM em open-source, ou seja acessível a toda a gente e possível de ser costumizado, e isso é bom mas o melhor é mesmo a componente gaming. O conceito de gaming está aparecendo em tudo. Apresentámos recentemente a bicicleta interativa da Audi com essa componente.
O CRM do Zumo dá pontos que fazem o usuário passar de nível, em termos gerais e em categorias, ganhar reconhecimento, badges e prêmios em tarefas que não são normalmente recompensadas.
Há alertas que notificam o usuário quando ele ganha novo status e há painéis que monitorizam as pontuações por mês, por semana, e desde sempre. A aplicação está disponível para smartphones e iPad.
LANÇADA PESQUISA EM SUSTENTABILIDADE
(Texto de Elton Alisson distribuído pela Agência FAPESP) – Uma plataforma global para pesquisa em sustentabilidade foi lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), nesta quinta-feira (14/06), por uma aliança formada pelos principais agentes internacionais da ciência, agências de financiamento à pesquisa e organismos vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU).
Denominada “Future Earth” (“Terra do futuro”), trata-se de uma iniciativa com duração de dez anos para apoiar pesquisas que resultem no conhecimento necessário para responder eficientemente aos impactos das mudanças ambientais globais. O lançamento foi feito no “Forum on Science, Technology and Innovation for Sustainable Development”, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
A ideia é fornecer as bases que permitam sustentar a transformação em busca da sustentabilidade do planeta para as próximas décadas. Milhares de cientistas em todo o mundo serão mobilizados pela iniciativa, ao mesmo tempo em que serão estabelecidos acordos com governos, órgãos e instituições responsáveis pela adoção de políticas públicas de modo a oferecer opções e soluções de sustentabilidade pós-RIO+20.
Entre as metas da nova plataforma global estão a produção de pesquisas orientadas para soluções que integrem desafios em mudanças ambientais com o desenvolvimento sustentável, de modo a satisfazer as necessidades humanas por alimentos, água, energia e saúde.
Colaborações inter e transdisciplinares entre pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento científico e tecnológico serão efetuadas de modo a encontrar as melhores soluções para as principais questões em torno do futuro do planeta.
Outra proposta da plataforma é aumentar a capacidade de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação, especialmente em países em desenvolvimento, bem como engajar a nova geração de cientistas.
A plataforma Future Earth é uma iniciativa conjunta do International Council for Science (ICSU), do International Social Science Council (ISSC), do Belmont Forum, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Universidade das Nações Unidas (UNU). A Organização Meteorológica Mundial (OMM) participa como observadora. Agências de fomento à pesquisa em todo o mundo integrarão os esforços da iniciativa.
“Precisamos de uma nova abordagem para enfrentar os desafios críticos das mudanças ambientais globais e do desenvolvimento sustentável que seja mais interdisciplinar, mais internacional, mais colaborativa e que responda melhor aos usuários das pesquisas”, disse Diana Liverman, codiretora do Instituto para o Meio Ambiente da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, e copresidente do grupo responsável pelo desenho da Future Earth na apresentação da iniciativa.
A iniciativa, que vem sendo planejada há três anos, deverá ajudar a responder questões fundamentais, entre as quais como e por que o ambiente global está mudando, além de vislumbrar desafios futuros e suas implicações para o bem-estar e para a sobrevivência do homem e das outras espécies.
Uma série de consultas para levantar os principais desafios em pesquisa nesse sentido será conduzida no segundo semestre de 2012 por meio de questionários on-line e workshops que serão realizados na Ásia, África, América Latina e Oriente Médio.
Alguns desses encontros, como um workshop sobre segurança alimentar e uso de energia, deverá ser realizado no segundo semestre deste ano.
Como membro do Belmont Forum – consórcio que reúne agências de financiamento à pesquisa de 13 países, além das da Comunidade Europeia – a FAPESP participará da iniciativa auxiliando na escolha dos temas das pesquisas, na elaboração das chamadas e na análise, seleção e cofinanciamento dos projetos. Cada projeto deverá ter a participação de pesquisadores de pelo menos três países.
“Um dos pontos fortes desta aliança é que ela congrega cientistas, usuários dos dados das pesquisas e as agências de fomento, que irão decidir pelo financiamento dos projetos. E algumas dessas agências de fomento estão reunidas no Belmont Forum, sendo que quatro delas são de países emergentes”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP e membro do Belmont Forum.
Brito Cruz destacou durante o lançamento da Future Earth no Rio de Janeiro que um dos objetivos da iniciativa é criar oportunidades para jovens pesquisadores se envolverem no desenvolvimento de pesquisas, e que muitas das agências de fomento à pesquisa participantes do projeto, como a FAPESP, já possuem programas voltados ao apoio de projetos realizados por jovens pesquisadores, que podem dar subsídios à iniciativa.
Yuan Tseh Lee, presidente do ICSU e ganhador do prêmio Nobel de Química de 1986, também presente na cerimômia, avaliou que, por meio de parcerias sólidas e abrangentes, a Future Earth irá conectar a pesquisa científica e o desenvolvimento de políticas e de ações, ampliando a interface entre ciência e políticas que apoiem a sustentabilidade.
“Estamos muito felizes em lançar essa iniciativa na RIO+20 que, afinal, é sobre caminhos para o futuro sustentável e a Future Earth representa um passo concreto nessa direção”, disse.
Alguns dos próximos passos que deverão ser dados para a concretização da iniciativa serão a criação de um conselho de governança e de um comitê científico, que deverá ser estabelecido em 2013. Detalhes: www.icsu.org/future-earth.
LANÇADO PORTAL DE MATERIAIS DIDÁTICOS

 A Universidade Estadual Paulista lançou o Projeto Unesp Aberta, que disponibiliza pela internet disciplinas livres como oportunidade de aperfeiçoamento de professores nas áreas de Humanas, Exatas e Biológicas.

A iniciativa oferece gratuitamente materiais didáticos digitais dos cursos de graduação, pós-graduação e extensão da Unesp elaborados em parceria com o Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da universidade. Detalhes: www.unesp.br/unespaberta

7º COLÓQUIO INTERNACIONAL MARX E ENGELS

Será realizado  entre os dias 24 a 27  pelo Centro de Estudos Marxistas do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp.

A conferência de abertura, às 10h30, no auditório do IFCH, será ministrada pelo professor João Quartim de Moraes, do IFCH.

“Teoria econômica marxista e o capitalismo contemporâneo”, com Andrew Kliman (Pace University, EUA), Claudio Gontijo (Universidade Federal de Minas Gerais) e Maria de Lourdes Mollo (Universidade de Brasília), e “Classe, gênero e raça”, com Jules Falquet (Université Paris Diderot, França), Pedro Chadarevian (Universidade Federal de São Carlos) e Sophie Béroud (Université Lumiére Lyon 2, França), serão duas das quatro sessões plenárias. Detalhes: www.ifch.unicamp.br/cemarx e (19) 3521-1678.

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

ZENIT.org) - começou a contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil, que será realizada de 22 a 28 de julho do ano que vem, no Rio de Janeiro. Já está em curso uma enorme movimentação da força jovem pelo mundo afora, especialmente aqui. A Jornada Mundial está na cadeia dos grandes eventos que estão sendo realizados em nosso país: Rio+20 (concluída recentemente), a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, 2014, e, por último, as Olimpíadas, em 2016.

A JMJ vai congregar, no mínimo, dois milhões de jovens, do Brasil e de todos os cantos do mundo. O caminho que está sendo percorrido no processo preparatório guarda uma riqueza educativa de expressiva significação. A Cruz peregrina da Jornada Mundial chegou em São Paulo, em setembro do ano passado, passou por Minas Gerais, no mês de novembro, e continua percorrendo todo o Brasil.

Antecedendo a JMJ, antes da chegada ao Rio de Janeiro, haverá celebração da Semana Missionária, em todas as dioceses do Brasil, de16 a 21 de julho de 2013, quando serão hospedados milhares e milhares de jovens peregrinos.

A Jornada Mundial da Juventude é considerada a grande convocação dos jovens para uma vivência autêntica da fé, o despertar para uma participação na esfera política, equilíbrio na dinâmica de suas vidas, superação de práticas e usos abusivos. Para a Igreja Católica é uma reafirmação e o comprometimento na sua opção preferencial pelos jovens. É também oportunidade para que os governos invistam nos jovens. Para a sociedade de um modo geral, que deve participar e colaborar, a JMJ é um momento histórico para avançar em direção ao novo, necessário à própria sobrevivência. Especificamente para os jovens, os grandes protagonistas, a Jornada Mundial já está sendo a experiência de uma nova consciência de sua dignidade e força, uma aposta exitosa para o futuro, com Cristo como centro de suas vidas.

Continue lendo...

domingo, 1 de julho de 2012

DOMINGO É DIA DE AUDITORIA



         Auditoria da Comunicação

A FRASE

“Se você não sabe o que busca na vida, nunca saberá para onde vai.”

BONITINHA, MAS ORDINÁRIA

Desta vez a campanha de publicidade do Estadão caprichou na ruindade. É ao de layout, mas de conteúdo é uma merda. Não leva a lugar nenhum, com aquele montão de trocadilhos.

MUITO BOM!

Parecido não é igual, conceito do produto Reiki, é bom pra danar. Só que a julgar pela última peça que veicularam, já foi deixado de lado. Pura burrice.
A NET adotou um conceito parecido, mas o da Reiki é insuperável.

DESFILE DE MEDOCRIADADES

. O comercial da Flex Contact Center é ridículo.

. O comercial da Brahama insiste no lugar comum.

. O comercial da Schin, o tal cervejão,  é muito confuso. Cruz Credo!

. A Multilaser e quem faz o anúncio pra ela estão precisando aprender um pouco de linguagem. Agora mesmo está veiculando um anúncio cujo título é assim:

Na hora de escolher o melhor caminho.

Conte com a Multilaser.

Com aquele ponto final no meio do texto e tudo.

. Título de anúncio da Confidence:

Na Confidence você tem

Um cartão que é a sua cara.

Aí, o diretor de arte apostou na burrice do consumidor e botou um cartão da Visa na cara do Cliente. Viche!

. Título de anúncio da Knorr:

Chefs e consumidoras criaram a receita:
Caldo Knorr para o filé de frango ficar
Douradinho e Suculento.

O anúncio dá uma de João Sem Braço e não explica quem são a consumidora e os chefs. Nem como isso foi feito. Para completar, complicou o conceito, ao dizer:
Sabor que a faz a vida melhor.
Desculpe, gente, mas
Knorr é melhor.

. Anúncio Cless. Título:

Charming Gloss.
Final Feliz para
Seus cabelos.

Tradução: você vai ficar muito contente quando seus cabelos caírem.

. Anúncio da Universal. Título:

Orlando
Travel Card

Se a viagem for tão confusa como o layout, vai ser terrível. A propósito: esquecera-se de oferecer uma lente de aumento para o consumidor ler o texto.

MÁGICA

Eu queria assistir a uma apresentação de um publicitário cara de pau para o  anunciante idiota da enxurrada de anúncios e comerciais de TV medíocres que andam enchendo a paciência do consumidor por aí.

Queria vr como o cara de pau finge que a ideia é brilhante e o anunciante idiota finge que acredita e aprova.

A VOLTA DOS COMERCIAIS FANTASMAS

O última edição de Meio&Mensagem é imperdível. Foi o único veículo que denunciou o monte de mensagens fantasmas premiadas no Festival de Cannes.

Aliás, todo mundo chama a atenção para os 28 leões que o Brasil ganhou, mas ninguém fez umas continhas para responder: proporcionalmente ao número de inscrições feitas por brasileiros, qual a porcentagem do aumento¿; quantos leões o evento distribuiu¿ percentualmente, de quanto foi a participação brasileira – em prêmios e em número de inscritos¿

PERIGO, PERIGO!

A Câmara dos Deputados , na falta do que fazer, está debatendo seriamente projeto do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-S. Paulo) que veta qualquer tipo de publicidade voltada para as crianças.

ASSIM ATÉ EU

Apesar das aparentes (aparentes, porque não se deve subestimar a inteligência dele) besteiras que vem cometendo, Lula acaba de dar mais um banho nos adversários. 

Ocupou, junto com o candidato dele à Prefeitura de S. Paulo, 40 minutos do Programa do Ratinho e ganhou, do TSE, uma multa de R$ 5.000,00 que o Ratinho vai pagar. É a propaganda mais barata que existe.

QUEM CHUPOU QUEM¿

A empresa BASE editou uma peça promocional vendemdo o Residencial Ecovila Sambaqui, em Florianópolis. Título:

Você nunca viveu nada igual.

Troque a palavra viveu por viu e você tem a mesma frase que está sendo utilizado por um Shopping Center que será inaugurado às margens da rodovia 101.

VAI ENTENDER ESSE POVO

A economia degringola.
A violência recrudesce.
A educação vai mal.
Os escândalos se sucedem.
A saúde está às moscas.
A popularidade do governo cresce.
Essa conta não fecha.

Continue lendo...